Admirável Mundo Novo

Admirável Mundo Novo Aldous Huxley




Resenhas - Admirável Mundo Novo


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@aprendilendo_ 01/09/2020

Resenha de Admirável Mundo Novo
“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”. Tal frase foi proferida pelo famoso inglês, Willian Shakespeare e fala sobre um grande medo do homem, o sofrimento. Nesse contexto, é de se esperar uma fuga, mesmo que na maioria das vezes fracassada, desses momentos tão angustiantes, talvez, se o humano conseguisse uma maneira de escape perfeita dessa lástima, nós seriamos felizes, certo? Encontramos a resposta para isso no livro de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo.

Explicando, a obra é sobre uma futura sociedade “fordiana” a qual, por meio de uma extensa evolução no controle da biologia, moldou todas as gerações à um sistema de produção. Agora, as pessoas não nascem mais de mães (palavra obscena no livro), mas de fábricas, pré-estabelecidas, com características as quais os dividem em castas enquanto, concomitantemente, os igualiza para adequarem-se em cada trabalho. Aliado a isso, aos condicionamentos mentais e físicos, é apresentado o ideal da droga chamada “soma”, um entorpecimento o qual não deixa ressacas ou arrependimentos, apenas contentamentos tolos.

Aqui, em uma narrativa de terceira pessoa, acompanhamos Bernard Marx, um indivíduo o qual vê-se fora dos encaixes perfeitos de tal civilização distorcida. Apesar de ser o protagonista, Marx não é, de certa forma, o foco da história, mas sim o elemento ignitor para reflexão e contextualização do mundo o qual o escritor criara. Por conta disso, diversas vezes o personagem é simplesmente posto como secundário em meio ao aparecimento de novos sujeitos. Como consequência, temos uma espécie de afastamento empático do principal, porém, a imersão na realidade descrita torna-se forte e instigante.

Tais atributos de profundidade são melhorados pela qualidade dos diálogos, sejam eles debates ou discursos. Pois, através deles, há a verdadeira introspecção do livro. Aqui, as conversas, principalmente entre oprimido e opressor, tomam o tom de uma espécie de “ensaio”, de maneira que, em certos capítulos, quase nos esquecemos do fato de estarmos lendo uma história e não um tratado sobre a futilidade da sociedade moderna. Ou seja, apesar de, como história, a obra funcionar muito bem, sua principal qualidade está no ato de propor uma discussão de forma indireta com o leitor.

No livro, 1984, a principal forma de alienação era o ódio, em Revolução dos Bichos, a idolatria, na obra, Admirável Mundo Novo, o prazer. Em todas elas, no entanto, há algo em comum, um subterfugio da busca pela verdade, de um sentido, da percepção como indivíduo. Se vale a pena uma eterna fuga da realidade dolorosa enquanto nessa vida? Não. O problema é que muitas vezes a alienação não começa nessa dúvida, mas na certeza de bolhas ideológicas. Uma obra incrível, com narrativa, história e desenvolvimento envolventes, vale a pena a leitura.

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Alicia.Paiva 02/09/2020minha estante
caraca, amg, amei a sua resenha, tô querendo ler adimirável mundo faz um tempo, mas agora que eu li a sua resenha... minha vontade aumentou ainda mais


@aprendilendo_ 02/09/2020minha estante
Muito obrigado! O livro é muito bom, acredito que você vai adorar.


custodiovitoria 02/09/2020minha estante
Adorei a resenha! O livro também é muito bom


@aprendilendo_ 02/09/2020minha estante
Muito obrigado!!


Marisa 03/09/2020minha estante
Amei a resenha. Esse livro sempre esteve na biblioteca do colégio que estudei na adolescência, lembro que ele me chamava bastante atenção, até lia alguns parágrafos nos intervalos, mas nunca tirei um tempo para levar ele para casa e ler rsrs agora até chegou a ser engraçado eu me deparar com uma resenha sobre ele, senti que preciso ler. Obrigada!


@aprendilendo_ 03/09/2020minha estante
Muito obrigado! Eu realmente recomendo que você leia então, kkkkk, quando um livro chama a tanto a atenção, não devemos esperar tanto para lê-lo, espero que goste.


Carol 03/09/2020minha estante
Ótima resenha... Essa questão de uma busca por sentido me lembrou da obra do Frankl!!
Parabéns pela reflexão.


@aprendilendo_ 03/09/2020minha estante
Muito obrigado!! Realmente, lembra um pouco por causa do extremo oposto, enquanto em Em busca de sentido, Victor Frankl fala sobre como superou o sofrimento, admirável mundo novo fala como fugiu dele, parte de minha reflexão sobre o livro deve ter partido um pouco de minha já experiência com Frankl.


Thayná 10/09/2020minha estante
Nossa! Nunca li uma resenha tão bem escrita, meus parabéns ??


@aprendilendo_ 10/09/2020minha estante
Muito obrigado, Thayná!!


Wanessa.Oliveira 30/09/2020minha estante
Já li! Ótimo livro. Realmente, nos faz refletir bastante! Ótima resenha!




