Admirável Mundo Novo

Admirável Mundo Novo Aldous Huxley




Resenhas - Admirável Mundo Novo


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@aprendilendo_ 01/09/2020

Resenha de Admirável Mundo Novo
“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”. Tal frase foi proferida pelo famoso inglês, Willian Shakespeare e fala sobre um grande medo do homem, o sofrimento. Nesse contexto, é de se esperar uma fuga, mesmo que na maioria das vezes fracassada, desses momentos tão angustiantes, talvez, se o humano conseguisse uma maneira de escape perfeita dessa lástima, nós seriamos felizes, certo? Encontramos a resposta para isso no livro de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo.

Explicando, a obra é sobre uma futura sociedade “fordiana” a qual, por meio de uma extensa evolução no controle da biologia, moldou todas as gerações à um sistema de produção. Agora, as pessoas não nascem mais de mães (palavra obscena no livro), mas de fábricas, pré-estabelecidas, com características as quais os dividem em castas enquanto, concomitantemente, os igualiza para adequarem-se em cada trabalho. Aliado a isso, aos condicionamentos mentais e físicos, é apresentado o ideal da droga chamada “soma”, um entorpecimento o qual não deixa ressacas ou arrependimentos, apenas contentamentos tolos.

Aqui, em uma narrativa de terceira pessoa, acompanhamos Bernard Marx, um indivíduo o qual vê-se fora dos encaixes perfeitos de tal civilização distorcida. Apesar de ser o protagonista, Marx não é, de certa forma, o foco da história, mas sim o elemento ignitor para reflexão e contextualização do mundo o qual o escritor criara. Por conta disso, diversas vezes o personagem é simplesmente posto como secundário em meio ao aparecimento de novos sujeitos. Como consequência, temos uma espécie de afastamento empático do principal, porém, a imersão na realidade descrita torna-se forte e instigante.

Tais atributos de profundidade são melhorados pela qualidade dos diálogos, sejam eles debates ou discursos. Pois, através deles, há a verdadeira introspecção do livro. Aqui, as conversas, principalmente entre oprimido e opressor, tomam o tom de uma espécie de “ensaio”, de maneira que, em certos capítulos, quase nos esquecemos do fato de estarmos lendo uma história e não um tratado sobre a futilidade da sociedade moderna. Ou seja, apesar de, como história, a obra funcionar muito bem, sua principal qualidade está no ato de propor uma discussão de forma indireta com o leitor.

No livro, 1984, a principal forma de alienação era o ódio, em Revolução dos Bichos, a idolatria, na obra, Admirável Mundo Novo, o prazer. Em todas elas, no entanto, há algo em comum, um subterfugio da busca pela verdade, de um sentido, da percepção como indivíduo. Se vale a pena uma eterna fuga da realidade dolorosa enquanto nessa vida? Não. O problema é que muitas vezes a alienação não começa nessa dúvida, mas na certeza de bolhas ideológicas. Uma obra incrível, com narrativa, história e desenvolvimento envolventes, vale a pena a leitura.

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alicia_paiva 02/09/2020minha estante
caraca, amg, amei a sua resenha, tô querendo ler adimirável mundo faz um tempo, mas agora que eu li a sua resenha... minha vontade aumentou ainda mais


@aprendilendo_ 02/09/2020minha estante
Muito obrigado! O livro é muito bom, acredito que você vai adorar.


custodiovitoria 02/09/2020minha estante
Adorei a resenha! O livro também é muito bom


@aprendilendo_ 02/09/2020minha estante
Muito obrigado!!


Marisa 03/09/2020minha estante
Amei a resenha. Esse livro sempre esteve na biblioteca do colégio que estudei na adolescência, lembro que ele me chamava bastante atenção, até lia alguns parágrafos nos intervalos, mas nunca tirei um tempo para levar ele para casa e ler rsrs agora até chegou a ser engraçado eu me deparar com uma resenha sobre ele, senti que preciso ler. Obrigada!


@aprendilendo_ 03/09/2020minha estante
Muito obrigado! Eu realmente recomendo que você leia então, kkkkk, quando um livro chama a tanto a atenção, não devemos esperar tanto para lê-lo, espero que goste.


Carol 03/09/2020minha estante
Ótima resenha... Essa questão de uma busca por sentido me lembrou da obra do Frankl!!
Parabéns pela reflexão.


@aprendilendo_ 03/09/2020minha estante
Muito obrigado!! Realmente, lembra um pouco por causa do extremo oposto, enquanto em Em busca de sentido, Victor Frankl fala sobre como superou o sofrimento, admirável mundo novo fala como fugiu dele, parte de minha reflexão sobre o livro deve ter partido um pouco de minha já experiência com Frankl.


