O Sol Também é Uma Estrela

O Sol Também é Uma Estrela Nicola Yoon




Resenhas - O Sol Também é Uma Estrela


53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Bia 15/02/2017

Seria melhor sem o romance
"O Sol Também É Uma Estrela" é um jovem adulto contemporâneo que vem causando bastante rebuliço no universo literário. Nicola Yoon inova ao criar uma obra com basicamente todos os temas que estão em voga na atualidade, além de complementar sua narrativa com um romance predestinado entre os protagonistas.
Sendo minha primeira experiência com a autora e sua escrita, pode-se dizer que o resultado final da leitura foi bem agradável, ainda que algumas coisas aqui realizadas me incomodaram um pouco. Antes de irmos para o "prós e contras" do livro, é essencial fazer um breve resumo do enredo abordado.
A obra de Yoon, conta a estória de Natasha e Daniel, dois personagens opostos que se atraem de maneira inexplicável. Tasha é a garota racional e científica que não acredita em destino ou acasos. Para ela a vida é uma sucessão de fatos que podem ser explicados de maneira lógica e quase sempre são consequências de suas ações (onde toda ação tem uma reação).
Já Daniel é o oposto da garota. Com alma de poeta e romântico incurável, o rapaz acredita em teorias onde universos paralelos existem e o destino irá proporcionar e lhe mostrar aquilo que você deve fazer na vida (onde tudo já estava escrito e fadado a acontecer).
Um belo dia, Daniel tinha uma entrevista marcada para conseguir entrar na faculdade de Yale (seus pais coreanos queriam que ele fizesse medicina e fosse um adulto bem sucedido) quando ele encontra Natasha andando distraída na rua e decide seguir a moça, porque algo dentro dele dizia que eles estavam destinados a se conhecerem.
Porém, Daniel mal imaginava a peça que o destino lhe pregaria ao fazê-lo conhecer Natasha. A moça, que aparentemente era sua alma gêmea, estava vivendo seu último dia nos Estados Unidos. Sua família jamaicana, vivia ilegalmente no país há anos e por um erro de seu pai, as autoridades descobriram a situação irregular deles e estavam deportando o grupo todo.
Então nesse último dia em solo americano, Daniel e Natasha vivem toda sua estória de amor que qualquer adolescente de 17 anos sonha viver (e basicamente o livro resume-se a esse enredo).
Apesar da estória em si ser algo bem simples, o que faz o leitor ficar fixado no livro é a escrita poética e lírica de Nicola Yoon. A autora literalmente usou e abusou de todas as figuras de linguagem existentes. Em quase todos os capítulos ela fazia analogia das coisas e dos sentimentos dos personagens, aumentando ainda mais o romantismo já presente na narrativa.
Além disso a obra era narrada em primeira pessoa sobre o ponto de vista de Natasha e Daniel. Porém, a autora intercalava os capítulos do casal, com estórias de personagens secundários (e explicações históricas de palavras), narradas em terceira pessoa. Era como se a própria escritora abrisse um parênteses no meio do enredo para contar ao leitor fatos curiosos que envolviam todo o universo no qual os protagonistas estavam inseridos, ampliando o tom profético de que o cosmo é capaz de interferir na vida de todo ser humano.
Então foi impossível não apaixonar-se pelo modo de escrever e contar estórias, adotado pela autora. Sua maneira, não tão convencional de narrar, permitiu também a expansão de outros temas dentro do romance. Ao invés de ficar presa na ideia principal, que seria contar a estória da imigração/deportação da família de Natasha, a autora desenvolve várias outras questões como: religião; divórcio; depressão; amadurecimento; culturas distintas; racismo; relacionamento dos jovens com os pais entre outros diversos assuntos pertinentes ao mundo dos protagonistas.
Considerei esses fatos como diferenciais da obra, pois mesmo ela sendo destinada a um público jovem, ainda é possível para um adulto identificar-se com alguns dos tópicos abordados. Por exemplo, consegui compreender vários dos dilemas e pensamentos de Natasha, com relação a vida e seu convívio com o pai (que foi o causador dos seus maiores problemas).
E foi a protagonista feminina a razão de ter lido esse livro até o fim, já que Daniel não chamou minha atenção com seus dilemas e muito menos sua personalidade. Natasha foi a verdadeira heroína da obra, ela tinha uma estória tão original e bonita de ler. Fiquei extremamente fascinada com seu enredo e mesmo ela sendo um pouco convencida e "too cool for school" gostaria que a autora tivesse feito "O Sol Também É Uma Estrela" um livro só dela. (e termina aqui os prós e começa agora os contras do livro).
Fiquei surpresa comigo mesma, pois pela primeira vez não consegui gostar do personagem romântico da obra, achei Daniel um pouco chato e insistente. Seus dilemas com relação ao que fazer na vida; ir contra os desejos dos pais; e ficar obsessivo com Natasha de maneira tão veemente, fizeram-me desgostar do moço. Talvez o público alvo ao qual se destina o livro será capaz de identificar-se mais com o protagonista masculino, no meu caso que já sou uma pessoa idosa, seu enredo foi pouco interessante.
O que nos leva ao problema máximo desse livro que foi a construção do romance digno de reality show do "Big Brother" (sabe quando os participantes entram na casa e conhecem a pessoa de manhã e de noite tem eliminação surpresa, aí a pessoa que eles conversaram saí e eles ficam chorando como se tivessem amputado um membro do corpo? pois é, foi exatamente assim que o romance aconteceu aqui).
Não é surpresa nenhuma que esse livro teria o famoso instalove, a sinopse da obra praticamente grita isso para o leitor. Porém, fui de coração aberto e mesmo não tendo gostado de Daniel, confesso que no começo da leitura estava aceitando tranquilamente o desenvolvimento do relacionamento dos garotos.
No entanto, quando nos aproximamos do desfecho da narrativa, a autora literalmente exagera na profundidade dos sentimentos dos protagonistas que apenas passaram umas 8 horas juntos. Eu, amargurada que sou, não consigo acreditar que é possível você declarar amor eterno para uma pessoa que você só conheceu há poucas horas e por isso acabei tirando uma estrela e meia da classificação final da obra.
Pois, no final, o que era para ser um livro mais voltado para as questões sociais e culturais dos protagonistas, transformou-se em uma releitura de "Romeu e Julieta" onde os dois protagonistas só não morreram literalmente de amores, pois não estavam na Idade Média e era possível manterem o contato graças as invenções modernas.
A efemeridade e intensidade do romance, junto com o personagem de Daniel, foram os únicos problemas do livro. Todavia, acredito que essa é uma obra extremamente subjetiva e cada leitor irá ler e interpretá-la de maneiras distintas (já que cada um de nós tem uma visão diferente de mundo).
Aqueles que embarcarem no mesmo pensamento da autora (de que o universo conspira para as coisas acontecerem), com certeza adorarão o livro. Já, os que não acreditam mais na existência desse "amor miojo" (ou na participação do acaso na vida das pessoas), também poderão aproveitar a leitura, desde que leiam esse livro com o coração e mente abertas (ignorando sempre a semelhança que essa obra apresenta com outros livros do gênero). No fim, vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo .)

site: beahreads.blogspot.com.br
Evy 15/02/2017minha estante
Eita :/
Tive uns probleminhas com Tudo e Todas as Coisas, tava mais esperançosa com esse.


