Calafrio

Calafrio Maggie Stiefvater




Resenhas - Calafrio


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Arthur 22/05/2012

Um romance sem mimimis
A época dos livros com temáticas sobrenaturais, em especial os que tratam de vampiros e lobisomens, acabou. Ou pelo menos está perto do fim. Em meio a tantos sucessos literários (desmerecidos, na minha opinião), achei que não haveria um que realmente me agradasse. Mas foi então que encontrei um determinado livro cuja capa era tão bonita, simples e efetiva. Resolvi dar chance a ele, mesmo sabendo que fazia parte do gênero que eu mais detesto. E ele conseguiu se tornar o único romance do qual sou fã.

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcateia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas - uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo. Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira de para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.

Shiver pode ser definido como uma poesia sentimental e delicada ou uma tragédia romântica. É como o inverno que ambienta e tem um papel importante na história: é triste, mas é lindo. Pode soar meio meloso para quem não conhece a história, mas a maneira com que a autora escreve o que acontece dentro e fora de Grace e Sam faz com que você compartilhe dos sentimentos desses dois. E entenda, sofra e torça por eles. Em grande parte, o tom melancólico do livro chega a ser palpável. Mas é uma melancolia singela e, de novo, poética.

Como The Wolves of Mercy Falls é uma série que prefere dar ênfase aos sentimentos a dar aos acontecimentos, muitos podem achá-la monótona. E de fato é. Não há um grande clímax, não como o que a gente sempre espera: uma grande batalha, algum vilão que pretende destruir o amor do casal protagonista Não. Em Shiver, o passar do tempo e das estações é que é o grande empecilho de Grace e Sam. Um empecilho que não pode ser retardado ou controlado. E é exatamente nessa questão que Maggie Stiefvater trabalha tão docemente.
Luan Queiroz 05/02/2011minha estante
Muito boa a resenha!Li os cinco primeiros capítulos do livro e já quero comprá-lo.A história pode ter marcas profundas da saga Crepúsculo,mas a forma em que a Maggie conta a história é totalmente original!


Ana Clara F 13/01/2012minha estante
A capa do livro é realmente linda! A história também, é um romance bem escrito sem ser meloso a ponto de ser chato! É simplesmente um livro perfeito. Muito boa resenha!


Lily 09/02/2013minha estante
"Um romance sem mimimis", adorei sua resenha, mas você me ganhou com essa primeira frase! Fiquei muito ansiosa para ler esse livro :)


Carolina 19/05/2013minha estante
Eu gosto da temática sobrenatural, mas vampiros e lobos nunca conseguiram me atrair muito. Depois que uma amiga me indicou Shiver eu vinha procurando resenhas que me convencessem a lê-lo, e a sua acaba de fazer isso. E a propósito, a capa é realmente linda.


Sam 11/01/2014minha estante
Bela resenha e por causa dela lerei esse livro. :)




KariVegas 14/06/2010

Oh. My. GOD!
(resenha originalmente publicada aqui: http://karidoread.blogspot.com/2010/06/review-calafrio-por-maggie-stiefvater.html)

A escrita da Maggie é uma coisa surpreendente. Pensa em um dia de outono, onde o céu está azul e o vento está geladinho, batendo no seu rosto e te fazendo se sentir tão bem e viva como nunca. É assim que eu descrevo as linhas que li, que chegavam quase a ser poéticas (as vezes, literalmente poéticas) (e olha que eu não gosto de nada poético). Enquanto avançava as páginas, eu me sentia maravilhada com aquilo, em como alguém podia escrever tão bem, tão docemente. Ao mesmo tempo, me sentia triste por que nunca na minha vida eu seria capaz de conseguir algo assim. Um feito assim: escrever tão bem. E encantar. É depois dessa experiência Calafriana (haha) que você percebe quanta porcaria andou lendo...

Acima de tudo, Calafrio é um livro sobre amor, um romance romântico ligado ao máximo. E quando eu soube disso, antes de ler, eu pensei: ah, cara, vai ser enjoativo que nem o inferno. Mas não! Eu amei a história, amei Grace&Sam, amei o amor deles. E olha que eu sou 0% romântica! Ou seja: Meggie opera milagres. Enquanto você lê, você pensa merda, é isso, eu quero me apaixonar assim. Eu quero ISSO. E não, ela não o ama por que ele é oh, um lobo forte que mata bandidos e adversários - ele não é - para protegê-la. Ela ama Sam, o Sam em si, dos olhos dourados. Ela só é fascinada pelos lobos. Sam ser lobo não acrescenta ou extrai em nada esse amor – só o impede. Ser lobo é uma maldição. Então você não vai ver aqui uma história na qual o lobisomen vai saltar ao socorro da menininha toda hora. Por que ele não vai. Ele, nas vezes que vira lobo, some. E é triste. Muito.

E eles são tão normais (tirando o fato de um se transformar num animal lupino), tão ridiculamente normais que você imediatamente começa a acreditar e a se envolver profundamente com a história. As cenas e ocasiões onde os dois estão juntos são tão cotidianas mas ao mesmo tempo tão lindas que você se pergunta por que não está passando por aquilo.
Doce. Suave. Lindo.

