Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis...




Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


497 encontrados | exibindo 31 a 46
3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |


Hildeberto 15/12/2018

"Memórias Póstumas de Brás Cubas" é um dos livros mais emblemáticos da literatura brasileira. Acredito que a grande maioria das pessoas neste país já tenha ouvido falar dele ou tenha lido-o nos anos de escola. É o meu caso - li "Memórias Póstumas..." pela primeira vez quando adolescente.

Tendo em vista que se trata de uma obra amplamente conhecida, faço uma resenha a partir de uma visão bastante pessoal. É um livro tedioso - o foi na primeira leitura, e novamente o foi na segunda, uma década depois! Eu imaginava que se tratara de falta de maturidade minha para entender certos assuntos e colocações, mas percebi que o marasmo da leitura não tem nada a ver com minha vivência (ou falta de) e tudo a ver com o estilo do enredo.

Aristóteles, no livro "Poética", estabelece uma regra de ouro, seguidas inúmeras através do séculos: uma boa estória deve ter começo, meio e fim. Embora óbvio à primeira vista, nem todos os autores conseguem entender a ideia. Começo, meio e fim não significa que o livro deve começar, continuar e terminar. Esta regra indica que um bom enredo parte de um ponto significativo, desenvolve a problemática e chega a conclusão. Há uma conexão entre os fatos, que se relacionam entre si e levam para um final, depois do qual o leitor poderá extrair uma mensagem significativa do texto. Nesse processo, o autor pode - em alguns casos, deve - expor suas concepções e filosofias, de forma explícita ou implícita. Tudo é uma questão de estilo e de gosto, e há várias formas de aplicar este método (inclusive invertendo a ordem, começando pelo meio, terminando pelo começo, por ex.) . Em suma, o mesmo princípio das fábulas e parábolas deve reger uma composição literária: ao tratar de temas densos, pesados, filosóficos, profundos, etc., fazê-lo por meio de uma estória é mais prazeroso e acessível para as pessoas em geral. Nem todos entenderão ou terão interesse por um ensaio filosófico ou trabalho científico devido sua linguagem ou estilo. Mas um bom romance sobre a efemeridade da vida ou sobre os problemas ambientais da industrialização pode informar o público de maneira muito mais lúdica e eficaz.

Pois bem, Machado de Assis é um grande autor. Mas neste livro, ele não acertou a mão. Deixo claro que não acho o livro ruim; considero-o monótono. Ele provavelmente faz parte da nata dos livros da literatura mundial, mas infelizmente não ocupa uma das primeiras posições (nem mesmo é o melhor do "Bruxo do Cosme Velho"). Embora as observações de Machado de Assis sejam geniais e pertinentes, sua fina ironia arranque-nos sorrisos e sua ousadia na forma seja louvável, o autor peca em algo essencial: não há começo, não há meio, não há fim. Há apenas a narração da vida de Brás Cubas, uma vida que parece sem propósito. Seria esta a mensagem do livro, que nenhuma vida humana têm propósito? Talvez seja justamente este o ponto do autor. De toda forma, a falta de um "ápice" para o enredo torna a leitura monótona. E também me questiono se o livro não peca pela "ideia fixa" de que descreve a realidade nua e crua. O ser humano não é necessariamente o que está descrito no livro, e não me recordo de o autor ter feito alguma consideração no sentido de haver outras possibilidades ontológicas; tenha-se se em mente que entre o céu e o inferno, há um mundo de possibilidades. Para um livro considerado marco do "realismo" brasileiro, faltou objetividade do "narrador machadiano". Ele aborda o mundo através de sua lente, mas pergunto-me se isto realmente condiz com o ideário realista.

Concluo afirmando que é o livro que vale a pena ser lido, por suas reflexões, pela forma inovadora de narrativa, pela fina ironia e por sua importância para a literatura de nosso país. Penso apenas que seja um pouco parado demais (talvez eu seja um leitor apressado), e acrescento que às vezes o "narrador machadiano" é um chato. E finalizo admitindo que boa parte do que escrevi é questão de gosto.