Bia 15/02/2017minha estante
Evy, nem li Tudo e Todas as Coisas, pois li várias resenhas negativas q acabaram me desanimando um pouco .\ Mas esse até que foi legalzinho, o único problema é q o romance foi muito intenso e rápido, então ficou difícil acreditar nele (pelo menos pra mim). Tenta ler pra ver se gosta .)


Leila 17/02/2017minha estante
Na verdade, acho que todos os romances arrebatadores para o público em geral se baseiam em "estava escrito nas estrelas", literalmente como em "A culpa é das estrelas" do John Green. A autora quis refletir sobre esse aspecto, e essa parece ter sido a parte interessante - a que questiona e contrasta.
Fiquei curiosa, mas não sei se leria. Não tenho predileção por livros com protagonistas de 17 anos, mas às vezes eles podem nos surpreender.


Luísa Nolasco 21/02/2017minha estante
Bela resenha!


Sil 24/02/2017minha estante
Hahaha também sou idosa e os contras mencionados por você costumam me irritar muito nos livros atuais. Adorei a resenha, abraços


Lids 05/03/2017minha estante
Esse livro não é sobre "amor destinado"! É sobre tudo bem você acreditar ou não nisso, acreditar em destino ou coincidência, de qualquer forma as coisas vão acontecer e nós vamos reagir a elas de acordo :)




Resenhas Teen. 13/04/2017

O Sol Também é Uma Estrela
Oie pessoal! Tudo bem com vocês?
Hoje trago a resenha do livro O Sol Também é uma Estrela, meu primeiro contato com a escrita da Nicola Yoon, e não poderia ter sido melhor.
O livro nos conta história de dois personagens que se conheceram no momento certo, mas na hora errada, mas como assim Nay?
Daniel é filho de imigrantes Coreanos, vive desde que se entende por gente nos Estados Unidos da América e está fadado a cursar uma faculdade de medicina para agradar os pais.
Já Natasha é filha de imigrantes ilegais Jamaicanos, vivem nos Estados Unidos desde seus oito anos de idade, e está para ser deportada de volta para a Jamaica.
Mas por mais cética que nossa personagem principal fosse, nosso amado Universo resolveu conspirar ao seu favor e provar que sim, pode-se apaixonar em um dia.
Daniel e ela se conheceram por acaso, ele procurava uma pista da existência de Deus e esse lhe mostrou que existia lhe apresentando Tasha.
Nosso personagem principal fez papel de louco ao seguir ela para uma loja de Disco e logo depois salvá-la de um quase atropelamento, convidando-a assim logo em seguida para um café.
São dois personagens completamente diferente um do outro, não é algo clichê é a pura realidade: ele coreano, ela jamaicana, ele é sonhador, ela prática e cética.
Mas no final os dois provam para si mesmo que foram feitos um para o outro, mas é nesta parte que entra a hora errada, nem sempre o amor consegue mudar as coisas, mas ele persiste através do tempo...
Foi um livro perfeito demais de se acompanhar, uma história leve e cheia de emoções que quase me fez chorar, ele tem pontos que mexem fundo na gente, com nossas emoções e sentimentos.
Não conhecia a escrita e muito menos as histórias que a Nicola cria, até que solicitei esse livro, estou louca para realizar a leitura de Tudo e Todas as Coisas e se esse livro for tão perfeito quanto esse, galerinha pense numa leitora que irá surtar.
Essa obra me ensinou muitas coisas, tanto em relação ao seu enredo, quanto ao seu desenvolvimento, à parte escrita mesmo.
Como todos sabem sou escritora também estou bem no começo, mas amo demais o que faço e com isso sempre leio alguns comentários e criticas quanto a estruturação de um livro, de uma história.
Muitos têm uma ideia fixa de que para um capítulo ser bom, ele tem que ter não sei quantas palavras, caracteres etc e eu ainda quando somente lia e não escrevia era contra essa ideia.
Para mim, um capítulo bom é aquele que nos apresenta o principal da história, daquilo que nele será composto, não importando a sua quantidade de palavras etc.
E O Sol Também é uma Estrela, provou que a minha teoria e a de muitos outros escritores está correta, quem já realizou a leitura desse livro sabe do que estou falando, para quem ainda não a fez, aqui vai à explicação.
Encontramos no decorrer do desenvolvimento da obra, capítulos pequenos, grandes, de uma frase só (sim você leu correto) e assim vai, a autora mostrou que para um livro ser “perfeito”, e principalmente bem escrito ele não precisa de muita coisa.
Nicola Yoon, escrevia o necessário para cada capítulo, ela nos mostrava o principal dele, sem se importar com o que as pessoas acham ou não correto.
Tem dois capítulos em si que me chamou bastante a atenção, uma por ser um palavrão e outra que ele começava em um personagem e acabava em outro.
Em um capítulo tínhamos a visão do Daniel, ele começava a pronunciar o palavrão e no outro tínhamos a visão da Tasha que terminava a pronuncia e pensem em dois capítulos que líamos e pensávamos: tudo o que tinha que ser dito neles, foi.
Não ficavam espaços abertos, nem aquela sensação de estar faltando algo e não pensem que isso é porque os capítulos eram de um palavrão, todos os capítulos não importando seu tamanho transmitiam essa sensação!
Alguns eram compostos por dois ou três parágrafos, outros por uma poesia e assim iam, e detalhe cada um deles era narrado por um personagem diferente.
Em alguns momentos se seguiam vários capítulos somente do Daniel e da Natasha, em outros encontrávamos a visão dos pais dos nossos personagens, pensamentos do próprio universo e às vezes também a visão de personagens secundários.
A autora soube construir e desenvolver esse livro/história tão magnificamente que com toda a certeza o utilizarei como base para meus próprios livros.
Outra coisa que amei nesse livro, foi como a autora dividiu os capítulos, eles não seguiam aquele básico de: Capítulo Um e história, eles eram compostos assim: Natasha e história, Universo (o ponto de vista dele sobre algo) história.
É algo formidável esse livro, não tenho palavras para descrever quanta coisa eu aprendi lendo ele!
Mas parando agora de falar sobre a parte técnica dele e vamos falar um pouco sobre a história.
Acredito que todos vocês já devem estar cansados de me ouvir falar no quanto eu acredito no amor verdadeiro certo?
Bom, lamento muito informar, mas irei falar um pouco mais dele aqui nesta resenha também.
A história toda desse livro se passa exatamente em um dia, não foi corrido, não ficou nós desamarrados, foi perfeito, a autora nos mostrou que podemos fazer muitas coisas em um dia só, principalmente nos apaixonar.
Daniel tinha uma entrevista para Yale, Natasha um horário com um advogado de imigração, e no meio tempo de tudo isso eles desenvolveram uma amizade, conheceram os pais um do outro, criaram expectativas, conversaram e criaram teorias sobre tudo e os principais se conheceram mais tanto quanto um do outro quanto de si mesmo.
Eles olharam para o presente, passados e futuro e enxergaram suas vidas sobre perspectivas diferentes, viram o que uma pessoa pode fazer na vida da outra.
A autora nos mostrou que algum acontecimento insignificante sobre um olhar amplo, pode estar atrelado a nossa vida sem que nós nos déssemos em conta.
Ela nos mostra o quão complexo pode ser um dia, seus acontecimentos e consequências, o quanto um pensamento egoísta pode custar a vida de uma pessoa, uma família.
Que muitas vezes vivemos a vida de uma pessoa que não somos para agradar alguém, que por causa disso muitas vezes abrimos a mão de nossa felicidade e quando vemos já é tarde demais para se concertar.
E principalmente a autora mostra, que nem sempre somos o que as pessoas enxergam, é aquela frase básica da vida: não julgue ou trate mal uma pessoa pelo o que ela demonstra, você não sabe o que se passa na vida dela...
Por fim, o mais incrível desse livro é que a autora não nos dá de presente um feliz para sempre como nos contos de fadas, mas sim a realidade nua e crua, da qual corremos atrás dos nossos felizes para sempre, nos mostra que por mais que não tenha dado certo no passado, no futuro pode dar.
E o mais importante: viva cada dia como se fosse o seu último, é uma frase forte, mas que se olhada por todos os ângulos fará sentindo, o Universo está de olho em nós, então viva, chore, cante, dance, seja autentico, corra atrás do que você ama, que por mais complicado que a vida seja no final ela sempre nos surpreende!
Enfim, espero que tenham gostado da dica de hoje, quem ainda não leu, leia, pois não irá se arrepender e quem já leu me contem o que acharam

