Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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leila.goncalves 24/07/2018

Março Fundamental Do Romantismo
Publicado originalmente em 1774, "Os Sofrimentos do Jovem Werther" foi escrito em apenas quatro semanas por Johann Wolfgang von Goethe e, desafiando a passagem do tempo, é considerado como o mais famoso e importante romance alemão.

Sua história remete a banalização da vida e glamourização da morte e foi inspirada em dois fatos reais. O primeiro refere-se ao envolvimento do escritor com uma mulher casada e o segundo ao relato sobre um homem que tirou a própria vida movido por uma profunda depressão desencadeada por uma desilusão amorosa.

Apontado como marco fundamental do Romantismo, sua leitura é uma excelente sugestão para compreender esse movimento. Seu texto apresenta com subjetividade e emoção uma paixão platônica de tal forma idealizada, que o desejo de escapismo conduz à tragédia. Em linhas gerais, trata-se da obsessão de Werther por Charlotte, uma jovem comprometida com outro homem.

O livro é narrado através de cartas do protagonista para um amigo chamado Wilhelm, e oferece a perspectiva unilateral de uma história apontada como responsável por uma onda de suicídios na Europa por conta do seu forte impacto nos "corações despedaçados" da época.

Nesse caso, a vida imitou a arte, no entanto, hoje em dia, raramente, alguém faz o mesmo. Aliás, o amor romântico, único e imensurável anda meio desacreditado, estando a violência geralmente voltada para a pessoa amada e essa dicotomia aponta para uma interessante mudança comportamental.

Finalmente, uma boa recomendação é o filme alemão "Goethe!" (2010), dirigida por Philip Stölz, que relata a vida do escritor enquanto escrevia esse romance.
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JeCSS 23/07/2018

Argh
Que porre de personagem, Bentinho não deve nada a seu predecessor
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Deia 08/06/2018

Amor
Werther, Ah! Werther como era apaixonado pela natureza, pelos outros e por Carlota, pena que esse amor não bastou para lhe dar força para continuar. Adorei esse livro, gosto do português norma culta, gosto de ler nesse estilo, engrandece nosso vocabulário. Quanto se é certo ou errado o que werther fez, não julgarei, porque se ele não o tivesse feito a história não teria repercutido na época e quiçá teria se tornado um clássico.
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CarolSeco Revisora 27/05/2018

Ótima descrição da realidade.
Mesmo sendo antigo, retrata uma situação vivida por muitas pessoas: o primeiro amor, a primeira paixão. E a reação quando as coisas tomam um rumo diferente do esperado.
Foi interessante o autor ter usado diversos personagens em situação semelhante para fazer o protagonista refletir sobre sua própria história.
E é muito legal saber que ele se inspirou em sua própria vida para iniciar a obra além de tê-la escrito em apenas quatro semanas.
Vale a leitura!
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Rodrigo Pamplona 17/05/2018

Fundamental é mesmo o amor... (Sem Spoilers)
Se fosse para resumir tudo em uma casca de noz, eu diria que Werther é o relato de um amor avassalador, dilacerante, expresso como uma espécie de confissão íntima. Romance epistolar, a história é desenvolvida em forma de cartas enviadas pelo protagonista, Werther, a seu melhor amigo, Wilhelm, de 1771 à 1772.

Aqui, já gostaria de adiantar que tenho verdadeira paixão por este tipo de estruturação de texto, pois, além de empregar maior realismo ao livro, cria uma aura de intimidade e comunhão imediata com o que se está lendo. Nessa toada, Goethe conduz o leitor através das experiências de seu personagem-narrador, levando-o pelas paisagens verdejantes da Alemanha e pelos costumes muitas vezes surpreendentes do século XVII, buscando o equilíbrio tênue entre o relato fidedigno, a intimidade do tête-à-tête epistolar, a expressão imediata das impressões e a reflexão a respeito do que via.

O resultado é um livro notável.

