O Conto da Aia

O Conto da Aia Margaret Atwood




Resenhas - A história da aia


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Marisa.Gois 31/05/2020

O conto da Aia
Leitura um tanto complexa no começo! Até pegar o enredo demorei um pouco! Visão futurista que amedronta!
Muito bom!!
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Flavia.Santana 31/05/2020

Margaret Atwood (1939 ? 80 anos)
O conto da aia (escrito em 1984 e lançado em 1985)
Lido ano passado

A história se passa há mais ou menos 7 anos no futuro, em Gilead (Nova Inglaterra), onde depois de uma sucessão de acidentes nucleares, desastres naturais, graves pandemias e Dst?s que tornou a maioria do povo dos estados unidos inférteis houve uma revolução política que mudou a forma do governo tornando o estado de direito um governo teocrático fundamentalista totalitário.
Com uma visão de sociedade baseada em uma interpretação radical da Bíblia que resultou em muita opressão sobretudo às mulheres. (Genesis, 10).
?Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro. Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre? E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela. Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a possuiu. E concebeu Bila, e deu a Jacó um filho. Então disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho?
Conta a situação que as mulheres se encontram após essa revolução política. Elas perderam o direito de trabalhar, estudar, o direito à própria identidade, os direitos políticos, como por exemplo, o voto, perderam completamente a sua independência, sua autonomia e passaram a ser propriedade dos maridos, isso quando elas era aptas a terem um marido pois se antes da revolução elas tivessem tido relacionamentos considerados ilegítimos (fossem divorciadas, mães solteiras, homossexuais, casadas com homens casados entre outros) elas não seriam dignas de serem esposas.
A história é contada pelo ponto de vista de uma mulher rotulada Aia (mulher que é fértil e serve apenas para reprodução humana sendo tida como escrava sexual sem fins recreativos pois qualquer mulher nessa sociedade não tem direito ao prazer, sendo vista como promíscua numa sociedade religiosa).
Nessa sociedade eles separam as mulheres em esposas (usam azul e aqui falamos das esposas ricas), aias (que usam vermelho), marthas (escravas domésticas que usam verde) ou econoesposas (usam roupas que misturam essas 3 cores pois quando você é pobre tem que cumprir as 3 funções) e as tias (usam cinza e coordenam o ensinamento que as mulheres ?precisam?). Nenhuma delas são livres, até mesmo as que são aptas a se casar. Estão submetidas á autoridade dos maridos e passam por momentos de violência e humilhação. Todo o sistema é formado para que elas odeiem umas às outras, e elas desconfiam umas das outras, sendo cada uma por si.
Trancafiada, depois de passar por uma lavagem cerebral, sem acesso a lápis e caneta... E ela vai contando com muitos detalhes o que está acontecendo ao redor dela e também nos conta algumas coisas sobre o passado dela de antes de se tornar uma aia. Ela ainda não entende muito bem o que está acontecendo no país pois o golpe é recente. Ela é demitida, depois descobre que só o marido pode movimentar a conta bancária dela e aos poucos essa sociedade vai se tornando super patriarcalista. E muito me assusta descobrir que esse modelo não foi criado apenas por um homem mas que teve grande participação de sua esposa.
Quem não consegue se encaixar ou é morta ou se torna prostituta num bar chamado casa de Jesebel para diversão dos homens cristãos ricos que são os comandantes.
O livro termina em aberto e a autora tem uma sacada genial ao colocar um posfácio onde a gente lê uma palestra dada por um professor universitário muitos anos depois do acontecido em Gilead onde ele analisa umas fitas que a Aia principal chamada Offred deixou e ele desconfia dessas fitas e fica a questão: se fosse um homem nas fitas será que haveria dúvidas?
Quando estamos vivendo uma realidade de Deus acima de tudo, onde cristãos estão assumindo o poder de um Estado laico, vejo esse livro com a importante missão de nos avisar o que está por vir caso permaneçamos de braços cruzados.
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Ana 31/05/2020

Amei
A escrita, a história, a formulação de todo um ambiente... Simplesmente amei. A história é toda congruente, as motivações das pessoas fazem sentido... E sobre o final ser inconclusivo, não concordo, acho misterioso. Estou ansiosa pra ler testamentos.
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Igor Gil 31/05/2020