site: http://resenhasteen.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Yuki 17/04/2017

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela.
O encontro de Daniel e Natasha pode ter sido algo predestinado ou uma coincidência, o Universo pode ter dado uma forcinha ou foi apenas uma reação de suas escolhas, seja o que for não importa, porque esse encontro aconteceu e, agora, ambos têm apenas um dia para aproveitá-lo.

“Donald não sabe direito o que o Universo estava tentando dizer ao lhe tirar a filha única, mas o que aprendeu foi o seguinte: ninguém pode colocar preço em todas as perdas. E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante.”

Natasha é uma imigrante ilegal da Jamaica nos Estados Unidos e ao invés de estar em casa, arrumando as malas para ser deportada, ela está lutando para ficar, tentando arrumar um jeito de não ser mandada embora, porque aquele país é seu país, é seu lar.

Daniel é um americano-coreano de primeira geração, ou seja, é filho de pais coreanos nascido nos Estados Unidos, ou seja, seu dever é ser médico. Mas ele não quer medicina. Ele é um artista, um poeta.

Não existe muito o que se dizer além disso, porque o livro é sobre duas pessoas que se encontram, que são perfeitas uma para a outra, mas que não tem tempo para serem perfeitas uma para outra, todos os segundos estão contados, todos os segundos contam.

“Será que ele precisa mesmo que eu fale que todos os segundos importam?
Que nosso Universo surgiu no intervalo de uma respiração?”

No meio do caminho, várias histórias são contadas sobre vários personagens, histórias que aconteceram e ainda vão acontecer, histórias que se entrelaçam e se modificam, histórias que importam independente de quem seja, sobre o que seja.

Tudo gera uma reação, tudo foi causado por alguma outra coisa que aconteceu antes. Não existe uma coisa intocada, é como o primeiro capítulo do livro diz: "se você quiser fazer uma torta de maçã desde o início, precisa primeiro inventar o Universo".

"As pessoas cometem erros o tempo todo. Erros pequenos, como pegar a fila errada para a caixa do supermercado. A fila onde está a mulher com cem cupons de desconto e um talão de cheques.
Às vezes a gente comete erros de tamanho médio. Vai para a faculdade de medicina em vez de ir atrás da nossa paixão.
Às vezes comete erros grandes.
Desiste."

Essa não é a história que eu imaginei quando comecei a ler, o protagonismo não está nem nos personagens que acreditei. Daniel e Natasha são personagens de outra história, uma história mais importante – ao menos para mim isso foi assim: a Vida.

Aprenda com os erros, aprenda com as coisas ruins que acontecem e, de alguma forma, existem pessoas que tentam fazer a mesma coisa para os outros, fazê-los sentir a mesma dor que sentiu, mas também existe pessoas que tentam evitar que algo desse tipo aconteça.

O sol também é uma estrela é aquele livro que até ler o último capítulo, está na última folha, na última frase, palavra, letra... você ainda fica esperando pela felicidade, pelo “e viveram felizes para sempre”.

"Durante o dia inteiro acreditei que estávamos destinados um ao outro. Que todos os lugares e pessoas, e todas as coincidências, estavam nos empurrando para ficarmos juntos para sempre. Mas talvez isso não seja verdade. E se essa coisa entre nós estivesse destinada a durar somente um dia? E se formos as pessoas intermediárias um do outro, uma parada na estrada que ruma a outro lugar? E se formos apenas um desvio na história de outra pessoa?"

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela. O sol também é uma estrela e existem várias no céu. O sol também é uma estrela, mas você pensa que ele é a mais importante e se esquece que existe várias outras iguais a ele. O sol também é uma estrela, mas ele é a mais importante porque é a nossa estrela. Você também é uma estrela. Você sempre pensa que sua história é a mais importante de todas, mas é apenas uma no meio de tantas; você pensa que é mais uma em meio a tantas, mas você é você e isso é importante.

