Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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Luan Takashi 31/08/2019

A beleza em todas suas faces
Do início ao fim é um jornada linda e introspectiva, é impressionante como Werther escreve de uma forma contemplativa sobre todas as passagens de sua vida, você se sente totalmente imerso na história e compadece com Werther que de um fascínio extremo por sua amada decaí para um descontentamento e tristeza profunda por não poder realizar seus desejos com ela, a leveza das paisagens vistas e a melancolia da rejeição são emocionalmente impactantes, uma jornada preenchida por paixão.
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Cassiano 15/07/2019

Os sofrimentos do jovem werther é um livro para poucos e onde definitivamente não me incluo.
Talvez pela diferença de gerações ou costumes, sinceramente não sei.
Infelizmente o livro não me cativou e não senti empatia alguma pelo werther que durante todo o livro se mostrou um rapaz extremamente entediante.
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Danilo 18/06/2019

Werther e a vida real
O livro por si só já é bem impactante, sem falar de suas consequências históricas como o efeito Werther. Porém, é quando se descobre as suas relações com a vida real, com a história de Goethe, que o livro se torna ainda mais interessante. Poderia se considerar até um excepcional caso em que o "plot twist" não está nas linhas do livro, mas no contexto e sua relação com a vida de Goethe e seus amigos... A edição da L&PM em especial traz excelentes extras com prefácio e um adendo com cartas de pessoas próximas ao autor e diretamente relacionadas com a história do livro. Vale a pena conhecer.
Heloisa.Castelo 18/08/2019minha estante
Casa de gorete




Aderaldo.Carvalho 07/06/2019

Super recomendo!
Engraçado... Já tinha falado em Goethe e esse livro em específico, mas quando peguei esse livro na biblioteca, não acreditei que um livro tão minúsculo tivesse uma enorme popularidade. Errei! Julguei pela capa! E claro... fui condenado. Ah...como fui. Esse livro me aprisionou todas as noites antes de dormir. O livro te traz ótimas reflexões, e te inseri num campo cheio de pastos e cercado por montanhas e bosques. Ler esse livro é sentir na pele a arte, sua subjetividade e um campo que talvez ainda não entendemos, a morte, a perda, o silêncio. Alguns livros tem passagens marcantes, mas esse livro é completamente marcante. Totalmente suficiente, sem exagero de páginas, sem enrolação, uma verdadeira obra!
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Renan Caíque 23/04/2019