A distopia das distopias
Como um rapaz chamado Adam Roberts teorizou em seu livro "History of Science Fiction", utopias e distopias podem ser colocadas como "a ficção científica das ciências humanas". A brisa de imaginar futuros, como serão ou como não deveriam ser, é relativamente antiga, só um pouco mais de 100 anos atrás que ganhou essa vibe super 10 de "TÁ TODO MUNDO FO DI DO". Pois bem, em praticamente todas as distopias clássicas, a pergunta que geralmente fica é: como evitar? estamos perto demais? Em O Conto da Aia, assim como lindamente já dito pela Margaret Atwood, o futuro cagado já é o nosso presente. Nós já estamos lá, só alguns privilegiados que ainda não perceberam.

Atwood fez um incrível trabalho historiográfico recortando e colhendo notícias sobre diferentes situações de mulheres ao redor do globo, afirmando sua genialidade de se colocar como uma escritora de ficção científica do presente (ou ficção especulativa/ficção histórica). Ela abraça partes silenciadas da sociedade. trabalhando coisas como se um homem cis, hetero, branco e rico tem medo de uma teocracia/ditadura/fundamentalismo; imagine todo o resto da sociedade que já de fato sofre com tudo aquilo que é temido por ele? São pontos que, muitas vezes, parecem escapar das distopias clássicas.

A série, que está quase em sua quarta temporada, tem uma forma bem mais agressiva de mostrar a nada otimista Gilead, mas que, infelizmente, perde-se feio após o fim do material base. O livro, porém, continua indiscutivelmente bom, um pouco mais sutil, mas igualmente chocante.

Por fim, como uma das frases mais famosas do livro diz: melhor nunca significa melhor para todo mundo. Sempre significa pior, para alguns.
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Carolina 30/05/2020

Melhor livro da vida
É incrível como o livro e a série conversam entre si. Ao ler, literalmente, os episódios passavam pela minha mente. Muito, muito, muito fascinante. Super recomendo.


Estante Suspensa 30/05/2020

O Conto da Aia
A resenha hoje é de O conto da aia, um clássico da literatura e do feminismo. Escrito pela renomada Margaret Atwood. O livro se passa em um futuro próximo, em que a taxa de natalidade está muito baixa, quase nula, devido a causas ambientais e surtos de DSTs. Em decorrência disso, um grupo de cristãos intitulados de filhos de jacó, aproveitam para dar um golpe de estado e chegar no comando. Implantam uma ditadura teocrática, onde tudo é justificado segundo as escrituras sagradas. Inclusive a existência de aias.

Aias são mulheres férteis, e de certa forma classificadas como pecadoras; por serem mães solteiras,divorciadas ou até mesmo terem casado com um homem divorciado. Elas são treinadas e depois enviadas para a casa de comandantes ricos para servirem de “barriga de aluguel” para a família. Lembrando que isso ocorre de forma obrigatória, ou seja, estamos falando em uma sociedade onde as mulheres eram estupradas todos os meses sem direito de protestar.

Todas as aias recebem o nome de seu comandante após o ‘of’ e são assim chamadas. Sendo privadas até mesmo de seu próprio nome. O livro em questão é narrado por uma aia chamada de Offred, como explicado anteriormente, aia do comandante Fred. Ele é um importante comandante, e representa muito bem o tipo de homem, ou melhor, o tipo de pensamento que os homens têm em Gilliad, o novo país, formado, após o golpe, por grande parte do que era antes, os Estados Unidos.

Em Gilead temos uma sociedade constituída por castas, no que diz respeitos às mulheres: aias, escravas sexuais, vestindo vermelho; Martas, empregadas domésticas, vestindo verde; tias, destinadas a educação das futuras aias, vestindo marrom; esposas ricas, mulheres de comandantes importantes, vestindo azul e para completar esposas pobres, chamadas econoesposas, vestindo verde, azul e vermelho.

Esse livro mexe com temas que podem ser delicados para alguns leitores, mas é imprescindível para construção de uma mentalidade crítica, onde aprendemos que uma democracia não está fadada a ser um democracia para sempre. Ainda estamos sujeitas a perder direitos anteriormente conquistados.