Luz 24/01/2019minha estante
Eu amo Machado de Assis, mas também estou achando essa leitura monótona.




Mark_Lübe 08/12/2018

"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas"
Um livro de memórias bem diferente das que conhecemos, a qual foi escrita pelo próprio protagonista logo após a sua morte, um romance, narrado em primeira pessoa, nestas memórias, Brás Cubas faz uma crítica muito inteligente da sociedade em que vive, abordando diversos temas como; sonhos, desejos, política, amor, escravidão, entre tantos outros, muito bem delineados.
Machado de Assis consegue trazer de forma bem humorada um relato sobre as principais condições de vida e formação social da sociedade do século XIX, formado por capítulos curtos, o autor insere entre os acontecimentos da vida do protagonista alguns momentos “a priori” aleatórios, mas que ao serem analisados mais atentamente percebemos quão crítico e polêmico o autor consegue ser.
comentários(0)comente



* 01/12/2018

Existem olhares e olhares. Se não me falha a memória, que o verme ainda não roeu, Machado de Assis dissertou sobre esses paralelos.
Num âmbito pragmático, podemos reduzir o livro a um conceito sem beleza ou nobreza, ao ficar só com a imagem sobre um defunto que conta sua história.
No olhar de valorização romanesca, a obra poderá tornar-se uma experiência decepcionante com a constatação dessa ausência, se for a procura principal, em uma narrativa atípica, inovadora, sem a ideologia romântica e ainda desafiadora nos dias atuais.
E, como foi sugestivo pelo autor nos textos iniciais, há um olhar sobre a vida de forma inusitada, com reflexões que podem ser comuns no pensamento ou específicas a Machado de Assis, que nos convida a conhece-las (visão que escolhi na experiência com o livro, em disposição que parece óbvia para todo mundo diante de um narrador morto que vai contar como foi sua vida).

O texto é rico em informações, principalmente de forma irônica, como um sarcasmo diante de acertos e erros pela vida, no posicionamento conclusivo do narrador sobre algo que agora parece medíocre, ridículo ou temporal.

Vou registrar alguns momentos que destacaram-se em minha leitura, nas reflexões propostas:
- a última frase do capítulo XXVII pareceu-me a condensação da proposta do livro ("cada estação..."), sobre a transitoriedade da vida e aprendizagens nesse decorrer (lembrei do garoto mala que foi Brás Cubas, que teve aprendizagens na mesma moeda de humilhação na juventude, como a agente disso depois, Marcela, e nesse transitar de vai vem o nosso narrador em outros momentos, até contemplar tudo com sua galhofa no além túmulo). Transitoriedade e aprendizagens, para o bem ou não nas escolhas. Já aviso que foi o que ficou de principal do livro, os subsequentes vem daí;

- no capítulo LXXXII tem um parecer interessante, em que o autor fala de velhice ridícula e triste, quando não há a compostura e austeridade da gentileza do ancião, relacionada a aprendizagens. Achei curiosa a observação.

- o livro tem frases interessantes sobre a transitoriedade que enfatizo, principalmente "a do verme", mas tem uma pouco citada, que destaco em meu registro (não sei como lhe parece, mas foi de carismática revelação). Está no capítulo CXIX, que tem outras curiosas, mas gostei mais desta: "matamos o tempo; o tempo nos enterra.";

- o último registro está em todas as passagens com dissertação sobre o Humanitismo de Quincas Borba (confesso que essa parte foi minha frustração, pois não entendi direito e, o que ficou é que seria uma visão de permissibilidade, disponível e justificável aos mais aptos, como se fosse um princípio universal e natural). Pareceu-me perigoso, tipo o que guiou Raskólnikov no clássico russo (que teria correlação com o que entendi sobre o tal humanitismo). Talvez Machado estivesse, com esse papo, numa crítica a sociedade que se apresentava (glamour assentado em um pensamento pobre e egoísta).

Enfim, é uma leitura com misto de surpresas interessantes ou não, fatos instigantes, reflexões (principalmente na transitoriedade da vida), um pouco de chatice (tiquinho na minha leitura) e desafios para aprendizagens onde certamente muita coisa deixei passar.

