O Continente - Vol. 1

O Continente - Vol. 1 Erico Verissimo




Resenhas - O Tempo e o Vento: O Continente - Vol. 1


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Gláucia 03/04/2011

O Tempo e o Vento - O Continente I
Esse volume inicia a saga do Sul, composta por 7 volumes. Aqui já aparecem os principais personagens: Ana Terra que acaba se tornando a matriarca, seu filho Pedro Terra e sua neta Bibiana que também se transformará numa espécie de pilastra do clã Terra/Cambará. Também é nesse livro que surge o Capitão Rodrigo, guerreiro valente e mulherengo, com quem Bibiana se casa.
A história local, suas revoluções, formação cultural, descrição da paisagem tornam a obra um verdadeiro tratado histórico.
Joubert 02/04/2011minha estante
Gláucia, pela sua resenha poderia falar que ele seria "Os Miseráveis" brasileiro?! Histórico
e descritivo.


Marta 09/08/2019minha estante
Você leu toda a saga?


Gláucia 09/08/2019minha estante
Eu li sim Marta, e foi de uma tomada só. Só bons mas se torna repetitivo pois é basicamente a mesma história contada por pessoas diferentes de uma geração a outra. Talvez eu devesse ter lido aos poucos, intercalando com outras leituras


Marta 09/08/2019minha estante
Esse teve o mérito de me trazer de volta o prazer da leitura. Eu não estava conseguindo gostar de nada, começava um sem número e não acabava nenhum. Então vou deixar para ler intercalando com outros. Estou nas últimas páginas desse aí, faltam menos de dez. Você acha que seria cansativo já ir direto para o volume dois ou é só de uma série para outra?


Gláucia 10/08/2019minha estante
Acho que não tem problema. Foi msis pra frente que comecei a me cansar




Li 14/03/2011

DESAFIO LITERÁRIO 2011 - MARÇO - ROMACES ÉPICOS

Sinopse:A trilogia O tempo e o vento (...) é a mais famosa saga da literatura brasileira. São 150 anos da história do Rio Grande do Sul e do Brasil que o escritor compôs em três partes - O Continente, O retrato e O arquipélago -, publicadas entre 1949 e 1962. O primeiro volume de O Continente abre a trilogia. Erico mergulha no passado do Rio Grande do Sul e do Brasil em busca das raízes do presente. O Continente, segundo o crítico literário Antonio Candido "um dos grandes romances da literatura brasileira", lança o leitor em plena ação, durante o cerco das tropas federalistas ao Sobrado do republicano Licurgo Cambará, em 1895, para em seguida retroceder um século e meio e mostrar as origens míticas e históricas do clã Terra Cambará. Acompanhando a formação dessa família, Erico nos apresenta toda a saga. Em sua galeria de personagens há figuras fascinantes, comparáveis a grandes ícones da literatura nacional como Peri, Capitu e Macunaíma. A forte Ana Terra, o valente capitão Rodrigo Cambará, a sedutora Luzia Silva e o curioso doutor Carl Winter são alguns desses personagens eternamente vivos na imaginação dos leitores. Desfilam no romance as disputas entre famílias pelo poder local, regional e nacional; as guerras de fronteira e as civis; a bravura dos homens e a tenacidade das mulheres; a pobreza de meios e a violência contra os desassistidos. Valores caros ao escritor entram em cena: a sobriedade, a liberdade e a coragem - que muitas vezes não está nos campos de batalha, mas na simplicidade do cotidiano e na resistência capaz de sobreviver aos desmandos políticos.

Sempre tive vontade de ler esta trilogia! Lembro de que li um texto do livro que falava de “um certo capitão Rodrigo” numa aula de literatura, e isto ficou gravado na minha memória ("Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho!")... Finalmente, pensei, vou conhecer Ana Terra, o capitão Rodrigo e a família Terra Cambará! Quando coloquei os olhos nos livros, vi a tarefa titânica que teria pela frente, já que descobri que a trilogia é composta de sete livros enormes! Mas vamo que vamo!
Resenhei aqui os dois volumes do primeiro título da trilogia, achei que a subdivisão era só no meu exemplar velhíssimo, mas acabei descobrindo que não é! Rs.

