Vamos comprar um poeta

Vamos comprar um poeta Afonso Cruz




Resenhas - VAMOS COMPRAR UM POETA


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Peleteiro 14/04/2020

Sútil e comovente
Uma sutil e adorável leitura, sobretudo num momento em que o governo brasileiro tenta legitimar a ideia da arte como uma inutilidade, e do investimento na área como um despropério. O romance, por si só é leve, doce e encantador, mas foi o seu apêndice que mais me atingiu. Ao final da leitura, encontramos um curto e afiado manifesto em defesa da arte, trazendo como defesa o que mais falta aos governos estúpidos: embasamento.
Matheus 09/07/2020minha estante
Boa colocação. E digo mais. Governos de direita que priorizam o lucro e a economia acima de tudo, da vida, da arte, do imaterial. Fadados ao fracasso. A sociedade está sendo levada a um belo obscurantismo. Triste, cinza.




IhMarina 08/07/2020

Esse livro é muito curtinho e muito profundo! A importância da arte, especificamente da poesia, é ressaltada e toca a gente. Eu adorei.
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Pri | @biblio.faga 16/07/2020

Lançar-se ao papel é um ato de coragem.
Fazer (e viver de) arte é um ato revolucionário.
Nesta vida, há que se ter coragem.
Coragem para ser livre, para ser o que realmente somos:
meros poetas de uma vida cotidiana.

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Depois dessa breguissíma introdução (shame on me), devo alertar que não é sem motivo que “Vamos comprar um poeta” é um dos queridinhos da editora Dublinense.

O livro é pequenino no tamanho (13x19 cm de medida e 96 páginas de extensão), mas imensurável na profundidade (estimam-se toneladas de força inspiradora). Leve, ágil, fluido e encantador, a obra também é altamente crítica e, sobretudo, apaixonada e apaixonante!

Com uma sensibilidade impar e uma criatividade inusitada e invejável, o escritor português Afonso Cruz tece duras criticas as atuais prioridades de nossa sociedade brutalmente capitalista, pois como bem expõe “a falta de investimento na cultura deve-se a uma ignorância extrema”.

É com muito pesar que notamos que a realidade em que habitamos não está tão longe da sociedade distópica da obra. Um mundo onde a expressão cultural é reduzida, compactada e comercializada, onde artistas transformam-se em animais de estimação.

Não é preciso voltar os olhos para muito tempo atrás para perceber o perigo de pensamentos uniformizados e acríticos ou para o evidente e triste desperdício de uma sociedade privada da potencialidade transformadora das diversas formas de manifestação artística. Afinal, poemas tem o poder de abrir janelas para ver o mar e “a ficção e a cultura constroem tudo o que somos”.

Quando mediamos à beleza e a importância de vários aspectos dessa intrigante existência que denominados como “vida”, única e exclusivamente, com base em parâmetros utilitaristas, vemos claramente que valores, pesos e medidas são péssimos norteadores, pois como já dizia o aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, “o essencial é invisível aos olhos” (L’essentiel est invisible pour les yeux).

Definitivamente, uma leitura descontraída e deliciosa.
Recomendadíssima!

Quotes:
“Peço desculpa, mas um sapato não é uma luva apaixonada pelas mãos erradas.”
“As rugas são as cicatrizes das emoções que vamos tendo na vida.”

site: https://www.instagram.com/biblio.faga/
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Elineuza 22/07/2020

Salvamos tudo com a beleza
Tema: Leituras de Julho 2020 (7)
48/100
Título: Vamos Comprar um Poeta
Autores: Afonso Cruz
País: Bangor – Figueira da Foz - Portugal
Páginas: 97
Avaliação: ****
Término da leitura: - 22/07/2020
Dublindense Editora RS 2020
48/100 2020 #desafiodos100livrosemumano

O Autor: Português de Figueira da Foz, nascido em 1971. Além de escritor é músico, cineasta e ilustrador. Tem publicado mais de trinta livros entre romances, teatro, não ficção, ensaio, álbuns ilustrados, novelas juvenis.

Obra: É uma distopia onde há uma análise agradável entre o útil, inútil e lucrativo. Nesta sociedade tudo é bem medido e quantificado. Quanto mais alto o valor maior a importância quanto menor o valor menor a importância. Um poeta é artigo de luxo, pois quem o possui é um “inutilista”. Poesia e poeta são descartáveis podem ser abandonados.
Até que não mais que de repente ...