Ah, para Brás Cubas e todos nós: acumulemos tesouros no céu, onde nem traça, nem ferrugem corroem (Mateus 6:19 a 23).
* 01/12/2018minha estante
A edição que li (Martin Claret, 2006) traz também o perfil de Machado de Assis em artigo legal e envolvente de Renard Perez. Vale a conferida.


* 01/12/2018minha estante
É tão interessante ver diferentes olhares no mesmo livro. Gosto de ler as resenhas e muita coisa foi envolvente e somatória em aprendizagens ou reavaliações.


* 01/12/2018minha estante
Que o livro evidencia transitoriedade é evidente, mas as aprendizagens nesse avançar não significam redundâncias em nobres desígnios e ideais. Brás Cubas é movido por vaidade e interesses egoístas, explícitos em vários momentos. Miséria que reconhece em seu além-túmulo.




Gustavo 26/11/2018

Um livro chato
Sou grande fã dos contos de Machado de Assis mas esse livro não chega nem perto de outros como: dom casmurro ou o alienista...
O livro entrega exatamente o que promete, as memórias, porém elas não tem uma história envolvente...
Ele passa o livro inteiro contando casos esparsos e destilando o preconceito do personagem.
Qualquer história contada precisa do clímax, o que te faz pensar que valeu a pena, não é o caso desse livro.
Ele se torna cansativo, mas como diz Brás cubas, a culpa é do leitor que esperava uma história linear e com fluxo... Não é o caso..
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente

Marcel 07/02/2019minha estante
Falou tudo nessa resenha!
Meus parabéns!




Dan 20/10/2018

Obra pioneira e máxima do realismo brasileiro
Publicado em 1881, a obra de Machado de Assis inaugura a escola literária do realismo, procurando romper com toda a visão "fantasiosa" e subjetiva do romantismo para dar espaço à visão objetiva, crítica e abolicionista do brasileiro.
A princípio, devemos nos lembrar que o liberalismo inglês e iluminismo francês estavam ganhando cada vez mais adeptos no Império de D. Pedro II. Com isso, também vieram diversas contestações a cerca do escravismo, da quantidade de universidades e escolas presentes no país, e, por fim, o desejo de se emancipar completamente da cultura lusa.
No entanto, se por um lado temos no Memorias Póstumas de Brás Cubas o rompimento com o romantismo de 1º e 2º geração, temos paralelo a isso a negação do determinismo e cientificismo de sua escola literária "irmã" - o naturalismo - pois, ao não atribuir conceitos científicos para explicar alguns acontecimentos da trama, o autor sugere que esse desejo de explicar tudo, empobrece a interpretação dos textos, por isso que o mesmo acaba filosofando sobre os fatos mais corriqueiros da vida. Além disso, notamos resquícios do condoreirismo romântico (3ª Geração) no realismo, e, sobretudo, nesse livro. Prova disso é que Machado de Assis, ao relatar a vida de Brás Cubas, representante da elite que dominava o país na época, faz crítica ao regime escravista e totalmente patriarcalista, vide as peripécias do protagonista em sua infância e juventude. No entanto, particularmente falando, não notei nessas denotações um objetivo intrínseco a retratação das condições de vida dos negros e mulheres, parece que ela está lá só para mostrar que nem tudo no Brasil é perfeito, assim como faziam os condoreiristas.
Falando em imperfeição, mas um traço do livro é o caráter pessimista da obra. O protagonista sempre procura encontrar obstáculos - muitas vezes inexistentes - para seu triunfo.
Por fim, esta obra foi realmente o divisor de águas que acabaria influenciando outros grandes escritores brasileiros, como Barreto, Bilac e Drummond. O caráter de crítica moderada da obra também acabaria influenciando outras obras mais "extremistas", como "O Cortiço".
comentários(0)comente