Bom, quem já ouviu falar do livro sabe que Érico conta uma história de séculos, a saga da família Terra Cambará, dentro de outra história, a do Brasil e do Rio Grande do Sul. Ele reveza, capítulo sim, capítulo não, o “presente” em fins do século XIX, no cerco ao sobrado da família Terra Cambará, que não deixa de ser um personagem, e o passado, partindo de meados do século XVIII, o que deixa o livro com um ritmo ótimo, na minha opinião! Antes de cada capítulo, ele faz uma espécie de introdução a novos personagens na história e uma explicação ou outra sobre a narrativa. Estas partes tem um ritmo maravilhoso!

Pela quantidade de descrições e detalhes, logo nas primeiras páginas tive vontade de desistir, até lembrar que qualquer outro do tema daria na mesma. E achei o livro tão sério... Minha persistência foi recompensada quando “conheci” Ana Terra! A partir da entrada da família Terra, acabei me envolvendo no livro e adorando! E depois que Capitão Rodrigo Cambará aparece na história, a narrativa fica mais divertida e segue este ritmo até o fim, apesar dos acontecimentos... Lembro que penei para sair das primeiras páginas de “viva o povo brasileiro”, de João Ubaldo, e hoje é um dos meus livros preferidos. Acho que esta trilogia vai acabar indo pelo mesmo caminho.

O que acho bom deste tipo de narrativa, que não é só épica, mas também histórica, é que se pode ter um vislumbre de época, neste caso pelos pontos de vista militar, religioso, científico, político e comum, de uma forma direta, simples, sem doutrinação e com clareza, que nenhum livro didático daria. Este livro passa por muitos momentos de revoluções, acontecimentos históricos do Brasil e do mundo, evolução tecnológica, a introdução de hábitos estrangeiros, influenciados principalmente pela imigração Alemã e Italiana, e fica mais realista porque Érico inseriu este contexto de passagem de tempo e evolução de fatos dentro de uma localidade definida... a forma como esses acontecimentos se refletem e influenciam a vida, a personalidade e as atitudes de seus habitantes. Os conflitos e acontecimentos históricos são só um pano de fundo para as vidas das pessoas comuns e suas histórias, ainda mais interessantes!

Livro excelente! Leitura super recomendada! Este trecho abaixo é a visão dos habitantes de Santa Fé pelos olhos do médico alemão Carl Winter, habitante da região e observador da natureza humana:
"Comparava o mundo em que nascera e vivera até os trinta anos com o mundinho de Santa Fé. Ali naquela vila perdida na extremidade sul do Brasil representava-se também uma comédia humana, que era uma paródia da que Winter vira na Europa. Os atores seriam menos consumados, o cenário mais pobre. Mas os eternos elementos do drama lá estavam: o amor, o ódio, a cobiça, a inveja, o desejo de poder e de riqueza, a sensualidade, a vingança... e o mistério."

*http://desafioliterariobyrg.blogspot.com/*
Viquinha 17/03/2011minha estante
Oi, Li! Amo EV. E só de vê-la comentando sobre o livro, me deu vontade de embarcar nessa aventura épica. Òtima resenha!

