Boa Noite

Boa Noite Pam Gonçalves


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Resenhas - Boa Noite


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Stella 30/08/2016

Obrigada por este livro, Pam.
Estava numa ressaca literária onde qualquer livro que eu pegava, não lia mais que 20 páginas por dia. Pam Gonçalves nos trás um livro com uma escrita simples, ágil, bem do nosso cotidiano, mas abordando um assunto bastante sério e personagens incríveis. Li o livro todo em uma madrugada e não me arrependo - talvez um pouco, pois agora não tenho mais peripécias de Alina e cia para ler -. Indico MUITO esse livro, pois aprendi com Alina que eu posso SIM fazer a mudança no meu meio social. Aprendi com Manu a ser mais leve, não levar tudo tão a sério. Com o Gustavo a nunca desistir. Aprendi com Talita e Bernardo que tudo tem sua hora hahahaha. Apendi com Luana que nem tudo é o que parece ser, e que às vezes precisamos ceder. Aprendi com a Pam que meus sonhos podem se tornar realidade, basta eu correr atrás deles. Ótimo livro. Adorei.
bernardomouura 24/02/2017minha estante
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Queria Estar Lendo 22/04/2017

Resenha: Boa Noite
Boa Noite é o primeiro livro da Pam Gonçalves, famosa booktuber brasileira, que já havia trabalhado ao lado de outros booktubers no livro de contos O Amor no Tempo de #likes, ambos lançados pela Galera Record.

Em seu livro de estreia Pam conta a história de Alina, uma jovem que acaba de entrar na faculdade de Engenharia da Computação e para isso precisa sair da casa dos pais. Decidida a abandonar a antiga vida de nerd sem amigos, a garota acaba indo parar na República das Loucuras onde pessoas muito diferentes das com as quais ela está acostumada vão lhe mostrar um mundo totalmente novo e lhe apresentar o universo da vida de um estudante de graduação.

"#107: As garotas estão se achando demais. Na festa de abertura de semestre na sexta todas ficaram de cu doce. Parem de achar que são as últimas bolachas do pacote. Cuidado, se perder a chance ninguém mais vai te querer."

Essa vida de festas, barzinho e paqueras pode ser muito divertida e intrigante, principalmente para alguém que nunca nem mesmo teve amigos de verdade. Mas deixar a velha Alina para trás talvez não seja tão fácil quanto ela imaginava, ou tão positivo.

São apenas 240 páginas onde a autora relata a vida de uma estudante em uma cidade universitária, onde os dias se dividem entre estudos, romances e muitas festas. É perceptível desde a dedicatória inicial do livro que Pam tentou trazer algo a mais em sua história, que existe uma tentativa de discutir determinados assuntos polêmicos e muito importantes como o machismo, assédio e até mesmo estupro. O problema todo está no fato que apesar de ter apresentado diversos temas para discussão, a autora não conseguiu realmente aprofundá-los e discuti-los. Foram muitas as temáticas apresentadas, e todas elas de maneiras superficial.

Meu problema inicial com o livro foi a narrativa, que me lembrava em muito a de fanfics. Não é exatamente uma crítica, já que sou leitora de fanfics, mas não era algo que eu esperava ao pegar o livro. Graças a isso houve uma dificuldade muito grande em me conectar com a história e seus personagens, os quais acheis todos terrivelmente caricatos. Os novos amigos que Alina faz na república são tão sem profundidade em um primeiro momento, alguns continuam assim até o fim, e tão idiotas e com atitudes egoístas que fiquei me perguntando se ela realmente não poderia encontrar algo melhor.

"Sabe o que acontece com as garotas como eu que falam que foram estupradas por um cara como ele? Vão dizer que eu merecia. Que eu deveria agradecer. Que se eu denunciasse, ia acabar com a vida promissora do herdeiro de um dos médicos mais famosos do estado. Eu não tinha provas, Alina. Era a palavra dele contra a minha."

Mas vamos falar das coisas boas do livro, e como a Pam tentou trazer os problemas enfrentados pelas mulheres diariamente para um livro NA. A protagonista em meio a este novo universo vivencia diversas situações de machismo e as aponta ao leitor, ainda que em alguns casos de maneira sutil, fazendo assim algo que é muito importante: abrindo os olhos dos leitores para o machismo em nossa sociedade, mostrando com base em exemplos que talvez o próprio leitor já tenha visto ou vivido e, deste modo, indicando que tal situação não é natural ou correta. Isso é muito importante e aplaudo a autora por este mérito, principalmente dado o gênero do livro e o público da Pam, que consiste em jovens e adolescentes.