No final, Calafrio me tornou uma menina menos cética, mais aberta para as coisas simples da vida, mais esperançosa. Apesar de curto o período desde que eu acabei de ler, eu SEI que eu mudei. Por causa desse livro. E é isso, gente, que faz de um livro um bom (ótimo!) livro: quando ele te marca tanto que vai ser meio impossível esquecê-lo. E que você aprendeu muito graças a algumas páginas.

Eu peço, por favor: leia esse livro. Por favor.

(aliás, eu chorei. Eu nunca choro.)
Chris Ribeiro 17/06/2010minha estante
Adorei a resenha, trenzim, será meu próximo livro.
Se não for tudo isso volto pra te falar.rsrs


Erika 25/02/2011minha estante
kkkkkk...vou ler esse livro por causa da sua resenha...rssss ..ADOREI


Maria 18/12/2011minha estante
"aliás, eu chorei. Eu nunca choro."

Hahaha é um efeito colateral de Calafrio, lágrimas.




Claire Scorzi 22/08/2010

A bela e a Fera do século XXI
Problema 1: o livro se ressente - às vezes demais - da influência e do sucesso de Crepúsculo" de Stephenie Meyer. Sentem-se as 'marcas' da serie durante a leitura.
Problema 2: a presença de frases-clichê, com coisas tipo 'a crueldade' ou 'a ironia do destino', irc.
Problema 3: alguns personagens soam mal delineados, como se a autora não se decidisse quanto a como caracterizá-los; figuras como Olivia e Jack mostram essa falha.
Dito isso, vamos às qualidades.
A alternância das vozes narrativas - ora Grace, ora Sam - é um estímulo; embora a autora não a aproveite para mostrar as cenas pelos dois pontos de vista - ela em geral usa a alternância para revelar os sentimentos e pensamentos ocultos de seus heróis, mas sempre fazendo a narrativa avançar - ainda assim constrói o interesse. Sua caracterização da heroína, Grace, é convincente: a jovem soa profundamente apaixonada, mas nunca obcecada ou doente (como ocorreu com a Bella de Meyer na série citada). O herói, Sam, é tão encantador quanto vulnerável; consegue ser atraente sem frequentes descrições de sua aparência, e há um charme na sua atitude cavalheiresca e humilde.
Outro ponto positivo está na linguagem. Se há clichês incômodos, há poucas frases melosas (talvez nenhuma), e descrições de imagens e de estados de espírito que fazem farto uso da poesia (Sam adora poesia e lê Rainer Maria Rilke).
Num certo sentido, o livro poderia ser uma releitura de "A Bela e a Fera", o clássico conto de fadas. Aqui, a "Fera" não faz uso de rapto ou chantagem, mas, como a Fera original, conquista sua bem-amada por sua bondade (Sam salvou a vida de Grace na infância) e sua fidelidade. Há um forte sentimento de lealdade de um pelo outro, à medida que passam os anos e mesmo à distância se observam.
Amor intenso, prosa poética, um herói doce e vulnerável, uma heroína que ama de olhos abertos, o sentimento de impossibilidade e de tragédia iminente: eis as linhas gerais. Poderia ser melhor. Mas "Calafrio" ainda assim tem seus momentos de enorme delicadeza e lirismo.
comentários(0)comente



Camila Ramos 29/07/2013

#Maratona Literária
Desafio - #Dia 1
Carta para um personagem: Sam - Os Lobos de Mercy Falls

Querido Sam,

Não podia ser para ninguém mais, eu percebi que tinha que escrever essa carta para você. Eu queria desesperadamente saber como anda sua vida depois de tudo pelo que você passou. Eu pensei em escrever para a Grace, mas fiquei um pouco apreensiva. Do jeito que as coisas terminaram da última vez que ouvi falar de vocês, eu não sabia se essa carta chegaria até ela.

A sua história me fez derramar muitas e muitas lágrimas. Você me conquistou e fez meu coração palpitar. Eu te admiro tanto. Sempre que você estava lá, eu aqui do outro lado me sentia segura e alegre. Fico imaginando como a Grace devia se sentir completa ao seu lado. Ela sempre foi sortuda por ter você.

Você e a Grace nasceram um para o outro, sem dúvidas. O amor entre a pequena garotinha e o lobo de olhos amarelos que a salvou, foi o mais puro que eu já vi. Me emociono ao lembrar dessa historia. E mesmo que você não saiba quem eu sou, acredite que eu nunca desejei nada além de felicidade para você, Sam. Eu espero que você esteja sempre com um sorriso no rosto. Espero que sua vida esteja repleta de coisas boas. E que uma delas seja a Grace.