Bjs


Evelyn Ruani 17/03/2011minha estante
Acredita que nunca li Erico Verissimo? Eu tinha um certo pré-conceito com a literatura brasileira na adolescencia e época da escola. Acho que era o meu ariano se revelando e ficando contra a leitura já que era obrigatória! rs
Mas hoje tenho muita vontade de conhecê-lo e ler principalmente "Olhai os lírios do Campo".
Belíssima resenha e boa sorte nos demais livros! :) Vc vai conseguir com certeza!
Bjosssss


Liz 20/03/2011minha estante
eu simplesmente amo o Luis Fernando Verissimo, e sempre leio as suas cronicas. acho que já esta mais do que na hora de começar a ler o que o Erico escreveu, né? >.<
fiquei com muita vontade de começar a ler os livros dele por essa trilogia. adorei sua resenha!
bjs o/


Gaúcho 06/05/2012minha estante
O melhor que li. Se alguém já leu algo parecido, ou que pelo menos lembre, favor indicar




Felipe 06/04/2019

O livro do Tempo e da Vida.
2012 foi o ano em que a Literatura entrou em minha vida. Minha idade era 15-16. Os livros que mais me marcaram naquele ano foram: Cidade de Deus - Paulo Lins, 1984 - George Orwell, Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski e O Tempo e o Vento - Érico Verissimo. Dos quatro, falarei sobre o último.

O Tempo e o vento, trilogia dividida em três partes: O Continente, O Retrato e o Arquipélago, é a obra-prima de Érico Verissimo. Apesar do tamanho ser equivalente ao da Bíblia Sagrada, sua leitura é fluída e acessível. Todavia, facilidade aqui não deve ser confundida com superficialidade. Ao longo da trilogia, acompanhamos a trajetória da família gaúcha Terra-Cambará, da metade do século XVIII até o final da segunda guerra mundial, de modo que os grandes episódios históricos nacionais estão ligados a vida dessa família, como os conflitos bélicos nacionais, o governo republicano, a tirania dos coronéis, etc.

Para além do enredo e do contexto histórico social da obra, o qual já é amplamente discutido e debatido, quando lemos o Tempo e o Vento, começamos a refletir sobre a vida, sobre a existência e, principalmente, um de seus principais motores: O tempo e seus efeitos sobre os seres . Acompanhamos a vida de muitos personagens, tanto em sua juventude quanto em sua velhice. Isso nos leva a perceber que as pessoas idosas outrora foram jovens e sonhadoras como nós, jovens, o somos no presente momento. Também nos mostra que um dia envelheceremos e, por fim, morreremos. Dar-se conta dessas coisas aos 16, idade que eu tinha quando li esse clássico, causou-me um impacto profundo, trazendo-me a sensação da brevidade que é a vida. Percebi o quanto ela era curta e que eu deveria fazê-la valer a pena.

É um livro que pode mudar e transformar radicalmente o leitor, como ocorreu no meu caso, já mencionado acima. Para mim é o maior clássico da Literatura nacional, com todo respeito a famosa trilogia realista de Machado de Assis, a qual também se encontra entre meus livros favoritos. Pouquíssimas obras literárias conseguem abarcar o fenômeno da vida, do tempo, do nascimento a morte, como faz essa obra. Não preciso mais repetir que vale muito a pena.
Mrs. Helena Gouveia 06/04/2019minha estante
Muito bacana tua resenha. Fiquei mais empolgada quando vc disse que a leitura não é tão complicada assim. Por alguma razão eu achava que seria. E eu passei a gostar mais de literatura em 2011, eu tinha 14, temos a mesma idade lol.


Felipe 06/04/2019minha estante
Kkkkk. Érico Verissimo é de boas, pode encarar sem medo. Além disso, ele é muito profundo na abordagem histórica.


Júnior 13/04/2019minha estante
Tenho esse também, sempre março de ler e acabo adiando a leitura.


Felipe 13/04/2019minha estante
Tem que parar de ficar adiando, man. Rsrs




Fernanda Sleiman 18/05/2019

O grande
Eu não sei o porque tinha tanto medo de Erico Veríssimo, que obra meus amigos, que obra!
Wanheda 19/05/2019minha estante
Oi tudo bem, a escrita é difícil?


Fernanda Sleiman 20/05/2019minha estante
De jeito nenhum! Eu pensei que seria, mas me surpreendeu!