Foi a tentativa de abranger muitos assuntos que prejudicou a história, pois o sentimento que ficou é que ela abordou muitos assuntos e acabou não desenvolvendo profundamente nenhum deles. É como ir em um museu onde o guia turístico apenas aponta a obra e indica o autor, mas não explica nada sobre a história ou contexto da mesma. "Olha ali, um caso de namorado ciumento." e pronto, vamos para a próxima cena. É uma pena, porque talvez se ela tivesse focado um pouco mais em alguns temas e trabalhado eles de maneira mais profunda o livro poderia ter sido maravilhoso e ter prestado um serviço ainda maior às mulheres e a sociedade no geral.

"É o que a cultura do estupro faz com nossa sociedade, nos cala e nos tolhe os direitos."

Boa Noite é um livro que eu indico muito, apesar de todos os seus problemas. A leitura realmente flui melhor depois de alguns capítulos e mesmo com as deslizadas que ocorrem é muito importante ter uma história que se disponha a mostrar a realidade de muitas jovens estudantes que se veem em situação parecidas como a enfrentada por Alina ou muitas vezes ainda piores.

E todas as mulheres lembrem-se sempre do conselho dado pela Manu: Você nunca deve fazer algo que não queira. Não se deixe intimidar.
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Naty 26/01/2017

Boa noite conta a história de Alina, uma boa aluna, boa filha e uma boa pessoa – embora isso seja taxado pelos padrões da sociedade. Ela precisa deixar sua casa, família, comida na mesa e roupa lavada pela mamãe para ingressar numa universidade longe de sua residência.

Ao consultar os anúncios na faculdade, ela verifica que existe uma república com uma vaga e decide se candidatar. Manu, Talita, Gustavo e Bernardo são os moradores e decidem aceitar a garota por ser considerada nerd e por parecer útil, já que estudaria Engenharia da Computação.

A jovem logo se adapta à vida na República das Loucuras, embora sinta falta dos seus pais e da facilidade que era viver com fácil acesso ao que quisesse. Decidida, Alina quer deixar seu passado para trás, o rótulo de nerd esquisitona. Agora, ela passa a frequentar festas e beber um pouco além da conta.

Ela conhece um garoto e começa a se interessar por ele. As festas são frequentadas pelo casal e a bebedeira não para. Copos e mais copos de bebidas e, então, a menina tímida e recatada, começa a se soltar e passa a fazer o que não fazia: dançar.

Quando parece que tudo está bem, as coisas passam a ficar complicadas para Alina, ao descobrir que seu nome está na lista de uma página de fofocas na internet. Ainda que muitas coisas ruins possam acontecer, jamais imaginaria que seria alvo de fofoca. Ela descobre que nessa página são divulgadas mensagens sobre abusos e drogas, além de nomes de meninas.

O livro não foi um atrativo para mim. Li a obra sem fazer ideia do que dizia a sinopse; apenas fui tragada pela capa e sequer sabia que essa autora é, na verdade, resenhista de um canal no Youtube.

A história não me cativou, os personagens não me atraíram, o enredo é enfadonho e o excesso de temáticas polêmicas fizeram com que todos eles não fossem bem trabalhados. A autora peca pelo excesso de assuntos, mas também peca pela falta de profundidade neles.

Boa noite fala sobre drogas, abuso sexual, preconceito, racismo, sororidade, obsessão por corpo perfeito e diversos assuntos que 240 páginas não seriam suficientes, mas a autora preferiu achar que sim. Enquanto coisas desnecessárias se repetiam, outros ficavam na superficialidade, o que não ajudou na construção de uma boa história.

Ainda que a ideia da autora tenha sido criativa, para fazer com que os leitores jovens fiquem atentos para as possíveis desgraças de uma decisão impensada, faltou elementos para tornar o trabalho rico e caprichado – já que existem falhas em seu conteúdo.

Além de contar com uma capa bem chamativa, a diagramação é bonita e agradável. A revisão deixou a desejar, mas não foi nada grave. O livro possui uma leitura fluida e é possível concluir em apenas um dia, quem estiver determinado – o que não era meu caso.

Para quem gosta do gênero, é uma oportunidade de conhecer uma autora nacional que está crescendo no mercado. Pode ser que a sua visão seja diferente da minha, se ler sem observar os pontos de forma crítica, sem procurar pontas ou deslizes. É uma história que pode agradar muitos adolescentes, assim como os iniciantes no mundo literário. Mas é só, não espere tanto. Leia sem compromisso e pode ser agradável.


site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/01/resenha-boa-noite.html#.WIooRxsrLIU
Marta 26/01/2017minha estante
Oi!!
A premissa é boa só acho que faltou alguma coisa nessa história!!
Bjoss


Lana Wesley 27/01/2017minha estante
Talvez o livro tinha tudo para ser uma boa história, até porque a autora abordou assuntos bem bacanas que devem ser discutidos, porém como mesma disse foi muito conteúdo para pouco desenvolvimento, faltou essa continuidade dada aos temas. Isso ficou bem superficial, e não tanta importância aos fatores. Vejo que esse livro não funcionou com você além da trama não ter te envolvido, a personagem não te cativou, uma pena. Tenho esse livro, e estou ansiosa por essa leitura, principalmente porque já acompanhava a Pam nas redes sociais.


