A Rebelde do Deserto

A Rebelde do Deserto Alwyn Hamilton




Resenhas - A Rebelde do Deserto


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Queria Estar Lendo 29/05/2016

Resenha: A Rebelde do Deserto
Uma atiradora habilidosa em busca de liberdade num mundo onde mulheres não são vistas como mais do que sombras. Uma órfã que quer encontrar o seu lugar no mundo, que quer ser alguém acima da desconhecida que sempre foi. Amani é uma sobrevivente, uma guerreira e uma garota destemida; ela é a Bandida de Olhos Azuis, e o destino reserva uma história grandiosa para A Rebelde do Deserto. E aproveita que tem sorteio de exemplar lá no fim da resenha!

Que livro! Que história! Eu sei que quando tem indicação do Tumblr por trás de uma leitura, ela vai ser boa. Mas essa foi uau. A narrativa em primeira pessoa te apresenta à Amani. Ela vive em um mundo desértico governado por um sultão perigoso e por um exército temível, com a ameaça de visitantes estrangeiros pairando sobre todas as cidades. Miraji é o nome do lugar, e é um péssimo reino para se viver quando se é pobre, órfã e mulher, três coisas que ditam a história de Amani. Mas acima delas, ela é corajosa e ambiciosa. Amani quer fugir da sua vila natal, quer deixar o conhecido para trás e buscar por um lugar mais seguro. O conhecimento de que a tia vai vendê-la para um casamento é o que impulsiona a habilidosa atiradora a tentar a sorte numa competição; lá, ela conhece um forasteiro, e ele parece sua melhor chance de fugir. Depois de uma perigosa empreitada, os dois escapam da Vila, confrontando, finalmente, a imensidão do deserto e das possibilidades que ele oferece. Dali para frente, Amani vai cair nas garras de criaturas demoníacas, de militares perversos e, principalmente, das escolhas. Quando a rebelião parece uma nova casa para a garota perdida, quando respostas que ela nunca procurou lhes são oferecidas, quão disposta Amani está a ficar ali e lutar pela causa?

"Ele tinha desaparecido no deserto para começar uma rebelião e tomar o poder. Uma nova alvorada. Um novo deserto."

Como sempre, o meu resumo não fala nem sobre 10% da riqueza da história. Quando eu amo muito uma trama, não sei falar sobre ela. A Rebelde do Deserto tem absolutamente todos os arcos, desenvolvimentos e figuras que eu adoro em um livro de fantasia. Toda a história gira em torno do auto-descobrimento da Amani, mas sobre algo que ela nunca buscou. Sua força sempre esteve ali, mas os obstáculos enfrentados a levam a aumentá-la até um pouco que Amani não sabia possuir. De uma solitária sonhadora com a liberdade para alguém que a vive e respira, a jornada de Amani é pincelada por um crescimento sutil e muito bem desenvolvido.

"A cidade dos mil domos dourados, com torres que arranhavam o azul do céu e tantas histórias quanto pessoas. Um lugar onde uma garota poderia pertencer a si mesma, uma cidade inteira tão rica de possibilidades que você quase tropeçava em aventuras na rua."

Sua interação com os novos personagens é a parte mais interessante, porque é o que faz de Amani quem ela é no fim do livro. Jin é aquele com quem ela mais interage; o forasteiro misterioso que ela encontrou no Tiroteio veio de terras muito longínquas, tão longe que ele já viu o mar e florestas verdejantes. Ele não faz parte do deserto como Amani, e esses opostos entre eles criam uma ligação emocional muito forte. Apesar das diferenças, ambos são órfãos esquecidos pelo mundo. Jin, por escolha, Amani, por ser uma garota. O que a história de Jin esconde é uma revelação importante, mas os motivos pelos quais ele escolheu ficar só é que mais me deixaram JKNASFUASBUOASG MENINO SOFREDOR LINDO! Jin e Amani são sombras esquecidas num deserto infinito, mas eles também são dois corações unidos pela própria sobrevivência, dois jovens ansiosos por encontrar os próprios caminhos.

"- Você está certa. Nunca tinha entendido este país, por que minha família escolheu deixar tudo para trás e ficar aqui. Até te conhecer. - senti como se Jin tivesse me empurrado, como se eu estivesse caindo e precisasse que ele retirasse aquelas palavras para me manter de pé. - Você é este país, Amani."

O fato de Jin respeitar tanto a Amani e vice-versa diz muito sobre ele. Num mundo onde as mulheres não têm voz, Jin se curva diante da Bandida de Olhos Azuis. Ele a tem ao seu lado por ela ser uma aliada poderosa, por admirar sua força e sua coragem. Jin sabe muito sobre o mundo lá fora, mas Amani o ensina a respeitar o reino onde estão. Ela é parte dele. O romance entre os dois se desenvolve sutilmente, entre nuances de bom humor, alfinetadas e o crescimento da amizade e da confiança. Eles são o tipo de casal que nasce do respeito, e esse é o OTP mais importante de todos! Jin faz bem para a Amani, mas a Amani faz o Jin se sentir parte daquele lugar. Para um forasteiro que havia abandonado o deserto, de repente o rapaz se vê apaixonado por uma garota que pertence a ele. E o passado do Jin! JKANSFUASBUOSGBA EU QUERIA SURTAR MAIS ABERTAMENTE SOBRE, mas só digo que chorei com determinada cena envolvendo os motivos pelos quais Jin estava sozinho.

Além dele, no decorrer da trama, Amani se aproxima da rebelião e das pessoas que lutam pela causa. O príncipe que clama os seus direitos sobre o trono é Ahmed, um dos doze filhos do sultão. A história de sua partida, o motivo pelo qual ele deixou o reino, é emocionante. Não só as mulheres sofrem preconceito nesse mundo desértico, mas também as criaturas mágicas. Djinnis, especialmente. São seres místicos, dotados de grande poder, que usualmente se envolvem com humanas, resultam em filhos não desejados pela sociedade. Uma das crianças do sultão era, na verdade, filha de um Djinni, e as consequências de seu nascimento foram trágicas e catastróficas. Ahmed luta por um reino justo, para uma sociedade que esqueça as diferenças, para um lugar onde todos possam viver em paz. O governo de seu pai é monstruoso, o dele será justo. Mas, para conseguir uma nova alvorada, um novo deserto, Ahmed caminha com calma. Especialmente agora que a ameaça de uma nova arma, controlada pelo sultão, paira sobre as cidades.

"Jin sempre sorria para mim como se ambos estivéssemos prestes a entrar em apuros e ele estivesse adorando. O príncipe sorria como se estivesse te perdoando por isso."

Ahmed é um rapaz doce, jovem e determinado. Ele é diferente do ímpeto teimoso de Amani ou Jin; ele é um príncipe, pura e simplesmente, cujo coração se volta e se dedica ao seu povo em 100%. A lealdade dele à causa é a parte mais rica e forte em sua personalidade, o que faz dele quem é. Outras pessoas se juntaram à rebelião por suas palavras, por sua presença ou simplesmente por quererem a liberdade que seu novo reino oferece. Muitos filhos de djinnis, renegados do mundo, estão ali. A figura mais marcante é Delila, sua meio-irmã, que ele protege e apoia com todo o seu coração. A doce menina de cabelos arroxeados é o maior motivo para Ahmed continuar nessa luta.

Shazad foi minha segunda personagem favorita. QUE MULHER MARAVILHOSA ASJKNFASUOAUOBASUOASGGASOA filha de um general, é uma guerreira impiedosa, treinada desde cedo para ser imbatível. Seu pai fez dela uma lutadora, apesar do que o seu mundo diz sobre as mulheres, e é graças a ele que Shazad está na rebelião. O general é um espião e também apoiador da causa, e Shazad é uma voz a se erguer na multidão. Ela e Amani constroem uma forte e poderosa amizade; fiquei apaixonada por todo e cada momento dividido entre elas. As duas se entendem, se amam e se protegem. Elas são irmãs de mães diferentes, amigas que demoraram muito a se encontrar, mas que sempre pertenceram uma a outra.

"- Sou uma garota que poderia ter me tornado qualquer coisa se tivesse nascido homem. - Shazad disse. - Mas nasci mulher, então estou fazendo isto."

Outros rebeldes ganharam o meu coração também, em especial Bahi, com todo o seu bom humor e sua alma pura. A rebelião é um conjunto de corações nobres e de causas justas, e todo e cada um deles foi muito bem trabalhado pela Alwyn no decorrer das páginas. Mesmo com a ameaça de uma arma indestrutível - e santo plot twist em relação a essa arma! - eles estão ali para lutar, e não vão desistir da sua revolução.