Rômullo 05/03/2010

Admirável ou Abominável Mundo Novo ?
Imagine uma sociedade treinada. Completamente organizada. Onde todas as instituições que conhecemos (Família, casamento, amor, fé, Deus) simplesmente não existissem. Não haveria vontade livre ou escolhas, abolidas pelo pré-condicionamento; a servidão seria algo aceitável devido a doses regulares de felicidade química (através de uma droga chamada "soma"); ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono. Desde pequeninos, talvez até como clones, seríamos condicionados a ter um estilo de vida funcional e que se adequasse ao meio. Seríamos dividos previamente em castas superiores ou inferiores, ou seja, classes sociais.

Esse é o retrato do "Mundo Novo", da obra de Huxley. Ou seria da sociedade atual?

Não é a nossa sociedade tão consumista e manipuladora quanto a de Huxley? Não são os nossos meios midiáticos que procuram destruir essas 'instituições'? As nossas escolhas e nosso raciocínio crítico não estão sendo tirados dia após dia? Muitos já tomam o "soma" (o que é 'soma' senão o ópio do povo, os shoppings, e por que não dizer o álcool, a maconha, LSD, o crack ? As semelhanças são muitas.

No entanto, o "Mundo Novo" se aproxima também da perfeição: o Estado tenta garantir o Bem-Estar da população, não há doenças, guerras, fome, não há disputas por amor (você teria a mulher/homem que quisesse), ninguém fica velho (tanto fisicamente quanto intelectualmente).

Se lhe fosse dada a escolha, o que você optaria: nossa sociedade, cheia de defeitos, injustiças, e tudo mais que há de ruim, ou uma sociedade planejada, voltada para o "bem estar social", onde o todo é o que importa, e as particularidade são suprimidas?

Realmente, é difícil de responder. Toda essa perfeição do Mundo Novo tem seu preço. Em troca da felicidade, a supressão da verdade, da ciência. As pessoas deixariam de ser seres humanos e passariam a ser máquinas superepecializadas. A vida individual, uma das coisas mais valiosas que o homem conquistou com o processo evolutivo, seria anulada pela vida coletiva (nada que lembre o socialismo...).

Mas onde está o problema? Talvez o preço da verdade não seria tão caro se a fome, a miséria, as guerras, injustiça fossem abolidas da face da Terra. Que importa sabermos que a Terra é redonda? Que importa conhecermos a complexidade da Filosofia? Que importa tudo isso, se a felicidade é algo distante para uma grande parcela da população? Valeria a pena trocar o conhecimento pela felicidade?

Um certo filósofo disse uma vez que "feliz é aquele que vive na ignorância"...

A escolha é nossa!

"O Homem ainda faz parte da Natureza. Ele não pode anulá-la, pois ela vive dentro dele próprio. Ele ainda pode voltar a ser o que era antes de se "destacar" de seus "irmãos", se é que chegou a ser alguma coisa."

"Quando as portas da percepção forem abertas, todas as coisas surgirão diante do homem como verdadeiramente são: infinitas."

Aldous Huxley
Talassa 05/03/2010minha estante
Texto muito bom.

Só tenho que discordar em duas coisas. rs



Primeira, acredito que as drogas atuais estão longe de ser aquelas quimicas que você citou (alcool, maconha e cia). A meu ver, as drogas muito mais incisivas na população são: o consumo, o poder, e porque não a ignorância?

Não digo a ignorância clássica, a de não saber do que se tem.



Mas digo da que se ignora o que se tem, ou seja, sabe que se tem mas finge não se ter.

Tanto quanto ao lado natural quanto ao lado humano também.



Segundo.



Claaaaaaaaaaaro..quem sou eu pra discordar, maaaas assim. Não faço muito parte dessa coisa toda de "feliz aquele que vive na ignorância"... Poorque pra mim, ignorancia não é só o ato de nao saber, é também ato de ignorar. de não QUERER saber. O que é pior.

Acho que devemos saber de tudo pra fazermos nossas escolhas.



Claro que tudo seria mais simples se a pestinha da Pandora não tivesse aberto aquela caixa, rs, mas já que foi aberta que saibamos escolher nossos caminhos.

E com a devida sabedoria.

Afinal, somos ou não somos "Homens que pensam que pensam" ?



Feliz é aquele que não ignora e que por isso soube e sabe escolher.





Beijos.


AStefan 06/03/2010minha estante
Bom, estou com a Talassa tb nesse aspecto das drogas.. Entorpecentes não são nada mais do q reflexos da sociedade atual. As verdadeiras dorgas, mano! da nossa sociedade é o consumismo, a mídia massiva e a passividade da população atual em aceitar tudo q é enlatado e enviado pra cá. Toda sociedade é condicionada. A nossa também, obviamente. Só não é um modelo tão desenvolvido quanto o descrito no livro. Não é a toa q desde crianças vemos televisão, temos q nos ajustar às normas sociais, queremos isso e aquilo, q muitas vezes não precisamos. Ele só mostra uma alternativa e metaforiza a revolução q estava vivendo.



