Os 13 Porquês

Os 13 Porquês Jay Asher




Resenhas - Os 13 porquês


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Arthur Conrado 12/10/2017

Os 13 Porquês: uma reflexão madura acerca do universo adolescente
A trama de Os 13 Porquês apresenta a história de Hannah por meio de Clay Jensen. Ao chegar da escola, o rapaz encontra na porta de sua casa um pacote embrulhado em papel pardo com seu nome. Ao abri-lo, encontra sete fitas cassete que revelam terem sido gravadas por Hannah Baker, uma antiga colega de classe que cometera suicídio há duas semanas. Nas fitas, a garota explica que houve treze motivos responsáveis pela sua decisão de dar fim à própria vida. Um deles foi Clay Jensen.

Ouvindo as gravações, o adolescente toma ciência da proposta de Hannah: cada pessoa envolvida indiretamente na sua morte devia ouvir as sete fitas e repassar o embrulho ao próximo da lista, havendo o risco de uma cópia dessas revelações vir à tona caso a sistemática não fosse cumprida. Além disso, ele percebe que a garota com quem estudava e havia ficado certa vez em uma festa possuía segredos profundos e inimagináveis.

O livro escrito por Jay Asher e publicado em 2007 alcançou o primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times em 2011. Abordando questões sociais fortes e cotidianas, Os 13 Porquês consegue suscitar percepções precisas acerca de atitudes e fatos que podem contribuir para de comportamentos e decisões preocupantes. Expõe a pressão e a dificuldade de se lidar com problemas densos em uma fase de agudos questionamentos e transformações. A intensidade da narrativa faz com que o fim de cada lado de uma das fitas (cada capítulo do livro) estimule o prosseguimento imediato para o próximo lado (capítulo), até que toda a história se conclua. Mas fica um alerta: acompanhar Os 13 Porquês que influenciaram o suicídio de Hannah Baker é estar disposto a adentrar uma realidade complicada e complexada que te fará refletir sobre temas extremamente delicados, que, infelizmente, muitas vezes são banalizados.
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Wesley 18/09/2017

Tema de tirar o fôlego
O livro aborda um tema extremamente necessário e relevante para debates do nosso cotidiano. A escrita do autor é muito eficiente e te prende de uma forma que dificilmente você irá parar sua leitura por qualquer coisa. Os personagens são muito bem estruturados e os porquês apresentados te faz ter uma relação pura de ódio e pena sobre alguns personagens. Apenas no final no 12 porque o autor romantiza aquele contexto e enfraquece desnecessariamente a protagonista, fora isso não tenho nenhuma opinião contrária sobre a história onde foi muito bem contada. Excelente leitura!
Laryssa.Alecrim 29/09/2017minha estante
Como vc consegui ler?




Ju Lopes 18/09/2017

Não seja um porquê
Clay Jasen recebeu uma correspondência um tanto inusitada, uma caixa de sapato contendo 7 fitas cassetes, cada lado das fitas uma numeração pintada com esmalte azul, no total 13 números. Ao introduzir a fita de número 1 no antigo toca-fitas de seu pai, Clay reconhece de imediato a voz nos áudios: Hannah Baker, colega de escola, parceira de trabalho e seu grande amor platônico, que há algumas semanas cometerá suicídio. Além de deixar claros as razões que a levaram a tirar a própria vida, Hannah tem apenas duas regras: cada pessoa envolvida nas fitas deverá ouvi-las e depois repassá-las para a pessoa da história seguinte a sua. Caso algum dos envolvidos resolva quebrar as regras um segundo conjunto de fitas será exposto publicamente por uma pessoa previamente escolhida por Hannah. Mas o que Clay não entende é o motivo de ter recebidos essas fitas, já que elas representam as pessoas envolvidas direta ou indiretamente no suicídio de Hannah. No decorrer das fitas, Clay passa a compreender os pensamentos e sentimentos de Hannah e como pequenas ações praticadas por seus colegas de escola dilaceraram o coração, a reputação e a alma de Hannah. Após 12 razões para deixar de viver, Hannah decide dar uma última chance a vida e busca ajuda, porém como Clay pôde observar, Hannah precisa desse motivo, mas já não era mais para viver.
Uma história intensa, envolvente e até deprimente sobre como o ser humano pode sucumbir diante de suas emoções. Como pequenos atos maldosos e inconsequentes podem destruir uma pessoa levando-a a desistir de viver. Qualquer um de nós pode ser uma Hannah Baker, mas qualquer um de nós também pode ser um dos porquês.
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Leticia 06/09/2017

Os 13 Porquês - Jay Asher
Em 2013, eu li Os 13 Porquês pela primeira vez. O livro entrou na hora para a lista dos meus favoritos da vida. Em 2014, eu reli e agora, com o anúncio da estreia da série pela Netflix, resolvi reler pela segunda vez. Meu amor por esse livro continua forte.