"Não importava que houvesse menos buraqis e que os djinnis já não coexistissem com os homens, ou quantas fábricas surgiam cheias de ferro e fumaça: aquela era uma magia que não se dissipava."

Mais um ponto forte é a mitologia. Você acredita que todas aquelas histórias são verdadeiras; que, em algum lugar em algum deserto, um Djin amou uma humana com tanta força que sua vingança reduziu uma cidade a um mar de areia. Que filhos de criaturas mágicas vivem por aí, destrinchando poderes inabaláveis.

- Magia e metal não se dão muito bem. Estamos matando a magia. Mas ela está reagindo.

A edição da Seguinte é a coisa mais linda, como sempre. A capa e os detalhes dourados me deixaram babando por vários minutos. A diagramação é simples e delicada, e a revisão e a tradução ficaram excelentes, especialmente com os termos inventados para a mitologia do livro.

A Rebelde do Deserto é um estonteante livro de estreia. Alwyn construiu todo um mundo inebriante em rápidas 312 páginas, e me deixou roendo as unhas por mais e mais e mais. O primeiro livro da trilogia promete a história de uma atiradora em busca de liberdade, e te entrega uma grandiosa jornada sobre a conquista dela.
Srta Inspiradora 29/05/2016minha estante
Estou encantada com esse livro! Quero muito ler!


Aline 01/06/2016minha estante
A curiosidade de ler esse livro só aumenta.


Beth 05/06/2016minha estante
A história tem tudo pra me conquistar. Parece ser envolvente, viciante e empolgante. Histórias como você menciona na resenha, são meus preferidos. Amei. Valeu pela resenha e dica.
Beijos.


Paulinha 08/06/2016minha estante
Eu li uma resenha de um outro blog que não me interessou muito, porque ficou muito confuso. Essa resenha está milhões de vezes melhor hahahaha! Agora sim faço questão de por na minha estante!


Danda Santos 13/06/2016minha estante
tô louca para ler este livro!!! adorei a resenha!!!


David 25/06/2016minha estante
Haha!
MDS, EU PRECISO MUITO DESSE LIVRO!
To doido para ler desde que foi anunciado. Ainda não tive a oportunidade de conhcer o universo da série Rainha Vermelha, mas tenho todos os livros da série que foram publicados até o momento. A Rebelde do Deserto me pareceu tanto com a premissa de Uma Chama Entre as Cinzar. Já leu? Sugiro que conheça caso não tenha lido. É perfeita também.
Sua resenha só me deixou mais ansioso *-* Já quero demais


Thay Gomez 28/03/2017minha estante
Acabei de ler o livro e amei sua resenha!




Liddy 24/06/2016

E lá vamos nós...
É engraçado pensar que A Rebelde do Deserto conseguiu me atrair e repelir logo na apresentação.

A capa é linda. A composição de cores agrada aos olhos, a fonte se harmoniza com a imagem e o pequeno cenário me lembrou dos panoramas familiares d’As Mil e Uma Noites — uma referência bastante forte quando falamos em fantasia no deserto — coisa que me fez ficar curiosa com a proposta. Mas o título... Bater os olhos nele me fez repassar mentalmente toda a lista de “rebelde-de-alguma-coisa” que já li na vida e a desconfiança sobre a proposta da história foi imediata.

Como dizem “não julgue o livro pela capa” e “nem todos os títulos são inteligentes” resolvi dar uma chance... e o resultado foi mais ou menos.

A narrativa é bastante razoável. Não é elaborada, nem poética e certamente não fará você sonhar muito alto; é concisa, diz o que precisamos saber e consegue arrancar alguns risos ocasionais. Você poderá ler sem grandes arrependimentos e sem o perigo de topar com cenas absurdamente tediosas — que são tendência em alguns livros fantásticos —, ou pode ler e sentir aquela decepção profunda por não encontrar descrições notáveis sobre as cidades visitadas e as pessoas com quem cruzaram caminho.

Decepcionado (a)? Não fique. Ainda não chegamos à pior parte.

E se eu disser que a protagonista conseguiu a façanha pouco lisonjeira de ser esperta e tola ao mesmo tempo? É verdade que a ignorância dela sobre o mundo exterior é justificada pelas condições sociais que a envolvem — ela mora no meio do deserto, é uma garota órfã numa sociedade machista, é pobre em nível intermediário e provavelmente não conseguiu uma educação muito elaborada — e que ter temperamento forte num lugar assim não ajuda... só que nada disso justifica a tendência suicida da garota — ou o fato de ela achar que tem chance de sobreviver num mundo que não conhece. Ela não pensa. Demora uma eternidade para juntar dois mais dois e quando junta você, leitor (a), já está pronto para esganá-la. E, de coração, sempre que vejo personagens assim desejo ardentemente que morram o mais rápido possível.

Outro problema — além de a protagonista desconhecer o mundo além de sua vila e ter um senso de autopreservação questionável — está no fato de ela se surpreender com coisas que nós, humildes espectadores, já percebemos há séculos. A previsibilidade de algumas cenas é tanta que chega a testar a paciência.

E há o romance...

Para nossa alegria não há “amor à primeira vista”. Amém. O interesse físico e a curiosidade adolescente estão ali, mas nada de amor por um bom tempo. Então estamos livres dos pensamentos românticos, da choradeira incontrolável, das dúvidas estilísticas e dos embates metafísicos sobre a existência de outras garotas. O problema é existem cenas que vão fazer você franzir a testa e questionar seriamente o bom senso dos personagens, ou questionar a validade daquilo que você concebe como lógica humana universal — além de fazê-lo (a) ir a página final só para descobrir quantas páginas falta para acabar com aquilo.

Por exemplo: quando Jin e Amani se encontram após o incidente em Tiroteio, o rapaz está fugindo do exército, foi baleado nas costas, e garota está em perigo por ajudá-lo... e mesmo assim ela encontra animo para dar umas apalpadas indiscretas no rapaz. Sério? Sério mesmo?! Sou a única pessoa que sentiu um travo na boca ao pensar no quanto é absurdo uma garota estar diante de um fugitivo, sangrando, e pensando onde as tatuagens dele terminam? E a melhor parte — ao contrário — foi perceber que, embora Amani soubesse que poderia ser estuprada e assassinada por qualquer homem que descobrisse sua identidade, ela pouco se importa de viajar com um completo estranho, embora tenha visto pessoalmente o cara quebrar a mão de outro num piscar de olhos.

Então, se você não tem muita prática com romances e está procurando uma leitura rápida e descontraída A Rebelde do Deserto é uma ótima opção... mas se você conviveu Jane Austen, já se torturou nas mãos do George Martin e partiu em jornadas épicas com o Tolkien — além de ter lido batalhões de Julias, Sabrinas e Biancas na vida — a experiência não será muito agradável, na melhor das hipóteses.
Daia 29/03/2017minha estante
Amei!! Disse tudo!




Francisco 09/05/2016

Evocando obras orientais para fazer uma maravilhosa Fantasia YA
Falar que eu amo livros que retratem a cultura oriental chega a ser até um pleonasmo a essa altura do campeonato. Meus livros xodós do ano passado para cá pairam nessa vertente, a exemplo de Golem e o Gênio (resenha aqui) e Uma Chama Entre as Cinzas (resenha aqui). Esses livros retratam a fantasia com base na mitologia dos países do oriente, onde entre Golen, Gênios (Djins), Augurs e por aí vai, então quando saiu o anuncio desse livro do Brasil, foi ler o plot (com muita expectativa) e me encantei, fiquei na imensa vontade de ser esse livro. E ele chegou, devorei, me apaixonei e finalizei (Cadê o segundo produção??), e posso dizer que gostei muito dessa obra, e já estou na expectativa, então tá, vamos ver se consigo passar tudo que sentir por ele.

A Rebelde do Deserto nos imerge em uma nação, denominada de Miraji, localizada no oriente, em meio a um deserto, onde um Sultão é o chefe daquela nação. Para que o trono foi passado para um dos seus herdeiros (já que eram muitos, visto que ele tinha um harém), então acontecia o Jogos do Festim, uma disputa entre os homens da família, e o vencedor seria o novo Sultão. E assim aconteceu, porém depois de uma série de intrigas o vencedor não assumiu e fugiu para o deserto iniciando uma rebelião para tomar o trono (Pei!!! Tiro, porrada e bomba).