João Marchi 13/10/2018

Resenha do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas
PRIMEIRA RESENHA PÚBLICA DE MINHA VIDA - 11.10.2018
Dizem que um romance pode convencer o leitor por um acúmulo de qualidades. Usando a terminologia do boxe, em um conto o escritor deve vencer por nocaute e em um romance a vitória pode ocorrer por somatório de pontos.
No livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, o escritor Machado de Assis nos brinda com uma rara combinação de fortes doses de encanto em quase todos os curtos capítulos. Somos convencidos pelo conjunto do enredo, personagens, riqueza de étimos, famosos fenômenos culturais do mundo, etc.
É um livro que aparentemente apenas retrata a deteriorada sociedade carioca do século XIX mas talvez a importante informação é de que o livro conta a história de uma pessoa que nasce, vive a vida de sua época e morre sem deixar maiores vestígios de sua passagem pelo planeta. É uma crítica feroz a maioria das pessoas que já viveram e que ainda estão por nascer. O sucesso na percepção da mesquinhez do ser humano e a sutil denúncia de sua banalidade fazem dessa obra um livro atemporal.
Leitura obrigatória para todos os bons leitores!

site: https://www.facebook.com/Sonetos.do.Brasil/
comentários(0)comente



Natália | @tracandolivros 08/10/2018

“Todos nós havemos de morrer, basta estarmos vivos.”
Brás Cubas no momento se encontra morto, mas um dia ele foi vivo. Agora como defunto ele vai contar a história da sua vida. Ele inicia contando sobre o dia da sua morte, e depois volta para a sua infância, mas ainda assim, ele não mantém uma cronologia exata.
.
“ – Lutar. Podes escachá-los ou não; o essencial é que lutes. Vida é luta. Vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.”
.
Em muitos momentos da leitura é possível esquecer que o narrador esta morto, é incrível a forma de imersão que o livro tem. O leitor é levado pelas aventuras do protagonista ao ponto de esquecer do seu estado futuro, até que ele volta para fazer algum comentário do presente.

A leitura é muito envolvente, logo nos primeiros capítulos eu me vi presa nos relatos de Brás Cubas. A forma como ele fala da vida, e também cheia de reflexões sobre.

É um livro que atravessa anos e anos e ainda conquista muitos leitores.

site: https://www.instagram.com/p/BoUw2DKASWe/?taken-by=tracandolivros
comentários(0)comente



Vitorgish 29/09/2018

Um livro grandioso!
Não há como não gostar desse livro, ao menos para mim, há todas as qualidades que me atraem em um livro, boa filosofia e reflexão, capítulos curtos, poucas descrições enfadonhas, bom humor, um negativismo que no fim torna-se positivo porque é como se dissesse "esperei o pior e me surpreendi recebendo o que é bom". Bons personagens. Nos poucos diálogos foram todos interessantes e a linguagem excelentíssima. O livro prometeu uma história de memórias e foi exatamente isso que encontrei, é gostoso do início ao fim porque temos um personagem conversando com o leitor e fazendo-nos refletir sobre diversos pontos da vida, que só nos acrescenta.
comentários(0)comente



Jonas 08/09/2018

Importante, mas chato demais.
Nao há de se negar que o livro é estilisticamente inovador para a época, porém a história não tem nada de interessante, fazendo com que a leitura desse romance se tornasse uma tortura.
Luz 24/01/2019minha estante
Estou me arrastando nessa leitura, muito monótona.




spoiler visualizar
Julio.Argibay 06/09/2018minha estante
undefined




Kelly Midori 02/09/2018

Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas , Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás é um livro de romance, um clássico de suma importância para literatura brasileira sendo de leitura obrigatória da Fuvest 2019, escrito pelo autor Machado de Assis.

A estrutura do livro: o livro que foi lido foi me emprestado a cor prevalece na capa é azul e o livro se destaca por contar memórias de um morto, Brás Cubas conta a vida dele começando da morte por isso o título do livro.