Maria 28/01/2017minha estante
Os temas abordados são interessantes e fazem parte das nossas vidas, pena que não foram trabalhados com a devida atenção.


Lili 31/01/2017minha estante
Oi Natalia, as vezes menos é mais, li um livro a pouco tempo onde tinha muitos temas mas pouco aprofundamento neles e isso me incomodou muito, não consegui criar empatia pelos personagens e a leitura ficou arrastada. Então, mesmo torcendo muito pelo sucesso da autora, não fiquei interessada nesse primeiro livro dela, contudo quem sabe nas próximas publicações ;)


Maristela 04/02/2017minha estante
Depois de ler sua resenha, senti vontade de conhecer melhor a protagonista do livro: Alina. Vejo que cada vez mais, os autores estão abordando temas que a sociedade nem sempre conhece ou então tenta ignorar. Gostei da resenha e quero muito ler esse livro.


Belle 06/02/2017minha estante
Gostei da sua resenha, e achei que o titulo do livro trouxe uma grande expectativa que não teve. Pela sua resenha, são diversos assuntos que poderiam ser bem mais trabalhados e aprofundados. Eu concordo contigo, porque não sou muito fã em gênero juvenil, mas se eu tiver a oportunidade de lê-lo, até que eu iria lê-lo, pela autora e o titulo dele.


Nicoli 18/02/2017minha estante
Naty, a premissa achei aquele clichê de filmes norte americana, então desde cara não me atraiu muito. E pela sua resenha e avaliação, esse também não é um dos melhores livros, a autora pecou por excesso de assunto e falta de profundidade o que é bem ruim. Então com certeza não seria um livro que eu leria.


Alison 27/02/2017minha estante
Olá, apesar de abordar temas super presentes na sociedade é visível que a autora falhou na construção de uma trama coerente. Pam não deu características necessárias aos personagens, que se perderam na imensidão de assuntos que ela tenta dar vida no livro, é uma pena pois a obra tinha tudo para dar certo. Beijos.


Ritinha 01/03/2017minha estante
EU AMEIII!
Amo a Pam e o canal dela e quando saiu o primeiro livro li super rápido!
Agora com esse eu li em um dia!
Como ele é fino dá bemzinho!
Adorei a personagem principal e amo esse lance de amor na faculdade e tal!
Doida por mais livros dela!
Beijossss


Francisca 05/03/2017minha estante
Interessei-me pelo livro!! Quero saber o que ocorre com a Alina, como ela se sai na república, a parte do romance, e como acontece estes abusos, preconceitos, como lidar e talvez até evitá-los!! Ainda não li nada desta autora, gosto dos autores nacionais!! A capa está muito linda!!


Marlene C. 05/03/2017minha estante
Oi.
Uma pena que a resenha não te agradou, acho que assim como você também não seria uma leitura para mim, achei tudo um tanto que clichê e esperado, a capa realmente chama a atenção, mas não leria.
Bjs.


Isabela | @sentencaliteraria 23/06/2017minha estante
Oi Naty ;)
Acompanho a Pam faz um tempo, e estava ansiosa para ler o livro dela. Que pena saber que ela não desenvolve bem os temais que são abordados no livro... me desmotivei um pouco de ler :/
Mas ainda quero ler para formar minha opinião.
Bjos




spoiler visualizar
Maju.Polastri 07/08/2017minha estante
Depois dessa resenha, desisti desse livro. Achei a personagem fútil demais vendo apenas resenhas das pessoas!