O Efeito Werther
O Romantismo, associado às mudanças sociais e políticas que derivam da Revolução Industrial e da Revolução Francesa, surge no final do século XVIII, na Europa, e perdura até meados do século XIX. Wolfgang von Goethe(1749-1832) e Friedrich Schiller(1759-1805) foram os principais representantes do "Sturm und Drang" como era chamado o início do Movimento Romântico alemão. O termo ao pé da letra significa “Tempestade e Ímpeto” e apareceu pela primeira vez como título de uma peça de Friedrich Maximilian Klinger(1752-1831), publicada em 1776, onde o autor expressa as emoções humanas de maneira extrema e violenta, anunciando uma forma de expressão individualista e subjetiva em contraposição ao racionalismo emergente da época. A expressão “Sturm und Drang” passou então a ser associada à arte que objetivava chocar o público ou emocioná-lo com um sentimentalismo exacerbado, beirando à irracionalidade, sendo os personagens das obras colocados em situações que levem a esses extremos, ao mesmo tempo em que são apresentados ambientes frugais, relacionados à natureza e à simplicidade da vida.
"Werther", de Goethe, publicado em 1774, é considerado por muitos como o marco inicial do Romantismo e é referência do Sturm und Drang. No Brasil, foi traduzido principalmente como “O Sofrimentos do jovem Werther”, ficando assim conhecido por aqui.
Goethe tinha apenas 25 anos na época da publicação. “Werther” que conta a história de um jovem apaixonado e cujo amor não correspondido termina por levá-lo à autodestruição, é um romance de caráter autobiográfico e epistolar, gênero literário em voga no século XVIII, em que a história é contada, sobretudo através de cartas.
É uma obra tão cara aos românticos que se seguiram devido à exploração de temas fundamentais do Romantismo tais como o amor platônico, dificuldades de se adaptar às superficialidades sociais, refúgio na natureza, tendência à melancolia e gosto pela solidão, e a forma como todos estes pontos são trabalhados pelo autor: idealizados e expressos de maneira delicada e poética, e por vezes, até filosófica, nos momentos em que há diálogos existenciais, mesmo que recheados de paixão e ímpeto.
E por mais que seja uma obra pertencente aos primórdios do Romantismo, pode muito bem ser considerado um romance ultrarromântico (exceto cronologicamente), sendo uma perfeita obra representativa do “mal do século”, que no Brasil teve autores como Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire, Fagundes Varela, Aureliano Lessa, Laurindo Rabelo, Cardoso de Meneses, Francisco Otaviano, Pedro de Calasans, entre tantos outros (também das outras gerações românticas), que provavelmente leram Werther no tempo em que existiu o Romantismo no Brasil (1836-1886), e até hoje continua encantando diversos leitores, sendo considerado um dos maiores clássicos literários de todos os tempos.
Curiosamente, logo após a publicação da obra, vários leitores começaram a se vestir como o protagonista (calças amarelas e jaquetas azuis) e houve uma onda de suicídios pela Europa, o que fez com que a obra fosse condenada pela igreja e proibida em vários lugares.
Na psicanálise, existe o termo “Efeito Werther” cunhado pelo pesquisador David Phillips em 1974, e se refere a um pico de “suicídios copiados”, isto é, quando pessoas suicidam baseadas em outros suicídios que tiveram conhecimento, normalmente imitando alguma característica de quem suicidou primeiro. Tal processo ocorre de maneira mais acentuada quando há suicídios de pessoas públicas ou que são muito falados na mídia.
Existe uma ópera de 1887 do francês Jules Massenet baseada no livro. Foram realizadas também algumas adaptações cinematográficas da obra: “Werher” (1938), de Max Ophüls; “Encounter with Werther” (1949), de Karl Heinz Stroux; “The sorrows of young Werther” (1976), de Egon Günther; “Werther” (1985), de Petr Weigl; “Werther” (1986); “Young Werther” (1993), de Jacques Daillon e “Goethe!” (2010), de Philipp Stölzl.
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Paulo 06/04/2019

Que história!
Lendo uma breve biografia de Goethe no site da Britannica eu vi que essa história é meio que baseada em fatos reais. Numa fase da vida onde o autor buscava uma conexão com a natureza, aconteceu numa pequena cidade um caso de um homem se apaixonar ardentemente por uma mulher já casada e outro caso, separado deste, de um homem que se suicidou. Todos esses elementos estão na obra.

Gostei do estilo de escrita, como se fosse um apanhado de cartas formando uma coletânea póstuma das ideias de Werther, um jovem muito inteligente e letrado - pois acho que não é qualquer pessoa que lê a Odisseia de Homero -, mas que se deixa abater por pensamentos que destroem a si próprio. Um psicólogo pode detalhar melhor a personalidade de Werther, mas o que pude perceber foi um começo de pessimismo sobre a vida, como na passagem:

"A maioria sofre durante quase todo o seu tempo, apenas para poder viver, e os poucos lazeres que lhe restam são de tal modo cheios de preocupações, que ela procura todos os meios de aliviá-las. Oh, destino do homem!"

e depois esse pessimismo cai em uma depressão em que nada, ou quase nada, mais faz sentido. O que lhe dava prazer hoje não mais. Daí em diante ele se fecha em seu próprio mundo até o fim.

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Beca 29/03/2019

Um livro indispensável a todos aqueles que gostam de literatura, já que ele representa uma revolução literária em meio a todas as mudanças que estavam acontecendo em todo o mundo no tumultuado século XVIII.
O livro reflete o sofrimento da impossibilidade da realização do amor ao esbarrar com questões morais, isso na sociedade é visto como sentimentalismo exagerado e um absurdo (ainda mais no nosso século onde o individualismo predomina) ao mesmo tempo em que pessoas de fato sofrem diariamente pela impossibilidade de se alcançar os mais variados desejos na realidade atual, de encontrar a felicidade plena em um mundo tão caótio e bárbaro.
Assim sendo Werther é um livro atual, um livro que serviu de presságio para o que a sociedade vindoura haveria de enfrentar, e enfrentamos.
"Ela não vê, não sente que está preparando um veneno que vai aniquilar a ambos; e vou saborear com volúpia a taça em que ela me oferecer a ruína"
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CT dos Livros 06/03/2019