“Uma nova alvorada, um novo deserto” (p. 56)

Um pouco distante da capital Izman e desses acontecimentos, vivia Amani, uma garota de 16 anos, que fica órfã depois que sua mãe assassina o seu pai abusivo e é enforcada pelas pessoas daquela comunidade, ela passa a viver com os seus tios, porém sendo uma espécie de “Cinderela” da família, que era obrigada a trabalhar, e por qualquer coisa apanhava da sua tia megera que a considerava um estorvo. Ah, para completar o tio dela queria se casar com ela (ele podia ter várias esposas, que nem podiam reclamar)




Tentando fugir dessa família, Amani junta dinheiro, se veste de menino (visto que as meninas não têm vez nesse local) e vai participar de um campeonato de tiro em uma casa de apostas. Ela vai ganhando as etapas, até que vai para a final junto de um forasteiro (shippe à vista) e um cara que tradicionalmente ganha todos os campeonatos (Adivinha porquê?). Depois de uma série de confusões, a casa de apostas vira um barril de pólvora e entre em chamas (literalmente), com isso Amani se ver obrigada a voltar a sua vida normal (mas voltaria mesmo a sua vida normal?).

No outro dia em seu trabalho, o forasteiro reaparece e ela acaba escondendo-o, visto que ele era procurado pelo exército do Sultão, e então ocorre uma série de confusões, até que finalmente ela foge com ele em um Buraqui (uma criatura mágica que tem formato de cavalo). E então ela entre numa jornada de autoconhecimento, em meio a um deserto até ela se ver ligada a Rebelião do Príncipe.

“A realidade era mais louca e aterrorizante e intoxicante, e mais incerta, do que eu imaginara. E eu poderia fazer parte daquilo. Se quisesse. Estava ficando tarde demais para pular fora daquela história, ou para arranca-la de dentro de mim” (p. 198).

Depois dessa pequena apresentação, eu resolvi pontuar algumas coisas no estilo “10 Coisas que eu Odeio em Você”, então colocarei 5 pontos que poderão fazer você desistir de ler esse livro, e se mesmo assim você ainda estiver interessado, esse livro é para você.

EMPODERAMENTO FEMININO: Sim, se você não gosta de livros que tratem de empoderamento feminino, esse livro não é para você, porque a autora coloca uma protagonista nessa história, mas não qualquer protagonista, aquela que luta pela sobrevivência, vai de encontro com os padrões sociais, mostra que ela tem a possibilidade da sua independência ao paradigmas existentes e apesar de temorosa em relação ao futuro, se descobre relevante perante ao processo que ela vem vivendo, desde o momento em que ela vivia em uma vila pequena, até se tornar alguém importante nesse deserto. Claro, alguns livros como a Série Divergente, Jogos Vorazes e Rainha Vermelha, já tratam disso (então deve ser enfadonho para os machistas de plantão), mas posso dizer que a abordagem dela apesar de não ser tão diferente do que é proposto nesses outros livros, mas é uma quebra de paradigmas, tendo em vista que a sociedade a qual a protagonista vive, causa espanto em nós (apesar de ainda ser real em alguns lugares).
FIGURAS MÍTICAS: Se você não gosta de figuras míticas essa história realmente não é para você, porque aqui a autora destrincha, passa alguns capítulos inclusive explicando como elas nasceram, que existem várias teorias diferentes em vários povoados, mas que basicamente centra-se que o mundo foi criado na Luz, onde só existiam os seres primordiais, até que chega a figura da Destruidora de Mundos, e para que esses seres imortais não morram, eles criam os seres mortais, entre eles, nós os humanos. Entre os seres primordiais, existem os Djins (gênios), Buraquis (formato de cavalos), Rocs (formato de pássaros) entre outros. Ah um detalhe, mas lá na frente você pode descobrir coisas bem legais em relação a protagonista, e uma arma criada para destruir povos inteiros.
CASAL ROMÂNTICO: Sim, nesse livro existe um casal romântico, no início até parece que vai virar um triângulo amoroso, mas a partir da fuga da Amani, isso desaparece de foco, e esse casal não é daquele tipo que “Vráááá”, apareceu. Não ele vai se desenrolando aos poucos, até que enfim, sem mais, senão rola spoiler... heheheheh
DESERTO: Bom com o título do livro, é de se imaginar que a história vai ter como pano de fundo um deserto, e claro isso fica evidente desde o início, então se você não gosta de história que se passe num deserto, deixo aqui minha dica: Não continua, não. Até porque aqui lemos várias cenas nesse ambiente que apesar de inóspito, é maravilhoso. A protagonista passa meses em caravanas, é descrito o seu sofrimento com a falta de água, e também a formação de rajadas, redemoinhos. É areia para todo o lado.
DISPUTAS POLÍTICAS E MOMENTOS DE AÇÃO: Bom, se você não for fã de algumas disputas política e momentos que o seu coração parece que vai sair pela boca, então repense em começar a leitura, porque em A Rebelde do Deserto, apesar de não ser o foco principal da história, tem várias questões políticas (até bem simples por sinal) que envolve os acontecimentos desse livro. Além disso, existem determinados momentos que você não consegue respirar enquanto a leitura do capitulo não termina, a autora consegue te levar no ápice da emoção (pelo menos a mim, conseguiu), mas calma gente, esse livro aqui está longe de ser Game Of Thrones, Rainha Vermelha ou Jovens de Elite, eu até acho que a autora economizou nas mortes por aqui (to vindo da leitura de Jovens de Elite, então to meio desacostumado com essa história de poucos personagens morrerem, heheheh).

“Assim como as balas, o fogo por sí só não distingue o bem e o mal” (p. 149)

Bom se você chegou até o final dessa resenha com vontade de ler o livro, você tem grandes chances de ama-lo como eu amei. Afinal, a Rebelde do Deserto “te leva a um mundo fantástico, recheado de emoções, em que as suas escolhas determinam se você prefere ser sugado pela areia movediça ou amparado pelos raios de sol”.


site: www.sobreososlhosdaalma.blogspot.com.br
Fernando Lafaiete 09/05/2016minha estante
Parabéns Francisco pela resenha. Sinto que preciso ler esse livro ainda este ano! Assim que vi que você citou Golem e o gênio como um dos seus livros favoritos do ano passado (Que aliás este livro é um dos meus favoritos da vida), percebi que tinha que sentar e ler sua resenha (srsrs).


Francisco 11/05/2016minha estante
Sim, o livro é bem interessante... Ele não tem a mesma pegada adulta do Golem e o Genio, mas é bem legal como a autora constrói a sua história. Que bom que gostou da resenha...




Desi Gusson 09/09/2016

Morno...
Depois dessa sinopse eu tinha certeza que não restaria outra coisa a fazer a não ser amar esse livro. É algo do misterioso Oriente Médio com cavalos mágicos. Cavalos mágicos. Quem não tem feelings de A Corrida de Escorpião???

É difícil falar sobre um livro que não te chamou a atenção, apatia é uma grande estraga prazeres. Se você amou a história vai ficar igual uma tonta apaixonada falando de todas as vantagens do livro e tentando converter as pessoas à sua volta (quem nunca?). Ou se você odiou e utiliza todo o seu estoque de sarcasmo, arrogância e pesquisa cientifica no Wikipedia para mostrar que aquela história nunca deveria ter saído da cabeça do autor (todo mundo já fez isso).

Agora, e quando o livro não fede nem cheira?

A busca da Amani por liberdade acaba virando uma odisseia por um caminho longo e confuso, com um mocinho (?!) tão confuso quanto. Tem horas que eles se dão super bem, nas outras estão tentando se livrar um do outro, alternadamente.

Esse livro simplesmente não foi para mim. A mistura de árabe com faroeste não rolou, deixou tudo esquisito demais, e não um esquisito deliberado, um esquisito tipo “a autora não soube dosar o ambiente”. Não foi nem árabe demais (será que esse é o nome certo?) nem faroeste o suficiente, e nós nem temos tanto tiroteios assim! Eu queria tiroteios!!

