A Morte de Sarai

A Morte de Sarai J.A. Redmerski


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Resenhas - A Morte de Sarai


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Caroline 22/02/2015

Um thriller de tirar o fôlego! Muito bom ;)
Por que eu não li esse livro antes? Porque a sinopse me enganou! Ou melhor, eu a interpretei errado. Por mais que minhas amigas o recomendassem, eu achava que o tema não me agradaria. Tráfico de mulheres? México? Não queria nada disso. Até que ele finalmente foi lançado no Brasil e resolvi dar uma chance…e WOW! Muito melhor – e mais diferente – do que eu poderia imaginar!

Se você vai ler A Morte de Sarai, esqueça o mocinho e a mocinha, esqueça o politicamente correto, esqueça o romance tradicional, pegue a pipoca, sente-se em uma poltrona confortável e prepare-se para ler um filme. Isso!, não escrevi errado, essa leitura foi o mais próximo de um filme que algumas páginas já me levaram. A Morte de Sarai é visual, em câmera rápida, sem tempo para respirar ou pensar demais, é acelerado, como um filme de ação.

Sarai era uma adolescente americana comum, até ser levada, aos 14 anos, por sua mãe para viver no México ao lado de Javier, um poderoso chefão do tráfico de drogas e de mulheres. Javier, que apaixonou-se pela menina, a mantém presa em cativeiro desde que sua mãe morreu. Há 9 anos trancada no meio do nada, Sarai nem sabe mais o que é ter uma vida normal, nem vê a chance de escapar viva daquele local, até que um americano aparece e lhe inspira uma certa confiança. Vitor é um assassino de aluguel, uma pessoa treinada para matar desde cedo, mas pode ser a chance de liberdade que Sarai tanto esperou. Será?

Sim, não tem mocinhos, heróis ou heroínas – ao menos não da maneira tradicional. Tem personagens cheios de dor, maltratados pela vida desde muito cedo, moldados por circunstâncias obscuras, que reagem de forma diferente das pessoas comuns às situações que lhes são impostas.

A excelente caracterização dos dois protagonistas é, sem dúvidas, o ponto alto dessa história. Parece que cada ato deles se encaixa perfeitamente em suas personalidades, por mais inverossímel que possa parecer. A autora os estruturou tão bem que tudo se torna crível e possível, que passamos a reagir como eles, a pensar como eles. Parece estranho, mas me afeiçoei a um assassino e a uma garota com um esquisito instinto de sobrevivência que mais parece um desejo de morrer.

A narrativa é em primeira pessoa, com os capítulos alternando entre os pontos de vista de Sarai e Vitor. A escrita é bem comum, mas só pode ter algum pó mágico que faz com que devoremos as páginas sem sentir.

Tal qual um filme de ação, A Morte de Sarai não é um livro que, Oh!, vai mudar a vida de alguém ou trazer reflexões profundas. É um livro de entretenimento maravilhoso, um suspense de tirar o fôlego, que lhe prende, lhe sufoca e lhe curiosa e tensa.

A sensação que tenho é de que a autora escreveu uma história, que geralmente teria o público masculino como alvo, com elementos que agradam e atraem mais as mulheres que os homens. Ela insere uma pitada de romance, de sentimento, de sensibilidade e redenção em meio a matança, fugas e planos de ação.

Para os que tem medo de ser uma leitura pesada – afinal, lida com tráfico de mulheres – digo que não é, pelo menos não como eu esperava. (Tampouco é um Julia Quinn, hein! rs) O tráfico existe, mas não é o foco da história. A Morte de Sarai fala mais da sobrevivência de uma garota que foi exposta à brutalidade e da sua adaptação em um mundo comum, se é que ela pode – e sabe – voltar a ser alguém comum.

A autora me ganhou pela surpresa, por uma certa originalidade, por escrever um romance diferente, com personagens incomuns, mas cativantes. J. A. Redmerski já havia me conquistado no seu livro Entre o agora e nunca, mas tinha me decepcionado bastante em Entre o agora e o sempre. Bem, fizemos as pazes aqui e quero ler toda a sequência, sem dúvidas.

Se você gosta de um thriller com um toque de romance, não hesite em ler esse aqui. Se você se acha romântica demais para ele, eu sugiro que tente – certamente irá se surpreender!!

E que venham os próximos! Estou preparada – e ansiosa!


❤ ❤ ❤ ❤ ❤
★ ★ ★ ★ ☆

site: www.historiasdepapel.com.br
Danna 22/02/2015minha estante
preciso


Caroline 22/02/2015minha estante
É muito bom, Danna. Não vai se arrepender ;)))


Claudia 22/02/2015minha estante
Comprei e ainda não chegou, grrrrrrrrrrrr


Jessica A. 22/02/2015minha estante
Quero muito ler esse livro!


Caroline 22/02/2015minha estante
Não vão se arrepender, meninas! Muito bom!


Zenttibal 23/02/2015minha estante
Começando agora... ^_^


Claudia 23/02/2015minha estante
Porcaria de entrega do Extra. Estão no prazo MAS eu estava mal-acostumada, pois o Amazon, o Submarino, Ponto Frio etc., entregam super-maxi-mega rápido....


Danna 24/02/2015minha estante
Comprei! Assim que chegar vou ler *-*. Deve demorar pra lançar os próximos né? kkkk


Caroline 27/02/2015minha estante
Danna, vi que a previsão do próximo é julho de 2015 ;)


Eris Lúcia 03/03/2015minha estante
Caroline, como sempre suas indicações são dez. Se eu fosse pagar por cada umas delas já teria rendido um bom dinheiro. Quando li seu comentário no face, entrei de cabeça e nem procurei sua resenha e só agora quando terminei (li em dois dias e não foi mais rápido por falta de tempo, rss) notei que senti o mesmo, estava lendo um filme, rss. Muito obrigada. Beijos


Maria Janir Pir 23/03/2015minha estante
nossa Carol, ganhei esse livro e fiz como você, trafico de mulheres? assassino profissional? não me atraiu não, ta la no cantinho da estante, mas depois da sua resenha fiquei atraída...rsrs..vai ser o próximo


Caroline 14/04/2015minha estante
Eris, querida, que bom que gostou!!! É bem tenso, né? Achei uma leitura super diferente :)))
bjs


Caroline 14/04/2015minha estante
Maria Janir, chegou a ler?? Quando ler me fala o que achou :))
bjs


Larissa 12/12/2016minha estante
Sua resenha descreve exatamente como é o livro. Perfeita.




