O Sol Também é Uma Estrela

O Sol Também é Uma Estrela Nicola Yoon




Resenhas - O Sol Também é Uma Estrela


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Bia 15/02/2017

Seria melhor sem o romance
"O Sol Também É Uma Estrela" é um jovem adulto contemporâneo que vem causando bastante rebuliço no universo literário. Nicola Yoon inova ao criar uma obra com basicamente todos os temas que estão em voga na atualidade, além de complementar sua narrativa com um romance predestinado entre os protagonistas.
Sendo minha primeira experiência com a autora e sua escrita, pode-se dizer que o resultado final da leitura foi bem agradável, ainda que algumas coisas aqui realizadas me incomodaram um pouco. Antes de irmos para o "prós e contras" do livro, é essencial fazer um breve resumo do enredo abordado.
A obra de Yoon, conta a estória de Natasha e Daniel, dois personagens opostos que se atraem de maneira inexplicável. Tasha é a garota racional e científica que não acredita em destino ou acasos. Para ela a vida é uma sucessão de fatos que podem ser explicados de maneira lógica e quase sempre são consequências de suas ações (onde toda ação tem uma reação).
Já Daniel é o oposto da garota. Com alma de poeta e romântico incurável, o rapaz acredita em teorias onde universos paralelos existem e o destino irá proporcionar e lhe mostrar aquilo que você deve fazer na vida (onde tudo já estava escrito e fadado a acontecer).
Um belo dia, Daniel tinha uma entrevista marcada para conseguir entrar na faculdade de Yale (seus pais coreanos queriam que ele fizesse medicina e fosse um adulto bem sucedido) quando ele encontra Natasha andando distraída na rua e decide seguir a moça, porque algo dentro dele dizia que eles estavam destinados a se conhecerem.
Porém, Daniel mal imaginava a peça que o destino lhe pregaria ao fazê-lo conhecer Natasha. A moça, que aparentemente era sua alma gêmea, estava vivendo seu último dia nos Estados Unidos. Sua família jamaicana, vivia ilegalmente no país há anos e por um erro de seu pai, as autoridades descobriram a situação irregular deles e estavam deportando o grupo todo.
Então nesse último dia em solo americano, Daniel e Natasha vivem toda sua estória de amor que qualquer adolescente de 17 anos sonha viver (e basicamente o livro resume-se a esse enredo).
Apesar da estória em si ser algo bem simples, o que faz o leitor ficar fixado no livro é a escrita poética e lírica de Nicola Yoon. A autora literalmente usou e abusou de todas as figuras de linguagem existentes. Em quase todos os capítulos ela fazia analogia das coisas e dos sentimentos dos personagens, aumentando ainda mais o romantismo já presente na narrativa.
Além disso a obra era narrada em primeira pessoa sobre o ponto de vista de Natasha e Daniel. Porém, a autora intercalava os capítulos do casal, com estórias de personagens secundários (e explicações históricas de palavras), narradas em terceira pessoa. Era como se a própria escritora abrisse um parênteses no meio do enredo para contar ao leitor fatos curiosos que envolviam todo o universo no qual os protagonistas estavam inseridos, ampliando o tom profético de que o cosmo é capaz de interferir na vida de todo ser humano.
Então foi impossível não apaixonar-se pelo modo de escrever e contar estórias, adotado pela autora. Sua maneira, não tão convencional de narrar, permitiu também a expansão de outros temas dentro do romance. Ao invés de ficar presa na ideia principal, que seria contar a estória da imigração/deportação da família de Natasha, a autora desenvolve várias outras questões como: religião; divórcio; depressão; amadurecimento; culturas distintas; racismo; relacionamento dos jovens com os pais entre outros diversos assuntos pertinentes ao mundo dos protagonistas.
Considerei esses fatos como diferenciais da obra, pois mesmo ela sendo destinada a um público jovem, ainda é possível para um adulto identificar-se com alguns dos tópicos abordados. Por exemplo, consegui compreender vários dos dilemas e pensamentos de Natasha, com relação a vida e seu convívio com o pai (que foi o causador dos seus maiores problemas).
E foi a protagonista feminina a razão de ter lido esse livro até o fim, já que Daniel não chamou minha atenção com seus dilemas e muito menos sua personalidade. Natasha foi a verdadeira heroína da obra, ela tinha uma estória tão original e bonita de ler. Fiquei extremamente fascinada com seu enredo e mesmo ela sendo um pouco convencida e "too cool for school" gostaria que a autora tivesse feito "O Sol Também É Uma Estrela" um livro só dela. (e termina aqui os prós e começa agora os contras do livro).
Fiquei surpresa comigo mesma, pois pela primeira vez não consegui gostar do personagem romântico da obra, achei Daniel um pouco chato e insistente. Seus dilemas com relação ao que fazer na vida; ir contra os desejos dos pais; e ficar obsessivo com Natasha de maneira tão veemente, fizeram-me desgostar do moço. Talvez o público alvo ao qual se destina o livro será capaz de identificar-se mais com o protagonista masculino, no meu caso que já sou uma pessoa idosa, seu enredo foi pouco interessante.
O que nos leva ao problema máximo desse livro que foi a construção do romance digno de reality show do "Big Brother" (sabe quando os participantes entram na casa e conhecem a pessoa de manhã e de noite tem eliminação surpresa, aí a pessoa que eles conversaram saí e eles ficam chorando como se tivessem amputado um membro do corpo? pois é, foi exatamente assim que o romance aconteceu aqui).
Não é surpresa nenhuma que esse livro teria o famoso instalove, a sinopse da obra praticamente grita isso para o leitor. Porém, fui de coração aberto e mesmo não tendo gostado de Daniel, confesso que no começo da leitura estava aceitando tranquilamente o desenvolvimento do relacionamento dos garotos.
No entanto, quando nos aproximamos do desfecho da narrativa, a autora literalmente exagera na profundidade dos sentimentos dos protagonistas que apenas passaram umas 8 horas juntos. Eu, amargurada que sou, não consigo acreditar que é possível você declarar amor eterno para uma pessoa que você só conheceu há poucas horas e por isso acabei tirando uma estrela e meia da classificação final da obra.
Pois, no final, o que era para ser um livro mais voltado para as questões sociais e culturais dos protagonistas, transformou-se em uma releitura de "Romeu e Julieta" onde os dois protagonistas só não morreram literalmente de amores, pois não estavam na Idade Média e era possível manterem o contato graças as invenções modernas.
A efemeridade e intensidade do romance, junto com o personagem de Daniel, foram os únicos problemas do livro. Todavia, acredito que essa é uma obra extremamente subjetiva e cada leitor irá ler e interpretá-la de maneiras distintas (já que cada um de nós tem uma visão diferente de mundo).
Aqueles que embarcarem no mesmo pensamento da autora (de que o universo conspira para as coisas acontecerem), com certeza adorarão o livro. Já, os que não acreditam mais na existência desse "amor miojo" (ou na participação do acaso na vida das pessoas), também poderão aproveitar a leitura, desde que leiam esse livro com o coração e mente abertas (ignorando sempre a semelhança que essa obra apresenta com outros livros do gênero). No fim, vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo .)

site: beahreads.blogspot.com.br
Evy 15/02/2017minha estante
Eita :/
Tive uns probleminhas com Tudo e Todas as Coisas, tava mais esperançosa com esse.


Bia 15/02/2017minha estante
Evy, nem li Tudo e Todas as Coisas, pois li várias resenhas negativas q acabaram me desanimando um pouco .\ Mas esse até que foi legalzinho, o único problema é q o romance foi muito intenso e rápido, então ficou difícil acreditar nele (pelo menos pra mim). Tenta ler pra ver se gosta .)