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
comentários(0)comente



Jana 27/02/2017

Eu vim aqui pra enaltecer!
Eu vim aqui pra enaltecer!
Várias coisas me fizeram amar O Sol Também é uma Estrela e eu vou lista-las pra vocês.

Quero começar dizendo que eu já tinha 90% de certeza que eu acabaria amando essa história. Só não tinha 100¨% por que nada nessa vida é garantido. Mas a capa maravilhosa, a sinopse e, o mais importante de tudo, o fato de ser um livro escrito pela Nicola Yoon me deram segurança e me fizeram comprar o e-book assim que eu pude.

Vi o livro em listas de mais vendidos dos EUA e em várias listas de melhores livros de 2016. Em algumas dessas listagens de livros que marcaram o ano, OSTÉUE (em inglês, The Sun Is Also A Star) aparecia como o único livro YA. Pensei comigo mesma que esse livro deveria ser maravilhoso. E é.

Tudo se passa em um único dia em Nova Iorque em que Natasha e Daniel se conhecem devido a uma corrente de eventos orquestrados pelo destino, as estrelas, o universo, Deus, ou qualquer outra força que você possa acreditar.

Natasha tem 17 anos e está vivendo o pior dia da vida dela. Ela só tem algumas horas até que sua família seja deportada para Jamaica e é fazendo uma última tentativa para reverter essa situação e continuar nos EUA que ela conhece Daniel, um garoto Americano-Coreano que está indo fazer uma entrevista para entrar em Yale e cursar medicina, como seus pais ultra tradicionais querem.

Natasha é racional, tem alma e intelecto de cientista. Ela acredita em fatos e dados. Planilhas, porcentagens. Provas. Nada de superstições, destino, poder do universo ou outros elementos que poderiam explicar como ela e Daniel acabam se encontrando e tendo uma ligação tão forte tão rápido. Ele, pelo contrário, é um sonhador. Daniel quer ser um poeta. Ele acredita no poder da poesia, do amor e dos sonhos. Ele é bem fofo, na verdade.

Preciso assumir que eu mesma sou um pouco cética pra certas coisas então no começo foi um pouco difícil aceitar alguma das coincidências e corrente de fatos que juntam Natasha e Daniel. Mas a verdade é que não importa. Acreditando ou não em destino, a história vinga. Ela te faz acreditar, pelo menos por algumas horas, que sim é possível que os planetas se alinhem e todas as forças místicas que existem trabalhem juntas pra fazer duas pessoas viverem o que está escrito pra eles.

E mesmo que você torça o nariz pra coincidências o livro é muito mais que isso. Tem um motivo para OSTÉUE estar sendo tão aclamando pela crítica estrangeira. Ele fala de assuntos importantíssimos de uma forma jovial.

Lista de motivos para amar O Sol Também É Uma Estrela:

1) Imigração. Com a eleição de Donald Trump (que eu gosto de chamar de Filho da Besta), esse assunto está no top 3 de assuntos mais falados no mundo, principalmente nos EUA. Como já ficou claro, essa é a ponte principal do livro. Natasha é uma imigrante ilegal, Daniel nasceu na Terra do Tio Sam, mas seus pais são imigrantes. Deixar seu país natal e ir pra outro em busca de oportunidades e sonhos é um ato de coragem, mas as leis anti-imigração que existem por aí nos fazem esquecer disso.

2) Mix de cultura. Cultura Jamaicana, cultura coreana e cultura negra são tratadas demais durante todo o livro e isso é legal. É muito legal. É maravilhoso. Tem explicação sobre tudo e uma humanização de aspectos dessas culturas que eu achei maravilhoso. Nicola fez quase um papel socioeducativo de uma maneira leve e que entretém ao invés de aborrecer.

3) Romance Inter-racial. Não vou dizer que é a parte mais importante do livro por que tudo nele é sensacional, mas isso é de uma relevância enorme. Nicola não só colocou uma garota negra e um garoto asiático como par romântico, ela ainda trabalhou o preconceito que (pasmem) ainda existe e vem tanto de estranhos que ficam chocados quando veem duas pessoas diferentes juntas, quanto da própria família das personagens.

4) Protagonistas não caucasianos. E agora que eu estou escrevendo isso, percebo que 90% dos personagens da história são todos de etnias não caucasianas. Não quero ser repetitiva mas – atenção – REPRESENTATIVIDADE IMPORTA. O livro é sobre uma garota negra e um garoto de descendência coreana que se encontram e se gostam. Quantos livros assim existem por aí? Quantos livros que romantizam etnias diferentes existem por aí? Eu estou aqui pra enaltecer livros representativos sim!

5) O amor! A juventude! A leveza! A realidade! A história é cheia desses aspectos políticos e sociais incríveis que listei, mas continua sendo um romance adolescente. Continua sendo uma história linda e gostosa de ler que no final te faz lacrimejar e pensar “todo mundo precisa ler isso”.

Então, tendo dito tudo isso, se eu puder dar um conselho pra vocês seria o seguinte: leiam esse livro. Paz.
Lids 05/03/2017minha estante
Concordo com tudo que você disse! Esse livro é cheio de amor, representatividade e temas importantes *-*-*


NALVA 14/03/2017minha estante
Discutir a representatividade é saudável , o que não pode é ficar fazendo militância sobre essa tal representatividade , os autores têm que ter liberdade para criar seus personagens na maneira que quiserem.


Lids 22/03/2017minha estante
Se o autor tem que ter liberdade para criar seus personagens, eles tem que ter liberdade para fazer militância do que eles quiserem também ;)




Carlos 17/04/2017

Romance emocionante
Muitos cientistas acreditam que tudo, todas as coisas, estão interligadas em algum nível. E que, por causa disso, tudo afeta tudo, de forma direta ou indireta. Eu escrevi um conto, na época do Natal, que demonstra essa conectividade, e você pode ler AQUI!

Mas, resumindo, suas decisões, por mais inconsequentes que pareçam, podem, e afetam, algum evento no futuro. Se você deixar de ir em uma festa, pode deixar de conhecer a garota, ou garoto, de sua vida. Ou pode conhecer. Você parar para olhar uma vitrine, pode impedir que seja atropelado alguns metros na frente, ou, se não parar, o inverso. Você virar à esquerda, ao invés de virar à direita, pode conduzir sua vida em sentidos totalmente diferentes, ou fazer isso com outra pessoa.