Thayná 10/09/2020minha estante
Nossa! Nunca li uma resenha tão bem escrita, meus parabéns ??


@aprendilendo_ 10/09/2020minha estante
Muito obrigado, Thayná!!


Wanessa.Oliveira 30/09/2020minha estante
Já li! Ótimo livro. Realmente, nos faz refletir bastante! Ótima resenha!


@aprendilendo_ 22/10/2020minha estante
Muito obrigado!!


Nicy 19/02/2021minha estante
Sua resenha ficou incrível. Terminei de lê esse livro agora e estou com as emoções a flor da pele!!!


@aprendilendo_ 19/02/2021minha estante
Muito obrigado!! O livro realmente é muito bom!!


Dr. Mateus 13/06/2021minha estante
O sofrimento é indispensável pois é uma emoção inerente a natureza humana.
Gostei de sua resenha, terminei o livro agora e estou bem reflexivo a respeito kkk


Leti 13/07/2021minha estante
adorei sua resenha!! sabe a classificação indicativa do livro?


Himawari 17/08/2021minha estante
caraca que resenha FODA


Jessi 17/10/2021minha estante
Eu gostei do livro, mas esperava mais dele não sei se li com muita expectativa ou não li muito bem




Gustavo Rodrigues 13/01/2021

Condicionamento humano na forma mais elevada.
O livro é bom, sem dúvidas. A sociedade distópica criada é, ao meu ver, quase genial. Traz a tona o condicionamento humano na forma mais elevada, onde todos nascem e, imediatamente após, já começam a receber diversas informações das mais variadas formas pra que haja o condicionamento da mente.

Tal sujeição da população permite que se tenha um controle muito maior sobre ela, sem que os indivíduos percebam. A "felicidade" existe e é um fato, mas as pessoas estão pagando um preço que nem sabem. Vale ressaltar o paralelo que o autor faz entre a civilização e a produção em série (Fordismo), que é muito inteligente.

Em suma, não tenho muito o que falar sobre as características da civilização sem dar spoiler, por isso vou parar por aqui, mas digo que é extremamente interessante.

Em relação a história que se passa, eu achei legal mas com deslizes. Acho que algumas pontas ficaram soltas, outras não foram bem explicadas, e isso me incomodou um pouco. Mas isso tá longe de tirar o mérito da obra.

Outra coisa que é bom saber é que o livro tem determinadas palavras bem peculiares. Algumas vezes tive que recorrer ao dicionário pra entender alguma frase.

Em resumo: o livro é bom, mas não é perfeito. Vale a pena ler, principalmente pela sociedade distópica criada.
Luiz.Carlos 15/01/2021minha estante
Adorei a parte "as pessoas estão pagando um preço que nem sabem". Elas literalmente não sabem hahaha


Reccanello 06/06/2021minha estante
"1984" e "AMN" perderam muito do encanto depois que li "Nós", de Evgeny Zamyatin.




Pam 23/06/2021

Distopia extremamente marcante
A história se passa no ano de 2540, onde as pessoas não nascem mais através de uma mãe e um pai, e sim são criadas pela engenharia genética (ainda é difícil de acreditar que Huxley escreveu isso a quase 90 anos atrás).
Aqui as classes mais baixas são manipuladas para serem menos inteligentes e as mais altas adquirem habilidades cognitivas maiores, e dessa forma são condicionadas a cumprirem funções conforme as suas classes.
Como forma de mantê-los controlados e evitar possíveis rebeliões, o governo distribui o ?soma?, uma droga que manipula os sentimentos dos indivíduos, induzindo-os a não sentirem nada além de felicidade e uma falsa sensação de bem estar, e assim, consequentemente, os impedindo de questionarem e se rebelarem contra a forma de funcionamento desse ?mundo novo?.

Confesso que a livro é um pouco maçante em alguns momentos, por isso não foi uma leitura fácil ou cômoda, mas fiquei feliz por ter continuado.
Por fim, concluo que esse é um clássico distópico assustadoramente atual. Uma sociedade onde os indivíduos são constantemente manipulados, onde a cultura é considerada inimiga, a tecnologia se torna absurda e os valores cada vez mais distorcidos.
Pam 26/06/2021minha estante
Há quem acredita que admirável mundo novo não é uma distopia e sim uma utopia, mas esse não é o meu caso.


Pam 26/06/2021minha estante
ou que existe um paradoxo entre mundo utópico e distópico nesse livro


Jo 27/06/2021minha estante
Amo esse livro.


Leti 13/07/2021minha estante
qual a classificação indicativa do livro?