Quanto à ignorância, discordo dela.. rsrs



Se eu pudesse escolher agora entre viver uma vida descontraída, sem pensar em política, religião, daonde viemos, para onde vamos, sem me importar com nenhuma questão importante, e ser feliz assim mesmo, eu aceitaria a ignorância numa boa, até pq não saberia q há uma outra possibilidade, assim como no livro. Seria a minha realidade, o meu mundo perfeito, e o considero melhor do q esse em q vivo hj.



Mas infelizmente ou felizmente, resolvi escolher a pílula vermelha e pensar e me importar com as mazelas deste mundo, e tentar fazer alguma coisa para mudar para melhhor, qualquer q seja a minha opinião.



Preciso confessar que quando comecei a ler esse livro, a idéia de condicionamento até q me pareceu razoável, só no desenrolar do livro q vi coisas q me desagradaram, principalmente a existência de povos primitivos. hsuahsuhasuhauhsa, deveriam estar todos destruídos!!! Muahahahahaha


Talassa 08/03/2010minha estante
rsrs.

Arthur, você é um chato! =P

rs



Não, de verdade.

Quando eu quis dizer a ignorancia, claaro que eu tambem preferia morar num mundo perfeito, com bosques e arvores com passaros etc e tal. O problema é que ele não existe.

Me refiro ao mundo que temos hoje

E com ele a gente tem qe ter acesso a tudo o que pode se saber sobre o mundo ( nao me refiro a essa coisa toda de lixo tecnológico) pra gente poder escolher que mundo queremos.





"Queremos saber,

Queremos viver

Confiantes no futuro

Por isso se faz necessário prever

Qual o itinerário da ilusão

A ilusão do poder

Pois se foi permitido ao homem

Tantas coisas conhecer

É melhor que todos saibam

O que pode acontecer"



Gilberto Gil



Adriana F. 10/01/2011minha estante
Gostei da resenha. Só o fato de vc fazer o link com a sociedade atual já está de bom tamanho!!! Um dia farei a minha, mas como é um livro mto especial, tenho medo de não conseguir escrever à altura! hihihihi


Têco 15/12/2011minha estante
Cara, resistir é persistir. Cada individuo é uno. E tem a verdade, sua verdade. Que a sociedade o quer oprimir sob certa situação, e o quer defender sobre outra. Na superficialidade "o homem é o lobo do homem" (interessante ver a letra da música Pitty que tem esse trecho, o próprio álbum é muito bom e a romântica, para quem continuou a acompanhar a obra dela, vê uma beleza, que, "putz", sem mensurar, dela), interessante ver a obra "O Idiota" de Dostoiévski no trecho onde se conta a historia da mulher que é apredejada, humilhada, perseguida, na sua vila, por circunstâncias sociais (as páginas são riquíssimas). Há um paradoxo grande, o homem pode ser guiado pelo seu comum, "conviver", "guerrear", pode ter algo distinto da sociedade e ser reprimido pela sociedade por medo dele próprio ser reprimido ou ser diferente, evoluir (evolui se fizer ao contrário, resistir, com luz e amor frente a escuridão; serenidade, consciência, ligado em tudo, ligado na verdade). A humanidade flutua e transborda entre um inconsciente mascarado coletivo e um estado de comunhão... Será isto? Isto é o exposto pra quem enxerga em um nível... Um outro, talvez o mais ocorrente e o entre os "estados de consciência" ("ser", liberdade)(que são os oscilantes e não muito ocorríveis entre o homem comum e hipócrita, que pode surgir em instantes de ser quem é e criatividade), do homem comum hipócrita e social, estado este onde aparecem as diferenças e sob a base de ódio, inveja, cobiça, poder... Um outro é o que vê sob a ótica da espiritualidade mais avançada, que é de não esperar nada do mundo, não agir pro ele, apenas estar, apenas ser... mas é pra quem atingiu este nível de evolução e assim o acaba comunicando isto... pra quem quer estar em torno dessa espiritualidade e busca, o vêem para si o mundo com destemor, entusiasmo, alegria, desprendimento compromissado, juventude, vitalidae, exuberânica, humildade, "admirando o admirável" e aqui vem a crítica do livro pela minha parte; ele fala em fundamentalismo, mas será que a dessas instituições, "sociedade", ou valores, ética, não tem um quê de fundamentalista? Um espiriualista como Krishnamurti não acredita na instituição família, no Estado, mas é uma espiritualidade realmente iluminada, para iluminados. Eu acredito em conhecer e ter consciência desta espiriualidade, mas agir em prol do coletivo, da ética, da razão, dos valores mais tocantes (que não vem do nada, vem de uma construção, de uma cultura, de uma evolução espiritual e evolucionista, de respeito ao mestre, ao ancestral, as constituições físicas, idade, repouso)... porém acredito mais no íntimo... no meu íntimo... no de qualquer pessoa... no indivíduo... na particularidade de cada um... lá o divino está mais a frente e desenvolvido... e o oposto disto é o medo social coletivo, comum a "escuridão" (qualquer não luz, falta de parcela dela), falta de consciência, presença, em que fracóides humanóides simulam, disfarçam, "tiram o time", mostram até algo seu, mas com um medo da opressão social a evolução do amor, do agora, mostrando um insconsciente coletivo de milhares de anos de guerras, de condicionamentos, de pressões, de sociedades, até do mau e muito dele, se agarrando numa ética que se alguns casos assim feita, o agarrar a ética é ao medo, por não terem a vista ao evoluído individual, ou pelo menos o seu íntimo negar por máscaras suas e pressões de fora. E em muitos casos, o de pessoas não envolvidas e bem distantes do caso fica muito fácil pra elas não pensarem, se levarem pela onda, leva, maioria, não terem consciência, percepção e por muito atingido por um coletivo e até estar nele agirem em função dele, mas também claramente revelando um medo inconsciente coletivo e fuga, "sou diferente", "não sou amigo dele, só até tal ponto", "sou frouxo". Amanhece um carnaval com algumas pessoas na rua, todo mundo comprimentanto veementemente todo mundo que vai saber um pouco da liberdade. Se joga (literalmente) pra entrar num ônibus com umas duzentas pessoas querendo entrar pra um bairro violento, vai sentado na cabeçeira da cadeira fazendo samba. "Eu queria ver a verdadeira liberdade, sem medos, paranóias ou cabreragens". Escuta Sabotage cantar e falar em humildade e revolucionar a humildade como cultivável. Vê ele cantando "viver livre no extremo, ir de encontro ao vento". Você for levado aonde quiser estar, "certeza que a sede, adrena na veia, me levam aonde eu quiser estar". Vê quem produz mais e sobe e desce qualquer ladeira sem medo. Concluo este comentário assim. Cada um é cada. O mais fácil é se esconder. O livro trás conhecimento, forte, direcionado, algo que ele concentrou... mas de forma ainda paradoxal, nada pode ser generalista completamente ou se pode não é o fundamentalismo que ele fala, mas algo bem diferente. Lendo entendo este bem diferente, mas é o maior dom comum de cada. Não dá pra levar pra politíca, pra sociedade e nem até pra ética, o que se tira é uma conclusão espiritual, e claro que pode aprender (e aprende) de sociedade, política, mídia, pressão, medos, interesses, medo de poder, de dominância, medo de sua máscara e hipocrisia, ao mundinho junto reunido ou uma agência jornalística. Pessoas podem te manipular e de uma forma muito assustadora e degradante.


