A Química Que Há Entre Nós

A Química Que Há Entre Nós Krystal Sutherland




Resenhas - A Química Que Há Entre Nós


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Nicoly Mafra - @nickmafra 01/08/2017

Resenha - A Química que Há Entre Nós
“Às vezes você não sabe que as coisas serão extraordinárias até que elas são.”.
__

Grace Town é uma garota um tanto peculiar, mas não é pelo fato de usar roupas masculinas, ou de ter uma aparência desleixada ou o fato de usar bengala; Grace age de um modo diferente, ela vive sozinha, isolada e não conversa com ninguém. Ela é um grande mistério.

Henry Page adora mistérios, então não é nenhuma surpresa que ele sempre teve muita vontade de conversar Grace e conhecê-la melhor, e a oportunidade para resolver este mistério aparece quando o diretor do colégio em que Henry e Grace estudam faz uma proposta para que os dois trabalhem juntos no jornal dos alunos.

Cada dia que Henry passa junto de Grace é um dia em que ele fica ainda mais fascinado pela garota. Henry sabe irá sair ferido, mas não consegue evitar e acaba se apaixonando por Grace.

Grace possui segredos - segredos que não está preparada para compartilhar -, mas a garota precisa de ajuda e apoio para que consiga seguir a sua vida e curar as feridas do passado.
__

Não foi à toa que escolhi aquele quote para iniciar a resenha deste livro. A Química que Há Entre Nós é sim um livro extraordinário, na minha opinião. Krystal Sutherland, trouxe uma estória emocionante sobre amor, tragédia, depressão e esperança, tudo com uma escrita muito gostosa, engraçada, emocionante e envolvente. Devorei este livro e sofri muito quando terminei - não queria dizer adeus aos personagens.

Henry Page é um protagonista incrível; engraçado e muito carismático, Henry me fez sorrir, gargalhar e até chorar. O garoto possui amigos divertidos e uma família fora do comum e maravilhosa, o que deixou a leitura ainda mais gostosa. Já Grace é um mistério; a garota passou por uma situação traumatizante, e aos poucos temos conhecimento do que de fato aconteceu na vida da personagem e me emocionei com a estória da personagem.

A Química que Há Entre Nós é um livro lindo, com uma mensagem incrível! Recomendo muito a leitura e espero que vocês gostem tanto como eu gostei!

site: www.instagram.com/nickmafra
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Milena 20/07/2017

RESENHA COM QUOTES
Olá, hoje eu vim falar sobre o lançamento do @globoalt, "A química que há entre nós".
3⭐️'s
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É um livro rápido de ler, a escrita me lembrou um pouco a da Nicola, em "Tudo e todas as coisas". Cheio de quotes (💙) e referências.
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A história é "escrita" pelo Henry, um menino no último ano do colegial que nunca se apaixonou.
Ele está esperando o seu "acontecimento", a coisa q irá marcar seu ano.
Então ela chega, na forma de uma moça estranha que usa roupas masculinas grandes demais pra ela, e uma bengala.
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🐟"Porque nunca percebi que você pode se apaixonar por pessoas do mesmo jeito que se apaixona por músicas. Como a sintonia com elas poderia significar nada pra você no começo, uma melodia pouco familiar, mas muito rápido se transformar em uma sinfonia esculpida em sua pele; um hino na sua rede de veias; uma harmonia costurada ao revestimento de sua alma." Pág 90.
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Grace, para o Henry, é um mistério, assim como a Margô do John Green é para o Q.
Enquanto Henry procura uma aventura, uma paixão. Ela procura redenção, e até mesmo cura.
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🐟"Mas o que você dá para uma garota cuja mente é como o universo, quando o cérebro dentro de sua cabeça está preso com firmeza no planeta Terra?" Pág. 193.
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Ela é uma garota quebrada, sofreu um trauma muito grande, e recente, que a mudou completamente.
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🐟 "As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios." pág 220.
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Ao longo do livro, conhecemos a história da Grace, e vários dramas amorosos de personagens secundários.
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🐟"Você não pode medir a qualidade de um amor pela quantidade de tempo que dura. Tudo morre, amor inclusive. Ás vezes morre com a pessoa, ás vezes morre sozinho." pág 248.
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Eu, M, particularmente, não gostei tanto do livro. Não é ruim, mas também não é "mágico". Desvendei o livro e os acontecimentos nos primeiros capítulos. Meio dramático demais.
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🐟"Histórias com finais felizes são só histórias que não acabaram ainda." Pág. 236.
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E vocês? Gostaram do livro? Querem ler?

site: https://www.instagram.com/p/BUaYvR8gpOy/
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Ana 15/07/2017

A única coisa que nós, leitores, sabemos sobre Grace Town, além da sua esquisitice habitual, é que ela sofreu um acidente de carro que destruiu uma de suas pernas. Além disso, Grace não é exatamente do tipo simpática. Mas é claro que tais excentricidades não impediram Henry Page de se aproximar da garota, mesmo ela tendo praticamente roubado o seu posto de editor chefe no jornal da escola. Depois de um tempo, Town se torna a obsessão de Henry, tanto que mesmo sabendo que o relacionamento deles não chega nem próximo de saudável, ele não consegue se manter afastado.

É verdade que A Química Que Há Entre Nós é um romance YA que foge dos tradicionais. Nada do que a gente espera acontece e não existe aquele clichê de final feliz — que eu adoro e não vou negar. Porém, o que mais prende durante a leitura é a narração do protagonista: eu não senti que estava lendo um livro escrito por Krystal Sutherland, e sim pelo próprio Henry Page. Tudo é muito bem descrito e real, principalmente as emoções do garoto.

Henry é o tipo de personagem que é impossível não gostar. Carismático, amável, fofo... Tem uma vidinha bacana, melhores amigos legais e uma família completamente fora do comum, o que deixou a leitura muito mais divertida. Grace é um completo mistério para mim até agora. A princípio, foi muito difícil tolerar a personagem, já que eu não entendia o porquê das atitudes dela. Ao mesmo tempo em que parecia amar Henry, parecia simplesmente não suportá-lo. É a partir daí que Krystal Sutherland engatilha o principal tema do livro: depressão.

Para mim, a depressão é pior que muitas doenças físicas e muito mais traiçoeira. Ela ataca os nervos da pessoa de forma que ela simplesmente perde o interesse em tudo. No caso de Grace Town, tal patologia é extremamente clara, não apenas pelo fato de andar suja, desarrumada e cabisbaixa. O comportamento de Grace era atípico. Ela não se aproximava de ninguém e, quando o fazia e se sentia um pouco mais alegre — porque há uma enorme diferença entre alegria e felicidade —, a garota se sentia extremamente culpada e não precisava ir muito a fundo na história para perceber isso. Alguma coisa tinha acontecido e essa coisa simplesmente acabou com a vontade de viver da personagem.

A partir do momento que a história de Grace foi finalmente revelada, eu não parei de chorar por um minuto sequer. O que aconteceu com a menina é brutal e o fato de ela estar tão machucada — e não estou me referindo a perna que foi estraçalhada no acidente — reflete proporcionalmente em Henry. Eu chorei por Grace, mas, no fim, acho que chorei muito mais por Henry e pelo amor que ele idealizou. Eu chorei porque queria imensamente um final feliz para Henry e Grace, digno de Sessão da Tarde, mas A Química Que Há Entre Nós mostra que há caminhos diferentes para seguir e que isso não é necessariamente ruim.

O que conquista em A Química Que Há Entre Nós é justamente o seu enredo simples. Krystal Sutherland não nos motra um amor daqueles de tirar um fôlego. Ela nos mostra pessoas reais, convivendo com problemas reais, que se apaixonam e têm o coração partido de alguma forma. Porém, o que a autora oferece em troca vale a leve decepção do final fora de qualquer expectativa: a promessa de que sempre é possível consertar algo que foi quebrado, tudo é questão de tempo.

site: http://www.roendolivros.com.br/
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Fabi 12/07/2017

NÃO FEZ SENTIDO PRA MIM
''Porque eu nunca conheci ninguém que
eu quisesse na minha vida desse jeito.
Além de você.
Eu poderia abrir uma exceção pra você ''

Bem, bem. Que livro sem sentido foi esse?
Tá não é porque ele não teve final totalmente feliz. Nada disso. Eu até gosto de finais tristinhos. Não gostei foi da atitude besta da protagonista.
Menina sem noção. Veste roupas do namorado morto, daí aparece um menino que gosta dela e a guria vai e finge que ele é o namorado que morreu, fere os sentimentos do Henry.
A capa por si só me interessou neste livro. A sinopse bem jovem adulto também ajudou. Só que não vi nenhuma química no casalzinho. Tive pena do coitado do garoto que se apaixonou pela menina, mesmo ela não sendo das mais atraentes no vestir e se arrumar. A escrita lembra um pouco John Green, citando estrelas, átomos.
Não recomendo ele. Definitivamente o final foi péssimo. O carinha passa o livro todo apaixonado pela menina, e no final ela não sente o mesmo assim por ele. Não consegue superar o namorado morto.Se você espera um livro com casal que se ama e tal, este não é. Ele é mais sobre o amor em si, você aceitar que você consegue viver após uma decepção amorosa, em ter o coração em pedaços. Lembra quase um livro de auto-ajuda.
Leia sem muitas expectativas.

''[..]se as pessoas realmente eram formadas de pedaços do universo, sua alma era feita de poeira de estrelas e caos.''
Raquel 12/07/2017minha estante
Desisti do livro depois disso :p


Fabi 13/07/2017minha estante
vi mts resenhas e que outras pessoas adoraram ele Raquel. é algo q uns gostam e outros nao, questao de gosto =/
mas n recomendo hahaha


Fabi 13/07/2017minha estante
em que outras pessoas*


Raquel 13/07/2017minha estante
Hahah, tenho pavor de personagem da forma que tu descrevestes, não obrigada, deixando para lista "do um dia quem sabe eu leia se não tiver nada melhor", hahahaahahah


Fabi 17/07/2017minha estante
é o melhor q tu fazes kkk


Sarinha 19/07/2017minha estante
Vish...Depois dessa, até tirei da minha estante!


Fabi 21/07/2017minha estante
hahaha




Virna 08/07/2017

Uma das melhores leituras YA que já tive o prazer de ler.
Comecei a ler acreditando que seria um livro bem leve de romance (porque mesmo quem não gosta de romance, como eu, aceita ler um livro assim uma vez ou outra), mas me dei de cara com uma pérola: honesto, "A química que há entre nós" não traz a ilusão de que o amor vende tudo, mesmo sendo amor.

Tratando de perda, primeiros amores, abuso familiar, esse livro deu a sensação de ser tão maduro que quando eu terminei ele, eu quero abraçar e não soltar nunca mais.

Se você quer uma leitura REAL, que te faça pensar sobre a realidade das coisas x a realidade e o quanto o amor pode mudar sua vida em todos aspectos, esse é seu livro.

Vou ficar de olho essa autora porque, sinceramente, ela merece.
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Kelly 24/06/2017

Apaixonante e sensível

E
então ele chegou, lindo e formoso em uma embalagem cheia de amor, como todas as que vem da Globo Alt, e apesar da capa linda e do nome sugestivo eu não imaginava seu conteúdo. Mas foi amor a primeira vista, então me joguei de cabeça nessa aventura, e no final? Virei a última página sem um pedaço da minha alma.

"Às vezes você não sabe que as coisas serão extraordinárias até que elas são."


Henry nunca foi um adolescente muito chegado há romances, foi sempre um rapaz muito prático, e depois de assistir alguns relacionamentos de seus amigos fracassarem, entendeu que aquilo era drama demais pra sua vida kkkk, mas enfim algo estranho acontece, e de toda forma, pela pessoa mais estranha possível. Apesar de não conseguir identificar seus sentimentos logo de cara, Henry sabe que de alguma forma, aquela garota estranha chamada Grace Town que se veste com roupas de homem e manca como se usasse uma prótese mexe com ele, se isso vai ser bom ou ruim? Só o tempo irá dizer.

O livro é narrado em primeira pessoa, e vamos conhecer Grace através dos olhos de Henry, e ele começa a sua história no momento em que viu aquela menina estranha entrar na aula de teatro, a primeira vista ele sentiu curiosidade, mas houve um segundo contato e foi aí que tudo começou. Grace e Henry receberam a missão de serem os editores do jornal escolar, ele lutou por isso por anos, ela, chegou no colégio há apenas 3 meses e já ganhou o cargo, mas ela não aceita, segundo ela, ela não escreve mais, Henry não se conforma com sua atitude e resolve interrogá-la, e é aí que começa a amizade... Grace muda de ideia e resolve participar do jornal, eles começam a ter mais contato e Henry cada vez fica mais apaixonado.

Grace possui demônios, demônios grandes que a destruíram, e a menina antes linda e apaixonante cheia de vida, se tornou apenas um corpo vazio, sem vida, sem alma. Ela é um mistério, além de suas roupas largas e masculinas e o fato de que ela não escreve mais, Henry não sabe muito sobre ela, mas aos poucos ela vai se abrindo, eles vão se relacionando e as coisas vão acontecendo de uma forma dolorosa e intensa para ambos.

Henry tem uma vida perfeita dentro dos padrões, uma irmã maluca, que foi o terror do colégio onde ele estuda e lhe deixou um legado, pais totalmente malucos e apaixonantes, e dois amigos, Lola, aquela que coloca ordem na turma, e Murray o amigo dramático e doido, tendo uma vida tão organizada e pratica, Henry não estava preparado para o tsunami Grace Town.

Falar desse livro se tornou uma missão quase impossível, juro que estou tentando, mas não sei como passar para o papel tudo que senti durante a leitura, mas posso começar dizendo que Krystal simplesmente dá um soco no estômago do leitor com muita classe, apesar de ser considerado um romance adolescente, A química que há entre nós aborda um amor tão profundo e real, tanta dor e redenção, que ás vezes era difícil lembrar que eram apenas adolescentes.

Esse é o primeiro trabalho da autora e Meu Deus, se isso foi uma primeira tentativa, Jojo e Jhon Green que se preparem pois nos próximos ela domina o mundo com certeza. O livro tem uma pegada que fãs de Jojo e Green vão adorar, uma coisa madura, profunda e intensa, cheia de lições e reflexões que com certeza vamos levar para o resto da vida.

A química que há entre nós, uma sacada genial, um livro que explica o tema central do livro, da forma científica com a qual ele é visto. Uma reação química que acontece no cérebro, um sentimento chamado amor.
"Mas o amor é científico cara. Quer dizer, ele é apenas uma reação química no cérebro. Às vezes essa reação dura a vida inteira (...) e às vezes não. "


O livro trata de amor, amor puro e sincero, amor químico, amor após a morte, mas também trata de redenção, se perdoar por aquilo que fez é aquilo que acredita ter feito, ou ter sido causador de alguma forma, ele te faz refletir e querer se redimir de algo por menor que seja, se pudesse? Do que gostaria de se redimir leitor?

Um livro que vai te causar um desbaratamento emocional, uma enxurrada de gargalhadas é uma reflexão tão profunda e infinita quanto o universo. Todos os personagens são apaixonantes, e me vi muito em Lola com seu jeito mandão e rude e Henry com seu coração tão doce e sua esperança de que tudo ia dar certo. Ou seja, é aquele livro que você se identifica e mergulha, é um livro que você deseja o melhor, mas que a autora só lhe dá o que é real, sendo assim, se prepare para ser descontruído por Krystal Sutherland, a autora que me conquistou de corpo e alma.
"Histórias com finais felizes são só histórias que não acabaram ainda."

Sobre a edição, a Globo Alt teve o cuidado de manter a capa original, os peixes são uma parte da história e quando a leitura é feita, a capa começa a ser vista com outros olhos, eles estão em todas as páginas de inicio de capítulo dando um capricho a mais á edição, a fonte em tamanho ideal e as páginas amareladas complementam a leitura, revisão como sempre impecável.

Um livro lindo e destruidor indicado à todos os leitores que possuem uma alma masoquista kkkkkkk, que amam rir e chorar durante uma leitura. Fãs de Jojo e Green, se aventurem, vocês não vão se arrepender, eu prometo.
Com relação a nota, esse é o tipo de livro que te faz avaliar tudo que você já leu na vida e já considerou sua melhor leitura, a vontade de voltar e tirar umas estrelinhas de outras resenhas me coça kkkkkk.

site: http://paraisodasideas.blogspot.com.br/
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Paraíso das Ideias 24/06/2017



E
então ele chegou, lindo e formoso em uma embalagem cheia de amor, como todas as que vem da Globo Alt, e apesar da capa linda e do nome sugestivo eu não imaginava seu conteúdo. Mas foi amor a primeira vista, então me joguei de cabeça nessa aventura, e no final? Virei a última página sem um pedaço da minha alma.

"Às vezes você não sabe que as coisas serão extraordinárias até que elas são."


Henry nunca foi um adolescente muito chegado há romances, foi sempre um rapaz muito prático, e depois de assistir alguns relacionamentos de seus amigos fracassarem, entendeu que aquilo era drama demais pra sua vida kkkk, mas enfim algo estranho acontece, e de toda forma, pela pessoa mais estranha possível. Apesar de não conseguir identificar seus sentimentos logo de cara, Henry sabe que de alguma forma, aquela garota estranha chamada Grace Town que se veste com roupas de homem e manca como se usasse uma prótese mexe com ele, se isso vai ser bom ou ruim? Só o tempo irá dizer.

O livro é narrado em primeira pessoa, e vamos conhecer Grace através dos olhos de Henry, e ele começa a sua história no momento em que viu aquela menina estranha entrar na aula de teatro, a primeira vista ele sentiu curiosidade, mas houve um segundo contato e foi aí que tudo começou. Grace e Henry receberam a missão de serem os editores do jornal escolar, ele lutou por isso por anos, ela, chegou no colégio há apenas 3 meses e já ganhou o cargo, mas ela não aceita, segundo ela, ela não escreve mais, Henry não se conforma com sua atitude e resolve interrogá-la, e é aí que começa a amizade... Grace muda de ideia e resolve participar do jornal, eles começam a ter mais contato e Henry cada vez fica mais apaixonado.

Grace possui demônios, demônios grandes que a destruíram, e a menina antes linda e apaixonante cheia de vida, se tornou apenas um corpo vazio, sem vida, sem alma. Ela é um mistério, além de suas roupas largas e masculinas e o fato de que ela não escreve mais, Henry não sabe muito sobre ela, mas aos poucos ela vai se abrindo, eles vão se relacionando e as coisas vão acontecendo de uma forma dolorosa e intensa para ambos.

Henry tem uma vida perfeita dentro dos padrões, uma irmã maluca, que foi o terror do colégio onde ele estuda e lhe deixou um legado, pais totalmente malucos e apaixonantes, e dois amigos, Lola, aquela que coloca ordem na turma, e Murray o amigo dramático e doido, tendo uma vida tão organizada e pratica, Henry não estava preparado para o tsunami Grace Town.

Falar desse livro se tornou uma missão quase impossível, juro que estou tentando, mas não sei como passar para o papel tudo que senti durante a leitura, mas posso começar dizendo que Krystal simplesmente dá um soco no estômago do leitor com muita classe, apesar de ser considerado um romance adolescente, A química que há entre nós aborda um amor tão profundo e real, tanta dor e redenção, que ás vezes era difícil lembrar que eram apenas adolescentes.

Esse é o primeiro trabalho da autora e Meu Deus, se isso foi uma primeira tentativa, Jojo e Jhon Green que se preparem pois nos próximos ela domina o mundo com certeza. O livro tem uma pegada que fãs de Jojo e Green vão adorar, uma coisa madura, profunda e intensa, cheia de lições e reflexões que com certeza vamos levar para o resto da vida.

A química que há entre nós, uma sacada genial, um livro que explica o tema central do livro, da forma científica com a qual ele é visto. Uma reação química que acontece no cérebro, um sentimento chamado amor.
"Mas o amor é científico cara. Quer dizer, ele é apenas uma reação química no cérebro. Às vezes essa reação dura a vida inteira (...) e às vezes não. "


O livro trata de amor, amor puro e sincero, amor químico, amor após a morte, mas também trata de redenção, se perdoar por aquilo que fez é aquilo que acredita ter feito, ou ter sido causador de alguma forma, ele te faz refletir e querer se redimir de algo por menor que seja, se pudesse? Do que gostaria de se redimir leitor?

Um livro que vai te causar um desbaratamento emocional, uma enxurrada de gargalhadas é uma reflexão tão profunda e infinita quanto o universo. Todos os personagens são apaixonantes, e me vi muito em Lola com seu jeito mandão e rude e Henry com seu coração tão doce e sua esperança de que tudo ia dar certo. Ou seja, é aquele livro que você se identifica e mergulha, é um livro que você deseja o melhor, mas que a autora só lhe dá o que é real, sendo assim, se prepare para ser descontruído por Krystal Sutherland, a autora que me conquistou de corpo e alma.
"Histórias com finais felizes são só histórias que não acabaram ainda."

Sobre a edição, a Globo Alt teve o cuidado de manter a capa original, os peixes são uma parte da história e quando a leitura é feita, a capa começa a ser vista com outros olhos, eles estão em todas as páginas de inicio de capítulo dando um capricho a mais á edição, a fonte em tamanho ideal e as páginas amareladas complementam a leitura, revisão como sempre impecável.

Um livro lindo e destruidor indicado à todos os leitores que possuem uma alma masoquista kkkkkkk, que amam rir e chorar durante uma leitura. Fãs de Jojo e Green, se aventurem, vocês não vão se arrepender, eu prometo.
Com relação a nota, esse é o tipo de livro que te faz avaliar tudo que você já leu na vida e já considerou sua melhor leitura, a vontade de voltar e tirar umas estrelinhas de outras resenhas me coça kkkkkk.

site: http://paraisodasideas.blogspot.com.br/
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Meu Vicio em Livros 17/06/2017

ao contrário do título, faltou química
ste livro conta a história de como Henry se apaixonou pela primeira vez. E tudo que ele sente não é nada como ele imaginava que seria. A sua escolhida é uma garota esquisita que se veste com roupas masculinas, usa uma bengala, ele nunca a vê interagindo com ninguém, mas tudo isto só desperta sua curiosidade sobre ela. Quando os dois são escalados como redatores do jornal do colégio, enquanto que Henry está animado, pois é algo que há dois anos ele sonha que aconteça, Grace não quer saber de escrever nada nunca mais, o que faz com que ele fique ainda mais intrigado.

Ao dar uma de perseguidor no Facebook e descobrir que as fotos postadas há três meses não condizem com a mesma pessoa que ele conheceu pessoalmente, tanto Henry como o leitor fica obcecado em descobrir o que aconteceu para que Grace começasse a agir de modo tão estranho. O que aconteceu que a abalou tanto?? LEIA A RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://www.meuvicioemlivros.com/2017/04/resenha-quimica-que-ha-entre-nos-de.html
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Mania de Livro 14/06/2017

Referências que amamos!
A química que há entre nós, da australiana Krystal Sutherland, é curtinho e de leitura rápida, cheio de referências e com uma boa dose de humor.

Henry é aquele tipo de nerd que conhece o controle do video game como a palma da mão, mas não sabe lidar com o sexo aposto. Certo dia, uma nova aluna começa a frequentar sua aula de teatro e desperta sua curiosidade. Grace Town a primeira vista é um pouco estranha – usa roupas masculinas, anda de bengala e possui uma aparência meio suja, como se não tivesse tomado banho há dias.

Os dois, de forma um pouco turbulenta, começam uma amizade que aos poucos se encaminha para um romance. As circunstancias que cercam Grace são misteriosas e não demora muito para Henry vasculhar o passado da menina. Ele descobre o porquê de Grace ser tão introspectiva – descobre que seu passado não é nada bonito e, seus pensamentos são menos ainda.

Apesar de possuir uma premissa aparentemente triste, o livro é recheado de bons momentos. A família de Henry e seus amigos – Lola e Murray – são um show a parte. As referências aos diversos filmes e bandas famosas são divertidíssimas, aproxima o leitor da historia.

A problemática do livro se deu, para mim, no fato de que esse romance tenha sido idealizado e forçado pelo Henry, sem (em nenhum momento) Grace estar pronta para vivê-lo. Mas acredito também que esse seja justamente o ponto que a autora quis buscar – o amor adolescente é isso, inexperiente, apressado e, muitas vezes, incompatível, mas dói.

Eu não me senti muito comovida pela personagem Grace. Em certos momentos até quis abraça-la, em outros achei ela um pé no saco. Já o Henry e seus amigos, eu me apaixonei. Que turma incrível, divertida e fiel. A amizade deles é uma graça, todas as cenas dos três são encantadoras e engraçadas.

Outro ponto que não me fez amar essa leitura foi a (enorme!) semelhança com a narrativa do John Green. É basicamente o mesmo formato.

É um livro bom pra descontrair e dar umas risadas, mas eu esperava um pouquinho mais... ⭐️
Fran 14/06/2017minha estante
Adorei a resenha! Ansiosa para ler agora rsrs


Mania de Livro 14/06/2017minha estante
Espero que você goste! *-*




Ceile 27/05/2017

Como se a vida fosse o twitter
Quando terminei este livro, fiquei sem saber muito bem se tinha amado muito ou não gostado. Foi uma leitura diferente, difícil de classificar. Marquei muitas passagens, me envolvi na história, gostei dos personagens e do desenvolvimento do enredo, mas não teve algo arrebatador que eu consiga destacar como o grande atrativo do livro ou algo que me impulsionasse a ler sem parar. Ao mesmo tempo, a história não apresentou nada que deixasse a leitura cansativa ou me fizesse querer desistir. Foi como ler um livro do John Green - e eu definitamente gosto das obras dele - e não saber explicar, só sentir. É o tipo de narrativa e construção de enredo que só lendo para saber se você vai gostar ou não.

Já que falei do John, não teve como não pensar em Cidades de Papel... Primeiro por Grace Town. Ela me lembrava muito a personalidade misteriosa da Margot. Depois vem Henry totalmente instigado a desvendá-la e seus amigos com suas particularidades (ah, como eu adorei conhecê-los!). Apesar de certas semelhanças, acredito que a abordagem em A química que há entre nós seja mais real, atrativa e menos aventureita. Henry vai delineando suas descobertas após fazer a constatação que está realmente apaixonado pela Grace que, por sua vez, não deixa muito claro o que quer ou o que sente. E obviamente acaba por atiçar ainda mais a curiosidade do pobre garoto (sim, gente, tadinho).

"— Muz — sussurrei ao chegar à casa de Murray e começar a bater na janela de seu quarto. Ninguém respondeu, então levantei a janela, me reboquei para dentro e peguei no sono, sozinho e totalmente vestido na cama de Murray, pensando em Grace Town e em como, se as pessoas realmente eram formadas de pedaços do universo, sua alma era feita de poeira de estrelas e caos."

Olha, bem incomum o que vou falar, mas se você gosta de twitter, acho que vai gostar muito do livro. É bem aquele clima de tá tudo dando errado e a gente tá fazendo meme. E, sim, Henry entende de memes. Ah, isso é fundamental né nom. O livro tem um humor depreciativo, uma melancolia trágica e bem humorada. Agora, se você gosta da outra rede, acho, sinceramente, que não vai curtir. A história não tem aqueles clímax explícitos que os textões trazem. Não é uma história óbvia, é cheia de simbolismos e reflexões. Os personagens não são os populares ou totalmente loosers, são aqueles aquém dos grupinhos, com uma linguagem que só eles entendem.

Eu marquei o livro como favorito, mas sei que não vai funcionar para todo mundo, por isso uma indicação bem precisa assim. Vale muito a pena ler, marcar quotes, amar os pais do Henry e ficar em dúvida se dá pra torcer pelo casal ou não, já que parece indiferente o desfecho disso. O importante aqui é o que desenrola entre a chegada de Grace até Henry aprender a lidar com tudo que sente. Nesse meio, ele vai desvendando os segredos dela, entendendo o por quê das roupas masculinas e a predileção por não lavá-las e, ok, cheirar um pouco mal. Mais do que isso, Henry vai tentando entender tudo que ela provoca dentro dele, já que nunca havia se apaixonado dessa forma.

"(...) — Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel, Henry. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios."

Ai, realmente não sei o que falar desse livro, mesmo estando no quinto parágrafo, parece que não foi o suficiente, mas é fato que funcionou muito comigo e mesmo sem ter uma grande sacada ou algo transformador, é um tipo de leitura que gosto de fazer e sinto falta desde que li (quase) todos os livros do John Green. Há tempos eu não marcava tanta coisa num livro nem me sentia como o protagonista, fazendo o famigerado papel de trouxa.

site: www.estejali.com
Lilica 29/05/2017minha estante
Gostei da resenha. Me deu mais vontade de comprar.




Malucas Por Romances 26/05/2017

Mais um pra fila de melhores de 2017
Terminei a leitura e vim correndo contar o que achei aqui para vocês. To meia hora olhando pro nada, chamando as amigas no chat para desabafar, já postei no meu perfil do facebook que não conseguiria fazer resenha desse livro. Mas estou aqui, tentando contar para vocês o que achei desse livro que me tirou da órbita até agora. Vamos lá que acho que estou pronta para desabafar.

"Gosto de ter respostas prontas pra quando as pessoas me pergunta sobre mim mesma. Quer dizer, se eu não sei quem sou, como é que outra pessoa deveria saber?"

A Química que há Entre Nós é um livro da autora Krystal Sutherland, lançamento da editora Globo Alt. Já vou logo avisando que é um livro com adolescentes e que a escrita parece muito com John Green. Se você gosta de livros assim esse livro é para você, ou não. Achei Krital Sutherland melhor que John Green, confesso.

O livro conta a história de Henry Page, um adolescente que foge de confusões, só quer sair ileso da escola e ir para faculdade. Ele está trabalhando duro para se tornar editor do jornal da escola, até que sua chance aparece, ele só não contava ter que trabalhar com Grace Town, a menina esquisita que usa roupas de homens, sem vaidade alguma e que usa uma bengala. Logo quando ele ver Grace sente algo por ela e vai querer desvendar os mistérios de Grace. Henry vai fazer de tudo para descobrir os mistérios de Grace e na sequência vai se apaixonar por esse mistério chamado Grace Town.

Confesso que me chamou nesse livro foi essa capa maravilhosa da Globo Alt, quando ele chegou aqui em casa fiquei o dia todo admirando o livro que até cheguei a postar a foto no facebook. Aí foi que uma amiga disse que esse livro ia acabar contigo, logo eu que amo chorar lendo, só não imaginava que ficaria acabada mesmo. Não é brincadeira gente, até agora estou aqui digerindo a história desses dois personagens que para sempre ficará na minha memória.

Hanery Paige é o garoto certinho, magrelo, alto, tem 17 anos e tem um sonho de ser um escritor. Um adolescente que tinha orgulho de não se apaixonar, isso é claro até conhecer Grace. Ele fica encantado por Grace por ela ser diferente todas as meninas da escola e mesmo assim parecer dona de tudo e que não liga para que os outros falam. Eu acho que ele se apaixonou mais pelo mistério do que pela própria Grace em si, e confesso que também fiquei curiosa aqui.

"O universo não é o lugar mágico que as pessoas pintam. É lindo de doer, mas não existe mágica ali, só ciência."

Grace é uma personagem que você vai amar, mas que também vai odiar. Ela gosta de andar assim vestida de homem por causa de algo que aconteceu no seu passado e quando você descobre seu coração vai ficar em mil pedacinhos. Grace é aquele personagem que mesmo você não gostando você vai se pegar querer saber mais e mais dela igual ao Henry e talvez entender Grace no final do livro.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: https://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2017/05/resenha-quimica-que-ha-entre-nos.html
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Portal JuLund 17/05/2017

A química que há entre nós @GloboAlt
Esse é o típico livro que te ganha pela capa e a leitura sem grande expectativa, torna-se uma grande experiência. A leitura foi mais que de um romance comum para adolescentes e jovens adultos, a trama da bela autora estreante acabou por ganhar meu coração.
Na narrativa desse lançamento Globo Livros (Selo Globo Alt) conhecemos Henry – nosso protagonista – que acaba de conseguir uma a vaga de editor do jornal de sua escola.
As coisas se tornam mais atípicas quando descobre que vai ter que dividi-la com uma garota recém transferida para o seu colégio.

“Pelos três dias seguintes, era difícil uma hora passar sem que eu e Grace não nos víssemos.”

Grace é diferentona: manca e anda com a ajuda de uma bengala, é super sociável (Só que não rs) e além disso, sua aparência é meio bagunçada. Os dois começam trabalhar lado a lado e nesse cotidiano vamos descobrindo a profundidade dessa trama e a presença meio mórbida dessa menina acaba por conquistar seu coração.

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/resenha-a-quimica-que-ha-entre-nos-globoalt
Fernanda.Sales 10/06/2017minha estante
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Jéssica - @cjessferreira 07/05/2017

Ainda não sei direito o que estou sentindo sobre esse livro...
Acabei de concluir a leitura deste livro e estou com um leve incômodo na "boca do estômago". Não sei se quero chorar, se quero sorrir... Só sei que dei um longo e demorado suspiro assim que li a última linha.

A Química que há Entre Nós conta a história de Henry que se apaixona pela colega de turma, Grace. Diferente da outras meninas da classe, Grace parece estar sempre mal cuidada, com cabelos sujos, roupas masculinas e uma bengala. Por trás dessa aparência, existe um mistério que Henry está disposto a descobrir, e nós o acompanharemos nessa busca por respostas.

Quando o mistério foi revelado, eu quis abraçar a Grace. Eu quis que ela procurasse um psicólogo. Eu quis dizer a ela que tudo aquilo poderia passar, se ela se permitisse. Eu quis que o Henry não fosse um coadjuvante na vida dela. Eu quis que algo extraordinário acontecesse...

Mas Grace estava quebrada demais.
E Henry sabia que corria o risco de se machucar.

"Pensei em amá-la secretamente, entre a sombra e a alma. Talvez eu devesse fazer isso. Talvez fosse aí o lugar dos meus sentimentos: na escuridão, nunca percebidos."

E aí aconteceu tudo e nada ao mesmo tempo. Tudo ficou no ar, como poeira de estrela ou sujeira. Como a vida real, sabe? Quando você não luta por aquilo que quer. Quando você só se conforma, se culpa, só espera, só tem medo... Como quando você não sabe o que fazer.

"Você se apaixonou por uma ideia, não por uma pessoa real."

Eu esperava mais desse livro, confesso. Eu queria mais química, mais garra, mais esperança. Eu queria mais fúria. Eu queria um final feliz - o que não significa que o final foi triste. Sei lá, ainda estou processando algumas coisas aqui na minha cabeça... Ainda sinto um nó no estômago...

Acho que final feliz é só uma questão de ponto de vista.

A Química que Há Entre Nós diz que o amor é uma reação química. É um encontro de átomos e explosões que podem - ou não - ter um fim. É como uma estrela que entra em super nova. Às vezes dura para sempre. Às vezes se apaga.


site: www.instagram.com/cjessferreira
Feh 24/05/2017minha estante
Tb me.senti assim.nao sei se amo ou odeio esse livro mas quem ja se apaixonou vai se identificar




Kennia Santos | @LendoDePijamas 07/05/2017

"E todo esse tempo eu a amei, assim como ela o amou. Secretamente, entre a sombra e a alma."
Quando Henry Page conhece Grace Town, em apenas um olhar, ele sente que sua vida irá mudar. Não da forma filosófica do tipo que se anseia. Mas Henry sente que Grace chegou para distorcer todos os rumos remotamente planejados por ele até o momento.
Grace Town é... peculiar. Não, Grace Town é estranha. Em plena juventude veste apenas roupas masculinas, usa uma bengala como suporte para o mancar de uma perna, e é muito, muito misteriosa.

"Eu só me sentia... magnetizado por ela. Como a gravidade. Eu queria orbitá-la, estar em torno dela, da maneira que a Terra orbita o Sol." (p.61)

E é exatamente isso que atrai Henry para ela. Sua áurea de segredos, seu passado questionador. Tudo se torna um grande ponto de interrogação que Henry Page quer conhecer as entrelinhas para chegar até as respostas.
Quando eles se aproximam, tudo se torna uma bagunça de sentimentos e memórias.

"Porque eu nunca conheci ninguém que
eu quisesse na minha vida desse jeito.
Além de você.
Eu poderia abrir uma exceção pra você." (p.62)

"Grakov" e "Henrik", como se apelidaram, tem uma química incontestável. Com a ciência, com a escrita -ambos são indicados para redigir artigos de um jornal da escola- e com diversos outros aspectos que, se visto de longe, são apenas detalhes. Pequenas coisas. Mas essas pequenas coisas mostram que juntas podem fazer um bom estrago com certezas e tentativas de definição.
Mas eles nunca se encontram no mesmo nível. Um sempre está querendo dar um passo maior do que o outro está disposto. E todos sabemos que em relacionamentos, é necessário ter equilíbrio. Para que as pessoas envolvidas não tropecem no caminho ou deem saltos altos demais.

"Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios." (p.220)

Esse livro é também sobre amizade. Henry possui dois amigos que vivem ao seu lado, para o que der e vier. Murray, um esquisitão brutamontes que apesar de tudo atrai meninas com seu jeito "good vibes" de ser. E Lola, que em pleno ensino médio saiu do armário revelando sua preferência sexual e mostrou um belo "fuck you" pra quem questionasse.

E sobre família. Henry cresceu numa família completamente estruturada. Mas não confunda estruturada com normal. Sua irmã, Sadie, é uma neurocientista de 27 anos recém-divorciada que aprontou MUITO em sua juventude, e tem um filho chamado Ryan, que por sinal é uma fofura. E seus pais, que conseguem ser preocupados no nível certo e esbanjar humor e compreensão.

"Mas o amor é científico. Quer dizer, ele é apenas uma reação química no cérebro. Às vezes essa reação dura a vida inteira, repetindo-se de novo e de novo. E às vezes, não. Às vezes ela entra em supernova e começa a desaparecer. Nós somos todos apenas corações químicos. E isso deixa o amor menos brilhante? Acho que não." (p.245)

Enquanto Grace Town? Tudo que Henry sabe é que apesar de suas teorias estranhas, seu mancar desajeitado e sua personalidade bipolar, ele gosta muito dela. E quer desmembrar cada camada secreta de sua alma.

"Então você não pode sair por aí pensando que qualquer pessoa por quem você se atrai é 'A Pessoa Certa'. As pessoas não têm almas gêmeas. Elas fazem suas almas gêmeas." (p.246)

Mas nem sempre enxergamos o que precisamos. Apenas o que queremos.

Esse livro me lembrou "O projeto Rosie", mas num segmento dramático. É geek, filosófico, engraçado, leve e fofo.
Me parece uma versão feminina de John Green que deu muito, mas muito certo.

Krystal Sutherland possui uma escrita magnética, EXPRESSIVA.
Para alguns, a história pode parecer "infantil", mas na verdade, é apenas diferente. Não possui um sentido ou razão, apenas está ali, existindo. Há quem vá julgar como sem graça, mas ao meu ver... eu não sei nem como explicar. Pode ser que daqui há uma semana eu não me lembre mais do nome dos personagens, ou dos detalhes da história. Mas no momento que eu li, no momento em que meus olhos transpassaram pelas linhas e foram absorvendo cada palavra e sentença em seu devido sentido... foi incrivelmente desconcertante. Eu me identifiquei, eu refleti, eu questionei. Foi uma mistura de tudo.

"O amor não precisa durar uma vida inteira para ser real. Você não pode medir a qualidade de um amor pela quantidade de tempo que ele dura. Tudo morre, amor inclusive. Às vezes morre com uma pessoa, às vezes morre sozinho. A maior história de amor contada na história não precisa ser sobre duas pessoas que passaram a vida inteira juntas. Pode ser sobre um amor que durou duas semanas ou dois meses ou dois anos, mas queimou com mais brilho e mais calor e mais vigor do que qualquer outro amor antes ou depois." (p.248)

Pode ser que eu tenha falado falado e falado, mas não falado nada. Mas não tem problema. Porque esse é o tipo de livro que tem o poder de fazer cada leitor sentí-lo de uma forma. Então sim, eu recomendo.

Mas não se esqueçam do que eu falei, tá? Não é uma história de amor. É uma história DO amor.

"E todo esse tempo eu a amei, assim como ela o amou. Secretamente, entre a sombra e a alma." (p.266)
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Nikolle - Paradise Books 06/05/2017

Bonito e triste ao mesmo tempo
Henry Page é um simples garoto, que está no seu último ano escolar, no momento não está interessado em nenhuma garota (ou garoto) da sua escola, ele não se vê entrando em um relacionamento tão cedo, depois de presenciar as indas e vindas de seus amigos em seus namoros. Mas a única coisa que almeja é ser editor-chefe do jornal anual da Escola, ele ama escrever, e quando finalmente consegue, não imaginava que iria ter que dividir a posição com mais uma pessoa.

Grace Town é a nova garota da escola, nunca conversa com os outros alunos, mas sempre chama atenção com seu cabelo desleixado, suas roupas masculinas e uma bengala que utiliza para facilitar seus movimentos ao caminhar. E todo o mistério que ela traz com essa fachada, chama atenção de Henry, principalmente agora que Grace vai estar junto com ele editando o jornal.

"... Então esta, com certeza, não é uma história de amor a primeira vista.
Mas esta é uma história de amor.
Bom.
Mais ou menos."

Estar com Grace era difícil, ela tinha dias ruins e dias bons, mas ela era divertida, trazendo um humor mórbido para as coisas, e tinha um jeito com as palavras, quando desejava ser profunda. E tudo o que Henry quer é desvendar todos os lados, humores e personalidades de Grace, ele quer entender como ela ficou do jeito que é agora e o "por quê". E quanto mais ele mergulha na vida desta garota misteriosa, mais seus sentimentos aumentam e ele se apaixona cada vez mais por todas as versões de Grace que ele começa a conhecer. Mas quando ele descobrir toda verdade, esse amor vai ser suficiente para os dois?

Por mais que a história seja sobre Henry estar maravilhado com o mistério que é Grace Town, eu me apeguei mais as descobertas em si, do personagem principal na sua vida social/amorosa e ne tudo o que girava em torno dele, seus amigos (que são maravilhosossssss) e sua família principalmente. E Grace foi mais um elemento para complementar o enredo, já que suas atitudes e humores não me conquistaram tanto quanto Henry.

As indicações vão para quem está procurando um livro misterioso, dramático, com humor (mórbido na maioria das vezes), e que vai tratar de traumas e fases da adolescência de um modo simples e maduro.

site: http://www.paradisebooks.com.br/
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