O Conto da Aia

O Conto da Aia Margaret Atwood




Resenhas - A história da aia


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Aline 12/05/2021

O conto da Aia
Quando peguei o livro para ler e notei que quase não tinha diálogo achei que seria super arrastado, mas foi ao contrário, não queria parar de ler. Foi uma leitura empolgante pq a escrita e a história é muito boa, mas bem difícil e revoltante. A forma como oprimiram as pessoas tirando seus direitos, liberdade, opinião, comunicação e colocando em situações humilhantes é realmente revoltante. O livro é muito bom, a leitura me prendeu do início ao fim indico muito.
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Lidiane Veras 12/05/2021

QUE LIVRO!!!
Impossível ler esse livro e não associar ao que estamos vivendo no Brasil e temer pelo nosso futuro!
Bia 12/05/2021minha estante
Tenho muita vontade de ler, mas dizem que é pesado... Oq achou?


Lidiane Veras 12/05/2021minha estante
Realmente é bem pesado. Demorei 10 dias para terminar, porque muitas coisas me deixaram muito mal.




maya @uma.beletrista 12/05/2021

O Conto da Aia, escrito em 1985 pela canadense Margaret Atwood, é uma ficção futurista ambientada num Estado teocrático e totalitário – a República de Gilead, sendo os Estados Unidos que já não existe mais -, onde as principais vítimas de opressão são as mulheres. Nessa realidade distópica (que, pela graça de Deus, é apenas ficção!), as pessoas do sexo feminino são propriedade do governo, sem direito a opinar ou tomar suas próprias decisões.

Nesse governo, as mulheres têm uma única função: serem Aias. As Aias são mulheres que, sendo as únicas férteis num país onde a taxa de fertilidade caíra imensamente, procriam para casais nos quais a mulher não pode engravidar, ou seja, emprestam sua barriga, alugam-na. Não podem recusar. Não podem ler. Não podem se expressar. Não podem opinar. Sempre de cabeça baixa, vestem vermelho e um chapéu branco que impedem-nas de terem uma visão lateral. São reduzidas ao seu útero e vivem em função dele. Uma vez por mês, em seus períodos férteis, as Aias são estupradas pelos donos da casa, deitadas no colo das esposas destes, simulando uma relação entre os dois. Bizarro demais, não? É agonizante só de pensar.

Nessa história, temos a protagonista Offred. Num país cujas leis são as do Antigo Testamento da Bíblia, as mulheres, como já dito anteriormente, têm todos os seus direitos revogados e agora são classificadas por castas. Mas… até mesmo seus nomes são apagados. As Aias passam, então, a terem seus nomes relacionados ao dono da casa a qual pertencem – no caso de Offred, ela pertence ao Fred (“of Fred” = “do Fred”).

Tiraram-nas tudo, menos suas lembranças. Constantemente, Offred pensa em seu passado: comum como o nosso presente; com Ubers, smartphones e direitos iguais entre homens e mulheres (pelo menos era o que constava na Constituição antes desse Estado opressor surgir). Os flashbacks de Offred levam-na para momentos com sua filha e seu marido, além de ir contando aos leitores como a vida era antes da queda dos EUA e o que aconteceu até ele se tornar Gilead.

Eu não tenho palavras para descrever a maestria da escrita de Atwood. Eu diria que a leitura é fácil, exceto pelo fato – já adiantando a vocês – de ser uma leitura extremamente sensível para nós, mulheres. No entanto, flui levemente e te faz refletir. A cada página e a cada dor de Offred, eu me levava a pensar se o conservadorismo que têm aumentado a cada dia pode um dia chegar ao ponto de existir uma Gilead. Na verdade, já existe: há diversos países que oprimem as minorias, infelizmente.