Lari 11/08/2017minha estante
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Nathy 13/11/2017minha estante
te venero, que resenha boa! nossa, achei bem bosta essa coisa de tratar a bissexualidade dessa forma. tbm vem daqueles tipo "ai, desisti de homens vou virar lésbica" como se fosse só apertar um botão




Giulia 29/01/2017

Ótimo tema, história fraca.
Não odiei o livro, mas personagens não me cativaram, não consegui me apegar a nenhum.
Talvez se eu tivesse lido esse livro pelos meus 12-16 anos, eu teria amado. Para essa faixa etária, acredito que o livro funcione, já que nessa idade não conhecemos taaaanto sobre empoderamento feminino e coisas do tipo. É uma ótima introdução para este tipo de assunto.
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Kennia Santos | @LendoDePijamas 31/12/2016

Desculpe, não aborde polêmica se você não irá desenvolvê-la.
Alina é uma garota normal. Boa filha, estudiosa e anda sempre na linha.
Quando passa para fazer faculdade em uma outra cidade, ela vê nisso uma oportunidade de começar de novo, sem estereótipos ou exigências perseguindo-a. O primeiro desafio com o qual se depara é viver em uma república. Acostumada com a privacidade e aconchego da casa dos pais, Alina se surpreende ao ir parar na "república dos loucos". É lá onde ela conhece Manu, uma aluna de Ciências sociais super simpática e extrovertida, Gustavo, o "riquinho" da Medicina que é super popular não só devido ao curso, mas também à família; e Talita e Bernardo, um casal que vira e mexe está se agarrando pelos cantos sem vergonha de ter platéia.
Após isso, vem outra questão: seu curso, Engenharia da computação, que possui muito mais homens do que mulheres, e estes costumam utilizar as mulheres como motivo de chacota pela escolha do curso de predomínio masculino.
É um baque muito grande. Mudanças muito grandes. Mas Alina decide enfrentar.
Será que Alina conseguirá sobreviver à essa avalanche de mudanças acontecendo simultaneamente?



Bom, quando, no começo do ano, foi divulgado que a Pam lançaria um livro, eu não fiquei empolgada, porque até então eu não lia muitos nacionais, e quando decidi quebrar esse preconceito, logo coloquei Boa noite na lista, afinal a Pam é a única booktuber que acompanho, e apesar de não concordar com tudo o que ela diz, gosto da forma como ela se expressa e se impõe diante de certas coisas. Comprei o livro na Bienal de São Paulo, fui a primeira (SIM, PRIMEIRA) da fila, conheci a Pam que é ainda mais linda e simpática do que nos vídeos. Enfim, quem acompanha sabe que ela gosta muito de assuntos polêmicos, e que autores como Jennifer Brown, Laurie Halse Anderson inspiraram-a.


Mas sabe qual foi o grande problema do livro? Ela quer abraçar TUDO de uma vez, sem TRABALHAR nisso. Nesse livro, é abordado: feminismo/machismo, homofobia, racismo, desigualdade social, relacionamento abusivo, "cultura do estupro"... sem apresentar propostas de intervenção, ou trabalhar o psicológico da vítima. Simplesmente é jogado na história. "Oi, tchau" e pronto. Coisa que não se faz, não com esse tipo de assunto. É comum encontrar falhas similares em romances New Adult/Young Adult, mas nesse tipo de livro? Não.
Tomemos como exemplo a Jennifer Brown. Ela escreveu "A lista negra" que aborda bullying, (e por sinal é o livro favorito da Pam) e discorre sobre isso o livro inteiro, trabalhando no personagem de forma minuciosa, passando ao leitor todos os sofrimentos, aflições e batalhas internas sofridas. Foram 272 páginas sofrendo e sentindo tudo o que a Valerie sofreu. A mesma coisa com Amor amargo, que envolve relacionamentos abusivos. É ASSIM que se faz com polêmica: se estuda não só ocorrências passadas, mas se estuda a vítima em seu estado psicológico, suas inconstâncias, fantasmas e dores e como ela expõe ou deixa de expor isso para a sociedade que está ao redor.

Não foi o que aconteceu em Boa noite.
No máximo, há uma "solução" para a questão das mulheres, mas ainda assim, faltou MUITO para fechar o assunto.
A escrita não é de todo mal, mas a imaturidade é perceptível.
Ela tentou inserir um romance clichezento no meio, mas nem disso eu consegui gostar porque foram tantos contras, que me deixaram atordoada com tamanho descaso.
Érica 31/12/2016minha estante
Não quis comprar pq desconfiei que não fosse ser bom e tava esperando sua opinião, ainda bem que não comprei!


Laís 25/07/2017minha estante
Também achei. Quando acabou eu fiquei tipo... só isso!? E uma coisa que me deixava irritada eram as frases de "efeito" que tinham parecia que eram todas jogadas no meio da conversa. Fiquei decepcionada :(




Consumindo Saga 29/08/2016

Eu vou sentir falta dessa história e de tudo o que fez desse titulo um dos melhores da minha estante.
São pouquíssimos os livros que eu compro na pré venda (o último foi Convergente há anos atrás rsrs). Garanti meu exemplar do Boa Noite um dia depois dele ter sido lançado nas lojas (como pré venda). Eu estou apaixonado por essa história, pela escrita e por todos os motivos que eu vou explicar na resenha. Preparem-se para me ver falando sobre esse livro durante o resto do ano kkk.