Pam 20/08/2021minha estante
Oi, Let.
Procurei em todos os lugares possíveis pra poder te dizer, mas sem sucesso :(

Então eu diria que 14+


Leti 20/08/2021minha estante
obrigada mesmo assim :)




@Marlonbsan 13/07/2021

Admirável Mundo Novo
Em uma sociedade organizada por princípios científicos, as pessoas são condicionadas e criadas para exercer determinados papéis. Todos seguem suas ordens e possuem o Soma para amenizar os questionamentos. Até que Bernard se mostra insatisfeito com os rumos da sua existência.

O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos alguns personagens. A linguagem, apesar de simples, apresenta uma densidade considerável, principalmente nos momentos de reflexão e questionamento.

A ideia do livro é bem interessante, ainda mais pensando no contexto da época em que foi escrito, utilizando como pano de fundo o Fordismo no sistema de produção. Ao fazer essa ligação com a sociedade e como essa introdução iria modificar a vida das pessoas.

Existem vários questionamentos interessantes, podemos traçar paralelos com a atual sociedade, já que é perceptível que cada vez mais as pessoas estão ficando mais parecidas, basta ver no Instagram com o ideal de corpo perfeito e procedimentos estéticos para tal. O livro ainda entra no mérito científico de criação, algo mais voltado às habilidades e capacidades de cada um.

Outro questionamento é em relação ao que faz as pessoas se tornarem humanas e aqui entra o balanceamento entre as coisas boas e as ruins, sendo só possível reconhecer a felicidade quem já passou por algum momento de tristeza que, no livro, o Soma acaba sendo a solução para inibir os sentimentos, tirando essa parte humana das pessoas.

Mas fora isso, o livro não me cativou, o início é bem denso por conta das explicações biológicas e de toda a sociedade, algo muito didático. Além de ficar perdido pela confusão narrativa, por conta disso não conseguiu me prender e eu ficava muito disperso na leitura. E por mais que se deve levar em consideração a época em que o livro foi escrito, é um pouco estranho desconsiderar toda a tecnologia atual numa visão de um possível futuro e não consegui me desapegar disso.

Conteúdo literário no meu IG @marlonbsan
Bruna Lopes 13/07/2021minha estante
O último parágrafo da sua resenha define a minha experiência com esse livro também. Não me cativou. Eu fiquei feliz de ler e também genuinamente interessada por volta do meio a história, mas a narrativa foi bem desafiadora em certas partes (talvez a tradução não seja das melhores?) e o personagem do "Selvagem" ou sei lá como chama, não lembro mais, não funcionou para mim. Preferi, vastamente, 1984.


@Marlonbsan 13/07/2021minha estante
Ah sim, entendo bem como foi sua experiência, realmente faltou uma melhor aproximação da gente com os personagens e ambientação, ainda não li 1984, mas vou ler haha na tríade das distopias clássicas gostei mais de Fahrenheit tbm


Bruna Lopes 23/09/2021minha estante
Que bom! Fahrenheit tá me encarando aqui da prateleira.


@Marlonbsan 24/09/2021minha estante
Depois me conte o que achou haha




Rosangela Max 05/06/2021

O poder de um clássico.
É impressionante como algumas histórias são atemporais. Principalmente quando dizem respeito a mentalidade a ao comportamento humano.
Nunca o ?pensar por conta própria? e o pensamento crítico foram tão importantes e, infelizmente, tão ausentes.
Cada vez mais me identifico com O Selvagem.
Aline.Oliveira 19/07/2021minha estante
Admirável Mundo Novo é uma ótima crítica para o mundo distorcido do "American Way Of Life" ou Estilo de Vida Americano. Onde sem demoras todos anseiam por um Mundo onde na realidade existem padrões e normas que a mídia dispõem para os indivíduos alienando-os e controlando-os.




Albieri 28/04/2021

12° Livro do ano
???
Admirável mundo novo - Aldous Huxley

Pelo começo estranho, já me preocupo com o enredo, mas ao pensar mais profundamente nessa linha de montagem e na separação das massas, noto que isso já é visível em nossos dias, porém admirável mundo novo já começa em algo mais complexo, onde os humanos são fabricados, moldados e personalizados de acordo com sua casta, não há mais reprodução sexual e todos tem o seu papel nessa sociedade, vamos ver onde isso vai parar.

Me aprofundando na leitura e nos decorrer das páginas essa separação e manipulação da população é ainda mais complexa do que eu esperava. Um mundo novo, onde não há parentesco, onde todos são felizes em seus respectivos lugares, onde não há casamento e nem vínculos afetivos. Onde não há solidão. Pois todos são condicionados a não sentir solidão. Não se entristecem na morte, entre outras coisas.

O livro foi de maneira geral bom, mas pensar em não sentir outros sentimentos, se ver livre através de uma droga de bem estar me deixa nervoso.