Em essência, são essas escolhas, que muitos chamam de coincidências, que conduzem a vida de Natasha e Daniel, até o momento em que eles se encontram. Natasha é natural da Jamaica e está, juntamente com seus pais, de forma ilegal nos Estados Unidos; Daniel é descendente de coreanos, tem um irmão prepotente, problemático e sem caráter, além de um pai intransigente quanto aos costumes do seu país. Natasha é racional, deseja ser uma cientista. Daniel escreve poesias e almeja coisas da alma. Natasha e família estão para serem deportados por causa de um erro de seu pai. Daniel se apaixona por Natasha. E, nas páginas seguintes a eles se conhecerem, Daniel tenta mostrar para Natasha, que ela também pode se apaixonar por ele. É a razão contra a emoção. A objetividade contra a subjetividade. E, sinceramente? É lindo de se acompanhar.

Eu li algumas resenhas de pessoas reclamando dessas coincidências. Como disse acima, não são coincidências. São atos perpetrados por pessoas, que o leitor acompanha por todas as ramificações que eles criam. Quando você tem a possibilidade, ou capacidade, de vislumbrar toda a teia que une nossas escolhas do dia a dia, você percebe a ligação que elas criam em todos nós. É disso que O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA trata. O que acompanhamos na história de Natasha e Daniel, e o que ocorre ao redor deles, é um reflexo do que ocorre com a gente, mas sem que possamos ver o que nós causamos nas outras pessoas, ou no que elas causam na nossa vida. É um conceito difícil de ser compreendido, ainda mais hoje em dia, onde todos parecem se preocupar apenas com o próprio umbigo.

A narrativa de Yoon é igual à de seu livro anterior, TUDO E TODAS AS COISAS. Capítulos curtos, às vezes com apenas uma página, e alternados entre os dois personagens, algumas explicações e a visão de personagens secundários. Mas a forma como ela faz isso, desta vez, é muito, muito melhor, mais firme, mais dinâmica, mais convincente, mais apaixonante.

Por exemplo, em determinado momento, Natasha cruza com uma segurança no edifício do governo que deporta os imigrantes ilegais. Acontece algo, totalmente corriqueiro, sem importância. No capítulo seguinte, acompanhamos o motivo desse algo sob o ponto de vista da segurança do edifício. E no fim do livro, acompanhamos o que esse pequeno fato isolado significou para a segurança anos depois. É surpreendente! Por quê? Porque é real. Quem nunca passou por alguma coisa, aparentemente sem significado para todos, menos para você? Algo que ninguém percebe, apenas você? E esse algo é lembrado por você anos depois, algo que, de alguma forma, incitou você tomar decisões que podem ter contribuído para mudar o caminho de sua vida.

O mesmo acontece com mais alguns personagens, com maior ou menor importância, durante o dia em que Natasha e Daniel se apaixonam. Nem tudo são eles que causam. Algumas coisas, são os atos dos outros que provocam e acabam afetando a vida do casal. Coisas como, simplesmente, não atender uma ligação, ou esquecer de um compromisso, de uma reunião. E é muito interessante acompanhar o que essas pequenas ações, ou falta delas, podem afetar outras pessoas.

Tudo isso é narrado pela autora na ordem certa em que precisam ser narradas, não necessariamente em uma ordem cronológica. E essa escolha, faz com que o leitor seja surpreendido em diversos momentos, principalmente na última página, quando a esperança de um final feliz se torna quase impossível de acontecer. A autora prova que não. O inesperado, a consequência de algo muitos anos antes, não tem prazo de validade, reflete-se no futuro como ondas provocadas por uma pedra que caiu no meio de um lago. Elas vão se espalhando, até atingirem a margem. Ou apenas esperam o momento certo para que duas pessoas possam, finalmente, encontrarem a felicidade.

Uma confissão: chorei muito no final desse livro, mas não de tristeza.

site: http://www.gettub.com.br/2017/03/o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
comentários(0)comente



Ana 16/03/2017

Pqp que final! Sem palavras
Surreal
comentários(0)comente



Lids 05/03/2017

[Resenha] O Sol Também É Uma Estrela - Nicola Yoon
O Sol Também É Uma Estrela é o La La Land dos livros YA *-*-*

Quando você olha retrospectivamente para o livro como um todo, ele não poderia ter sido escrito por outra pessoa. Nicola Yoon, uma autora negra, que ganhou espaço e projeção inimaginável em uma indústria de maioria branca. Este livro é a verdadeira prova de seu talento como escritora. Enquanto em Tudo e Todas As Coisas (resenha), somos levamos novamente ao cliché da menina doente que quer viver uma vida normal, em O Sol Também É Uma Estrela, os protagonistas querem tudo menos ser o que esperam deles.

Todo o livro se passa em apenas um dia, Natasha é uma imigrante ilegal nos Estados Unidos que teve sua situação descoberta e terá que deixar o país no final do dia, por isso, neste dia, tem apenas um objetivo reverter a decisão da imigração de que deve deixar o país. Em outro lado, temos Daniel, descendentes de Coreanos, que tem uma entrevista muito importante para sua admissão na segunda melhor Universidade dos Estados Unidos, Yale, a qual na verdade não tem muito interesse em ir, mas está sendo obrigado a se inscrever e virar um Médio por pressão dos pais. Contra todas as probabilidades, os dois acabam se esbarrando em Nova York e, após uma conversa sobre amor e ciência, Daniel aposta com Natasha que consegue fazer com que ela se apaixone por ele usando um formulário de perguntas e respostas elaborados por cientistas.

Sobre a narrativa desse livro, posso dizer que é bem diferente da maioria dos livros YA contemporâneos que já li. Achei mais parecido com o modo que V.E. Schwab faz em Um Tom Mais Escuro de Magia, no qual ela alterna o ponto de vista entre os personagens principais, mas também dá voz para personagens mais coadjuvantes e até para personagens apenas figurantes, como uma segurança da imigração. Acho que o ponto chave desse livro é exatamente mostrar como todas as pessoas estão interligadas de alguma forma, seja por coincidência ou por destino, no que você quiser acreditar.

Debates sobre esses extremos entre ciência e sobrenatural, coincidência e destino, amor ou reações químicas no cérebro, é o principal debate do livro. Primeiro porque Natasha é super cientista, é objetiva, gosta de coisas concretas e observáveis, enquanto Daniel é um poeta, é romântico e acredita no amor e tudo. Nesse sentido, enquanto lia pensei exatamente na dicotomia sonho e realidade que é apresentada em La La Land, o quanto de sonho acabamos perdendo ao nos deparar com o que a realidade exige de nós. Gostei muito como eles discutem e conseguem ter um diálogo com respeito apesar de terem tantas diferenças no que acreditam.

Dessa forma, esse livro traz todos os debates que estão em evidência não só nos EUA, mas no mundo. Sabemos que todos esses temas como racismo, sexismo, discriminação e imigração, voltaram com muita força atualmente e esse livro aborta todos esses. Não tinha momento mais propício para ver um YA trazer esses temas para debate também, e a forma como a Nicola Yoon faz é tão sútil e respeitosa. A autora não se posiciona explicitamente, ela apenas dá voz para o debate por meio de seus personagens, trazendo vários pontos por meio de diálogos impressionantes e simplesmente memoráveis *-*-*

Toda a forma como Natasha se posiciona como uma jovem negra, com relação ao seu cabelo, que é crespo sim e sem alisamento, a sua classe socioeconômica e sua opinião sobre as coisas, é um protesto ao que a sociedade espera dela. A sociedade não espera que uma jovem negra e pobre seja cientista e é isso que ela quer ser. Nicola Yoon aproveita todo esse posicionamento e rebeldia da personagem, que é até típico da idade e não necessariamente um ato político (como ela mesma explica), para contar um pouco sobre a história da chapinha e dos produtos de relaxamento de cabelo e simplesmente educar as pessoas para o racismo estrutural na nossa sociedade *-*-*

No outro lado da história, Daniel é um descendente de coreanos, então todo mundo simplesmente o trata como se fosse coreano e ele assume muito sua cultura, adora restaurantes coreanos e fala coreano com sua família. Ele vive esse conflito com seus pais, que querem que ele seja Médico e que vá para Yale, a segunda melhor Universidade dos Estados Unidos, para que ele não passe dificuldades em nenhum momento de sua vida. E isso seria legal, só que ele não tem certeza se quer ser médio e viver a vida que seus pais planejaram para ele. Daniel gosta de escrever poemas, em um caderno que leva para todo o lugar, mas como é de sua cultura, é muito difícil ele discordar de seus pais. o interessante em Daniel é que ele também não é o esteriótipo do asiático, inteligente e objetivo, ele é o romântico e sensível que ninguém esperava *-*-*

Esse livro é um daqueles que ficarão na história e serão referência quando se falar de protagonistas negras fortes e diversidade na literatura YA. É um livro sobre todas as pessoas que raramente são protagonistas de livros: negros, asiáticos e imigrantes. E é sobre a vivência de todas essas pessoas que são invisibilizadas e raramente são ouvidas.

Enfim, provavelmente essa será uma daquelas resenhas que mais tarde eu vou reler e querer colocar cada vez mais comentários e mais sensações que esse livro me causou, mas que você só vai conseguir entender realmente quando o ler *-*-*

Recomendo a quem gostou de Eleanor e Park (Rainbow Rowell); livros da Sarah Dessen, em especial Uma Canção de Ninar e Juntando os Pedaços (Jennifer Niven)

Trilha Sonora Recomendada: “Is There Somewhere” (Halsey) e “Love” (Lana Del Rey).

site: https://cacadorasdespoiler.wordpress.com/2017/03/05/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela-nicola-yoon/
comentários(0)comente



Nath 13/04/2017

Overdose de Nicola <3
Natasha é uma garota jamaicana que adora bandas de rock grunge e ciência. Daniel é um rapaz americano-coreano que tem cabelo comprido e escreve poesias em seu caderno. Natasha é prática, realista – não cultiva sonhos. Daniel é sentimentos, sentimentos e sentimentos. Louco para ser aquilo que quer ser. Natasha é uma moradora ilegal prestes a ser deportada dos EUA. Daniel tem uma entrevista que definirá o destino de sua vida.

Esses dois jovens completamente diferentes um do outro, acabam se colidindo em uma história que une a desesperança e o amor, os sonhos e as dores, o poeta e a cientista. Em O Sol Também É Uma Estrela temos aquela overdose de Nicola que é algo maravilhoso. Sua narração é sempre tão bonita, tão cativante. Quando nos damos conta estamos completamente apaixonados pelos personagens. Aconteceu isso em Tudo e Todas as Coisas e agora nesse livro. O ponto alto de sua narração é tornar os personagens de suas histórias incrivelmente humanos, nos dando a oportunidade de nos ligarmos emocionalmente a cada um deles.

Adoro todos os temas que ela aborda nesse livro. São temas necessários que precisamos falar, precisamos discutir. São temas que se tornaram mais evidentes atualmente, mas outros são tão antigos que acompanham nossa história há muitos anos. Desde famílias controladoras que querem decidir o futuro de seus filhos à preconceito com casais interraciais.

A única coisa que me incomodou MUITO nessa história foi o fato dela acontecer em apenas um dia e o amor dos protagonistas ter surgido de uma forma instantânea e gigantesca. Ninguém se apaixona e se declara em apenas um dia. Um amor não é construído em apenas algumas horas. Tudo isso torna a história fantasiosa demais para mim, por isso não pude dar a nota de cinco estrelas. Mas fora isso, adorei o livro. Nicola é, sem sombra de dúvidas, uma das minhas autoras favoritas e sempre lerei tudo o que ela escrever.

Recomendo para todos que amam YA e amaram o Tudo e Todas As Coisas.



site: instagram.com/sobre.ler/
comentários(0)comente



Juliana.Kuster 29/04/2017

Para acabar com o preconceito literário com livros jovens adultos
Preciso admitir que tenho sim problema com livros do gênero jovem adulto, acho tudo bem clichê. Entretanto venho buscando ler livros desse gênero justamente pra saber "qual é que é". Nesse sentido adorei O sol também é uma estrela, claro que ele segue algumas características de livros desse gênero, que não me apetecem muito -particularmente falando- como instalove e soluções simples, porém a trama acabou me envolvendo e trouxe algumas reflexões existenciais bem básicas, porém funcionais no livro. No fim achei um amorzinho, gostei muito e o livro acabou me motivando a procurar mais livros desse gênero.
comentários(0)comente



Ale 10/04/2017

"O Sol Também é uma Estrela" no blog Estante da Ale
A história de Natasha, uma garota jamaicana que vive nos EUA e está prestes a ser deportada se cruza com a de Daniel, um coreano/americano que precisa enfrentar os pais e decidir seu futuro.

A abordagem do livro é diferente de tudo que eu li. Os capítulos são curtos e narrados por personagens diferentes, porém há algo nele que foge do convencional. Talvez seja as explicações, os paralelos que a autora faz, porque além de conhecermos Natasha e Daniel, conhecemos um pouco sobre quem cruza o caminho de ambos nessa jornada de 12 horas. Pois é, o livro todo acontece em poucas horas, afinal, Natasha está prestes a ser deportada e ela precisa correr contra o tempo para fazer com que a família permaneça nos Estados Unidos.