Li 03/06/2012minha estante
você chegou a ler alguma obra de shakespeare com que aldous husley se baseou para escrever o livro?


Rômullo 04/06/2012minha estante
Na verdade, não. rs


Cristiane 21/06/2012minha estante
Um mundo perfeito seria legal. Mas aí você pensa na liberdade, nas escolhas, nos erros. Sei lá, não teria graça ver todos perfeitos, magrinhos, jovens. A graça desse mundo está nas imperfeições.
Prefiro viver em um mundo com todas as inquietações existentes, mas um mundo que me possibilite questionar, pensar independentemente. Muito ruim viver nessa dependência do mundo perfeito que o livro mostra.




ar¡ 24/05/2020

muito bom.
no final do livro até coloquei a música "admirável chip novo" pra tocar
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Jenickson (@ler.parasaber) 18/07/2020

Admirável Mundo Novo (Nota: 10/10)
Que livro, gente! Eu ainda estou tentando processar tudo na minha cabeça, enquanto escrevo este pequeno texto.
Admirável Mundo Novo é uma distopia clássica, que te faz perder o fôlego, ao fim. Fantástica!

Nesta obra de Aldous Huxley, nos deparamos com um governo totalitário que se posiciona contra qualquer vestígio de individualidade. Neste mundo, não existe mais o nascimento de pessoas, mas sim a fabricação delas, e são divididas em 5 castas: Alfa (a mais nobre), Beta, Gama, Delta e Ípsilon (a menos nobre). Cada casta tem suas responsabilidade para com a sociedade.

Contudo, todas elas tem algo em comum: todo e qualquer indivíduo precisa estar FELIZ! Sim, em Admirável Mundo Novo, você não tem o direito de ser infeliz, ou, de estar infeliz. Com nada. Quando isso acontece, o governo disponibiliza gratuitamente um "remédio" para a infelicidade: o soma!

Quando uma mulher chamada Linda, que pertence a esta sociedade, foge e dá a luz a um filho chamado John (mas que é conhecido como Selvagem, afinal, este é o nome dos que não foram produzidos da forma "normal" neste mundo) vira notícia em todos os lugares.

John, o Selvagem, cresceu como nós, num mundo bem parecido. Lendo a Bíblia, e sendo um grande fã de Shakespeare. Ao ser inserido no 'Admirável Mundo Novo', o Selvagem se depara com pessoas totalmente diferentes dele e com hábitos que ele jamais o vira. A partir daí, ele reagirá a isso tudo, causando bastante notoriedade na imprensa local e em todas as pessoas que o passam a conhecer.

