Tartarugas Até Lá Embaixo

Tartarugas Até Lá Embaixo John Green




Resenhas - Tartarugas até lá embaixo


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Pedro.H.deOliveira 30/06/2020

Resenha de Tartarugas Até Lá Embaixo
Micróbios são seres vivos os quais existem em abundância no planeta Terra sendo em sua maioria bactérias ou fungos. Apesar de sua presença em quase tudo do dia a dia, inclusive dentro de nossos organismos, seja em nosso estômago, boca ou pele, nós só conseguimos vê-los através das lentes aumentadas dos microscópios. Nesse contexto, para uma ansiosa adolescente de 16 anos a qual mora em Indianapolis, capital de Indiana nos EUA, eles tomam um tom muito mais assustador e maléfico, chegando a atormentar os seus pensamentos e atitudes diariamente e deixando a menina com a chamada misofobia, ou o termo mais comumente usado para a personagem, TOC. Estamos falando de Aza Holmes, protagonista de Tartarugas Até Lá Embaixo, livro com cerca de 269 páginas, escrito pelo famoso autor romântico, John Green e publicado em 2017.

Quando um homem bilionário é tido como desaparecido, duas grandes amigas, Aza e Daisy, decidem sair em busca de seu paradeiro a fim de conseguir uma tão estimada recompensa de 100 mil dólares àquele que auxiliar em sua captura. Essa aventura, na verdade, só tem início pelo fato de elas terem já uma vantagem sobre os outros procuradores, Holmes é uma antiga colega de Davis, filho do empresário desaparecido. Pela sinopse, pode-se ter como entendido estarmos falando sobre uma obra de aventura e investigação. Muito pelo contrário. A narrativa em primeira pessoa desenvolve-se por meio dos relacionamentos entre Holmes e as pessoas ao seu redor e principalmente, entre a menina consigo. Ou seja, trata-se de um livro o qual faz um estudo de personagem, destrinchando todas a inseguranças e se aprofundando no turbilhão de pensamentos incontroláveis de uma pessoa com hormônios a flor da pele e com problemas de ansiedade.

Green sai-se muito bem nesse ponto. A forma como os convívios são descritos é natural e intensa. Desde a irmandade entre Aza e Daisy até o início do romance da menina com Davis e a forma protetora pela qual a mãe a trata, em nenhum momento nos sentimos lendo algo artificial, as conversas chegam a ser táteis e isso facilita o apego aos indivíduos criados, a história é espontaneamente estabelecida, tornando-a magnética. Dessa forma, me alegro pela escolha do autor ter sido ir por um caminho muito mais introspectivo e filosófico do que a sinopse tende a fazer pensar, o foco narrativo torna-se o dilema pessoal de Aza e em como ela lidará com esse ápice de transtornos. O escritor, em um de seus vídeos sobre o livro (John Green também é youtuber nas horas vagas e tem um canal chamado vlogbrothers), diz sentir na pele o problema da ansiedade e do descontrole racional inclusive tendo sido prejudicado por essa situação durante meses, acredito ser essa triste circunstância um propulsionador da imersão. A verossimilidade dos medos e de como os pensamentos de Holmes tomam todo o seu cérebro a deixando avulsa das conversas e situações e à mercê de uma parte de si a qual não consegue controlar é algo extraordinário o qual dificilmente poderia ter sido escrito por alguém que não passou por essa situação. Como consequência, quase chegamos a sentir na pele todo o drama de uma prisão tão claustrofóbica. A prisão da mente.

Tartarugas Até Lá Embaixo é um livro incrível o qual auxilia a entender um pouco mais sobre as dificuldades de alguém com problemas de ansiedade, mas com certeza ele não se restringe a isso pois consegue desenvolver uma história cheia de relacionamentos reais e carismáticos em meio a um cotidiano muito bem criado. Vale a pena a leitura, vale a pena a reflexão.