Tatiane Buendía Mantovani 07/03/2015

Não sei se eu ainda estava sob impacto do livro que li anteriormente (Reze pelas mulheres roubadas, Jennifer Clement), que é meio neste tema, acho que acabei me iludindo com a sinopse e esperando demais.
O comecinho é bom, promete uma leitura bacana. A mocinha, Sarai, empreende uma fuga espetacular de seu local de cativeiro (o harém de algum narcotraficante no México) onde era mantida cativa há 9 anos. Para fugir, ela engenhosamente esgueira-se por alguns capangas que montavam guarda e esconde-se, armada, no soalho do carro de um sujeito misterioso que estava no local fechando negócios escusos com o chefão do tráfico. Ela não sabe quem ele é, nem quer saber, só sabe que passam-se meses sem alguém de fora aparecer por ali, e aquela é sua única chance de escapar de lá. Tem a arma, que está disposta a usar para convencer a pessoa a ajudá-la a escapar. Vagamente tem como objetivo cruzar a fronteira com os EUA. Mas não tem certeza se é para lá que quer ir, aliás, a Sarai não tem certeza de nada.

Não sei se, pela temática ser YA, a autora não ousou aprofundar os anos de cativeiro da Sarai. Se tivesse arriscado a descrever algumas torturas, flashbacks de alguns acontecimentos de seu dia a dia como escrava sexual de um narcotraficante, teria dado mais profundidade, dimensionalidade ao emocional meio capenga da personagem. O lema todo do livro pode ser resumido com o velho cli-CHE: Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.
Sarai é terna, é a típica mocinha de coraçãozinho nos olhos, meiga, inteligente, sensível... as circunstâncias da vida, e toda a crueldade humana que ela presenciou (contra si e outras meninas) a forçaram a endurecer. Só que ela não endureceu direito. Parece que a personagem é só máscara, não tem conteúdo. Aí fica difícil comprar a história, partindo de premissas tão capengas.

Convenhamos: Saraí é CHATA! É confusa! Quer uma coisa, faz outra. Quer fugir, no meio do caminho quer voltar para ajudar à amiga que ficou para trás. Quer tentar vida nova, bem longe - nos EUA talvez - estudar, viver bem, dignamente, mas aí no meio do caminho, do nada, decide que quer virar uma matadora de aluguel, assim como o cara (o anti-heroi misterioso tipicamente clichezistico) que a ajuda (ainda que relutantemente) a escapar. Mas aí, decide que não consegue (ah, os princípios!) matar qualquer um, só pode (quer/consegue) matar os badboys - detalhe: seu radar para os verdadeiros badboys livro afora é PÉSSIMO!.
Ela é daquela personagem chata que, em situação de perigo, alguém lhe diz: "fique aqui e não se mexa", e é claro, que, assim que esta pessoa sai do recinto, ela enfia a carona na janela, tosse, espirra e peida chamando atenção e desencadeando um tiroteio onde morrem n pessoas. Menos ela.

Pelo menos o livro é curto.
Luiza 22/05/2015minha estante
O livro é muito meia boca. Não sei como tem gente que dá 5 estrelas e mil corações pra isso... Li porque tinha lido outro da autora que gostei, mas esse aí não me convenceu.




Pick a Book 17/01/2015

A morte de Sarai ( Na companhia de assassinos 1)
AMOOO DEMAIS ESSA SÉRIE.


Resenha escrita em 07/09/2013


Kiiling Sarai (In the company of killers #1)
Victor: "Temo que eu não seja bom em ser um ombro para chorar."
Sarai: "Então no que você é bom?" Pergunto. "Além de matar pessoas, é claro."

O motivo de querer ler KILLING SARAI foi 90% porque foi a J.A. Redmerski - a mesma autora de ENTRE O AGORA E O NUNCA - que escreveu. Como amei esse livro, tinha muitas expectativas em cima deste novo livro. E não me decepcionou em nada.

Diferente dos livros do gênero que tem por ai, KILLING SARAI é tenso do primeiro capitulo ao último. Em 100 paginas já tinha acontecido tanta coisa que fiquei pensando no que mais poderia vir. Posso dizer que mesmo amando ENTRE O AGORA E O NUNCA, creio que em KILLING SARAI a autora melhorou muito sua escrita. A narrativa flui perfeitamente, em momento algum tornando a leitura cansativa.

O livro conta a história de Sarai que desde os 14 anos vive presa num quartel de drogas, no México, junto com outras garotas no meio de estupros, torturas e mortes. Nove anos depois, agora com 23 anos, Sarai vê uma oportunidade de fugir e acaba parando dentro do carro de Victor, um assassino de aluguel, frio e calculista. Sarai não lembra mais de como é uma vida normal e suas atitudes demostram uma garota forte e corajosa, mesmo que tenha uma alma ferida por todos esses anos de cativeiro.

Victor, apesar de não ser o mocinho convencional, acaba conquistando a gente. O mais legal do livro é isso. Você tem que ter a cabeça aberta pra fugir do que é o certo. Por que, como gostar e torcer por um cara que é um assassino? O conflituo de Vitor, ajudar Sarai a voltar para os Estados Unidos ou utilizá-la como barganha, mostra que lá no fundo Victor pode ter, sim, sentimentos. E apesar de sua frieza, ele vai aos poucos chamando atenção de Sarai e de quem lê.