Com muito carinho,
Camila.
Flaviana 12/10/2012minha estante
Cami... eu quero tanto esse livro!! mas bem q a editora poderia fazer edição com a capa original...pra ficar igual aos outros da serie neh?
Amei a sua resenha e só fiquei querendo mais ainda o livro!!! Tipo...se eu comprar esse livro hj terá sido totalmente sua culpa...hehehe
Espero conseguir esperar pela chegada do livro físico e não me meter logo com o ebook...hehehe
Bjim


Camila Ramos 12/10/2012minha estante
Flash, hshuashaushuashuashush' Pois é pra ler mesmo, porque o livro é muito, muito, lindo!!! Você vai amar, tenho certeza. E eu concordo com você, era pra editora fazer com as capas todas iguais. E os tamanhos também, porque a trilogia ficou o primeiro grande, o segundo pequeno, e o terceiro grande também... Isso é chato né?! :/




jan 15/01/2011

Comum...
Não há outra palavra para definir melhor Calafrio...absolutamente comum! Uma decepção após ter lido tantas resenhas dizendo o quanto o livro era maravilhoso, perfeito, incrivel e outros afins!

Apesar da personagem Grace ser profunda e absolutamente cativante, a historia muitas vezes se perde nas divagações dos pensamentos dos dois personagens principais....sem contar a irritante mania de Sam tentar compor em musica e verso seus pensamentos (alias, Sam como poeta é um ótimo lobo)

O romance é bonitinho....até charmoso! E um ponto positivo é q pelo menos nesse livro eles não ficam só no agarra, agarra (sim....adolescentes também fazem sexo! Pelo menos essa autora não foi hipocrita)

Mas sinceramente, não vejo nada nesse livro q justificasse uma continuação! Para mim, foi um livro q correu atras do rabo o tempo todo!...Tedioso na maioria das vezes....resumindo: 3 estrelas com muito boa vontade!
Carolina 17/01/2011minha estante
Concordo com você em vários pontos da sua resenha, principalmente na parte da decepção. Uma pena né? Para mim, o livro prometia tanto...


Juh 17/01/2011minha estante
Eu vou rir três dias enquanto me lembrar do "Aliás, Sam como poeta é um ótimo lobo!"

uushuahushahuah

E um livro que correu atrás do rabo foi a melhor definição "EVER"

^^




Magali 08/02/2011

Calafrio
Pelas resenhas super positivas que li, eu criei expectativas demais e acabei comprando o livro e me decepcionando.. Achei Calafrio bem chatinho, quer dizer, a Maggie escreve muito bem e gostei como ela desenvolveu a parte sobrenatural da história, os lobos e tal achei bem natural, mas Sam e Grace são chatos, quase nunca acontecia nada na história, era tudo tedioso, tanto que demorei mais do normal pra terminar de lê-lo.
Dou 3 estrelas pro livro, acho que é até demais.
Mesmo assim, vou ler a continuação, Linger, tomara que melhore.

Esse livro me ensinou uma coisa; não criar expectativas (:
Juliana (: 19/02/2012minha estante
Olha, você disse TUDO que eu estou pensando nesse momento pós-calafrio. Sério, minhas expectativas desmoronaram.




Lekatopia 29/09/2015

Boring
Posso começar dizendo que será uma tarefa difícil falar sobre Calafrio. Não, eu não gostei do livro. Ao mesmo tempo, não posso simplesmente esculachá-lo sem maiores explicações, e está aí minha maior dificuldade: buscar explicações de porque não aprovei a estória de Sam e Grace.

Então, vamos lá. Calafrio (Shiver, no original) é o primeiro livro da trilogia “Os Lobos de Mercy Falls”, escrita por Maggie Stiefvater e composta ainda por Linger e Forever, este último com previsão de lançamento para julho deste ano nos EUA. A estória nos apresenta Grace, uma estudante do ensino médio que fora mordida por lobos na infância enquanto brincava no balanço de sua casa, localizada nas proximidades de um bosque habitado por esses animais. Grace lembra-se apenas de ter sido salva por um lobo com olhos amarelos, que nos anos que se seguiram estava sempre rondando a casa de Grace, observando-a a distância. A protagonista desenvolve, então, um encantamento por estes animais e, em especial, pelo lobo que a salvou.

No último ano de Grace no colegial, Jack Culpeper, um detestável colega de escola, aparece morto, atacado por lobos. Tal fato desencadeia uma comoção na cidade de Mercy Falls e dá vazão a uma caça aos lobos organizada pelos moradores locais. E é nesse cenário que Grace conhece Sam, um garoto que aparece na varanda de sua casa, desnudo e atingido por um tiro, com os mesmos olhos amarelos do lobo que a havia salvado anos antes. E ela não tem dúvidas que Sam é o “seu” lobo, mas agora em forma humana.

Esse é um resumo básico e sem spoilers da estória de Calafrio, que é, antes de tudo, uma estória de amor entre Sam, um lobisomen (duh), e Grace. A primeira metade do livro foca-se basicamente na relação entre os dois, relação esta que, devo dizer, não me agradou.

Sabe aqueles amores platônicos, em que um se sacrificaria pelo outro sem nunca ter trocado mais de meia dúzias de palavras com o objeto de afeição? Aquele ideal de amor romântico no melhor estilo Lord Byron e século XVIII? Exatamente. É isso que você vai encontrar em Calafrio. Não que seja ruim, mas não é o tipo de romance sobre o qual eu gosto de ler. E gostaria de frisar esse ponto, porque o relacionamento entre os dois não é mal desenvolvido (e eu estaria sendo injusta se afirmasse isso), mas é desenvolvido nessa linha e, pessoalmente, ela não me agrada.