É um livro daqueles que fica marcado. Uma história muito bem produzida. Um livro que precisa ser lido.
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harison 30/09/2020

Quanto vale um mundo perfeito?
Fico me perguntando o que Schopenhauer faria se existisse em "(...) Um mundo estável. As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não pode ter."

Superado o entrave que tive para adentrar ao universo distópico incrivelmente criado por Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo, passei a existir em uma realidade que forçosamente tornou minha mente úbere. É como se, repentinamente, todos os nossos valores e nossa cultura tornassem-se ortodoxos e práticas imateriais se tornassem nossas vicissitudes diárias. O mais sintomático nesse intercâmbio cultura é o fato de alguns, dentre esses valores citados, já serem tangíveis para nós, fato que torna o romance dicotômico de forma brilhante. Agora não é mais seu sobrenome ou a família na qual você nasce que dita sua classe social, mas sim a engenharia genética (ciência sendo usado para interesses políticos, quem diria, ein?). Quem nunca leu uma distopia e se perguntou "estou realmente lendo uma distopia?". É o que essa obra lhe proporciona.

Sinto que li uma metáfora simbólica atenuada, rotulada como uma distopia. Leiam enquanto ainda podem, pois para viver no Admirável Mudo Novo, onde ninguém é triste, precisamos abrir mão de algumas coisas, uma delas é a nossa liberdade.
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Flávia HBS 07/09/2020

Clássico e já sei o pq!!
Achei o livro muito bom!! Levanta questões sociais e de como a sociedade "perfeita" se organizaria num misto de manipulação genética e condicionamento social. A partir do capítulo 16 temos a confrontação da sociedade normal com a projetada no livro e quase dei razão ao administrador social. Recomendo a leitura fortemente apesar do capítulo 3 que é uma zona e dá vontade de abandonar o livro mas passando por ele, questões sobre a humanidade e seus problemas te levam a refletir sobre a sociedade atual.
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Jamile.Almeida 17/09/2020

Felicidade em pílulas!
Um mundo em que você é obrigado a ser feliz... afinal, o inconformismo, a incerteza, a insegurança leva ao questionamento, nos faz repensar... então se a angústia bateu, nada como uma boa dose de SOMA! O remédio anti-sofrimento.

Uma sociedade dividida em castas, onde as pessoas foram pré condicionadas e produzidas em laboratório, numa escala Fordiana (?oh, Ford?- ?oh, Lord? - as referências e analogias a esse nome no livro são de rodopiar cabeças), para aceitar seu local de pertencimento e iguais em seus grupos. Onde os valores de família e relações humanas por carinho, amor ou qualquer sentimento não fazem parte de um bom comportamento.
Esses elementos - felicidade que entorpece, cega e mata, condicionamento, igualdade absoluta dentro das castas, ausência de possibilidades de mudanças de status social, governo controlador, destruição de laços familiares - que medo desse enredo!

O livro ainda traz o personagem mais apaixonante e verdadeiro de todas as distopias que li: John, que não poderia ter melhor apelido - O SELVAGEM.
Sua estranheza diante desse admirável mundo, sua inocência perante as incertezas e suas menções a Shakespeare ganharam meu coração... que grande livro, meus amigos!
Aryana Torquato 17/09/2020minha estante
Tá na lista!


Jamile.Almeida 17/09/2020minha estante
Ele é mais gostoso de ler do que 1984. E olha que amei os dois.


almeidalewis 18/09/2020minha estante
Como sempre uma boa análise para aqueles que tinham alguma dúvida !
? esse é um daqueles da sua coleção que eu ainda não li ?.


Jamile.Almeida 18/09/2020minha estante
Super vale, Almeida!


almeidalewis 19/09/2020minha estante
Não tenho dúvidas ?.esse ano minha programação já tá no limite ( meu ritmo é mais lento que os demais ? ).vou tentar encaixar ele para 2021 ?.???


Jamile.Almeida 19/09/2020minha estante
Caminhando sempre! Nao é corrida, é prazer em ler! Isso ai!! ??????


almeidalewis 19/09/2020minha estante
Disse tudo Jamile ?????




taina.pl 12/05/2020

"Quando o indivíduo sente, a comunidade treme."
Confesso que, pelas resenhas que vi antes de ler, eu esperava mais, claro que é um livro bom, com questões para reflexão e situações que chocam (como qualquer distopia), no entanto, dos livros do gênero que eu li, esse não ficou entre os melhores.

Dentro da tríade 1984, Fahrenheit 451 e Admirável Mundo Novo, este foi o que menos me agradou, tanto que os outros dois estão entre os meus livros favoritos da vida, mas isso não quer dizer que eu tenha odiado, pois, embora a leitura não tenha sido tão prazerosa quanto os demais, a sensação de estranheza que eu adoro ao ler distopias esteve presente.

Nessa história nos deparamos com uma sociedade onde as pessoas não nascem, mas são criadas em laboratório, então o conceito de família (pai, mãe, parentes de qualquer grau...) não existe mais, sendo até mal visto quando alguém pensa em questões como essa.