Apesar de ser um gênero New Adult e ter, claro, o desenvolvimento de uma relacionamento entre os dois e até algumas cenas mais quentes, o livro foca na fuga, na vingança e na descoberta de Sarai sobre o que quer dá vida agora que há a possibilidade, mesmo que seja pequena, de ter uma vida. Isto é se ela conseguir sair viva, pois o nome do livro, em tradução livre é "Matando Sarai".

O final, claro, nos deixa SUPER curiosos pela continuação. E "REVIVING IZABEL" (Tradução livre: Revivendo Izabel) será lançado nos EUA dia 10 de dezembro de 2013. Já quero pra ontem!!! rs


"Como alguém pode passar a vida tão clandestinamente, sem emoção, tão desapegado por alguém ou alguma coisa? Quando eu olho nos seus olhos eu vejo alguma coisa lá, embora adormecida e completamente indistinto, eu sei que ele está lá. E é poderoso. Quero entendê-lo, senti-lo, prová-lo em meus lábios." - Sarai

"Sou grata por.. tudo que fez por mim. Acho que no final nada disso vai realmente importar, não salvar minha vida ou poupa-la. Mas eu sempre serei grata a você."


Resenha postada no Mi, myfaceblog & my books
https://www.facebook.com/Mimyfaceblogandmybooks
Vanessa 22/01/2015minha estante
Ameii sua resenha concordo com cada observação sua, eu também li KILLING SARAI por causa da autora, li um pouco se muitas expectativas mas KILLING SARAI me surpreendeu positivamente, arrisco a dizer que e melhor que ENTRE O AGORA E O NUNCA, Killing Sarai tem uma narrativa bem mais envolvente e nos prende do começo ao fim e em momento algum a narrativa se torna cansativa, ao contrario de Entre agora e o nunca que em certos momentos a narrativa chegava a ser um pouco cansativa.


Pick a Book 23/01/2015minha estante
Obrigada Vanessa. Tbm me surpreendi mto. A história prende do começo ao fim. A série toda é ótima. Eu to lendo o 3 livro agora. rs




Blog MDL 27/07/2015

Sarai está refém do medo há mais tempo do que ela é capaz de se permitir sentir, mas quando uma chance de se libertar surge, ela sabe que não pode desperdiçá-la por mais que as consequências sejam ameaçadoras demais. A verdade é que fugir para onde quer que seja deve ser melhor do que continuar sendo explorada e mantida como prisioneiro de Javier, um poderoso narcotraficante mexicano com quem sua mãe a deixou. Ela já não suporta mais ver meninas sendo escravas sexuais e não poder fazer nada, ela só quer conhecer outro tipo de vida que não seja apenas violência.

É por isso que quando ela descobre que o homem que está fazendo negócios com o traficante é americano, ela aposta todas as suas fichas nessa fuga mesmo sabendo que para estar naquele local, ele não deve ser muito melhor que Javier. No entanto, as coisas são mais complicadas do que ela poderia imaginar, já que Victor além de ser um homem misterioso, leva uma vida escusa e sem escrúpulos: ele é um assassino. Vivendo situações de perigo ao lado dele na tentativa de se desvencilhar da perseguição de Javier que emprega uma busca ensandecida para levá-la de volta ao cativeiro, ela fica dividida entre temê-lo e amá-lo.

"A Morte de Sarai" é um livro complicado. Para lê-lo e conseguir gostar do que viu, é necessário ter uma mente muito aberta. Digo isso porque apesar da história parecer ser um romance com toques de thriller, a autora traz não só temas, como também, atitudes e pensamentos que podem ser difíceis de serem aceitos em um primeiro momento. Nesse rol de temas polêmicos, vemos violência contra mulher de todos os tipos (desde agressões físicas e verbais a agressões sexuais), homicídios, tráfico de pessoas, entre tantas outras coisas que pouco são discutidas em livros que são voltada para o público jovem adulto.

E a autora foi muito feliz ao trazer esse enredo mais denso e essa carga dramática para a sua história, já que traz à baila questões que devem sim ser debatidas, pois por mais que seja distante da nossa realidade pessoal, ainda são ocorrências observadas na nossa sociedade. Esse é ponto forte do livro, ainda mais porque podemos observar tudo isso a partir do ponto de vista tanto de uma vítima, como de um agressor. Mas o livro não funciona como um romance. De verdade, diante de todas as situações difíceis que Sarai viveu, me incomodou profundamente a tentativa de romantização da sua relação com o Victor.

Ainda mais por ambos protagonizarem cenas de violência que me deixaram meio chocada em saber que a Sarai simplesmente não dava a devida relevância a isso. Por mais que ela insista, eu não consigo ver o relacionamento dos dois como algo que não seja as sequelas da Síndrome de Estocolmo, pode ser que a autora consiga me fazer ver esse "amor" de outra maneira, mas por enquanto esse ainda foi a maior fraqueza que pude ver em "A Morte de Sarai". Isso, e o cliffhanger com o qual a autora encerrou esse primeiro livro da série "Na Companhia de Assassinos".

Particularmente, não vi necessidade disso, já que seria possível terminar essa história de forma coesa e completa, porém, entendo que a autora queira dar novos contornos ao relacionamento desses personagens. Todavia, para quem, assim como eu, não gostou do romance, é frustrante saber que terá que ler outro livro para ver um desfecho que poderia ser dado nessa primeira história. Em suma, só posso dizer que "A Morte de Sarai" é um ótimo thriller e um bom romance para quem gosta de relacionamentos controversos, mas ainda indico a leitura por suas cenas de ação e por seus temas polêmicos do que por qualquer outra coisa.

site: http://www.mundodoslivros.com/2015/07/resenha-morte-de-sarai-por-j-redmerski.html
Layssa 28/10/2015minha estante
(SPOILER)
Como terminar a história de uma forma coesa e completa sem deixar os leitores descobrirem o que é a Ordem, quem é a mãe de Victor, por que escolheram os dois irmãos, deixando esses homens que escravizam mulheres impunes, deixando o leitor sem saber se o Victor irá morrer ou não no encontro com o empregador? Acho que sua pressa pra encerrar o romance que você considera problemático te fez esquecer de uma das partes mais interessantes da história: a trama de ação. A primeira mais interessante, na minha opinião, é o desenvolvimento dos personagens, que também está inacabado.




