A Química Que Há Entre Nós

A Química Que Há Entre Nós Krystal Sutherland




Resenhas - A Química Que Há Entre Nós


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Meu Vicio em Livros 17/06/2017

ao contrário do título, faltou química
ste livro conta a história de como Henry se apaixonou pela primeira vez. E tudo que ele sente não é nada como ele imaginava que seria. A sua escolhida é uma garota esquisita que se veste com roupas masculinas, usa uma bengala, ele nunca a vê interagindo com ninguém, mas tudo isto só desperta sua curiosidade sobre ela. Quando os dois são escalados como redatores do jornal do colégio, enquanto que Henry está animado, pois é algo que há dois anos ele sonha que aconteça, Grace não quer saber de escrever nada nunca mais, o que faz com que ele fique ainda mais intrigado.

Ao dar uma de perseguidor no Facebook e descobrir que as fotos postadas há três meses não condizem com a mesma pessoa que ele conheceu pessoalmente, tanto Henry como o leitor fica obcecado em descobrir o que aconteceu para que Grace começasse a agir de modo tão estranho. O que aconteceu que a abalou tanto?? LEIA A RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://www.meuvicioemlivros.com/2017/04/resenha-quimica-que-ha-entre-nos-de.html
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La Tomás 14/06/2017

Referências que amamos!
A química que há entre nós, da australiana Krystal Sutherland, é curtinho e de leitura rápida, cheio de referências e com uma boa dose de humor.

Henry é aquele tipo de nerd que conhece o controle do video game como a palma da mão, mas não sabe lidar com o sexo aposto. Certo dia, uma nova aluna começa a frequentar sua aula de teatro e desperta sua curiosidade. Grace Town a primeira vista é um pouco estranha – usa roupas masculinas, anda de bengala e possui uma aparência meio suja, como se não tivesse tomado banho há dias.

Os dois, de forma um pouco turbulenta, começam uma amizade que aos poucos se encaminha para um romance. As circunstancias que cercam Grace são misteriosas e não demora muito para Henry vasculhar o passado da menina. Ele descobre o porquê de Grace ser tão introspectiva – descobre que seu passado não é nada bonito e, seus pensamentos são menos ainda.

Apesar de possuir uma premissa aparentemente triste, o livro é recheado de bons momentos. A família de Henry e seus amigos – Lola e Murray – são um show a parte. As referências aos diversos filmes e bandas famosas são divertidíssimas, aproxima o leitor da historia.

A problemática do livro se deu, para mim, no fato de que esse romance tenha sido idealizado e forçado pelo Henry, sem (em nenhum momento) Grace estar pronta para vivê-lo. Mas acredito também que esse seja justamente o ponto que a autora quis buscar – o amor adolescente é isso, inexperiente, apressado e, muitas vezes, incompatível, mas dói.

Eu não me senti muito comovida pela personagem Grace. Em certos momentos até quis abraça-la, em outros achei ela um pé no saco. Já o Henry e seus amigos, eu me apaixonei. Que turma incrível, divertida e fiel. A amizade deles é uma graça, todas as cenas dos três são encantadoras e engraçadas.

Outro ponto que não me fez amar essa leitura foi a (enorme!) semelhança com a narrativa do John Green. É basicamente o mesmo formato.

É um livro bom pra descontrair e dar umas risadas, mas eu esperava um pouquinho mais... ⭐️
Fran 14/06/2017minha estante
Adorei a resenha! Ansiosa para ler agora rsrs


La Tomás 14/06/2017minha estante
Espero que você goste! *-*




Ceile 27/05/2017

Como se a vida fosse o twitter
Quando terminei este livro, fiquei sem saber muito bem se tinha amado muito ou não gostado. Foi uma leitura diferente, difícil de classificar. Marquei muitas passagens, me envolvi na história, gostei dos personagens e do desenvolvimento do enredo, mas não teve algo arrebatador que eu consiga destacar como o grande atrativo do livro ou algo que me impulsionasse a ler sem parar. Ao mesmo tempo, a história não apresentou nada que deixasse a leitura cansativa ou me fizesse querer desistir. Foi como ler um livro do John Green - e eu definitamente gosto das obras dele - e não saber explicar, só sentir. É o tipo de narrativa e construção de enredo que só lendo para saber se você vai gostar ou não.

Já que falei do John, não teve como não pensar em Cidades de Papel... Primeiro por Grace Town. Ela me lembrava muito a personalidade misteriosa da Margot. Depois vem Henry totalmente instigado a desvendá-la e seus amigos com suas particularidades (ah, como eu adorei conhecê-los!). Apesar de certas semelhanças, acredito que a abordagem em A química que há entre nós seja mais real, atrativa e menos aventureita. Henry vai delineando suas descobertas após fazer a constatação que está realmente apaixonado pela Grace que, por sua vez, não deixa muito claro o que quer ou o que sente. E obviamente acaba por atiçar ainda mais a curiosidade do pobre garoto (sim, gente, tadinho).