Quem me conhece sabe que SEMPRE recomendo essa leitura. Enchi o saco de muita gente desde 2013, mas surtiu efeito, pois muita gente leu o livro por causa dos meu incentivos. O relevante não é se as pessoas vão gostar ou não do livro, para mim o que vale é que o livro seja lido.

Sobre o livro

Clay Jensen, ao voltar para casa depois de um dia de escola, encontra, na porta de sua casa, uma caixa. Para sua surpresa ela está endereçada a ele e não há remetente. Clay estranha, mas abre a caixa. Dentro encontra sete fitas cassete, todas numeradas,e 1 a 13.

Desconfiado ele vai até a garagem e coloca a fita com o número 1 para tocar. Inacreditavelmente, a voz que sai do alto falante é de Hannah Backer, sua colega de escola que cometeu suicido há duas semanas. Enquanto escuta Hanna, Clay descobre que o conteúdo das fitas é um relato dos treze motivos que levaram a colega a se matar. Para cada motivo há um nome, e se Clay recebeu a caixa, ele é um dos 13 porquês.

Antes de começar a narração, a garota explica que há duas regras: Número um: você escuta. Número dois: você repassa para o próximo nome da fita. Assustado e sem entender o motivo de ter recebido as fitas, Clay vai descobrir a verdade sobre Hannah e sobre seus colegas de colégio. Depois

Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não temos noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito.

Minha Opinião

Aqui temos duas histórias sendo contadas ao mesmo tempo, a de Clay, que está ouvindo as fitas, e a de Hanna, que narra os acontecimentos que ela usa como justificativa para seu suicídio. Esse modo de narração ficou perfeito, pois conseguimos, através dos pensamentos de Clay, compreender ainda mais os fatos contados pela Hannah.

O livro se passa em uma só noite. E assim como Clay, nós também não conseguimos dormir enquanto não chegamos ao fim da história. A escrita do autor é leve, fluida e simples, o que torna a leitura rápida. Jay Asher conseguiu montar uma trama muito bem amarrada e estimulante, fiquei imersa na leitura as três vezes que li o livro.

O suicídio não é um tema muito abordado em livros, pelo menos nos que leio. E quando o tema principal é esse, na maioria das vezes, é narrado por uma pessoa que tinha alguma relação com a que morreu. Acho que é por isso que eu acho Os 13 porquês muito incrível. Conseguimos acompanhar o que levou a Hannah a tomar aquela atitude. Suicídio é um assunto delicadíssimo, acredito que há muitos jovens no mundo passando por situações semelhantes, pensando constantemente em suicídio, com famílias que nem imaginam que esse tipo de pensamento pode estar na cabeça deles.

É claro que o assunto do livro vai muito além do suicídio, o autor insere na trama problemas como depressão, mentira e abuso sexual. Um tema muito pertinente que foi abordado no livro é as brincadeiras sem graça feitas por determinados colegas a outros. Coisas e atitudes que podem parecer em determinado momento insignificantes e ingênuas, principalmente quando vemos que algumas delas são os motivos de Hannah, mas que na verdade podem afetar drasticamente a vida de um adolescente. Não podemos esquecer que cada pessoa tem uma maneira diferente de lidar com as situações e com os problemas.

Outra coisa que assusta é o planejando de Hannah, ela pensou em todos os detalhes, e isso é meio perturbador, pois ela estava ciente da decisão, não foi um ato tomado de cabeça quente. Clay pareceu-me perdido em relação ao motivo de estar nas fitas, contudo quando escutei a parte na qual ele é citado, compreendi seus sentimentos e sua confusão.

Para fechar, há uma entrevista com Jay Asher, que responde a 13 perguntas sobre o livro e como foi escrevê-lo. Os 13 Porquês é um infantojuvenil que conversa muito bem não só com seu público alvo, mas com todas as idades, e que mostra o impacto que nossos atos têm na vida das outras pessoas.

Façam um favor a si mesmos, leiam esse livro!

site: http://www.lelendolido.com.br/2017/04/resenha-80-os-13-porques-jay-asher.html
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Laís - @deletrasacores 04/09/2017

Pra pensar...
O livro conta história de Hannah Baker uma adolescente que acaba de entrar no ensino médio em uma nova cidade. Mas que depois de um período aparece morta por overdose de remédios. Para explicar o motivo de sua morte Hanna deixa gravado em 13 fitas os motivos que a levaram ao suicídio.

O livro começa narrado por Clay Jensen um dos meninos que estudavam na mesma escola que Hanna. Um dia ao chegar da escola, encontra na porta de casa pacote com seu nome. Ao abrir descobre que se trata de fitas cassetes. Intrigado com o presente ele resolve escutar o que aquelas fitas tinham, e ai que ele descobre que são gravações feitas por Hannah Baker, a colega de escola que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à tomar a decisão de se matar e claro Clay é um desses motivos.
Logo quando começa a escutar as gravações Clay fica apavorado e mega envolvido com...

Continue lendo a resenha no link:

site: http://www.deletrasacores.com.br/2017/04/resenha-os-13-porques-jay-asher.html#more
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Leticia 22/08/2017

A história é bem rasa. A série da netflix fez uma bela adaptaçao, se aprofundando mais nos problemas dos personagens.
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Erik 16/08/2017

Profundo
Pela alta procura, e pelo sucesso da série, resolvi ler, achei uma temática bem profunda e delicada, ao final do livro foi interessante observar que o autor se preocupa em ajudar inclusive o leitor que pode também se identificar com os sentimentos de Hannah indicando postos de saúde e clínicas. Tema bem polêmica, Asher tratou com muita delicadeza.
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AmadosLivros 16/08/2017

Hoje eu venho falar para vocês sobre um livro simplesmente maravilhoso que eu li recentemente: Os 13 porquês. Já tinha um certo tempinho que eu possuía interesse em ler este livro, sempre achei a temática interessante, e, bem, eu estava bem pra baixo quando iniciei a leitura. Devo dizer que apesar de ser uma história triste, o livro conseguiu me deixar com sensações boas, ao mesmo tempo que me despedaçou mais um pouco.

O livro começa com o Clay, nosso personagem principal, recebendo uma caixa de sapato contento 7 fitas com seus lados numerados de 1 a 13.Curioso, ele da play no lado 1 e tem uma surpresa inusitada: as fitas são da Hanna Barker, e cada lado contém um história destinada a uma pessoa, com um porquê dela ter cometido suicídio. A ideia é simples, se você recebeu as fitas, vai ouvir as histórias, entender o que houve e passar para o próximo da lista, ou seja, a próxima história depois da sua.
Suicídio é um tema pesado, e ninguém quer falar sobre, mas a verdade é que o número de jovens que cometem suicídio, ou ao menos fazem a tentativa é enorme! A história da Hanna pode ser fictícia, mas existem milhares de Hannas pelo mundo, pedindo ajuda, sofrendo em silêncio, e sem saber o que fazer. Ninguém quer de fato morrer, ninguém quer acabar com a própria vida, mas a verdade é que chega uma hora em que os pensamentos negativos e os sentimentos ruins tomam conta da pessoa e parece não haver outra saída para fazer tudo aquilo parar, fazer aquela dor parar.
Esse livro me fez pensar sobre minhas atitudes com outras pessoas, sobre o impacto que eu tenho causado na vida delas. Será que eu já magoei alguém tanto assim sem perceber? Será que, o que pra mim foi uma bobagem, feriu realmente outra pessoa? O egoismo em pensar em nós mesmos acaba destruindo os outros a nossa volta e nem percebemos. Acho que todos deveriam dar uma chance para este livro, e ouvir os treze porquês da Hanna, e refletir se nos encaixamos em algum desses porquês na vida de alguém.
Achei esse livro tão belamente triste que fiz resenha dele lá no canal, o vídeo está incorporado logo abaixo. Um livro triste, mas recheado de reflexões. Eu realmente recomendo a leitura.

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2016/11/resenha-os-13-porques.html
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Bea Oliveira 10/08/2017

RESENHA: OS TREZE PORQUÊS, DE JAY ASHER | BEA OLIVEIRA.
"Vimos certa vez, um documentário sobre enxaquecas. Um dos entrevistados tinha o hábito de cair de joelhos e bater com a cabeça no chão, sem parar, durante os ataques. Isso desviava a atenção da dor que ele sentia no fundo do seu cérebro, onde não conseguia alcançar, para a dor do lado de fora, sobre a qual tinha controle. De certa maneira, era isso que eu esperava fazer."

A história é contada do ponto de vista de Clay Jensen, um garoto que tem a vida bruscamente modificada após receber uma caixa com 7 fitas cassetes - a maioria das fitas contendo dois lados, totalizando assim 13 gravações -, e quando ele põe as fitas para tocar, a voz de Hannah Baker invade seus ouvidos.

Agora, porquê ouvir fitas feitas por uma garota é um problema?
Hannah havia se suicidado apenas alguns dias antes, e essas fitas prometiam revelar o real motivo para ter feito isso, sendo que quem recebeu, teve algo a ver com sua morte! Clay era apaixonado pela garota, segredo esse que ela nunca ficou sabendo, portanto ele jurava não ter feito nada para ter alguma culpa em seu suicídio. Mas querendo ou não, Clay teve mais importância que muitos naquela fita.

"As regras são bem simples. São só duas. Número um: você escuta. Número dois: você repassa. Espero que nenhuma delas seja fácil para você.

Caso você se sinta tentado a romper as regras saiba que fiz uma segunda cópia das fitas. Essas cópias serão liberadas de uma maneira bem escandalosa se o pacote não passar por todos vocês. Não tomei essa decisão no calor do momento. Não me menosprezem... mais uma vez."

Junto com as fitas vem um mapa, que foi colocado no armário de cada um dos envolvidos semanas antes, cada mapa contém doze estrelas. Doze lugares. Enquanto caminha pela cidade escutando Hannah, Clay acaba descobrindo coisas sobre algumas pessoas, que muda completamente sua falsa sensação de que os conhecia. Afinal, "Vocês não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês." . E acima de tudo, ele descobre que apenas achava conhecer Hannah, mas ela escondia mais segredos do que todos poderiam imaginar.

Eu conheci a Hannah, e digo isso não apenas porque ouvi a versão dela, mas porque eu me conectei com a personagem. Vivi seus medos. Sabe quando você conhece alguém e depois de minutos de conversa você percebe que são tão próximas, e não consegue explicar como aconteceu, só sabe que é?! Foi exatamente assim. Eu conheci a Hannah inteligente, engraçada, gentil, e conheci a Hannah triste, sombria, perdida. Eu vivi junto com ela, mesmo quando ela decidiu que não queria mais viver. Para ser sincera faz mais de um ano que eu li esse livro, e mesmo assim ainda tenho aquela dorzinha inquietante que ele me despertou por não tê-la salvado. Digo isso porque ela não é só uma personagem de um livro qualquer, ela é a garota da sua escola que você não conversa, é a sua vizinha que não é mais sua amiga, é você. Real demais, não é? Entendo se perder o interesse de ler esse livro, até porque não é só um livro. Então caso não desista, prepare-se, porque quando ler a ultima pagina vai sentir uma falta inexplicável de alguém que você nem mesmo tentou salvar.
"Sei lá, talvez algumas pessoas sejam simplesmente mais precondicionadas a pensar nisso do que outras. Porque toda vez que acontecia alguma coisa ruim, eu pensava nisso.
Nisso? Tudo bem, vou dizer a palavra. Eu pensava em suicídio."
O autor conseguiu aproximar o leitor cada vez mais, pois quando acaba uma fita, você tem a certeza de que a seguinte vai ser ainda pior. E eu nunca vou me esquecer dessa história.

E no final ainda temos 13 perguntas e respostas do autor sobre seu livro, aonde podemos descobrir muito mais sobre sua intenção, criação e inspiração. O que é bem legal.

Os 13 Porquês deveria ser obrigatório à todo mundo, para assim quem sabe, as pessoas aprenderem a tratar melhor o próximo, dando-lhe mais atenção e amor.

"Eu queria contar tudo pra você. E isso machucava, porque algumas coisas eram assustadoras de mais. [...] Ou talvez fosse tarde demais.
Foi quando eu disse aquilo. Foi quando cochichei para ela: "Eu sinto muito". Porque eu me sentia, por dentro tão feliz e tão triste ao mesmo tempo.

Dava para você sentir o que estava se passando comigo, Clay? Você percebeu? Você deve ter percebido.

[...] E, sim, Clay... eu também sinto muito."

site: http://biblioteca-r.blogspot.com.br/2016/07/resenha-os-treze-porques-de-jay-asher.html
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Carol - @ressacaliteraria_ 10/08/2017

Resenha: Os 13 porquês - Jay Asher
Os 13 porquês tem a história contada do ponto de vista de Clay Jensen, um jovem que tem sua vida mudada após receber uma caixa de sapatos com 7 fitas cassetes com números de 1 à 13 pintados com esmalte azul e um mapa da cidade.

Quando ele põe a fita 1 para tocar, a voz de Hannah Baker invade seus ouvidos. A garota que havia se suicidado a apenas duas semanas, gravou essas fitas contando os motivos e as pessoas que a levaram a tomar essa decisão tão radical. A questão é, por que Clay está na lista?