Para mais resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

site: https://www.aprendilendo.com.br/post/resenha-de-tartarugas-at%C3%A9-l%C3%A1-embaixo
Gabriel.Leal 01/07/2020minha estante
esse livro é ótimooo, eu simplesmente adorei, muito bem escrito. Tem muita gente que não curte muito a escrita do John Green por dizerem que é parada demais, mas é isso que eu mais curto, sentir a aproximação dos personagens através do dia a dia e entender seus pensamentos por meio de situações casuais. E esse livro então, muito imersivo, você realmente consegue sentir as crises da Aza e tem uma mensagem muuuuito bacana.

Parabéns pela resenha, muito boa também


Pedro.H.deOliveira 01/07/2020minha estante
Concordo com você, acredito inclusive que um dos motivos para uma pessoa não gostar da obra é inicia-la esperando uma aventura quando na verdade John entrega uma espécie de cotidiano. Por outro lado, como você disse, a imersão na mente da protagonista é ótima, cerca de 30 ou 40% do livro é sobre ela tendo uma conversa consigo, se o leitor for com essa intenção de entender mais a mente de alguém com ansiedade, então poderá ser uma ótima leitura.

Muito obrigado pelo elogio.


Gabriel.Leal 01/07/2020minha estante
Sim, exatamente!
:)


Stephanny.Manini 01/07/2020minha estante
Esse livro é maravilhoso, me favorito do John Green, ele abordou sobre TOC(Transtorno obsessivo-compulsivo) de uma maneira bem bacana e fácil de entender, e me apeguei demais a Aza Holmes , queria pegar ela e colocar em um potinho rsrs


Pedro.H.deOliveira 01/07/2020minha estante
Com certeza, kkkk, no meu caso também adorei a Daisy, terminei o livro com um gostinho de quero mais sobre a amizade das duas.


Loma 01/07/2020minha estante
Sim, a sinopse passa a ideia de altas aventuras no livro, o que realmente não acontece. Isso me decepcionou um pouco, pois gosto de cenas de ação.
Porém toda a reflexão que o livro proporciona, com certeza compensou. Não só em relação ao transtorno de Aza (o que de fato me ajudou a ver pessoas que sofrem de ansiedade com um olhar mais compreensível)


Loma 01/07/2020minha estante
Mas também sobre a questão da linguagem. Toda a questão de não saber nomear o que estamos sentindo e tender a menosprezar por isso.
É o segundo melhor livro de Green pra mim e sem sombra de dúvidas indicaria.


Pedro.H.deOliveira 01/07/2020minha estante
Entendo o seu lado, só fui me contentar que o livro definitivamente não é uma aventura depois de 70% da leitura. E é exatamente isso dito por você , acaba sendo essa descrição de como é a vida de Aza e suas reflexões que dão um tom muito bom para a obra.


Loma 01/07/2020minha estante
Simm




Gramatura Alta 23/10/2017

Este novo livro de Green, TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO, sofre dos mesmos problemas dos outros livros do autor. Ele cria situações que são propositalmente direcionadas para atender a narrativa de forma não orgânica, e constrói personagens que tentam passar credulidade, mas têm atitudes e diálogos que não condizem com a realidade. Tá, eu sei que ficou confuso, e você deve estar se perguntando: “de que merda ele tá falando?”.

Bem, vou tentar explicar, usando A CULPA É DAS ESTRELAS como exemplo, porque assim não tem problema soltar alguns spoilers para ilustrar meu raciocínio. No livro, é descrito inúmeras vezes que Gus usa um cigarro para criar uma metáfora sobre a vida e morte. Green repete essa descrição mais do que o necessário, com a finalidade de forçar na mente do leitor esse comportamento. Ele faz isso para ter certeza de que no fim do livro, durante o velório do personagem, ele consegue criar uma emoção ao descrever quando Hazel deixa o cigarro dentro do caixão. Em uma narrativa orgânica, o leitor não iria reparar nessa insistência para criar um resultado maior, iria apenas se lembrar na hora do velório e se emocionar pelo detalhe do cigarro.