Incubar sentimentos inerentes ao ser humano é fazer mais mal do que bem. Porém no livro isso não é retratado. Queria saber o que aconteceu com os habitantes das ilhas. Aqueles que mesmo condicionados não ficaram do jeito que a civilização queria.

Isso ficará a cargo da minha imaginação.

#AdmiravelMundoNovo #AldousHuxley #EditoraGlobo #livro #book #distopia #minhaestante #cabeceira #skoob #amoler #leitura #biblioteca #lerétudo
Déb 29/04/2021minha estante
Achei muito interessante o livro ,fiquei com vontade de ler


Erudito Principiante 17/05/2021minha estante
Se Admirável Mundo Novo, que é uma ficção, te incomodou, então É Isto Um Homem?, de Primo Levi, te causará náuseas pois é um relato verídico


Albieri 18/05/2021minha estante
Vou buscar informações




Rômullo 05/03/2010

Admirável ou Abominável Mundo Novo ?
Imagine uma sociedade treinada. Completamente organizada. Onde todas as instituições que conhecemos (Família, casamento, amor, fé, Deus) simplesmente não existissem. Não haveria vontade livre ou escolhas, abolidas pelo pré-condicionamento; a servidão seria algo aceitável devido a doses regulares de felicidade química (através de uma droga chamada "soma"); ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono. Desde pequeninos, talvez até como clones, seríamos condicionados a ter um estilo de vida funcional e que se adequasse ao meio. Seríamos dividos previamente em castas superiores ou inferiores, ou seja, classes sociais.

Esse é o retrato do "Mundo Novo", da obra de Huxley. Ou seria da sociedade atual?

Não é a nossa sociedade tão consumista e manipuladora quanto a de Huxley? Não são os nossos meios midiáticos que procuram destruir essas 'instituições'? As nossas escolhas e nosso raciocínio crítico não estão sendo tirados dia após dia? Muitos já tomam o "soma" (o que é 'soma' senão o ópio do povo, os shoppings, e por que não dizer o álcool, a maconha, LSD, o crack ? As semelhanças são muitas.

No entanto, o "Mundo Novo" se aproxima também da perfeição: o Estado tenta garantir o Bem-Estar da população, não há doenças, guerras, fome, não há disputas por amor (você teria a mulher/homem que quisesse), ninguém fica velho (tanto fisicamente quanto intelectualmente).

Se lhe fosse dada a escolha, o que você optaria: nossa sociedade, cheia de defeitos, injustiças, e tudo mais que há de ruim, ou uma sociedade planejada, voltada para o "bem estar social", onde o todo é o que importa, e as particularidade são suprimidas?

Realmente, é difícil de responder. Toda essa perfeição do Mundo Novo tem seu preço. Em troca da felicidade, a supressão da verdade, da ciência. As pessoas deixariam de ser seres humanos e passariam a ser máquinas superepecializadas. A vida individual, uma das coisas mais valiosas que o homem conquistou com o processo evolutivo, seria anulada pela vida coletiva (nada que lembre o socialismo...).

Mas onde está o problema? Talvez o preço da verdade não seria tão caro se a fome, a miséria, as guerras, injustiça fossem abolidas da face da Terra. Que importa sabermos que a Terra é redonda? Que importa conhecermos a complexidade da Filosofia? Que importa tudo isso, se a felicidade é algo distante para uma grande parcela da população? Valeria a pena trocar o conhecimento pela felicidade?

Um certo filósofo disse uma vez que "feliz é aquele que vive na ignorância"...

A escolha é nossa!

"O Homem ainda faz parte da Natureza. Ele não pode anulá-la, pois ela vive dentro dele próprio. Ele ainda pode voltar a ser o que era antes de se "destacar" de seus "irmãos", se é que chegou a ser alguma coisa."

"Quando as portas da percepção forem abertas, todas as coisas surgirão diante do homem como verdadeiramente são: infinitas."

Aldous Huxley
Talassa 05/03/2010minha estante
Texto muito bom.

Só tenho que discordar em duas coisas. rs



Primeira, acredito que as drogas atuais estão longe de ser aquelas quimicas que você citou (alcool, maconha e cia). A meu ver, as drogas muito mais incisivas na população são: o consumo, o poder, e porque não a ignorância?

Não digo a ignorância clássica, a de não saber do que se tem.



Mas digo da que se ignora o que se tem, ou seja, sabe que se tem mas finge não se ter.

Tanto quanto ao lado natural quanto ao lado humano também.



Segundo.



Claaaaaaaaaaaro..quem sou eu pra discordar, maaaas assim. Não faço muito parte dessa coisa toda de "feliz aquele que vive na ignorância"... Poorque pra mim, ignorancia não é só o ato de nao saber, é também ato de ignorar. de não QUERER saber. O que é pior.