E o próximo livro que eu ler com um casal absolutamente dependente um do outro será queimado. De verdade.

Li uma resenha em inglês para “Os Lobos de Mercy Falls” que afirmava: “Calafrio é Crepúsculo se Bella tivesse escolhido Jacob”. Exagero? Possivelmente, mas fica difícil não traçar um ou outro paralelo. E agora entendo a frase do The Observer na capa do livro: “Se você é fã de Crepúsculo, vai amar Calafrio”. Verdade. O tipo de amor retratado em ambos é bastante similar, mas Calafrio tem muitos méritos que a saga (gasp) dos vampiros brilhantes não. Por isso, numa dedução lógica, digo: se você gostou de Crepúsculo, é quase impossível não gostar de Calafrio; se não gostou, dê uma chance à Calafrio caso esse tipo de romance te agrade; e, se não gostou de Crepúsculo e acha Lord Byron um chato, passe longe da estória de Mercy Falls!

E que méritos são esses que Crepúsculo nem sonha em possuir? Acho que podemos sintetizar com quatro palavras: Calafrio é bem escrito. Maggie Stiefvater é fantástica. Ela escreve de modo poético (que as vezes soa forçado, mas funciona na maior parte do tempo) e te faz ter uma estranha sensação de frio o tempo todo durante a leitura (tomem nota: caso queiram le Calafrio, favor fazê-lo durante o verão para comprovar esse estranho fenômeno). É bizarro, de um jeito muito legal. E tem tudo a ver com o título e a estória.

Quanto às personagens, Grace é ousada e prática, e não pira a la Bella Swan e “Os sofrimentos do Jovem Werther” durante o livro. Sam, num contraponto interessante, é artístico e tímido. Mas gostaria de informações adicionais sobre os dois além de que Sam curte poesia alemã e Grace – bem, há algo no livro sobre os hobbys de Grace? Porque se há, é uma menção tão breve que eu não percebi. E isso é uma pena, porque são essas pequenas coisas que humanizam as personagens e te fazem se apegar a elas. Nenhum dos protagonistas me conquistou ou me fez torcer por eles. E, confesso: sei que todo mundo amou, mas eu achei os versinhos de Sam ridículos, no melhor estilo “estou revirando os olhos enquanto leio isto, cara”.

Mas, vamos em frente! Os capítulos são curtos e os pontos de vista de Sam e Grace são intercalados em uma narrativa em primeira pessoa. Isso é algo que muita gente elogiou e, para mim, não fez lá muita diferença, considerando que nem um dos protagonistas me agradou. Reconheço que esse recurso nos permitiu conhecer mais sobre um maior número de personagens secundários e entender melhor determinados eventos, pois sabíamos o que estava acontecendo pelos dois lados. Por outro lado, também serve para matar o suspense, porque o que umas das personagens ainda não sabe, nós já sabemos pelo ponto de vista da outra.

Falando em suspense, as últimas 100 páginas do livro são muito menos “Sam e Grace: uma estória de amor” (o que, reconheçam, daria um ótimo título de reality show com subcelebridades no canal E!) e muito mais ação, com algumas boas surpresas, mas nada que você já não tivesse imaginado. Talvez se o livro todo seguisse esse ritmo, eu tivesse considerado Calafrio uma leitura mais prazerosa. E não é porque eu não gosto de uma abordagem mais subjetiva, focada em relacionamentos (“A insustentável leveza do ser” é um dos meus livros favoritos, e é super intimista), mas porque a primeira metade de Calafrio foi para mim simplesmente...chata.

Em suma: não gostei de Calafrio, mas isso não significa que seja um livro ruim. Queria MUITO amar essa estória após todos os comentários positivos que recebi a respeito, mas não deu.

site: www.lekatopia.com
Stefani 19/02/2016minha estante
Eu ainda não terminei o livro, mas minha opinião é semelhante a tua, eu to achando a historia bem chata e previsível. Ótima resenha.


Daia 20/03/2017minha estante
Amei sua resenha, disse tudo. Eu só terminei o livro porque não gosto de largar na metade, mas tive o mesmo sentimento. Muito bem escrito, porém não consegui me conectar com os personagens, apesar de também sentir frio enquanto lia, não sei como a autora conseguiu causar esse efeito, mas foi um recurso incrível.
Destaque para tua frase "E o próximo livro que eu ler com um casal absolutamente dependente um do outro será queimado. De verdade." SIM!! Nunca li algo tão verdadeiro em toda minha vida, vou imprimir e colar nas paredes hahahaha




Fefa 22/08/2010

Eu não sou fã de Crepúsculo, mesmo assim amei Calafrio


“Ela esperava se transformar, eu esperava me transformar, e nós dois queríamos o que não podíamos ter.”


Partindo de uma fórmula já gasta, como a de duas pessoas que são de ‘mundos’ diferentes, mas fazem de tudo para ficarem juntas, Maggie Stiefvater soube imputar em Calafrio a originalidade para tratar sua história com diferencial. Um amor implícito desde o começo, que não precisa de muitas palavras ou grandes gestos para se fazer entender ou convencer. Grace é a heroína introspectiva, reservada, inteligente. Sam, o mocinho gentil, perceptivo e modesto.