Fernanda Rebelato 16/09/2016

Sobre a romantização em excesso
Ao começar a leitura desse livro, pensei que seria algo totalmente do que realmente foi. Um livro que tinha tudo para ter um toque de ação excelente, mas como acontece às vezes, a escrita acabou focando num romance clichê que se desenvolveu do nada entre os protagonistas. E senhores, como detesto esse tipo de romance.

Sarai é uma jovem, vendida pela família a uma espécie de tráfico, vivendo em meio à escravidão, ao abuso e a violência sexual desde os 14 anos. A história tinha tudo para ser uma crítica sexual sobre as coisas que fingimos não ver, sobre mulheres que passam por isso quase diariamente, mas como já disse, a narrativa se perdeu em meio emoções supérfluas que não ajudaram a contribuir para o enredo.

A protagonista da história, Sarai ou Isabel como passa a ser chamada, vive nesse cárcere de drogas e prostituição, nos desertos do México, há nove anos. Javier é o responsável por tudo e está “apaixonado” por Sarai, o que a poupa de muitas situações. A ideia de liberdade já lhe parecia algo distante apesar dela nunca desistir, principalmente quando via os abusos que as outras garotas recebiam.

Sarai encontra uma oportunidade de fuga quando um americano surge para resolver algo com Javier. Victor é um assassino de aluguel, que está longe de ser o cara bonzinho e cheio de piedade que ajuda alguém. Ele é frio, calculista e fechado, faz o que lhe mandam, não importa o que seja. Mesmo sem querer ele se envolve na fuga de Sarai, e foi a partir daí que eu comecei a desgostar um pouco da história.

A partir desse ponto, o livro passa a girar entre a vida de Sarai e Victor, intercalando seus pontos de vistas entre a narrativa. A protagonista conseguiu sua fuga, mas por viver tanto tempo naquele lugar, ela não tem mais para onde ir ou outra pessoa que a ajude, sendo assim Victor é sua última esperança.

Os dois personagens iniciam uma fuga desenfreada contra os traficantes que estão atrás de Sarai. Ambos precisam sobreviver a isso e aos seus demônios particulares de um passado que ainda os assombra. Os personagens são fortes, vivem seus problemas pessoais e enfrentam tudo que lhes é imposto. Mas tudo se perde com a “romantização” do problema.

Desde o início, os dois parecem ter uma forte atração um pelo outro, o que particularmente não faz sentido nenhum para mim. Sarai passou por um grande trauma pessoal, ela foi abusada durante anos, mas parece confiar cegamente em um assassino e se apaixonar por ele. Para alguém que sofreu um trauma assim, com certeza ela não se envolveria tão facilmente com outra pessoa, portanto o romance não condiz com a realidade.

Já Victor, é o cara durão, que mataria qualquer pessoa que lhe criasse um problema sem se preocupar. Contudo, ele parece criar um vínculo de proteção com Sarai, como se os personagens se conhecessem há anos. Essa visão, proporcionou uma visão chata de que a personagem não precisava ter medo de nada (e não tinha) porque o “príncipe” estava ali para protegê-la.

A carga emocional e de vida dos personagens pareceram não ser o foco do livro, o que na minha opinião estragou a história. Talvez eu seja a chata que não gosta de romances, mas numa história como essa, cheia de problemas sociais, o romance não precisava estar incluído, a história se faria história sem ele.

E assim, surge a pergunta: Será que, atualmente, todos os livros precisam romantizar para serem lidos? Será que as histórias não conseguem se fazer boas, simplesmente pelo fato de conter um drama e uma realidade social? Ou por desenvolver outras características dos personagens sem o velho e chato clichê do casal que só sobreviverão juntos?

Para pessoas que nem eu, o romance, nesse caso, só se torna um meio que a autora/editora encontrou de vender o produto, por acharam que livros só serão livros com a pitadinha de amor. Às vezes, o romance não é necessário para a construção do livro.

Eu gostei da história, não tanto como esperava, mas não foi de todo ruim. Gostei bastante das partes de ação, do passado dos personagens e dos motivos que tiveram. As partes em que Sarai se desenvolve e cresce sozinha em sua história, consegue suas vinganças e chega a um estado de liberdade da alma, são excelentes. É uma pena, que a história não tenha se mantido só nesse sentido e se perdeu no romance clichê desnecessário.

site: www.armazemideias.com.br
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Clã 17/02/2015

Clã dos Livros - A Morte de Sarai
"- Há uma grande diferença entre medo e incerteza, Sarai. Você não tem medo de nada, mas está incerta sobre tudo."

Sarai tinha apenas 14 anos quando foi deixada por sua mãe no México, com um traficante de drogas, Javier. Ele além da venda de drogas, também negocia meninas e mantém muitas em cativeiro. As meninas sofrem abusos, estupros e violência psicológia e fisica. Mas Sarai é diferente, Javier se apaixonou por ela e a mantém só para ele, por isso ela recebe um tratamento especial.

Ela ficou presa durante muito tempo e se manteve forte. Resistiu, não demonstrou fraqueza, mentiu, fingiu e sobreviveu, apesar de tudo o que viveu e presenciou. Após 9 anos, viu em Victor, um assassino contratado por Javier, a oportunidade para finalmente escapar de seu cativeiro e quem sabe poder viver em liberdade.

