O Sol Também é Uma Estrela

O Sol Também é Uma Estrela Nicola Yoon




Resenhas - O Sol Também é Uma Estrela


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Bia 15/02/2017

Seria melhor sem o romance
"O Sol Também É Uma Estrela" é um jovem adulto contemporâneo que vem causando bastante rebuliço no universo literário. Nicola Yoon inova ao criar uma obra com basicamente todos os temas que estão em voga na atualidade, além de complementar sua narrativa com um romance predestinado entre os protagonistas.
Sendo minha primeira experiência com a autora e sua escrita, pode-se dizer que o resultado final da leitura foi bem agradável, ainda que algumas coisas aqui realizadas me incomodaram um pouco. Antes de irmos para o "prós e contras" do livro, é essencial fazer um breve resumo do enredo abordado.
A obra de Yoon, conta a estória de Natasha e Daniel, dois personagens opostos que se atraem de maneira inexplicável. Tasha é a garota racional e científica que não acredita em destino ou acasos. Para ela a vida é uma sucessão de fatos que podem ser explicados de maneira lógica e quase sempre são consequências de suas ações (onde toda ação tem uma reação).
Já Daniel é o oposto da garota. Com alma de poeta e romântico incurável, o rapaz acredita em teorias onde universos paralelos existem e o destino irá proporcionar e lhe mostrar aquilo que você deve fazer na vida (onde tudo já estava escrito e fadado a acontecer).
Um belo dia, Daniel tinha uma entrevista marcada para conseguir entrar na faculdade de Yale (seus pais coreanos queriam que ele fizesse medicina e fosse um adulto bem sucedido) quando ele encontra Natasha andando distraída na rua e decide seguir a moça, porque algo dentro dele dizia que eles estavam destinados a se conhecerem.
Porém, Daniel mal imaginava a peça que o destino lhe pregaria ao fazê-lo conhecer Natasha. A moça, que aparentemente era sua alma gêmea, estava vivendo seu último dia nos Estados Unidos. Sua família jamaicana, vivia ilegalmente no país há anos e por um erro de seu pai, as autoridades descobriram a situação irregular deles e estavam deportando o grupo todo.
Então nesse último dia em solo americano, Daniel e Natasha vivem toda sua estória de amor que qualquer adolescente de 17 anos sonha viver (e basicamente o livro resume-se a esse enredo).
Apesar da estória em si ser algo bem simples, o que faz o leitor ficar fixado no livro é a escrita poética e lírica de Nicola Yoon. A autora literalmente usou e abusou de todas as figuras de linguagem existentes. Em quase todos os capítulos ela fazia analogia das coisas e dos sentimentos dos personagens, aumentando ainda mais o romantismo já presente na narrativa.
Além disso a obra era narrada em primeira pessoa sobre o ponto de vista de Natasha e Daniel. Porém, a autora intercalava os capítulos do casal, com estórias de personagens secundários (e explicações históricas de palavras), narradas em terceira pessoa. Era como se a própria escritora abrisse um parênteses no meio do enredo para contar ao leitor fatos curiosos que envolviam todo o universo no qual os protagonistas estavam inseridos, ampliando o tom profético de que o cosmo é capaz de interferir na vida de todo ser humano.
Então foi impossível não apaixonar-se pelo modo de escrever e contar estórias, adotado pela autora. Sua maneira, não tão convencional de narrar, permitiu também a expansão de outros temas dentro do romance. Ao invés de ficar presa na ideia principal, que seria contar a estória da imigração/deportação da família de Natasha, a autora desenvolve várias outras questões como: religião; divórcio; depressão; amadurecimento; culturas distintas; racismo; relacionamento dos jovens com os pais entre outros diversos assuntos pertinentes ao mundo dos protagonistas.
Considerei esses fatos como diferenciais da obra, pois mesmo ela sendo destinada a um público jovem, ainda é possível para um adulto identificar-se com alguns dos tópicos abordados. Por exemplo, consegui compreender vários dos dilemas e pensamentos de Natasha, com relação a vida e seu convívio com o pai (que foi o causador dos seus maiores problemas).
E foi a protagonista feminina a razão de ter lido esse livro até o fim, já que Daniel não chamou minha atenção com seus dilemas e muito menos sua personalidade. Natasha foi a verdadeira heroína da obra, ela tinha uma estória tão original e bonita de ler. Fiquei extremamente fascinada com seu enredo e mesmo ela sendo um pouco convencida e "too cool for school" gostaria que a autora tivesse feito "O Sol Também É Uma Estrela" um livro só dela. (e termina aqui os prós e começa agora os contras do livro).
Fiquei surpresa comigo mesma, pois pela primeira vez não consegui gostar do personagem romântico da obra, achei Daniel um pouco chato e insistente. Seus dilemas com relação ao que fazer na vida; ir contra os desejos dos pais; e ficar obsessivo com Natasha de maneira tão veemente, fizeram-me desgostar do moço. Talvez o público alvo ao qual se destina o livro será capaz de identificar-se mais com o protagonista masculino, no meu caso que já sou uma pessoa idosa, seu enredo foi pouco interessante.
O que nos leva ao problema máximo desse livro que foi a construção do romance digno de reality show do "Big Brother" (sabe quando os participantes entram na casa e conhecem a pessoa de manhã e de noite tem eliminação surpresa, aí a pessoa que eles conversaram saí e eles ficam chorando como se tivessem amputado um membro do corpo? pois é, foi exatamente assim que o romance aconteceu aqui).
Não é surpresa nenhuma que esse livro teria o famoso instalove, a sinopse da obra praticamente grita isso para o leitor. Porém, fui de coração aberto e mesmo não tendo gostado de Daniel, confesso que no começo da leitura estava aceitando tranquilamente o desenvolvimento do relacionamento dos garotos.
No entanto, quando nos aproximamos do desfecho da narrativa, a autora literalmente exagera na profundidade dos sentimentos dos protagonistas que apenas passaram umas 8 horas juntos. Eu, amargurada que sou, não consigo acreditar que é possível você declarar amor eterno para uma pessoa que você só conheceu há poucas horas e por isso acabei tirando uma estrela e meia da classificação final da obra.
Pois, no final, o que era para ser um livro mais voltado para as questões sociais e culturais dos protagonistas, transformou-se em uma releitura de "Romeu e Julieta" onde os dois protagonistas só não morreram literalmente de amores, pois não estavam na Idade Média e era possível manterem o contato graças as invenções modernas.
A efemeridade e intensidade do romance, junto com o personagem de Daniel, foram os únicos problemas do livro. Todavia, acredito que essa é uma obra extremamente subjetiva e cada leitor irá ler e interpretá-la de maneiras distintas (já que cada um de nós tem uma visão diferente de mundo).
Aqueles que embarcarem no mesmo pensamento da autora (de que o universo conspira para as coisas acontecerem), com certeza adorarão o livro. Já, os que não acreditam mais na existência desse "amor miojo" (ou na participação do acaso na vida das pessoas), também poderão aproveitar a leitura, desde que leiam esse livro com o coração e mente abertas (ignorando sempre a semelhança que essa obra apresenta com outros livros do gênero). No fim, vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo .)

site: beahreads.blogspot.com.br
Evy 15/02/2017minha estante
Eita :/
Tive uns probleminhas com Tudo e Todas as Coisas, tava mais esperançosa com esse.


Bia 15/02/2017minha estante
Evy, nem li Tudo e Todas as Coisas, pois li várias resenhas negativas q acabaram me desanimando um pouco .\ Mas esse até que foi legalzinho, o único problema é q o romance foi muito intenso e rápido, então ficou difícil acreditar nele (pelo menos pra mim). Tenta ler pra ver se gosta .)


Leila 17/02/2017minha estante
Na verdade, acho que todos os romances arrebatadores para o público em geral se baseiam em "estava escrito nas estrelas", literalmente como em "A culpa é das estrelas" do John Green. A autora quis refletir sobre esse aspecto, e essa parece ter sido a parte interessante - a que questiona e contrasta.
Fiquei curiosa, mas não sei se leria. Não tenho predileção por livros com protagonistas de 17 anos, mas às vezes eles podem nos surpreender.


Luísa Nolasco 21/02/2017minha estante
Bela resenha!


Sil 24/02/2017minha estante
Hahaha também sou idosa e os contras mencionados por você costumam me irritar muito nos livros atuais. Adorei a resenha, abraços


Lids 05/03/2017minha estante
Esse livro não é sobre "amor destinado"! É sobre tudo bem você acreditar ou não nisso, acreditar em destino ou coincidência, de qualquer forma as coisas vão acontecer e nós vamos reagir a elas de acordo :)




Resenhas Teen. 13/04/2017

O Sol Também é Uma Estrela
Oie pessoal! Tudo bem com vocês?
Hoje trago a resenha do livro O Sol Também é uma Estrela, meu primeiro contato com a escrita da Nicola Yoon, e não poderia ter sido melhor.
O livro nos conta história de dois personagens que se conheceram no momento certo, mas na hora errada, mas como assim Nay?
Daniel é filho de imigrantes Coreanos, vive desde que se entende por gente nos Estados Unidos da América e está fadado a cursar uma faculdade de medicina para agradar os pais.
Já Natasha é filha de imigrantes ilegais Jamaicanos, vivem nos Estados Unidos desde seus oito anos de idade, e está para ser deportada de volta para a Jamaica.
Mas por mais cética que nossa personagem principal fosse, nosso amado Universo resolveu conspirar ao seu favor e provar que sim, pode-se apaixonar em um dia.
Daniel e ela se conheceram por acaso, ele procurava uma pista da existência de Deus e esse lhe mostrou que existia lhe apresentando Tasha.
Nosso personagem principal fez papel de louco ao seguir ela para uma loja de Disco e logo depois salvá-la de um quase atropelamento, convidando-a assim logo em seguida para um café.
São dois personagens completamente diferente um do outro, não é algo clichê é a pura realidade: ele coreano, ela jamaicana, ele é sonhador, ela prática e cética.
Mas no final os dois provam para si mesmo que foram feitos um para o outro, mas é nesta parte que entra a hora errada, nem sempre o amor consegue mudar as coisas, mas ele persiste através do tempo...
Foi um livro perfeito demais de se acompanhar, uma história leve e cheia de emoções que quase me fez chorar, ele tem pontos que mexem fundo na gente, com nossas emoções e sentimentos.
Não conhecia a escrita e muito menos as histórias que a Nicola cria, até que solicitei esse livro, estou louca para realizar a leitura de Tudo e Todas as Coisas e se esse livro for tão perfeito quanto esse, galerinha pense numa leitora que irá surtar.
Essa obra me ensinou muitas coisas, tanto em relação ao seu enredo, quanto ao seu desenvolvimento, à parte escrita mesmo.
Como todos sabem sou escritora também estou bem no começo, mas amo demais o que faço e com isso sempre leio alguns comentários e criticas quanto a estruturação de um livro, de uma história.
Muitos têm uma ideia fixa de que para um capítulo ser bom, ele tem que ter não sei quantas palavras, caracteres etc e eu ainda quando somente lia e não escrevia era contra essa ideia.
Para mim, um capítulo bom é aquele que nos apresenta o principal da história, daquilo que nele será composto, não importando a sua quantidade de palavras etc.
E O Sol Também é uma Estrela, provou que a minha teoria e a de muitos outros escritores está correta, quem já realizou a leitura desse livro sabe do que estou falando, para quem ainda não a fez, aqui vai à explicação.
Encontramos no decorrer do desenvolvimento da obra, capítulos pequenos, grandes, de uma frase só (sim você leu correto) e assim vai, a autora mostrou que para um livro ser “perfeito”, e principalmente bem escrito ele não precisa de muita coisa.
Nicola Yoon, escrevia o necessário para cada capítulo, ela nos mostrava o principal dele, sem se importar com o que as pessoas acham ou não correto.
Tem dois capítulos em si que me chamou bastante a atenção, uma por ser um palavrão e outra que ele começava em um personagem e acabava em outro.
Em um capítulo tínhamos a visão do Daniel, ele começava a pronunciar o palavrão e no outro tínhamos a visão da Tasha que terminava a pronuncia e pensem em dois capítulos que líamos e pensávamos: tudo o que tinha que ser dito neles, foi.
Não ficavam espaços abertos, nem aquela sensação de estar faltando algo e não pensem que isso é porque os capítulos eram de um palavrão, todos os capítulos não importando seu tamanho transmitiam essa sensação!
Alguns eram compostos por dois ou três parágrafos, outros por uma poesia e assim iam, e detalhe cada um deles era narrado por um personagem diferente.
Em alguns momentos se seguiam vários capítulos somente do Daniel e da Natasha, em outros encontrávamos a visão dos pais dos nossos personagens, pensamentos do próprio universo e às vezes também a visão de personagens secundários.
A autora soube construir e desenvolver esse livro/história tão magnificamente que com toda a certeza o utilizarei como base para meus próprios livros.
Outra coisa que amei nesse livro, foi como a autora dividiu os capítulos, eles não seguiam aquele básico de: Capítulo Um e história, eles eram compostos assim: Natasha e história, Universo (o ponto de vista dele sobre algo) história.
É algo formidável esse livro, não tenho palavras para descrever quanta coisa eu aprendi lendo ele!
Mas parando agora de falar sobre a parte técnica dele e vamos falar um pouco sobre a história.
Acredito que todos vocês já devem estar cansados de me ouvir falar no quanto eu acredito no amor verdadeiro certo?
Bom, lamento muito informar, mas irei falar um pouco mais dele aqui nesta resenha também.
A história toda desse livro se passa exatamente em um dia, não foi corrido, não ficou nós desamarrados, foi perfeito, a autora nos mostrou que podemos fazer muitas coisas em um dia só, principalmente nos apaixonar.
Daniel tinha uma entrevista para Yale, Natasha um horário com um advogado de imigração, e no meio tempo de tudo isso eles desenvolveram uma amizade, conheceram os pais um do outro, criaram expectativas, conversaram e criaram teorias sobre tudo e os principais se conheceram mais tanto quanto um do outro quanto de si mesmo.
Eles olharam para o presente, passados e futuro e enxergaram suas vidas sobre perspectivas diferentes, viram o que uma pessoa pode fazer na vida da outra.
A autora nos mostrou que algum acontecimento insignificante sobre um olhar amplo, pode estar atrelado a nossa vida sem que nós nos déssemos em conta.
Ela nos mostra o quão complexo pode ser um dia, seus acontecimentos e consequências, o quanto um pensamento egoísta pode custar a vida de uma pessoa, uma família.
Que muitas vezes vivemos a vida de uma pessoa que não somos para agradar alguém, que por causa disso muitas vezes abrimos a mão de nossa felicidade e quando vemos já é tarde demais para se concertar.
E principalmente a autora mostra, que nem sempre somos o que as pessoas enxergam, é aquela frase básica da vida: não julgue ou trate mal uma pessoa pelo o que ela demonstra, você não sabe o que se passa na vida dela...
Por fim, o mais incrível desse livro é que a autora não nos dá de presente um feliz para sempre como nos contos de fadas, mas sim a realidade nua e crua, da qual corremos atrás dos nossos felizes para sempre, nos mostra que por mais que não tenha dado certo no passado, no futuro pode dar.
E o mais importante: viva cada dia como se fosse o seu último, é uma frase forte, mas que se olhada por todos os ângulos fará sentindo, o Universo está de olho em nós, então viva, chore, cante, dance, seja autentico, corra atrás do que você ama, que por mais complicado que a vida seja no final ela sempre nos surpreende!
Enfim, espero que tenham gostado da dica de hoje, quem ainda não leu, leia, pois não irá se arrepender e quem já leu me contem o que acharam

site: http://resenhasteen.blogspot.com.br/
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Milena 11/05/2017

Resenha
Hoje vim falar com vocês sobre o novo livro da Nicola Yoon, "O sol também é uma estrela".
A história toda se passa em apenas um dia, que muda pra sempre a vida de Natasha e Daniel (e da Irene também).
A Natasha é uma imigrante ilegal jamaicana, que está prestes a ser deportada. Mesmo sendo imigrante, sente que sua casa é os EUA, onde vive a 9 anos com sua família. Sempre muito apegada a ciência, ela não acredita no amor.
Daniel é um imigrante coreano, que tira o dia livre para descansar antes da grande entrevista para receber uma carta de recomendação para Yale. Daniel quer ser poeta, seus pais querem q ele seja médico.
Nesse dia muda tudo. O livro aborda os pontos​ de visão dos dois, hora estamos na cabeça de Natasha, hora na de Daniel, hora lendo uma história do passado de alguém interligado (que são meus capítulos favoritos).
Abordando pontos sobre a dificuldade de ser um imigrante, das esperanças, os preconceitos e esteriótipos.
PARTICULARMENTE, eu, não gostei do livro, achei a história meio arrastada e forçada. Mas, assim como em "Tudo e todas as coisas", a escrita da Nicola é fluida e a edição é linda. Eu achei a arte de capa muito perfeitinha.

️ E vocês? Gostaram?
Querem descobrir oq acontece com Natasha e Daniel? Se conseguirão realizar seus sonhos? Se ela será deportada?

site: https://www.instagram.com/p/BT7XN2_AzBF/
amanda 12/05/2017minha estante
eu tb não gostei muito do livro




Hellen 01/07/2017

Fato observável: quanto tempo leva para se apaixonar?
"Nossos lábios se tocam e eu tento manter os olhos abertos pelo máximo de tempo possível. Tento não sucumbir à louca entropia, à doida casualidade dessa coisa entre nós. Não entendo. Por que essa pessoa?"

Natasha não sabe, mas o seu dia será diferente de todos os outros que ela já viveu. Não apenas porque é o seu último dia no lugar que sempre chamou de lar, mas porque uma sucessão de coisas irão acontecer. Ela vai conhecer um cara (que vai salvar sua vida e parece um advogado todo engravatado), vai salvar a vida de uma mulher (ainda que não saiba disso) e, talvez, só talvez, ela se apaixone por alguém. Não que ela acredite em amor, é claro.

Assim como Natasha, Daniel também não sabe como será o seu dia. Não vai saber por exemplo que talvez o trem pare enquanto o condutor tenta levar todos os passageiros para a "luz" ou que vai salvar a vida de uma garota que dança pelas ruas amontoadas de gente, ao som de Nirvana​.

Fato observável: Eles não sabem de nada quando acordam. Cada um espera salvar um pouquinho de si ao sair da cama. O que eles não esperavam é que acabariam salvando o outro também.

Mais um romance fofo e lindo chegando para acabar com o coração da gente! O Sol também é uma estrela é mais uma história da fofa Nicola Yoon, de Tudo e todas as coisas (tem resenha desse livro aqui também). O livro, desenvolvimento ao longo de um dia, narra as relações familiares, preconceito, religião e o mais importante de todos, trata sobre aceitação.

Fato observável: Mais uma vez, quero ressaltar a imensa alegria em ver personagens negros como protagonistas de romances leves e divertidos. Espero sinceramente que a autora (e tantas outras pessoas) continuem a dar voz a importância da representatividade. ❤❤

Agora, quero ressaltar o meu ÚNICO problema com as histórias da Nicola Yoon
Eu sei que todo mundo adora as suas histórias (e acredite, eu também), mas quero ressaltar aqui o meu desencantamento com a escrita extremamente poética (também pode ser culpa da tradução, não sei). Não é um fato que torna a leitura menor, longe disso, mas é só um "little problem" que eu tenho em relação a tentar embeleza e tornar poética todas as cenas.

A história em si é muito boa, os personagens são legais e o romance em si é um amorzinho, mas ainda não sei deixar para lá quando vejo uma narrativa poética demais, em que os personagens parecem que estão atuando. Não sei bem, mas é algo que gosto de ressaltar sempre.

Por isso, eu super indico O sol Também é uma estrela se você gosta de histórias leves, piegas e clichês. Mas se você não curte romance água com açúcar ou simplesmente não quer ler algo assim, é melhor escolher outra história e deixar que a história de Natasha e Daniel para um outro momento.

site: https://www.instagram.com/sobreumlivro/
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chrisakie 18/04/2017

O amor está em todo lugar!
"Para a maioria dos imigrantes, mudar para um país novo é um ato de fé."

12 horas para Natasha ser deportada. Ela é uma imigrante ilegal. Foi para Estados Unidos aos 8 anos com sua família para que o pai pudesse realizar o sonho americano. Não acredita em amor, em Deus, mas apenas em Ciência. Mas ela precisa de um milagre para poder permanecer no país onde ela cresceu.

Daniel é descendente de coreanos, mas nasceu nos Estados Unidos. Com pais extremamente tradicionais e um irmão que tem aversão às origens, ele tenta atender aos anseios deles mas o coração dele sonha com uma outra vida. E hoje será um dia importante. Terá uma entrevista com um ex-aluno da faculdade Yale.

Só que devido a uma sucessão de acontecimentos, os dois acabam se encontrando. E esse encontro poderá mudar totalmente a visão deles sobre tudo...

"O amor não é uma religião. Ele existe, quer você acredite ou não."

Os dois são diferentes, mas ambos se sentem como se não pertencessem a lugar nenhum. O Daniel, sonhador e romântico, chega de mansinho e abala todas as estruturas rígidas e científicas de Natasha. Os capítulos alternam-se entre narrativa dos dois e são intercalados pelas histórias das pessoas que tem contato com o casal.

É um livro que consegue tratar sobre vários assuntos em um único volume: amor, religião, família, carreira. Tudo acontece em um dia, como se vivessem um amor de uma vida inteira em um único dia. Mas talvez o amor seja isso mesmo. Não importa o tempo, mas sim a intensidade com que se vive o sentimento e como isso interfere em nossas vidas...

"... O amor muda todas as coisas o tempo todo."

site: https://www.instagram.com/p/BSj_6nIFKLA/
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Yuki 17/04/2017

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela.
O encontro de Daniel e Natasha pode ter sido algo predestinado ou uma coincidência, o Universo pode ter dado uma forcinha ou foi apenas uma reação de suas escolhas, seja o que for não importa, porque esse encontro aconteceu e, agora, ambos têm apenas um dia para aproveitá-lo.

“Donald não sabe direito o que o Universo estava tentando dizer ao lhe tirar a filha única, mas o que aprendeu foi o seguinte: ninguém pode colocar preço em todas as perdas. E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante.”

Natasha é uma imigrante ilegal da Jamaica nos Estados Unidos e ao invés de estar em casa, arrumando as malas para ser deportada, ela está lutando para ficar, tentando arrumar um jeito de não ser mandada embora, porque aquele país é seu país, é seu lar.

Daniel é um americano-coreano de primeira geração, ou seja, é filho de pais coreanos nascido nos Estados Unidos, ou seja, seu dever é ser médico. Mas ele não quer medicina. Ele é um artista, um poeta.

Não existe muito o que se dizer além disso, porque o livro é sobre duas pessoas que se encontram, que são perfeitas uma para a outra, mas que não tem tempo para serem perfeitas uma para outra, todos os segundos estão contados, todos os segundos contam.

“Será que ele precisa mesmo que eu fale que todos os segundos importam?
Que nosso Universo surgiu no intervalo de uma respiração?”

No meio do caminho, várias histórias são contadas sobre vários personagens, histórias que aconteceram e ainda vão acontecer, histórias que se entrelaçam e se modificam, histórias que importam independente de quem seja, sobre o que seja.

Tudo gera uma reação, tudo foi causado por alguma outra coisa que aconteceu antes. Não existe uma coisa intocada, é como o primeiro capítulo do livro diz: "se você quiser fazer uma torta de maçã desde o início, precisa primeiro inventar o Universo".

"As pessoas cometem erros o tempo todo. Erros pequenos, como pegar a fila errada para a caixa do supermercado. A fila onde está a mulher com cem cupons de desconto e um talão de cheques.
Às vezes a gente comete erros de tamanho médio. Vai para a faculdade de medicina em vez de ir atrás da nossa paixão.
Às vezes comete erros grandes.
Desiste."

Essa não é a história que eu imaginei quando comecei a ler, o protagonismo não está nem nos personagens que acreditei. Daniel e Natasha são personagens de outra história, uma história mais importante – ao menos para mim isso foi assim: a Vida.

Aprenda com os erros, aprenda com as coisas ruins que acontecem e, de alguma forma, existem pessoas que tentam fazer a mesma coisa para os outros, fazê-los sentir a mesma dor que sentiu, mas também existe pessoas que tentam evitar que algo desse tipo aconteça.

O sol também é uma estrela é aquele livro que até ler o último capítulo, está na última folha, na última frase, palavra, letra... você ainda fica esperando pela felicidade, pelo “e viveram felizes para sempre”.

"Durante o dia inteiro acreditei que estávamos destinados um ao outro. Que todos os lugares e pessoas, e todas as coincidências, estavam nos empurrando para ficarmos juntos para sempre. Mas talvez isso não seja verdade. E se essa coisa entre nós estivesse destinada a durar somente um dia? E se formos as pessoas intermediárias um do outro, uma parada na estrada que ruma a outro lugar? E se formos apenas um desvio na história de outra pessoa?"

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela. O sol também é uma estrela e existem várias no céu. O sol também é uma estrela, mas você pensa que ele é a mais importante e se esquece que existe várias outras iguais a ele. O sol também é uma estrela, mas ele é a mais importante porque é a nossa estrela. Você também é uma estrela. Você sempre pensa que sua história é a mais importante de todas, mas é apenas uma no meio de tantas; você pensa que é mais uma em meio a tantas, mas você é você e isso é importante.

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
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Jully @juliannevituri 24/05/2017

Já se tornou um dos melhores lidos do ano ?
O Sol Também É Uma Estrela é o segundo livro da Nicola Yoon, o primeiro foi Tudo e Todas As Coisas. Os dois são YA e essa mulher tem o meu coração desde o primeiro livro dela.

Natasha é apaixonada por ciência, quer fazer faculdade na área e mora em NY desde criança, ela ama o lugar onde mora, mas é uma imigrante jamaicana ilegal e está prestes a ser deportada. Ela não acredita em sonhos, em amor, nem em destino, somente em fatos ciêntíficos. Natasha vai passar as últimas 12 horas dela nos EUA tentando revogar a decisão do juíz sobre a deportação dela e de sua família.

Daniel é de família coreana, mas ele é nasceu nos Estados Unidos, seus pais querem que ele seja médico mas ele quer ser poeta. Mais sonhador que ele, impossível. Daniel tem uma entrevista para Yale, mas precisa descobrir como sair dessa e seguir os sonhos dele.

Os dois vão se conhecer nesse meio tempo, mudando o curso da vida um do outro.

Nicola tem uma escrita simples, fluida e cativante, você vai lendo e quando percebe o livro já acabou. E com O Sol Também É Uma Estrela isso não é diferente.

O livro é narrado em primeira pessoa, com capítulos curtos e divididos entre Natasha e Daniel. Alguns capítulos são narrados em terceira pessoa, alternando entre personagens secundários e até mesmo o destino tem voz nesse livro. A história quase toda se passa em Nova York e em menos de 24h. Mesmo assim os personagens conseguem evoluir ao passar das horas, e Nicola nos mostra como um simples detalhe pode mudar quem somos e mudar todo o nosso futuro.

O Sol Também É Uma Estrela aborda temas bem pesados, como esteriótipos, preconceitos, sonhos não realizados, deportação, problemas familiares, bullying, depressão e suicídio, tudo de forma sutil e cuidadosa. A autora consegue fazer com que a gente reflita sobre os temas abordados durante todo o livro e após terminá-lo também.

Resumindo: Esse livro é um amorzinho e entrou fácil pra minha lista de favoritos.

Para ver mais resenhas e fotos literárias, me segue no instagram: @juliannevituri
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Jana 27/02/2017

Eu vim aqui pra enaltecer!
Eu vim aqui pra enaltecer!
Várias coisas me fizeram amar O Sol Também é uma Estrela e eu vou lista-las pra vocês.

Quero começar dizendo que eu já tinha 90% de certeza que eu acabaria amando essa história. Só não tinha 100¨% por que nada nessa vida é garantido. Mas a capa maravilhosa, a sinopse e, o mais importante de tudo, o fato de ser um livro escrito pela Nicola Yoon me deram segurança e me fizeram comprar o e-book assim que eu pude.

Vi o livro em listas de mais vendidos dos EUA e em várias listas de melhores livros de 2016. Em algumas dessas listagens de livros que marcaram o ano, OSTÉUE (em inglês, The Sun Is Also A Star) aparecia como o único livro YA. Pensei comigo mesma que esse livro deveria ser maravilhoso. E é.

Tudo se passa em um único dia em Nova Iorque em que Natasha e Daniel se conhecem devido a uma corrente de eventos orquestrados pelo destino, as estrelas, o universo, Deus, ou qualquer outra força que você possa acreditar.

Natasha tem 17 anos e está vivendo o pior dia da vida dela. Ela só tem algumas horas até que sua família seja deportada para Jamaica e é fazendo uma última tentativa para reverter essa situação e continuar nos EUA que ela conhece Daniel, um garoto Americano-Coreano que está indo fazer uma entrevista para entrar em Yale e cursar medicina, como seus pais ultra tradicionais querem.

Natasha é racional, tem alma e intelecto de cientista. Ela acredita em fatos e dados. Planilhas, porcentagens. Provas. Nada de superstições, destino, poder do universo ou outros elementos que poderiam explicar como ela e Daniel acabam se encontrando e tendo uma ligação tão forte tão rápido. Ele, pelo contrário, é um sonhador. Daniel quer ser um poeta. Ele acredita no poder da poesia, do amor e dos sonhos. Ele é bem fofo, na verdade.

Preciso assumir que eu mesma sou um pouco cética pra certas coisas então no começo foi um pouco difícil aceitar alguma das coincidências e corrente de fatos que juntam Natasha e Daniel. Mas a verdade é que não importa. Acreditando ou não em destino, a história vinga. Ela te faz acreditar, pelo menos por algumas horas, que sim é possível que os planetas se alinhem e todas as forças místicas que existem trabalhem juntas pra fazer duas pessoas viverem o que está escrito pra eles.

E mesmo que você torça o nariz pra coincidências o livro é muito mais que isso. Tem um motivo para OSTÉUE estar sendo tão aclamando pela crítica estrangeira. Ele fala de assuntos importantíssimos de uma forma jovial.

Lista de motivos para amar O Sol Também É Uma Estrela:

1) Imigração. Com a eleição de Donald Trump (que eu gosto de chamar de Filho da Besta), esse assunto está no top 3 de assuntos mais falados no mundo, principalmente nos EUA. Como já ficou claro, essa é a ponte principal do livro. Natasha é uma imigrante ilegal, Daniel nasceu na Terra do Tio Sam, mas seus pais são imigrantes. Deixar seu país natal e ir pra outro em busca de oportunidades e sonhos é um ato de coragem, mas as leis anti-imigração que existem por aí nos fazem esquecer disso.

2) Mix de cultura. Cultura Jamaicana, cultura coreana e cultura negra são tratadas demais durante todo o livro e isso é legal. É muito legal. É maravilhoso. Tem explicação sobre tudo e uma humanização de aspectos dessas culturas que eu achei maravilhoso. Nicola fez quase um papel socioeducativo de uma maneira leve e que entretém ao invés de aborrecer.

3) Romance Inter-racial. Não vou dizer que é a parte mais importante do livro por que tudo nele é sensacional, mas isso é de uma relevância enorme. Nicola não só colocou uma garota negra e um garoto asiático como par romântico, ela ainda trabalhou o preconceito que (pasmem) ainda existe e vem tanto de estranhos que ficam chocados quando veem duas pessoas diferentes juntas, quanto da própria família das personagens.

4) Protagonistas não caucasianos. E agora que eu estou escrevendo isso, percebo que 90% dos personagens da história são todos de etnias não caucasianas. Não quero ser repetitiva mas – atenção – REPRESENTATIVIDADE IMPORTA. O livro é sobre uma garota negra e um garoto de descendência coreana que se encontram e se gostam. Quantos livros assim existem por aí? Quantos livros que romantizam etnias diferentes existem por aí? Eu estou aqui pra enaltecer livros representativos sim!

5) O amor! A juventude! A leveza! A realidade! A história é cheia desses aspectos políticos e sociais incríveis que listei, mas continua sendo um romance adolescente. Continua sendo uma história linda e gostosa de ler que no final te faz lacrimejar e pensar “todo mundo precisa ler isso”.

Então, tendo dito tudo isso, se eu puder dar um conselho pra vocês seria o seguinte: leiam esse livro. Paz.
Lids 05/03/2017minha estante
Concordo com tudo que você disse! Esse livro é cheio de amor, representatividade e temas importantes *-*-*


NALVA 14/03/2017minha estante
Discutir a representatividade é saudável , o que não pode é ficar fazendo militância sobre essa tal representatividade , os autores têm que ter liberdade para criar seus personagens na maneira que quiserem.


Lids 22/03/2017minha estante
Se o autor tem que ter liberdade para criar seus personagens, eles tem que ter liberdade para fazer militância do que eles quiserem também ;)




Consumindo Saga 21/04/2017

Ainda não foi dessa vez que me apaixonei por essa autora...


Assim como minha última resenha, essa será feito unicamente porque sou obrigado a enviar uma review para editora rsrs. Eu não gostei tanto desse livro ao ponto de fazer uma resenha dele, mas vamos lá.

Eu tive grandes problemas com minha primeira leitura da autora “Tudo e Todas as Coisas”, então eu já vim com muito receio em seu segundo romance “O sol também é uma Estrela”. Os livros da Nicola são exatamente dos meus gêneros favoritos, eu poderia ler Jovem/Adulto por toda minha vida numa boa. Eu acho esse gênero muito divertido e dramático ao mesmo tempo, que seria basicamente o resumo da minha personalidade rsrs. Eu só tinha grandes expectativas para essa leitura, porque todos os booktubers que eu sigo idolatraram esse segundo livro da Nicola e eu imaginei que havia chegado o grande momento de eu me apaixonar por um livro dela. Mas não foi o que aconteceu novamente...

Eu acho que a Nicola tem boas histórias para contar, mas não sabe muito bem como fazer isso. Quando eu leio um livro dela, eu me esforço para não ficar comparando com outros livros do mesmo gênero que eu já li na vida. Mas é inevitável perceber o quanto ela tem parágrafos cansativos comparando com outros romances jovens. Principalmente nesse livro, ela faz capítulos com coisas que não acrescentaram nada na história dos protagonistas. Em um certo momento a protagonista vai conversar com uma recepcionista, de repente no próximo capítulo a narração é feita pela recepcionista falando da própria vida. Não desmerecendo a personagem, mas o que me importa, ou o que irá acrescentar na trama principal um capítulo sobre a vida da recepcionista. E isso acontece por diversas vezes com pessoas que ninguém se importa, eu como leitor não tenho o mínimo interesse em saber o que está acontecendo com personagens que só são citados durante a história. Se eles fossem importantes, ou tivesse alguma relevância, mas não, vários capítulos estão lá só por estar. Eu achei completamente desnecessário.

Outra coisa que me irrita muito na autora, é a forma que ela enrola para fluir a história. Os livros dela tem poucos diálogos e muitas estrofes preenchidas apenas pelos pensamentos dos personagens. Isso só faz a narração ser cansativa e tediosa. Eu por vários vezes só passei os olhos pelos parágrafos. Tinha parágrafos falando de ciência e religião, chatos chatos chatos. E imagino que essa autora seja atéia porque é a segunda personagem que eu leio dela que não acredita em Deus e durante o livro em algum momento ela vai falar de religião e pôr seu ponto de vista sobre a criação do universo. A protagonista acreditar em Deus ou não, não muda de modo algum a trama do livro, então não sei porque a autora insiste nisso. Mas enfim..
Meus pontos positivos sobre O sol também é uma Estrela são vários também. A escrita da autora é bem rápida de ler (apesar dos problemas com a narrativa que eu já falei), dá para ler esse livro em um dia com certeza (em um feriado se você tiver tempo). Eu gostei muito do romance também, o livro todo se passa em um dia e no final do dia os protagonistas já estavam dizendo “Eu te Amo” um para o outro, mas o romance foi tão bem construído e fofo que eu acreditei naquele amor de um dia.

Eu posso não ter curtido muita coisa nesse livro, mas a última página é sensacional, a autora fez algo tão mágico e maravilhoso que meu coração já estava em pedaços com aquele final, mas o epílogo foi destruidor, amei muito. É claro que muitos leitores podem não gostar desse lance “amor a primeira vista” então entendo completamente quem não se interessar em ler o livro.

Apesar de toda minha opinião sobre a escrita e a forma como a autora conduz a história, os protagonistas são muito fofos e dá muita vontade de conhecê-los na vida real. Eu com certeza me apeguei mil vezes mais a eles do que ao casal de Tudo e todas as Coisas. Essa seria uma adaptação que eu amaria assistir nos cinemas.

Mas aqui está um enigma pessoal, apesar de eu não ter curtido muito os dois livros da autora (até agora lançados), eu pretendo continuar lendo seus futuros lançamentos até encontrar o livro dela que irá roubar meu coração.

No blog tem as fotos do kit que a arqueiro enviou #maravilhosoooo

site: http://lumenseries.blogspot.com.br/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-um-estrela.html
Vanessa Motaa 05/07/2017minha estante
Ufa! alguém que fez uma resenha que me represente! achei exatamente isso que você escreveu. Não entendi o motivo de tantos pensamentos aleatórios e também me incomoda muito esses finais super ligeiros. Mas, até que curti mais tudo e todas as coisas do que este.




Carlos 17/04/2017

Romance emocionante
Muitos cientistas acreditam que tudo, todas as coisas, estão interligadas em algum nível. E que, por causa disso, tudo afeta tudo, de forma direta ou indireta. Eu escrevi um conto, na época do Natal, que demonstra essa conectividade, e você pode ler AQUI!

Mas, resumindo, suas decisões, por mais inconsequentes que pareçam, podem, e afetam, algum evento no futuro. Se você deixar de ir em uma festa, pode deixar de conhecer a garota, ou garoto, de sua vida. Ou pode conhecer. Você parar para olhar uma vitrine, pode impedir que seja atropelado alguns metros na frente, ou, se não parar, o inverso. Você virar à esquerda, ao invés de virar à direita, pode conduzir sua vida em sentidos totalmente diferentes, ou fazer isso com outra pessoa.

Em essência, são essas escolhas, que muitos chamam de coincidências, que conduzem a vida de Natasha e Daniel, até o momento em que eles se encontram. Natasha é natural da Jamaica e está, juntamente com seus pais, de forma ilegal nos Estados Unidos; Daniel é descendente de coreanos, tem um irmão prepotente, problemático e sem caráter, além de um pai intransigente quanto aos costumes do seu país. Natasha é racional, deseja ser uma cientista. Daniel escreve poesias e almeja coisas da alma. Natasha e família estão para serem deportados por causa de um erro de seu pai. Daniel se apaixona por Natasha. E, nas páginas seguintes a eles se conhecerem, Daniel tenta mostrar para Natasha, que ela também pode se apaixonar por ele. É a razão contra a emoção. A objetividade contra a subjetividade. E, sinceramente? É lindo de se acompanhar.

Eu li algumas resenhas de pessoas reclamando dessas coincidências. Como disse acima, não são coincidências. São atos perpetrados por pessoas, que o leitor acompanha por todas as ramificações que eles criam. Quando você tem a possibilidade, ou capacidade, de vislumbrar toda a teia que une nossas escolhas do dia a dia, você percebe a ligação que elas criam em todos nós. É disso que O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA trata. O que acompanhamos na história de Natasha e Daniel, e o que ocorre ao redor deles, é um reflexo do que ocorre com a gente, mas sem que possamos ver o que nós causamos nas outras pessoas, ou no que elas causam na nossa vida. É um conceito difícil de ser compreendido, ainda mais hoje em dia, onde todos parecem se preocupar apenas com o próprio umbigo.

A narrativa de Yoon é igual à de seu livro anterior, TUDO E TODAS AS COISAS. Capítulos curtos, às vezes com apenas uma página, e alternados entre os dois personagens, algumas explicações e a visão de personagens secundários. Mas a forma como ela faz isso, desta vez, é muito, muito melhor, mais firme, mais dinâmica, mais convincente, mais apaixonante.

Por exemplo, em determinado momento, Natasha cruza com uma segurança no edifício do governo que deporta os imigrantes ilegais. Acontece algo, totalmente corriqueiro, sem importância. No capítulo seguinte, acompanhamos o motivo desse algo sob o ponto de vista da segurança do edifício. E no fim do livro, acompanhamos o que esse pequeno fato isolado significou para a segurança anos depois. É surpreendente! Por quê? Porque é real. Quem nunca passou por alguma coisa, aparentemente sem significado para todos, menos para você? Algo que ninguém percebe, apenas você? E esse algo é lembrado por você anos depois, algo que, de alguma forma, incitou você tomar decisões que podem ter contribuído para mudar o caminho de sua vida.

O mesmo acontece com mais alguns personagens, com maior ou menor importância, durante o dia em que Natasha e Daniel se apaixonam. Nem tudo são eles que causam. Algumas coisas, são os atos dos outros que provocam e acabam afetando a vida do casal. Coisas como, simplesmente, não atender uma ligação, ou esquecer de um compromisso, de uma reunião. E é muito interessante acompanhar o que essas pequenas ações, ou falta delas, podem afetar outras pessoas.

Tudo isso é narrado pela autora na ordem certa em que precisam ser narradas, não necessariamente em uma ordem cronológica. E essa escolha, faz com que o leitor seja surpreendido em diversos momentos, principalmente na última página, quando a esperança de um final feliz se torna quase impossível de acontecer. A autora prova que não. O inesperado, a consequência de algo muitos anos antes, não tem prazo de validade, reflete-se no futuro como ondas provocadas por uma pedra que caiu no meio de um lago. Elas vão se espalhando, até atingirem a margem. Ou apenas esperam o momento certo para que duas pessoas possam, finalmente, encontrarem a felicidade.

Uma confissão: chorei muito no final desse livro, mas não de tristeza.

site: http://www.gettub.com.br/2017/03/o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
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Mania de Livro 16/06/2017

Representatividade, diversidade e intensidade
A primeira coisa que eu gostaria de falar é: DIVERSIDADE. Eu nem me lembro da última vez que peguei um livro e o protagonista não era branco, ou não tinha olhos claros e cabelo liso.

Esse livro, que começa já derrubando forninhos, conta a história de Natasha e sua família, prestes a serem deportados para a Jamaica - o país de origem. Ela tem muita dificuldade de aceitar isso, por achar tão injusto a forma como tudo aconteceu... Seu pai, bêbado, contou sua história de imigrante ilegal, sem querer, a um policial. Dois meses depois, as malas estavam prontas. Ela só tem mais um dia nos EUA, mas quer lutar até o último minuto por sua pequena chance em permanecer ali.

Do outro lado, temos Daniel, um coreano com sérios questionamentos sobre o seu futuro. Quem foi que disse que a gente só é bem sucedido se faz faculdade e segue uma carreira?

No meio desse turbilhão de sentimentos, os dois irão usar aquele dia como uma oportunidade do destino... Não somente para que conheçam um ao outro, mas também para que cada um se conheça melhor.

Esse livro é diversidade pura até nos mínimos detalhes! A temática é super delicada, mas Nicola Yoon abordou de uma forma respeitosa e sensível, em uma linguagem simples e apaixonante. O que é visto nessas páginas não deixa de ser a realidade e o medo constante de muitos imigrantes e por isso a leitura se tornou tão intensa (na minha opinião).

Eu amei o quanto cada um ajudou o outro. O livro me mostrou o quanto nós fazemos diferença na vida de alguém... A diferença que um simples abraço, ou um “eu te entendo”, ou somente um “obrigada” pode fazer. Adorei acompanhar o amadurecimento desses personagens que se tornaram cativantes durante a leitura.

Os capítulos são curtos e a história é bem direta, narrada pelo Daniel ou pela Natasha - alguns capítulos contam a história de personagens secundários. Como várias pessoas narram, você consegue ver o ponto de vista de cada um - isso enriquece tanto a história! Eu amo! Tudo é feito de forma simples, em uma linguagem tão funcional. A leitura voa!

Me senti abraçada por esse livro até a última linha. Quero recomendar pra todo mundo, não importa a idade, o sexo, a cultura... Leia e se apaixone por essa história também!

site: https://www.instagram.com/_maniadelivro/
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Lorrane 10/07/2017

Resenha - O Sol Também é Uma Estrela / Dreams & Books
"Talvez parte de se apaixonar por alguém também seja se apaixonar por si mesmo."

Meu primeiro contato com a escrita da Nicola Yoon foi com a leitura de Tudo e Todas as Coisas, feita recentemente. Ele me proporcionou uma montanha russa de sentimentos, a experiência com a leitura foi maravilhosa e eu já sabia o que esperar.

Meu primeiro contato com a escrita da autora me deixou preparada para um livro fluido, envolvente, viciante e apaixonante. Ele me deixou avisada que eu iria ser conquistada logo nas primeiras páginas, que eu iria amar, que ele sempre teria um lugar no meu coração.

Eu estava avisada, porém não estava preparada para a magnitude que é O Sol Também é Uma Estrela. O livro escrito por Nicola Yoon me conquistou de uma tal forma que é impossível descrever. O que sinto por essa história, seus personagens e tudo o que ela representa é amor na sua mais sublime forma.

"A boca faminta da sua solidão queria engoli-la inteira."

Minha experiência com a leitura desse livro não poderia ser mais perfeita. Eu me vi completamente sugada para dentro da história logo nas primeiras páginas. Até mesmo pensar em largá-lo, por alguns minutos que fosse, me parecia impossível. Eu vivi, respirei e me alimentei dessa história. Não sobrou lugar na minha vida mais para nada.

A escrita da autora que já era maravilhosa conseguiu evoluir ainda mais, mesmo isso não parecendo possível. A sua forma tocante e singela de transmitir mensagens tão importantes sem dúvida, é digna de nota.

A forma de escrever da Nicola é aquele tipo raro de escrita que te faz sentir que você precisa de doses de suas palavras para continuar respirando. É aquela forma de escrever que te faz se lembrar o porquê de você amar tanto ler.

"Ele era um planeta exótico e eu era seu satélite predileto.
Mas ele não é nenhum planeta, é só a última luz desbotada de uma estrela morta."

É necessário destacar a diagramação maravilhosa desse livro: páginas amareladas, fonte em tamanho ideal e pequenas ilustrações no início de cada capítulo o deixam ainda mais lindo!

Isso sem falar nessa capa! O que dizer dessa capa lindíssima? Eu não me canso de olhá-la! Ela é perfeita e não poderia combinar mais com a história.

A editora Arqueiro, sem dúvida, está de parabéns por todo o carinho que dedicou a O Sol Também é Uma Estrela.