O livro tem momentos incríveis e acredito que seja a simplicidade deles que os fazem tão bonitos e profundos. Os primeiros capítulos, com ar de prólogo, apesar da narrativa em primeira pessoa, ganham uma conotação impessoal em virtude da ausência de diálogo. Os capítulos seguem e são muitos os momentos onde você percebe a entonação musical, o subjetivismo poético que dá a força e a leveza ao texto.

O enredo não tem muita ação, ou quase nenhuma pra ser mais específica, mas a prosa poética de Maggie não o deixa monótono ou maçante. Acho que as mentes menos sensíveis são capazes de encontrar beleza no estado de quase ‘inércia’ da história. As descrições que a autora faz dos cheiros são impecáveis, eu quase senti os aromas da loja de doces [rsrs].

[Se acompanhar a tendência atual e virar filme ou série de TV, Calafrio pode se dar bem com uma pegada mais alternativa, traduzindo toda aquela subjetividade da obra escrita... pra mim, já tem cara de filme Cult].

Enfim... livro para ser apreciado num dia frio, embaixo do cobertor, tomando chocolate quente!
Nii. 15/10/2010minha estante
Talvez pela editora ter se equivocado ao compará-lo com crepúsculo.Ele não tem nada a ver com essa saga.

Também amei calafrio!




LuKa 03/02/2011

Sam + Grace = Sem + Graça! HAHAHAHAHA
Grace (a mocinha da história) foi mordida por lobos quando criança, sendo que outro lobo salvou-a da morte. Depois disso eles criaram uma relação de amor platônico: Durante o inverno, passavam horas só se olhando...
Trata-se de (nada mais, nada menos) mais uma historia de amor entre uma humana e um ser sobrenatural, no caso, um lobisomem.
Na capa é dito que quem é fã de Crepúsculo iria amar o livro... Isso não aconteceu comigo. Achei que o Sam (o mocinho da história) tinha um pudor desnecessário/não justificável para com a Grace. O Edward queria o sangue da Bella, ele tinha motivos de não ficar se agarrando com ela logo no começo... Mas o Sam não oferece perigo nenhum pra Grace nesse sentido e fica cheio de uma melação monótona e um pudor chato. Eles até (ops, SPOILER) .....................................................................................................................................................
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acabam fazendo oxes (leiam ao contrário hahaha), com direito a incentivo ao uso de camisinha e tudo. Mas o relacionamento deles é tedioso e foi isso que me fez aceitar trocar o livro assim que terminei de lê-lo.
Sem contar que só tem um pouco de animação já quase no final do livro...
Se irei ler a continuação?! A resposta é sim. Mas não por causa dos personagens principais! Gostei da Isabel, da Shelby... Principalmente dessa última! Quero saber que destino ela terá nos outros livros...
Mas no geral, Calafrio foi meio que uma decepção...
A trama tinha tudo pra dar certo se não fosse esse romance insosso!
Thaís Averaldo 03/02/2011minha estante
Vc esqueceu q ele vive tendo q ser esquentado... literalmente e metaforicamente. Da comparação entre Sam e Edward eu nunca pensei falar isso mas prefiro Edward e acho q ele tinha mais pudor tmb pela época q nasceu e etc (não só pela sede de sangue). Agora Sem-graça e Bella pra mim não são diferentes em nada!!!


Léka 07/02/2011minha estante
O título da resenha sumarizou tudo com perfeição. Adorei!




Carolina 17/01/2011

Esse livro foi um pouquinho complicado para mim. Não pela forma como foi escrito, longe disso, afinal é um livro juvenil, de linguagem bem acessível. Mas pela forma como a história se desenrolou. Uma pena.

Bom, a história se passa numa cidadezinha de interior chamada Mercy Falls (nome bonito, por sinal). É lá que mora Grace com sua obcessão por lobos, em especial por um lobo de olhos amarelos. Sam.

A verdade é que Sam é um lobisomem e, na história de Stiefvater, o frio é o botão de start para a transformação que se dá nos humanos que foram mordidos por outros lobisomens. Lobisomem não é a melhor maneira de chamá-los, já que eles se transformam em lobos de verdade, não num ser híbrido meio lobo meio humano. E a partir do encontro de Grace e de Sam, em forma humana, eles se apaixonam. Mas muito, até demais.

A partir daí começa uma corrida contra o tempo onde Grace, Sam e, mais tarde, Isabel (uma menina que teve seu irmão mordido por um dos lobos da alcateia de Sam) procuram encontrar um jeito de fazer com que Sam se cure e não volte a ser mais lobo.

O problema é que, para mim, esse livro foi meloso demais. Nem foi pelos diálogos açucarados, nem tiveram muitos, mas pelas ações dos personagens. Eles tinham que ficar sempre juntos o tempo todo.

O que eu achei realmente interessante foi a forma como foi feita a narrativa. O livro é narrado em primeira pessoa, sendo que em alguns capítulos quem narra é a Grace e em outros Sam. O bacana mesmo foi que os dois narram de forma diferente! Sam adora poesias e lê bastante, logo nos capítulos que narra surgem várias metáforas bem bonitas. Grace também gosta de ler, mas é muito mais prática. Seus capítulos vão direto ao ponto, sem muitos rodeios ou ajetivos.