Acho que devemos saber de tudo pra fazermos nossas escolhas.



Claro que tudo seria mais simples se a pestinha da Pandora não tivesse aberto aquela caixa, rs, mas já que foi aberta que saibamos escolher nossos caminhos.

E com a devida sabedoria.

Afinal, somos ou não somos "Homens que pensam que pensam" ?



Feliz é aquele que não ignora e que por isso soube e sabe escolher.





Beijos.


AStefan 06/03/2010minha estante
Bom, estou com a Talassa tb nesse aspecto das drogas.. Entorpecentes não são nada mais do q reflexos da sociedade atual. As verdadeiras dorgas, mano! da nossa sociedade é o consumismo, a mídia massiva e a passividade da população atual em aceitar tudo q é enlatado e enviado pra cá. Toda sociedade é condicionada. A nossa também, obviamente. Só não é um modelo tão desenvolvido quanto o descrito no livro. Não é a toa q desde crianças vemos televisão, temos q nos ajustar às normas sociais, queremos isso e aquilo, q muitas vezes não precisamos. Ele só mostra uma alternativa e metaforiza a revolução q estava vivendo.



Quanto à ignorância, discordo dela.. rsrs



Se eu pudesse escolher agora entre viver uma vida descontraída, sem pensar em política, religião, daonde viemos, para onde vamos, sem me importar com nenhuma questão importante, e ser feliz assim mesmo, eu aceitaria a ignorância numa boa, até pq não saberia q há uma outra possibilidade, assim como no livro. Seria a minha realidade, o meu mundo perfeito, e o considero melhor do q esse em q vivo hj.



Mas infelizmente ou felizmente, resolvi escolher a pílula vermelha e pensar e me importar com as mazelas deste mundo, e tentar fazer alguma coisa para mudar para melhhor, qualquer q seja a minha opinião.



Preciso confessar que quando comecei a ler esse livro, a idéia de condicionamento até q me pareceu razoável, só no desenrolar do livro q vi coisas q me desagradaram, principalmente a existência de povos primitivos. hsuahsuhasuhauhsa, deveriam estar todos destruídos!!! Muahahahahaha


Talassa 08/03/2010minha estante
rsrs.

Arthur, você é um chato! =P

rs



Não, de verdade.

Quando eu quis dizer a ignorancia, claaro que eu tambem preferia morar num mundo perfeito, com bosques e arvores com passaros etc e tal. O problema é que ele não existe.

Me refiro ao mundo que temos hoje

E com ele a gente tem qe ter acesso a tudo o que pode se saber sobre o mundo ( nao me refiro a essa coisa toda de lixo tecnológico) pra gente poder escolher que mundo queremos.





"Queremos saber,

Queremos viver

Confiantes no futuro

Por isso se faz necessário prever

Qual o itinerário da ilusão

A ilusão do poder

Pois se foi permitido ao homem

Tantas coisas conhecer

É melhor que todos saibam

O que pode acontecer"



Gilberto Gil



Adriana F. 10/01/2011minha estante
Gostei da resenha. Só o fato de vc fazer o link com a sociedade atual já está de bom tamanho!!! Um dia farei a minha, mas como é um livro mto especial, tenho medo de não conseguir escrever à altura! hihihihi