O fato de tudo acontecer em um dia me deixa com um pé atrás, confesso. Gosto de histórias com uma crescente e uma conclusão definida. Mas isso não é algo que atrapalhe, é a proposta do livro e ponto. Você precisa abraçar a ideia e se entregar para a história.

Foi uma leitura bem intensa pela quantidade de pensamentos que surgem. Existem váááárias discussões importantes e inteligentes no meio de toda uma trama doce e triste. O fato de Natasha não acreditar no amor e Daniel ser aquele tipo sonhador e entregue aos sentimentos faz o relacionamento ser marcado por discussões e provas do quanto o amor pode ser um fator decisivo na vida de alguém.

Os personagens são únicos. Dificilmente você conseguirá compará-los a alguém. Gosto da maneira sincera com que são construídos. A autora me surpreendeu muito com a complexidade da obra, mesmo com uma escrita super simples e explicativa.

Sendo um YA contemporâneo, acredito que as temáticas abordadas foram muito válidas. A questão da imigração pode ser mais recorrente nos EUA, porém temos alguns outros assuntos discutidos que faz parte do cotidiano mundial: o amor, a família e a aceitação pessoal.

"O Sol também é uma estrela" é uma leitura super recomendada e que fará a diferença para o leitor. Um enredo emocionante que conversa diretamente com os corações jovens.


site: http://estante-da-ale.blogspot.com.br/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
comentários(0)comente



chrisakie 18/04/2017

O amor está em todo lugar!
"Para a maioria dos imigrantes, mudar para um país novo é um ato de fé."

12 horas para Natasha ser deportada. Ela é uma imigrante ilegal. Foi para Estados Unidos aos 8 anos com sua família para que o pai pudesse realizar o sonho americano. Não acredita em amor, em Deus, mas apenas em Ciência. Mas ela precisa de um milagre para poder permanecer no país onde ela cresceu.

Daniel é descendente de coreanos, mas nasceu nos Estados Unidos. Com pais extremamente tradicionais e um irmão que tem aversão às origens, ele tenta atender aos anseios deles mas o coração dele sonha com uma outra vida. E hoje será um dia importante. Terá uma entrevista com um ex-aluno da faculdade Yale.

Só que devido a uma sucessão de acontecimentos, os dois acabam se encontrando. E esse encontro poderá mudar totalmente a visão deles sobre tudo...

"O amor não é uma religião. Ele existe, quer você acredite ou não."

Os dois são diferentes, mas ambos se sentem como se não pertencessem a lugar nenhum. O Daniel, sonhador e romântico, chega de mansinho e abala todas as estruturas rígidas e científicas de Natasha. Os capítulos alternam-se entre narrativa dos dois e são intercalados pelas histórias das pessoas que tem contato com o casal.

É um livro que consegue tratar sobre vários assuntos em um único volume: amor, religião, família, carreira. Tudo acontece em um dia, como se vivessem um amor de uma vida inteira em um único dia. Mas talvez o amor seja isso mesmo. Não importa o tempo, mas sim a intensidade com que se vive o sentimento e como isso interfere em nossas vidas...

"... O amor muda todas as coisas o tempo todo."

site: https://www.instagram.com/p/BSj_6nIFKLA/
comentários(0)comente



Letícia 02/04/2017

Tocante e maravilhoso
O hype desse livro está muito alto. Já ouvi um milhão de indicações e quando tive a oportunidade de ler, não pensei duas vezes.

No primeiro momento tive uma surpresa pelo fato dos capítulos serem bem curtinhos e narrados por diferentes personagens e as vezes são basicamente informativos.

Se você já parou pra pensar em que tudo nesse Universo tem um porquê, ou que suas ações geram outras ações, que seriam diferentes se suas escolhas também fossem diferentes.

Natasha é uma imigrante da Jamaica, chegou aos EUA aos oito anos, então sua vida é na América. Ela e sua família estão sendo deportados para Jamaica, devido a um deslize do pai da Natasha, fazendo com que ela e sua família tenham apenas mais um dia em NY, dia que ela fará de tudo para continuar onde está. Ela ama matemática, cálculos e é cética quanto ao amor.

Daniel por outro lado é um poeta nato, ama escrever sobre sentimentos e falar sobre eles também. Ele é coreano-americano, nasceu nos EUA, mas seus pais são da Coréia do Sul, eles querem o melhor pai Daniel: que ele vai para Yale e curse medicina, para que conquiste um futuro seguro e melhor do que o deles, por isso o cobram muito. Daniel está vivendo seu último dia de adolescente, já que tem uma entrevista para a faculdade que mudará sua vida.

Daniel decide nesse último 'dia livre' seguir o vento, que o leva até Natasha. Juntos eles se tornam um só. Eles têm uma química que até mesmo a cética Natasha, não pode negar.

Ao longo desse dia vamos conhecendo cada vez mais os dois e pensando sobre a questão da imigração, sobre a cultura e sobre nossas próprias escolhas, será que você faz o que realmente quer ou suas escolhas são todas condicionadas a outras coisas e pessoas. E que importante é a escrita da Nicola Yoon nesse momento de tanta intolerância no mundo, porque quando a gente cria muros ao nosso redor, seja pela cor da pele ou porque alguém tem 'olhos puxados' estamos apenas limitando nossas possibilidades.

O Sol também é uma estrela e a gente pode mudar nossas vidas e as daqueles ao nosso redor se ao menos dermos uma chance ao Universo.
comentários(0)comente