Wanheda 21/05/2019minha estante
Achei a coleção completinha na minha escola mas estava com esse medo , obgg pela a ajuda


Fernanda Sleiman 21/05/2019minha estante
Você não vai se arrepender! De uma chance para Erico Veríssimo, eu sempre tive um pouco de receio hoje eu vejo que perdi muito tempo fugindo!




Joao.Carlos 02/01/2018

O Continente
Os finais de tarde com meu chimarrão nunca mais foram os mesmo. Sentirei saudades dos causos de Santa Fé.
Pasquali 13/01/2018minha estante
Buenas parceiro você leu essa edição com os doisvolumes de o continente? Como é a edição? Vi que é econômica e fiquei com o pé atrás.. o papel é branco ou amerelado? As folhas são muito transparentes? Obrigado!


Tina 14/07/2019minha estante
Pasquali, eu li a edição econômica e gostei bastante! Também sou relutante nestas situações, mas aprovei. As páginas são amarelinhas, bem como a gente gosta...e não são transparentes não!




Danielle (@chimarraoelivros) 28/08/2009

tente ler umas 2 vezes na época do vestibular, mas acabei desistindo. ainda pretendo ler. gostei muito de um certo capitão rodrigo, por isso quero dar mais uma chance.
Dani 13/02/2017minha estante
Se não leu, não dê estrelas. Negativou sem conhecer kkkkk olha só o despeito dessa mãe kkkk


Danielle (@chimarraoelivros) 29/03/2017minha estante
Mas eu não avaliei, só coloquei que abandonei e coloquei uma resenha para me lembrar de retomar a leitura.




Júlia 11/07/2012

Realidade latente e pornográfica
Minha sensação durante a leitura do Continente foi de admiração e impossibilidade de largar o livro, parecendo muito com a que tive ao ler A Casa das Sete Mulheres. Cada personagem causou-me impacto, a descrição da vida e história de todos eles deixaram-me perplexa. A primeira delas foi Ana Terra, com sua inocência quebrada, seu interesse despertado por Pedro Missioneiro e a ruína de sua sensibilidade até o fim da vida. O sofrimento que se desenrola a partir daí, com todos os personagens, sem exceção, foi o que mais me encantou. A falta de pudor do autor expressando a dor em suas mais diferentes vertentes e desencadeamentos tornaram-me sua fã, que teme e deseja a cada lauda mais uma estupefação. O livro é quase pornográfico por abordar a nudez da alma humana, como se esta fosse fácil de enxergar. Com os olhos de Veríssimo, nunca foram tão nítidas as obscuridades, tristezas e temores que acanham-se dentro da gente. São inegáveis as conflitantes impressões que causaram-me capitão Rodrigo: agi de forma semelhante ao padre Lara, o amando e odiando a cada um de seus atos, e, ao mesmo tempo, invejando sua determinação e vontade que não se abalam de viver, como se a morte não existisse. O mais admirável da história é a forma como o escritor desperta o interesse dos leitores, os emaranhando de tal forma que ao final do livro só pude sentir angústia e vazio, deparando-me com a morte dos membros da família e suas frases e marcas que ficam. A falta de Pedro Missioneiro nunca é remediada, nem a de Ana, muito menos a de Rodrigo, e Bibiana caquética vive em outro tempo onde a avó a compreendia e Rodrigo a fazia feliz... A realidade latente que contém O Continente não se engole facilmente, e pego-me a pensar nos personagens ocupando um raro espaço na literatura brasileira: de inesquecíveis. Concluo então, que romance bem escrito é desses que nos despertam dúvidas, admiração, torpor, vontades inóspitas, e talvez angústia de, junto com os Terra Cambará, perder um punhado de ilusões.
Mariana 02/09/2012minha estante
Faço de cada uma de suas palavras minhas! Exatamente isso que senti a ler esse livro, mal posso esperar para começar a ler o próximo.