Victor não é um homem comum. Ele foi criado como um assassino desde criança. Não se envolve, não tem sentimentos, não sente pena ou misericórdia. Sarai tenta de tudo para convencê-lo a salvá-la, ou ao menos libertá-la em algum lugar dos EUA. Mas ele não demonstra nada, parece não ter sentimentos, quase não fala com ela, o que a deixa insegura e desnorteada.

" Gostando ou não, Victor é minha única proteção até eu cruzar aquela fronteira, e vou ficar com ele o tempo que puder, apesar de precisar desesperadamente fugir dele também."

Porém após um tempo juntos, Victor parece mais propenso a ajudar Sarai. Será que ele estaria mentindo? Sarai estaria sendo usada como isca para pegar Javier?

Ela se viu de repente, envolvida com ele. O que poderia fazer de sua nova vida? Sem família, sem emprego, sem documentos. É como se não existísse. E ainda por cima, estava sendo perseguida por seu algoz Javier, que não parecia nada disposto a deixá-la escapar. Estar na companhia de Victor lhe dava segurança, por mais absurdo que isso pudesse parecer.

O assassino também começa a se envolver com Sarai, desejando mantê-la a salvo, mas ainda se debatendo entre quais escolhas deveria fazer.

Em toda sua vida soube que nunca poderia se envolver pessoalmente com ninguém e a moça que agora o acompanhava, estava começando a bagunçar tudo. Talvez fosse arriscado demais mantê-la por perto. Talvez fosse arriscado demais mantê-la viva.

"Ela parece derrotada. Linda, suave e destruída de pé ali diante de mim, parcialmente vestida, à luz do luar que entra pela janela alta. Linda, mas derrotada. Seu olhar de alguma forma gruda em minha alma, e tudo o que eu quero é que ela se vire e vá embora. Porque sei que se ela não for, se me pressionar mais com esses lábios macios e esses olhos tristes e vulneráveis, vou sucumbir ao momento, e comê-la ou matá-la."

Eu já tinha me apaixonado pela escrita de J.A. Redmerki após ler Entre o Agora e o Nunca e Entre o Agora e o Sempre, ambos também publicados pela Suma de Letras.

E fiquei totalmente seduzida por esta série. Aqui não existem inocentes e esta não é uma linda história de amor.

A narrativa de A Morte de Sarai é incrível e nos carrega, sem chance de parar até o final. Os personagens são bem estruturados e fascinantes em suas imperfeições.

Para os que se recusam a ler séries e trilogias antes de publicarem todos os livros, podem ler A Morte de Sarai, sem medo, o livro tem final e uauuuu que final.

Amei, virei fã da Série (já era fã da autora) e recomendo!

A Série tem 4 livros publicados e 2 que devem sair nos EUA ainda esse ano.

site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/2015/02/resenha-morte-de-sarai-livro-1-da-serie.html
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Nanda {@talvezumaleitura} 06/03/2018

A morte de Sarai
Mano do céu, devorei esse livro! Simplesmente não conseguia parar de ler, já começando o segundo.
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Mallu 10/03/2016

Impactante
"A morte de Sarai" mostra um lado totalmente diferente da J.A. Redmerski que eu ainda não conhecia. Sarai foi levada a força por sua mãe dependente química a morar com um traficante no Mexico. Após a morte de sua mãe, o chefe do narco trafico se apaixona por ela e a mantém presa em sua fortaleza por 9 anos. Nessa fortaleza, Sarai vê de tudo. Vendas de garotas, estupro, mortes, corrupção, negociações de armas e drogas. Até que um dia, um matador de aluguel aparece na fortaleza e ela vê nele a única forma de sair dali.
A partir desse momento, a historia ganha uma nova cor. A adrenalina e a ação não tem fim. Ate mesmo o romance de Sarai com Victor - o matador de aluguel- fica em segundo plano. E eu adorei isso. A autora foi excelente nesse aspecto, soube balancear tudo na dose certa, sem ficar muito meloso e nem muito seco. Os personagens tem personalidade forte, os diálogos são bem construídos, o enredo bem elaborado. A narrativa é realizada em cima do ponto de vista tanto da Sarai quanto do Victor, o que amplia ainda mais a visão da história. Esse é o primeiro volume da serie "Na companhia de assassinos" e eu mal posso esperar para ler o segundo e todos os que ainda vem por ai.
Geissiane Lustosa 11/03/2016minha estante
A continuação é ainda melhor, hihi :)


Mallu 11/03/2016minha estante
Ai meu Deus, preciso! Geissi, voce sabe me dizer se tem em ebook? nao achei no lelivros


Geissiane Lustosa 11/03/2016minha estante
Tem, siiiiiiiim, Mallu!!!! Me passa teu email que eu te mando :D


Mara.Amaral 07/06/2016minha estante
Já li os dois volumes! E estou fascinada, entretanto, que têm alguns momentos que a Sarai muito burra.
Bom, voces sabem dizer se os últimos dois volumes já estão a venda?


Michele 19/07/2016minha estante
Meninas, eu amoooo tb, e Geissiane, a segunda é maravilhosa tb ne, lindo
O 3. que nao gostei, achei fora da pegada dos dois primeiros. Ansiosa pelo 4.
Bjocas




Mayara.Souza 23/04/2018

Este livro é ótimo. Te prende do começo ao fim! Super recomendo.
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Conchego das Letras 04/04/2016

Resenha Completa
Hoje vou trazer a resenha de uma autora que tenho uma relação de amor e decepção. Vou explicar: faz um tempinho que li o livro Entre o agora e o nunca, dessa mesma autora, e amei... Fiquei encantada com a narrativa. Claro que logo em seguida li a sua continuação, Entre o agora e o Sempre, e odiei, foi pura decepção. Devido a esse ocorrido, acabei prolongando iniciar a leitura do livro A Morte de Sarai.

