Holy Cow

Holy Cow David Duchovny




Resenhas - Holy Cow


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Babi 14/03/2016

Pelo menos escute o que a vaca tem a dizer
Quem viu o último vídeo de Cheiro de Livro Novo (caixa de correio), do blog Um Metro e Meio de Livros, vai lembrar da minha empolgação com esse livro quando ele chegou por aqui. Acontece que muitas vezes quando nossas expectativas estão altas demais acabamos quebrando a cara, ou melhor, ficando com aquela sensação de que faltou alguma coisa. E, infelizmente, foi com essa sensação que fiquei ao terminar de ler a história da Elsie. Só que até agora eu ainda não consegui entender muito bem do que eu senti falta no livro do David Duchovny.

Mas é fato que Holy Cow é um livro muito divertido, fácil e rápido de ser lido que é narrado por uma vaca chamada Elsie Bovary. Elsie mostra logo de cara que é uma vaca super alto astral, cheia de energia e ao mesmo tempo um animal bem de boas. Só que ela deixa de ser de boas com os humanos quando, ao espiar pela janela da casa do fazendeiro, o Deus Caixa (uma TV) lhe faz algumas revelações nada agradáveis - e todas essas revelações só acontecem porque ela e sua amiga Mellody resolvem dar uma escapada do pasto para jogar um charme para os touros. HashtagSafadenhas.

Ao mesmo tempo que Elsie fica empolgada com a escapadinha, ela também fica receosa. Ela tem medo de se envolver com algum touro, já que sabe que se virar mãe em algum momento vai acabar desaparecendo. Pois é isso que aconteceu com a sua mãe, com a mãe da sua mãe, com a mãe da mãe da sua mãe e por aí vai. Mas uma das grandes revelações do Deus Caixa é que, na verdade, sua mãe não simplesmente desapareceu e a abandonou porque essa era a lei da natureza, ela desapareceu porque foi assassinada pelos humanos que só queriam sanar suas ambições. A segunda grande revelação é que existe um lugar mágico onde as vacas são veneradas e tratadas como deusas - exatamente, estamos falando da Índia. A partir daí, Elsie começa a bolar um grande plano para chegar à Índia e poder viver uma longa vida.

Mas o que ela achava que ia ser uma aventura solitária, acaba sendo uma grande aventura entre amigos. Elsie ganha dois companheiros nessa jornada, um porco chamado Jerry - que resolve virar judeu e troca seu nome para Shalom - e um peru anoréxico chamado Tom Turquia, que tem absoluta certeza que na Turquia, entre família, ninguém vai querer transformá-lo em refeição no Dia de Ação de Graças. Esses dois personagens vão ser os principais responsáveis por boa parte das risadas durante a leitura - eles e as conversas que Elsie narra com sua editora, que insiste que Elsie faça várias referências da cultura pop para atrair o público (e Elsie acaba levando o conselho tão a sério que é difícil encontrar uma página sem algum trocadilho com músicas, filmes, livros).

Ao mesmo tempo que gostei dos personagens, também achei algumas características da personificação deles exageradas demais. David Duchovny, em Holy Cow, faz uma grande crítica às fazendas industriais que transformam animais em apenas mais um produto a ser comercializado, fazendo de suas vidas um verdadeiro inferno. No entanto, essa crítica acaba perdendo sua credibilidade quando o autor apresenta cenas em que as vacas se mostram extremamente preocupadas com a vaidade - Mellody chega a se maquiar para ver os touros e a própria Elsie, diante da ideia de seu livro virar um filme de Hollywood, diz que precisa perder uns quilinhos. Sem falar nos touros que agem como perfeitos babacas e machistas quando veem as duas se aproximando deles. Sabe aqueles caras que te olham no meio da rua como se você fosse um pernil assado e ainda soltam um "Que isso, hein, princesa"/ "Hum, gatinha, vem com o papai" ? Pois é, é com esse perfil que Duchovny personifica os touros.