Ao contrário do que a sociedade real nos apresenta, no Admirável Mundo Novo não existe casamento, qualquer tipo de relacionamento (exceto amizade, talvez) é abominável, e quanto mais a pessoa se envolve sexualmente com outras (e quanto mais, melhor) mais ela é valorizada e tida como normal. Se uma pessoa quiser se relacionar apenas com uma outra, é taxada como estranha. Esse conceito é bastante incentivado por que o intuito é que as pessoas sejam livres para o sexo para que o risco de descontentamento diminua, tanto que as crianças são livres e incentivadas para a prática desde muito cedo, tendo acesso até a brinquedos eróticos - e esse, para mim, foi o fator mais bizarro.

Antes mesmo de nascer, a pessoa é destinada a uma casta, que são Alfa, Beta, Gama, Delta e Ípsilon, sendo a primeira a mais alta e a última a mais baixa. Isso por que é preciso fazer uma divisão da sociedade para que as pessoas sintam-se felizes fazendo aquilo que foram destinadas e condicionadas a fazer, ou seja, trabalhos que não necessitam de inteligência são destinados aos Ípsilons, enquanto trabalhos com maior exigência intelectual são destinados aos Alfas. Esse processo é feito antes mesmo do indivíduo ser formado por completo, pois quando o processo está em andamento, o nível de oxigênio mandado para o cérebro é diferente dependendo da casta, por exemplo, quem for destinado à casta mais inferior recebe menos oxigênio para que se forme uma pessoa com retardo mental. A aparência também muda, sendo os mais belos os Alfas e mais desagradáveis os Ípsilons.

A estabilidade é o maior objetivo dessa sociedade, então as pessoas são condicionadas por som desde a criação para gostarem daquilo que terão na vida, para que sejam felizes e satisfeitas e não desejem mais nada. Um exemplo de condicionamento é o treinamento para aceitação da morte, que acontece desde a infância, quando as crianças são levadas aos hospitais para terem contato com pessoas em estado terminal (pessoas só vão parar em hospitais quando não há mais recursos, até por que é muito difícil alguém adoecer nesse novo mundo) e, assim, se acostumarem e encararem a morte como algo positivo.

Praticamente toda essa explicação é dada já nas primeiras partes do livro, o que me incomodou um pouco, pois acredito que não seja necessário criar um enredo colocando um personagem para explicar todos os processos, em contrapartida, logo somos apresentados aos demais personagens que darão emoção à história.

Conhecemos Bernard, um homem Alfa Mais que não se identifica com a sua casta, pois é fisicamente inferior aos demais e discorda um pouco da ideia de tratar o ser humano como um pedaço de carne, tendo alguns pensamentos sobre relacionamento fixo, por isso é considerado esquisito e é até motivo para as pessoas pensarem que, em sua formação, aconteceu algum erro.

Bernard, apesar de ter características distintas dos outros, se enquadra na sociedade, a princípio, sem muita rebeldia, mas tem um sentimento de querer conhecer como era a vida antes de Ford (sim, Henry Ford, que é considerado deus na sociedade em questão), ou seja, saber como as pessoas nasciam, tinham famílias, eram livres... Então, consegue viajar com Lenina, mulher defensora de todas as práticas do mundo novo (assim como todas as pessoas que nele habitam) para uma reserva selvagem, onde se pode conhecer como acontece a vida com pessoas que não nasceram no novo sistema ou não são adeptas dele.

Só então que conhecem John, um selvagem que se interessa por conhecer a civilização, e é aí que a maior trama começa a se desenrolar.

Não gostei tanto da leitura, mas achei os pontos que ela aborda interessantíssimos, por isso considero este um livro excelente, porém, não o melhor.
Alê | @alexandrejjr 12/05/2020minha estante
Não costumo ler resenhas longas - prefiro as mais concisas -, mas achei excelente a tua! Aguçou a minha curiosidade e foi bem verdadeira ao falar da tua experiência.


taina.pl 12/05/2020minha estante
:)




Lipe 10/06/2020

Necessário para os nossos tempos de felicidade artificial, manipulação das massas, desapegos emocionais, negacionismo científico e histórico, ataques à cultura, consumos excessivos, lutas de classes...
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Léo 18/06/2020

"Comunidade, Identidade, Estabilidade"
Sempre que lia resenhas à respeito de Admirável Mundo Novo, me deparava com os mesmos comentários de sempre, por exemplo: "Um livro escrito há tantos anos, mas que ainda é atual". Quando se fala em distopias, é natural pensarmos em um cenário de total opressão, com um governo totalitário impondo regras e controlando tudo que fazemos, daí partem os comentários: "nossa, parece a nossa realidade" (kkk). Logicamente, cada um interpreta o que lê de uma forma diferente e em livros desse tipo, creio que não existe uma verdade e uma interpretação absoluta.

O que me chamou a atenção em Admirável Mundo Novo, não foi nada relacionado à crítica política ou ao controle da sociedade. Nessa distopia temos na realidade, o inverso do que costuma acontecer. A sociedade é feliz com o que possui (Comunidade, Identidade, Estabilidade). Mas a preço de que?