Uma das minhas surpresas com Boa Noite foi a escrita. Confesso que eu não esperava uma escrita tão acessível e fácil de ler. A autora conta uma história contemporânea jovem adulto com uma pegada mais Jennifer Brown com a leveza da Sarah Dessen. Essas duas autoras são maravilhosas, e contam histórias inspiradoras e apaixonantes como ninguém, e foi o que eu senti lendo Boa Noite (principalmente por ser mais ou menos o livro de estreia da autora, vou deixar de lado só um pouquinho o livro de contos O amor nos tempos de likes). Ainda não tive o privilégio de ler o conto, então esta foi minha primeira experiência com a Pam.

Eu sou apaixonado por leituras narradas em primeira pessoa (como eu sempre falo aqui), e Boa Noite cumpre essa missão de passar os sentimentos e conflitos da protagonista para o leitor (como esse tipo de narração costuma fazer). Fica mais fácil nos ver na republica das loucuras e entender tudo o que está se passando naquele universo. Falar com os jovens sobre essa fase pós ensino médio é algo muito complicado, porque eu mesmo imaginava que meus 18 anos seria incrível e que todos iriam me respeitar e tudo seria fabuloso kkkkkk SQN. Nessa idade não temos o amadurecimento que precisamos para enfrentar o mundo, eu ainda estava formando minha personalidade , essa época foi complicada (amo como eu vejo o mundo agora kkk com 25 anos). Quando comecei a ler Boa Noite eu comecei a prestar atenção na protagonista, na sua timidez e como ela via as coisas, eu me vi muito naquilo, e tinha certeza que ela ia se dar mal em algum momento, porque é isso que o mundo faz com a gente, nos faz amadurecer da pior maneira (as vezes, é claro). Claro que eu não vou dar spoilers da história, mas vocês lembraram que eu falei sobre isso, caso vocês lerem o livro.

Assim como a maioria dos livros desse gênero, a autora irá abordar vários temas como a bebida alcoólica, drogas, bullying etc. Isso faz toda diferença na leitura, no modo como aquilo que estamos lendo irá nos influenciar após terminar o livro ou conforme estivermos lendo. Amo quando os autores trabalham não só em nos entreter com uma história, mas passa a nos dar alguns "alertas sociais". No mundo em que vivemos, o que o jovem mais precisa é de orientação (sabemos disso), e nada melhor do que usar a literatura (que tando amamos) para falar sobre isso de uma maneira que não seja enfadonha ou levada como piada. Com certeza esse será um dos livros que eu irei recomendar para o pessoal que sempre me manda email ou me pede dicas pela fanpage (muitas vezes, pais me pedem recomendações, isso além de ser muito legal e inusitado, será uma oportunidade deles comprarem um exemplar do Boa Noite para seus filhos).

Eu realmente não sei como encontrar as palavras certas para definir esse livro, apenas que toda nossa espera para ler Boa Noite valeu muito a pena. O relacionamento familiar, as amizades e as próprias escolhas da protagonista fizeram com que essa leitura fosse tão especial. Não digo isso apenas por ser fã da autora, mas por entender que essa história precisava ser contada. Foi muito bom poder acompanhar o amadurecimento da Alina conforme a história ia tomando seu rumo. Esse livro não é daqueles que lemos um pouco antes de dormir como os da Jojo Moyes (que eu estou sempre recomendando aqui no blog), Boa Noite é daquelas leituras gostosas que fazemos quando está frio e só queremos poder ler durante uma tarde inteira, vendo a chuva lá fora.

Boa Noite entrou para o topo das minhas dez melhores leituras contemporâneas do ano e com certeza estará aqui em dezembro quando eu costumo falar sobre o que eu li de melhor nos últimos 12 meses. Eu vou sentir falta dessa história e de tudo o que fez desse titulo um dos melhores da minha estante.

PS: Amei a edição do livro e a lombada roxa

PS: Mas queria muito que vinhe-se com um marcador na aba (seria muito incrível ter um marcador).

site: http://lumenseries.blogspot.com.br/2016/08/resenha-boa-noite-pam-goncalves.html
Denise Malta 29/08/2016minha estante
Nossa vc amou mesmo o livro rsrs adorei a resenha, deve ser muito bom mesmo...outro pra minha lista imensa kkk


Consumindo Saga 30/08/2016minha estante
kkkk eu estava tão ansioso por essa leitura que fiquei muito feliz em poder enfim ler ele!!! Espero muito que v também curtaaaaaaaaaaa


Rodrigo 30/08/2016minha estante
eu estou louco para ler esse livro. Tem partes tristes?? Amei a resenha!