Tirando esse detalhe, o livro de Elsie tinha tudo para ser uma grande história, mas que acaba ficando no meio termo. Pode ser que o autor tenha se perdido um pouco do foco do livro ao começar a narrar a viagem dos três. Pode ser que, apesar da mensagem passada e da crítica, a história em si não mostre nenhuma originalidade no enredo. Não sei bem o que foi, só sei que alguma coisa se perdeu no meio do caminho e talvez algum dia eu até chegue a reler Holy Cow: Uma Fábula Animal para tentar identificar a peça perdida desse quebra-cabeça.

site: http://www.ummetroemeiodelivros.com
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Peleteiro 01/03/2016

Humor sofisticado do David
Acredito que em tudo que há o sofisticado humor do David Duchovny, haverá, consequentemente prazer e diversão. Não conseguia imaginar o motivo dele ter escrito este livro, quando li sobre o tema, mas, o que importa sempre será o que é dito numa história, e, como sempre, ele não me decepcionou. Lições de vida escondidas nas entrelinhas, e um sarcasmo espirituoso definem esta bela obra.
Esperando mais livros seus, David! Você ainda tem muito mais para nos proporcionar.
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Ana 23/09/2016

Não somos mais ou menos animais que eles
Esse livro me fez aperfeiçoar a forma na qual eu via os animais. Perdão, animais "selvagens\de fazenda\não pensantes da mesma forma como a gente". Depois de ler este livro e pensar com os meus botões percebi que, realmente, não podemos dizer que os animais não são racionais ou que não sentem ou até que mesmo que nós seres humanos, apesar de nossa condição de Sapiens sapiens e bípedes, deixamos de ser animais. E mais ainda, aprendi que nós "raça superiora" somos mau agradecidos para com eles que nos alimentam, sejam com carne ou derivados.
E mais do que nunca tenho convicção de que sim, uma das melhores escolhas que fiz na vida foi decidir não consumir mais nenhum tipo de dor, ou seja, meus colegas de natureza.
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Nathy 13/09/2016

Holy Cow – David Duchovny – #Resenha
Em um primeiro momento eu fiquei bem interessada com o livro. Imagina ler algo engraçado narrado por uma vaca. Mas, logo nas primeiras linhas ficou muito claro que não seria nada do que estava esperando. Não tinha imaginação suficiente para pensar naquelas situações. Como uma vaca poderia estar fazendo tudo aquilo. Até tentei imaginar a situação como se fosse uma animação. Porém, não deu certo. Ainda mais porque em todos os momentos parecia mais que o autor estava tentando dar uma lição de moral. Tentando mostrar os valores para as outras pessoas dos pequenos detalhes.

O livro conta a história de Elsie Q. Uma vaca que vivia uma vida confortável na fazenda. Até que um dia passeando de noite ela escuta algo muito estranho. Observando pela janela ela vê o que ocorre com as vacas, porcos e outros animais em outras fazendas. Percebendo que o mundo não era como imaginava ela parte em uma aventura. Quer ir morar na Índia. Um local onde ninguém irá tentar devorá-la. Para isso conta ajuda de Shalom – um porco judeu. Com Tom Turquia – um peru. Eles também querem ir para outros locais. Onde podem viver em paz sem ninguém querendo devorá-los. Mas, essa aventura acaba se tornando algo muito maior. Algo que eles nunca imaginaram.

A maioria das pessoas acha que as vacas não pensam.

A ideia do livro foi muito boa. Abordando temáticas bem complicadas. Principalmente porque estão bem enraizadas nos seres humanos. Tem uma visão da vida e acreditam que estão certos em tudo. Porém, não conseguiu me cativar. Talvez a forma como cada passo foi narrado que me incomodou. Também a irrealidade das situações. Geralmente consigo me adaptar e gostar muito dos livros nesse estilo. No entanto, o modo como o autor descreveu as cenas foram bem complicadas. Tudo ficou parecendo uma crítica. E não algo divertido e descontraído.

Continue lendo a resenha no link abaixo:

site: http://www.oblogdamari.com/2016/02/holy-cow-david-duchovny-resenha.html
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Beta Oliveira 13/02/2016

Conduzidos pela espirituosa, marrenta, crítica e divagante de Elsie, a gente embarca e se diverte com o plano maluco elaborado e praticado por uma vaca, um peru e um porco. E tudo cow-escrito pelo Mulder!