#aloucaquersangue

Não que não tenha ação, sim temos. A autora gosta de nos deixar ansiosos com grandes perseguições em que tudo, sério, qualquer coisa pode acontecer! Logo no começo a Amani mostra que não tem medo de sujar as mãos e que não é nenhuma gata borralheira pros tios e primos. Na boa, com uma família daquelas nem precisa de outro vilão na história…

Um enredo caminhando na linha do OK, sem ser pobre, mas sem nada que merecesse um NOSSA!! Faltou ousadia na hora de adicionar clímax. E tem o pequeno probleminha do romance instantâneo que pra mim JÁ-DEU. Como essas heroínas encontram o homem das suas vidas rápido minha gente, fico pasma!

Pensando bem, talvez qualquer livro lido após Uprooted, da Naomi Novik, ficaria sem graça para mim. Acho que o problema foi muito mais eu, a leitora sem paciência para uma história água com açúcar, do que o livro em si.

Leiam por sua conta e risco, não posso prometer nada…
Aliás, não leiam, invistam seu tempo (porque tá difícil arrumar um pouco) e leiam A Fúria e a Aurora.

Para essa e outras resenhas na íntegra, acesse o blog!

site: www.desigusson.wordpress.com
Carla @mademoisellebelikov 12/09/2016minha estante
Vish heim! Não gosto quando me deparo com livros assim =/


Ana 15/11/2016minha estante
tive exatamente as mesmas sensações enquanto lia o livro!

visitem meu blog:
viagemaocentrodabiblioteca.wordpress.com



Bia 15/05/2017minha estante
Terminei a leitura hoje e achei exatamente isso. MORNO. Não foi ruim e nem foi bom. Foi meio que como se não tivesse acabado. Sei lá. Sensação estranha de indiferença kkkkkkkk


Natália Tomazeli 08/05/2019minha estante
Aaaaaaa isso!!! Eu queria era tiroteio huehuehue
Livro chato, até eu tive mil ideias melhores para ele do que a própria autora.




raposisses 07/05/2016

Faroeste e Djinnis
A construção de mundo realmente foi minha parte favorita de A Rebelde do Deserto. Esse é um livro primariamente do gênero faroeste, mas com uma mitologia árabe. Durante grande parte dele, o lado faroeste está em foco – competições de tiro, vilas com saloons, viagens pelo deserto em direção à cidade grande -, com o elemento da magia em segundo plano. Mas para os interessados nos elementos de mitologia árabe como eu, não se preocupem que tudo muda nos último 20% do livro. Demora, mas a magia finalmente vem para o primeiro plano, e a tendência é que sua importância apenas aumente nos próximos livros.

Outro ponto forte do livro é a protagonista. Amani não é levada pelo enredo do livro; é ela que faz o enredo acontecer. Amani é a típica protagonista com atitude e “língua afiada” que está sendo tão popular nos YAs recentes. Já vi pessoas reclamando que a “modinha” desse tipo de protagonista está se tornando chato e repetitivo, e entendo essas reclamações (toda vez que leio uma introdução em que a protagonista diz que tem “língua afiada” eu não consigo não revirar os olhos), mas – na minha opinião – essas pessoas esquecem que até pouco tempo atrás, a “modinha” era justamente o contrário: protagonistas que passavam o livro inteiro sendo salvas por seu interesse romântico, e não tomavam nenhuma atitude. Entre uma “modinha” e outra, prefiro a que introduz aos jovens – tanto meninas quanto meninos – protagonistas femininas fortes.

Sem contar que não é como se os protagonistas masculinos de YA não sejam quase todos do mesmo “tipo” também. Totalmente apoio pedir por protagonistas mais originais, mas desconfio de todo mundo que só reclama das meninas com atitude.😉

A descrição do livro já indica a presença de um romance para Amani, e apesar de não ter gostado do romance em si (justamente por ser óbvio demais, desde o primeiro encontro dos personagens; não foi “amor a primeira vista” mas foi “sinto que ele é diferente, tivemos uma conexão instantânea…” a primeira vista, que é basicamente o amor a primeira vista dos YAs de hoje em dia), o personagem masculino do livro é interessante por si só. Jin não é um personagem do tipo “babaca mas secretamente bonzinho” que não suporto mais. O romance foi inofensivo ao enredo, e é isso que é importante para mim.

A construção de mundo captura a atenção, a protagonista é ótima, o romance não incomoda – e a escrita não tem nada de especial, mas também não incomoda -… A Rebelde do Deserto tinha tudo para se tornar uma das melhores leituras desse mês; então por que isso não aconteceu? Justamente por conta do enredo – ou falta dele.

Meu grande problema com A Rebelde do Deserto foi o fato do enredo não ter me capturado até os últimos 20% do livro. Pareceu para mim que nada acontecia além de Amani e Jin andarem pelo deserto ás cegas. Talvez o problema seja que histórias de “roadtrip” – o que boa parte desse livro é – não são para mim? Mas quando leio um livro, se nada demais acontece no enredo em si, eu espero que o foco vire para o estudo dos personagens; o que não acontece aqui. Então fiquei levemente entediada durante boa parte do livro, até que a “grande revelação” acontece e o verdadeiro enredo da série apareça nos já ditos últimos 20%.

Minha esperança é que a sequência siga o ritmo do final do primeiro livro; certamente lerei a continuação, porque estou bastante curiosa para onde a autora levará Amani e seu mundo. Essa é uma leitura certamente recomendada para quem gosta de YA. A Rebelde do Deserto pode não ser um livro inovador, mas cumpre o que promete: uma fantansia YA sólida e que diverte.

site: raposisses.wordpress.com
GabrielxRibeiro 08/05/2016minha estante
É bom? vc gostou?..achei a capa desse livro linda...mas to na duvida c embarco nele rs




Alana Gabriela 22/11/2016

A obra não rolou comigo!
Helloo, people... tudo numa nice?
Hoje trago a resenha de um livro que eu estava ansiosa para conferir e que amei por um tempo, depois fiquei pensando táh meio bláh e por fim percebi que ao final não curti de verdade.

Eu não vou contar a estória porque para isso tem a sinopse. Algumas resenhas falam muita coisa sobre os livros e acredito que isso acaba tirando as surpresas que o leitor poderia ter durante a leitura. Isso realmente me incomoda e me irritou diversas vezes quando conferi algumas por aí de uns livros que estava ansiosa para conferir porque fiquei sabendo metade do que acontece no livro e isso é chato. Só ficar curiosa para o final é sem graça.
Enfim, vou pontuar aqui somente algumas coisinhas.
Algo que me incomodou um pouco foram as atitudes de Amani. Dizem que nós aprendemos com os erros, mas parece que ela não aprende. Machucou uma pessoa por sua imprudência e acabou machucando outra numa situação parecida. Ela poderia bem ter ajudado um certo personagem e evitado a morte de um outro. É sério, achei a morte de um personagem desnecessária. Tanta gente para morrer e a autora escolhe uma com uma estória realmente importante.

"Era muito difícil confiar num garoto com um sorriso daqueles. Um sorriso que me dava vontade de acompanhá-lo até os lugares sobre os quais havia me contado, mas ao mesmo tempo me deixava certa de que eu não devia fazer isso."

Nesse quote já pensei: não, por favor, que não seja romance instantâneo.

Confesso que no início gostei de Amani, a personalidade dela é forte, uma garota em meio a uma sociedade que privilegia mais os homens e considera as mulheres puro objeto, se sobressaindo e tentando de tudo para conseguir encontrar seu lugar na sociedade e em busca do que realmente quer. Às vezes, confesso que para mim, essa situação se torna meio batida, quando não é trabalhada de forma coerente. Uma garota que teve os pais mortos e que está tentando se reerguer de alguma situação complicada. Mas a engenhosidade dela no início do livro me conquistou. No decorrer da estória, porém, achei que ela ficou um pouco egoísta. Eu não me importaria com isso se as coisas que escolhia não tivesse afetado personagens interessantes que gostei bastante e que eram amigos dela.

Jin é um personagem interessante, é aquele tipo de personagem que a gente sabe que vai gostar logo de cara pelo jeito maroto. O problema para mim é quando a situação fica óbvia demais. Não tem como você ver uma pessoa uma única vez e já descrever tanto ela e achar isso e aquilo e blá blá blá. Mesmo que seja de fantasia, eu gosto muito desse gênero, mas que não seja tão fantasioso demais.

O meu problema com esse livro foi essa questão. Achei fantasioso demais. Acredito que há um limite do possível nas estórias. E eu AMO livros de fantasia, é o meu gênero preferido.