Têco 15/12/2011minha estante
Cara, resistir é persistir. Cada individuo é uno. E tem a verdade, sua verdade. Que a sociedade o quer oprimir sob certa situação, e o quer defender sobre outra. Na superficialidade "o homem é o lobo do homem" (interessante ver a letra da música Pitty que tem esse trecho, o próprio álbum é muito bom e a romântica, para quem continuou a acompanhar a obra dela, vê uma beleza, que, "putz", sem mensurar, dela), interessante ver a obra "O Idiota" de Dostoiévski no trecho onde se conta a historia da mulher que é apredejada, humilhada, perseguida, na sua vila, por circunstâncias sociais (as páginas são riquíssimas). Há um paradoxo grande, o homem pode ser guiado pelo seu comum, "conviver", "guerrear", pode ter algo distinto da sociedade e ser reprimido pela sociedade por medo dele próprio ser reprimido ou ser diferente, evoluir (evolui se fizer ao contrário, resistir, com luz e amor frente a escuridão; serenidade, consciência, ligado em tudo, ligado na verdade). A humanidade flutua e transborda entre um inconsciente mascarado coletivo e um estado de comunhão... Será isto? Isto é o exposto pra quem enxerga em um nível... Um outro, talvez o mais ocorrente e o entre os "estados de consciência" ("ser", liberdade)(que são os oscilantes e não muito ocorríveis entre o homem comum e hipócrita, que pode surgir em instantes de ser quem é e criatividade), do homem comum hipócrita e social, estado este onde aparecem as diferenças e sob a base de ódio, inveja, cobiça, poder... Um outro é o que vê sob a ótica da espiritualidade mais avançada, que é de não esperar nada do mundo, não agir pro ele, apenas estar, apenas ser... mas é pra quem atingiu este nível de evolução e assim o acaba comunicando isto... pra quem quer estar em torno dessa espiritualidade e busca, o vêem para si o mundo com destemor, entusiasmo, alegria, desprendimento compromissado, juventude, vitalidae, exuberânica, humildade, "admirando o admirável" e aqui vem a crítica do livro pela minha parte; ele fala em fundamentalismo, mas será que a dessas instituições, "sociedade", ou valores, ética, não tem um quê de fundamentalista? Um espiriualista como Krishnamurti não acredita na instituição família, no Estado, mas é uma espiritualidade realmente iluminada, para iluminados. Eu acredito em conhecer e ter consciência desta espiriualidade, mas agir em prol do coletivo, da ética, da razão, dos valores mais tocantes (que não vem do nada, vem de uma construção, de uma cultura, de uma evolução espiritual e evolucionista, de respeito ao mestre, ao ancestral, as constituições físicas, idade, repouso)... porém acredito mais no íntimo... no meu íntimo... no de qualquer pessoa... no indivíduo... na particularidade de cada um... lá o divino está mais a frente e desenvolvido... e o oposto disto é o medo social coletivo, comum a "escuridão" (qualquer não luz, falta de parcela dela), falta de consciência, presença, em que fracóides humanóides simulam, disfarçam, "tiram o time", mostram até algo seu, mas com um medo da opressão social a evolução do amor, do agora, mostrando um insconsciente coletivo de milhares de anos de guerras, de condicionamentos, de pressões, de sociedades, até do mau e muito dele, se agarrando numa ética que se alguns casos assim feita, o agarrar a ética é ao medo, por não terem a vista ao evoluído individual, ou pelo menos o seu íntimo negar por máscaras suas e pressões de fora. E em muitos casos, o de pessoas não envolvidas e bem distantes do caso fica muito fácil pra elas não pensarem, se levarem pela onda, leva, maioria, não terem consciência, percepção e por muito atingido por um coletivo e até estar nele agirem em função dele, mas também claramente revelando um medo inconsciente coletivo e fuga, "sou diferente", "não sou amigo dele, só até tal ponto", "sou frouxo". Amanhece um carnaval com algumas pessoas na rua, todo mundo comprimentanto veementemente todo mundo que vai saber um pouco da liberdade. Se joga (literalmente) pra entrar num ônibus com umas duzentas pessoas querendo entrar pra um bairro violento, vai sentado na cabeçeira da cadeira fazendo samba. "Eu queria ver a verdadeira liberdade, sem medos, paranóias ou cabreragens". Escuta Sabotage cantar e falar em humildade e revolucionar a humildade como cultivável. Vê ele cantando "viver livre no extremo, ir de encontro ao vento". Você for levado aonde quiser estar, "certeza que a sede, adrena na veia, me levam aonde eu quiser estar". Vê quem produz mais e sobe e desce qualquer ladeira sem medo. Concluo este comentário assim. Cada um é cada. O mais fácil é se esconder. O livro trás conhecimento, forte, direcionado, algo que ele concentrou... mas de forma ainda paradoxal, nada pode ser generalista completamente ou se pode não é o fundamentalismo que ele fala, mas algo bem diferente. Lendo entendo este bem diferente, mas é o maior dom comum de cada. Não dá pra levar pra politíca, pra sociedade e nem até pra ética, o que se tira é uma conclusão espiritual, e claro que pode aprender (e aprende) de sociedade, política, mídia, pressão, medos, interesses, medo de poder, de dominância, medo de sua máscara e hipocrisia, ao mundinho junto reunido ou uma agência jornalística. Pessoas podem te manipular e de uma forma muito assustadora e degradante.


Li 03/06/2012minha estante
você chegou a ler alguma obra de shakespeare com que aldous husley se baseou para escrever o livro?


Rômullo 04/06/2012minha estante
Na verdade, não. rs


Cristiane 21/06/2012minha estante
Um mundo perfeito seria legal. Mas aí você pensa na liberdade, nas escolhas, nos erros. Sei lá, não teria graça ver todos perfeitos, magrinhos, jovens. A graça desse mundo está nas imperfeições.
Prefiro viver em um mundo com todas as inquietações existentes, mas um mundo que me possibilite questionar, pensar independentemente. Muito ruim viver nessa dependência do mundo perfeito que o livro mostra.