Confira o texto completo no Literatura de Mulherzinha do lançamento da Editora Record:

site: http://livroaguacomacucar.blogspot.com.br/2016/02/cap-1137-holy-cow-uma-fabula-animal.html
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Lê Golz 10/04/2016

Leve, reflexivo e divertido
Ao ver os inúmeros elogios que esse livro vinha recebendo, principalmente por conta do humor que existe nele, minha curiosidade em ler a obra foi instantânea. Agora imaginem minha felicidade quando esse livro chegou em casa! A capa e sinopse, por si só, já são suficientes para imaginar as risadas que o livro pode proporcionar, afinal, Elsie é uma vaca que fala.

Holy Cow é uma publicação da Editora Record e conta a história de Elsie, ou melhor, Elsie Bovary, uma vaca que fala, e conta sua própria história. Nossa protagonista vivia feliz em uma fazenda simples com todos os animais criados ali. Sua rotina era a mesma diariamente e, a não ser quando os humanos a ordenhavam, sua vida era tranquila e perfeita no pasto. Um dia, Elsie e sua amiga Mallory, resolvem se arriscar para fora da cerca a fim de "bater um papo" com os touros (gente, essa parte é muito engraçada). Enquanto Mallory "se empolga" com os touros, Elsie resolve espiar pela janela da casa dos fazendeiros e leva um tremendo susto: tudo aquilo em que acreditava desmorra e, ela descobre qual é seu verdadeiro destino quando vê através de um "deus caixa" a reportagem sobre uma fazenda industrial. Como poderia Elsie seguir com sua vida tranquila no pasto depois disso? É com esse pensamento que ela embarcará em uma tremenda aventura juntamente com Shalom, um porco judeu (imagine!) e Tom, um peru que tem um Iphone (pois é!).

A narrativa é extremamente envolvente e divertida. É impossível não rir, pelo menos um pouquinho, nas páginas iniciais quando Elsie descreve sua vida, suas pequenas descobertas e suas dúvidas. O fato de ela falar diretamente com nós, leitores, torna a leitura ainda mais viciante. A escrita é totalmente descontraída para facilitar a leitura e nos aproximar ainda mais da personagem. O único ponto negativo que gostaria de citar é a presença de frases na língua estrangeira que me confundiram na hora da leitura, e acredito poderiam estar traduzidas no final da página.

Se o ponto alto do livro é essa narrativa cômica, temos ainda uma série de reflexões em que Elsie, na maioria das vezes, usa toda sua ironia. O que mais mexeu comigo foi a crítica de Elsie aos seres humanos que se alimentam de carne, principalmente nesse momento que estou tentando virar vegetariana. Ela não nos induzirá a parar de comer carne, mas levantará questões que nos fará pensar que muitas coisas realmente não fazem sentido, e como de fato somos uma espécie esquisita. Além disso, em sua grande aventura fora da fazenda, iremos refletir muito sobre as guerras e conflitos que existem entre as religiões ao longo do mundo e até como isso pode afetar os animais.

Somado a todos os pontos positivos do enredo, o trabalho gráfico da editora também está ótimo. Apesar das folhas serem brancas, a leitura flui tão rápido que quando você vê, já terminou o livro. Além disso, a fonte está em tamanho ideal e a revisão sem nenhum erro aparente. As ilustrações são fofas e igualmente cômicas - adorei cada uma delas. A capa e contra capa são lindas e também me agradaram.

"E tem mais: eles acham cocô um negócio muito engraçado. Tipo, está em todas as piadas que contam. Cara, eu não entendo, é só cocô." (p. 24)

Em linhas gerais, Holy Cow é um livro extremamente divertido, que proporcionará ao leitor momentos de reflexão. As críticas e intensas doses de ironia de uma vaca, um porco e um peru, vão arrancar algumas risadas do leitor, disso não tenho dúvidas. Engana-se quem pensa que esse livro é somente para crianças, longe disso, essa obra é para todas as idades. Apesar de todas as divagações que o livro apresenta, já que muitas coisas são inverossímeis, eu amei o livro e recomendo. Se você gosta de leituras divertidas e que te fazem pensar sobre nossa própria espécie, esse livro é para você!

site: http://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2016/03/resenha-holy-cow-uma-fabula-animal.html
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Karina 21/01/2017

"Holy Cow - Uma fábula animal" - David Duchovny

... não! Não é um livro para crianças.