A meu ver, misturar o estilo de fantasia que já conhecemos com super poder não é tão viável e nem faz sentido. Fica meio sem sentido. Usar questões de deuses até vai, bruxas, eles sim tem capacidade de ter poderes, mas fora isso não faz sentido. E também já estou um pouco cansada desse plot de ter um personagem isolada que vivia sua vida num lugar distante, e sem nada e depois descobre que tem super poderes tipo arrasadores e é e também pode ser importante numa causa rebelde; já está meio batido, esse plot não teve muito efeito em mim. E todas revelações não me impressionaram. Acontece muito do tipo em fantasia e se não é bem trabalhado parece mais do mesmo. E nesse quesito de originalidade eu sou bem chata e exigente.

Outra coisa que não funcionou para mim na estória foi a mistura de faroeste com a cultura árabe. Eu preciso dizer que a parte mais interessante do livro para mim foi o contexto inserido, a mitologia criada, eu gostei das lendas, eu curti muito as histórias criadas. Mas, eu acho que não combinou ter trem num livro de fantasia, aquelas armas de fogo e tals. As espadas são algo recorrente e normal, mas a misturada que a autora fez de diversas mitologias ficou sem nexo e não rolou. Pois é, tem salloon também, e todas aquelas coisas de faroeste misturado à cultura árabe.

Gente, eu assisti Azur e Asmar - que trata da cultura árabe - e curti bastante os seres mitológicos, as aves que pareciam grifos, a fada dos djins, mas o emaranhado de coisas inserido na estória não surtiu efeito algum em mim.

Os personagens se metiam em muitos problemas e algo que me incomodou foi que eles se metiam em situações perigosas, e eu ficava: eita cara, esse é um twist. Quero ver como o autor vai se sair dessa. Porque para criar uma situação chocante e complicada, no mínimo precisa ter algo mirabolante para e crível para nos deixar boquiaberto e pensando: what the hell?! Mas durante alguma batalha daqui a pouco os personagens lembravam que estavam meio machucados e fracos e fazia com o que o confronto fosse mais "perigoso" e eles sempre sobreviviam. Tipo, no way. Acho que a autora colocava essa questão para fazer com que parecesse mais emocionante, o que para mim trouxe o efeito reverso. Pareceu irreal demais. Algumas situações apareciam simplesmente quando havia necessidade e me pareceu conveniente em situações que não deveria haver esse tipo de questão.
Outra coisa que gostaria de ressaltar é a "batalha" que há no livro. Por essa obra ser narrada em primeira pessoa, acredito que há essa deficiência se vamos saber de certas coisas ou não quando está tendo um confronto propriamente dito. Considerando o gênero de fantasia, acredito que as batalhas são parte importante e deveriam ser bem descritas. Por exemplo, tem um momento do livro que a Amani apaga durante uma batalha e a gente não fica sabendo de muita coisa que aconteceu. Fica um pouco rápida e vaga essa parte. Foi algo que me incomodou em certo ponto. Mas não creio que cause tanto efeito assim a outros leitores. Eu só achei que poderia ser acrescentado mais a essa parte.

O livro também é um pouco maçante, não tem muita ação no início, você só está conhecendo histórias. Para mim não foi tão cansativo quanto para outros leitores pode ser, mas só porque curto conhecer mitologias diferentes e não me importo com o contexto de historicidade que trazem.

Eu tinha quase certeza que ia amar esse livro, ele estava pedindo para que eu gostasse dele, mas não rolou como deveria ou podia, e no início até que tudo estava indo bem e eu estava empolgada durante a leitura. Acho que muita gente, porém, vai gostar então leiam por si mesmos para tirarem suas conclusões. Muita gente gostou, funcionou para mim em partes e em outras não, portanto confiram. Eu só não pretendo conferir a sequência.

site: http://piecesofalanagabriela.blogspot.com.br/2016/06/resenha-rebelde-do-deserto-alwyn.html
Lua @epigraph9 22/11/2016minha estante
Confesso que li esse livro, mas esqueci boa parte da estória.


Alana Gabriela 22/11/2016minha estante
Porque a obra não é tão boa o suficiente - pelo menos eu achei - para ser lembrada posteriormente com aquele louvor e tals. Achei a obra um pouco - muito - fraca em comparação a tantas fantasias que leio.


Lua @epigraph9 22/11/2016minha estante
Pois é. Não lembro nem de quantas estrelas eu dei.


Daia 29/03/2017minha estante
Falou tudo!! Decepcionante. Eu tava tão animada com esse livro, teve um começo maravilhoso, mas a história tomou um rumo totalmente diferente do que eu esperava. Parece que a autora quis juntar mil elementos diferentes e não soube como trabalhar com isso, como você disse, fantasioso demais. Pelo menos pra mim também não funcionou.




Layla [@laylafromthebooks] 31/03/2017

O início de um novo deserto
Sozinho ou acompanhado?

Responda rapidamente e sem pensar muito. Como você prefere fazer as coisas? Você gosta mais de ver um filme com um amigo ou enrolado sozinho nas cobertas? Tem mais prazer em ler um livro só você e o silêncio do seu quarto ou ler acompanhado, em voz alta, em leituras simultâneas? Você escuta música dividindo os fones de ouvido ou curte mais pôr no último volume de suas caixas de som e ouvir o que quiser na altura que quiser? Você está mais propenso a ser o player two quando joga videogame ou gosta mesmo é de ser o player one e only one do seu jogo? Como você prefere passear, morar, almoçar, dormir? Sozinho ou acompanhado?

Essa pergunta pode causar terror em algumas pessoas, porque há quem tema enfrentar caminhadas desacompanhado, e há quem prefira tomar suas escolhas e rumos sozinho. Para muitos, estar solitário carrega uma conotação negativa e é sinônimo de tristeza, de vazio, de desesperança. Para outros, é oportunidade, alívio, é chance de ser alguém por si mesmo e ser a si mesmo.

Amani, a protagonista desta história, não via a hora de deixar tudo para trás e ver-se sozinha e livre das pessoas que a oprimiam. Por anos ela desejou fugir, sumir, desaparecer. Aprendeu a dar tiros antes que muitas crianças aprendessem a ir sozinhas ao banheiro e se deixou amplificar mental e corporeamente, tornando-se autônoma e independente. Amani nunca precisou da companhia de ninguém e fez-se quase que completamente por ela mesma, com pensamentos e ideais e desejos só dela, feitos dela. Amani era só um grão de areia num deserto grande que, muitas vezes, mostrava-se infinito. E ela estava bem com isso. Ela estava disposta a enfrentar seus desafios. Ela estava bem sozinha.

Mas grãos de areia, por mais completos e autônomos que possam ser, estão sujeitos a intempéries. Amani se viu confiando em estranhos, se viu arriscando a própria vida e daqueles poucos a quem queria bem, se viu segura e aceita pelo que era e descobriu-se ser e, para a sua surpresa, viu que vários grãos de areia juntos são mais fortes que um só.

Viu que vários grãos de areia podem formar paredes, podem formar escudos, podem formar casas. Podem ser um lar. Viu que, por mais que tentem pará-los com ferro e fogo, a força da areia corrói o ferro e faz surgir vidro no contato do fogo. O ferro, com paciência, pode ser removido; o vidro, com cuidado, pode ser administrado - e com o tempo pode se mostrar mais do que uma lâmina que fere e corta: pode ser frágil, transparente e sólido, mais do que o resultado da fusão da areia com cal e carbonato de sódio e potássio.

Com uma escrita e narrativa fluida e gostosa, Alwyn Hamilton nos presenteou com um livro mágico e original e cheio de personagens (e muitas mulheres incríveis, o que é sempre ótimo!) bem construídos. Com reviravoltas surpreendentes e uma edição linda que inspira cores vibrantes e emoções intensas, A Rebelde do Deserto fora uma surpresa maravilhosa em que o fim nunca fora desejado - ao terminar, eu queria mais.

E, sobre toda a questão de se fazer sozinho ou acompanhado: muitas opiniões divergem e convergem, mas uma coisa é certa: ver a Amani acompanhada de certo alguém é muito bom, mesmo que ela sozinha, assim como a Shazad e tantas outras personagens maravilhosas, seja por si só uma obra de arte e referência. E a Alwyn acertou muito nesse quesito.
vivi.vieira.S.12 31/03/2017minha estante
Aaaaaa q lindaaaaa essa resenha


Layla [@laylafromthebooks] 31/03/2017minha estante
Aaaaa q linda essa Viviane [emoji de coração]


vivi.vieira.S.12 31/03/2017minha estante
As analogias q vc faz
Maravilhosas


Luciana 01/04/2017minha estante
Uau vc é realmente muito boa em resenhas e descrever um livro me faz querer lê-lo mesmo não sendo um livro do gênero que eu particularmente gosto.