"— Muz — sussurrei ao chegar à casa de Murray e começar a bater na janela de seu quarto. Ninguém respondeu, então levantei a janela, me reboquei para dentro e peguei no sono, sozinho e totalmente vestido na cama de Murray, pensando em Grace Town e em como, se as pessoas realmente eram formadas de pedaços do universo, sua alma era feita de poeira de estrelas e caos."

Olha, bem incomum o que vou falar, mas se você gosta de twitter, acho que vai gostar muito do livro. É bem aquele clima de tá tudo dando errado e a gente tá fazendo meme. E, sim, Henry entende de memes. Ah, isso é fundamental né nom. O livro tem um humor depreciativo, uma melancolia trágica e bem humorada. Agora, se você gosta da outra rede, acho, sinceramente, que não vai curtir. A história não tem aqueles clímax explícitos que os textões trazem. Não é uma história óbvia, é cheia de simbolismos e reflexões. Os personagens não são os populares ou totalmente loosers, são aqueles aquém dos grupinhos, com uma linguagem que só eles entendem.

Eu marquei o livro como favorito, mas sei que não vai funcionar para todo mundo, por isso uma indicação bem precisa assim. Vale muito a pena ler, marcar quotes, amar os pais do Henry e ficar em dúvida se dá pra torcer pelo casal ou não, já que parece indiferente o desfecho disso. O importante aqui é o que desenrola entre a chegada de Grace até Henry aprender a lidar com tudo que sente. Nesse meio, ele vai desvendando os segredos dela, entendendo o por quê das roupas masculinas e a predileção por não lavá-las e, ok, cheirar um pouco mal. Mais do que isso, Henry vai tentando entender tudo que ela provoca dentro dele, já que nunca havia se apaixonado dessa forma.

"(...) — Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel, Henry. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios."

Ai, realmente não sei o que falar desse livro, mesmo estando no quinto parágrafo, parece que não foi o suficiente, mas é fato que funcionou muito comigo e mesmo sem ter uma grande sacada ou algo transformador, é um tipo de leitura que gosto de fazer e sinto falta desde que li (quase) todos os livros do John Green. Há tempos eu não marcava tanta coisa num livro nem me sentia como o protagonista, fazendo o famigerado papel de trouxa.

site: www.estejali.com
Lilica 29/05/2017minha estante
Gostei da resenha. Me deu mais vontade de comprar.




Malucas Por Romances 26/05/2017

Mais um pra fila de melhores de 2017
Terminei a leitura e vim correndo contar o que achei aqui para vocês. To meia hora olhando pro nada, chamando as amigas no chat para desabafar, já postei no meu perfil do facebook que não conseguiria fazer resenha desse livro. Mas estou aqui, tentando contar para vocês o que achei desse livro que me tirou da órbita até agora. Vamos lá que acho que estou pronta para desabafar.

"Gosto de ter respostas prontas pra quando as pessoas me pergunta sobre mim mesma. Quer dizer, se eu não sei quem sou, como é que outra pessoa deveria saber?"

A Química que há Entre Nós é um livro da autora Krystal Sutherland, lançamento da editora Globo Alt. Já vou logo avisando que é um livro com adolescentes e que a escrita parece muito com John Green. Se você gosta de livros assim esse livro é para você, ou não. Achei Krital Sutherland melhor que John Green, confesso.

O livro conta a história de Henry Page, um adolescente que foge de confusões, só quer sair ileso da escola e ir para faculdade. Ele está trabalhando duro para se tornar editor do jornal da escola, até que sua chance aparece, ele só não contava ter que trabalhar com Grace Town, a menina esquisita que usa roupas de homens, sem vaidade alguma e que usa uma bengala. Logo quando ele ver Grace sente algo por ela e vai querer desvendar os mistérios de Grace. Henry vai fazer de tudo para descobrir os mistérios de Grace e na sequência vai se apaixonar por esse mistério chamado Grace Town.

Confesso que me chamou nesse livro foi essa capa maravilhosa da Globo Alt, quando ele chegou aqui em casa fiquei o dia todo admirando o livro que até cheguei a postar a foto no facebook. Aí foi que uma amiga disse que esse livro ia acabar contigo, logo eu que amo chorar lendo, só não imaginava que ficaria acabada mesmo. Não é brincadeira gente, até agora estou aqui digerindo a história desses dois personagens que para sempre ficará na minha memória.

Hanery Paige é o garoto certinho, magrelo, alto, tem 17 anos e tem um sonho de ser um escritor. Um adolescente que tinha orgulho de não se apaixonar, isso é claro até conhecer Grace. Ele fica encantado por Grace por ela ser diferente todas as meninas da escola e mesmo assim parecer dona de tudo e que não liga para que os outros falam. Eu acho que ele se apaixonou mais pelo mistério do que pela própria Grace em si, e confesso que também fiquei curiosa aqui.

"O universo não é o lugar mágico que as pessoas pintam. É lindo de doer, mas não existe mágica ali, só ciência."