...sim! A personagem principal é uma vaca (Elsie).

A historia começa com Elsie narrando sobre sua pacata e regrada vida no celeiro de uma fazenda, sobre suas amizades com outros animais e sobre como a vida era boa (mesmo não gostando muito das galinhas, ela era feliz), até descobrir o que realmente acontecia com as vacas que desapareciam do celeiro, dentre elas, sua mãe, avó, bisavó...

Por esse motivo, decide que não quer ter o mesmo destino e juntamente com dois amigos (um peru e um porco) que compartilham da mesma ideia, saem em direção a outros países com culturas distintas com intuito de fugir do fim que os aguarda caso permaneçam por ali.

A história é cheia de aventuras e muito divertida! Elsie mantém uma conversa sincera com o leitor durante todo o livro, e faz inúmeras reflexões sobre o comportamento humano em vários aspectos (se você é vegetariano, tem um motivo a mais para ler esse livro), e no final é apresentado uma conclusão inesperada e muito racional para uma vaca!
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Leticia.Caroline 07/06/2019

Muuuito bom
"Quem diria que a visão de uma vaca poderia ser tão engraçada, honesta e verdadeira? Holy Cow é de morrer de rir, da primeira à última página" -The Denver Post
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Dryh 12/03/2016

Divertido e reflexivo
É lá que a vida acontece – no pasto. – página 14

Elsie é uma narradora incomum. Ela é uma vaca, literalmente. Sua vida era simples e sua rotina comum no pasto, junto com sua amiga Mallory, até que ela vê uma notícia na televisão que vira seu mundo de cabeça para baixo. Antes, Elsie ficava se perguntando o por que de ter sido abandonada pela mãe, que ela tanto amava, mas agora ela entende. A mãe fora tirada dela, e vendo aquelas imagens horríveis na TV (que ela acreditava ser um Deus), Elsie já imaginava o que havia acontecido com a mãe, e o mesmo iria acontecer com ela um dia.

Sendo assim, ela decide fugir para a Índia, onde vacas são sagradas. Lá ela estaria segura. Mas como faria para atravessar o mundo sozinha? É aí que entram Shalom, um porco judeu, e Tom, um peru vaidoso que não sabe voar. Shalom quer ir para Israel, pois lá as pessoas não comem porcos (na verdade, os odeiam), e Tom quer ir para a Turquia, pois é o seu sobrenome, e ele espera conseguir fugir das celebrações do dia de Ação de Graças. Juntos, o trio implacável embarca numa aventura em busca de liberdade, mas acabam descobrindo várias outras coisas.

Pensei em quão sortudas essas vacas eram de ter nascido na Índia e de poder viver lá. E então me perguntei: Por que não eu? E pensei: POR QUE EU NÃO POSSO IR PARA A ÍNDIA? – página 68

E é claro que eu não vou contar que coisas são essas, mas acho que posso dizer que o livro é incrível. Ver o quanto os personagens aprendem durante a jornada, como percebem que nem sempre as nossas expectativas são alcançadas, mas que ainda assim não podemos desistir e devemos continuar em frente. Sem contar que eles são muito inteligentes e umas figuras, é impossível não gostar dos três.

Era verdade. Era tudo verdade. Eu era uma rainha. – página 185

A narrativa da Elsie é muito divertida, adorei o jeito que ela conta a história, é irônico e sarcástico, sem contar as piadas que ela faz de vez em quando, e também o fato de a protagonista interagir com o leitor, fazendo com que a leitura nos prenda ainda mais na história. O livro não é cansativo em momento algum, pelo contrário, acaba num piscar de olhos. As cenas são muito engraçadas, e imaginar uma vaca, um porco e um peru viajando pelo mundo é hilariante.

A crítica por trás da história me pegou de jeito, e mesmo já tendo finalizado o livro há dias, ainda estou pensando muito em tudo o que aconteceu nesse livro. Elsie vendo a notícia na TV, os milhares de animais que são maltratados e presos em gaiolas até o dia de seu abate, o fato de as pessoas se odiarem por seguirem crenças diferentes, e, o principal e mais importante: a amizade.