Natacha.Mascarello 18/08/2019minha estante
Perfeita a tua resenha!




Thiago Barbosa Santos 01/02/2019

Tomo 1
Em 2019, estou mergulhando em um dos maiores desafios literários da minha vida. Vou ler toda a saga ‘O Tempo e o Vento’, de Érico Verissimo. É uma das obras mais extensas e importantes da nossa literatura. Conta mais de 150 anos de história da família Terra-Cambará, no Rio Grande do Sul. Ao todo, são três livros: O Continente, O Retrato e Arquipélago, divididos em sete volumes.

É uma obra rica e já adaptada para o cinema e para a televisão. Além da ficção, tem todo um contexto histórico e revisita acontecimentos importantes do Rio Grande do Sul dos séculos 19 e 20. A cada volume lido, farei um resumo nas resenhas.

No primeiro volume desta grande saga, começamos a entender como se formou a família Terra-Cambará. Não acompanhamos essa história de forma cronológica. Passado e presente vão se alternando a cada capítulo. É preciso consultar com certa frequência a árvore genealógica da família para entender melhor quem é quem na história.

Conhecemos a trajetória de duas personagens muito importantes desta saga, a Ana Terra e o Capitão Rodrigo Cambará. Cada um tem um capítulo especial. Ana Terra é uma das grandes mulheres da nossa literatura. Pertence a família Terra. O pai saiu com a família de Sorocaba para buscar uma condição melhor no interior gaúcho. Tinha umas terras por lá. Um dia, lavando roupa do rio, a moça encontrou um rapaz ferido. Assustada, foi avisar ao pai e aos irmãos. Os Terra cuidaram do rapaz. Quando se recuperou, descobriram que era de origem indígena e havia sido criado por um padre jesuíta.

Pedro havia sido ferido em um combate. Era um período de muitos conflitos naquele lugar. Os homens, geralmente, morriam cedo nessas batalhas e as mulheres ficavam com a missão de criar os filhos, manter a família de pé. Pedro foi ficando na casa dos Terra como uma espécie de agregado da família. Ajudava os homens no trabalho. Até que um dia Ana Terra se envolveu em uma aventura amorosa com ele e engravidou. Quando o pai e os dois irmãos descobriram, aconteceu uma grande tragédia. Eles sumiram com Pedro. O rapaz tinha o dom das premonições e havia previsto que seria morto pelos irmãos da amada e enterrado aos pés de uma árvore.

Ficou uma ferida aberta entre Ana Terra, o pai e os irmãos. Tempos depois, a mãe morreu, um irmão foi morar em uma outra cidade e ela foi se reaproximando dos seus. Ana criou o filho sozinha. Até que uma outra tragédia marcou de vez a família. As terras deles foram invadidas por Castelhanos, os parentes mortos e Ana severamente violentada por aqueles homem. Tudo na casa ficou destruído. A personagem, na verdade, deveria ter fugido para o mato com o filho, a cunhada e a sobrinha, mas acabou ficando na casa como um gesto de heroísmo. Na casa havia roupas de mulher. Se ela fugisse, seriam todos capturados no mato. Ela se sacrificou na casa pelos seus. Depois do grande trauma, eles saíram da localidade e encontraram pouso em um povoado que estava se formando distante dali, em Santa Fé.

Lá Ana Terra virou parteira, sustentou o filho, Pedro. Quando o garoto ficou mais velho. Participou de duas guerras, mas sobreviveu, formou família e teve uma filha que também é personagem importantíssima no livro, a Bibiana, neta de Ana Terra.

No povoado, aparece certo dia um certo capitão Rodrigo Cambará. Chega desafiando os poderosos da região, ganhando a simpatia de muitos, o ódio de outros e o amor de Bibiana, que mesmo a contragosto do pai, se casa. Foi desta união que nasceram os Terra-Cambarás.