Eu recomendo fortemente a leitura, pois a cada repulsa e indignação que você sente com essa ficção distópica, você agradece imensamente ao feminismo. Diversas vezes eu me senti grata ao movimento feminista durante essa leitura, grata por não vivermos numa sociedade como essa (apesar de convivermos diariamente com o machismo e lutando contra o mesmo, felizmente este não chega a extremidades como acontece em Gilead). Sendo assim, é uma leitura essencial para levar-nos a refletir a importância de movimentos ativistas em nossa sociedade. Go, girls!



site: https://umabeletrista.com.br/index.php/2020/08/19/resenha-o-conto-da-aia-de-margaret-atwood/
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Bruna Eloy 12/05/2021

June = tudo para mim
Eu não tenho palavras para descrever o quanto esse livro me tocou, toda a situação que já tinha assistido na série pareceu se esclarecer melhor após a leitura.
June é um símbolo de resistência, é forte, espero que ela acaba um dia com Gilead.
A autora tem uma escrita fluida e cativante.
Vale muito a pena!
E serve também como uma forma de alerta para todas nós em períodos de extremismos e fanáticos religiosos.
Lembrem-se: ?Nolite te Basterds Carborundorum?
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Letícia 12/05/2021

comprei esse livro em 2018/2019 e ele ficou tanto tempo abandonado que eu até tinha esquecido dele. ano passado criei vergonha na cara e li: livro sensacional, consegue nos fazer sentir desconfortável só em imaginar uma distopia como a descrita no livro!!!
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Suelen Martins 11/05/2021

No começo achei a leitura um pouco arrastada, principalmente por não ter muitos diálogos e a história se passar entre o presente e o passado. Mas, depois da metade do livro a leitura fluiu muito bem, e eu não consegui para de ler.
Eu estou totalmente em choque com esse livro, senti raiva, medo e angústia.
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Thaís 11/05/2021

o começo do livro foi um pouco difícil por conta da narrativa que se alterna entre passado e presente e por conta de ser um livro que não tem muitos diálogos.
esse é um livro que te faz refletir muito. é isso que somos? um receptáculo p gerar vidas? as relações são muito bem trabalhadas e é tudo muito bem construído.
o final é bem interpretativo e fiquei bem curiosa, adorei o livro
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Dayana Otaviano 11/05/2021

?Somos úteros de duas pernas, isso é tudo: receptáculos sagrados, cálices ambulantes.?
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csartoretto 11/05/2021

Não consigo deixar de pensar o quanto é assustadora uma realidade onde toda vontade é suprimida em nome de uma ordem social e onde apenas um lado, um gênero, ou grupo não tem voz. E o pior de tudo com ajuda de pessoas desse mesmo grupo. Em que medida essas pessoas acham que estão tornando o mundo melhor? E pra quem, se elas mesmas são vítimas desse sistema de coisas? São algoz e vítimas na mesma medida. Quando o véu da alienação cai o que sobra?
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roberta 11/05/2021

A autora entrega tudo o que prometeu e mais um pouco.
Nessa distopia bizarra e crua todos os meus medos como mulher estavam aqui escancarados e olha... tem que ter estima pra ler esse aqui.
Existem livros que mudam nossa forma de pensar, e esse é claramente um deles.
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Luíza 10/05/2021

Vivemos em Gillead
O Conto da Aia é sobre mulheres oprimidas. Gillead existe e muitas mulheres ainda vivem nessa distopia horrível.
É uma história dessas que marcam e deixam de ?ressaca literária?, apesar de demorar fluir, a intenção da autora realmente é descrever o conto sob a perspectiva de Offred. Offred sofre, chora, cai e levanta.
Offred somos nós.
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Stephanye.Nunes 10/05/2021

Sob o olho Dele ?
O conto da aia é incrível.
Me fez refletir sobre todos os aspectos e privilégios que tenho e o que me aconteceria se os perdesse. Esse livro deveria ser obrigatório em todas as escolas.
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Patrish 10/05/2021

Wow
Eu estou completamente em choque. Eu nunca me senti tão terrivelmente assustada com uma distopia. Por meio desse livro eu senti raiva, senti medo, me senti impotente.
Nunca vi uma distopia tão longe da realidade e ao mesmo tempo tão crível. Esse livro é uma obra de arte. Sem mais.
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