Enfim, o livro é muito bonito, mas não pensem que é para crianças por causa da capa, não, viu. Pode-se dizer que a Elsie é um pouco boca suja, e essa é uma das melhores qualidades dela...hehe’ Gostei especialmente do final do livro, que conseguiu me pegar de surpresa e me senti satisfeita ao finalizar o livro. Realmente gostei.


site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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Lili 08/11/2016

Holy Cow
Um livro que não acrescenta muita coisa, mas levinho, fácil de ler e razoavelmente divertido. No geral não recomendo - não por ser ruim, mas por ter tanta coisa melhor pra se ler.
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Lu 12/12/2016

Uma fábula animal e divertida!
Elsie é uma vaca muito acostumada com sua vidinha na fazenda. Todos os dias ela é ordenhada, faz sua caminhada pelo campo, come grama e conversa com sua amiga Mallory sobre diversos assuntos, isso tudo muda, quando ao sair para socializar com os touros da fazenda, ela é atraída pelo “Deus caixa” (televisão), que exibia no momento o destino de diversos animais criados para abate. A partir disso, toda sua vida gira de cabeça para baixo e ela passa a ter uma única certeza, de que deve mudar a sua sina e ser além de um futuro almoço para os humanos.
Chocada com tudo o que viu Elsie logo começa a organizar um plano a fim de viajar para Índia, onde as vacas são adoradas, ela recebe a ajuda de Shalom, um porco com ambição de para Israel, pois Judeus não gostam de porcos e Tom Turquia, um peru que sonha em conhecer o país que tem como nome o seu sobrenome. Juntos, os três conseguem sair da fazenda e conhecer o mundo.
David Duchovny optou por um enredo simples e rápido, mas inteligente em sua estreia como autor. A obra, apesar de aparentar focar no núcleo infantojuvenil, também agradará adultos, pois é repleto de piadas, sarcasmo e ilustrações mas também toca na ferida ao tratar de temas como religião, conflitos religiosos, a manipulação da mídia visando o capital em tudo que produz e a forma cruel em que muitas vezes os animais são tratados pelo ser humano.
Holly Cow pode até não ser o melhor livro do mundo, mas faz refletir e dar boas risadas, é com certeza uma boa experiência.

site: https://chalegeek.wordpress.com/2016/06/27/resenha-holy-cow-david-duchovny/
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Ingrid Micthell 06/04/2016

Acredite, Elsie Pode mudar sua vida!
Em Holy Cow, Elsie vive uma vida tranqüila, durante sua narrativa somos apresentados um mundo completamente novo, cercados de bichos onde não existe diferença entre um ser é outro, todos são iguais e unidos pelo amor, á não ser os cachorros, que na visão de Elsie, uma vaca bondosa e inteligente ( não posso me esquecer de irônica) Os cães por serem considerados melhores amigos do homem, patrulham a fazenda latindo para todos os lados exibido suas arrogância.

Nós vacas temos um ditado- não pisa na minha teta que eu não piso na sua.

Mas vamos falar de coisas boas? Não existe melhor lugar no mundo para Elsie. A grama verde, um lugar para dormir, "as boas amizades " e o sagrado momento da ordenha! No meio tarde, ela se junta com sua amiga Mallory para colocar a fofoca em dia, pois acreditem ou não, as galinhas são muito barraqueiras! É se eu fosse você não jogaria conversa fora com um canguru, querem sabe por quê? sera preciso ler para entender(hahahaha). A fazenda e divida em vários grupos, geralmente os animais não costumam ficam muitos próximos um dos outros. Mallory decide arma um plano para que ambas possam finalmente ter um dialogo com os touros, ao atravessar a porteira ás escondidas, Elsie não parece muito interessada, ela caminha em direção á casa e se aproxima da janela, quando houve "o deus caixa".