Leila 17/02/2017minha estante
Na verdade, acho que todos os romances arrebatadores para o público em geral se baseiam em "estava escrito nas estrelas", literalmente como em "A culpa é das estrelas" do John Green. A autora quis refletir sobre esse aspecto, e essa parece ter sido a parte interessante - a que questiona e contrasta.
Fiquei curiosa, mas não sei se leria. Não tenho predileção por livros com protagonistas de 17 anos, mas às vezes eles podem nos surpreender.


Luísa Nolasco 21/02/2017minha estante
Bela resenha!


Sil 24/02/2017minha estante
Hahaha também sou idosa e os contras mencionados por você costumam me irritar muito nos livros atuais. Adorei a resenha, abraços


Lids 05/03/2017minha estante
Esse livro não é sobre "amor destinado"! É sobre tudo bem você acreditar ou não nisso, acreditar em destino ou coincidência, de qualquer forma as coisas vão acontecer e nós vamos reagir a elas de acordo :)




Yuki 17/04/2017

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela.
O encontro de Daniel e Natasha pode ter sido algo predestinado ou uma coincidência, o Universo pode ter dado uma forcinha ou foi apenas uma reação de suas escolhas, seja o que for não importa, porque esse encontro aconteceu e, agora, ambos têm apenas um dia para aproveitá-lo.

“Donald não sabe direito o que o Universo estava tentando dizer ao lhe tirar a filha única, mas o que aprendeu foi o seguinte: ninguém pode colocar preço em todas as perdas. E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante.”

Natasha é uma imigrante ilegal da Jamaica nos Estados Unidos e ao invés de estar em casa, arrumando as malas para ser deportada, ela está lutando para ficar, tentando arrumar um jeito de não ser mandada embora, porque aquele país é seu país, é seu lar.

Daniel é um americano-coreano de primeira geração, ou seja, é filho de pais coreanos nascido nos Estados Unidos, ou seja, seu dever é ser médico. Mas ele não quer medicina. Ele é um artista, um poeta.

Não existe muito o que se dizer além disso, porque o livro é sobre duas pessoas que se encontram, que são perfeitas uma para a outra, mas que não tem tempo para serem perfeitas uma para outra, todos os segundos estão contados, todos os segundos contam.

“Será que ele precisa mesmo que eu fale que todos os segundos importam?
Que nosso Universo surgiu no intervalo de uma respiração?”

No meio do caminho, várias histórias são contadas sobre vários personagens, histórias que aconteceram e ainda vão acontecer, histórias que se entrelaçam e se modificam, histórias que importam independente de quem seja, sobre o que seja.

Tudo gera uma reação, tudo foi causado por alguma outra coisa que aconteceu antes. Não existe uma coisa intocada, é como o primeiro capítulo do livro diz: "se você quiser fazer uma torta de maçã desde o início, precisa primeiro inventar o Universo".

"As pessoas cometem erros o tempo todo. Erros pequenos, como pegar a fila errada para a caixa do supermercado. A fila onde está a mulher com cem cupons de desconto e um talão de cheques.
Às vezes a gente comete erros de tamanho médio. Vai para a faculdade de medicina em vez de ir atrás da nossa paixão.
Às vezes comete erros grandes.
Desiste."

Essa não é a história que eu imaginei quando comecei a ler, o protagonismo não está nem nos personagens que acreditei. Daniel e Natasha são personagens de outra história, uma história mais importante – ao menos para mim isso foi assim: a Vida.

Aprenda com os erros, aprenda com as coisas ruins que acontecem e, de alguma forma, existem pessoas que tentam fazer a mesma coisa para os outros, fazê-los sentir a mesma dor que sentiu, mas também existe pessoas que tentam evitar que algo desse tipo aconteça.

O sol também é uma estrela é aquele livro que até ler o último capítulo, está na última folha, na última frase, palavra, letra... você ainda fica esperando pela felicidade, pelo “e viveram felizes para sempre”.

"Durante o dia inteiro acreditei que estávamos destinados um ao outro. Que todos os lugares e pessoas, e todas as coincidências, estavam nos empurrando para ficarmos juntos para sempre. Mas talvez isso não seja verdade. E se essa coisa entre nós estivesse destinada a durar somente um dia? E se formos as pessoas intermediárias um do outro, uma parada na estrada que ruma a outro lugar? E se formos apenas um desvio na história de outra pessoa?"

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela. O sol também é uma estrela e existem várias no céu. O sol também é uma estrela, mas você pensa que ele é a mais importante e se esquece que existe várias outras iguais a ele. O sol também é uma estrela, mas ele é a mais importante porque é a nossa estrela. Você também é uma estrela. Você sempre pensa que sua história é a mais importante de todas, mas é apenas uma no meio de tantas; você pensa que é mais uma em meio a tantas, mas você é você e isso é importante.

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
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Jana 27/02/2017

Eu vim aqui pra enaltecer!
Eu vim aqui pra enaltecer!
Várias coisas me fizeram amar O Sol Também é uma Estrela e eu vou lista-las pra vocês.

Quero começar dizendo que eu já tinha 90% de certeza que eu acabaria amando essa história. Só não tinha 100¨% por que nada nessa vida é garantido. Mas a capa maravilhosa, a sinopse e, o mais importante de tudo, o fato de ser um livro escrito pela Nicola Yoon me deram segurança e me fizeram comprar o e-book assim que eu pude.

Vi o livro em listas de mais vendidos dos EUA e em várias listas de melhores livros de 2016. Em algumas dessas listagens de livros que marcaram o ano, OSTÉUE (em inglês, The Sun Is Also A Star) aparecia como o único livro YA. Pensei comigo mesma que esse livro deveria ser maravilhoso. E é.

Tudo se passa em um único dia em Nova Iorque em que Natasha e Daniel se conhecem devido a uma corrente de eventos orquestrados pelo destino, as estrelas, o universo, Deus, ou qualquer outra força que você possa acreditar.

Natasha tem 17 anos e está vivendo o pior dia da vida dela. Ela só tem algumas horas até que sua família seja deportada para Jamaica e é fazendo uma última tentativa para reverter essa situação e continuar nos EUA que ela conhece Daniel, um garoto Americano-Coreano que está indo fazer uma entrevista para entrar em Yale e cursar medicina, como seus pais ultra tradicionais querem.

Natasha é racional, tem alma e intelecto de cientista. Ela acredita em fatos e dados. Planilhas, porcentagens. Provas. Nada de superstições, destino, poder do universo ou outros elementos que poderiam explicar como ela e Daniel acabam se encontrando e tendo uma ligação tão forte tão rápido. Ele, pelo contrário, é um sonhador. Daniel quer ser um poeta. Ele acredita no poder da poesia, do amor e dos sonhos. Ele é bem fofo, na verdade.

Preciso assumir que eu mesma sou um pouco cética pra certas coisas então no começo foi um pouco difícil aceitar alguma das coincidências e corrente de fatos que juntam Natasha e Daniel. Mas a verdade é que não importa. Acreditando ou não em destino, a história vinga. Ela te faz acreditar, pelo menos por algumas horas, que sim é possível que os planetas se alinhem e todas as forças místicas que existem trabalhem juntas pra fazer duas pessoas viverem o que está escrito pra eles.

E mesmo que você torça o nariz pra coincidências o livro é muito mais que isso. Tem um motivo para OSTÉUE estar sendo tão aclamando pela crítica estrangeira. Ele fala de assuntos importantíssimos de uma forma jovial.

Lista de motivos para amar O Sol Também É Uma Estrela:

1) Imigração. Com a eleição de Donald Trump (que eu gosto de chamar de Filho da Besta), esse assunto está no top 3 de assuntos mais falados no mundo, principalmente nos EUA. Como já ficou claro, essa é a ponte principal do livro. Natasha é uma imigrante ilegal, Daniel nasceu na Terra do Tio Sam, mas seus pais são imigrantes. Deixar seu país natal e ir pra outro em busca de oportunidades e sonhos é um ato de coragem, mas as leis anti-imigração que existem por aí nos fazem esquecer disso.

2) Mix de cultura. Cultura Jamaicana, cultura coreana e cultura negra são tratadas demais durante todo o livro e isso é legal. É muito legal. É maravilhoso. Tem explicação sobre tudo e uma humanização de aspectos dessas culturas que eu achei maravilhoso. Nicola fez quase um papel socioeducativo de uma maneira leve e que entretém ao invés de aborrecer.

3) Romance Inter-racial. Não vou dizer que é a parte mais importante do livro por que tudo nele é sensacional, mas isso é de uma relevância enorme. Nicola não só colocou uma garota negra e um garoto asiático como par romântico, ela ainda trabalhou o preconceito que (pasmem) ainda existe e vem tanto de estranhos que ficam chocados quando veem duas pessoas diferentes juntas, quanto da própria família das personagens.

4) Protagonistas não caucasianos. E agora que eu estou escrevendo isso, percebo que 90% dos personagens da história são todos de etnias não caucasianas. Não quero ser repetitiva mas – atenção – REPRESENTATIVIDADE IMPORTA. O livro é sobre uma garota negra e um garoto de descendência coreana que se encontram e se gostam. Quantos livros assim existem por aí? Quantos livros que romantizam etnias diferentes existem por aí? Eu estou aqui pra enaltecer livros representativos sim!

5) O amor! A juventude! A leveza! A realidade! A história é cheia desses aspectos políticos e sociais incríveis que listei, mas continua sendo um romance adolescente. Continua sendo uma história linda e gostosa de ler que no final te faz lacrimejar e pensar “todo mundo precisa ler isso”.

Então, tendo dito tudo isso, se eu puder dar um conselho pra vocês seria o seguinte: leiam esse livro. Paz.
Lids 05/03/2017minha estante
Concordo com tudo que você disse! Esse livro é cheio de amor, representatividade e temas importantes *-*-*


NALVA 14/03/2017minha estante
Discutir a representatividade é saudável , o que não pode é ficar fazendo militância sobre essa tal representatividade , os autores têm que ter liberdade para criar seus personagens na maneira que quiserem.


Lids 22/03/2017minha estante
Se o autor tem que ter liberdade para criar seus personagens, eles tem que ter liberdade para fazer militância do que eles quiserem também ;)




Carlos 17/04/2017

Romance emocionante
Muitos cientistas acreditam que tudo, todas as coisas, estão interligadas em algum nível. E que, por causa disso, tudo afeta tudo, de forma direta ou indireta. Eu escrevi um conto, na época do Natal, que demonstra essa conectividade, e você pode ler AQUI!

Mas, resumindo, suas decisões, por mais inconsequentes que pareçam, podem, e afetam, algum evento no futuro. Se você deixar de ir em uma festa, pode deixar de conhecer a garota, ou garoto, de sua vida. Ou pode conhecer. Você parar para olhar uma vitrine, pode impedir que seja atropelado alguns metros na frente, ou, se não parar, o inverso. Você virar à esquerda, ao invés de virar à direita, pode conduzir sua vida em sentidos totalmente diferentes, ou fazer isso com outra pessoa.

Em essência, são essas escolhas, que muitos chamam de coincidências, que conduzem a vida de Natasha e Daniel, até o momento em que eles se encontram. Natasha é natural da Jamaica e está, juntamente com seus pais, de forma ilegal nos Estados Unidos; Daniel é descendente de coreanos, tem um irmão prepotente, problemático e sem caráter, além de um pai intransigente quanto aos costumes do seu país. Natasha é racional, deseja ser uma cientista. Daniel escreve poesias e almeja coisas da alma. Natasha e família estão para serem deportados por causa de um erro de seu pai. Daniel se apaixona por Natasha. E, nas páginas seguintes a eles se conhecerem, Daniel tenta mostrar para Natasha, que ela também pode se apaixonar por ele. É a razão contra a emoção. A objetividade contra a subjetividade. E, sinceramente? É lindo de se acompanhar.

Eu li algumas resenhas de pessoas reclamando dessas coincidências. Como disse acima, não são coincidências. São atos perpetrados por pessoas, que o leitor acompanha por todas as ramificações que eles criam. Quando você tem a possibilidade, ou capacidade, de vislumbrar toda a teia que une nossas escolhas do dia a dia, você percebe a ligação que elas criam em todos nós. É disso que O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA trata. O que acompanhamos na história de Natasha e Daniel, e o que ocorre ao redor deles, é um reflexo do que ocorre com a gente, mas sem que possamos ver o que nós causamos nas outras pessoas, ou no que elas causam na nossa vida. É um conceito difícil de ser compreendido, ainda mais hoje em dia, onde todos parecem se preocupar apenas com o próprio umbigo.

A narrativa de Yoon é igual à de seu livro anterior, TUDO E TODAS AS COISAS. Capítulos curtos, às vezes com apenas uma página, e alternados entre os dois personagens, algumas explicações e a visão de personagens secundários. Mas a forma como ela faz isso, desta vez, é muito, muito melhor, mais firme, mais dinâmica, mais convincente, mais apaixonante.

Por exemplo, em determinado momento, Natasha cruza com uma segurança no edifício do governo que deporta os imigrantes ilegais. Acontece algo, totalmente corriqueiro, sem importância. No capítulo seguinte, acompanhamos o motivo desse algo sob o ponto de vista da segurança do edifício. E no fim do livro, acompanhamos o que esse pequeno fato isolado significou para a segurança anos depois. É surpreendente! Por quê? Porque é real. Quem nunca passou por alguma coisa, aparentemente sem significado para todos, menos para você? Algo que ninguém percebe, apenas você? E esse algo é lembrado por você anos depois, algo que, de alguma forma, incitou você tomar decisões que podem ter contribuído para mudar o caminho de sua vida.

O mesmo acontece com mais alguns personagens, com maior ou menor importância, durante o dia em que Natasha e Daniel se apaixonam. Nem tudo são eles que causam. Algumas coisas, são os atos dos outros que provocam e acabam afetando a vida do casal. Coisas como, simplesmente, não atender uma ligação, ou esquecer de um compromisso, de uma reunião. E é muito interessante acompanhar o que essas pequenas ações, ou falta delas, podem afetar outras pessoas.

Tudo isso é narrado pela autora na ordem certa em que precisam ser narradas, não necessariamente em uma ordem cronológica. E essa escolha, faz com que o leitor seja surpreendido em diversos momentos, principalmente na última página, quando a esperança de um final feliz se torna quase impossível de acontecer. A autora prova que não. O inesperado, a consequência de algo muitos anos antes, não tem prazo de validade, reflete-se no futuro como ondas provocadas por uma pedra que caiu no meio de um lago. Elas vão se espalhando, até atingirem a margem. Ou apenas esperam o momento certo para que duas pessoas possam, finalmente, encontrarem a felicidade.

Uma confissão: chorei muito no final desse livro, mas não de tristeza.

site: http://www.gettub.com.br/2017/03/o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
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Ana 16/03/2017

Pqp que final! Sem palavras
Surreal
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Resenhas Teen. 13/04/2017

O Sol Também é Uma Estrela
Oie pessoal! Tudo bem com vocês?
Hoje trago a resenha do livro O Sol Também é uma Estrela, meu primeiro contato com a escrita da Nicola Yoon, e não poderia ter sido melhor.
O livro nos conta história de dois personagens que se conheceram no momento certo, mas na hora errada, mas como assim Nay?
Daniel é filho de imigrantes Coreanos, vive desde que se entende por gente nos Estados Unidos da América e está fadado a cursar uma faculdade de medicina para agradar os pais.
Já Natasha é filha de imigrantes ilegais Jamaicanos, vivem nos Estados Unidos desde seus oito anos de idade, e está para ser deportada de volta para a Jamaica.
Mas por mais cética que nossa personagem principal fosse, nosso amado Universo resolveu conspirar ao seu favor e provar que sim, pode-se apaixonar em um dia.
Daniel e ela se conheceram por acaso, ele procurava uma pista da existência de Deus e esse lhe mostrou que existia lhe apresentando Tasha.
Nosso personagem principal fez papel de louco ao seguir ela para uma loja de Disco e logo depois salvá-la de um quase atropelamento, convidando-a assim logo em seguida para um café.
São dois personagens completamente diferente um do outro, não é algo clichê é a pura realidade: ele coreano, ela jamaicana, ele é sonhador, ela prática e cética.
Mas no final os dois provam para si mesmo que foram feitos um para o outro, mas é nesta parte que entra a hora errada, nem sempre o amor consegue mudar as coisas, mas ele persiste através do tempo...
Foi um livro perfeito demais de se acompanhar, uma história leve e cheia de emoções que quase me fez chorar, ele tem pontos que mexem fundo na gente, com nossas emoções e sentimentos.
Não conhecia a escrita e muito menos as histórias que a Nicola cria, até que solicitei esse livro, estou louca para realizar a leitura de Tudo e Todas as Coisas e se esse livro for tão perfeito quanto esse, galerinha pense numa leitora que irá surtar.
Essa obra me ensinou muitas coisas, tanto em relação ao seu enredo, quanto ao seu desenvolvimento, à parte escrita mesmo.
Como todos sabem sou escritora também estou bem no começo, mas amo demais o que faço e com isso sempre leio alguns comentários e criticas quanto a estruturação de um livro, de uma história.
Muitos têm uma ideia fixa de que para um capítulo ser bom, ele tem que ter não sei quantas palavras, caracteres etc e eu ainda quando somente lia e não escrevia era contra essa ideia.
Para mim, um capítulo bom é aquele que nos apresenta o principal da história, daquilo que nele será composto, não importando a sua quantidade de palavras etc.
E O Sol Também é uma Estrela, provou que a minha teoria e a de muitos outros escritores está correta, quem já realizou a leitura desse livro sabe do que estou falando, para quem ainda não a fez, aqui vai à explicação.
Encontramos no decorrer do desenvolvimento da obra, capítulos pequenos, grandes, de uma frase só (sim você leu correto) e assim vai, a autora mostrou que para um livro ser “perfeito”, e principalmente bem escrito ele não precisa de muita coisa.
Nicola Yoon, escrevia o necessário para cada capítulo, ela nos mostrava o principal dele, sem se importar com o que as pessoas acham ou não correto.
Tem dois capítulos em si que me chamou bastante a atenção, uma por ser um palavrão e outra que ele começava em um personagem e acabava em outro.
Em um capítulo tínhamos a visão do Daniel, ele começava a pronunciar o palavrão e no outro tínhamos a visão da Tasha que terminava a pronuncia e pensem em dois capítulos que líamos e pensávamos: tudo o que tinha que ser dito neles, foi.
Não ficavam espaços abertos, nem aquela sensação de estar faltando algo e não pensem que isso é porque os capítulos eram de um palavrão, todos os capítulos não importando seu tamanho transmitiam essa sensação!
Alguns eram compostos por dois ou três parágrafos, outros por uma poesia e assim iam, e detalhe cada um deles era narrado por um personagem diferente.
Em alguns momentos se seguiam vários capítulos somente do Daniel e da Natasha, em outros encontrávamos a visão dos pais dos nossos personagens, pensamentos do próprio universo e às vezes também a visão de personagens secundários.
A autora soube construir e desenvolver esse livro/história tão magnificamente que com toda a certeza o utilizarei como base para meus próprios livros.
Outra coisa que amei nesse livro, foi como a autora dividiu os capítulos, eles não seguiam aquele básico de: Capítulo Um e história, eles eram compostos assim: Natasha e história, Universo (o ponto de vista dele sobre algo) história.
É algo formidável esse livro, não tenho palavras para descrever quanta coisa eu aprendi lendo ele!
Mas parando agora de falar sobre a parte técnica dele e vamos falar um pouco sobre a história.
Acredito que todos vocês já devem estar cansados de me ouvir falar no quanto eu acredito no amor verdadeiro certo?
Bom, lamento muito informar, mas irei falar um pouco mais dele aqui nesta resenha também.
A história toda desse livro se passa exatamente em um dia, não foi corrido, não ficou nós desamarrados, foi perfeito, a autora nos mostrou que podemos fazer muitas coisas em um dia só, principalmente nos apaixonar.
Daniel tinha uma entrevista para Yale, Natasha um horário com um advogado de imigração, e no meio tempo de tudo isso eles desenvolveram uma amizade, conheceram os pais um do outro, criaram expectativas, conversaram e criaram teorias sobre tudo e os principais se conheceram mais tanto quanto um do outro quanto de si mesmo.
Eles olharam para o presente, passados e futuro e enxergaram suas vidas sobre perspectivas diferentes, viram o que uma pessoa pode fazer na vida da outra.
A autora nos mostrou que algum acontecimento insignificante sobre um olhar amplo, pode estar atrelado a nossa vida sem que nós nos déssemos em conta.
Ela nos mostra o quão complexo pode ser um dia, seus acontecimentos e consequências, o quanto um pensamento egoísta pode custar a vida de uma pessoa, uma família.
Que muitas vezes vivemos a vida de uma pessoa que não somos para agradar alguém, que por causa disso muitas vezes abrimos a mão de nossa felicidade e quando vemos já é tarde demais para se concertar.
E principalmente a autora mostra, que nem sempre somos o que as pessoas enxergam, é aquela frase básica da vida: não julgue ou trate mal uma pessoa pelo o que ela demonstra, você não sabe o que se passa na vida dela...
Por fim, o mais incrível desse livro é que a autora não nos dá de presente um feliz para sempre como nos contos de fadas, mas sim a realidade nua e crua, da qual corremos atrás dos nossos felizes para sempre, nos mostra que por mais que não tenha dado certo no passado, no futuro pode dar.
E o mais importante: viva cada dia como se fosse o seu último, é uma frase forte, mas que se olhada por todos os ângulos fará sentindo, o Universo está de olho em nós, então viva, chore, cante, dance, seja autentico, corra atrás do que você ama, que por mais complicado que a vida seja no final ela sempre nos surpreende!
Enfim, espero que tenham gostado da dica de hoje, quem ainda não leu, leia, pois não irá se arrepender e quem já leu me contem o que acharam

site: http://resenhasteen.blogspot.com.br/
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Lids 05/03/2017

[Resenha] O Sol Também É Uma Estrela - Nicola Yoon
O Sol Também É Uma Estrela é o La La Land dos livros YA *-*-*

Quando você olha retrospectivamente para o livro como um todo, ele não poderia ter sido escrito por outra pessoa. Nicola Yoon, uma autora negra, que ganhou espaço e projeção inimaginável em uma indústria de maioria branca. Este livro é a verdadeira prova de seu talento como escritora. Enquanto em Tudo e Todas As Coisas (resenha), somos levamos novamente ao cliché da menina doente que quer viver uma vida normal, em O Sol Também É Uma Estrela, os protagonistas querem tudo menos ser o que esperam deles.

Todo o livro se passa em apenas um dia, Natasha é uma imigrante ilegal nos Estados Unidos que teve sua situação descoberta e terá que deixar o país no final do dia, por isso, neste dia, tem apenas um objetivo reverter a decisão da imigração de que deve deixar o país. Em outro lado, temos Daniel, descendentes de Coreanos, que tem uma entrevista muito importante para sua admissão na segunda melhor Universidade dos Estados Unidos, Yale, a qual na verdade não tem muito interesse em ir, mas está sendo obrigado a se inscrever e virar um Médio por pressão dos pais. Contra todas as probabilidades, os dois acabam se esbarrando em Nova York e, após uma conversa sobre amor e ciência, Daniel aposta com Natasha que consegue fazer com que ela se apaixone por ele usando um formulário de perguntas e respostas elaborados por cientistas.

Sobre a narrativa desse livro, posso dizer que é bem diferente da maioria dos livros YA contemporâneos que já li. Achei mais parecido com o modo que V.E. Schwab faz em Um Tom Mais Escuro de Magia, no qual ela alterna o ponto de vista entre os personagens principais, mas também dá voz para personagens mais coadjuvantes e até para personagens apenas figurantes, como uma segurança da imigração. Acho que o ponto chave desse livro é exatamente mostrar como todas as pessoas estão interligadas de alguma forma, seja por coincidência ou por destino, no que você quiser acreditar.

Debates sobre esses extremos entre ciência e sobrenatural, coincidência e destino, amor ou reações químicas no cérebro, é o principal debate do livro. Primeiro porque Natasha é super cientista, é objetiva, gosta de coisas concretas e observáveis, enquanto Daniel é um poeta, é romântico e acredita no amor e tudo. Nesse sentido, enquanto lia pensei exatamente na dicotomia sonho e realidade que é apresentada em La La Land, o quanto de sonho acabamos perdendo ao nos deparar com o que a realidade exige de nós. Gostei muito como eles discutem e conseguem ter um diálogo com respeito apesar de terem tantas diferenças no que acreditam.

Dessa forma, esse livro traz todos os debates que estão em evidência não só nos EUA, mas no mundo. Sabemos que todos esses temas como racismo, sexismo, discriminação e imigração, voltaram com muita força atualmente e esse livro aborta todos esses. Não tinha momento mais propício para ver um YA trazer esses temas para debate também, e a forma como a Nicola Yoon faz é tão sútil e respeitosa. A autora não se posiciona explicitamente, ela apenas dá voz para o debate por meio de seus personagens, trazendo vários pontos por meio de diálogos impressionantes e simplesmente memoráveis *-*-*

Toda a forma como Natasha se posiciona como uma jovem negra, com relação ao seu cabelo, que é crespo sim e sem alisamento, a sua classe socioeconômica e sua opinião sobre as coisas, é um protesto ao que a sociedade espera dela. A sociedade não espera que uma jovem negra e pobre seja cientista e é isso que ela quer ser. Nicola Yoon aproveita todo esse posicionamento e rebeldia da personagem, que é até típico da idade e não necessariamente um ato político (como ela mesma explica), para contar um pouco sobre a história da chapinha e dos produtos de relaxamento de cabelo e simplesmente educar as pessoas para o racismo estrutural na nossa sociedade *-*-*

No outro lado da história, Daniel é um descendente de coreanos, então todo mundo simplesmente o trata como se fosse coreano e ele assume muito sua cultura, adora restaurantes coreanos e fala coreano com sua família. Ele vive esse conflito com seus pais, que querem que ele seja Médico e que vá para Yale, a segunda melhor Universidade dos Estados Unidos, para que ele não passe dificuldades em nenhum momento de sua vida. E isso seria legal, só que ele não tem certeza se quer ser médio e viver a vida que seus pais planejaram para ele. Daniel gosta de escrever poemas, em um caderno que leva para todo o lugar, mas como é de sua cultura, é muito difícil ele discordar de seus pais. o interessante em Daniel é que ele também não é o esteriótipo do asiático, inteligente e objetivo, ele é o romântico e sensível que ninguém esperava *-*-*

Esse livro é um daqueles que ficarão na história e serão referência quando se falar de protagonistas negras fortes e diversidade na literatura YA. É um livro sobre todas as pessoas que raramente são protagonistas de livros: negros, asiáticos e imigrantes. E é sobre a vivência de todas essas pessoas que são invisibilizadas e raramente são ouvidas.

Enfim, provavelmente essa será uma daquelas resenhas que mais tarde eu vou reler e querer colocar cada vez mais comentários e mais sensações que esse livro me causou, mas que você só vai conseguir entender realmente quando o ler *-*-*

Recomendo a quem gostou de Eleanor e Park (Rainbow Rowell); livros da Sarah Dessen, em especial Uma Canção de Ninar e Juntando os Pedaços (Jennifer Niven)

Trilha Sonora Recomendada: “Is There Somewhere” (Halsey) e “Love” (Lana Del Rey).

site: https://cacadorasdespoiler.wordpress.com/2017/03/05/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela-nicola-yoon/
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Nath 13/04/2017

Overdose de Nicola <3
Natasha é uma garota jamaicana que adora bandas de rock grunge e ciência. Daniel é um rapaz americano-coreano que tem cabelo comprido e escreve poesias em seu caderno. Natasha é prática, realista – não cultiva sonhos. Daniel é sentimentos, sentimentos e sentimentos. Louco para ser aquilo que quer ser. Natasha é uma moradora ilegal prestes a ser deportada dos EUA. Daniel tem uma entrevista que definirá o destino de sua vida.

Esses dois jovens completamente diferentes um do outro, acabam se colidindo em uma história que une a desesperança e o amor, os sonhos e as dores, o poeta e a cientista. Em O Sol Também É Uma Estrela temos aquela overdose de Nicola que é algo maravilhoso. Sua narração é sempre tão bonita, tão cativante. Quando nos damos conta estamos completamente apaixonados pelos personagens. Aconteceu isso em Tudo e Todas as Coisas e agora nesse livro. O ponto alto de sua narração é tornar os personagens de suas histórias incrivelmente humanos, nos dando a oportunidade de nos ligarmos emocionalmente a cada um deles.

Adoro todos os temas que ela aborda nesse livro. São temas necessários que precisamos falar, precisamos discutir. São temas que se tornaram mais evidentes atualmente, mas outros são tão antigos que acompanham nossa história há muitos anos. Desde famílias controladoras que querem decidir o futuro de seus filhos à preconceito com casais interraciais.

A única coisa que me incomodou MUITO nessa história foi o fato dela acontecer em apenas um dia e o amor dos protagonistas ter surgido de uma forma instantânea e gigantesca. Ninguém se apaixona e se declara em apenas um dia. Um amor não é construído em apenas algumas horas. Tudo isso torna a história fantasiosa demais para mim, por isso não pude dar a nota de cinco estrelas. Mas fora isso, adorei o livro. Nicola é, sem sombra de dúvidas, uma das minhas autoras favoritas e sempre lerei tudo o que ela escrever.

Recomendo para todos que amam YA e amaram o Tudo e Todas As Coisas.



site: instagram.com/sobre.ler/
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Ale 10/04/2017

"O Sol Também é uma Estrela" no blog Estante da Ale
A história de Natasha, uma garota jamaicana que vive nos EUA e está prestes a ser deportada se cruza com a de Daniel, um coreano/americano que precisa enfrentar os pais e decidir seu futuro.

A abordagem do livro é diferente de tudo que eu li. Os capítulos são curtos e narrados por personagens diferentes, porém há algo nele que foge do convencional. Talvez seja as explicações, os paralelos que a autora faz, porque além de conhecermos Natasha e Daniel, conhecemos um pouco sobre quem cruza o caminho de ambos nessa jornada de 12 horas. Pois é, o livro todo acontece em poucas horas, afinal, Natasha está prestes a ser deportada e ela precisa correr contra o tempo para fazer com que a família permaneça nos Estados Unidos.

O fato de tudo acontecer em um dia me deixa com um pé atrás, confesso. Gosto de histórias com uma crescente e uma conclusão definida. Mas isso não é algo que atrapalhe, é a proposta do livro e ponto. Você precisa abraçar a ideia e se entregar para a história.

Foi uma leitura bem intensa pela quantidade de pensamentos que surgem. Existem váááárias discussões importantes e inteligentes no meio de toda uma trama doce e triste. O fato de Natasha não acreditar no amor e Daniel ser aquele tipo sonhador e entregue aos sentimentos faz o relacionamento ser marcado por discussões e provas do quanto o amor pode ser um fator decisivo na vida de alguém.

Os personagens são únicos. Dificilmente você conseguirá compará-los a alguém. Gosto da maneira sincera com que são construídos. A autora me surpreendeu muito com a complexidade da obra, mesmo com uma escrita super simples e explicativa.

Sendo um YA contemporâneo, acredito que as temáticas abordadas foram muito válidas. A questão da imigração pode ser mais recorrente nos EUA, porém temos alguns outros assuntos discutidos que faz parte do cotidiano mundial: o amor, a família e a aceitação pessoal.

"O Sol também é uma estrela" é uma leitura super recomendada e que fará a diferença para o leitor. Um enredo emocionante que conversa diretamente com os corações jovens.


site: http://estante-da-ale.blogspot.com.br/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
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chrisakie 18/04/2017

O amor está em todo lugar!
"Para a maioria dos imigrantes, mudar para um país novo é um ato de fé."

12 horas para Natasha ser deportada. Ela é uma imigrante ilegal. Foi para Estados Unidos aos 8 anos com sua família para que o pai pudesse realizar o sonho americano. Não acredita em amor, em Deus, mas apenas em Ciência. Mas ela precisa de um milagre para poder permanecer no país onde ela cresceu.

Daniel é descendente de coreanos, mas nasceu nos Estados Unidos. Com pais extremamente tradicionais e um irmão que tem aversão às origens, ele tenta atender aos anseios deles mas o coração dele sonha com uma outra vida. E hoje será um dia importante. Terá uma entrevista com um ex-aluno da faculdade Yale.

Só que devido a uma sucessão de acontecimentos, os dois acabam se encontrando. E esse encontro poderá mudar totalmente a visão deles sobre tudo...

"O amor não é uma religião. Ele existe, quer você acredite ou não."

Os dois são diferentes, mas ambos se sentem como se não pertencessem a lugar nenhum. O Daniel, sonhador e romântico, chega de mansinho e abala todas as estruturas rígidas e científicas de Natasha. Os capítulos alternam-se entre narrativa dos dois e são intercalados pelas histórias das pessoas que tem contato com o casal.

É um livro que consegue tratar sobre vários assuntos em um único volume: amor, religião, família, carreira. Tudo acontece em um dia, como se vivessem um amor de uma vida inteira em um único dia. Mas talvez o amor seja isso mesmo. Não importa o tempo, mas sim a intensidade com que se vive o sentimento e como isso interfere em nossas vidas...

"... O amor muda todas as coisas o tempo todo."

site: https://www.instagram.com/p/BSj_6nIFKLA/
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Letícia 02/04/2017

Tocante e maravilhoso
O hype desse livro está muito alto. Já ouvi um milhão de indicações e quando tive a oportunidade de ler, não pensei duas vezes.

No primeiro momento tive uma surpresa pelo fato dos capítulos serem bem curtinhos e narrados por diferentes personagens e as vezes são basicamente informativos.

Se você já parou pra pensar em que tudo nesse Universo tem um porquê, ou que suas ações geram outras ações, que seriam diferentes se suas escolhas também fossem diferentes.

Natasha é uma imigrante da Jamaica, chegou aos EUA aos oito anos, então sua vida é na América. Ela e sua família estão sendo deportados para Jamaica, devido a um deslize do pai da Natasha, fazendo com que ela e sua família tenham apenas mais um dia em NY, dia que ela fará de tudo para continuar onde está. Ela ama matemática, cálculos e é cética quanto ao amor.

Daniel por outro lado é um poeta nato, ama escrever sobre sentimentos e falar sobre eles também. Ele é coreano-americano, nasceu nos EUA, mas seus pais são da Coréia do Sul, eles querem o melhor pai Daniel: que ele vai para Yale e curse medicina, para que conquiste um futuro seguro e melhor do que o deles, por isso o cobram muito. Daniel está vivendo seu último dia de adolescente, já que tem uma entrevista para a faculdade que mudará sua vida.

Daniel decide nesse último 'dia livre' seguir o vento, que o leva até Natasha. Juntos eles se tornam um só. Eles têm uma química que até mesmo a cética Natasha, não pode negar.

Ao longo desse dia vamos conhecendo cada vez mais os dois e pensando sobre a questão da imigração, sobre a cultura e sobre nossas próprias escolhas, será que você faz o que realmente quer ou suas escolhas são todas condicionadas a outras coisas e pessoas. E que importante é a escrita da Nicola Yoon nesse momento de tanta intolerância no mundo, porque quando a gente cria muros ao nosso redor, seja pela cor da pele ou porque alguém tem 'olhos puxados' estamos apenas limitando nossas possibilidades.

O Sol também é uma estrela e a gente pode mudar nossas vidas e as daqueles ao nosso redor se ao menos dermos uma chance ao Universo.
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Luana 04/04/2017

"O amor muda as coisas o tempo todo. É para isso que existe o amor."
Natasha é jamaicana, chegou aos Estados Unidos de forma ilegal aos 8 anos. Seu pai sonha ser um ator de sucesso, mas em uma noite, acaba arranjando problemas para toda família: eles serão deportados. Ela não acredita no destino, nem na sorte e nem no amor, apenas acredita na ciência, mas no dia em que seu futuro será definido, ela encontra Daniel. Daniel é sonhador, romântico e poeta, seus pais querem que ele seja médico, e ele está à caminho de sua entrevista para admissão para a faculdade de Yale, quando, como se por destino, ele encontra Natasha, e ele se convence de que foram feitos um pro outro. Ele tenta convence-la do mesmo, de que o amor existe, e que ela se apaixonará por ele. Mas o que ele não sabe é que ela será deportada em 12 horas.

A narrativa se divide entre Daniel e Natasha, com alguns capítulos sobre personagens secundários, sobre o amor, o universo e a ciência. A história é muito bonita, romântica, e emocionante, muito bem escrita, com a quantidade exata de detalhes e harmônico na troca de pontos de vista. O único ponto negativo é que o dia em que os personagens principais se conhecem ocupa quase o livro inteiro, enquanto o futuro deles é mostrado em duas páginas e é pouco conclusivo.

A leitura é leve, e engloba muito mais que a estória de Natasha e Daniel, discute temas como: religião, depressão, xenofobia, e a relação entre pais e filhos. Uma estória emocionante, que mostra como todos as nossas escolhas nos levam a algum lugar, e que o amor muda tudo.

Frases favoritas: "Ninguém pode colocar preço em todas as perdas. E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante."

"Somos palha seca e tempestade de raios. Fósforo aceso e papel. Placas de Perigo de Incêndio e uma floresta esperando para pegar fogo."

site: https://mundodaluunaa.wordpress.com/
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Blog Gordinha Assumida 10/04/2017

Resenha pelo blog Gordinha Assumida
Natasha é uma Jamaicana ilegal em Nova York que está a poucas horas de ser deportada para um país do qual tem lembrança nenhuma, e tudo por uma atitude idiota de seu pai que foi pego dirigindo bêbado, e acabou contando aos policiais que era ilegal naquele país. Desesperada, ela sai para conseguir uma segunda chance, alguma fagulha de esperança para que eles possam continuar na América do Norte. Assim ela recorre à assistência do serviço de Imigração para que eles possam reavaliar seu caso e quem sabe mudarem de ideia quando à extradição de hoje a noite.
Daniel é segundo melhor filho, que acabou de se tornar o primeiro após seu cruel irmão Charlie ser expulso de Harvard. Seus pais coreanos são bem rígidos com a educação dos filhos, e já traçaram todo seu destino por ele, começando pela entrevista que deve fazer hoje para entrar na Yale e cursar medicina, ele será um médico e não um poeta como sempre sonhou.
O destino de dois jovens diferentes já está traçado, nenhum deles pretende mudar o curso de suas vidas drasticamente nesse dia completamente atarefado e importante que eles terão. Mas será que existe um Destino capaz de fazer com que duas pessoas tão diferentes se encontrem e se apaixonem? Será que em algum Universo paralelo existe uma vida onde Natasha e Daniel se apaixonam e ficam juntos até o fim? Em que Universo será que a história desses dois jovens está se passando? Como será que eles terminarão no final desse dia?
Sabe, quando eu li o primeiro livro da Nicola publicado aqui no Brasil me apaixonei muito pela sua escrita tão diferente e tão fofa, mas ao terminar O Sol também é uma estrela em poucas horas (sim, eu não consegui largar esse livro) ele se tornou o meu favorito do gênero, e um livrinho especial que estará guardado em meu coração pra sempre.
A autora aborda questões muito importantes nessa história além de um simples romance adolescente. Imigração, cultura, preconceito, racismo, física, amor, ciência, família, sonhos… Todos esses temas são amplamente abordados aqui, mas o que mais me chamou atenção com certeza foi saber mais sobre Imigração e como essas pessoas se sentem em um país que não é o delas.
A família de Natasha veio para ter mais oportunidades, e nunca saiu de um pequeno apartamento com um único quarto; A de Daniel veio para que os filhos não passassem por toda pobreza que eles passaram quando jovens, mas lutam constantemente com a perda da sua cultura naquele país estranho. As duas famílias parecem muito diferentes, mas a questão da cultura do país novo vs antigo é muito abordada na história, você consegue ver como a de Daniel é sempre frustrada por estar perdendo cada vez mais sua cultura, Charlie por exemplo nem gosta de falar em coreano, outros narradores também desse país nos apresentam pontos de vista bem peculiares, como a garçonete que foi proibida pelo marido de falar com o filho porque ele se casou com uma americana. Já a de Natasha que veio para ter oportunidades se sente cada vez mais oprimida por não ter sucesso em nada, e agora voltar para um país que abandonou há anos pode ser um choque cultural imenso, principalmente porque eles não se lembram de nada mais da Jamaica.
Daniel é um amor, um fofo sonhador, um poeta, e por mais que em alguns momentos ele seja um pouco impulsivo e doidinho acho que ele foi o protagonista perfeito para Natasha, o toque de sonhador que faltava na menina de fatos, o improviso na menina dos planos. Seus pontos de vista são sempre interessantes de acompanhar, ver como a família o controla, como ele faz de tudo para não desagradar os pais e mesmo assim nunca é o suficiente é bem triste, mas mostra a realidade de uma cultura que é controladora por ‘Natureza’, a Coreia do Norte não é conhecida por ser um país fácil, e a autora consegue passar isso com muita clareza na história.
Já Natasha se tornou uma das minhas protagonistas favoritas. Enquanto sua família está conformada de ter que ir embora ela vai atrás de uma solução, uma entrevista, alguma coisa que ela possa se agarrar para ter esperanças de permanecer naquele país que ela cresceu, e não voltar para a Jamaica da qual ela não se lembra de nada. Ela é prática, inteligente, adora ciência e não acredita em destino, através dela conhecemos bastantes fatos curiosos sobre o Universo. Suas conversas são inteligentes e dão uma segurada no livro, para que ele não fique parecendo um YA bobo entre dois adolescentes que acabaram de se conhecer.
E por falar na questão do casal, achei a sacada da autora para essa história brilhante, por mais que tenhamos um romance ai que começa e se desenvolve no mesmo dia, ele não é forçado. As coisas sempre acontecem por um motivo, ambos conversam sobre tudo e todas as coisas (hahahaha, olha o trocadilho kkkk) e isso deixa tudo mais embasado, a química surge da convivência, então porque não poderia surgir entre dois jovens que estão em uma situação bem complicada e que querem apenas se apegar a única coisa boa que conseguem ver no momento?
Outro aspecto brilhante desse livro é que temos vários outros narradores além de Natasha e Daniel. Seus pais, o advogado, o Universo, a teoria do avô, a secretária… Todos que tem a ver de alguma maneira com a história dos dois acabam colocando seu ponto de vista naquele livro, embasando o principio de que qualquer mínima ação que você faça acaba modificando uma coisa lá na frente, que pode ser boa ou não: toda ação tem sua reação.
A edição da Editora Arqueiro é linda, cada narrador tem uma ilustração no começo de seus ‘nomes’, ilustrações que são as mesmas da cartela de adesivos que quem comprou o livro na pré-venda ganhou. A diagramação e revisão do livro estão incríveis. A capa foi feita por uma designer australiana: Dominique Falla, e seguiu o mesmo padrão da versão estrangeira. Amei também os mimos que a editora enviou para os blogs parceiros, então: brigadão seus lindos

site: http://www.gordinhaassumida.com.br/2017/04/o-sol-tambem-e-uma-estrela-nicola-yoon.html
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Atitude Literária 08/04/2017

Nicola sempre surpreende... Ousado e diferente.
Em algum momento ao longo da sua vida, você já parou para pensar na diferença que faz um minuto, um dia, uma única escolha, uma decisão? Agora você já imaginou o quanto essas mesmas coisas podem fazer diferença para aqueles que estão a sua volta? Sabe o efeito dominó? Exatamente, nossas escolhas, caminhos e atitudes não influenciam apenas na nossa vida, elas também podem afetar os que estão por perto, ainda que nem sempre percebamos isto. A questão é, existe destino, coincidências, o universo realmente conspira para determinadas direções?

O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA é sobre viver intensamente e aproveitar cada segundo do dia. Sabe aquele ditado que diz: Viva o dia de hoje como se fosse o último? Não que o último seja no sentido literal da palavra, mas como se você apenas tivesse aquele dia para viver aquelas experiências, com aquela pessoa... deu para entender? É sobre respeitar as diferenças, acreditar em milagres ou simplesmente não acreditar e tudo bem.

Natasha é de origem jamaicana, porém desde pequena mora nos EUA. Uma jovem prática, cética, que acredita apenas no que é explicável, que tenha lógica, exatidão e que está prestes a ser deportada. O que faz com que todo o seu mundo desabe, apesar de ter aceitado seu destino, recomeçar não está em seus planos, ela não quer abrir mão de tudo que conquistou, da escola, amigos, da vida que leva, para voltar a sua terra natal e ter que reaprender sua cultura, costumes e se adaptar novamente. Ainda que não acredite em milagres, que tenha esperanças limitadas, se recusa a desistir antes de lutar e tentar todas as suas opções.

“Ninguém quer acreditar que a vida é aleatória. Meu pai diz que não sabe de onde vem meu ceticismo; mas não sou cética. Sou realista. É melhor ver a vida como ela é, e não como a gente quer que seja. As coisas não acontecem por algum motivo. Simplesmente acontecem.”

Daniel transpira sensibilidade em cada poro, apesar de ser membro de uma família Coreana tradicional, que tenta manter um controle ferrenho sobre sua vida e escolhas, ele se sente um verdadeiro americano, já que ali nasceu e cresceu. Ele é sensível, romântico, tranquilo, uma pessoa que acredita no amor, no poder do sobrenatural, que nada é por acaso e no destino.