Os sofrimentos do jovem Werther
" Esse desejo de mudar de vida não seria fruto de uma insatisfação interior, doentia, que me perseguiria por toda parte? "
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O jovem Werther envia cartas ao amigo, referente ao grande avassalador amor que esta vivendo. Nessas cartas relata todo o sofrimento de ter um amor correspondido e não poder desfruta-lo. E a cada olhar, sorriso e ate mesmo um tapa da sua querida Charlotte, Werther, fica cada vez mais apaixonado mesmo ela pertencendo a outro, e cada vez mais desolado, deprimido, angustiado, pelos mesmos motivos. A dor da consciência que nunca conseguirá Charlotte é tão latente, que Werther se mata com um tiro na cabeça.
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Esse livro tem várias peculiaridades:
● Publicado em 1774, considerado um clássico mundial, o qual deu início ao romantismo na literatura.
● Ouve um período na Europa em que ele foi proibido em alguns lugares, por causar uma onda de suicídio entre os jovens conhecido como "efeito Wether"
● É uma obra um pouco autobiográfica, pelo fato do próprio autor ter sofrido com um amor assim, e declarar ter matado Wether para viver.
● O livro é todo em formato de cartas.
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Esse livro é pra você que como eu, gosta de literatura clássica. A escrita é extremamente poética e apaixonante. Você vai sofrer junto com Wether e acaba entendendo os motivos do seu suicídio.
O autor tem uma escrita linda, tão bem pontuada e vivaz que é simplesmente impossível não se identificar em muitos pontos.
Em algumas partes, trata de pontos sociais, filosóficos e ate religiosos o que só enriquece a alma desse livrão.
E o que mais me admira é ser um livro com contexto fora da nossa época, por ser muuuito antigo, e mesmo assim consegue ser tão atual e tão polêmico ate hoje.
Abordando questão tão importantes de forma poética. É um livro pesado, forte, por todo o emocional que carrega com ele, por isso é tão incrível.
Esse é um dos meus livros favoritos. Daqueles que fazem você refletir durante dias e dias...
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" Por maior que seja minha falta de ânimo, ainda tenho forças para prosseguir. "
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Avaliação: ★★★★★

site: https://www.instagram.com/p/Bp9psevgEEL/
Pri 02/04/2019minha estante
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Hildeberto 19/02/2019

"Os Sofrimentos do Jovem Werther" é uma das mais emblemáticas obras do romantismo; como abordá-lo racionalmente?

É um livro profundo que contém altas doses de crítica social e filosofia. Mas, francamente, o que se sobressai é a emoção. Acompanhamos as cartas de Werther, podemos ver o mundo pelos seus olhos - e sofrer pelos seus infortúnios. A mensagem principal do livro pode ser resumida em "se não podemos viver por amor, ao menos morramos por ele". De forma análoga, também poderia ressaltar o aspecto "se não podemos viver à nossa maneira, resta-nos escolher o modo da nossa morte".

Acho mais interessante o contraste entre nossa individualidade e as obrigações sociais. Mas atire a primeira pedra quem nunca teve seus dias de "ame-me para sempre ou deixe-me sofrer na solidão conspícua da minha miséria". Werther representa como um sentimento pode-se tornar uma doença, mesmo que esse sentimento seja o mais elevado possível, como o é o amor. Também pode representar a morte dos sentimentos, do "eu", pelo peso do mundo, das obrigações, das convenções.

Merece ser lido por sua qualidade, mas também porque re-acordar nosso lado mais romântico (em um mundo tão árido, certamente cai bem de vez em quando).

PS.: Uma outra temática que, creio eu, pode ser discutida a partir do livro, é a depressão (de Werther). Não sou conhecedor profundo do assunto, mas fiquei com essa impressão, que compartilho com vocês.
Raonny Bryan Metzker 28/03/2019minha estante
Esse livro...?




Inlectus 01/02/2019

Leitura clássica.
Cartas sentimentais, chorosas, e filosóficas.
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