A verdade é que o deus caixa se trata de uma TV, mas Elsie não sabe disso! Através de uma rede de canal, ela observa algumas galinhas sendo mutiladas, havia sangue para todos lados, em seguida " eles mostraram as vacas a cabeça de uma delas e decepada, suas peles arrancadas e sua carne estendida por um gancho de metal. Elsie chorou e chorou, algum tempo depois, desmaiou.

Hoje eu odiava as pessoas. Todas elas. E acho que isso estava afetando meu leite, pois o menino ficava me perguntando, Qual seu problema garota?, e segurando meu rosto, e olhando bem fundo nos meus olhos, e acariciava minha cabeça, o que eu queria era cuspir ou bater nele. Então foi o que eu fiz

Elsie sempre se perguntou onde sua mãe poderia está, agora não restava duvidas, ela havia sido assassinada por humanos. Será possível que o mundo inteiro estava cercado de dor? Elsie não acreditava nisso, enquanto nos distraímos digitando no celular, nossa protagonista estava atrás de pistas, no meio dessa empreitada, surgiu outro deus, seu nome era Discovery- ele nos mostra terras bonitas, de um lugar chamado Índia, onde as vacas são veneradas é ninguém as come.

O plano estava armado, Elsie encontraria um meio de fugir e se juntar ao seu povo, mas... Ela não era á única a estar inteirada sobre os assassinatos, um porco que dizia ser chamar Shalom, e um peru magricela cujo nome é Tom Turquia, não estavam dispostos a fica e morrer. Juntos eles embarcam em uma aventura com o mesmo objetivo, viver e ser amado.

Inicie a leitura como quem não quer nada, e admito que com certo preconceito, afinal qual é o problema em ler uma estória que foi narrada por uma vaca? Não e muito diferente de uma animação! Mas o ponto principal é- a magia por trás das estórias, os momentos de reflexões e aprendizado.

Elsie me ensinou muitas coisas: Não importa o quão difícil pareça ser, não desista dos seus sonhos, e muito menos de seus objetivos, não importa o que a sociedade pensa desde de que você seja feliz com suas escolhas! Não importa qual profissão você decida escolher se este é o caminho certo que você decidiu seguir. Elsie me mostrou que não existe diferença entre um animal é o outro, um cachorro ou um gato, eles não são superiores a qualquer animal que seja.

Holy Cow passa longe no quesito de ser apenas um livro a leitura e bastante leve e divertida, com diálogos muito bem construídos, cada capitulo leva seu próprio titulo, de uma forma engraçada o que me fez dar boas risadas. Em determinado momento durante a viagem, a estória se tornou maçante por um curto período de tempo, por isso resolvi dar quatro estrelas! Li algumas criticas negativas sobre como o autor construiu os personagens, que de alguma forma não me incomodou, David fez questão de deixa uma nota dizendo Aprendi na escola a confia na história, não no autor . O final e um pouco previsível, mas confesso que eu não faria de outro modo. Leitura recomendada

site: http://resenhaatual.blogspot.com.br/
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Pandora 26/06/2016

Sabe aquele livro pelo qual você tem uma simpatia imediata motivada por uma capa e título que te remetem a alguma coisa engraçada de sua vida?!?!? Pois é! Holy Cow foi esse livro. Quando eu era criança uma de minhas tias costumava me chamar de vaca (não me pergunte o motivo, não faço ideia), era carinhoso e afetuoso e assim cresci gostando de vacas, achando elas demais. Acredita até que já tive uma camisa com uma vaca desenhada nela?!?! Nem me ocorreu que muitas vezes a palavra vaca pode virar um adjetivo bem pejorativo, mas é da vida kkk...

À parte as minhas boas memórias, Holy Cow é, como o título anuncia, uma fábula com animais. A narradora da história é uma vaca, Elsie Bovary, que vive uma vida bastante feliz em uma fazenda tranquila até o dia em que descobre detalhes sobre a vida além da cerca. Traumatizada com a descoberta de um mundo no qual comer carne de vaca e utilizar seu couro em diversos objetos é comum e corriqueiro, ela se lança em uma aventura para a Índia junto com um porco judeu, Shalom, e um peru, Tom, louco para ir a Turquia.