Roberto 23/06/2021

O ponto nuclear desta obra, sua razão como visionária, é o controle social pelo prazer. Esqueçam o futuro ou o deslumbramento pela genética na primeira metade do séc. XX, nada é mais atual do que a engenharia social pela redução do "intervalo de tempo entre o desejo e sua satisfação". É um horror imaginar que as novas gerações estejam condenadas a abdicar de sua herança.
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Ramon 15/04/2021

...
"Lugares mudos, ora desertos
Que não faz muito o povo habitava...
Esses silêncios, ao mesmo tempo
[...]
Todos falando - mas com que voz?
Sim, com que voz?
Ah! isso ignoro
[...]
Por absurda que seja a origem,
Esta sombra em que só o nada
Povoa melhor - miragem, bolha -
O grande vácuo sutil da noite
Do que o objeto com que se copula
Tão tristemente - assim me parece!"
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Jenickson (@ler.parasaber) 18/07/2020

Admirável Mundo Novo (Nota: 10/10)
Que livro, gente! Eu ainda estou tentando processar tudo na minha cabeça, enquanto escrevo este pequeno texto.
Admirável Mundo Novo é uma distopia clássica, que te faz perder o fôlego, ao fim. Fantástica!

Nesta obra de Aldous Huxley, nos deparamos com um governo totalitário que se posiciona contra qualquer vestígio de individualidade. Neste mundo, não existe mais o nascimento de pessoas, mas sim a fabricação delas, e são divididas em 5 castas: Alfa (a mais nobre), Beta, Gama, Delta e Ípsilon (a menos nobre). Cada casta tem suas responsabilidade para com a sociedade.

Contudo, todas elas tem algo em comum: todo e qualquer indivíduo precisa estar FELIZ! Sim, em Admirável Mundo Novo, você não tem o direito de ser infeliz, ou, de estar infeliz. Com nada. Quando isso acontece, o governo disponibiliza gratuitamente um "remédio" para a infelicidade: o soma!

Quando uma mulher chamada Linda, que pertence a esta sociedade, foge e dá a luz a um filho chamado John (mas que é conhecido como Selvagem, afinal, este é o nome dos que não foram produzidos da forma "normal" neste mundo) vira notícia em todos os lugares.

John, o Selvagem, cresceu como nós, num mundo bem parecido. Lendo a Bíblia, e sendo um grande fã de Shakespeare. Ao ser inserido no 'Admirável Mundo Novo', o Selvagem se depara com pessoas totalmente diferentes dele e com hábitos que ele jamais o vira. A partir daí, ele reagirá a isso tudo, causando bastante notoriedade na imprensa local e em todas as pessoas que o passam a conhecer.

É um livro daqueles que fica marcado. Uma história muito bem produzida. Um livro que precisa ser lido.
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aris 24/05/2020

muito bom.
no final do livro até coloquei a música "admirável chip novo" pra tocar
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Jamile.Almeida 17/09/2020

Felicidade em pílulas!
Um mundo em que você é obrigado a ser feliz... afinal, o inconformismo, a incerteza, a insegurança leva ao questionamento, nos faz repensar... então se a angústia bateu, nada como uma boa dose de SOMA! O remédio anti-sofrimento.

Uma sociedade dividida em castas, onde as pessoas foram pré condicionadas e produzidas em laboratório, numa escala Fordiana (?oh, Ford?- ?oh, Lord? - as referências e analogias a esse nome no livro são de rodopiar cabeças), para aceitar seu local de pertencimento e iguais em seus grupos. Onde os valores de família e relações humanas por carinho, amor ou qualquer sentimento não fazem parte de um bom comportamento.
Esses elementos - felicidade que entorpece, cega e mata, condicionamento, igualdade absoluta dentro das castas, ausência de possibilidades de mudanças de status social, governo controlador, destruição de laços familiares - que medo desse enredo!

O livro ainda traz o personagem mais apaixonante e verdadeiro de todas as distopias que li: John, que não poderia ter melhor apelido - O SELVAGEM.
Sua estranheza diante desse admirável mundo, sua inocência perante as incertezas e suas menções a Shakespeare ganharam meu coração... que grande livro, meus amigos!
Aryana 17/09/2020minha estante
Tá na lista!


Jamile.Almeida 17/09/2020minha estante
Ele é mais gostoso de ler do que 1984. E olha que amei os dois.


almeidalewis 18/09/2020minha estante
Como sempre uma boa análise para aqueles que tinham alguma dúvida !
? esse é um daqueles da sua coleção que eu ainda não li ?.


Jamile.Almeida 18/09/2020minha estante
Super vale, Almeida!


almeidalewis 19/09/2020minha estante
Não tenho dúvidas ?.esse ano minha programação já tá no limite ( meu ritmo é mais lento que os demais ? ).vou tentar encaixar ele para 2021 ?.???