Layla [@laylafromthebooks] 02/04/2017minha estante
É porque o livro é realmente bom, L! Super recomendo que você dê uma chance pra ele. E obrigada, mil vezes obrigada!


Luciana 02/04/2017minha estante
Eu que agradeço essa super recomendação


TataFlor 04/05/2017minha estante
Também amei esse livro, achei ele muito rico, apesar do tamanho e da quantidade de páginas parecer pouco, o livro possui uma história imensa e maravilhosa, foi uma grata surpresa, superou em muito as minhas expectativas, e sua resenha só confirma a maravilha que é essa obra...


Layla [@laylafromthebooks] 25/05/2017minha estante
Fico tão feliz que você tenha gostado tanto da resenha quanto do livro, T! Ele é maravilhoso mesmo, muito rico e bonito e espero ansiosa pelo terceiro volume da história de Amani!




Andrea 28/03/2016

É difícil soltar o livro antes de virar a última página!
Miraji é um país peculiar, com o território quase todo dominado pelas areias e pelo deserto. O país é governado com o sultão, que conta com a ajuda de um exército mercenário, os Gallans, para controlar que todos sigam as regras de modo certo. O deserto é cheio de lendas sobre seres mágicos e imortais, feitos de fogo e areia. Lá não é o melhor lugar para se viver se você nasceu pobre, mulher ou é órfão - e Amani Al'Hiza é as três coisas.

Amani vive na Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada em que ela não terá um grande futuro. Lá, os homens e órgãos são destinados a trabalhar nas fábricas de explosivos e armas, enquanto as mulheres são criadas para ser apenas mais uma esposa de um homem.

Ela não só queria sair daí, ela tinha a necessidade de sair daquele lugar. Sua mãe tinha sido enforcada cerca de um ano antes, após matar seu pai. Desde então, ela vivia com seu tio - e descobriu que ele tinha a intenção de casar com ela, para que ela fosse mais uma das mulheres de seu harém.

Numa noite, ela decide ir para Tiroteio, uma cidade próxima, participar de um torneio de tiros, com a esperança de ganhar dinheiro o suficiente para ir para Izman, a capital, onde lhe foi dito que as mulheres eram tratadas de modo melhor que em seu pequeno vilarejo. Mas ela não imaginava que esse pequeno ato de rebeldia transformaria a sua vida de vez. Durante a disputa, ela conhece um forasteiro, Jin, que a leva para o deserto, mas sem contar o que realmente faria por lá.

Uma nova alvorada! Um novo deserto!

Eu confesso que não sou muito fã de velho oeste - e, apesar de gostar de mil e uma noites, fiquei um pouco receosa de ler o livro. Mas o universo criado por Hamilton é tão convincente e os personagens do livro nos conquistam de tal forma que fica difícil soltar o livro antes de virar a última página!

Todos os personagens criados são extremamente reais. Nós entendemos seus medos, suas ambições. Amani não é diferente, e percebemos como ela cresce como pessoa ao longo da leitura. Ela toma decisões que fazem sentido, mesmo que se arrependa das mesmas depois.

Hamilton cria um universo completamente novo e consegue fazer com que o leitor, em poucas páginas, já mergulha nesse país, com suas lendas, sua cultura e com areia até onde o olhar alcança. Parece que nós já conhecemos há tempos os seres mágicos que existem por lá: os poderosos Djinnis; os Demdjis, filhos de djinnis com mortais; os Buraqis, cavalos feitos de areia e fogo...

site: http://www.ownmine.com.br/2016/04/a-rebelde-do-deserto.html
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Ana Luiza | Entre Páginas 09/09/2016

Resenha - A Rebelde do Deserto (Blog Entre Páginas)
Olá pessoal, tudo bem com vocês? Quem aí gosta de uma aventura de tirar o fôlego, uma Girl Power das melhores, um forasteiro misterioso cheio de boas (?) intenções, e muito tiro, “pancada” e bomba pra tudo quanto é canto? Pois tudo isso vocês encontram em A Rebelde do Deserto.

Amani é uma órfã que vive com os tios e vários outros primos, após sua mãe ter sofrido pena de morte por cometer um crime grave. Não é uma vida nada fácil, uma vez que os tios a maltratam (devido a história de sua mãe), os primos não se relacionam bem com ela, e ela ainda é obrigada a trabalhar na loja dos tios e suportar a ideia de um casamento arranjado.

Tendo tudo isso em vista, e não sendo nada submissa, ou tipo que aceitaria toda essa história sem lutar, Amani resolve que a melhor saída para seus inúmeros problemas seria fugir de Vila da Poeira, e tentar a vida na Capital, que só conhecia pelas histórias maravilhosas que ouvia de sua mãe quando criança. E a oportunidade surge quando um forasteiro misterioso aparece em sua vida, trazendo consigo a perspectiva de uma vida longe de Vila da Poeira e seus casamentos arranjados, miséria, conflitos com os familiares... Tudo que Amani precisa fazer é convencer o forasteiro a ajudá-la a fugir, e quando os interesses dos dois se tornam comuns, isso pode acontecer.

Jin é um forasteiro cheio de segredos, que aparece e reaparece na vida de Amani em situações um pouco... Complicadas. Ele logo de cara reconhece a força de Amani, e percebe que seu lugar não é a Vila da Poeira. Quando Amani o ajuda em uma de suas situações “complicadas”, Jin resolve lhe ajudar em seus objetivos, mas claro, sem revelar os seus planos ou suas verdadeiras intenções.

Os dois então começam uma viagem pelo deserto, em busca dos sonhos de Amani, e dos planos “não revelados” de Jin. Amani descobre que o deserto é completamente diferente do que ela pensava em todos os sentidos; belo, mágico, mas também traiçoeiro e perigoso. Aos poucos, a confiança entre os dois vai se estabelecendo (depois de Amani passar a perna em Jin várias vezes haha) e Jin começa a revelar um pouco mais sobre si e sua história a Amani.

Mas como nem tudo são flores, a viagem dos dois passa por muito mais situações inesperadas, conflitos e “tiros” do que os dois esperavam. A vida e coragem de Amani e Jin são postas a prova várias vezes, e no fim, dessa jornada, temos revelações surpreendentes, e percebemos que desde o início a história de nossos dois protagonistas já estava traçada, com um destino bem diferente do que todos nós imaginamos.

Desde que a Seguinte começou a postar fotos da produção desse livro, eu fiquei completamente encantada, e já quis ler mesmo sem saber do que se tratava. O trabalho gráfico está impecável, com detalhes dourados na capa, nas páginas e até mesmo marcador para recortar na contra capa, é muita atenção com o leitor não é mesmo?

A história é maravilhosa, com um enredo muito bem construído e personagens de personalidades muito fortes. Alwyn foi bem detalhista e criou uma história com pessoas de vidas sofridas tentando sobreviver, um rei tirano querendo todo o poder sem pensar no bem do próprio povo, uma oposição disposta a lutar com unhas e dentes por um futuro digno, e um deserto cheio de seres mágicos, com uma mitologia fácil de gostar.

Amani tem personalidade forte, é decidida e luta pelos seus objetivos! Não pensa duas vezes antes de se colocar em perigo por algo que deseja ou por alguém que gosta. É fiel, amiga, sabe se defender super bem (é uma das melhores atiradoras já vista), faz Just ao #GirlPower com orgulho. Já Jin, mesmo com todo o charme, beleza e mistério em volta dele, não conseguiu me conquistar muito, não como os protagonistas masculinos geralmente me conquistam haha. Mas ainda assim, é um bom personagem.

O romance está presente na história, mas não é foco principal da narrativa. Temas como amizade, luta por direitos, família, e questões sobre o que estamos dispostos a fazer, e quem estamos dispostos a ser, são mais trabalhadas no livro. Mas não pensem que por isso a narrativa é cansativa ou desprovida de emoção, pelo contrário! O livro é repleto de cenas de ação, momentos divertidos, troca de farpas e muitas surpresas! Se você gosta do gênero, recomendo sem medo!