Pareceu absurdo? Realmente é, mas bem, isso é uma fábula, confie na história, mergulhe de cabeça, roube a capacidade de crer no improvável das crianças e mergulhe nessa aventura com Elsie e seus amigos estranhos, pois mesmo quando tudo parece absurdo é aí que a história te pega. As gargalhadas são garantidas, assim também como um convite a rever várias características da nossa sociedade enquanto acompanhamos esses três amigos em busca de suas respectivas terras prometidas e os sabores e dessabores que eles encontram pelo caminho.

David Duchovny se revelou um autor extremamente sagaz e zueiro. Ele faz chacota com tudo e um pouco mais, debocha até dos moldes de vários livros atualmente escritos e seu estilo tão parecido com roteiros de cinema... O tempo todo Elsie chama atenção para os truques usados por vários autores, faz menção a "sua agente" e suas sugestões e censuras visando o sucesso no mercado.

Regada a ironia, muita astucia e humor Holy Cow é um convite despretensioso para repensar nossa condição e atitudes no planeta, nosso senso de aventura e capacidade de ir além da porteira procurando um presente melhor que o atual. E olha, nossa espécie bem que precisa disso. A humanidade é cheia de contradição, tem sua beleza, mas uma feiuraaaaa... Facilmente nos esquecemos de que, apesar da capacidade única de construir cultura, somos apenas MAIS UM dos muitos animais do planeta.

Enfim, Holy Cow é uma delícia de se ler. Engraçado sem deixar de ser instrutivo, instrutivo sem deixar de ser engraçado. O tipo de leitura para ler em uma tarde e pensar por uma vida com um sorriso no rosto. Como não sou fã de séries não conheço o David ator, mas o escritor.... Olha... Eu recomendo muito.

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2016/06/holy-cow-resenha-literaria.html
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Mariene.Boldiere 10/03/2016

Adorável, fiz uma resenha no meu blog.

site: http://ocorvoliterario.blogspot.com.br/2016/03/holy-cow.html
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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 18/03/2016

Elsie
Quando eu abri um pacote que chegou na minha casa, e vi que dentro tinha um exemplar do livro "Holy Cow", um marcador, um ímã e uma carta escrita por uma vaca muito engraçadinha, tudo o que eu conseguia fazer era sorrir e mostrar para todo mundo o meu livro novo de vaquinha. Sou dessas. E quando li o livro, também ri bastante, mas, surpreendentemente, foi uma leitura que também trouxe reflexões.

"Holy Cow" é narrado por uma vaca, a Elsie, que tinha uma vida tranquila numa fazenda dos Estados Unidos. Sua vida se resumia a acordar, ser ordenhada, comer e passar o resto do dia no pasto com seus amigos animais (mais especificamente com as outras vacas). Era uma vida feliz. Até que, um dia, Elsie espiou pela janela da casa dos fazendeiros e viu na televisão (ou o Deus Caixa, como ela chamava) uma reportagem sobre o que era feito com as vacas que não eram leiteiras: elas eram mortas e cortadas aos pedaços para serem vendidas. Para nós, isso não é nenhuma novidade, mas para a Elsie, foi algo extremamente chocante. E Elsie não queria esse destino para ela, nem para as filhas que um dia ela talvez tivesse. Então, Elsie decidiu fugir para a Índia, onde a vaca é considerado um animal sagrado. Mas tente manter algo em segredo dentro de uma fazenda! Logo outros animais ficaram sabendo do plano de Elsie.

O porco Jerry queria fugir também, o destino dos bovinos era igual ao destino dos suínos. Ele queria ir para Israel, já que, entre os judeus, o porco é considerado um animal intocável. E tinha também Tom, o peru, que estava cansado de fazer regime para não parecer apetitoso o bastante para se tornar um prato no Dia de Ação de Graças. Tom queria ir para a Turquia, e como eles precisariam de um smartphone para viabilizar a fuga (pesquisar rotas, comprar passagens de avião pela internet...) e nem Elsie nem Jerry conseguiam usar um (touch screen e cascos não se dão muito bem) mas Tom conseguia, ele foi aceito no grupo.