Grace é uma personagem que você vai amar, mas que também vai odiar. Ela gosta de andar assim vestida de homem por causa de algo que aconteceu no seu passado e quando você descobre seu coração vai ficar em mil pedacinhos. Grace é aquele personagem que mesmo você não gostando você vai se pegar querer saber mais e mais dela igual ao Henry e talvez entender Grace no final do livro.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: https://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2017/05/resenha-quimica-que-ha-entre-nos.html
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Portal JuLund 17/05/2017

A química que há entre nós @GloboAlt
Esse é o típico livro que te ganha pela capa e a leitura sem grande expectativa, torna-se uma grande experiência. A leitura foi mais que de um romance comum para adolescentes e jovens adultos, a trama da bela autora estreante acabou por ganhar meu coração.
Na narrativa desse lançamento Globo Livros (Selo Globo Alt) conhecemos Henry – nosso protagonista – que acaba de conseguir uma a vaga de editor do jornal de sua escola.
As coisas se tornam mais atípicas quando descobre que vai ter que dividi-la com uma garota recém transferida para o seu colégio.

“Pelos três dias seguintes, era difícil uma hora passar sem que eu e Grace não nos víssemos.”

Grace é diferentona: manca e anda com a ajuda de uma bengala, é super sociável (Só que não rs) e além disso, sua aparência é meio bagunçada. Os dois começam trabalhar lado a lado e nesse cotidiano vamos descobrindo a profundidade dessa trama e a presença meio mórbida dessa menina acaba por conquistar seu coração.

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/resenha-a-quimica-que-ha-entre-nos-globoalt
Fernanda.Sales 10/06/2017minha estante
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Jéssica - @cjessferreira 07/05/2017

Ainda não sei direito o que estou sentindo sobre esse livro...
Acabei de concluir a leitura deste livro e estou com um leve incômodo na "boca do estômago". Não sei se quero chorar, se quero sorrir... Só sei que dei um longo e demorado suspiro assim que li a última linha.

A Química que há Entre Nós conta a história de Henry que se apaixona pela colega de turma, Grace. Diferente da outras meninas da classe, Grace parece estar sempre mal cuidada, com cabelos sujos, roupas masculinas e uma bengala. Por trás dessa aparência, existe um mistério que Henry está disposto a descobrir, e nós o acompanharemos nessa busca por respostas.

Quando o mistério foi revelado, eu quis abraçar a Grace. Eu quis que ela procurasse um psicólogo. Eu quis dizer a ela que tudo aquilo poderia passar, se ela se permitisse. Eu quis que o Henry não fosse um coadjuvante na vida dela. Eu quis que algo extraordinário acontecesse...

Mas Grace estava quebrada demais.
E Henry sabia que corria o risco de se machucar.

"Pensei em amá-la secretamente, entre a sombra e a alma. Talvez eu devesse fazer isso. Talvez fosse aí o lugar dos meus sentimentos: na escuridão, nunca percebidos."

E aí aconteceu tudo e nada ao mesmo tempo. Tudo ficou no ar, como poeira de estrela ou sujeira. Como a vida real, sabe? Quando você não luta por aquilo que quer. Quando você só se conforma, se culpa, só espera, só tem medo... Como quando você não sabe o que fazer.

"Você se apaixonou por uma ideia, não por uma pessoa real."

Eu esperava mais desse livro, confesso. Eu queria mais química, mais garra, mais esperança. Eu queria mais fúria. Eu queria um final feliz - o que não significa que o final foi triste. Sei lá, ainda estou processando algumas coisas aqui na minha cabeça... Ainda sinto um nó no estômago...

Acho que final feliz é só uma questão de ponto de vista.

A Química que Há Entre Nós diz que o amor é uma reação química. É um encontro de átomos e explosões que podem - ou não - ter um fim. É como uma estrela que entra em super nova. Às vezes dura para sempre. Às vezes se apaga.


site: www.instagram.com/cjessferreira
Feh 24/05/2017minha estante
Tb me.senti assim.nao sei se amo ou odeio esse livro mas quem ja se apaixonou vai se identificar




Kennia 07/05/2017

"E todo esse tempo eu a amei, assim como ela o amou. Secretamente, entre a sombra e a alma."
Quando Henry Page conhece Grace Town, em apenas um olhar, ele sente que sua vida irá mudar. Não da forma filosófica do tipo que se anseia. Mas Henry sente que Grace chegou para distorcer todos os rumos remotamente planejados por ele até o momento.
Grace Town é... peculiar. Não, Grace Town é estranha. Em plena juventude veste apenas roupas masculinas, usa uma bengala como suporte para o mancar de uma perna, e é muito, muito misteriosa.

"Eu só me sentia... magnetizado por ela. Como a gravidade. Eu queria orbitá-la, estar em torno dela, da maneira que a Terra orbita o Sol." (p.61)

E é exatamente isso que atrai Henry para ela. Sua áurea de segredos, seu passado questionador. Tudo se torna um grande ponto de interrogação que Henry Page quer conhecer as entrelinhas para chegar até as respostas.
Quando eles se aproximam, tudo se torna uma bagunça de sentimentos e memórias.