"(...) Têm a sensação de que a duração de um dia é mutável, e que do início jamais dá para ver o final. Têm a sensação de que o amor muda todas as coisas o tempo todo.
É para isso que existe o amor."
www.dreamsandbooks.com
Foto por Dreams & Books.
Instagram @dreamsebooks
Além de todas as maravilhas desse livro que já citei, há algo nele que precisa ser exaltado, destacado e aplaudido: a representatividade!

Na resenha de Entre 3 Mundos eu falei da falta de representatividade negra na literatura. Além dela temos uma escassez extrema de representação de pessoas que destoem do que a sociedade vê como bom e aceitável. Como eu mencionei na resenha de Triângulo de Quatro Lados a padronização de personagens é algo nocivo e que deve ser evitado.

Nicola Yoon conseguiu a façanha de passar longe dessa padronização! A diva conseguiu em apenas um livro trabalhar protagonismo negro, protagonismo asiático, relação inter-racial, imigração, preconceito, esteriótipos... Além de conseguir falar sobre relação familiar, sonhos e é claro, amor.

Tudo foi trabalhado de uma forma incrivelmente bem pensada. A autora nos trouxe personagens reais cheios de medos, defeitos, qualidades, anseios... pessoas como você e eu. Não vemos pessoas perfeitas, com corpos perfeitos e vidas perfeitas. Nicola Yoon possibilita olhar os personagens e ver um pouquinho de si em cada um deles. E isso não poderia ser mais maravilhoso!

"Ás vezes o mundo da gente balança com tanta força que é difícil imaginar que quem está ao redor não perceba também."

Há alguns livros que eu tenho muita dificuldade de escrever sobre eles e O Sol Também é Uma Estrela felizmente não é um desses. Eu poderia falar e falar e falar dele e nunca me cansaria. Sempre teria alguma faceta dele para destacar e enaltecer. Porém, essa resenha precisa terminar em algum momento, não é mesmo?

Possui a concluo com o meu apelo e recomendação para que dê uma chance a esse livro, não importando se esse não seja o seu gênero favorito. Dê uma chance ao livro, dê uma chance a autora! Se permita conhecer essa história cheia de representatividade, realidade, crueldade, sonhos, medos, dúvidas, amor, diversidade, descobertas... Enfim, cheia de vida!
Fato Observável: Você não irá se arrepender.
Fato Observável: E ainda irá me agradecer.

"Fato Observável: eu não acredito em magia.
Fato Observável: nós somos magia."

site: www.dreamsandbooks.com
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Ana 16/03/2017

Pqp que final! Sem palavras
Surreal
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Thalia 22/05/2017

Essa é uma história única que não é somente focada no romance, mas, por trás toca em assuntos como racismo, cultura negra e cultura coreana. E o mais incrível é que é contada por três pontos de vista: o de Natasha, Daniel e do Universo. Vale a pena a leitura.
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Ana Luiza 23/05/2017

Divertido, poético e apaixonante!
A HISTÓRIA
Natasha não é do tipo que acredita em milagres, mas ela bem que podia se aproveitar de um. Apesar de ter nascido na Jamaica, a garota cresceu nos Estados Unidos. Contudo, sua família imigrou de forma ilegal e, agora que seu pai estragou tudo mais uma vez, eles estão sendo deportados de volta. Natasha e a família precisam deixar Nova York em 12 horas, contudo, a garota não quer aceitar o destino e decide aproveitar o tempo que lhe resta para tentar consertar as coisas.

“- E se eu dissesse que poderia fazer com que você se apaixonasse por mim cientificamente?
- Eu acharia ridículo – respondo. - E muito.” Natasha, pág. 69

Daniel é filho de imigrantes coreanos, mas nasceu e cresceu nos Estados Unidos. Assim, está preso em um limbo: para os pais, ele nunca será suficientemente coreano, mas, para o resto do país, ele também não é 100% americano. Mas Daniel não se importa com esse tipo de coisa: ele já aprendeu a aceitar as coisas como são. Por exemplo, por mais que ame poesia e não saiba se realmente quer ir para a faculdade, ele vai seguir o desejo dos pais e se tornar um médico na Universidade de Harvard. Mas, para isso, Daniel precisa comparecer a uma entrevista com um ex-aluno de Harvard, algo que ele não está nem um pouco ansioso para fazer.

E é no pior dia da vida de Natasha e no dia que vai decidir o futuro de Daniel que eles se conhecem, mas não exatamente ao acaso. Um variado número de fatores (e pessoas) os levam a estar na mesma rua, na mesma hora, mas, é a atração física que faz Daniel tentar uma chance com a garota mais bonita que ele já viu. Contudo, Natasha não está nem um pouco interessada em conhecer alguém, ainda mais quando pode estar bem longe do país em menos de 12 horas. Mas, Daniel, que nunca foi do tipo corajoso, resolve não desistir e propõem, logo quando percebe que Natasha não acredita em destino e paixão à primeira vista como ele, que eles façam um pequeno experimento que, de acordo com a ciência, os levaria a se apaixonar.

“- Que bom que você acha engraçado – declara ele.
- Qual é! Tragédia é um negócio engraçado.
- Estamos numa tragédia? - pergunta ele, agora com um sorriso legal.
- Claro. A vida não é isso? No fim, todos nós morremos.” Natasha, pág. 118

Natasha, que acredita em fatos e em ciência, logo percebe que Daniel, um poeta, não combina em nada com ela, mas acaba aceitando o desafio. Assim, eles andam juntos por Nova York, tentando descobrir o que será de seu futuro, ao mesmo tempo em que conhecem um ao outro. Natasha é completamente racional, enquanto Daniel é um romântico, mas eles acabam se dando bem, mesmo tendo tudo para dar errado. Mas será que um dia de paixão, aventuras e confissões será o suficiente para garantir que eles tenham um felizes para sempre?

(...)

CONCLUSÕES FINAIS
O Sol Também É Uma Estrela é aquele tipo de livro para se devorar de uma vez só, mas que acaba ficando na sua mente por muito tempo depois do fim da leitura. A partir de um início aparentemente clichê, o livro nos entrega personagens únicos e fortes, além de representativos, e uma história de amor jovem emocionante. Abordando temas como racismo, cultura jamaicana e coreana, o medo do futuro, as dificuldades das relações familiares, sonhos, desejos e medos da juventude, O Sol Também É Uma Estrela se torna uma obra surpreendente, marcante e muito cativante.

Com muitas risadas, suspiros e algumas lágrimas, a obra nos leva a refletir e mostra como nosso mundo caótico e incerto guarda pequenas alegrias e momentos especiais, além de pessoas apaixonantes, que fazem a vida não só valer a pena, como algo belo e especial. O Sol Também É Uma Estrela foi uma leitura que me deixou inspirada, apaixonada pela vida e suas possibilidades, além de bastante curiosa para conhecer mais obras da autora. E claro que recomendo esse livro para todos!

LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO:

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2017/05/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela-nicola-yoon.html
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