Thaisa 01/05/2017

Uma leitura que te faz acreditar que quando tem que ser o universo conspira ao seu favor!
Apesar de ter gostado muito de Tudo e Todas as coisas e de ter ouvido muitas opiniões positivas sobre esse livro, não comecei o livro com grandes expectativas. Dramas adolescentes não fazem muito meu estilo, mas, mais uma vez Nicola Yoon me surpreendeu.
Se você acredita que hoje é o pior dia de sua vida, espere até conhecer Natasha Kingsley!
Imigrante ilegal nos Estados Unidos desde os 8 anos de idade, Natasha se vê diante do seu pior pesadelo. Ela tem apenas algumas horas disponíveis para arrumar suas malas e ser deportada, junto com toda a sua família para a Jamaica. Prestes a terminar o ensino médio, Tasha não quer ter que deixar todos os seus sonhos, amigos e uma vida (que foi construída) para trás. Ela já precisou fazer isso quando era criança e a lembrança não é nada agradável. É por isso que ela tenta seu último recurso e vai em busca de ajuda. Talvez essa seja sua última chance de permanecer no país. O que ela não esperava era conhecer alguém no meio do caminho...
Daniel é um coreano-americano que quer ser poeta mas precisa aceitar aquilo que seus pais querem para ele, que é ser um médico bem sucedido. Mesmo contra a sua vontade, ele se dirige para o local de sua entrevista para ser aceito na Universidade de Yale e o rapaz não fazia ideia do que o destino reservou para ele nesse dia tão importante.
O livro é narrado em primeira pessoa e vai intercalando entre os pontos de vista de Daniel e Natasha. Conhecemos dois mundos totalmente diferentes que acabam se cruzando em um determinado momento.
Com uma narrativa leve, singela e as vezes poética, a autora aborda temas bem pesados como o preconceito, as diferenças culturais, suicídio, traição, depressão, bullying, dentre outros, de uma forma sutil, mas que passa  a mensagem que a autora quer, levando o leitor a refletir bastante sobre todos os temas abordados e as consequências de nossos atos sobre a vida de outra pessoa. Essa é uma característica da escrita de Nicola e dá muito certo nos livros dela, não é à toa que ela é  best-seller.
A construção dos personagens foi muito bem feita e é possível sentir o crescimento de cada um deles no decorrer da leitura. E por falar em personagens... além dos nossos protagonistas, também conhecemos histórias paralelas de outros personagens que aparecem na trama. A primeira vista parece que nada daquilo tem importância, mas conforme a leitura avança, percebemos que cada um deles tem um enorme significado na vida de nossos mocinhos.
A escrita da Nicola é encantadora. O livro conseguiu me arrancar muitas lágrimas, não por ele ser triste, mas por ele me fazer refletir e por realmente ser tocante. Está mais do que recomendado para quem gosta de livros Jovem Adulto e para quem está em busca de uma leitura leve e agradável.

Resenha publicada no blog Minha Contracapa:

site: http://minhacontracapa.com.br/2017/05/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela-de-nicola-yoon/
comentários(0)comente



Luana 04/04/2017

"O amor muda as coisas o tempo todo. É para isso que existe o amor."
Natasha é jamaicana, chegou aos Estados Unidos de forma ilegal aos 8 anos. Seu pai sonha ser um ator de sucesso, mas em uma noite, acaba arranjando problemas para toda família: eles serão deportados. Ela não acredita no destino, nem na sorte e nem no amor, apenas acredita na ciência, mas no dia em que seu futuro será definido, ela encontra Daniel. Daniel é sonhador, romântico e poeta, seus pais querem que ele seja médico, e ele está à caminho de sua entrevista para admissão para a faculdade de Yale, quando, como se por destino, ele encontra Natasha, e ele se convence de que foram feitos um pro outro. Ele tenta convence-la do mesmo, de que o amor existe, e que ela se apaixonará por ele. Mas o que ele não sabe é que ela será deportada em 12 horas.

A narrativa se divide entre Daniel e Natasha, com alguns capítulos sobre personagens secundários, sobre o amor, o universo e a ciência. A história é muito bonita, romântica, e emocionante, muito bem escrita, com a quantidade exata de detalhes e harmônico na troca de pontos de vista. O único ponto negativo é que o dia em que os personagens principais se conhecem ocupa quase o livro inteiro, enquanto o futuro deles é mostrado em duas páginas e é pouco conclusivo.

A leitura é leve, e engloba muito mais que a estória de Natasha e Daniel, discute temas como: religião, depressão, xenofobia, e a relação entre pais e filhos. Uma estória emocionante, que mostra como todos as nossas escolhas nos levam a algum lugar, e que o amor muda tudo.

Frases favoritas: "Ninguém pode colocar preço em todas as perdas. E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante."

"Somos palha seca e tempestade de raios. Fósforo aceso e papel. Placas de Perigo de Incêndio e uma floresta esperando para pegar fogo."

site: https://mundodaluunaa.wordpress.com/
comentários(0)comente



Book.Obsession 14/05/2017

Resenha feita pela Camila de Moraes para o Blog Book Obsession
Sabe aquele livro que você precisa pra vida? Esse é um deles.

Natasha é uma garota que veio da Jamaica para os Estados Unidos com sua mãe para encontrar seu pai ainda bem novinha. Agora ela vive em uma corrida contra o tempo para permanecer no país, já que estão prestes a serem deportados, após seu pai se envolver em um acidente e dirigir embriagado.

Daniel, é americano, filho de pais coreanos estabelecidos no Estados Unidos. Consegue uma chance que poucos tem oportunidade de ter. Mesmo querendo ser poeta, seus pais insistem que ele vá na entrevista para ingressar na universidade Yale e fazer medicina.

Com destinos completamente diferentes, Natasha e Daniel acabam se conhecendo na rua e em meio a uma conversa, surge a teoria de Daniel, que acredita que consegue fazer a jovem se apaixonar por ele se fizerem perguntas específicas para ambos.
No início, a jovem que está correndo para encontrar o advogado, acaba não aceitando, justamente por não acreditar em amor e não ter tempo pra isso. Porém, o rapaz insiste e a conversa flui e o destino pode acabar mudando completamente o que seria um dia decisivo para ambos os personagens.

"Os seres humanos não são criaturas razoáveis. Em vez de governados pela lógica, somos governados pelas emoções. O mundo seria um lugar mais feliz se o oposto fosse verdade. Por exemplo, baseada num único telefonema, comecei a esperar um milagre. E nem acredito em Deus."

Em meio a trama e ao drama de Natasha e Daniel, a autora também acrescenta as narrativas de outros personagens na história e elas se encaixam tão perfeitamente que fica impossível não levar a reflexão, principalmente pelos pontos abordados que são reais e dentro da realidade do cotidiano da sociedade como: adversidade cultural, preconceito racial, opções sexuais, imigração, religião, amor ao próximo e a busca eterna em conhecer a si.

O sol também é uma estrela é um Young adult que me ganhou como leitora pela intensidade de como esses assuntos me levaram a questionamentos que muitas vezes deixamos passar pela correria do dia a dia e aguçaram a minha reflexão. Se você ainda não teve oportunidade de ler, faça assim que possível, tenho certeza que será despido de pré-conceitos.

Não precisava dizer, mas vale ressaltar que a escrita da autora foi um show à parte e a capa é tão linda que fica impossível não admirá-la, ficou um ótimo trabalho.

Não vejo a hora de poder ler seu próximo lançamento “Tudo e todas as coisas” que chega às livrarias dia 16/05 pela Editora Arqueiro.

site: http://bookobsessionresenhas.blogspot.com.br/2017/05/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
comentários(0)comente



53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4