"Porque eu nunca conheci ninguém que
eu quisesse na minha vida desse jeito.
Além de você.
Eu poderia abrir uma exceção pra você." (p.62)

"Grakov" e "Henrik", como se apelidaram, tem uma química incontestável. Com a ciência, com a escrita -ambos são indicados para redigir artigos de um jornal da escola- e com diversos outros aspectos que, se visto de longe, são apenas detalhes. Pequenas coisas. Mas essas pequenas coisas mostram que juntas podem fazer um bom estrago com certezas e tentativas de definição.
Mas eles nunca se encontram no mesmo nível. Um sempre está querendo dar um passo maior do que o outro está disposto. E todos sabemos que em relacionamentos, é necessário ter equilíbrio. Para que as pessoas envolvidas não tropecem no caminho ou deem saltos altos demais.

"Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios." (p.220)

Esse livro é também sobre amizade. Henry possui dois amigos que vivem ao seu lado, para o que der e vier. Murray, um esquisitão brutamontes que apesar de tudo atrai meninas com seu jeito "good vibes" de ser. E Lola, que em pleno ensino médio saiu do armário revelando sua preferência sexual e mostrou um belo "fuck you" pra quem questionasse.

E sobre família. Henry cresceu numa família completamente estruturada. Mas não confunda estruturada com normal. Sua irmã, Sadie, é uma neurocientista de 27 anos recém-divorciada que aprontou MUITO em sua juventude, e tem um filho chamado Ryan, que por sinal é uma fofura. E seus pais, que conseguem ser preocupados no nível certo e esbanjar humor e compreensão.

"Mas o amor é científico. Quer dizer, ele é apenas uma reação química no cérebro. Às vezes essa reação dura a vida inteira, repetindo-se de novo e de novo. E às vezes, não. Às vezes ela entra em supernova e começa a desaparecer. Nós somos todos apenas corações químicos. E isso deixa o amor menos brilhante? Acho que não." (p.245)

Enquanto Grace Town? Tudo que Henry sabe é que apesar de suas teorias estranhas, seu mancar desajeitado e sua personalidade bipolar, ele gosta muito dela. E quer desmembrar cada camada secreta de sua alma.

"Então você não pode sair por aí pensando que qualquer pessoa por quem você se atrai é 'A Pessoa Certa'. As pessoas não têm almas gêmeas. Elas fazem suas almas gêmeas." (p.246)

Mas nem sempre enxergamos o que precisamos. Apenas o que queremos.

Esse livro me lembrou "O projeto Rosie", mas num segmento dramático. É geek, filosófico, engraçado, leve e fofo.
Me parece uma versão feminina de John Green que deu muito, mas muito certo.

Krystal Sutherland possui uma escrita magnética, EXPRESSIVA.
Para alguns, a história pode parecer "infantil", mas na verdade, é apenas diferente. Não possui um sentido ou razão, apenas está ali, existindo. Há quem vá julgar como sem graça, mas ao meu ver... eu não sei nem como explicar. Pode ser que daqui há uma semana eu não me lembre mais do nome dos personagens, ou dos detalhes da história. Mas no momento que eu li, no momento em que meus olhos transpassaram pelas linhas e foram absorvendo cada palavra e sentença em seu devido sentido... foi incrivelmente desconcertante. Eu me identifiquei, eu refleti, eu questionei. Foi uma mistura de tudo.

"O amor não precisa durar uma vida inteira para ser real. Você não pode medir a qualidade de um amor pela quantidade de tempo que ele dura. Tudo morre, amor inclusive. Às vezes morre com uma pessoa, às vezes morre sozinho. A maior história de amor contada na história não precisa ser sobre duas pessoas que passaram a vida inteira juntas. Pode ser sobre um amor que durou duas semanas ou dois meses ou dois anos, mas queimou com mais brilho e mais calor e mais vigor do que qualquer outro amor antes ou depois." (p.248)

Pode ser que eu tenha falado falado e falado, mas não falado nada. Mas não tem problema. Porque esse é o tipo de livro que tem o poder de fazer cada leitor sentí-lo de uma forma. Então sim, eu recomendo.

Mas não se esqueçam do que eu falei, tá? Não é uma história de amor. É uma história DO amor.

"E todo esse tempo eu a amei, assim como ela o amou. Secretamente, entre a sombra e a alma." (p.266)
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Nikolle - Paradise Books 06/05/2017

Bonito e triste ao mesmo tempo
Henry Page é um simples garoto, que está no seu último ano escolar, no momento não está interessado em nenhuma garota (ou garoto) da sua escola, ele não se vê entrando em um relacionamento tão cedo, depois de presenciar as indas e vindas de seus amigos em seus namoros. Mas a única coisa que almeja é ser editor-chefe do jornal anual da Escola, ele ama escrever, e quando finalmente consegue, não imaginava que iria ter que dividir a posição com mais uma pessoa.

Grace Town é a nova garota da escola, nunca conversa com os outros alunos, mas sempre chama atenção com seu cabelo desleixado, suas roupas masculinas e uma bengala que utiliza para facilitar seus movimentos ao caminhar. E todo o mistério que ela traz com essa fachada, chama atenção de Henry, principalmente agora que Grace vai estar junto com ele editando o jornal.

"... Então esta, com certeza, não é uma história de amor a primeira vista.
Mas esta é uma história de amor.
Bom.
Mais ou menos."