O que vemos em Admirável Mundo Novo é exatamente o reflexo da nossa atual sociedade. Ora, todos nós buscamos o que é oferecido aos habitantes desse Mundo Novo e quem nega esta sendo hipócrita. Todos queremos estabilidade, felicidade, não adoecer e algo que nos faça esquecer os problemas (soma). A descrição de como se comportam as pessoas nesse Mundo Novo, não poderia ser mais exata do que é a sociedade hoje. As pessoas evitam se apaixonar, se relacionam com o maior número de pessoas possíveis e tentam evitar criar laços de sentimento, escolhem seus parceiros de acordo com o padrão estabelecido do que é "normal e natural", fazem uso de diversas substâncias para se esquecer dos problemas (álcool, drogas, etc). Até mesmo a arte esta sendo podada de acordo com o que a sociedade aceita. Se um filme, livro ou música não aborda as coisas de acordo com o que a sociedade exige atualmente, são totalmente apedrejados e descartados.

Assim age a sociedade de Admirável Mundo Novo, a nossa sociedade. Se não agimos de acordo com o padrão, somos considerados estranhos (puseram álcool em nosso pseudossangue. Se não ouvimos as músicas do momento, somos estranhos. Se não lemos os livros mais famosinhos, somos estranhos. Se não buscamos a arte apresentada no "Cinema Sensível", somos estranhos e assim, somos isolados.

Acho que a crítica política passa um pouco longe por aqui, pois a própria sociedade escolheu e aceitou pagar o preço para obter essa felicidade. E até nisso a nossa sociedade é igual, naturalmente. Votamos em quem parece mais capaz de nos oferecer esses confortos.
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Gabs 16/05/2020

Vale muito a pena!
Admirável mundo novo é um livro que prende desde o inicio pela incrível construção da narrativa sobre o novo mundo vivido pela sociedade, onde há um controle governamental rigoroso para manter um estabilidade social que permite o total domínio sobre a população. É um livro incrível, que discute questões extremamente reflexivas sobre amor, raiva, liberdade, arte, religião e outras diversas questões políticas, sociais e filosóficas.
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Duda 02/08/2020

Admirável Mundo Novo
A sociedade que vemos neste livro é desumanizada e científica. Não existem mães ou pais, todos são feitos artificialmente de acordo com sua futura classe social, podendo ser únicos ou clones. Todos são felizes, independente de sua posição social.

Este livro possui uma narrativa clara com o ponto de vista de vários personagens. Fiquei impressionada com a abordagem do autor sobre os diversos temas e situações. Uma história interessante com temáticas atuais.
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Rodrygo Raasch 07/07/2020

OH, ADMIRÁVEL MUNDO NOVO – UMA INTRODUÇÃO
Admirável Mundo Novo foi concebido em 1931 por Aldous Huxley, sendo publicado somente em 1932. Trata-se de obra paradigmática que se propõe a fazer uma nova leitura do futuro, dita “distopia”.

À primeira vista o enredo não é apresentado como algo extraordinário, posto a simplicidade dos diálogos e tramas. Contudo, logo se percebe que a sociedade retratada é sem precedentes, motivo que causa estranheza e repulsas ao leitor em um primeiro momento, mas, tão logo superado pela riqueza de detalhes acerca do “condicionamento” da população.

O Romance se passa grande parte em Londres, e em algumas cenas em Malpaís no México. Nesta obra o mundo possui disposição geográfica diversa da contemporaneidade (composta de 192 países reconhecidos pela comunidade internacional) onde o mundo é dividido em 10 regiões administrativas, no qual, são atribuídos o governo aos ditos Administradores Mundiais representado por Mustapha Mond, responsável pela região de Londres.

Na sociedade em questão é introduzido o culto à ciência e a tecnologia, pelo qual foram abolidos qualquer crença religiosa ou costume sedimentar. As leis estão dispostas em um único pilar obrigacional: “os homens devem ser felizes”, está aí, pois, o objetivo e razão de ser da sociedade pós-Ford.

Ainda, em Londres no ano de 632 depois de Ford (DF) não há nascimentos naturais, toda vida humana é gerada em “bocais”, termo utilizado para referenciar as técnicas de reprodução em laboratório. Tão logo que as crianças nascem e começam a se desenvolver o Estado passa a doutrina-las conforme os condicionamentos da sociedade pós-futurista, valendo-se de diversos métodos, entre eles, a hipnopedia que consiste na técnica de repetição de gravações com doutrinas durante o sono das crianças.

Outro ponto importante é o fato de que na sociedade criada por Huxley as pessoas não são iguais intelectualmente e fisicamente, já que durante a gestação nos “bocais” as pessoas são condicionadas a determinadas castas ou condições sociais através de procedimentos capazes de criar discrepâncias físicas entre as disposições sociais. Alfas, Betas, Gamas, Deltas e Ípsilons são as castas sociais onde nenhum indivíduo tem a possibilidade de ascender socialmente.