“(...) Talvez parte de se apaixonar por alguém também seja se apaixonar por si mesmo.”

É por puro acaso, ou seria porque tinha que acontecer que Natasha e Daniel se esbarram. E de maneira inesperada acabam por passar o dia juntos, ainda que ambos tenham seu próprio caminho para seguir, naquele único dia se dedicam um ao outro, não apenas de maneira romântica, mas debatendo sobre questões do universo, cotidiano, crenças, culturas, conhecimentos, ciência, poesia e por ai vai... Uma é razão e o outro é emoção. E apesar de discordarem em praticamente tudo, respeitam a opinião oposta a sua e de maneira divertida, tentam convencer um ao outro do contrário, buscando argumentar e provar seu ponto, tudo isso em meio ao desespero de tentar reverter uma situação que parece não ter saída e fugir do futuro ao qual não escolheu para si. E entre idas e vindas de um dia incomum, encontram um amor que dispensa explicação.

“(...) Têm a sensação de que a duração de um dia é mutável, e que do início jamais dá para ver o final. Têm a sensação de que o amor muda todas as coisas o tempo todo.”

Uma das coisas que mais amei na obra, é que todos têm voz. Não apenas os protagonistas e personagens secundários, literalmente todos, como aquele figurante que passaria despercebido em outras histórias, mas que aqui encontrou um pequeno espaço para compartilhar seus próprios dramas e deixar sua contribuição para o enredo.

“O sol também é uma estrela, e é a mais importante para nós. Só isso deveria valer um ou dois poemas.”

O fato é que não importa o quanto eu fale sobre a obra e suas maravilhas, sempre irei achar que foi pouco e que não lhe fez jus. Por isso só posso indicar o livro e torcer para que você o leia.

Com uma narrativa inteligente, viciante, poética e repleta de lições O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA é uma história sobre escolhas, segundas chances, recomeços, família, arrependimentos, amor. É um livro que trás em cada página uma reflexão diferente, que nos faz olhar para o lado e enxergar o próximo com mais atenção e respeito. É o tipo de livro que inspira, transforma e encanta, ou que apenas será listado nas suas leituras, tudo irá depender da maneira como você recebê-lo e senti-lo enquanto lê.

O que mais amo na escrita da autora Nicola Yoon é sua ousadia. É como se ela tivesse uma cartela de opções pouco prováveis a serem exploradas, e que simplesmente por serem raridades as usa. Ela foge da previsibilidade, é original e totalmente apaixonante. Sua narrativa possui particularidades especiais, sempre pegando opostos, seres diferentes e os fazendo habitar e conviver em um mesmo espaço. E não posso me esquecer de mencionar seu debate sobre preconceito, discussões relevantes e interessantes que sempre nos levam a questionamentos.

Bom, caso ainda não tenha ficado claro, eu amei a leitura e indico a todos que amam bons livros, que gostem de uma narrativa mais poética, que querem fugir das leituras cotidianas e estão buscando por algo diferente e que não oferece garantias sobre um final feliz, ainda que isto seja sim uma possibilidade.

Parabéns a Editora Arqueiro pelo belo trabalho, capa maravilhosa, diagramação simples e linda.

Até a próxima! Bye.

site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html#.WOj_9tIrLIU
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Consumindo Saga 21/04/2017

Ainda não foi dessa vez que me apaixonei por essa autora...


Assim como minha última resenha, essa será feito unicamente porque sou obrigado a enviar uma review para editora rsrs. Eu não gostei tanto desse livro ao ponto de fazer uma resenha dele, mas vamos lá.

Eu tive grandes problemas com minha primeira leitura da autora “Tudo e Todas as Coisas”, então eu já vim com muito receio em seu segundo romance “O sol também é uma Estrela”. Os livros da Nicola são exatamente dos meus gêneros favoritos, eu poderia ler Jovem/Adulto por toda minha vida numa boa. Eu acho esse gênero muito divertido e dramático ao mesmo tempo, que seria basicamente o resumo da minha personalidade rsrs. Eu só tinha grandes expectativas para essa leitura, porque todos os booktubers que eu sigo idolatraram esse segundo livro da Nicola e eu imaginei que havia chegado o grande momento de eu me apaixonar por um livro dela. Mas não foi o que aconteceu novamente...

Eu acho que a Nicola tem boas histórias para contar, mas não sabe muito bem como fazer isso. Quando eu leio um livro dela, eu me esforço para não ficar comparando com outros livros do mesmo gênero que eu já li na vida. Mas é inevitável perceber o quanto ela tem parágrafos cansativos comparando com outros romances jovens. Principalmente nesse livro, ela faz capítulos com coisas que não acrescentaram nada na história dos protagonistas. Em um certo momento a protagonista vai conversar com uma recepcionista, de repente no próximo capítulo a narração é feita pela recepcionista falando da própria vida. Não desmerecendo a personagem, mas o que me importa, ou o que irá acrescentar na trama principal um capítulo sobre a vida da recepcionista. E isso acontece por diversas vezes com pessoas que ninguém se importa, eu como leitor não tenho o mínimo interesse em saber o que está acontecendo com personagens que só são citados durante a história. Se eles fossem importantes, ou tivesse alguma relevância, mas não, vários capítulos estão lá só por estar. Eu achei completamente desnecessário.

Outra coisa que me irrita muito na autora, é a forma que ela enrola para fluir a história. Os livros dela tem poucos diálogos e muitas estrofes preenchidas apenas pelos pensamentos dos personagens. Isso só faz a narração ser cansativa e tediosa. Eu por vários vezes só passei os olhos pelos parágrafos. Tinha parágrafos falando de ciência e religião, chatos chatos chatos. E imagino que essa autora seja atéia porque é a segunda personagem que eu leio dela que não acredita em Deus e durante o livro em algum momento ela vai falar de religião e pôr seu ponto de vista sobre a criação do universo. A protagonista acreditar em Deus ou não, não muda de modo algum a trama do livro, então não sei porque a autora insiste nisso. Mas enfim..
Meus pontos positivos sobre O sol também é uma Estrela são vários também. A escrita da autora é bem rápida de ler (apesar dos problemas com a narrativa que eu já falei), dá para ler esse livro em um dia com certeza (em um feriado se você tiver tempo). Eu gostei muito do romance também, o livro todo se passa em um dia e no final do dia os protagonistas já estavam dizendo “Eu te Amo” um para o outro, mas o romance foi tão bem construído e fofo que eu acreditei naquele amor de um dia.

Eu posso não ter curtido muita coisa nesse livro, mas a última página é sensacional, a autora fez algo tão mágico e maravilhoso que meu coração já estava em pedaços com aquele final, mas o epílogo foi destruidor, amei muito. É claro que muitos leitores podem não gostar desse lance “amor a primeira vista” então entendo completamente quem não se interessar em ler o livro.

Apesar de toda minha opinião sobre a escrita e a forma como a autora conduz a história, os protagonistas são muito fofos e dá muita vontade de conhecê-los na vida real. Eu com certeza me apeguei mil vezes mais a eles do que ao casal de Tudo e todas as Coisas. Essa seria uma adaptação que eu amaria assistir nos cinemas.

Mas aqui está um enigma pessoal, apesar de eu não ter curtido muito os dois livros da autora (até agora lançados), eu pretendo continuar lendo seus futuros lançamentos até encontrar o livro dela que irá roubar meu coração.

No blog tem as fotos do kit que a arqueiro enviou #maravilhosoooo

site: http://lumenseries.blogspot.com.br/2017/04/resenha-o-sol-tambem-e-um-estrela.html
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