Estar com Grace era difícil, ela tinha dias ruins e dias bons, mas ela era divertida, trazendo um humor mórbido para as coisas, e tinha um jeito com as palavras, quando desejava ser profunda. E tudo o que Henry quer é desvendar todos os lados, humores e personalidades de Grace, ele quer entender como ela ficou do jeito que é agora e o "por quê". E quanto mais ele mergulha na vida desta garota misteriosa, mais seus sentimentos aumentam e ele se apaixona cada vez mais por todas as versões de Grace que ele começa a conhecer. Mas quando ele descobrir toda verdade, esse amor vai ser suficiente para os dois?

Por mais que a história seja sobre Henry estar maravilhado com o mistério que é Grace Town, eu me apeguei mais as descobertas em si, do personagem principal na sua vida social/amorosa e ne tudo o que girava em torno dele, seus amigos (que são maravilhosossssss) e sua família principalmente. E Grace foi mais um elemento para complementar o enredo, já que suas atitudes e humores não me conquistaram tanto quanto Henry.

As indicações vão para quem está procurando um livro misterioso, dramático, com humor (mórbido na maioria das vezes), e que vai tratar de traumas e fases da adolescência de um modo simples e maduro.

site: http://www.paradisebooks.com.br/
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Queria Estar Lendo 28/04/2017

Resenha: A Química que Há entre Nós
Diferente de todos os livros desse gênero literário, A Química que Há Entre Nós surpreende por falar com sensibilidade e bom humor sobre corações partidos e perdas significantes.

Recebido em cortesia da editora Globo Alt, com uma narrativa irreverente, a autora nos apresenta o dia a dia do protagonista e narrador, Henry. Ele conseguiu a vaga de editor do jornal da escola, mas vai ter que dividi-la com uma garota recém transferida para o seu colégio - Grace é tudo de bizarra e pouco sociável, com sua bengala e o andar manco e a aparência de quem dormiu na rua, mas parece ter um talento com palavras, tal como Henry. Ela aceita ajudá-lo com o jornal com o acordo de que não vai escrever nada, e os mistérios do comportamento da garota são o que guiam a aproximação entre eles.

Esse não é um livro sobre uma história de amor. Também não é um livro sobre doenças ou tragédias. Ele fala sobre perdas, sobre morte e sobre o difícil caminhar da superação. Fala sobre as coisas súbitas da vida, aquelas que nunca são esperadas. Fala sobre redenções e sobre corações partidos. Fala, principalmente, sobre a tentativa de consertar coisas quebradas. Quão fácil é fazer isso? Quão necessário?

"Havia algo profundamente confuso a respeito de olhar para Grace."

Henry se apaixona por Grace. Perdidamente. Ele a quer e quer que ela o queira também, por isso aceita todo e qualquer contato que tem com a garota quase como se fosse um viciado e ela fosse sua droga. Ele sabe o quanto isso é ruim para si mesmo, seus amigos destrincham comentários sobre como essa relação desigual vai partir seu coração, e Henry aceita os riscos. Ele se apaixonou pela Grace, e espera conseguir entender o que é o espectro bizarro da garota que veste roupas largas, caminha com essa bengala e tem essa presença mórbida e macabra.

O legal desse livro é o desenvolvimento das emoções do Henry. Ele é um garoto carismático, com melhores amigos loucos e peculiares e uma expectativa de vida normal. Para Henry, tudo bem não ter se apaixonado durante o Ensino Médio, ele tinha mais coisas com que se preocupar. O destino, no entanto, resolveu colocá-lo no caminho de Grace, e a partir do momento em que entende seus sentimentos por toda a bagunça que é essa garota, Henry Page quer compreendê-la.

"- O espaço sideral é a melhor cura para tristeza que conheço."

O caminho é árduo e complicado, no entanto, e cheio de verdades que, quando confrontadas, não são o que ele esperava. Essa foi a maior surpresa para mim. Como a Krystal Sutherland conseguiu usar um tema simples e inesperado para desenvolver um drama tão bom; a gente sempre espera que histórias assim falem sobre doenças terminais ou distúrbios sérios como depressão e suicídio, mas há tanta tragédia nas coisas simples e inesperadas quanto nisso. E há tanto espaço para superação e empatia quanto em qualquer outra história.

E gente, o Henry. Que figura! Eu ri tanto nesse livro, o humor é tão bom! É o tipo de tirada genial, com muito sarcasmo bem desenvolvido. Henry ganhou meu coração logo no primeiro capítulo, se tornou um personagem que eu gostaria de conhecer só pra poder dialogar por um tempo.

"- É nesse momento que você diz algo sedutor para me conquistar.
- Se você fosse uma cenoura, seria uma boa cenoura?"

O fato de a trama não vender o relacionamento da Grace e do Henry como algo saudável, de o rapaz estar o tempo todo ciente de que se envolveu com alguém quebrada demais para retribuir seus sentimentos tão facilmente, isso foi ótimo. Henry idealiza o amor e o que ele pode oferecer para ele com o tempo, quem a Grace pode se tornar, mas a verdade é mais realista e perturbadora.

"Talvez nós dois estivéssemos apaixonados por ideias."