Consoante noção cediça, o romance narra a insatisfação de Bernard Marx para com o núcleo social em que vive, uma vez que, é obrigado a frequentar inúmeras reuniões e eventos em razão da crença predominante do coletivismo. Pessoas individualistas ou retraídas são denegadas em Admirável Mundo Novo e, tão logo, transferidas para ilhas e pontos isolados do globo terrestre para que não possam influenciar as outras pessoas que estão plenamente inseridas na cultura coletivista.

De encontro ao ponto anterior nos é introduzido a personagem Lenina Crowne que em razão dos diálogos iniciais é possível crer que a mesma sofre da mesma indisposição social que Bernard.

“Todo mundo é de todo mundo” eis a grande frase do romance e lema imponente na comunidade Fordiana. Esta frase reflete talvez o maior condicionamento a que é submetido as pessoas desde crianças, a falta de compromissos emocionais e sexuais com outra pessoa – inexiste casamento ou namoro.

O parágrafo anterior reflete o maior descontentamento aparentemente de Lenina e Bernard com a comunidade, ambos afastam a ideia de ter vários parceiros sexuais em função de suas indisposições para tanto, apesar de, ser inseridos nas suas culturas.

Nesse paradigma, Bernard convida Lenina para passarem férias no México, em Malpaís. Após inúmeros ditames burocráticos, já que ninguém pode viajar para fora de sua região sem a concordância do Administrador Mundial.

Ao chegarem é estabelecido um choque de culturas, visto que, Malpaís é majoritariamente uma comunidade indígena onde os antigos costumes são preservados à risca. Bernard e Lenina encontram no Pueblo o índio John, o único que fala a língua comum dos visitantes e, em razão deste contato surgem inúmeras diálogos, sendo fonte rica a escancarar a dicotomia de culturas. Após certa afeição de Bernard com John, surge a ideia de levar o selvagem (como John é chamado) para Londres, claro, tudo em interesse da ciência!!!

O Selvagem em poucas páginas após a chegada dos visitantes, logo desenvolve maiores sentimentos por Lenina, descrita pelo autor como possuidora de enorme beleza. Entretanto, devido ao condicionamento social a que Lenina fora submetida, esta não se sente a vontade e até mesmo expurga qualquer sentimento ou possibilidade de se vincular permanentemente a uma única pessoa. Surgindo aqui a efemeridade do romance, onde o selvagem é movido pelo desejo de possuí-la, mas ao mesmo tempo teme a rejeição.

Em Londres, o Selvagem ganha destaque de “Pop Star”. Em razão do sucesso eufórico do selvagem, Bernard por ser seu tutor, goza de considerável notoriedade, passando a então demonstrar que está plenamente satisfeito com a sociedade em que reside, tendo desaparecido as insatisfações apresentadas nas páginas iniciais do livro, pois ao mesmo é relatado certo sucesso com encontros “amorosos” (pois “todo mundo é de todo mundo”.

Fato idêntico acontece com Lenina, o livro traz uma lista detalhadas de autoridade ao qual a Sr. Crowne foi se encontrar, apesar dos sentimentos desenvolvidos pelo Selvagem.

O Clímax da obra acontece quando o Selvagem se nega a comparecer a um evento social no apartamento de Bernard ao qual inúmeras autoridades de Londres estão presentes e ávidos para ver John.

A partir de então todo o conto de fadas de Bernard e Lenina despencam, contudo, daqui em diante faz-se necessária a leitura da Obra, o presente resenhista se dá aqui por satisfeito.

Convém observar que a linguagem é acessível e de fácil entendimento, contudo, crítica se faz necessária a um ponto: no capítulo Três tem diálogos em diferentes pontos geográficos sem separação ou indicação dos personagens responsável pela fala, tendo como fruto uma bela mistureba de diálogos de três núcleos em espaços diferentes inseridos em um mesmo texto – É necessário adivinhações para identificar o responsável pelas falas.

Em conclusão, é possível aferir que este livro é leitura obrigatória para todo e qualquer ser humano que se pretende ter leitura crítica da realidade. É quase um livro profético, em que o autor pretende nos advertir dos perigos da ciência desmedida e da sociedade sem sentimentos.

site: https://1995literatura.wordpress.com/2019/08/15/oh-admiravel-mundo-novo-uma-introducao/
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Quenani 26/04/2020

Resenha de 27 semanas atrás
Admirável mundo novo, Aldous Huxley.

Um dos livros ditos como obrigatórios para qualquer leitor habitual.

Em novembro de 2016, foi quando eu comprei ele, e queria ter lido antes 1984 e Fahrenheit 451.

Como eu consegui chegar nessas leituras antes, me chegou por esses dias a coragem para encarar.

Sociedade num futuro onde as crianças são produzidas em laboratório, comportamentos fluidos, e muitas frases que escutamos no dia a dia, sem ao menos saber a origem irônica de tais conceitos.

Não poupou as ideologias e os sistemas políticos.
O que espanta é o tom profético que o autor tem, muito consistente e, até, espantoso.

Castas manipuladas e dirigidas. Felizes por serem catalogados e serem 'funcionais' no seu propósito pré-concebido.

O tema é resinificado a cada instante.

Enfim, tem várias questões ainda para ruminar.

Uma baita leitura.

#livrodasemana 📚
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