Espero que tenham gostado da resenha pessoal, beijos e até a próxima!


site: www.entrepaginas.com.br
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Carol Ruiz - @leiturasecreta 27/07/2016

A Rebelde do Deserto | Nota: 3/5
Em A Rebelde do Deserto temos Amani Al'Hiza uma jovem de apenas 16 anos que mora na Vila da Poeira, no último condado de Miraji que é dominado pela areia do deserto. Seu sonho é poder sair daquele lugar e fugir para Izman, a capital de Miraji, onde ela espera conseguir uma vida melhor do que ela tem.

Após perder a mãe, Amani passa por maus bocados enquanto vive com a família de sua Tia, sendo obrigada a trabalhar e destinada à um casamento que não deseja. Para fugir dessa realidade ela sai escondida para fazer o que mais gosta, atirar. Desde quando morava com seus pais, Amani aprendeu a manejar uma arma sozinha, usando aquilo como uma válvula de escape para a situação horrível que tinha em casa, já que seu pai era bastante violento. Sendo assim, ela se tornou uma ótima atiradora.

Em um dia que resolve sair escondida e tentar a sorte em um campeonato de tiro, Amani não esperava que a partir daquele dia sua vida iria mudar completamente. Vestida de garoto ela conhece um forasteiro que a faz entrar em uma grande confusão, procurado pelo exército do sultão ele envolve Amani em uma fuga pelo deserto, essa fuga que é vista como uma liberdade para Amani.

Amani e o forasteiro, Jin, vagam pelo deserto fugindo de seus perseguidores e acabam entrando em várias situações complicadas. Não apenas por causa de um exército que os querem mortos, mas também pelos mistérios e magias que envolvem não somente o deserto, mas também Amani.

A Rebelde do Deserto é uma fantasia bem interessante, há bastante ação, mistério e um pouco de romance. A autora nos trouxe um mundo completamente diferente do convencional, com costumes e seres mágicos da mitologia árabe. A leitura flui rapidamente e você quer ler logo para saber o que acontece!

site: https://aleiturasecreta.wordpress.com/
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Lids 19/06/2016

[Resenha] A Rebelde do Deserto
Esse livro que me conquistou desde a primeira página *-*-*

A premissa do livro é maravilhosa, é sobre uma menina que mora em um país que as mulheres não tem nenhuma posse, tudo que elas têm é do marido ou do homem da família (pai, tio etc), aí essa menina que é órfã está arrumando uma maneira de fugir dessa casa e desse país e ir em busca de mais liberdade e de condições melhor de vida.

O roteiro da história evoluiu de um modo muito inesperado, tornando-se uma história muito inspiradora, cheia de ação e magia. Eu adoro como a história foi contada, abordando de maneira muito leve e sutil toda uma condição cultural em que as mulheres são menosprezadas com relação aos homens, teria lido em um dia ou dois se tivesse tempo, inclusive.

Os personagens são complexos e incríveis, eu queria ser amiga de todos eles *-*-* O par romântico é maravilhoso juntos e é especialmente lindo como ela não fica correndo atrás dele, pelo contrário, ela até não quer ir para onde ele está indo, tudo que ela quer é ser livre e poder tomar as rédeas de sua própria vida e isso é *-*-*-*-*-*

Os personagens coadjuvantes são super legais também, tem uma ótima entre os personagens, que os torna muito reais e vivos. Eu adoro como as mulheres são representadas nesse livro e como os personagens masculinos “do bem” tratam elas como igual, apesar da cultura deles dizer o contrário.

Enfim, é um livro maravilhoso que retrata por meio da fantasia como era ser mulheres em um tempo em que ser mulher era uma desvantagem social (não há muito tempo atrás, na verdade). Ser mulher significava não poder escolher com quem casar e o que ser, significava ser propriedade de alguém, de um marido ou de um pai, e significa não ter direitos. Acho que todas as mulheres que dizem que não precisam do feminismo poderiam aprender uma coisa ou outra com esse livro *-*-*

Recomendo para fãs de Trono de Vidro (Sarah J. Maas), Sombra e Ossos (Leigh Bardugo) e Snow Like Ashes (Sara Raasch).

site: https://cacadorasdespoiler.wordpress.com/2016/06/18/resenha-a-rebelde-do-deserto/
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Dani 03/07/2016

Um pouco superficial
Gostei da história. Não li ainda muito sobre histórias que se passam no deserto, então isso foi um ponto positivo. No entanto, achei a escrita um pouco superficial. Faltou construir um pouco mais o universo, desenvolver melhor os personagens, mas principalmente, um pouco mais de descrição. A transição entre alguns capítulos ocorreram às vez de forma tão brusca, que parecia que tinha perdido uma parte da história.
Dito isso, me diverti sim com a leitura e vou querer continuar a trilogia.
Dynhofran 06/08/2016minha estante
Oi, Daniela. Tudo bem? POsso colocar seu comentário numa postagem especial que estou fazendo no meu blog sobre esse livro? Estou recolhendo depoimentos de algumas pessoas acerca do livro. Aguardo sua resposta.




Carol 17/06/2016

Uma Fantasia Ya com alguns momentos distópicos e tudo aquilo que a gente mais ama num livro...
Amani é uma jovem de dezessete anos que precisa fugir, ela precisa sair da sua cidade Miraji o quanto antes. Essa cidade no deserto é um péssimo lugar para se morar quando se é pobre, mulher e órfão. No caso Amani é as três coisas, com um agravante: sua mãe foi morta, enforcada em praça pública por ter cometido uma traição. Ela matou o pai de Amani, que na verdade não era seu pai e a garota sabia disso, se sentiu aliviada quando soube o que a mãe havia feito, pois elas finalmente poderiam fugir juntas para Izma. Porém parece que a sorte não estava ao lado da garota... Após a morte da mãe ela vai morar com sua tia e passa a ser alvo dos olhares de seu tio. Agora realmente ela precisa e QUER FUGIR!

A garota que é uma excelente atiradora começa a praticar pequenos furtos e participa de uma competição de tiros disfarçada de menino e irá conhecer o Forasteiro Jin, fazendo com que, finalmente, seu plano de fuga comece a parecer mais do que um simples plano. O deserto enfrenta uma guerra e uma rebelião começa contra o governo, o que pode atrapalhar ou ajudar a fuga dos dois. Mas será que o mundo que Amani deseja conhecer é o que ela imagina? Será que a jovem estará pronta para descobrir que o mundo pode ser ainda mais cruel do que Miraji?

O deserto pode ser cruel e pode ter transformado o coração de Amani em um local tão seco quanto as terras de Miraji, mas ao decorrer do livro vamos vendo uma garota que passa a se importar, a sentir... Deixando essa fantasia YA com alguns momentos distópicos, que eu AMO!

E Jin? Gente, que forasteiro é esse? Misterioso, lindo, bondoso e o que transforma lentamente Amani. Ambos são órfãos, ambos sofreram, possuem muitas semelhanças e outras diferenças gritantes. Mas vai por mim, vai ser impossível não se apaixonar por ele e ficar morrendo de ansiedade para descobrir o segredo que ele guarda.

A autora Alwyn Hamilton escreve de forma rápida e eficaz, fazendo com que você entenda de imediato os acontecimentos e os sentimentos decorrentes das ações. É uma fantasia deliciosa, cheia de seres místicos e que te faz devorar o livro rapidamente.

"A rebelde do deserto" foi publicado pela Editora Seguinte e veio com uma capa tão linda que já nos deixa interessados em ler e após ler diversas resenhas acabei ficando cada vez mais empolgada. Eis que o livro não me decepcionou em nada, pelo contrário, acabou virando um dos favoritos do ano e me deixando ansiosa pela sequência.

"- Você está certa. Nunca tinha entendido este país, por que minha família escolheu deixar tudo para trás e ficar aqui. Até te conhecer. - senti como se Jin tivesse me empurrado, como se eu estivesse caindo e precisasse que ele retirasse aquelas palavras para me manter de pé. - Você é este país, Amani."

site: www.nossaressacaliteraria.blogspot.com.br
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Nina 21/03/2017

Fantasia é um estilo literário do qual nunca me canso. Tenho amigos leitores que comentam que andam meio saturados do tema, que tem se tornado meio repetitivo e mais do mesmo. Mas o estilo sempre me encanta, amo ler sobre algo que é completamente diferente do meu dia a dia e que ainda assim tenha uma relação com o mundo real. E melhor ainda é quando se trata de um livro que vem sendo muito elogiado. Assim, foi cheia de expectativas que iniciei a leitura de A Rebelde do Deserto, e acabei me apaixonando pelo que encontrei.