Confesso que foi impossível não comparar ao livro Crepúsculo, já que a base é parecida: cidade pequena, muito fria, cercada por florestas. Menina normal (até certo ponto já que Grace não é tão normal assim, nem a Bella)se apaixona demais por um ser que não é apenas humano e por aí vai. A diferença é que Crepúsculo tinha diálogos grudentos de tão melosos.

Para quem gosta desse tipo de romance, recomendo esse livro. Agora se você curte romance, mas não tão... romântico, leia por sua conta e risco!
jan 23/01/2011minha estante
Oi Carol....obrigada pelo comentario na minha resenha!

Pois é....somos vencedoras pq a muito custo conseguimos chegar no final desse livro! Aff!

E sabe q apesar de Crepusculo ter, como tu bem exemplificou, dialogos muito melosos, foi mais facil para mim lê-lo, do q Calafrio.....não sei se pelo fato de Crepusculo ter sido o primeiro dessa leva adolescentelóide-sobrenatural, mas realmente não sofri tanto com ele.

Uma dica: Se vc curte o estilo (assim como eu), experimente Personal Demons!

Bjinho


Carolina 24/01/2011minha estante
Oi Jan!

Para mim também foi bem mais fácil ler o Crepúsculo do que o Calafrio (eu pensei justamente isso quando estava fazendo a resenha). Na verdade, a narrativa do Crepúsculo é bem mais leve e fácil de ler. Acho que é por isso que, apesar dos diálogos melosos, a leitura em si não foi sofrível.

Ah Personal Demons! Estou muito curiosa para lê-lo! :D Confesso que a capa não me agradou muito não, mas a história parece ser massa! Gosto muito do tema anjos e afim, mas me amarro quando tem um demônio no meio. Fica meio que equilibrado, sabe?

Obrigada pelo comentário ^^
Beijos




Joana 14/06/2014

Amor próprio e situações aceitáveis... Não, pera.
Eu tive minha fase Crepúsculo, afinal eu tinha 13 anos em 2009 e esse foi o ápice da época! Mas depois que passou, acalmou mesmo. Você pode ver pela quantidade de livros sobre vampiros (que não são continuações de séries começadas naquela época) lançados hoje em dia. Um enorme número perto de... Hm... Zero? Não consumimos mais romances sobrenaturais como antes, com aquela frequência. Hoje, para ler algo do gênero, precisa catar um título que já estejas nas prateleiras há bastante tempo. Calafrio, de Maggie Stiefvater, por exemplo. Querendo ou não, não dá pra negar que esse é outro fruto da leva de Meyer.

A narrativa do livro é intercalada entre Grace e Sam. Ele é um lobo; homem dependendo da época do ano. Ela foi mordida por lobos, salva por ele, e desde então sente uma conexão especial pelo animal. O resto você pode somar dois e dois, porque inovação não é bem a jogada por aqui. Na verdade, é sobre isso que essas séries falam tanto, não? Sobre ser clichê, romance óbvio, depender do outro pra respirar e dar sua vida em nome do amor. Então já informo - e lembre bem pois isso é decisivo nessa resenha - eu não tenho mais paciência pra isso.

Sabe amor à vida? Não a novela, mas esse sentimento maravilhoso que todos nós, seres humanos reles mortais, devemos ter? Falha na protagonista. Muito bonitinho falar que foi amor à primeira vista, mas isso só se encaixa quando as duas pessoas são humanas (e nem tente me convencer do contrário). Nesse caso, não são. Mas não importa para Grace. Ela ama tanto o lobo que a salvou, que quando ele se transforma em humano na frente dela, ela o leva para casa. Tudo muito normal um lobo se transformar em pessoa, vejo todo dia. Ela o leva pra casa e deixa dormir na sua cama. Porque, com certeza, você pode colocar um estranho na sua cama assim que o conhece - sendo lobo ou não. Vamos ignorar que esse lobo estava sujo de sangue e um garoto da escola tinha sido assassinado por criaturas selvagens recentemente. Perfeitamente aceitável.

A química do casal é instantânea, mas dados os fatos citados anteriormente, estamos em ponto de exigir alguma coisa? Exato. Então o livro segue sem grandes emoções, em toda sua glória ser sobrenatural-humano, com draminha aqui, outra coisinha ali, pequenos problemas para acabar com a felicidade do casal proibido por natureza, bem daquele jeito que a gente conhece até de trás pra frente. A mitologia que Maggie criou é diferenciada, exige bastante do cenário e pode ser considerada o ponto forte e cheio de potencial para dar continuidade a trilogia.