Considerações

1. Leitura rápida e muito saborosa.
2. O autor como sempre, surpreende.
3. É uma análise entre o capital e a cultura. Muito bom.

Citações:

1. Como é que o mar, tão grande, cabe numa janela tão pequena?. Página 40
2. Eu posso dizer que uma janela é uma janela, mas isso já toda gente sabe. Com a poesia posso dizer que uma janela é um bocado de mar ou uma cotovia a voar. Página 68
3. Um beijo é mais eficiente à temperatura do corpo. Página 74
4. Nunca abandonei aquele poeta, ainda o visito no parque. Não sei quantas pessoas ainda visitam os seus poetas abandonados, mas se procurarem bem, há muitos parques cheios deles, dentro e fora de nós. O meu, que comprei quando tinha treze ou catorze anos, ainda o visito. Sentamo-nos os dois e dizemos inutilidades. Algumas dessas inutilidades até são poemas. Ele olha para mim com lágrimas nos olhos (deixei de contabilizar estas coisas), eu fico com uma metáfora na garganta, abraço-o, e somos felizes durante uns segundos, ou melhor, durante eternidades. Página 76
5. O poeta dizia que os versos libertam as coisas. Quando percebemos a poesia de uma pedra, libertamos a pedra de sua “pedridade”. Salvamos tudo com a beleza. Página 77
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Tamires 22/05/2020

Vamos comprar um poeta, de Afonso Cruz
Imagine um mundo em que o Deus por quem mais se clama é o dinheiro. Imagine um mundo em que as nossas roupas, móveis, eletrodomésticos, sapatos (…) fossem patrocinadas por empresas. Imagine um mundo em que o nosso pensamento e ações sejam puramente numéricos. Imagine que até as nossas opiniões sejam algum tipo de publicidade (ou, para falar a linguagem da internet, #publi).

Fala sério: não é nem um pouquinho difícil de imaginar. Em maior ou menor medida, esse é o nosso mundo, o mundo em que vivemos.

No livro “Vamos comprar um poeta”, do escritor português Afonso Cruz, publicado no BR pela Dublinense, essa realidade “distópica” é mostrada a partir de uma família. Aqui os artistas são como animais de estimação, podem ser, inclusive, comprados em lojas. E a menina pede ao pai que lhe compre um poeta. E o poeta vai pingando seus versos aqui e ali, transformando aquelas pessoas. Cativando a todos nós.

“A poesia, diz-me ele, transfigura o universo e faz emergir a realidade descrita com a absoluta precisão da ambiguidade. Nunca li um bom verso que não voasse da página em que foi escrito. A poesia é um dedo espetado na realidade.

Um poeta é como quem sai do banho e passa a mão pelo espelho embaciado para descobrir o seu próprio rosto.” (p. 76)⠀

O estagiário da @dublinense (ver Instagram, especialmente os stories) tem razão quando fala apaixonadamente sobre Vamos comprar um poeta: esse é o tipo de livro que a gente tem vontade de comprar aos montes e colocar debaixo da porta de todo mundo. Lindo, delicado, comovente. Já está na minha estante dos favoritos (e presenteáveis).

site: https://www.tamiresdecarvalho.com/resenha-vamos-comprar-um-poeta-de-afonso-cruz/
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EduardoCDias 10/06/2020

Inutilismo
Uma família classe média, numa sociedade distópica, onde tudo tem valor, peso e quantidade, resolve adotar um poeta de estimação. À partir de então ocorrem situações hilárias (algumas vezes desconfortáveis) em meio à um desenvolvimento de sensibilidade e de cultura. Só achei a idéia muito boa para um livro tão pequeno. Merecia ser melhor desenvolvido.
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KeylaPontes 02/08/2020

Que livro tocante e especial. Confesso que quando cheguei a essa obra eu nunca tinha ouvido falar antes. Quando li o título me interessei de cara e adquiri o ebook. O livro conta a história de uma sociedade dominada pelo materialismo onde as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. É nesse cenário, onde cada espaço tem um patrocinador, cada passo é medido com exatidão, e até a troca dos afetos é contabilizada, que uma menina pede ao pai um poeta. No decorrer do livro, através de capítulos curtos, acompanhamos a rotina dessa família e como o poeta afeta cada membro. Este foi um livro muito diferente de ler, por vezes eu me sentia inquieta e não sabia muito bem porque. No fim da leitura fiquei com vontade de ler tudo de novo e espero em breve adquirir a versão física para fazer a releitura. É um livro curto, mas cheio de sensibilidade. Gostei muito!
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Paula.Graziela 01/08/2020