A qualidade do texto é tão incrível e o relato é tão intimo e privado que o leitor chega a se sentir um intruso, como se violasse correspondências alheias. A linguagem, tão própria da época em que Goethe escreveu a obra, evoca o romantismo e o palavreado de tempos remotos. Afirma-se ser um relato autobiográfico, daí a sensação de realidade dos fatos.

Começando alegre e despojada, a história vai se aprofundando mais e mais, chegando ao seu ápice no capítulo final, quando o Werther que conhecemos no início do livro já não é o mais mesmo, inflamado por uma série de sentimentos, dos quais o mais proeminente é uma comovente mistura de amor e loucura.

Ao fechar o livro, me questionei se, em uma época tão diferente daquela que aparece nas páginas que compôe a obra, seríamos capazes de sentir esta mesma comoção, de vivenciar a intensidade de sentimentos de Werther. Longe das amarras da modernidade e das distrações tecnológicas de hoje, do amor fugaz, das relações líquidas tão bem explicadas por Bauman (onde ao menor sinal de defeito de fabricação as pessoas são rapidamente descartadas), creio que a expressão de sentimentos fosse mais profunda, embora não necessariamente menos explosiva.

Enfim, escrito em apenas 4 semanas, só posso imaginar o nível de arrebatamento, concentração e consciência atingido por Goethe para escrever um livro como esse. A obra certamente continuará viva pela eternidade, mexendo com as mais profundas emoções do nosso ser.

1000 vezes bravo!

Leva 5 de 5 estrelas cadentes.

PS: Como curiosidade, essa edição da Martin Claret mostra as páginas como pergaminhos e, fato inusitado, apresenta um questionário no final com 9 perguntas sobre a obra.

Passagem interessante:

“Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?”
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Bruna 02/05/2018

Precisamos falar sobre os Werther’s que vivem ao nosso redor!
Tive que ler rápido, não podia me demorar ou agonizaria junto às angustias do jovem Werther.
Senti vontade de adentrar o livro, de conversar com ele, de mostrar que existem muitos caminhos para livrá-lo de seu triste destino.
É uma leitura espetacular, mas nada confortável.
Este desconforto nos toca porque não se trata apenas de ficção, nem de um romance de época.
É sobre vida real, sobre o mundo contemporâneo e sobre algo que continuará a acontecer no futuro.

Em meu caso, foi mais do que uma leitura. Me tocou de forma profunda, onde pude me enxergar na própria pele do jovem ali retratado.
Foi necessário olhar ao redor e reconhecer tantos Werther’s que convivem conosco.
Mesmo aqueles que menos transparecem, e podem estar vivendo um tormento interno.

E como ajudar? O que fazer além de sensibilizar?
Como enfrentar um fantasma que ainda é tão obscuro? Tão enigmático?
O inimigo, neste caso, é invisível. E nós nada mais somos do que cegos em meio ao bombardeio.

Como ação prática, estou nessa semana me inscrevendo como voluntária do CVV (centro de valorização à vida), onde farei um curso grátis para entender um pouco mais sobre o suicídio e, em seguida, ajudar pessoas que estão à beira de acabar com sua própria vida.

Esta resenha é para te indicar a leitura, mas ela é mais do que isso.
É para te incentivar a tomar uma atitude também.
A existência tem mais significado quando usamos nossa própria vida para contribuir com a vida de alguém.
Viver é raro, é magnífica e SEMPRE há esperança, SEMPRE tem uma saída, mesmo quando não conseguimos enxergar isso sozinhos.
Que livros como este possam nos tornar mais conscientes da preciosidade que temos em nossas mãos: de estudar assuntos tão pouco explorados e, a partir do conhecimento, ser capaz influenciar pessoas beneficamente e nos iluminar através desta missão!
Sérgio.Aquino 14/05/2018minha estante
Excelente. Acho que você iria gostar de ler "Em busca de sentido" de Víktor Frankl.


Bruna 15/05/2018minha estante
Obrigada pela recomendação, Sergio, vou procurar! :)


Fábio Justus 09/06/2018minha estante
Bela resenha, se não leu, sugiro também, os trabalhadores do mar, de Victor Hugo




Silvana (@delivroemlivro) 29/04/2018

O primeiro romântico
"Os sofrimentos do jovem Werther", romance epistolar, marco inicial do Romantismo conta a história de uma pessoa, por essência, inconformada e com uma profunda inaptidão para o cotidiano, para a vida comum. Mais do que mera inadequação, Werther depende da contrariedade para viver, para combater aquilo que mais o amedronta: a mediocridade, o senso comum. Em contraponto, ama. Ama fervorosamente: as árvores, as colinas, os rios, as criancinhas e, em especial, ama Carlota. Tem compaixão pelos desvalidos, pelas viúvas, pelos enfermos. Em tudo exagera o jovem Werther, seu temperamento é teatral.

Werther é na verdade um personagem de si mesmo, uma ficção na qual ele acredita piamente. Por detrás de tanta sensibilidade e benevolência, esconde-se uma criatura ensimesmada, egocêntrica e teimosa e, acima de tudo, um narrador muito pouco confiável.

O seu grande amor por Carlota, tema principal do livro (e da sua existência) me pareceu muito pouco convincente. O tempo todo tive a impressão que Carlota foi eleita por ele como uma espécie de tábua de salvação, depositou, sem pedir licença, em seu colo, todas as suas frustrações. Queria fugir do mar de mediocridade no qual se afogava e, vendo-se diante da impossibilidade de sair vitorioso desse naufrágio, vai na direção do abismo.

A parte mais interessante é a forma como o instrumento escolhido por ele para dar fim a si mesmo chega às suas mãos. Esse episódio nos é contado por outro personagem, esse sim parece ser um narrador confiável. Quando descobrimos por quem passou o tal objeto, entendemos o que realmente Werther significa para essas pessoas: um estorvo, um problema. E ele também compreende, esse pisciano com ascendente em câncer (ou seria um canceriano com ascendente em peixes?) diante da brutal evidência, escolhe não abandonar seu personagem. E conclui a narrativa no papel mais adequado à sua personalidade: sai de cena como mártir, eternizando nas almas que conviveram com ele o remorso, o trauma. Exercendo em toda sua magnitude o poder de uma vítima. Sai da vida para entrar na Literatura!
Bruna 10/05/2018minha estante
Tua opinião sobre a impaciência que ela aguça nas pessoas é válido, mas acredito que é consistente por uma verdade contrária a tua: quando a paixão acende a fogueira dentro de nós, todos aqueles que não conseguem sentir o fogo, não sabem o que é o sentir. Acho que ele tenha se tornado um mártir, uma alma miserável, justamente em razão de sua paixão eloquente, poderosa e arrebatadora.
Quando nos apaixonamos temos um histórico de vida, portanto, dificilmente não olharemos para o outro como uma maneira de apagar algo de ruim de nossa vida. Não acredito que seja uma posição medíocre, apenas vontade de ser feliz. Esta vontade gera incoformismo a medida que não é realizada, pois imagina-se que aquela pessoa, se estivesse em sua vida, transformaria toda a sua situação.


Bruna 10/05/2018minha estante
ele*




Bêa 25/04/2018

Fiquei cozinhando a ideia de ler esse livro por muito tempo porque já sabia como terminava. E quando acabou fiquei estática e arrepiada. Uma das melhores leituras que já fiz.
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Coruja 05/03/2018

Há muito eu estava devendo a leitura de Os Sofrimentos do Jovem Werther - é um título que está na minha lista desde que devorei Fausto, alguns meses antes de começar a faculdade. Goethe me fascinara com a história do sábio doutor e o demônio Mefistófeles e queria muito conhecer mais dele. Mais de uma década depois, peguei uma edição de bolso do Werther para afinal completar tal lacuna. Não tenho desculpas para esse atraso, além do fato de que havia muitas pilhas de livros ainda não lidos na estante...

Escrito em forma epistolar, Os Sofrimentos do Jovem Werther resume muito bem sua história no título. Jovem, inteligente, dado à melancolia, ao romantismo e ao exagero, Werther navega meio sem rumo pela vida, desenhando, lendo poesia e ouvindo as histórias do povo, até conhecer Carlota. Órfã de mãe, Carlota cuida do pai e dos irmãos menores com desvelo. Seu pragmatismo para as coisas familiares, contudo, não afeta a alma sensível e romântica. Para além da beleza, o gosto pela música, pela dança e pela literatura fazem com que Werther se aproxime da moça. E tudo iria muito bem, não fosse um pequeno detalhe: Carlota é noiva de Alberto, um jovem comedido e sensato, com quem, a princípio, Werther também admira e devota amizade.

Para tentar esquecer a moça, Werther acaba por aceitar um emprego burocrático do governo em outra cidade. A rotina, a suposta pequenez de seu chefe e da sociedade do lugar para o qual se mudou começam a sufocá-lo e não demora muito para que ele esteja de volta aos pés de Carlota, a essa altura, já casada. Conhecendo seu caráter e os arroubos já antes ditos, não é preciso muito esforço para compreender que estamos diante de uma tragédia anunciada.

Goethe convence muito bem da verossimilhança de sua obra. O livro abre e fecha com notas de um editor anônimo, que teria compilado as cartas, visitado os locais e as pessoas citadas para investigar os fatos, antes de apresentá-los ao leitor. A retirada de nomes de locais, de pessoas, de sobrenomes dos protagonistas, são recursos que passam a impressão de que se está a proteger a identidade delas. O próprio fato de que temos apenas as cartas de Werther como fio narrativo, sem as respostas do amigo, Guilherme, reforçam essa impressão geral.

Termos apenas o lado de Werther cria também uma ambiguidade sobre os outros personagens. Temos apenas a narrativa dele, a forma como ele enxerga o mundo e as justificativas que ele dá àqueles que encontra em seu caminho. Werther enxerga o que quer enxergar, quer seja uma suposta intolerância por parte de Alberto, quer seja uma correspondência de seu afeto por parte de Carlota. Levados pela intensidade dele, é difícil tentar julgar os outros personagens sem ser pelo seu filtro. Ou, pelo menos, foi isso que aconteceu comigo.

Simpatizei com o Werther da primeira parte, ingênuo, entusiasmado e fundamentalmente autêntico. Ele é generoso com seu tempo, sem seu talento, com sua bolsa. Ele escuta os aldeões, busca conhecer suas histórias, encanta-se com crianças, perde-se nas belezas que o mundo pode oferecer. Seus primeiros encontros com Carlota, descritos com delicadeza e afeto, transformam cenas prosaicas em pequenos bibelôs. Sua aversão à burocracia e à falsidade, quando passa a trabalhar para o embaixador, é algo fácil com que se identificar.

Mas, então, Werther larga tudo, trabalho e responsabilidades, não escondendo o desdém por aqueles que considera abaixo de si intelectualmente. Há empáfia e arrogância em seus comentários sobre aqueles que deixa para trás e talvez tenha sido esse o momento em que comecei a enxergá-lo como um menino mimado, egoísta. Seu arrebatamento no retorno para Carlota, a maneira como ele prioriza seus próprios sentimentos acima de todos que o cercam, tornando-se não apenas inconveniente como extremamente cruel, fizeram com que ele perdesse toda a minha simpatia.

O amor que ele protesta por Carlota, para mim, não é amor, mas paixão obsessiva, ciumenta, perigosa. É um amor que se reflete na história do camponês com quem Werther faz amizade no começo do livro; o homem que, apaixonado por uma viúva, acaba por matar outro empregado porque 'se ela não fica comigo, não fica com mais ninguém'. Que Werther se identifique com esse colono, que justifique o crime porque 'foi por amor' diz muito mais que um sem número de cartas apaixonadas. A essas alturas, não há mais como torcer pelo rapaz e suas atitudes finais, a escolha maliciosa das armas para seu suicídio - de forma a causar o máximo de culpa e desespero - não podem ser vistos como menos que calculadas.

Desconfio que estou pelo menos quinze anos muito velha e muito cínica para me deixar de fato seduzir pelo romantismo de Werther. Tampouco consigo entender como o sentimentalismo do rapaz influenciou tantos leitores a se matarem - o livro é famoso pela epidemia de suicídios que deixou em seu rastro, quando foi publicado, em 1774, algo que ficou conhecido na história como "Efeito Werther" -, o que talvez se explique pela diferença no contexto histórico. Contudo, não é difícil perceber porque Os Sofrimentos do Jovem Werther é um dos grandes clássicos da literatura ocidental e um marco do romantismo.

Goethe soube trabalhar cada faceta de seu protagonista, e cada palavra de suas cartas. Não há expressões supérfluas, nem cenas que destoam do todo; tudo o que acontece é por um motivo, espelha um outro momento do romance - e isso cria um efeito muito interessante de eco, de antecipação. Desde o começo, há o prenúncio daquilo que virá, não só pela espiral depressiva de Werther, mas por outros detalhes também (como a recorrência das pistolas de Alberto em cena). Tudo isso faz com que o livro seja bem conciso - são menos de duzentas páginas - sem deixar nada importante de fora; não há necessidade de mil e uma explicações ou descrições para que Goethe consiga o impacto que a história de Werther encerra. Sendo dada à prolixidade, sempre fico impressionada com autores que conseguem dizer tudo o que é preciso dizer de forma tão precisa. Por outro turno, impressionou-me o vocabulário (tive de parar algumas vezes para ir ao dicionário) e, olha, nesse quesito, creio que essa tradução da Nova Fronteira ficou de parabéns.

Pessoalmente, ainda prefiro Fausto, ou melhor, Mefistófeles, que acho um personagem interessantíssimo. Mas Werther, inclusive por conter algo de autobiográfico (Goethe teve uma paixão intensa e proibida por sua própria Carlota, noiva de um amigo seu), sem dúvida merece a importância literária que tem. Menino mimado pode ele ser, mas é também um poeta como poucos.

Está findo o contrato. Vamos ao próximo...

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2018/03/sofrendo-com-o-menino-werther.html
Salomão N. 05/03/2018minha estante
A obra inteira do Goethe é autobiográfica ao extremo, do Werther ao Fausto, passando pelo Wilhelm Meister e outros personagens!
Pois é, também não sou um grande apreciador desse romance, mas sou um apaixonado pela tragédia do Fausto na versão Goethiana.


Emmerson 05/03/2018minha estante
Ótima resenha! Vejo o Werther como uma boa obra de um escritor em começo de carreira. Ainda distante da qualidade narrativa que ele demonstraria com o Wilhelm Meister ou a criatividade do Fausto.




Livros, câmera e pipoca 02/03/2018

Clássico epistolar que gerou polêmica na Europa
Este famoso clássico de Goethe foi um divisor de águas para a literatura alemã. Publicado em 1774, foi um marco do Romantismo, já que foi contra ao domínio do intelecto em detrimento da afetividade, a liberdade de expressão e dos sentimentos e pensamentos do homem. Trata-se de um romance epistolar (história contada através de cartas), onde o protagonista Werther envia várias cartas para seu amigo Guilherme. Através delas vemos toda a frustração amorosa de Werther com sua amada Carlota.

site: https://livroscamera.wixsite.com/meusite/single-post/2018/03/02/Livro-Os-sofrimentos-do-jovem-Werther
Isabella 22/04/2018minha estante
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Fernando 26/02/2018

A Ventura de um coração despedaçado
Goethe nos brinda com uma de suas maiores e mais atemporais obras.
Acompanha-se durante quase dois anos as ternuras dedicadas por um jovem apaixonado a uma das moças mais íntegras e românticas já concebidas na literatura. Em “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, vemos os devaneios e os variados estágios de sentimento pelos quais só uma alma atormentada por um amor não correspondido pode conceber.

O protagonista, Werther, dirige-se a uma cidade idílica no interior, bem provido de seu sustento por economias familiares e lá, encontra um panorama diferente daquele que sempre esteve acostumado. Em suas primeiras experiências, descobrimos as alegrias que sente ao conhecer cada figura do vilarejo, que desempenhariam em sua vida, o despontar de uma alegria breve, mas que lhe seria essencial para os acontecimentos que mudariam sua vida logo a seguir.

O fator Charlotte, aparece para Werther em uma noite de baile. Encanta-o de inúmeras formas e a atração de duas mentes afins é mutua. Vemos como ele descobre-se preso à sua companhia e como ela o presenteia com o deleite de um amor puro que só a amizade pode conceber.
Werther, no entanto, como muitos dos jovens que o seguiram ao túmulo, não estava contente apenas com a amizade e, mesmo sabendo que Lotte era prometida a Alberto, homem que Werther considera bom, honrado e íntegro, desencadeia dentro de seu coração a paixão avassaladora que terminaria por dar fim à sua vida e mergulhar Alberto e Charlotte em luto pelo amigo suicida.

É curioso como, mesmo amando a esposa de Alberto, Werther não consegue odiá-lo, pois enxerga nele, ao mesmo tempo, um rival no amor e um amigo querido. É uma relação curiosa, como se fosse uma espécie de triângulo do amor, onde todas as pontas se amam, mas de formas diferentes.
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Josué Brito 21/02/2018

Os Sofrimentos do Jovem Werther: uma análise da racionalidade humana
Quando, pela primeira vez, ouvi falar do livro Werther, do Goethe, estava em um simpósio médico sobre as várias faces do suicídio, no qual se tratou, entre outros temas, de como a divulgação ampla de um suicídio cria um pico de emulações do ato, efeito que pela primeira vez foi observado depois da publicação do livro em 1774.
Werther é um dos romances mais emblemáticos e filosóficos que já li (em extâse). O personagem Werther é um homem desprendido da ideia animal de autopreservação. É um homem destinado a viver suas escolhas com intensidade. Uma dessas escolhas é a transferência de sua felicidade para a jovem Charlotte (Carlota). Essa é uma jovem que exerce papel maternal para com os irmãos órfãos. A beleza, a simplicidade e a representação de um ideal se tornam gatilho de uma paixão sem limitações e medida. Todavia, Werther encontra um limite ético para seu amor, Alberto, o noivo justo da jovem Charlotte. Encontra-se um impasse, vale a vida sem quem se ama? A vida é um bem por si ou tão somente quando qualificada pela felicidade e realizações?
Estruturalmente, Werther é um livro epistolar, sendo qualificado como um dos primeiros romances. Um clássico precursor de clássicos. É um livro para o leitor encontrar suas angústias existências, não para curá-las.
Indico o livro para todos aqueles que discutem sua existência e se amor de fato é um objetivo a ser perseguido com afinco. Deixo também a sugestão para que leiam o livro depois de terem lido o Mito de Sísifo de Albert Camus e depois que se siga com O Suicídio de Durkheim. É uma leitura para estudiosos e apaixonados, cada qual viverá o prazer a sua maneira.
Carol Abrantes 22/02/2018minha estante
Belíssima resenha!!




Laura 23/01/2018

werther, o romântico
preguiça eterna, principalmente da segunda parte.
O mais legal, na minha opinião foram as cartas verdadeiras de Goethe pro casal que inspirou Carlota e Alberto.
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