Eram tantos elogios para essa série para pessoas que, assim como eu, superaram a fase Twilight, que minhas expectativas estavam consideravelmente altas. Então eu me decepcionei? Sim. Não consegui gostar Grace, sentir empatia por ela. Sam é legal, mas não a ponto de despertar minha piriguety literária interior. Calafrio não me empolgou, li dois livros nesse meio tempo, mas tem o final como um ponto forte. Da vontade de continuar com Os lobos de Mercy Falls, mas preciso aguentar mais mimimi de Grace para isso? Er... Veremos.

site: http://poderosasegirlies.blogspot.com.br/2014/06/calafrio-maggie-stiefvater.html
Stefani 19/02/2016minha estante
Ótima resenha. Eu to lendo esse livro e to achando a leitura bem arrastada, tbm nao consegui gostar da historia.




ka macedo 15/03/2012

Calafrio
Começo avisando que Calafrio é um livro extremamente sensível, romântico e melancólico. E digo isso logo por que vejo muita gente reclamar sobre como esperava outra coisa do livro, que ele tivesse uma boa dose de suspense e de ação – elementos que são bem ínfimos aqui.

Calafrio é sobre o amor, um amor difícil e tachado como impossível por alguns. O amor entre duas pessoas que, apesar de se reconhecerem e já se amarem, não se conhecem realmente até o ponto onde a história começa. Ele é narrado pelos dois protagonistas e, em cada começo de capitulo, vemos a temperatura atual da história – um elemento muito importante, já que é isso que determina a forma que Sam assumirá: quanto menor a temperatura, mais chances de ele voltar a ser lobo.

Grace mora perto do bosque de Mercy Falls que é conhecido por ser a casa dos lobos e, andando nos fundos de sua casa quando pequena, ela é atacada pelo bando, mas é salva por um lobo de olhos dourados, um lobo que ela gosta de observar desde então.

Sam é um garoto sem forma fixa. Nas épocas quentes do ano ele trabalha em uma livraria, compõe musicas e lê poemas e nas épocas mais frias ele é um lobo, um lobo de olhos dourados que salvou uma garota de ser morta pelos outros lobos.

Eles se observam por anos até que, em uma ocasião quase impossível, eles se encontram enquanto Sam está em sua pele humana.

Parece um tanto quanto estranho uma menina observando um lobo enquanto ele a observa também, não? Até mesmo as amigas de Grace acham que ela é meio louca por conta de seu fascínio pelos lobos, mas, vendo a mente de Grace, é difícil achar loucura. Ela sente como se eles fossem parte dela e uma atração especial a liga ao lobo que a salvou tantos anos atrás. Nós entendemos o ponto de vista dela, a atração, a necessidade de ficar perto deles, a vontade de tocá-los e o medo ao ver que a cidade toda está se reunindo para exterminá-los. E o melhor é que ela é forte, não uma garota bobinha que não sabe fazer nada sozinha e que tem um colapso por qualquer coisa.


"Você é como uma canção que ouvi quando era criança, mas que esqueci até que a ouvi de novo."


E também entendemos o ponto de vista de Sam, como é ser um lobo a maior parte do ano, os sentimentos dele quando lobo, os sentimentos dele como humano, a vontade de ficar com a garota que já ama e a tristeza por saber que isso nunca se realizará. Ele tem um passado obscuro e é o causador de grande parte da melancolia e da inocência do livro, mas nem por isso deixa de ser apaixonante. Ele é um namorado que todas as meninas gostariam de ter: misterioso, romântico, músico e ama a namorada incondicionalmente.

Os dois são o casal perfeito e o fato de Grace ser a pessoa que não sabe se expressar os deixa ainda mais autênticos. Normalmente vemos os meninos sem saber como expor seus sentimentos, mas é Sam quem recita poemas, diz frases incrivelmente românticas e planeja programas perfeitos para os apaixonados.

Vejo muita gente dizer que o romance deles nasce rápido demais, mas a verdade é que, se você pensar bem, o romance deles começa muito antes do livro. Eles se amam de uma forma diferente até então, por não acreditar na possível existência de um romance, mas o encontro dá essa chance a eles e os dois se agarram à ela, temendo o momento em que a perderão.

Claro, o livro não é só o romance, há um desenvolvimento de fatos bom e intrigante. E o constante medo de ver Sam voltar a ser lobo deixa tanto os leitores como os personagens tensos o tempo todo.

Além de a história ser extremamente sensível, ainda existe um fator essencial que é a escrita da Maggie Stiefvater. É uma escrita leve, também sensível e quase poética. Ela descreve as cenas românticas de uma forma extremamente bela. E as cores. Ela trabalha com cores como nenhum outro autor que eu já tenha visto até hoje e isso deixa certas cenas ainda mais deslumbrantes.

Calafrio é um romance com uma leve dose de sobrenatural – ou você poderia até mesmo chamar de ciência – que sabe exatamente como te emocionar com toda a sua melancolia e ingenuidade. É um livro que, ao terminar, te deixa com um sorriso no rosto, uma lágrima no olho e um gostinho deliciosamente doce na ponta da língua.


http://lalalajustme.blogspot.com/2012/03/resenha-calafrio.html
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Murphy'sLibrary 19/01/2011

(review postada em Murphy's Library - http://br.murphyslibrary.com/ - avaliado como 4.5 estrelas lá)

Um livro maravilhoso, sem sombra de dúvidas. Quando eu li a respeito dele pela primeira vez, eu fiquei um pouco desencorajada. Os lobos nunca tiveram muito da minha atenção, e eu escolhi não comprar o livro imediatamente. Ao invés disso, eu esperei e li algumas reviews.