Sutil e uma rápida leitura, interessante como a história é narrada.
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books_resenha 24/05/2020

Momento certo
Essa é minha primeira resenha com um subtítulo, que veio para mostrar que o livro trouxe mudanças em mim. Resumir uma obra em poucas palavras é de um peso imensurável, e percebi que esta era merecedora do risco.
De que forma conseguimos fingir não ver a decadência da cultura em nosso país, e no mundo? Cada qual em seu ritmo e proporções, mas que em geral trazem péssimas consequências ao todo.
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A protagonista, uma menina talvez quase adolescente, vive com os pais e irmãos em um mundo que pessoas são números, valores são marcas, idéias e palavras são secas, brutas. Qualquer tipo de expressão cultural personifica-se e pode ser comprada um lojas. Assim a família núcleo decide comprar um poeta.
A partir do primeiro dia de convívio percebemos as transformações da visão de todos, e mesmo sem se darem conta a poesia começa a moldar suas personalidades.
Em meio a uma crise financeira, onde o pai - o mais racional de todos - decide que precisam cortar gastos, teria o poeta mais alguma utilidade?
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Em um breve posfácio o autor deixa o relato sobre a posição que a cultura em todas suas formas deveriam estar, por sua importância, e os caminhos tristes que estão trilhando.
Percebo que toda metáfora presente nela precisa existir em nossas vidas, para evoluirmos. E não seria de tal grandiosidade, tão apaixonante, a ponto de revelar que Afonso Cruz passou a meu autor português favorito, se em mim também não tivesse criado uma revolução.
Sendo assim, preciso dizer que a forma de classificar as obras, de acordo com a proporção que gostei, também mudou.
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"As migalhas que voam mais alto são as que preferem os bicos dos pássaros aos caprichos do vento".
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Nota-lembrete: não apenas no peito de um poeta mora um pássaro triste. No meu, em dias de cultura findando-se, esse pássaro também precisa sair.
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Nota da obra: não empresto para ninguém.
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dublinense
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91 páginas
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Aline | @42.books 15/07/2020

Francamente...
Em Vamos Comprar um Poeta, Afonso Cruz narra uma realidade materialista, onde apenas se deseja lucro e prosperidade. Tudo é mensurável, desde o tamanho dos móveis até os milímetros de água que saem pelos olhos de alguém.
É nesse universo tão particular que a protagonista narra sua vida familiar, depois da aquisição de um poeta. Segundo a mãe, melhor que um artista, ?faz menos sujarada?.
Uma história única, divertida pelo seu absurdismo, potente pela sua mensagem. A prova de que alguns livros são incríveis pela forma como são contados.
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Queila 27/07/2020

Leitura fácil, verdades simples e transformação perceptível.
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Edsonia 21/04/2020

Leitura leve, rápida, gostosa e com uma bela reflexão sobre utilitarismo, arte e poesia.
O texto é genial. Achei a escrita muito interessante, com cada frase fazendo menção ao valor, medida e custo das coisas.
Vale muito a leitura, que traz a esperança de um sentido da vida que a arte sempre nos apresenta.
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Amy 26/07/2020

Ótima leitura.
Outro livro pra ler em um dia, leitura super leve e agradável, não tem como não se apaixonar pela escrita!
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Isabela.Marinho 07/07/2020

Resenha de "Vamos Comprar um Poeta"
É uma leitura que pode ser um pouco difícil se conectar a princípio porque a escrita é diferente do que a maioria dos livros.

Mas o final é bom e durante toda a leitura a poesia, o próprio poeta têm muito destaque e nos fazem refletir sobre o poder que a arte tem nas nossas vidas e como ela é capaz de nos transformar.
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Reb 20/07/2020

Vamos comprar um poeta
A história retrata uma sociedade imaginária em que se pode comprar poetas, músicos, artistas em geral, a família, então, resolve comprar um poeta.
A narrativa é repleta de lirismo e crítica social.
Leitura rápida e fluida de muita intensidade.
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