Grace, num primeiro momento, parecia um pouco o esteriótipo de manic pixie dream girl, e outra surpresa foi ver que o livro bate de frente com isso. A melhor amiga de Henry, Lola, chega a mencionar o termo, mas desmente a probabilidade de Grace se encaixar ali. Ela é o total oposto de garota dos sonhos, totalmente arrasada, física e emocionalmente, e não está ali para guiar Henry em altas aventuras de descobrimento e aceitação e das maravilhosas esquisitices da vida. Ela acaba jogando Henry na realidade, mas a realidade nua e crua, uma que não tem muita felicidade. A química entre eles existia, isso se tornou inegável, mas era quase um veneno.

"- Grace Town é uma charada embrulhada em um mistério dentro de um enigma."

Meus personagens favoritos foram os coadjuvantes. Apesar de Henry ter um humor latente e eu ter me identificado horrores com ele, do tipo que eu lia uma fala ou um pensamento sabendo que seria o meu argumento em uma mesma situação, sua família e seus melhores amigos roubaram meu coração. Seus pais, figuras carismáticas, de quem ele certamente herdou os comentários sarcásticos e as referências geek e toda a incrível habilidade de rebater qualquer situação com humor, são hilários.

"- Eu vejo esses jeans justo e o cabelo comprido - entreouvi vovó dizer aos meus pais. - Ele foi doutrinado para dentro de um círculo emo, esse é o problema.
- Ah, não - disse mamãe - Ele na verdade está praticando satanismo."

Eu gargalhei alto em diversos momentos do livro por causa dos dois. É um humor difícil de conseguir com tanta naturalidade, mas que salta do livro e te faz chorar de rir. A irmã mais velha, que saiu de um relacionamento estável para as rebeldias da vida de mãe solteira pouco convencional, é outra figura muito divertida e presente no desenvolvimento da trama; e, por fim, Murray e Lola, seus companheiros de aventura na escola e fora dela, sempre dispostos a ser o apoio moral e o soco na cara quando Henry precisa deles.

"Eu de alguma forma soube, naquele momento, que Grace Town era um pedaço de vidro com reentrâncias com o qual eu me cortaria de novo e de novo se me deixasse envolver."

Puxo um parágrafo a mais para falar o quanto amei Lola e Murray. A garota, que saiu do armário recentemente (em um episódio que envolveu beijar o Henry e perceber que não gostava mesmo de garotos, o que acabou dando uma fama de mau beijoqueiro para o rapaz) e um rapaz australiano cheio de personalidade que está lidando com um término da pior maneira possível (ainda apaixonado pela garota que terminou com ele) são as melhores pessoas para os melhores e piores momentos da vida. Os três formavam aquele tipo de amizade que te imerge na leitura e te faz querer fazer parte do grupinho. Eu leria um livro sobre esses dois facilmente, porque eles têm muito a contar.

A Química que Há Entre Nós é um livro simples, e por isso tão apaixonante. Ele não promete finais felizes e nem meios felizes, mas equilibra as partes tristes com um humor único e com personagens cativantes. A história te prende do início ao fim, e te mostra jornadas distintas a respeito de diferentes tipos de dores, todas convergindo em corações partidos e a ideia de que coisas quebradas podem ser consertadas.
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Dri @oasisliterario 27/04/2017

Resenha - A Química Que Há Entre Nós (3,5/5)
O livro "A Química Que Há Entre Nós" apresenta a história de Henry Page e Grace Town. Grace é uma garota incomum que veste apenas roupas masculinas e anda com uma bengala. Henry se apaixona por Grace no momento que a vê pela primeira vez na escola e quanto mais ele descobre sobre a adolescente misteriosa, mais beleza Henry vê nela. Conforme Henry tenta se aproximar mais, Grace se torna mais distante.
Através de constantes referências a filmes, músicas e livros, Krystal Sutherland nos apresenta uma história contemporânea de amor e perda. A escrita é leve e apesar de desenvolver um tema mais complexo, o livro proporciona uma leitura rápida e proveitosa.
Acredito que se eu tivesse lido esse livro em uma outra época, talvez tivesse gostado muito mais. O livro não é ruim, não me entenda mal. Apenas não me senti tão cativada pelos protagonistas e pelo desenvolvimento da história. Eu realmente gostei muito da Lola, da Sadie, dos pais de Henry e até mesmo do próprio Henry após algumas mudanças, mas Grace Town me incomodou profundamente durante toda a leitura. Senti que pouco foi desenvolvido sobre a personagem, deixando-a com o mistério central do livro como único plano de fundo de história pessoal. Esse fator deixou a personagem um pouco rasa e sem grande importância, quando, na realidade, possuía muito potencial para se tornar uma personagem fascinante.
Senti também que a autora não desenvolveu muito bem o relacionamento entre Grace e Henry. Durante todo o livro, a sensação que tive era que Henry se forçava um sentimento para que houvesse algo entre eles, enquanto Grace apenas o usava como uma forma de consolo e alívio de seu trauma.
"A Química Que Há Entre Nós" é o tipo de livro que fãs de John Green iriam amar e, justamente por esse motivo, acredito que eu teria gostado muito mais se tivesse lido em uma outra época.
Sendo assim, concluo que "A Química Que Há Entre Nós" foi uma leitura agradável, mas que não me conquistou tanto. Apesar de gostar da maneira que o tema central foi abordado no fim e de ter amado as referências constantes na narrativa, a história em si deixou a desejar.