O conteúdo do livro como foi dito no parágrafo acima ele conta sobre a vida dele memórias de quando estava vivo, o livro inicia na sua morte com apenas 11 pessoas, logo em seguida relata primeiramente de quando era criança, ele até possuía um escravo. Brás Cubas se envolve num romance, mas não deu em nada sobre uma moça que ele rejeitou pois ela era coxa, ou seja, era manca então não quis ela por isso. Brás Cubas se forma em Direito, mas quando estava fora teve que voltar seu pai queria que envolvesse na politica e se casar. Nesse livro até tem outro personagem de outro livro do escritor Machado de Assis o Quincas Borba com devida participação especial, Brás Cubas mais velho tinha vontade de criar um emplasto que curaria de todas as doenças e ficaria famoso mas devida corrente de ar pegou pneumonia, ele não se tornou algo sonhado de tão grande importância como queria mas foi de grande importância para literatura em si.

Minha análise amei o livro, ele com seus detalhes precisos envolvendo a história do Brasil também posso citar que assisti o filme de adaptação do livro, o ator Reginaldo Faria interpreta muito bem o Brás Cubas. No começo do livro ele dedica ao primeiro verme que devora o próprio corpo sendo claro no contexto e mesmo se você não for prestar a Fuvest recomendo esse livro não só pela importância da obra, mas sim pela incrível história do livro.

Sobre o escritor: “Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.
Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.”
Quotes:
“Dedicatória :Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.”
“No dia que a universidade me deu um diploma e uma ciência que estava longe de carregar no cérebro. Confesso que me senti ao mesmo tempo enganado e orgulhoso.”
Meu instagram literário:@kemiroxtvliterario

site: http://kemiroxtv.blogspot.com/2018/09/resenha-memorias-postumas-de-bras-cubas.html
comentários(0)comente



Kekeu 31/08/2018

De como não fui ministro d'Estado
O melhor capítulo do livro.
comentários(0)comente



Victorrodriw 24/08/2018

Resenha Crítica
O autor Machado de Assis começa seu livro com uma historia mórbida de que o defunto Brás Cubas é o autor do livro narrando sua vida mesmo depois de morto, como cita nesse trecho ?[...] eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor [...]?. No livro ele mostra seus amores suas aventura e suas frustações.
Ele conta sobre suas travessuras na infância e lembra-se de seu apelido ?menino diabo?. Na adolescência ele conta sobre sua paixão por Marcela e sua desavença com o pai por causa de seu futuro, na idade adulta nos conta sobre seu relacionamento com Vigília esposa do seu então amigo Lobo Neves ele mostra seu fracasso na politica e no amor duradouro.
Nesse livro podemos perceber muitas criticas para a sociedade da época com o autor trazendo as com o uso de ironia e às vezes de comparação ou metáforas como nesta citação ?Creiam-me, o menos mau é recordar ; ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gota da baba de Caim.? , Trechos que hoje podem ser compreendidos com a pesquisa destes assuntos ,o autor também usa de palavras de difícil entendimento nos dia de hoje palavras que podiam ser comuns na época em que o livro foi escrito. E não podemos esquecer-nos das criticas a escravidão que aconteciam durante a escrita do livro, lembrando que a escravidão foi abolida oito anos após a primeira publicação.
Podemos ver indícios de um estilo realista em suas criticas sociais, na linguagem culta e muitas vezes desconexa com os tempos de hoje, nos relacionamentos de sua personagem que embarca em amores que sempre tem um fim trágico e em suas criticas a escravidão, mas, mesmo assim o autor se único não deixando ? se preso a esse estilo e criando sua própria linguagem destorcida com o leitor em capítulos curtos, com suas exclamações e interrogações e capítulos em branco.
O livro pode ser interessante se o leitor estiver disposto a uma linguagem de época que pode dificultar a leitura nos dias de hoje. O livro torna-se interessante para quem quer conhecer sobre o estilo de época Realismo ou sobre o autor Machado de Assis, o livro também é muito importante para vestibulares, no Enem, em concursos públicos e entre outras provas.
comentários(0)comente



Matheus_Morandi 16/08/2018

Brás Cubas
Brás Cubas nos é apresentado como um menino muito levado, tão levado, que era conhecido como "menino diabo''.Esse apelido se faz jus quando ele descobre um certo romance.Então o que ele irá fazer?.
Bem, o livro não se trata apenas de sua infância e sim de toda sua vida, como seus amores, aventuras e frustrações.
comentários(0)comente



497 encontrados | exibindo 31 a 46
3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |