Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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Dani 27/03/2017minha estante
Ótima resenha!


Cristian 27/03/2017minha estante
A Dani tem razão, ótima resenha


Natalie 27/03/2017minha estante
Obrigada. :)


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Só acho que deveria ser marcado como spoiler, principalmente pelo último parágrafo.


Natalie 27/03/2017minha estante
Kkkkkkkk isso ainda é spoiler? '-'


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Eu acho.


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Eu acho. Eu por exemplo, não conhecia o final.


Natalie 27/03/2017minha estante
:O


Dani 27/03/2017minha estante
Hahaha é spoiler, mas tá perdoada.


Natalie 27/03/2017minha estante
Agora marquei que tem spoiler, mas não sei se aparece o aviso.


Márcio_MX 28/03/2017minha estante
Apareceu sim. No seu perfil, na seção de resenhas já está o aviso de spoiler a resenha só aparece se a pessoa clicar em visualizar.
Valeu, Natalie


Wagner 29/03/2017minha estante
Gostei muito da resenha. É uma certeza absoluta que Goethe não irá entrar na minha estante. Principalmente por causa dos Sofrimentos do Jovem Werther. Na juventude evitei e hoje está totalmente descartado.


Joao.Pedro 26/02/2018minha estante
Não entendo nada de história da literatura ou crítica literária, mas me pareceu, ao terminar a leitura, que o Jovem Werther era já o indicio de um niilismo em gérmen, um desencanto com a criação e um sentimento de abandono pelo Criador. Tudo isso por não conseguir aceitar que o mundo não funcionasse de acordo com suas predileções individuais! Pior, esse movimento da alma do jovem Werther parece ser universal! Tal é a força do desejo humano! Incrível! Senti certa dificuldade em Goethe em submeter o sentimento do dever e da nobreza a esse estado de espírito, é um gênio esse Goethe! Gênio!




Yago 04/04/2010

Os sofrimentos do jovem Werther.
Um ano e sete meses. Esse é o tempo da vida de Werther que acompanhamos através de suas cartas destinadas a seu cara amigo Wilheim. Carregadas de alegrias, remorsos, confusões e divagações que só um espírito apaixonado pode fazer, elas se constituem o apaixonado relato do amor proibido entre Werther pela bela e comprometida Lotte.
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Acompanhamos, no livro, toda a mudança sofrida no protagonista ao conhecer sua amada. A obra começa com uma carta bastante animadora do jovem, contando a felicidade que os ares campestres lhe causaram. Mas sua paixão é tão forte que o faz se mudar, e forte o suficiente para lhe fazer voltar, ainda que seu amor se mostre cada vez mais impossível.
E assim vemos a história de um animado jovem idealista que se transforma num ressentido homem com um desesperado e tocante final.
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Todos que já se apaixonaram deveriam lê-lo; ainda que a história não seja a mesma, e o final muito menos, quem já não foi o jovem Werther por alguns momentos?
Mary 06/10/2011minha estante
Muito bom.


Claudair Jaines 13/04/2013minha estante
Muito bem. Eu mesmo, já fui assim como Werther. Muito complicado :~


Erika Lina 03/10/2014minha estante
Gostei muito da resenha... Eu sofri junto com o Werther.


Danilo 31/05/2015minha estante
Nossa época não tem parâmetros nem referências para analisar o sofrimento de Werther. Em época do "amor sensual", o amor deste pobre jovem reverbera muita estranheza.


Nando 17/09/2015minha estante
É o melhor livro que li.


Christina.Lima 25/07/2016minha estante
Para os romanticos. Não sou muito do q ler sobre amor, mas achei interessante. Muito drama pra mim.


Bruna 26/07/2019minha estante
Esse livro é sem sombra de dúvida o meu favorito!!
A primeira vez que o li tinha uns 12/13 anos, e desde então sou apaixonada




E. Dantas 19/05/2010

FORMIDÁVEL
ok, vamos lá:

Ele é um clássico.

Escrito por um cara de nome Goethe, que se pronuncia "Guete", assim mesmo, igual o final de foguete.

Ele fala de um rapaz-miserável-coitadíssimo-massacrado-flagelado-acachapado-coco-do-cavalo-do-bandido-dilacerado pelo amor, o jovem Werther ( essa pronúncia eu não faço idéia, deve ser como o salão de cabelereiros "Werner" só que com "t" no lugar do "n")

E eis o que o livro é: Só isso.

Só isso?

Só isso.

Tenho dado atenção aos clássicos, graças a essa idéia da abril de lança-los nas bancas por 15 reais, e foi assim que esse livro, até então chaaato, caiu em minhas mãos.

O tal jovem Werther passa o livro inteiro mandando cartas a um amigo para dizer o quanto Lotte ( sua musa ) é incrível, belissíma, extraordinária, maravilhosa, fantástica e que ele a ama em todas as proporções. Ele ama o nariz dela, ele ama o jeito dela, ele ama a remela dela, ele ama amar ela, ele é chato pra caralho.

Mas...( sempre rola o mas ) ao quase desistir de continuar lendo o sofrimento do Jovem, um lampejo me veio a mente.


"O esquisofrênico Werther e suas cartas estão contando como nasce um psicopata!" (psicopata e esquisofrênico...é...imagine.)


Minha leitura mudou completamente e comecei a ver a estória com outros olhos...nasceu pra mim um Werther meio Kathy Bates em "louca obssessão" e então, devo admitir que o livro passou a ser mais que um simples romance...virou um objeto de estudo. É impressionante a evolução doentia que o Brother Guête conseguiu expressar nesse clássico, de maneira sutil. O livro é, no real sentido da palavra, Formidável e ponto.

Vale a pena.

Beijos e inté!
Babs 19/10/2011minha estante
auto-flagelação é diferente de platonismo, neoplatonismo e afins.


LMG 01/12/2011minha estante
Ainda to na parte "chata" e to adorando, imagina a parte "formidável" então.


gabriella 22/07/2013minha estante


Erika Lina 03/10/2014minha estante
Divertida a sua resenha!


Adriana 05/02/2016minha estante
Ri alto com a parte "ele é chato pra caralho", devo concordar ele é chato. Agora falando da obra realmente espetacular!


Dany 27/02/2016minha estante
"Ele ama a remela dela" ri muito, mas é verdade, ele ama mesmo. kkkkkkkkkk




Caroline 20/06/2014

O pai de todos que, um dia, se apaixonaram perdidamente!


O que dizer de Os Sofrimentos do Jovem Werther? Por que eu não o li antes?! Por que estudamos o romantismo europeu nas aulas de literatura e esse livro não nos é passado como leitura obrigatória para entender o movimento?! Esse livro é fantástico, um clássico escrito há cerca de dois séculos e meio, e que continua atual.

Comecei a leitura e, depois de poucas páginas, parei. Para continuar eu precisava entender o contexto histórico em que ele havia sido escrito, afinal não podemos analisar os clássicos como se fossem estórias escritas por um qualquer no presente. Pensando nisso, pergunto-me se quem o classifica com uma ou duas estrelas tem consciência do que está fazendo. Certamente, não! Comentários como "queria que acabasse logo" ou "Werther é muito chato, queria que morresse" são tão tolos, insipientes e rasos que me faz pensar se essas criaturas sabiam a preciosidade que tinham em mãos ou, ao menos, o século em que fora escrito. Creio que não. Mas, bem, voltemos ao contexto.

À época em que Goethe escreveu Os Sofrimentos... a Europa estava tomada pelo Iluminismo e pelo Racionalismo, que viam na ciência e na razão a resposta para tudo. Goethe vai de encontro a esses ideais ao escrever uma história em que o sentimentalismo, a emoção e o culto ao amor ocupam completamente o lugar da razão. Critica fortemente a aristocracia e, assim, associa-se a movimentos como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, que consolidariam a burguesia na sociedade europeia.

Goethe foi pioneiro e Os Sofrimentos do Jovem Werther é considerado o marco inicial do Romantismo na literatura europeia, rompendo com os padrões clássicos. É considerado o primeiro best-seller europeu e influenciou toda uma geração, que passou a vestir-se e a comportar-se como Werther. Foi tão importante que Napoleão confessou a Goethe que o havia lido sete vezes. Até hoje está na lista dos cem livros mais lidos da história. Precisa de mais algum incentivo para lê-lo?

Os Sofrimentos do Jovem Werther é um romance epistolar e tem caráter autobiográfico, porém com final, nomes e locais alterados. No livro, o jovem Werther envia cartas para o amigo Wilhelm, o narrador criado por Goethe, e conta-lhe tudo o que sente.

A princípio vemos um Werther encantado com o ar bucólico do lugar e com as pessoas que o cercam. Vemos um Werther extasiado conhecer Carlota e apaixonar-se perdidamente por ela, que já estava prometida a Alberto, seu noivo. Dá-se início, então, a uma paixão desmedida, desenfreada, tempestuosa, mas proibida, inalcançável. A emoção, a supervalorização do amor, a idealização da mulher e o sentimentalismo exacerbado são expressos em cada linha desse triângulo amoroso. E, pouco a pouco, vemos Werther destruir-se, sangrar de amor, sofrer por sua pura e inatingível Carlota.

"Às vezes não compreendo como outro possa amá-la, tenha o direito de amá-la, quando eu, somente eu a amo, com tanta ternura, tão profundamente, não pensando em outra coisa, querendo apenas esse amor, e não possuindo nada além dela."

A vontade que eu tinha era de marcar cada parágrafo desse livro. São tantas citações que merecem destaque, tantas verdades, tantas percepções acerca do ser humano e da sociedade que, mesmo escritas em 1774, continuam atuais.

"Tudo no mundo acaba por dar nas mesmas ninharias; e aquele que, para agradar aos outros, e não por paixão ou necessidade íntima, esfalfar-se para ganhar dinheiro, honrarias ou algo semelhante, este sempre será tolo."

Completamente atemporal, esse livro me encantou e me fez lembrar-me da minha adolescência. É fácil identificar-se com o jovem Werther, pois todos nós já fomos, um dia, um pouco dele. Ou seremos! E que triste aquele que nunca o foi, que nunca amou sem medida, que nunca sofreu, que nunca exagerou um sentimento ou verteu uma lágrima de paixão.

"Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?"

Quero reler esse livro outras tantas vezes, muito mais que Napoleão! Quero recomendá-lo sempre que puder! Leitura deliciosa, apesar de seu tom melancólico em demasia, e uma escrita de encher os olhos, de fazer parar para suspirar! Atentem-se ao contexto histórico e leiam-no!!!


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Favorito


"Ah, como estremeço quando o meu dedo toca por acaso no seu, quando nossos pés se encontram embaixo da mesa! Recolho-me como que tocado pelo fogo, e uma força secreta impele-me de novo para frente - uma vertigem apodera-se de todos os meus sentidos. E sua inocência, sua alma pura não pressente o quanto essas pequenas familiaridades me afligem. E quando então, durante a conversa, ela pousa a mão sobre a minha, e, em meio a uma discussão animada, aproxima-se tanto de mim que seu hálito celestial roça os meus lábios: nestes momentos sinto-me desfalecer, como que atingido por um raio. E, Wilhelm, este céu, esta confiança, jamais eu ousaria...! - compreendes o que quero dizer. Não, meu coração não é assim tão devasso! Fraco, sim, muito fraco! E isto não é ser devasso!"

"Queria que alguém ousasse repetir-me tudo isso para atravessar-lhe a minha espada de lado a lado, - porque só o sangue poderá acalmar-me. Oh! Cem vezes já peguei do punhal para livrar meu coração do peso que o esmaga"

"E esta miséria enorme, o tédio entre essa gente torpe que aqui se reúne! Essa concorrência e o modo como ficam atentos, um procurando obter vantagem sobre o outro; vejo as paixões mais mesquinhas, mais miseráveis, sem nenhum pejo. Assim, por exemplo, há por aqui uma senhora que tanto fala da sua nobreza e das suas terras que pessoas de fora necessariamente haverão de pensar: eis aí uma tola que se vangloria de sua origem nobre e da fama de suas propriedades. A verdade, porém, é outra: a mulher é aqui da vizinhança, filha do tabelião. Vês, não posso compreender a raça humana, tão inconsciente, a ponto de prostituir-se de maneira tão baixa."
Caroline 22/06/2014minha estante
Obrigada, Gleidson! Livro fantástico!!!


Mariana 16/07/2014minha estante
Parabéns pela bela resenha!


Sarah 19/07/2014minha estante
Adorei este livro. Pareceu que o já havia lido em tantos outros livros, em tantas poesias. Realmente adorei. Muito boa sua resenha. Obrigada por postá-la.


Caroline 20/07/2014minha estante
Obrigada, Sarah e Mariana!
Sarah, isso mesmo, certamente ele inspirou milhares de autores, não é? Também senti isso!
Bjs




Olgashion 17/11/2009

É um excelente livro do romantismo. Mas, pra atualidade, meu Deus, que cara chaaaaaaaato. Werther, vire homem!!! =D Achei melancólico demais, o cara é egoísta, enfim, não gostei.
Michely Looz 29/06/2010minha estante
Geralmente quando passamos a nos aventurar pelas prateleiras la do fundo da biblioteca, temos de estar preparados para as traças... Abrir um clássico não só é algo diferente do que vivemos atualmente, é algo que merece que se volte de certa forma ao tempo dele. Os sentimentos que habitam o coração do jovem Werther com certeza fazem parte da "atualidade".... Só que a 'atualidade' não sabe o que significa Virar Homem.
Vale a pena pensar nisso.... ;)


Lucas 30/01/2013minha estante
Respeito o autor pelo valor histórico dele. Mas os românticos são realmente nauseantes, o cara não tem nenhuma atitude o tempo todo! a única coisa real que ele fala é sobre suicídio, o resto é só pudor e moralismo entediante, quanta baboseira!


Soulaf 05/12/2017minha estante
HAHAHAHHA morrendo com esse comentário!

Olha, é um livro muito bem escrito, com um formato interessante, numa época muito distante (século XVIII) e com ideias progessistas, faz uma crítica principalmente à burguesia, e vale a leitura, ainda mais por ser tão curtinho. Agora, que o Werther é chato ele é. Muito. Acho interessante de um ponto de vista psicológico esse exagero dele, mas é característico do movimento literário em que o livro faz parte. ENFIM. Quero ler Fausto agora. Espero gostar mais!

E não critiquem os românticos!! Orgulho e Preconceito tá aí pra mostrar que um livro romântico pode ser engraçado e dinâmico.




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. 01/09/2018minha estante
Wherther é símbolo de um sentimento perigoso, distanciado do amor genuíno, que se torna refém do outro, capaz de virar capacho, desvalorizando-se ou, pior ainda, quando essa obsessão age em assenhorar de quem diz amar, num caminho de cegueira e impulsividade fácil de loucuras. É assim que percebi a obra e tem muito disso por aí.


Erlane 26/09/2018minha estante
Descreveu magistralmente o contexto do livro. Obrigada!


. 27/09/2018minha estante
O magistral ´é sua generosidade, valeu!




Bruna 02/05/2018

Precisamos falar sobre os Werther’s que vivem ao nosso redor!
Tive que ler rápido, não podia me demorar ou agonizaria junto às angustias do jovem Werther.
Senti vontade de adentrar o livro, de conversar com ele, de mostrar que existem muitos caminhos para livrá-lo de seu triste destino.
É uma leitura espetacular, mas nada confortável.
Este desconforto nos toca porque não se trata apenas de ficção, nem de um romance de época.
É sobre vida real, sobre o mundo contemporâneo e sobre algo que continuará a acontecer no futuro.

Em meu caso, foi mais do que uma leitura. Me tocou de forma profunda, onde pude me enxergar na própria pele do jovem ali retratado.
Foi necessário olhar ao redor e reconhecer tantos Werther’s que convivem conosco.
Mesmo aqueles que menos transparecem, e podem estar vivendo um tormento interno.

E como ajudar? O que fazer além de sensibilizar?
Como enfrentar um fantasma que ainda é tão obscuro? Tão enigmático?
O inimigo, neste caso, é invisível. E nós nada mais somos do que cegos em meio ao bombardeio.

Como ação prática, estou nessa semana me inscrevendo como voluntária do CVV (centro de valorização à vida), onde farei um curso grátis para entender um pouco mais sobre o suicídio e, em seguida, ajudar pessoas que estão à beira de acabar com sua própria vida.

Esta resenha é para te indicar a leitura, mas ela é mais do que isso.
É para te incentivar a tomar uma atitude também.
A existência tem mais significado quando usamos nossa própria vida para contribuir com a vida de alguém.
Viver é raro, é magnífica e SEMPRE há esperança, SEMPRE tem uma saída, mesmo quando não conseguimos enxergar isso sozinhos.
Que livros como este possam nos tornar mais conscientes da preciosidade que temos em nossas mãos: de estudar assuntos tão pouco explorados e, a partir do conhecimento, ser capaz influenciar pessoas beneficamente e nos iluminar através desta missão!
Sérgio.Aquino 14/05/2018minha estante
Excelente. Acho que você iria gostar de ler "Em busca de sentido" de Víktor Frankl.


Bruna 15/05/2018minha estante
Obrigada pela recomendação, Sergio, vou procurar! :)


Fábio Justus 09/06/2018minha estante
Bela resenha, se não leu, sugiro também, os trabalhadores do mar, de Victor Hugo




Mi 30/09/2015

Maravilhoso, romântico, trágico
Já fazia muito tempo que eu estava querendo ler esse livro e finalmente o li!
Trata-se de um romance epistolar, ou seja, contado por meio das cartas que Werther escreve a Wilhelm contando o que se passava com ele, de acordo com o lugar em que estava. Werther se apaixonou a primeira vista por Charlotte (Lotte), porém ela estava de casamento marcado com Albert. O amor de Werther é incondicional e parece aumentar mesmo depois que os noivos se casam. Ele mantém um relacionamento de amizade com Lotte e Albert, frequentando muito a casa deles, fazendo passeios juntos etc. Mas é claro, Werther queria ter Lotte só para ele... queria que ela fosse sua mulher apenas, mas aparentemente isso seria impossível. Então, Werther se afunda cada vez mais em sua tristeza e depressão por causa das situações frustrantes a que foi submetido. Percebe-se durante a leitura, que ele é burguês e é um pouco ''mimado'', até em relação aos próprios sentimentos. Mas eu, particularmente, me apaixonei pela sua devoção profunda por Lotte e pelas reflexões que ele faz acerca da vida no decorrer de suas cartas enviadas a Wilhelm. O final é bastante trágico e muita gente já o conhece antes de ler (eu mesma já sabia).
Eu amei esse livro! Foi uma leitura prazerosa, fácil e eu praticamente o devorei com muita vontade. Gosto de livros com esse estilo romântico exacerbado e com um pouco de tragédias. E como já disse, apaixonei-me pelas personagens e me identifiquei com alguns pensamentos de Werther. Acho que todo mundo já foi um pouco Werther na vida... eu, pelo menos, já senti sensações bem parecidas às dele! Recomendo!
Fábio 30/09/2015minha estante
É melancólico, vertiginosamente depressivo!


Emanuelle Najjar 01/10/2015minha estante
Tenho em casa e estou enrolando pra ler. Será que agora crio coragem?


Mi 01/10/2015minha estante
Sim. É muito melancólico! Acho que você vai gostar Emanuelle. Apesar de toda tristeza, não é um livro difícil e o fato de ser curto também ajuda a ficar melhor! rs ;D




Selennie 03/09/2010

Dizem q o livro é deprimente.
Boato de emo!

O livro se divide em duas partes: na primeira, Werther se apaixona e Deus e o mundo são maravilhosos, cheirosos, alegres e cheios de cor; na segunda, ele percebe que ela nunca será dele e vai apontando os podres e vergonhas da sociedade.

E todas duas são cheias de genialidades.
Américo 03/09/2010minha estante
O livro é bem interessante, bem dividido e possui idéias e trechos realmente muito bons. O único ponto fraco que achei é que em diversos trechos a leitura pode se tornar um pouco repetitiva ou cansativa.




Angel 22/10/2018

"Desgraçados aqueles que se servem do poder que têm sobre um coração para lhe roubar as inocentes alegrias que brotam dele espontaneamente!"
Livro 06 de 1001: desconhecia o fato de que esse livro foi um grande causador de suicídios em sua época, e um divisor de águas em seu território. Fiquei muito satisfeita com a leitura, e bastante comovida com um final tão trágico. Mais comovida ainda em saber que a obra foi inspirada nas desventuras amorosas do próprio autor. Narrativa bem construída, não tem um vocabulário muito complicado. Excelente livro. Recomendo.
Ray - Bruxinha.literaria 07/11/2018minha estante
Preciso ler ele
E ler o desse mês ?


Angel 19/11/2018minha estante
Também preciso...




Coruja 05/03/2018

Há muito eu estava devendo a leitura de Os Sofrimentos do Jovem Werther - é um título que está na minha lista desde que devorei Fausto, alguns meses antes de começar a faculdade. Goethe me fascinara com a história do sábio doutor e o demônio Mefistófeles e queria muito conhecer mais dele. Mais de uma década depois, peguei uma edição de bolso do Werther para afinal completar tal lacuna. Não tenho desculpas para esse atraso, além do fato de que havia muitas pilhas de livros ainda não lidos na estante...

Escrito em forma epistolar, Os Sofrimentos do Jovem Werther resume muito bem sua história no título. Jovem, inteligente, dado à melancolia, ao romantismo e ao exagero, Werther navega meio sem rumo pela vida, desenhando, lendo poesia e ouvindo as histórias do povo, até conhecer Carlota. Órfã de mãe, Carlota cuida do pai e dos irmãos menores com desvelo. Seu pragmatismo para as coisas familiares, contudo, não afeta a alma sensível e romântica. Para além da beleza, o gosto pela música, pela dança e pela literatura fazem com que Werther se aproxime da moça. E tudo iria muito bem, não fosse um pequeno detalhe: Carlota é noiva de Alberto, um jovem comedido e sensato, com quem, a princípio, Werther também admira e devota amizade.

Para tentar esquecer a moça, Werther acaba por aceitar um emprego burocrático do governo em outra cidade. A rotina, a suposta pequenez de seu chefe e da sociedade do lugar para o qual se mudou começam a sufocá-lo e não demora muito para que ele esteja de volta aos pés de Carlota, a essa altura, já casada. Conhecendo seu caráter e os arroubos já antes ditos, não é preciso muito esforço para compreender que estamos diante de uma tragédia anunciada.

Goethe convence muito bem da verossimilhança de sua obra. O livro abre e fecha com notas de um editor anônimo, que teria compilado as cartas, visitado os locais e as pessoas citadas para investigar os fatos, antes de apresentá-los ao leitor. A retirada de nomes de locais, de pessoas, de sobrenomes dos protagonistas, são recursos que passam a impressão de que se está a proteger a identidade delas. O próprio fato de que temos apenas as cartas de Werther como fio narrativo, sem as respostas do amigo, Guilherme, reforçam essa impressão geral.

Termos apenas o lado de Werther cria também uma ambiguidade sobre os outros personagens. Temos apenas a narrativa dele, a forma como ele enxerga o mundo e as justificativas que ele dá àqueles que encontra em seu caminho. Werther enxerga o que quer enxergar, quer seja uma suposta intolerância por parte de Alberto, quer seja uma correspondência de seu afeto por parte de Carlota. Levados pela intensidade dele, é difícil tentar julgar os outros personagens sem ser pelo seu filtro. Ou, pelo menos, foi isso que aconteceu comigo.

Simpatizei com o Werther da primeira parte, ingênuo, entusiasmado e fundamentalmente autêntico. Ele é generoso com seu tempo, sem seu talento, com sua bolsa. Ele escuta os aldeões, busca conhecer suas histórias, encanta-se com crianças, perde-se nas belezas que o mundo pode oferecer. Seus primeiros encontros com Carlota, descritos com delicadeza e afeto, transformam cenas prosaicas em pequenos bibelôs. Sua aversão à burocracia e à falsidade, quando passa a trabalhar para o embaixador, é algo fácil com que se identificar.

Mas, então, Werther larga tudo, trabalho e responsabilidades, não escondendo o desdém por aqueles que considera abaixo de si intelectualmente. Há empáfia e arrogância em seus comentários sobre aqueles que deixa para trás e talvez tenha sido esse o momento em que comecei a enxergá-lo como um menino mimado, egoísta. Seu arrebatamento no retorno para Carlota, a maneira como ele prioriza seus próprios sentimentos acima de todos que o cercam, tornando-se não apenas inconveniente como extremamente cruel, fizeram com que ele perdesse toda a minha simpatia.

O amor que ele protesta por Carlota, para mim, não é amor, mas paixão obsessiva, ciumenta, perigosa. É um amor que se reflete na história do camponês com quem Werther faz amizade no começo do livro; o homem que, apaixonado por uma viúva, acaba por matar outro empregado porque 'se ela não fica comigo, não fica com mais ninguém'. Que Werther se identifique com esse colono, que justifique o crime porque 'foi por amor' diz muito mais que um sem número de cartas apaixonadas. A essas alturas, não há mais como torcer pelo rapaz e suas atitudes finais, a escolha maliciosa das armas para seu suicídio - de forma a causar o máximo de culpa e desespero - não podem ser vistos como menos que calculadas.

Desconfio que estou pelo menos quinze anos muito velha e muito cínica para me deixar de fato seduzir pelo romantismo de Werther. Tampouco consigo entender como o sentimentalismo do rapaz influenciou tantos leitores a se matarem - o livro é famoso pela epidemia de suicídios que deixou em seu rastro, quando foi publicado, em 1774, algo que ficou conhecido na história como "Efeito Werther" -, o que talvez se explique pela diferença no contexto histórico. Contudo, não é difícil perceber porque Os Sofrimentos do Jovem Werther é um dos grandes clássicos da literatura ocidental e um marco do romantismo.

Goethe soube trabalhar cada faceta de seu protagonista, e cada palavra de suas cartas. Não há expressões supérfluas, nem cenas que destoam do todo; tudo o que acontece é por um motivo, espelha um outro momento do romance - e isso cria um efeito muito interessante de eco, de antecipação. Desde o começo, há o prenúncio daquilo que virá, não só pela espiral depressiva de Werther, mas por outros detalhes também (como a recorrência das pistolas de Alberto em cena). Tudo isso faz com que o livro seja bem conciso - são menos de duzentas páginas - sem deixar nada importante de fora; não há necessidade de mil e uma explicações ou descrições para que Goethe consiga o impacto que a história de Werther encerra. Sendo dada à prolixidade, sempre fico impressionada com autores que conseguem dizer tudo o que é preciso dizer de forma tão precisa. Por outro turno, impressionou-me o vocabulário (tive de parar algumas vezes para ir ao dicionário) e, olha, nesse quesito, creio que essa tradução da Nova Fronteira ficou de parabéns.

Pessoalmente, ainda prefiro Fausto, ou melhor, Mefistófeles, que acho um personagem interessantíssimo. Mas Werther, inclusive por conter algo de autobiográfico (Goethe teve uma paixão intensa e proibida por sua própria Carlota, noiva de um amigo seu), sem dúvida merece a importância literária que tem. Menino mimado pode ele ser, mas é também um poeta como poucos.

Está findo o contrato. Vamos ao próximo...

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2018/03/sofrendo-com-o-menino-werther.html
Salomão N. 05/03/2018minha estante
A obra inteira do Goethe é autobiográfica ao extremo, do Werther ao Fausto, passando pelo Wilhelm Meister e outros personagens!
Pois é, também não sou um grande apreciador desse romance, mas sou um apaixonado pela tragédia do Fausto na versão Goethiana.


Emmerson 05/03/2018minha estante
Ótima resenha! Vejo o Werther como uma boa obra de um escritor em começo de carreira. Ainda distante da qualidade narrativa que ele demonstraria com o Wilhelm Meister ou a criatividade do Fausto.




Rodrigo 12/12/2012

Como alguns livros caem na nossa mão em determinados momentos de nossa vida e fazem o exato sentido. Muito bom!
Gabriela 12/12/2012minha estante
Nossa, mas esse livro não fez com que muitos jovens se suicidassem? ALÔ GILMA, TIRE OS GILETES DA CASA!


M Christo 16/12/2012minha estante
Esse livro é chato :( kkkk




Tauan 23/09/2015

O primeiro livro que leio do famoso escritor alemão foi também o primeiro de sua carreira.
A história, escrita de forma epistolar, é dividida em duas partes, na primeira, o protagonista, Werther, conta, por meio de suas cartas ao amigo Wilhelm, sobre uma viagem que está fazendo; ele se retirara do ambiente natal para viver em uma pequena vila campestre. Nesse lugar, ele conhece Charlotte, Lotte, por quem se apaixona, a despeito de ela ser noiva.
Na segunda parte, há também cartas à Lotte e intervenções do editor (algum amigo de Werther que, após a sua morte, se põe a reunir os fatos do livro), no sentido de especificar fatos que não ficam claros apenas pelas cartas, recorrendo a relatos de testemunhas e anotações particulares do protagonista.
Consta que a inspiração para a escrita foi a própria paixão de Goethe por Charlotte Buff, noiva de um amigo.
Também é sabido que a obra, fortemente psicológica, pois o personagem abre sua mente e seus infortúnios ao leitor, teve grande repercussão na Europa, elevando Werther a status de herói e influenciando outros em situação parecida à do personagem a também se suicidarem.
Apenas para finalizar, segue o trecho, essencialmente macabro, em que são descritos os momentos finais de Werther:
“Quando o médico chegou, o infeliz estava no chão. Não havia salvação para ele; embora o pulso ainda batesse, todos os membros estavam paralisados. Havia atirado na cabeça, acima do olho direito, e os miolos saltaram para fora [...] A mancha de sangue que se via no espaldar da poltrona indicou que Werther estava sentado à sua escrivaninha quando disparou a arma; que em seguida tombara e, debatendo-se na convulsão, rolara ao lado da cadeira. Estava estendido de costas, perto da janela, e não teve mais forças para fazer qualquer movimento.”
Mayane 23/09/2015minha estante
gosto muito das tuas resenhas :)


Tauan 24/09/2015minha estante
Obrigado!
No blog tem mais: pausaparaaleitura.blogspot.com.br




Victor.Hussein 06/10/2016

Romantismo intenso
Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo Europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX.
Nesta obra prima, o autor nos apresenta Werther, um jovem rapaz, que por motivos de trabalho, se encontra longe de família e colegas, mas que ainda se comunica por cartas com Whilhelm, narrador, e suposto amigo do jovem.
Vale dizer que o livro, escrito em terceira pessoa, foi o marco inicial do Romantismo na Europa, e seu tom é autobiográfico, apesar de Goethe ter tido o cuidado de alterar alguns locais, datas e pequenos fatos.
No conteúdo das cartas, Werther expressa sua paixão recheada de tragédias com Lotte, que desde sempre, foi prometida à um noivo: Albert, grande amigo de nosso personagem principal.
Passando-se os dias, Werther se apaixona cada vez mais, sustentando seu utópico amor, do qual pensa ser recíproco. Após um ardente beijo, Lotte se abre à Werther, mas assente que o relacionamento de ambos é impossível, pedindo para não vê-lo nunca mais.
Sabendo do casamento próximo de sua amada, nosso personagem amargamente se suicida em seu quarto.
‘’Os sofrimentos do Jovem Werther’’, é um clássico incontestável, que revolucionou a literatura da época, sendo uma obra admirada até hoje.
Dentre as características do romantismo que apresenta, estão: A liberdade de escrita mais abrangente ao autor, ou seja, não há obrigatoriamente o uso de rimas ou métrica perfeita, subjetividade e a valorização de sentimentos das personagens, valorização da imagem feminina, indicada como um ser superior à ser alcançado, vínculo com natureza, como os campos descritos nas cartas de Werther, momentos nos quais presenciou com Lotte, dramaticidade, egocentrismo no objetivo da personagem, o uso de substantivos abstratos e figuras de linguagens como metáforas.
Todos estes aspectos fazem da obra um clássico fácil de se ingerir, apesar da suposta ‘idade’, a obra é bem facilitadora em relação à leitura.
Em suma, uma curiosidade: Após a sua primeira publicação, em 1774 como dito, teria ocorrido na Europa uma onda de suicídios, e esta atribuída à influência do personagem de Goethe, e que foi chamada "efeito Werther".
Gabriel M.D 14/10/2016minha estante
Poderia ter ativado o aviso de Spoiler '-'


Victor.Hussein 09/11/2016minha estante
foi mal cara, em algumas resenhas esqueci de colocar o spoiler




renatoag 18/01/2011

Datado e fraco
Mais de 200 anos depois da publicação de Werther, o livro ainda é indicado e muitas vezes favoritado por aqueles que preferem uma literatura mais subjetiva. Por que isso acontece?

Werther possui um grande peso histórico. Na época em que foi lançado, foi um sucesso, por promover a identificação entre o protagonista e os adolescentes burgueses, que se sentiam deslocados da sociedade em que foram criados e fechavam-se em introspecção. Além disso, se não me engano, o livro foi pioneiro na abordagem temática do suicídio.

Conheço pessoas que se interessaram pela temática do livro, mas que desistiram dele ao começar a leitura, assim como também conheço pessoas que tem ele como favorito. Em ambos os casos temos que chamar a atenção para a construção do personagem e sua maneira peculiar de se expressar.

O protagonista é um desiludido, vive um amor difícil de se concretizar e por isso passa a maior parte do tempo em ilusões e lamentações. Essa é a parte que atrai os dois tipos citados acima. Mas sua forma de se expressar, com excessivas exclamações e adjetivações para demonstrar a sua exagerada tristeza impede que a obra seja lida da mesma forma como foi há 200 anos e entedia leitores. Apesar disso, ainda temos uma parcela que gosta da obra, e muito provavelmente se identifica com Werther.

Tendo em vista a carga literária das pessoas que citei acima, posso afirmar com certeza, que aquelas que desistiram da obra, foram as que ja saíram dos clássicos e leram livros com linguagem mais aproximada da atual. Ou seja, a falta de hábito parece levar à uma identificação forçada com a figura ultrapassada de Werther.

A minha avaliação foi baseada na minha percepção e não pela importância do livro, já explicada no comentário. As palavras, o modo como o livro tenta desenvolver no leitor sensações de melancolia, são datadas, e em consequência, ineficazes, impedindo que o livro atinja o seu objetivo.
Pri 19/01/2011minha estante
Olha, vou ser sincera, tb acabo de ler e confesso que nao gostei do livro....


Dayse 19/02/2011minha estante
Respeito sua opinião, mas penso que é meio pesado fazer esse julgamento de que "só é um livro de peso histórico".
Talvez Romantismo não seja sua escola literária, eu penso que é necessário uma sensibilidade para 'entender' Goethe, o título do livro por si só já deixa clara a temática da obra; são sofrimentos, não histórias bem sucedidas.




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