O trio teve que treinar para conseguir andar em duas patas (se bem que o Tom já andava) e se disfarçar de humanos, enquanto esperavam o dia da fuga. Partir não seria fácil, assim como também não seria fácil enfrentar os obstáculos que surgiriam no caminho. Será que os três conseguiriam viver em segurança em outro país? O fato é que Elsie decidiu contar a sua história no livro, embora o seu maior desejo era uma adaptação cinematográfica, um filme, sobre sua aventuras (tanto que escreveu alguns diálogos em forma de roteiro e usou várias dicas passadas por sua editora, vai que algum roteirista lê o livro, né?!).

"Peraí, só um instante enquanto penso na minha mãe. Os sentimentos vão e vêm, a menos que você não se permita sentir. Porque aí eles ficam, e doem, e crescem até adquirir um formato de pera, uma coisa estranha. Por isso é que quando nós, vacas, somos invadidas por um sentimento, nós sentimos até que o sentimento passe. E aí muuuu-damos de assunto. Bum. Por essa você não esperava, né?" (página 13)

Eu li "Holy Cow" em um final de semana. O livro tem capítulos curtinhos e uma leitura bem fluida. Acho que nunca li um livro onde o narrador fosse um animal (já li alguns onde um humano havia sido transformado em animal), ainda mais uma vaca. Durante toda a leitura eu senti que era realmente a vaca Elsie que estava contando a história, em nenhum momento me parecia ser uma pessoa, e parabenizo o autor por ter conseguido manter o tom da narração durante toda a obra. Como disse anteriormente, a Elsie queria ter um filme de sua história, e para isso ela contava com os concelhos de sua editora para tornar o texto melhor (conselhos que ela nem sempre seguia), e era muito engraçado ver uma vaca usando frases que eu já vi em livros narrados por humanos, a situação era divertidamente inusitada. Confesso que do meio para o final do livro, o trama deu uma esfriada, mas os capítulos finais voltaram a valer a pena.

Como disse no começo, além de fazer rir, a obra também faz com que pensemos sobre a forma como tratamos os animais, como e o quanto os consumimos. Fica claro que não é errado comer carne, mas a questão é: como o animal (do qual aquela carne veio) foi tratado? E se ela veio de um ser vivo, é certo desperdiçar? É certo desperdiçar a vida?

"Vocês, humanos, bebem o nosso leite e comem os ovos das galinhas e das patas. Isso já não é suficiente? Não é suficiente darmos a vocês as nossas crianças e o que seria destinado a nossas crianças? E se não é, quando será? Tudo o que vocês, humanos, fazem é pegar, pegar, pegar da Terra e de suas criaturas magníficas, e o que dão em troca? Nada. Sei que os humanos consideram um insulto grave ser chamados de animais. Bem, eu nunca daria a um humano a honra de ser chamado de animal porque os animais podem até matar para viver mas não vivem para matar. Os humanos vão precisar reconquistar o direito de ser chamados de animais." (página 58)

Sobre a parte visual: a edição está uma gracinha! A capa é bem lindinha, tem tudo a ver com a obra, o título está em alto relevo e no interior da capa tem manchas pretas, como se fosse uma vaca malhada. As páginas são brancas, as margens são grandes, o espaçamento e a fonte são de bom tamanho. Tem algumas ilustrações e cada capítulo tem um título, alguns são letras de músicas.

É um livro bem divertido (nem consigo calcular quantas risadas eu dei, queria ter colocado algumas citações engraçadas na resenha, tem muitas, mas acabei não marcando nenhuma), uma fábula que pode agradar tanto os leitores mais novinhos quanto os já adultos. Tem várias referências a livros, filmes... coisa culturais, talvez eu não tenha detectado todas por não ser muito ligada no que rola fora do Brasil (exceto quando o assunto é literário), e eu não ia ficar pedindo que me explicassem o que uma vaca estava falando. E se alguém se lembrr do clássico "A revolução dos bichos", a Elsie deixa bem claro que sua história é totalmente diferente da de George Orwell. Fica a dica para quem, independente da idade, procura um livro diferente e divertido.

"A ignorância é uma benção, mas o mundo tem mais a oferecer que isso, e é errado não aproveitar o que ele oferece. Não se pode ser bezerra para sempre." (página 16)


site: http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2016/03/resenha-livro-holy-cow-david-duchovny.html
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