Eu ganhei esse livro de uma amiga muito querida e que acompanha o blog, Andreza Medeiros. Ela ficou tão apaixonada pelo livro que enviou como presente e fiquei surpresa quando recebi pelo correio. Para você ter uma ideia, ganhei esse livro em setembro e ficava só o observando na minha estante.

Lembro que quando A Morte de Sarai foi lançado fez o maior rebuliço, muita gente comentando e as resenhas bombando. Mesmo assim, não me sentia atraída para ler. Vou ser sincera, eu odiei a capa, só de olhar ficava com arrepios. Sei que é besteira da minha parte, mas fazer o quê?

Chegou um momento em que não tive mais como prolongar e comecei a leitura...


Agora eu me pergunto: Por que não comecei essa leitura antes? Por que não li imediatamente assim que ganhei de presente? Toda vez que tive que dar uma pausa, ficava com a história na cabeça e doidinha para voltar para ele. Faz tempo que não passo por essa situação!

Então vamos conhecer A Morte de Sarai, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos.

A mãe de Sarai era uma usuária de drogas e não cuidava da filha direito, até que conheceu Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres, e não pensou duas vezes para ir morar com ele em outro país, o México. Sarai, com apenas 14 anos, foi junto, mas já percebia que Javier olhava para ela com segundas intenções e assim que sua mãe morreu ela ficou aos seus cuidados. Ela tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade, mas tudo mudou e sua vida se tornou algo que ela nunca imaginou.


Desde então, Javier mantém Sarai em cativeiro. Ela é a queridinha dele, não sofre maus-tratos e tem um tratamento um pouco melhor que as outras meninas, mas nada de luxo. Ela nem sabe em que cidade ou bairro está naquele país.

Sarai é uma jovem inteligente e aprendeu a viver daquela maneira, mas nunca desistiu de fugir e ter uma vida normal.

Aos 23 anos, ela vê a sua oportunidade de fugir. Dentro de um quarto escuro, observa a visita que chegou para negociar com Javier. O visitante chama-se Victor, um assassino de aluguel que desde muito novo convive com a morte e a violência. Ele faz parte de uma ordem e foi treinado para matar a sangue frio e não ter nenhum sentimento.

Sarai quer muito a sua liberdade, então ela foge e precisa confiar nesse homem misterioso. Depois ela percebe que Victor é diferente dos homens que ela conheceu, não adianta tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo.

Algo acontece e a situação toma um novo rumo, inesperado para ambos. Juntos vão viver momentos intensos, com muito suspense e Victor chega a conclusão que não sabe em quem confiar. A história em todo o momento é com muita adrenalina, nenhum momento quis parar ou dar uma pausa na leitura.

Mesmo não sendo um livro de romance, eu fiquei torcendo para o casal. Ainda mais quando Victor começa a agir totalmente diferente do que ele está acostumado e arrisca a própria vida para salvar aquela desconhecida. E Sarai queria tanto a sua liberdade, mas depois de tudo que eles passaram, sente-se presa a ele e com o desejo de ficar ao seu lado.

Você pensa que contei tudo? Tá com raiva achando que dei spoiler? Nãoooo, eu não dei UM spoiler que seja, tudo o que eu disse tem na sinopse e garanto, se quer se surpreender e ler algo que vai te deixar querendo saber ainda mais dessa aventura, convido à conhecer A Morte de Sarai.

site: http://conchegodasletras.blogspot.com.br/2016/04/resenha-morte-de-sarai.html#more
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Theresa.Cavalcanti 22/06/2015

Assassino sexy
Um livro totalmente envolvente, como todos da autora. Amei tudo, super envolvente, com momentos de tirar o fôlego. Fiquei louca pelo Victor, estou loucamente apaixonada por ele. Gostei muito da Sarai, senti muita pena, por tudo que ela passou e você pensar que, sim, tem gente vivendo nessa situação. A cada momento eu ficava :: Meu Deus, alguem vai morrer! ou :: Eles vão matar alguém! E raiva do Javier, muita raiva dele, e o final foi digno. Preciso urgente do próximo livro, porque sinto que muitos forninhos vão cair.
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Gi 09/03/2016

A morte de Sarai
Simplesmente apaixonada pela história.
J. A Redmerski consegue nos deixar fascinados na história, querendo saber como tudo vai terminar.
Nessa história nos apaixonados pelo vilão.

Sarai uma prisioneira de Javier (traficante de mulheres) a 9 anos vê a oportunidade de fugir assim q um americano aparece na fortaleza em que vive.
Victor o americano, e assassino profissional se vc ajudando Sarai na fuga e um Sentimento que essa profissão o proíbe de ter, acaba despertando nele e Sarai se torna muito mais do que gostaria que ela fosse.
Michele 19/07/2016minha estante
Lindo demais ne Gi.
Tb ameeeeei!
Me indique outros que vc gostou, para trocarmos figurinhas rs
Bjocas




Talita 16/02/2015

:: Resenha :: A Morte de Sarai, J.A.Redmerski
Sinopse: Sarai tinha apenas quatorze anos quando sua mãe a levou para viver no México em um quartel de drogas. Com o tempo ela se esqueceu o que era ter uma vida normal, mas nunca deixou de lado a esperança de escapar do complexo onde ficou presa nos últimos nove anos. Victor é um assassino a sangue frio que, como Sarai, somente conheceu a morte e a violência desde criança. Quando Victor chega ao complexo para recolher dados e aplicar um golpe, Sarai o vê como uma chance para escapar. Mas as coisas não acontecem como previsto e em vez de se encontrar a caminho de Tucson, ela se livra de um homem perigoso para cair em cilada de outro. Enquanto fogem, Victor se distancia de sua natureza primitiva enquanto sucumbe a sua consciência e decide ajudar Sarai. A medida que ficam próximos, ele se encontra disposto a arriscar tudo para mantê-la com vida, inclusive sua relação com seu irmão e seu contato, Niklas, que agora, como todos os outros, quer Sarai morta. Enquanto Victor e Sarai lentamente constroem uma confiança entre eles, as diferenças parecem diminuir, e uma atração pouco provável se intensifica. Entretanto, as habilidades e experiência de Victor podem não se suficientes para salvá-la, enquanto o poder que ela tem sobre ele pode ser o que colocará fim a sua vida.