O deserto de Miraji é um lugar impiedoso para se viver. Governado por um sultão tirano que governa com mão de ferro enquanto o povo passa por necessidades, o país tem pouco a oferecer às minorias. Mulheres são tratadas com desdém e tem poucos direitos, pertencem à suas famílias e maridos e pouco opinam sobre seus destinos. Pobres tentam sobreviver na sua miséria e órfãos são invisíveis para o poder público.

Amani é a três coisas (mulher, pobre e órfã) e sobrevive na Vila da Poeira sob a tutela do tio, que agora decidiu que vai torná-la uma de suas esposas: já que ele tem que sustentá-la, porque não aproveitar também? Ela não pretende se sujeitar a isso, mas não tem para onde ir e sabe que não é fácil fugir, ainda mais que sua aparência chama tanta a atenção, com sua pele escura e olhos azuis pouco característicos da população local. Como é uma exímia atiradora, ela decide tentar conseguir algum dinheiro na competição de tiro local, mas precisa se disfarçar de menino já que a participação de mulheres é terminantemente proibida. Na competição, ela conhece Jin, um belo forasteiro que tem talento para arranjar confusão e juntos eles vão encarar uma fuga alucinante pelo deserto.

“Mas eu sabia que não voltaria. Tinha gasto quase dezessete anos planejando escapar. Com a minha mãe. E então sozinha. E agora finalmente tinha conseguido. Depois de todo aquele tempo economizando, lutando, e tentando agarrar o horizonte com as unhas, um louzi de cada vez, eu estava a caminho. O calor que sentia dentro de mim não era só bebida”.

Como eu disse lá no início, eu já comecei a leitura com expectativas muito altas e mesmo assim eu amei a leitura! Gente isso é tão raro de acontecer comigo, em geral, quando espero muito, acabo me decepcionando. Mas a leitura me prendeu do início ao fim, é tanta coisa acontecendo, tanta ação, que é impossível se entediar lendo.

Mas não é um livro perfeito, eu senti falta de mais descrições e informações sobre o mundo e a mitologia que a autora criou. Conforme acompanhamos Amani em suas aventuras, vamos descobrindo mais sobre o lugar onde ela vive, mas eu senti tudo meio jogado e algumas coisas eu penei para entender, especialmente em relação aos djinnis.

Os personagens são ótimos, especialmente Amani. Ela é uma lutadora nata, que corre atrás do que quer e que não perde tempo com remorsos. Inclusive, no desenrolar da história, ela tem algumas atitudes bem contestáveis, mas quando analisamos o meio em que ela vive e a maneira como cresceu, vemos que não poderia ser diferente. Jin também é um amor, todo misterioso (mistérios meio óbvios, é verdade, mas que não deixam de ser divertidos) e envolvente. Os dois têm muita química, mas para mim o romance foi mal desenvolvido e ficou em segundo plano; tirando uns beijos aleatórios, mal dá para dizer que existe um romance no livro. Mas o bom é saber que isso pode ser facilmente resolvido no segundo volume.

“E então veio aquele sorriso. Talvez eu tivesse olhos que me traíam, mas Jin com certeza tinha o tipo de sorriso capaz de converter impérios inteiros. O tipo de sorriso que me fazia sentir que o entendia direitinho, embora não soubesse nada sobre ele. O tipo de sorriso que me fazia sentir que éramos capazes de qualquer coisa juntos”.

Um livro muito bom, especialmente para o público jovem, ágil e muito envolvente, tem tudo para agradar quem gosta do estilo. Além disso, o enfoque que a autora dá ao preconceito contra mulheres e seres sobrenaturais é algo para nos levar a refletir sobre atitudes que, infelizmente, são tão comuns no nosso mundo.
Recomendo muito e já estou louca pela continuação.

site: http://www.quemlesabeporque.com/2017/03/a-rebelde-do-deserto-alwyn-hamilton.html#.WNFiAm8rLIU
Jessica Borges 21/03/2017minha estante
Também não me canso de ler fantasia! :)




Emii 19/05/2016

Uma nova alvorada, um novo deserto
Mais uma série da Editora Seguinte que promete encantar os leitores tanto quanto A Rainha Vermelha e A Seleção. A Rebelde do Deserto é so primeiro livro do que será uma trilogia, mas já estou completamente viciada nessa história.
Nessa história conhecemos Amani Al'Hiza, uma garota que mora no deserto de Miraji, na Vila da Poeira. Ela é orfã e recentemente vive na casa de seu tio, onde é mal-tratada por tia Farrah e desmerecida por alguns de seus primos. O jeito que a autora retrata o modo como a mulheres são tratadas, todo o machismo, é muito realístico. O sonho de Amani é fugir dalí, atravessar o deserto até Juniper e de lá pegar um trem que vai direto para Izman, a cidade que sua mão tanto falava sobre. Desde pequena, Amani vem alimentando esse sonho,graças a mãe que desejava morar em Izman, e então esse desejo se tornou dela também. Desde criança também, ela brinca com pistolas, por isso é uma atiradora nata, com uma mira certeira. E é com isso que ela vai contar para conseguir fugir, pois se falhar em sua fuga, corre o risco de ser surrada até a morte.
Quando Amani ouve que seus tios querem arranjar um casamento para ela, é a gota d'agua e ela começa a agir.
Ela se veste de homem e saí no meio da noite para participar de um torneio de tiro. Com o dinheiro do premio, ela poderia fugir. Só que nada ocorreu como ela esperava. Mas em compensação, no meio da confusão que aconteceu, Amani se aliou a um misterioso forasteiro, que logo depois ela descobre que ele é um fugitivo do exercito do sultão.
Ela achava que Jin, o forasteiro, não sabia que ela era uma garota disfarçada de menino, que ela era o nomeado Bandido de Olhos Azuis. Mas Jin não era burro e os próprios olhos distintos de Amani a entregavam. No deserto, como a maioria das pessoas tem olhos escuros, os olhos de Amani são muitos raros. Ela é desprezada por causa disso, por ser diferente.
Como Amani o ajudou a se esconder do exercito do sultão, Jin salvou-a de ser executada e juntos fugiram da Vila da Poeira.
E então, ela planejou seu caminho para Izman, seu sonho preste a virar realidade, mas ela não conseguiu se livrar de Jin. Até tentou, mas o forasteiro reapareceu e aquela altura já era impossível deixar Jin de vez, primeiro porque já estava envolvida demais por ele, segundo porque agora ela era uma fugitiva também e teria mais chance de não ser pega pelo exercito se estivesse com Jin. Os dois começam uma jornada pelo deserto, uma aventura repleta de perigos, pois o deserto pode ser muito traiçoeiro e perigoso, com criaturas á espreita.
Amani não sabia muitas coisas sobre Jin. O garoto era misterioso, mas as vezes deixava algumas coisas escapar sobre seu irmão, mas logo se interrompia, não querendo se aprofundar no assunto.
No meio dessa jornada, Amani começa a se questionar se ir para Izman era realmente o que queria, pois o desejo de continuar com Jin estava gritando mais alto. Mesmo não sabendo qual era os planos dele.
O que ela não sabe é que Jin servia a uma causa maior do que ela poderia imaginar. Sem querer, ou saber, ela acaba se envolvendo em nessa causa, se tornando uma peça fundamental para essa rebelião. O destino do deserto depende da sua ajuda.
Amani vai descobrir que não é quem pensava que era. E possui poderes e habilidades que nem imaginava. Confesso que fiquei muito surpresa, não fazia ideia que ela era isso.
Jin sabia o que ela era desde o momento que fitou seus olhos azuis e escondeu isso dela. Se eu fosse Amani, não perdoaria. Mas ele é tão lindoo que eu não resistiria.
Enfim, esses lances de rebelião e os recentes poderes que a protagonista vai descobrir possuir me fazem lembrar de A Rainha Vermelha. Fora isso, A Rebelde do deserto é 100% original e eu achei a autora super criativa, a mitologia que ela criou para essa história é muito complexa e bem elaborada. As lendas sobre os djnnis, os carniçais que assombram o deserto de noite, a Destruidora de mundos. Bom, não são "lendas" porque na história é tudo verdadeiro, mas é tão bem contatada que comecei a acreditar que é real. Sinceramente, é e melhor mitologia que já vi.
Eu já amo Amani. Ela é o tipo de personagem que te inspira; corajosa, determinada, habilidosa, forte e esperta. Ela viu os pais morrerem, mas mesmo assim seguiu em frente.
Simplesmente amei esse livro e mal posso esperar pelo próximo.
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