"Engulo com força. Lágrimas pinicam o canto dos meus olhos. Porque é a voz de Hannah. Uma voz que pensei que jamais ouviria novamente. Não posso jogá-la fora."

Ele sempre foi apaixonado por Hannah, mas nunca teve coragem suficiente para dizer a ela. Por isso fica sem entender por que recebeu a caixa, já que nunca a fez nenhum mal. Porém, se ele não ouvisse as fitas e as passasse adiante, elas se tornariam públicas. E durante a leitura, vamos descobrindo junto com Clay enquanto visita os lugares marcados no mapa e escuta as fitas, o que cada uma dessas pessoas fez que magoou e teve tanto impacto na vida de Hannah.

"Eu queria contar tudo pra você. E isso machucava, porque algumas coisas eram assustadoras demais. Algumas coisas nem eu entendia. Como poderia contar a alguém - alguém com quem eu estava conversando pra valer, pela primeira vez - tudo o que eu estava pensando? Eu não conseguia. Era cedo demais. Ou, talvez, fosse tarde demais."

As motivações para a decisão de Hannah envolvem uma palavra: boato. O que era um simples boato acabou se tornando uma enorme bola de neve, e, em dado momento, tornou-se impossível para ela suportar mais algum dia.

"Quando você faz alguém se sentir ridículo, você tem de assumir a responsabilidade pela ação de outras pessoas que tomam isso como pretexto."

É incrível a maneira com que o livro nos faz perceber como temos capacidade de alterar a vida de alguém com coisas pequenas. Sejam boatos, mentiras, brincadeiras inapropriadas, abuso, culpa, listas e principalmente com abandono ou qualquer forma de bullying. Quando dizemos ou fazemos algo de ruim contra uma pessoa, não estamos afetando-a somente naquele momento, e sim por toda a sua vida, e é isso que vemos na história. Independente do que Hannah fez para tentar converter a situação a seu favor, tudo o que fizeram com ela desencadeou motivos que a levaram ao suicídio.

"Ninguém sabe quanto impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não temos noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito."

"Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber ao meu respeito. Mas eu de verdade. Queria que deixassem para trás os boatos."

O autor tem uma escrita suave que faz o leitor sentir tudo que o Clay está sentindo com a narrativa dupla intercalada com as fitas de Hannah, imaginar cada detalhe e pensar como ele. Ficamos também tão conectados quanto, com a Hannah e somos capazes de sentir toda a dor, desespero, solidão e vazio que ela sentia. É um daqueles livros que te transporta para o local onde tudo está se desenrolando e te faz mergulhar fundo na história. Te dá vontade de ter conhecido e salvado a pessoa incrível que Hannah Baker era. Um livro incrível, tocante e com um fato que vemos todos os dias no jornal mas que é só depois da leitura desse livro que vemos a real importância.

“É importante estarmos consciente do modo como tratamos os outros. Mesmo que alguém pareça ignorar um comentário casual ou não se deixar afetar por um boato, é impossível saber tudo o que se passa na vida daquela pessoa e o quanto podemos ampliar sua dor.”

Terminei o livro com uma vontade imensa de ser uma pessoa melhor, tanto para os outros quanto para mim. Espero que tenham gostado da resenha e que esse livro também tenha tocado vocês de alguma forma.

site: http://www.ressacaliteraria.com.br/search?q=Os+13+porqu%C3%AAs+-+Jay+Asher
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Lly 04/08/2017

LIDO : 1 vez
DATA : 18/04/2017 - 19/04/2017
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Giovana Huck 29/07/2017

Os 13 porquês
Um mistério,uma prece,uma serimônia
Um romance de estreia espetacular.Jay Asher conta sua história com tanta honestidade que a tragédia se torna surpreendimente real.
Você não pode interromper o futuro,nem modificar o passado. O único jeito de descobrir é apertando o play.
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Viviismoraes 27/07/2017

A Nomes e Histórias Parecidas
Ah, Hannah Baker somos parecidas com as mesmas histórias, e quem dirá a "reputação" criada pelos colegas.
E quem nunca sofreu deste mal criado pelas pessoas, que machucam e não percebem o quanto afeta, fazem com que criamos imagens distorcidas da nossa auto imagem.
O primeiro momento o baque é forte de mais, afetando sentimentos, pensamentos, tudo o que se possa passar pela cabeça o que nos leva a loucura.
É desse terror que muitos vivem hoje em dia, e tornam-se uma Hannah, Fabio, Ingrid entre outros.
O nosso fim Baker é o efeito das nossas escolhas, que nos empurram a frente levando a cada um seguir, o que pensa ser o melhor, sendo que não sabemos o dia de amanhã.
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