Antes de colocar as mãos neste livro, eu descobri um outro livro com enredo sobre lobos, e lendo um trecho desse outro livro—você vai saber mais dele logo, em uma review programada ainda para essa semana—eu entendi que eu precisava deixar meus problemas de lado com relação a livros sobre lobos e dar uma chance. Então, navegando pelo Submarino, eu encontrei Calafrio e comprei sem pensar duas vezes.

E não me arrependo. Se tem algo pelo qual eu me arrependo é de não ter comprado antes. Calafrio é um livro maravilhoso e emocionante, e o enredo principal não é só sobre os lobos—eles são a forma do livro, mas não sua alma—, mas a impossibilidade do amor de Grace e Sam, a ideia de perder o amor e a dolorosa mudança nas estações são o que compõem a alma desse livro.

Grace era uma garotinha quando ela encontrou Sam pela primeira vez, quando foi atacada pelos lobos de sua matilha. Ele não a deixou morrer, e nunca entendeu porque ela não se transformou em um lobo—afinal de contas, ela foi mordida por mais de um deles. Ele teve a chance de perguntar apenas uma única vez, quando ela foi até a livraria onde ele trabalhava nos verões—período do ano em que o clima quente o permitia permanecer em sua forma humana—, mas ele perdeu a oportunidade e não sabia se teria outra.

As coisas mudam quando um garoto da escola de Grace é atacado pela matilha, e uma caçada aos lobos começa. Grace quer proteger seu lobo—como ela ainda se refere a Sam anos após ele tê-la salvado—e se vê com a chance quando um homem machucado—não lobo—aparece à sua porta.

Esse é o começo de uma linda história de amor, e não apenas uma história de amor. A ligação entre os dois é mais profunda do que uma ligação formada por apenas amor, e é maravilhoso ver o começo e o desenvolvimento do relacionamento dos dois com o passar das páginas. É um livro realmente comovente, e eu amei a maneira como os capítulos são divididos e seus títulos. Eu amei, também, os pontos de vista alternados, e como nos permite ver fundo em suas mentes, corações e almas. As histórias paralelas também são maravilhosas, e Stiefvater fez um trabalho incrível construindo todos os personagens.

A maneira como eles nos contam a história nos dá uma ideia do que eles estão vivendo, todos sofremos junto com Grace e Sam. Seus conflitos nos afetam, e talvez essa seja a razão pela qual eu não consegui parar de ler esse livro até chegar na última página. E que diabos de última página!

Eu posso me arrepender de não ter comprado Calafrio antes, mas eu aprendi a lição. Assim que possível, quero ler Linger, e talvez parar de sentir falta de Grace e Sam como estou sentindo desde que cheguei ao ponto final da última página.
Mônica 08/10/2011minha estante
que resenha maravilhosamente escrita!parabéns!




Daniela Tiemi 26/11/2011

"Folhas sem brilho, de laranja meio marrom, secas e mortas, agarravam-se aos galhos e oscilavam ao vento, esperando a rajada que as derrubaria no chão. Era isso o que Sam era: transitório. Uma folha de verão agarrando-se, o máximo que conseguisse a um galho congelado". (página 181)

Um livro de extrema sensibilidade e delicadeza, assim que o poderia descrever em poucas palavras. A autora possui uma forma muito especial de escrever e descrever os cenários e personagens. A narrativa que alterna entre os protagonistas - Sam e Grace - deixa a história ainda mais interessante por mostrar a perspectiva - e os profundos sentimentos - de cada um dos dois. Fiquei apaixonada pela forma como Maggie escreve.
Apesar dos personagens principais serem adolescentes, a história não gira somente em torno do ambiente escolar e dos problemas típicos da idade, o que - para mim - foi um alívio, pois já estou um tanto saturada desse "modelinho" de história. Os personagens são mais maduros e a história se passa mais fora da escola - um ou outro momento dentro -, por isso não há aquelas descrições de aulas e professores, e etc, que seria uma perda de tempo. A autora foca toda a história em Sam e Grace e na luta para ficarem juntos, e aproveitarem o que parece ser o pouco momento que possuem.
O livro é um tanto melancólico e possui um tom dramático, com um ou outro diálogo com toques de humor; possui também algumas cenas com leves toques de suspense. A história de Sam é trágica, e Grace é solitária - apesar das amigas e família. Os dois formam um belo casal. O desfecho da história deixou um gostinho de "quero mais" e mal vejo a hora de ler a continuação. Um livro belo e, sem dúvida, recomendado!
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Claire Scorzi 26/11/2011minha estante
Bela resenha, Daniela. Aliás, você escreveu várias esses dias, hein? Sempre digo que as resenhas estão entre as coisas mais legais do skoob.


Daniela Tiemi 15/12/2011minha estante
Obrigada, Claire! Um elogio seu sempre me deixa lisonjeada! =0)




Liv 25/07/2010

Um romance que não precisou ser meloso pra conter uma das histórias mais lindas que eu já li. É triste, emocionante e envolvente. Os personagens - Sam e Grace - são perfeitos sem serem perfeitos (se é que isso faz sentido), cada um com sua personalidade. E eu mal posso esperar pra ler Linger!
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