Apesar desse livro ser classificado como uma ficção científica distópica, acredito que pode ser muito bem entendido como um aviso, um lembrete para que nunca aceitemos menos do que merecemos, para que nunca permitamos ser rebaixadas, manipuladas. As mulheres em Gilead eram estimuladas a se odiarem, a verem umas às outras como inimigas. Era assim que eram controladas. Eles sabem que juntas somos fortes, invencíveis eu diria. Não deixe nos tratarem como inferior. NOLITE TE BASTARDES CARBORUNDORUM.


site: https://www.instagram.com/estantesuspensa/
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Rafa 30/05/2020

Um livro surpreendente, a história em si é sufocante e por muitas vezes me senti dentro dela, vivendo tudo aquilo, sofrendo com as personagens. Traz muitas reflexões. Vale a pena a leitura.
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Rafael 30/05/2020

“Não deixe que os bastardos esmaguem você”.
Por mais que me pareça injusto, não seria possível deixar de iniciar minhas impressões sobre o livro “O Conto da Aia” sem uma comparação com outras distopias, como 1984, de Orwell e Admirável Mundo Novo, de Huxley.
A princípio, tive a impressão que a distopia resenhada seria um pouco menos atrativa que as demais citadas, já que parte dos devaneios da personagem principal deixavam o texto um pouco cansativo e algumas poucas vezes confuso. Em ocasiões pontuais a autora perde muito tempo pormenorizando detalhes de cenários, situações e descrição de pessoas. Isso acabou me deixando impaciente, ansioso pelo desenrolar da estória.
Não quero dizer que prejudique o livro a ponto de torna-lo ruim. Apenas marcar essas diferenças entre as distopias. Entretanto, há muitos pontos positivos a serem destacados: toda a construção do estado autoritário e o reforço daquele antigo mantra que não se deve misturar política e religião; a descrição do período de transição para o regime teocrático (que conseguiu me deixar angustiado, principalmente quando todas as funcionárias são dispensadas de suas funções sob coerção militar); e por fim, para ser sucinto, o capítulo final que, na minha modesta opinião, faz do livro uma obra prima. O último capítulo “Notas histórica” fez com que eu, de fato, me encantasse com essa distopia. Nesse caso, a autora consegue fazer um fechamento do livro com uma criatividade ímpar e esclarecendo algumas lacunas deixadas na narrativa da personagem principal.
Enfim, uma distopia sob a ótica de uma autora mulher (diferente das clássicas conhecidas), deve ser degustada como um vinho fino, com sabor delicado, apreciado em pequenos goles, com calma e atenção. Um mundo dividido entre opressores e oprimidos, onde as mulheres são as principais vítimas nessa sociedade.
Ao Final, o que me consola é que já tenho em mãos a continuação da obra: o livro “Os testamentos” e espero continuar o mais rápido possível para descobrir mais a respeito do destino da personagem nesse Sistema autoritário e teocrático.
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Moacir 30/05/2020

Um clássico doloroso
Uma das definições de clássico é a que são clássicos os livros que podem ser indicados para a formação moral, intelectual, etc, das pessoas, além do que são aqueles que sobrevivem ao seu tempo. Assim é este doloroso livro de Margaret Atwood em que destaquei uma passagem semelhante a uma destacada do Robson Crusoé de Daniel Defoe.

"Os jovens são com frequência os mais perigosos (...). Ainda não aprenderam com o tempo sobre as coisas da vida." (O conto da Aia)

"Assim como esse é o destino comum das cabeças jovens, a reflexão sobre sua insensatez geralmente é exercida em anos posteriores, ou como resultado da experiência adquirida com o tempo e a alto custo." (Robson Crusoé)

Aliás, vê-se ensinamentos filosóficos, como este fenomenológico: "O que você não souber não lhe trará sofrimento."