Consumindo Saga 30/08/2016minha estante
tem um lance triste sim, que dará um rumo diferente a história!!!


Rodrigo 30/08/2016minha estante
estou ansioso..


Rodrigo 30/08/2016minha estante
estou ansioso


Consumindo Saga 11/09/2016minha estante
Se prepare porque vc vai amar o casal!!!! E agora oremos para que o próximo livro tenha no minimo 300 páginas, quando o livro é ruim tem 500 páginas, agora quando eu amo um livro ele me vem com 233 páginas kkkkkkkkkk vai entender...




Iris Figueiredo 26/09/2016

Uma excelente estreia, falando sobre temas relevantes
Pam Gonçalves ficou conhecida na internet por causa do seu blog, Garota It, e posteriormente seu canal do YouTube, onde fala sobre suas leituras. Em 2016, ela estreou como escritora com seu conto no livro “O amor nos tempos de #likes”. O romance “Boa noite” é seu primeiro livro solo, lançado pela Galera Record.

Alina é caloura de Engenharia da Computação. Antes da faculdade, o fato de ser tímida e inteligente não lhe rendeu muitos amigos. Mas agora ela espera que tudo seja diferente. Ela mudou de cidade, entrou na faculdade e agora mora em uma república. Alina está pronta para se reinventar - novos amigos, festas e objetivos. Mas uma página de fofocas sobre os alunos da universidade é criada, uma nova droga rola nas festas e Alina é sugada, assim como outras alunas, para o centro de uma história que qualquer um gostaria de evitar.

Em seu romance de estreia, Pam Gonçalves conseguiu traduzir da melhor forma o que é ser jovem e amadurecer. Ela trata de temas sérios, como abuso sexual, mas de uma forma ágil e bem feita. A experiência da protagonista na universidade causa uma identificação bem mais próxima que os New Adult estrangeiros, onde os personagens geralmente lidam com uma realidade na universidade muito diferente da nossa.

A escrita da Pam é ótima. Narrado no tempo presente, ela conta a história sem enrolações. O amadurecimento da personagem é sentido através de suas atitudes. O livro traz uma mensagem feminista bem forte, refletindo o que a própria autora costuma falar em suas redes.

Amei os personagens. Eles são reais e bem construídos. É fácil se identificar com eles e querer fazer parte daquele grupo de amigos, morar na república de tijolinhos. A única coisa que não consegui me afeiçoar foi ao romance do casal principal, mas como isso não é o objetivo do livro, não há problemas.

Uma excelente estreia, onde Pam demonstra que todas as suas leituras e análises ao longo dos anos a transformaram também em uma ótima escritora. Recomendo muito a leitura de “Boa noite”, cujo título faz referência ao “Boa noite, Cinderela”. Durante a leitura, você descobre o motivo.

site: http://irisfigueiredo.com.br
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multiversonews 15/09/2016

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina.
Sempre fui muito fã da Pam Gonçalves como blogueira e booktuber. Soube que na Bienal ela lançaria seu primeiro livro solo, Boa Noite. A autora já havia lançado seu primeiro conto no livro Amor Nos Tempos dos Likes, onde reconta a história do livro Amor e Preconceito, nos dias de hoje. Fui ao lançamento do livro na Bienal, ouvi o bate-papo com a autora, peguei autógrafo e tirei fotos.

Agora vamos à resenha: Alina é uma garota muito estudiosa desde o Ensino Médio, sempre sendo intitulada como Nerd. Agora que ela está em uma universidade pública e vivendo em uma república, quer se enturmar. Decide fazer novas amizades, ir à festas e finalmente aproveitar o que há de bom na faculdade, deixando seu rótulo de nerd para trás e começando a se tornar popular.

O livro Boa Noite tem uma ideia fantástica pelos temas abordados, como estupro nas universidades, preconceito racial e sexual, feminismo, entre outros. Mas, não foi algo que me tocou ou surpreendeu. Alina é uma garota com necessidade de se enturmar e ter amigos. Ela não bebe, não vai à festas até entrar na faculdade. De repente, suas amizades começam a arrastá-la o tempo todo para esse tipo de lugar, deixando a personagem sem personalidade alguma. Ela vai aonde vão, faz o que os outros fazem e é literalmente Maria-vai-com-as-outras.
Continue aqui:http://multiversonews.com/resenha-boa-noite/

site: http://multiversonews.com/resenha-boa-noite/
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Giovanna 12/09/2016

Expectativas frustradas
Sempre fui muito fã da Pam Gonçalves como blogueira e booktuber. Soube que na Bienal ela lançaria seu primeiro livro solo, Boa Noite. A autora já havia lançado seu primeiro conto no livro Amor Nos Tempos dos Likes, onde reconta a história do livro Amor e Preconceito, nos dias de hoje.
Fui ao lançamento do livro na Bienal, ouvi o bate-papo com a autora, peguei autógrafo e tirei fotos. Agora vamos à resenha:
Alina é uma garota muito estudiosa desde o Ensino Médio, sempre sendo intitulada como Nerd. Agora que ela está em uma universidade pública e vivendo em uma república, quer se enturmar.
Decide fazer novas amizades, ir à festas e finalmente aproveitar o que há de bom na faculdade, deixando seu rótulo de nerd para trás e começando a se tornar popular.

O livro Boa Noite tem uma ideia fantástica pelos temas abordados, como estupro nas universidades, preconceito racial e sexual, feminismo, entre outros.
Mas, não foi algo que me tocou ou surpreendeu. Alina é uma garota com necessidade de se enturmar e ter amigos. Ela não bebe, não vai à festas até entrar na faculdade. De repente, suas amizades começam a arrastá-la o tempo todo para esse tipo de lugar, deixando a personagem sem personalidade alguma. Ela vai aonde vão, faz o que os outros fazem e é literalmente Maria-vai-com-as-outras.
Os personagens são incríveis, a autora soube evoluir cada um deles e mostrar como são importantes. Eles são mais desenvolvidos que a própria Alina. Vemos um romance bem água com açúcar, que não nos envolve, que não se tem química. Parece que todos os temas queriam ser abordados de uma vez só e a autora não soube fazer o ambiente ficar interessante.
Leia mais no site abaixo
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site: http://multiversonews.com/resenha-boa-noite/
Amanda Campelo 14/09/2016minha estante
Nossa, tive a mesma opinião que a sua. Adoro a Pam e já a acompanho faz um bom tempo, tinha muitas expectativas nesse livro, já que o conto dela me surpreendeu, eu simplesmente amei, mas ñ essw livro. Concordo com vc, Alina não tem personalidade, o romance não tem química, os outros personagens são bem melhores do que a protagonista. Mas espero que ela continue escrevendo, pois só assim poderá melhorar a sua escrita.


Giovanna 14/09/2016minha estante
Que bom que encontrei alguém que concorde comigo, Amanda. Pois só vi uma críticas boas sobre o livro e me achei anormal por ter odiado o livro...


Mih 23/09/2016minha estante
Concordo com você, a escrita da autora em si é boa, o livro é gostoso de ler, mas as historia em si não cativa, e a protagonista é sonsa e faz tudo que os outros querem simplesmente por preguiça de discutir ..., pra mim oque salvou mesmo no livro foi a escrita...




Thay Freitas - Sankas Books 21/12/2016

O livro é narrado em primeira pessoa por Alina, uma jovem que com objetivos de sair da sua zona de conforto e perder o estereótipo de “garota nerd”, decide sair da sua cidade para estudar Engenharia da Computação em Pedra Azul. Alina nunca se achou uma garota descolada e isso a incomodava. Ela queria ser diferente e foi pensando nisso que deixou Laguna, a cidade onde sempre viveu. Ela não sabia até que ponto isso poderia dar certo, mas estava disposta a tentar. Deixar sua imagem de boa moça para trás era só o começo.

Longe dos seus pais – a quem sempre teve por perto, ela terá de lidar com todas as mudanças e conseqüências que poderão surgir. Alina conseguiu uma vaga em uma república que a dividirá com Manu, Talita, Bernardo e Gustavo, ao lado deles é onde tem o ponto de partida para mudar radicalmente todos os seus hábitos e expandir seus horizontes.

Com o passar do tempo, ela começa a sentir-se intimamente ligada a todos eles e começa a perceber que não é tão fácil assim mudar de uma hora para outra, tentar se habituar ao que você nunca teve costume e construir a imagem que se quer é mais difícil do que parece, principalmente quando se perde a capa protetora que deixou na casa dos pais. E é aí que ela começa a precisar lidar com as responsabilidades e decepções da vida independente.

Principalmente quando precisa aguentar o preconceito e machismo dos colegas de classe que acham que mulheres não deveriam cursar engenharia. Em uma turma com apenas 4 mulheres, são obrigadas a tolerar o preconceito constante de quem as atingem com piadinhas. Isso levava a situações desagradáveis, mas a melhor parte daquilo tudo, é que estavam juntas.

Enquanto sai para as baladas, sempre sendo estimulada por Manu, Alina vai se familiarizando com os lugares e as pessoas e é numa dessas saídas que conhece Artur, de início o cara dos sonhos, mas que com o passar do tempo e diante de algumas resistências dela quanto a avançar na relação, ele vai se mostrando uma pessoa mais rude e egoísta.

Dividindo seu tempo entre sair com os amigos de república e estudar, ela vai conhecendo mais da universidade e se apegando às 3 colegas de turma. É quando passam a conhecer também uma página anônima do facebook que faz fofoca de todos os alunos. Muitas vezes os ridicularizando pelas atitudes nas festas universitárias. O que com o avanço dos acontecimentos, acabam por descobrir através da pagina, casos de assédio e estupros cada vez mais freqüentes, de meninas que bebiam e acordavam sem saber como foram para em tal lugar. Nesse tempo também, a turma de Alina é desafiada pelo professor a desenvolver um projeto que seja útil de alguma forma para a sociedade. Muitos dos garotos consideraram a proposta ganha, mas não sabiam eles que Alina e suas colegas não entregaria o prêmio assim de bandeja.

Continue lendo em: http://sankasbooks.blogspot.com.br/2016/12/resenha-boa-noite-pam-goncalves.html
Lillymdge 25/12/2016minha estante
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Maí­ra 03/03/2017

Traz um tema essencial, mas tem seus pontos fracos
Eu queria muito amar este livro, e sob muitos aspectos eu gosto dele. Ele é necessário. Ele fala diretamente conosco e passa uma mensagem certeira. Tenho certos problemas com o personagem Bernardo, acho que seu comportamento chega a quase ser questionável em alguns pontos e, de repente, os outros personagens parecem esquecer destes problemas. Mas, fora isso, eu gostei bastante do enredo.
O meu problema foi mais com a escrita. Sabe aquela máxima SHOW DON'T TELL (mostre, não fale)? Pois é. A narrativa sofre, principalmente no início, naquela etapa clássica de apresentação de personagens e criação de conflito, de um excesso de lugar de fala de descrição e, talvez, de uma certa falta de espaço para respirarmos e refletirmos sobre o que está sendo construído.
Existe, no entanto, ao longo da narrativa, um claro crescimento de qualidade conforme a questão ao redor do qual o livro gira e ele se torna algo bem melhor do que parecia a princípio. Ainda assim, acho que um tema como esse poderia ter sido trabalhado de forma mais densa.



site: www.doquetenholido,wordpress.com
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Daniel 11/09/2016

Uma escritora de mão cheia.
"Acredito que Pam seja uma escritora de mão cheia. Ela sabe criar uma trama principal, e costurá-la com as sub-tramas sem deixar, nem uma única vez, ficar piegas e cliché demais. Tudo co-relacionado e fazendo o maior sentido na história em si, e o leitor só consegue perceber isso no final porque é tão natural ao decorrer da narrativa, tudo super bem costurado.
"Boa Noite" tem uma escrita ao mesmo tempo leve e poderosa. Mesmo um pouco fantasiosa em alguns pontos, a história consegue passar uma mensagem incrível para o leitor, e um aviso pra quem quer que esteja passando pelo período universitário, ou quase chegando à ele."

site: https://aestantedosgemeos.blogspot.com.br/
Evelyn 12/09/2016minha estante
Precisooooo desse livro!!!




Pam 14/02/2017

Me senti lendo a página Fanfics de Esquerda. O problema não é nem a temática, mas a forma como foi escrito. Em muitos momentos, achei que estava lendo Fangirl da Rainbow Rowell, teria sido inspiração (a protagonista nerd com o bonitão da faculdade apaixonado por ela em segredo, querendo protegê-la) ??? Muito, muito raso, os problemas se resolvem "fácil" e as situações ruins são exageradas (com exceção da situação dos estupros de festa, que eu nunca tive contato, mas já vi retratado em outros lugares, e foi bem parecido). Talvez funcione bem pro pessoal de 14 anos, que acha que o mundo é cor de rosa e a universidade um lugar perfeito. Tô bem decepcionada, achei que seria uma história de crescimento, desenvolvimento, mas a Alina só copiou o que ela queria ser nos seus amigos. Isso não é amadurecer.
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Carol 29/09/2016

Curti.
Aborda temas que precisam ser discutidos e cenários ue precisam ser mudados, porém achei uma história mto rasa. Faltou desenvolvimento em relação as questões de racismo e misoginia dentro da sala de aula. E senti que toda a trama de assédio e abuso sexual aconteceu mto rápido.
Enfim, ótimo temas são abordados nesse livro. Esperava melhor desenvolvimento dos temas, porém ainda acredito ser um livro necessário para o público jovem.
Para o primeiro livro da autora, achei corajoso.
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