Link: https://www.instagram.com/p/BTaMUKhFRyM/
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Corujas de Biblioteca 27/04/2017

A Química que Há Entre Nós é uma doce, bem escrita e emocionante história de amor.
"A Química que Há Entre Nós" é um livro incrível! Henry Page e Grace Town não tem nada em comum. Mas mesmo sabendo que pode se machucar, Henry se deixa apaixonar por essa garota misteriosa e estranha que apareceu em sua escola.

"Nossas vidas não passam de uma cascata ridícula de chances aleatórias"
Grace Town é uma garota que chama muita atenção, mas não pelos motivos comuns. Grace só usa roupas masculinas, precisa da ajuda de uma bengala para se locomover e não parece lavar muito o cabelo. Henry nunca a teria notado, mas notou, e aos poucos se apaixonou por ela.

Todo o ensino médio de Henry foi dedicado a se tornar o editor chefe do jornal da escola. Sua melhor amiga é a design e Henry se preparou por dois anos para assumir o posto de editor do jornal, Se dedicou às matérias, escreveu para o jornal... E quando sua chance finalmente chegou, o diretor o colocou Grace ao seu lado e ofereceu aos dois o cargo. Mas Grace Town recusou. E Henry não conseguiu entender o porque da decisão dela, e foi atrás de descobrir.

"Porque eu nunca tinha percebido que você pode se apaixonar por humanos da mesma forma que se apaixona por música. Como o som deles pode significar nada no inicio, uma melodia pouco familiar, mas rapidamente se tornar uma sinfonia cravada na pele; um ritmo no emaranhado de suas veias."

Aos poucos, ele consegue adentrar o mundo de Grace Town, ela continua sendo um mistério, mas devagar os dois começam a passar mais tempo juntos. Os dois caminham juntos até a casa dela todos os dias, chegando lá, ela entrega as chaves do carro para ele e o deixa dirigir até a própria casa. Mas graças a perna machucada, Grace não dirige, e todos os dias, deixa seu carro na frente da casa de Henry e sai caminhar.

"Seres humanos não podem ser remendados com ouro."

Apesar dessas manias diferentes, e muito misteriosas, Henry acha tudo tão peculiar e bonito, que começa a se interessar por ela. Ela acaba aceitando participar do jornal e então Henry tem um bom motivo para vê-la quase todos os dias.

A cada dia ele presta mais atenção nela. Nas músicas que ela escuta, no cheiro, no humor, nos livros, nas roupas... Mas Grace só se solta de verdade, quando os dois saem juntos para uma festa. Essa garota misteriosa, sempre tenta manter a distância, mas Henry está decidido a viver esse sentimento, esse frio na barriga e o perigo constante ao seu coração, que é se apaixonar por Grace.

A Química que Há Entre Nós é um livro sobre primeiro amor. Gosto muito de livros com essa temática, há algo puro e extremamente bonito nas primeiras paixões, a história de Henry não é o que se espera, ele não tem medo de se machucar, pelo contrário, sabe bem dos riscos e mesmo assim mergulha fundo no mistério que é Grace Town. Quando descobre tudo o que pode sobre ela, ele ainda sim permanece, disposto a ser o que ela precisar e ajudá-la de todas as formas.

Henry é um garoto incrível e muito determinado, que durante o livro aprende muito. Não só com Grace, mas com todos ao seu redor. A escrita de Krystal é impecável, muito envolvente e divertida. O livro te faz rir e ao mesmo tempo pensar e repensar algumas coisas. Com uma linguagem simples e delicada, acompanhamos Henry nessa aventura que é se apaixonar por Grace, e aprendemos com ele. Só posso indicar esse livro para todos! Não há uma linha clichê ou um personagem mal construído. A Química que Há Entre Nós é uma doce, bem escrita e emocionante história de amor.

"Se as pessoas fossem formadas de pedaços do universo, a alma dela seria feita de poeira de estrelas e caos."

site: http://www.corujasdebiblioteca.com.br/2017/04/a-quimica-que-ha-entre-nos-krystal.html
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Mari Siqueira 21/04/2017

Um soco no estômago. A Química Que Há Entre Nós foi uma daquelas leituras que nos chacoalham e nos fazem reavaliar nossas vidas e nossas escolhas amorosas. Mais do que um romance adolescente, essa é a história de um amor de verdade, não daqueles idealizados, mas daqueles que machucam, doem e fazem chorar encolhido na cama. De uma forma simples sem deixar de ser emocionante, o livro de Krystal Sutherland mostra que sentimentos não são nada mais do que química e às vezes as fórmulas não batem.

Outra vez me identifiquei muito com um personagem e mergulhei - literalmente - na história. Henry é o típico garoto que ama perdidamente e se desespera com a possibilidade de não ser amado de volta. Gostar de alguém já é suficientemente difícil, mas não ser retribuído dói como brasa quente e demora a passar. Junto ao protagonista, chorei por cada vez que tive meu coração partido e cada ilusão criada por mim mesma sobre alguém que parecia especial.