É um belo livro doloroso.
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Emiliaarnhold 30/05/2020

Eu adoro distopias e ñ poderia deixar de ler essa. Pra mim foi difícil, livro enrolado. Demorei pra ler e me acostumar com a escrita.... mas o enredo é muito interessante.
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Carol Fonseca 30/05/2020

Em alguns momentos a leitura se torna cansativa, acho que no fundo eu esperava mais dela, talvez tenha colocado expectativas demais, porque não achei tudo isso o que falam. É uma leitura legal, me fez pensar em muitos momentos, mas não cheguei a achar tão "pesada" igual alguns falam (acho que principalmente pelo fato da leitura ter se tornado cansativa pra mim em tantos momentos). Vou dar uma chance para a série e ver o que eu acho ela.
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Luana.Rayfa 29/05/2020

O livro faz jus a fama que tem
O conto de aia é um livro muito comentado e aclamado por todos que conheço, então por consequência disso minhas expectativas estavam lá em cima e posso afirmar que ele cumpriu todas elas, é um livro muito importante de ser lido e nos trás verdades e ensinamentos chocantes. Sem pontos negativos, simplesmente perfeito.
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Adna 29/05/2020

Um alerta
Confesso que fiquei um pouco receosa ao iniciar essa leitura, devido ao momento que estamos vivendo, porém a curiosidade falou mais alto e valeu a pena arriscar.

O Conto da Aia traz uma narrativa intensa e pode se tornar um pouco difícil de criar uma fluidez no início, já que a temática contribui pra isso, uma vez que aborda uma ficção especulativa que certamente não é tão difícil de acontecer.

Nos faz refletir no nosso papel como mulheres na sociedade e o quão importante é reafirmar nossos direitos. E é exatamente por isso que é tão angustiante ver como a nossa liberdade pode ser roubada para nos tornamos objetos do estado de uma forma tão cruel.

A leitura me deixou curiosa a respeito do por que de sua fluidez ser tão freada, de como a volta no tempo era narrada e também da forma como a autora nos poupava de alguns acontecimentos, e fui surpreendida ao final que, para mim, com certeza fez toda diferença para compreender a leitura como um todo. Recomendo!
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Gabriel 29/05/2020

Um bom livro
O livro tem uma história muito interessante e instigante, entretanto, algumas partes a leitura se tornou um pouco monótona.
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Juliana.Youssef 29/05/2020

[RESENHAS DA JU - O Conto da Aia]
Clássico da literatura mundial, O Conto da Aia foi escrito por Margaret Atwood na década de oitenta, mas possui uma temática muito atual.

Em uma sociedade chamada Gilead - onde antes eram os Estados Unidos - a queda drástica de taxa de natalidade, provocada principalmente pela inserção das mulheres no mercado de trabalho, resultou em uma revolução. Entende-se revolução como uma transformação radical dos padrões sociais, culturais e científicos de uma determinada sociedade.

As maiores prejudicadas por essa revolução foram as mulheres. Sejam elas férteis ou não, suas rotinas foram transformadas rapidamente e de maneira extremamente agressiva. A protagonista do livro, June era fértil e consequentemente, assumiu o posto de Aia. As Aias trabalhavam nas casas dos Comandantes - homens do alto escalão da sociedade - e tinham como objetivo dar um filho ao casal responsável por sua contratação. Após feita, a aia era transferida para outra família para recomeçar o trabalho. Caso o tempo de permanência esgotasse sem que ocorra a gravidez, o destino da mulher era trágico.

Elas não eram reconhecidas pelo nome, mas sim como propriedade do comandante. Portanto, June será reconhecida como Offred, uma junção da preposição of - que significa de - com parte ou abreviação do nome de seu comandante Fred Waterford.

O livro é um lugar em que Offred vai detalhar todos os episódios dessa jornada na casa do Comandante em primeira pessoa. Ele conta também com a presença de personagens interessantes como Nick, Moira, Serena Joy, Tia Lydia, Ofglen e Ofwarren que possuem enorme significado na trama.

Apesar de apresentar personagens e linguagem muito interessantes, é uma leitura muito pesada e angustiante por conta de diversos episódios que a protagonista vai passar. Mas vale dizer que, em dias como hoje, se faz plenamente necessária. Virei fã e recomendo demais.

E, ai? Você já leu O Conto da Aia?

site: www.instagram.com/leiturasfloridas/


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