Jamile.Almeida 19/09/2020minha estante
Caminhando sempre! Nao é corrida, é prazer em ler! Isso ai!! ??????


almeidalewis 19/09/2020minha estante
Disse tudo Jamile ?????


Guilherme.Augusto 21/10/2020minha estante
Sabia que vce iria gostar! haha


Jamile.Almeida 22/10/2020minha estante
Ameeeeeiiii




Bart 24/04/2021

Admirável Mundo Novo
*Aldous Huxley*
Editora Biblioteca Azul, 2014, 306 pág.
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Já digo que esse livro vai fazer você refletir, é uma leitura que em muitos trechos vão incomodar. ?
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A trama é uma distopia, que fala sobre um mundo utópico, através de um estado-governo ideal, logo é um romance que através das ideias do escritor (ele publicou o livro, pasmem em ??1932??), mesmo assim é impossível você não se questionar sobre como estamos HOJE em dia.
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Não existe o indivíduo, existe a comunidade, a história se passa em Londres de 2540, e para o estado ser perfeito as pessoas precisam ser condicionadas à isso!! Elas são geradas e já separadas em estágios embrionários, as emoções são desestimuladas ao máximo,  porque elas são o que levaram às guerras do passado (logo no começo existe uma forma de "estímulo" com bebês que já choca o leitor, e mostra isso perfeitamente). Condicionamento é a salvação desse mundo utópico, Pavlov seria um deus nesse futuro.
Existe uma religião totalitária que incentiva a solidariedade através de orgias sexuais, e mulheres não tem vez nessa ordem mundial.
Mas tem um momento que o escritor faz um contraponto, quando ele mostra a figura do Selvagem, como o ser humano ligado às suas emoções... daí você vai ter que ler "p/saber onde vai dar a toca do coelho! " ?
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É um livro muito interessante, e se você reconhecer, vai questionar elementos do nosso presente... ele cumpre seu objetivo, mas, é um livro muito incômodo até porque ele não se preocupa com o que você acha, o escritor passa por cima mesmo do que você espera... se vire.
????????
Particularmente, preferi 1984 de George Orwell (esse livro é de cair o queixo).
Admirável Mundo Novo é muito bom, ele cria um mal estar p/fazer o leitor refletir sobre!!
?
CONTINUEM LAVANDO AS MÃOS!
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Arthur 19/04/2021

Distopia ou realidade?
Tentarei ser bem sucinto nessa resenha. A que ponto a alienação pode chegar? Que ela funcione como forma de controle social, já sabemos. Mas romper a barreira da alienação deveria ser assim tão difícil?
Por vários momentos enquanto lia Admirável Mundo Novo eu lembrava de Theodor Adorno e de sua formulação sobre a "indústria cultural". Como educador sei bem de como um processo de alienação articulado por diversos sujeitos, sobretudo com uma fluidez tão grande de informações, causa impactos na formação, aliena e, de fato, promove controle. É notório também o espanto que causam aqueles que ousam contestar toda essa "indústria", em analogia clara ao mito da caverna de Platão. Que isso já transpôs o campo das distopias e assumiu um estado de realidade é um fato tão consolidado que já nem sei desde quando. Nessa representação o livro é muito fiel (ou seria premonitório? Nem sei...)
O que me causou muito incômodo, sobretudo até metade do livro mais ou menos, foi o sexismo e o racismo. Fiquei intrigado sem discernir se aquelas descrições entravam no campo das tantas críticas presentes no livro, ou se podiam ser posições do autor. Por isso, durante a leitura, fiz uma rápida pesquisa sobre Huxley e, como não encontrei nenhuma relação controversa do autor com essas categorias, conclui que se tratavam de mais elementos da sociedade sendo criticados.
Um destaque a parte para o prefácio dessa edição.
Kamyla.Maciel 19/04/2021minha estante
Concordo com tudo. O que me deixou mais perplexa foi pensar em como Huxley descrevia muitos aspectos da nossa sociedade hoje num livro escrito na década de 30. E não só em relação a alienação, mas na crítica a uma sociedade que necessita ser produtiva sabe, na superficialidade das relações... sei la, sinto que esse livro é daqueles que alguém sempre terá uma visão nova, uma crítica que não havíamos pensado...




Jeferson.Maia 08/06/2021

Ótimo livro, não é apenas uma literatura de um universo distópico, mas uma literatura que nos faz pensar até onde iriamos em busca de um mundo supostamente feliz, sem guerras e sem sofrimento, em alguns momentos chegando inclusive a lembrar muito mais um livro de filosofia do que apenas uma narrativa literária, uma sociedade alternativa que nos faz pensar se estaríamos dispostos a abrir mão de tanta coisa por um futuro pensado socialmente como feliz.
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