Outro exemplo está no fato dele levar o foco da doença para Hazel, insistir que Gus está curado, para depois, do nada, fazer o contrário, sem qualquer indicação de que a doença estava voltando, ou que poderia voltar. Essa é a diferença entre um escritor que tem o domínio de sua história e cria trechos marcantes sem subterfúgios, e autores que não sabem como fazer isso, e precisam forçar a emoção do que querem transmitir.

Outro problema reside nos diálogos. Da mesma forma que em A CULPA É DAS ESTRELAS, Green cria diálogos existencialistas demais, roteirizados demais, que não parecem autênticos, como se jovens de 16 anos realmente conversassem assim. Isso é legal de se ler, mas não é natural, não é orgânico, e para um leitor mais atento, passa artificialidade, o que pode comprometer a qualidade da narrativa.

Por fim, preciso falar de um outro problema de Green: ele utiliza de doenças para promover o romance. Mas faz isso sem descrever o quanto essas doenças são terríveis, ele romantiza para criar um envolvimento entre os personagens, ignorando o tratamento e o fato de que na vida real, pessoas com os mesmos problemas não agiriam da mesma forma que seus personagens. Ou seja, resumindo, ele utiliza de uma narrativa calculista para atingir as emoções, ao invés de utilizar uma narrativa que passe naturalidade.

Bem, eu precisava fazer essa enorme apresentação antes de falar sobre TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO. Isso, porque Green faz exatamente o mesmo que fez no seu livro anterior: uma personagem que sofre devido a uma doença (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), um garoto legal por quem se apaixona, uma amiga doidona e um acontecimento que força os três personagens a interagirem.

O fato que reúne Aza e sua melhor amiga, Daisy, a Davis, é o tal desaparecimento do pai de Davis e a recompensa de cem mil dólares por qualquer informação de seu paradeiro. Entretanto, antes do meio do livro, esse motivo é resolvido, e o que sobra até a conclusão da história, são repetições de pensamentos de Aza sobre sua condição mental, e uma tentativa fracassada de criar um interesse romântico com Davis.

Green também tem TOC, e a sensação que tive ao ler TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO, é a de que ele queria expor de alguma forma o tipo de transtorno que tem. Infelizmente, ele resumiu o transtorno à mesma descrição: a repulsa que Aza possui de germes e bactérias. Mas o transtorno vai bem além disso. A amplitude é imensa e muito diversificada, e a forma como atinge cada indivíduo, pode ser de suportável a terrível. E, novamente, é possível fazer um paralelo com a superficialidade do tratamento do câncer no livro anterior em detrimento da criação de um romance com que os jovens pudessem se identificar, sem chocar quem lê com a tristeza e a severidade da doença.

TOC é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população mundial. Quase todos possuem, em algum nível, pensamentos obsessivos e compulsivos, que vão dos mais leves, como não conseguir ver algo torto, até os mais severos, que exigem internamento. Sua causa ainda é desconhecida, e o diagnóstico é clínico, ou seja, baseado na avaliação médica do comportamento e dos sintomas do paciente. Como combate ao problema, existe acompanhamento psicoterápico e aplicação de remédios em doses mais elevadas do que as utilizadas no tratamento da depressão.

Green poderia ter criado várias situações que descrevessem toda a etiologia do transtorno, ao invés de se concentrar repetidamente em Aza arrancar seu curativo do dedão para abrir sua ferida, ou nos pensamentos igualmente repetitivos de seu asco ao beijar Davis, por causa da quantidade de germes que estaria ingerindo. Fazer isso uma, duas vezes, é compreensível e normal. Mas mais que isso, da forma como fez, é desnecessário e cansativo. Ele também poderia ter tornado a história do pai de Davis mais interessante, que causasse algum envolvimento do trio de jovens, mas tudo é resolvido rápido demais, e o único ponto que fica em aberto até o fim do livro, é descabido.

O pai de Davis era um empresário milionário, alguém com inteligência e conhecimento, a forma como sua fuga é encerrada, descreve os atos de um delinquente que tem medo do mundo e não sabe o que faz. Novamente, como disse na introdução, o autor cria algo sem sentido apenas para tentar criar um choque no leitor, mas o única coisa que alguém minimamente coerente irá sentir, é ter o pensamento: “como assim?”

De qualquer forma, existem dois pontos que salvam o livro da classificação de ruim: Daisy, a amiga de Aza, que é uma personagem cativante e que em determinado trecho do livro, tem um desabafo com Aza, uma discussão que coloca Aza de frente para o quanto ela é egoísta e em como ela usa seu transtorno para justificar esse comportamento.

O segundo ponto é justamente o fato do TOC ser o ponto central do livro. Embora seja feito de forma superficial, limitado e direcionado para criar um romance, faz com que o leitor receba algumas informações sobre o transtorno. Muitas pessoas tem e não sabem que existe uma forma de diminuir os sintomas, de tornar suportável aquela sensação de afunilamento. É daí que vem o desenho da capa do livro, as espirais, quando a pessoa se perde dentro de sua própria mente, em uma queda em espiral que parece não ter fim. E também é das espirais que vem a explicação para o título do livro.

Resumindo tudo isso, TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO poderia ser um ótimo livro; poderia tratar do TOC de uma forma mais abrangente, já que nem sequer ele nomeia a doença de Aza, ficando a cargo do leitor a dedução do que é; poderia ter personagens mais profundos e uma história interessante, com diálogos convincentes, ao invés de conversas roteirizadas sobre estrelas, filmes e séries de TV, mas, infelizmente, ficou no poderia...

site: http://www.gettub.com.br/2017/10/tartarugas-ate-la-embaixo.html
Nina 29/10/2017minha estante
EXATAMENTE!


Renato 31/10/2017minha estante
Que resenha perfeita! Muita coisa parecida com o que senti ao ler este livro. Parabéns pela crítica, ficou muito boa mesmo!


Thais 20/12/2017minha estante
Adorei o comentario, eu pensei mto nisso.. achei o livro bem vazio para dizer a verdade


Caio 21/12/2017minha estante
Eu não sabia direito qual a minha opinião sobre o livro até ler essa resenha. É exatamente isso!!!!


Ludmila Sharon 25/12/2017minha estante
Parecia que ele estava com preguiça de pensar em uma boa história.
Amo os livros dele, mas esse, realmente, deixou muito a desejar.


Evelin Janiny (@oslivrosdaeve) 29/12/2017minha estante
Sua resenha está muito boa! Concordo plenamente.


Joao.Mendes 06/02/2018minha estante
Exatamente isso! Descreveu tudo


Angela 17/02/2018minha estante
Gostei muito do livro, mas sua resenha foi a melhor descrição dele. Obrigada por ter escrito isso


Isabela 10/04/2018minha estante
Conseguiu decifrar mais ou menos o que senti com relação à esse livro. Parabéns!


Eloysa 25/04/2018minha estante
Resenha perfeita!


Mah corazza 19/12/2018minha estante
Sei que este livro para muitos foi uma descepção por conta disso comecei a história sem espectativas,mas logo me senti totalmente envolvida com tudo e todos e com a cabeça da aza e seus sentimentos tão conflitantes me senti completamente proxima da aza sei que a escrita não é perfeito que para a grande maioria das pessoas ele foi mais do mesmo, mas para mim ele foi incrivel, amei o livro.


Letícia 07/01/2019minha estante
concordo plenamente em relação aos diálogos serem bem artificiais. Diversas vezes me peguei pensando que eu não falava da forma como os personagens falavam quanto eu tinha 16 anos, nenhum adolescente dessa idade fala tão daquele jeito. Faltou mais naturalidade.


Cibele 21/01/2020minha estante
Comecei a ler este livro várias vezes, mas não engata. Muitos rodeios, depois dessa resenha eu entendi melhor pq não consigo continuar a leitura. Vou colocar como meta de leitura novamente este ano, mas vou deixar para o final se não emperro nas outras. rsrsr


Lelê 21/04/2020minha estante
?




Nati Morgan 23/06/2020

John Green me surpreendeu, que livro!
Eu estava muito envolvida com a história e toda hora que a Aza tinha suas crises de ansiedade, eu ficava nervosa sem saber o que fazer. Que agonia.
Como o livro é para jovens, ele acaba sendo de fácil leitura. Recomendo pra quem quer uma leitura rápida e fluida.
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Jack's 06/05/2020

faz uns minutos que terminei de ler esse livro, e fiquei a cada página que eu lia querendo saber o por quê desse título. Logos nas últimas páginas, é explicado. Sendo que veeei, não tem nada a ver com o enredo, com os acontecimentos, nada. Foi meio que uma explicação de como o mundo é, que uma senhora explicou que séria um lugar achatado no casco de uma tartaruga gigante, e o cientista perguntou a ela em que essa tartaruga estaria apoiada, e ela apenas responde: em outra tartaruga, uma tartaruga está abaixo da outra, são tartarugas até lá embaixo.
Foi um spoiler? não sei, perdoem se sim. No mais, o livro é legal, a história também é interessante, só fiquei me perguntando da conexão. Mas ainda sim, indico a vocês.
Ana Monteiro 06/05/2020minha estante
Talvez o livro tenha sido escrito e ficou sem título, aí na hora q foi colocar ele fez isso p justificar kkkkkk n faz o menor sentido mas é isso aí


Jack's 06/05/2020minha estante
kkkkkkk será? não tinha pensado nisso, mas faz sentido kkkkk


Nietzsche 06/05/2020minha estante
achei esse livro tao forçado e fraco


Jack's 06/05/2020minha estante
É mais ou menos isso, sabe? E se torna cansativo, mas não é tão ruim ao ponto de não ler.


Matheus Felipe 08/05/2020minha estante
O título nn tem apenas a ver com a forma que o mundo é. Também descreve as espirais de pensamentos da aza. Os pensamentos dela tb são como tartarugas até lá embaixo, porque é como um buraco sem fundo que nn tem fim, entendes? A capa, aliás, traz espirais descendo junto com o título. Eu gostei bastante.




Maravilhosas Descobertas 14/10/2017

OS PORQUÊS DE TANTAS TARTARUGAS
"Um cientista bem conhecido uma vez estava dando uma palestra pública sobre astronomia. E ele explicava que a Terra gira em torno do sol, que por sua vez, gira em torno do centro de uma vasta coleção de estrelas que conhecemos como a nossa galáxia. No fim da palestra, uma senhorinha se levantou ao fundo da sala e disse: 'Tudo que você está nos dizendo é lixo! O mundo, na verdade, é uma placa plana apoiada nas costas de uma tartaruga gigante'. O cientista deu um sorriso superior antes de replicá-la: 'Mas, então, onde que a tartaruga está apoiada?' E a senhora prontamente respondeu: 'Em outra tartaruga. Uma acima da outra. Tem tartarugas até lá embaixo."

O texto citado em "A Breve História do Tempo", escrito por Stephen Hawking em 1988, faz menção a expressão do problema de regressão infinita conhecida desde o inicio do século 20. Como no texto, com base na regressão infinita podemos "simplificar" o problema e entrar num circulo vicioso onde uma pergunta sempre leva a mesma resposta inúmeras vezes.

Aristóteles afirma que o conhecimento em si não permite uma regressão porque alguns conhecimentos não precisam de demostração. Eles apenas são deduzidos, eles apenas existem. A regressão infinita é um problema. Mas quando o problema está completamente dentro de você, as vezes não se tem como fugir desse espiral infinito. E é daí que John Green tirou o título de seu novo livro, 'Tartarugas até lá embaixo'. Há coisas que você precisa aceitar para conseguir seguir em frente.

Aza Holmes é uma menina que sofre de Transtorno Obsessivo-Compulsivo e, por conta disso, vive num mundo de regressões infinitas. Pode-se dizer que o infinito dela é maior que todos os infinitos. No vídeo onde John Green revela o primeiro capítulo de sua próxima história podemos ver claramente uma imersão de sentimentos e pensamentos viciosos onde a protagonista se encontra no meio de uma confusão externa de sons, futilidades e expressões das pessoas à sua volta.

Mesmo com toda explicação do mundo, Aza parece estar presa num circulo de pensamentos sem fim. Onde todas suas perguntas levam ao mesmo lugar sempre; outras perguntas. Para nos ajudar a entender melhor esse transtorno, Green vem falar sobre algo que sentiu em sua própria pele. Quando todos os olhos te olham e esperam algo extraordinário de você, como você reage? O escritor entrou em seu próprio mundo de infinitos. E esperamos que Aza, assim como os personagens criados por Green até hoje, tenha algo a ensinar sobre Tartarugas.

site: http://www.maravilhosasdescobertas.com.br/2017/10/os-porques-de-tantas-tartarugas.html
Raquel 15/10/2017minha estante
Ótima resenha


Emilly.Hennig 17/05/2018minha estante
Boa noite,preciso de um resumo do livro tartarugas até lá em baixo,estou no inicio,porém preciso da história dele inteira ate domingo para um trabalho,alguém pode me mandar?






Millena 08/05/2020

O melhor de John Green.
Nesse livro, entramos na mente de Aza, uma adolescente que tem TOC, o transtorno é representado de forma muito didática e em muitos momentos me peguei super envolvida com os problemas dos personagens. A escrita é ótima e nos permite conhecer de um modo muito íntimo a mente de uma pessoa que possue esse transtorno.
Jéssica Berton 08/05/2020minha estante
Tenho TOC o livro é bem fiel mesmo a retratação do trastorno


Mylene.Caldeira 08/05/2020minha estante
Bom demais




Tah 23/04/2020

Viver é sentir saudade.
Aza Holmes é uma menina de 16 anos que sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC. Jonh Green descreve como Aza lida com sua doença de forma detalhada e com muita propriedade, de como sua mente a sabota e a manipula durante grande parte de sua vida.

A história se passa em torno do desaparecimento de um bilionário a qual Aza conhece seu filho (Davis). É oferecido uma recompensa de 100 mil dolares para quem encontrar o desaparecido, então, Aza e sua melhor amiga Daisy embarcam na aventura de achar o pai de Davis e pegar a recompensa.

E no meio dessas várias espirais que assombram os pensamentos de Aza, ela tem que lidar com seus pensamentos invasores. Ela começa um romance com Davis, que é super paciente com ela e entende pelo que ela está passando, mas, esse romance fica secundário diante da importante mensagem que o autor quer transmitir sobre o TOC.

Gostei muito da leitura. É uma leitura fluida, que trás vários ensinamentos importantes, mostra personagens verdadeiros, que acertam e erram, que tem suas fobias e anseios. Uma história de amor, lealdade, amizade, angústias, medos, um mix de emoções na cabeça de Aza e de como sua doença afeta todos que estão a seu redor. Ahhh....Tem um final nada clichê.
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Ana Rosa @leiturasdeumarosa 01/05/2020

Se tornou especial
Nao imaginei que este livro me tocaria tanto.
Ao iniciar a leitura esperamos um romance entre adolescentes e muita confusão, mas a medida que aprofundados a leitura vemos que a história de Aza Holmes é muito mais complexa, envolvente. A mesma tem TOC (transtorno obssesivo compulsivo), o que nos faz entender apenas uma pequena parcela de como é a vida de pessoas que tem essa mesma doença. O que realmente posso dizer é que Tartarugas até lá embaixo se tornou um livro muito especial para mim, tornou me uma pessoa melhor, isso é fato.
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Carlinha 21/04/2020

Trechos do Livro
💕 "Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu."

💕 "Não estou dizendo que você é muito boa ou muito generosa ou muito legal, só estou dizendo que é memorável."

💕 "O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo."

💕 "Se a gente vestisse e higienizasse os caras direitinho, se conseguisse colocar uma postura decente neles, fazer com que ouvissem as garotas e não fossem uns idiotas, eles seriam totalmente aceitáveis."

💕 "Eu não sou meus pensamentos."

💕 "No fim, quando o caminhar se tornou exaustivo, nos sentamos em um banco de frente para o rio, que corria baixo, e ela me disse que a beleza era uma questão de atenção. 'O rio é lindo porque olhamos para ele'."

💕 "'A maior arma contra o estresse é a habilidade de escolher um pensamento em detrimento de outro' - William James. James tinha algum superpoder, porque eu escolho meus pensamentos tanto quanto escolho meu nome. O que ele disse sobre os pensamentos era exatamente o que eu vivia - um destino, não uma escolha."

💕 "Até o silêncio tem uma história para contar."

💕 "Ela me lembrou, mais de uma vez, que a chuva de meteoros estava acontecendo, acima do céu nublado, só não podíamos vê-la. Quem se importa com beijos quando ela vê através das nuvens?"

💕 "Eu entendo que nada dura para sempre. Mas por que eu tenho que sentir tanta falta de todos?"

💕 "Posso resumir em três palavras tudo o que aprendi sobre a vida: a vida continua."

💕 "Estar vivo é sentir saudade."

💕 "'Escreva, escreva como chegou até aqui.' E você faria isso, e, ao escrever, perceberia que amar não é uma tragédia ou um fracasso, mas um presente. Você se lembra do seu primeiro amor porque os primeiros amores mostram - provam - que você pode amar e ser amada, que nada nesse mundo é merecido exceto o amor, que o amor é ao mesmo tempo como e por que você se torna uma pessoa."

site: https://leiturasdababy.blogspot.com/
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Dayane 20/05/2020

Que livro é esse?
Essa é a primeira vez que tenho contato com esse autor, e amei demais esse livro, com toda certeza irei comprar o livro físico. É a primeira vez que leio sobre alguém que tem TOC, e entendo muito como é, pois também tenho meus momentos em '' espiral ''. Adorei como foi abordado a doença de uma forma não tão leve, mostrando ao leitor que é sim uma coisa grave e preocupante, amei a amizade entre a Aza e Dayse que apesar de ter seus altos e baixos como qualquer outra amizade não deixa em momento algum isso influenciar de forma negativa a ponto de ter o fim dessa amizade tão linda. E também conhecemos Davis e Noah que tem uma vida difícil, cheia de altos e baixos, e em vários momentos vemos o desenvolvimento e crescimento deles em pensar em fazer o '' certo ''. E sim, dá vontade de pegar esses dois garotos no colo e dizer que irá ficar tudo bem. Com certeza irei ler outros livros deste autor que me encantou muito.
Henri 20/05/2020minha estante
amg, eu acabei de pegar ele pra ler a sinopse novamente kkkk tô pensando em ler


Dayane 20/05/2020minha estante
Pode ler sem medo e sem duvidas haha!
me arrendo profundamente de não ter conhecido antes esse livro.


Henri 20/05/2020minha estante
a leitura prende?


Dayane 20/05/2020minha estante
Olha... para mim sim...
Me identifiquei muito com a protagonista por conta do TOC ... Muita vezes quem tem isso, pensa que é só com ele o tipo de pensamento ou manias, e ter isso descrito por outra pessoa é muito bom, até para quem não tem, mas conhece alguém que tenha acaba se identificando um pouco.
E como tem um '' suspense '' no meio da história, acaba prendendo ainda mais. As vezes durante a leitura você pode pensar '' nossa é só mais um romance '' mas é muito mais que um romance... Pode confiar kkk
se não gostar, pode brigar comigo depois eu deixo ;) kkkk




Lets | @callmealasca 26/05/2020

🐢🐢🐢🐢
O livro que me fez sentir incluída mesmo com todos os meus problemas e me ajudou na convivência com o TOC
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Bruzinha 17/05/2020

"O senhor não está entendendo. São tartarugas até lá embaixo''
Aza Holmes é uma adolescente de dezesseis anos, que junto com sua amiga Daisy vão investigar o sumiço de um bilionário. Daisy quer receber a recompensa para pagar sua faculdade, e Aza embarca na aventura.
Como Holmes conhece o filho (Davis) do desaparecido, Daisy acredita que será fácil descobrir seu paradeiro. Porém, Aza tem que lidar com seu Transtorno Obsessivo Compulsivo - seu medo são os micróbios - ou como ela mesma se refere, a suas espirais (pensamentos aos quais ela não tem controle) que tomam a maior parte de seu tempo.
Confesso que o comportamento da Aza me incomodou bastante, e pensava " Porquê você age assim?", "Porquê não controla seus pensamentos?". Percebo como é fácil julgar quando você não está incluso neste sofrimento, não só da pessoa em si mais de seus familiares e amigos. E o quão é importante que essas pessoas tenham apoio e o suporte necessário para seguirem seu caminho da melhor forma possível.
"Pode ser um caminho longo e difícil, mas os transtornos mentais são tratáveis. Há esperança, mesmo que seu cérebro lhe diga que não."
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Bacurau 04/06/2020

Pensamentos em espirais.
As espirais vão se fechando até o infinito quanto mais mergulhamos nelas, mas também se ampliam até o infinito à medida que saímos.

Há esperança, mesmo que seu cérebro lhe diga que não.
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Dy 29/05/2020

As crônicas de um ansioso em seu espiral de pensamentos
Tartarugas Até Lá Embaixo vai contar a história de Aza, uma garota ansiosa e que luta diariamente com TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Quando Aza e sua melhor amiga Daisy ficam sabendo do desaparecimento de um bilionário, logo se interessam pela recompensa a quem achar o desaparecido, Russell Pickett, que é 100 mil dólares. Para encontra-lo, Aza se lembra que a anos atras, ela teve contato com o filho de Russell, o Davis Pickett, e a partir dai, juntos eles desvendam o caso.

Não sou a maior fã do mundo do John Green. Não li todos os livros do autor, mas de todos que eu li, esse sem dúvidas é o melhor. O foco principal do livro (para mim) foi com certeza ver a Aza lidando com sua ansiedade e seu transtorno. Não li muitos livros com essa temática, e acho que o jeito do autor explicar os pensamentos de uma pessoa com o TOC, através de metáforas e ironias, é simplesmente sensacional.

-Eu sou uma história contada por essas forças externas. Sou circunstancial.

Apesar da sinopse, o livro não foca tanto no desaparecimento do bilionário, o que ao mesmo tempo que eu gostei, achei que o autor poderia ter trabalhado melhor no desfecho da história, e no caso do desaparecimento. Acho que fiquei meio raso, e sem profundidade, e teve um desfecho interessante mas que ainda sim fiquei com o sentimento que faltava algo. Por isso acabei tirando uma estrela do livro.

Mas, o ponto da história é realmente a Aza. Eu aprendi MUITO com essa história. É um livro que ao mesmo tempo tem muitas metáforas para se explicar os pensamentos de uma pessoa com TOC, é um livro bem cru. Ele mostra tanto a realidade da pessoa que passa por esse transtorno, tanto a realidade das pessoas ao redor e como elas lidam com isso.

Foi um livro muito bem escrito, que me deu um tapa na cara gigante, e acho que todos deveriam ler. É um livro que me deu muita angústia, muita empatia pela protagonista, e muita esperança também. Acho uma leitura válida pra qualquer tipo de leitor.
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Isaa 26/06/2020

Vale a pena ler ?
Quando comecei a ler, eu realmente pensei que fosse bem clichê, mas me surpreendi muito com a história.
Ela fala sobre coisas muito comuns no meio juvenil como a depressão e o Toc, e com um leve romance, mas muito secundário
Bárbara 26/06/2020minha estante
Realmente é um livro maravilhoso. A forma como o autor aborta o tema é tão perfeita. Difícil encontrar um que não romantize o assunto.


Isaa 26/06/2020minha estante
Simm?




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