Henry Page é um tímido garoto com pouca ou nenhuma experiência com garotas, o típico nerd bonitinho que não sabe se aproximar do sexo oposto. Ele conta com seus dois melhores amigos - Lola e Murray - para fazer da sua experiência no ensino médio algo menos decepcionante. Quando conhece uma garota nova chamada Grace Town, Henry se apaixona instantaneamente por ela e esse é o começo de um perigoso mergulho no amor sem direito a bote salva-vidas ou boia.

Grace tem problemas sérios com seu passado e tenta, na nova escola, recomeçar sua vida. O que aconteceu em seu passado não chega a ser um grande mistério para leitores de ya's, mas é algo impactante e tão difícil que mudou completamente sua personalidade e a transformou em outro alguém. A protagonista trava uma luta intensa contra seus próprios demônios e, ainda assim, o tolo Henry se apaixona por ela.

A amizade que os dois desenvolvem é espontânea e uma das coisas mais lindas sobre esse livro é a naturalidade como a autora envolve os protagonistas. Henry e Grace são cativantes e suas histórias são como tantas outras que acontecem fora da ficção. Em muitos momentos, percebi em Henry aspectos similares aos meus e sofri vendo-o cometer os mesmos erros que eu costumo cometer. O sofrimento expresso na narrativa é palpável e, apesar de serem níveis diferentes de dor, a autora nos mostra que não é possível comparar qual é a maior. A dor apenas dói.

Apesar de não ter aprovado a adaptação do título para o português, A Química Que Há Entre Nós - Our Chemical Hearts - é mais um belo romance ya publicado pelo selo Globo Alt. A forma como Krystal fala do amor é direta, objetiva, como ele próprio é, uma reação química. Quem complica o sentimento somos nós que ousamos ser peixes em lagos muito profundos quando não ainda sabemos nadar.

"- Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel, Henry. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios." (p. 220)

site: http://sobreamorelivros.blogspot.com
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Aline|@Meninatecária 20/04/2017

Diferente!
"Ela estava iluminada, radiante, as estrelas que morreram para lhe dar todos os átomos que a compunham brilhando do seu além-vida. Eu nunca tinha visto nada tão dolorosa e desoladoramente lindo." - pág 213

Henry Page é um adolescente que só quer terminar o ensino médio, ser editor do jornal estudantil e entrar em uma boa universidade. Não possui muito amigos, mas possui os certos. Tudo ia bem até o dia que Grace Town entrar na sua sala de aula: toda desleixada, com roupas masculinas e andando com uma bengala. Grace possui um ar de "não quero fazer amigos" e o hábito de fazer umas perguntas pra lá de estranhas.

Os sentimentos de Henry vão despertando e tudo aumenta quando ele e Grace são convidados para editar a nova edição do jornal estudantil, porém Grace vai logo avisando, não escreverá nada, apesar de ser convidada depois de ter seus textos lidos e elogiados pelo diretor. Com essa aproximação Henry vai percebendo que a vida de Grace pode ser mais misteriosa e obscura do que ela demonstra.

"Pensei em amá-la secretamente, entre a sombra e a alma. Talvez eu devesse fazer isso. Talvez fosse aí o lugar dos meus sentimentos: na escuridão, nunca percebidos." - pág 129

Como no filme "Amor Certo, Hora Errada" Henry vai insistindo em viver esse romance fadado ao fracasso com a jovem Grace, que horas é apaixonante e em outras é insuportável. Uma grande confusão para a mente do jovem, porém, uma confusão que Henry quer viver desesperadamente.

Então leitores apesar de ser aquele velho Drama Teen eu gostei desse livro. Às várias referências maravilhosas de Harry Potter à Crepúsculo, a escrita da Krystal é muito linda e extremamente fluida, pense numa escritora que arrasa nos quotes! Eu só acharia melhor se o livro fosse narrado pelos dois personagens, ficaria mais interessante ter entrado um pouco na mente da Grace.

Enfim, se você é como eu e tem um pé atrás com YA, esse aqui vale a pena você conferir tá!?
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Paty Argachof 19/04/2017

Química real mas será que duradoura?
A química entre duas pessoas é única, especial e pode ser avassaladora. A química nos tira da zona de conforto e traz à tona o que há de melhor ou pior em cada um de nós. Às vezes essa química é duradoura ou bastante breve, depende da força de ligação entre os componentes. Em “A Química Que Há Entre Nós” de Krystal Sutherland vamos conhecer como paixões podem ser arrebatadores na vida desses personagens aqui retratados. O lance rolará predominantemente entre Henry e Grace, mas também tem os melhores amigos de Henry em cena sofrendo e amando na mesma medida, são a Lola e o Murray.

Mais detalhes no vídeo-resenha do Borogodó Literário. ^^

site: https://youtu.be/G2JUvMC4e2I
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Fernanda 18/04/2017

A Química Que Há Entre Nós
Resenha no blog:
http://www.segredosemlivros.com/2017/04/resenha-quimica-que-ha-entre-nos.html

site: http://www.segredosemlivros.com/2017/04/resenha-quimica-que-ha-entre-nos.html
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