Um dos livros mais esperados por mim, em 2015. Vocês não fazem ideia do quanto fiquei feliz em saber, no final do ano passado, que Sarai chegaria no Brasil. Comprei em pré-venda e me controlei para não pular no entregador. Confere ai no "Leia Mais" a resenha!
Para começar essa resenha, eu sou moralmente obrigada a dizer alguns pontos antes de falar de Sarai e Victor.

i) Eu sou absolutamente apaixonada pela escrita da Redmerski, meu primeiro livro dela foi Sarai e desde então eu sou fã dela, e apesar da minha lista de livros lidos ser imensa, minha lista de autores favoritos é bem pequena e definitivamente ela está nessa lista. Meu primeiro contato com Sarai foi em inglês, eu já falei para vocês que eu navego bastante no Goodreads e em uma dessas andanças, fui ver as resenhas para Entre o agora e o nunca, livro dela que saiu no Brasil e como eu não conhecia, fui ver as críticas. Quando olhava Entre o agora e o nunca, vi os outros livros dela e Killing Sarai chamou a minha atenção pelo título, e quando comecei a ler as resenhas eu apenas PRECISAVA ler! Quando fui procurar ele, em inglês, encontrei uma dessas traduções de fãs para fãs e no desespero, uma vez que não tinha previsão de lançamento, apelei e li... em 1 dia! Sim, eu não dormi, sim, eu comi mal, mas era impossível largar o livro! E isso lendo um livro que não tinha a tradução oficial, desde então eu apenas precisava dele e passei a falar dele para todas as minhas amigas!

ii) Como eu estava falando, Redmerski é uma das minhas autoras favoritas. Ela tem algo que nenhuma das minhas outras autoras favoritas têm, que são os personagens complexos que abalam a minha vida literária. Você não consegue ficar impassível diante de Sarai, Victor, Niklas, ou mesmo de Cam e Andrew (de Entre o agora e o nunca). São personagens com uma carga emocional que diante da dureza de Sarai, do taciturno Victor, do ambíguo Niklas, quando você começa a ler você somente se importa em resolver o que se passa com eles, entrar na cabeça deles, pois por mais diferentes que eles sejam entre si a construção deles os tornam irresistíveis!

iii) A história de A Morte de Sarai é um roteiro, um excelente roteiro diga-se de passagem, de um filme de ação. Não foram poucos os momentos em que me vi seguindo os capítulos como se fossem cenas de um filme se desenrolando na minha cabeça. Aliás, isso me leva a pergunta: o que o mundo está esperando para transforma Na Companhia de Assassinos em uma série/filme? Pelo amor de Deus, povo do cinema estão perdendo uma mina de ouro! Corram para produzir essa série!

iv) Por último e não menos importante, eu preciso falar sobre a diagramação da Suma de Letras. Sim, eu sou viciada o suficiente para olhar detalhes como o material da capa, a fotografia, as cores (eu me meto a designer às vezes e sou apaixonada por esses detalhes) e esse livro é um absurdo de fantástico! Quando a minha estante de livros for reformada (em breve se os deuses das viciadas em leitura com renda baixa ajudarem) A Morte de Sarai terá destaque, fato consumado! Já pensei em mil formas diferentes de destacar esse livro, afinal, ele merece! Parabéns para a Suma pelo excelente trabalho!

Oky! Chega de babação! Vamos falar do livro... vocês precisam saber que escrevo essa resenha agora dia 14, onde acabei de terminar de ler, entusiasmo está a mil, apesar de ser a segunda vez que estou lendo e acreditem, se eu ler mais mil vezes, mais mil vezes irei me encantar com esse livro. A Morte de Sarai não é um romance qualquer, na verdade é difícil chamá-lo de romance! Temos um casal principal, temos um envolvimento entre eles, mas esse livro não é sobre almas atormentadas em busca de redenção, não temos jovens inocentes buscando salvar seu par, o que temos aqui são dois adultos desprovidos de suas respectivas inocências cedo demais. Sarai, como dito na sinopse, passou boa parte de sua vida como prisioneira em um quartel de drogas, com apenas quatorze anos sua mãe a entrega a Javier Ruiz, e diferente das outras meninas presas nesse lugar, Sarai não foi comprada, Javier nutre por ela um estranho tipo de amor, e ela muito cedo, com 14 anos, aprende como sobreviver, e se isso significa mentir, enganar e perder sua inocência, é o que ela faz.

“Passei a maior parte da minha juventude dormindo com um homem que eu não amava e com quem não queria dormir. E Javier é o único homem com quem já estive sexualmente. Vi estupros, sequestros e todas as formas possíveis de maus tratos. E vi mortes. Muitas mortes.”

Victor Faust não é um príncipe em um cavalo-branco ou um salvador. Victor é um assassino frio, cruel e pronto para matar. O que ele e Sarai tem em comum? O fato que a vida deles atual é o resultado de terem sido tão novos, desprovidos de suas humanidades. A impressão ao ler, é que Victor vê isso em Sarai e devido ao que aconteceu em Budapeste (que eu não vou falar, leiam o livro!) ela desperta nele, de forma inconsciente, uma tentativa de salvar alguém antes que ela se torne como ele, sem emoções, frio, cruel. Ah, sim... Victor é lindo!

“Ele é alinhado, embora tenha uma sombra de barba desenhada no rosto. Têm maças do rosto salientes e olhos verdes-azulados penetrantes que parecem conter tudo sem revelar nada. E é bem alto, magro e assustador.”
Ao longo da trama vamos vendo os dois se sentindo atraídos um pelo outro, mas sem deixar suas personalidades mudar devido a isso. Não é por que ele, Victor se sente de certa forma ligado a Sarai, que ele passa a agir como um romântico jovem apaixonado.

“Os dedos da Sarai se movem do encosto da cadeira e tocam a parte de trás dos meus ombros, provavelmente de forma involuntária, porque ela está nervosa. Por um momento me pego querendo que seus dedos fiquem ali, mas logo me levanto.”
Não é por que Sarai se sente perdida com a ideia de perder Victor, que ela se torna uma jovem de 24 anos normal em torno do seu amado. Aliás, o livro é contado tanto pelo ponto de vista de Sarai, quanto de Victor, mas temos muito mais ela que ele, o que de certa forma combina com a personalidade dele, Victor fala muito pouco, apenas o necessários e os raros momentos onde podemos ver a história pelos olhos dele, são preciosos.

"Não posso me sentir realmente atraída por um homem como ele, posso? Um homem que matou sabe-se lá quanta gente. Não importa que eu me sinta a salvo com ele, ou que confie nele; a verdade é que ele é o que é, e eu seria idiota se achasse que ele não me mataria se considerasse isso de alguma forma necessário.
Mas eu me sinto atríada por ele. Tenho sentimentos estranhos por ele e poucos familiares por ele.
E odeio isso!"
O que eles perderam os transformou nisso e ler essa jornada é um deleite prazeroso. Descobrir ao virar cada página o que vai acontecer, ter medo, tensão a cada capítulo é uma rotina nesse livro. Se você quer fugir de livros óbvios, de romances delicados e sem sentido, se quer sair da casinha, se quer se surpreender, se apaixonar, gritar, conhecer personagens perfeirtos então: LEIA A Morte de Sarai, e prepare-se para roer todas as unhas, a dizer várias vezes: “Só mais esse capítulo!”. Prepare-se para ficar na Companhia de Assassinos e não querer sair de perto deles!
“Se escolher ir comigo, saiba que pode morrer. Vou fazer todo o possível para manter você a salvo, mas isso não é garantia. Por mais que você confie em mim, nunca, sob qualquer circunstância, deve confiar totalmente em alguém. No final, você só pode confiar em si mesma. Eu não sou seu herói. Não sou sua alma gêmea que jamais deixará que nada de ruim lhe aconteça. Sempre confie em seus instintos primeiro e em mim, se decidir confiar, por último.”
PS: Um pequeno aviso, o livro termina em aberto. Na Companhia de Assassinos é um série em andamento, conta com atualmente quatro livros publicados nos EUA e o quinto deve sair agora em 2015. Diferente da maioria das séries, essa não funciona onde cada livro é um casal, ou o casal se resolveu parte para outro. Não! Lembra o que eu disse no começo? A morte de Sarai é como um filme, e ao acabar você vai querer muito a sequência, O Retorno de Izabel, que está prevista (segundo o Twitter da Suma) para meados de JULHO!

site: http://www.viciadosemleitura.blog.br
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Geli 29/07/2015

Resenha no blog: http://wp.me/p6myNs-2k

site: http://wp.me/p6myNs-2k
Ana 28/12/2015minha estante
Adorei a sua resenha, colocou em palavras tudo que eu estava pensando sobre o livro, e tudo que me incomodou nele. Acho incrível ver pouquíssimas pessoas que pensam dessa forma, a grande maioria não conseguiu ver defeito nenhum! Enfim, parabéns.




Dayanne 06/03/2018

Não sei opinar!
Vamos lá, eu li tantas resenhas boas sobre o livro, tantos comentários positivos, que cheguei a pensar, legal, vou ler um livro bom, e sinceramente?
Não sei opinar!
Sério, sem dramas.

Talvez tenha spoiler, mas tentarei ao máximo não dar.

Mas vamos lá, pra você entender, não farei resenha, darei minha sincera opinião.

Saraí: sério, essa garota tem sérios problemas psicológicos, e não estou falando com cinismo, estou falando sério. Você ficar em cativeiro por 9 anos, quando vê uma oportunidade faz de tudo pra fugir, e quando consegue, quando tem a chance de ter uma vida normal, a pessoa escolhe permanecer no lado negra da força? Só me diz que ela tem grandes problemas emocionais e psicológicos a tratar.

Victor: no início eu entendia ele, sério, mas depois? Não, o cara é egoísta, ele está vendo ela se auto destruir e continua permitindo que isso aconteça, apesar dele mesmo falar que quer dar a oportunidade dela de ter uma vida, chega de sofrimento. Mas não, tudo porque? Quer ela perto.
Mas no fim, eu gostei do que ele fez, pra mim agiu certo, depois de ter deixado cagar tudo.

E o romance? Forçado, e eu não chamaria o que eles tem de amor, ou paixão, nem sei se existe uma palavra pra definir, acho que seria desejo? Atração? Sei lá, só meio pah pum!

Se irei ler o segundo livro? Não sei, estou até com medo, porque nesse houve tantos comentários positivos e me decepcionei.
Já deveria esperar, porque a autora escreveu um livro incrível em Entre o agora e o nunca, mas cagou a continuação.
Se eu vier a ler O retorno de Izabel (continuação) será pra tirar a curiosidade e se vale a pena, vai que o primeiro foi meio blaaah pro segundo ser muito bom né?!
Assim espero, enfim, é isso.
Recomendo? Não, mas vai por sua conta em risco!
Pamella.Ribeiro 27/04/2018minha estante
Eu li um pouco do segundo livro e ñ tem nada a que temer, pode ler eu recomendo o segundo é muito melhor que o primeiro, se tiver errada pode brigar comigo ou me dá um sermão.




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