Capitão Rodrigo tem personalidade forte. Tinha amor imenso por Bibiana, mas dava seus deslizes. A moça se mantinha fiel ao marido. Eles tiveram três filhos, uma morreu ainda pequena. Rodrigo morreu em um combate ao tentar tomar o casarão dos poderosos de Santa Fé em uma das tantas batalhas ocorridas na região.

Esse primeiro volume inicia e encerra com a Revolução Federalista, quando o sobrado da família de Licurgo, neto de Bibiana e Rodrigo Cambará, está cercado pelos federalistas. Mesmo assim, eles resistem bravamente a se entregar dentro de casa.
Silvana (@delivroemlivro) 01/02/2019minha estante
Também lerei em 2019.




Natalie 15/04/2016

O primeiro volume de O Continente é narrado em 3ª pessoa, mas em cada capítulo uma das personagens passa a ser o foco, pois o autor conta a história do Rio Grande de São Pedro quando os povoados indígenas da região estavam sob o domínio das missões jesuítas castelhanas; quando os imigrantes portugueses começaram a habitar a localidade por meio de sesmarias; e, por fim, quando já havia vilas e grandes proprietários de terra e gado, quando estourou a Guerra dos Farrapos. Tudo isso é escrito de forma intercalada, sem linearidade. Esse é um dos pontos mais interessantes do livro.

Além do enredo ser maravilhoso, o que mais me agradou é o tom regional em que é contado. Palavras e lendas sulistas, das quais eu jamais tinha ouvido falar, agora são familiares e enriqueceram demais meu vocabulário e conhecimento folclórico.

Érico nos faz entrar tanto no universo dO Continente que os sentimentos das personagens passam para o leitor. Senti, com lágrimas no rosto, o pesar pelas mortes causadas pela guerra, a dor e o desespero das mulheres que tiverem de ser fortes para suportar as perdas da família. Fiquei horrorizada quando povoados foram saqueados, pessoas sequestradas, violentadas e assassinadas sem a menor compaixão. Enfim, em todos os momentos vivenciei como se fosse testemunha ocular dos fatos.

Antes de começar a leitura pensei no quão difícil ia ser enfrentar tantos volumes. Depois de iniciar a jornada, acho que vai ser dolorosa a separação quando acabar a história. vale a pena se debruçar sobre este primor de nossa literatura.
Gustavo 15/04/2016minha estante
Bem interessante. Não conhecia essa saga.




Wallas Felippe 23/07/2009

O Vento e o Tempo / O Tempo e o Vento
Não foi simplesmente o melhor romance da literatura brasileira que eu li; mas sim o melhor romance de toda a minha vida. O Tempo e o Vento foi responsável por fazer eu enxergar a vida com outros olhos; foi este romance que abriu a minha mente para o mundo do conhecimento. Pode-se dizer que: se hoje eu cresci intelectualmente, o responsável foi este romance. Foi um livro que me prendeu do ínico ao fim. Um livro onde mostra toda a destreza e perfeição, no modo de escrer e dá sentimento aos personagens, de Érico Veríssimo. No momento em que lia, era capaz de absorver os sentimentos de todos os personagens; eu acabava sentindo e vivenciando a vida junto com eles. Esta obra foi um grande refúgio para mim...

Quando terminei de ler pela segunda vez a única coisa que me veio à mente foi isso:

Tempo...

Às vezes o tempo é nosso maior inimigo,
Outras vezes é nosso maior aliado.
Nada melhor do que dar tempo ao tempo,
Pois tempo é remédio para tudo

A única coisa que sinto nesse momento é o vento lá fora.
O vento sopra e o tempo passa...
O tempo e o vento...

É noite,
Só encontro você em meus pensamentos.
Meus únicos companheiros são:
O tempo e o vento...

Tudo passa,
A morte chega quando você menos espera.
Só restarão duas coisas:
O Tempo e o Vento...

(Wallas Felippe)
Luis 18/12/2014minha estante
Você me fez chorar com sua resenha, então me sinto na obrigação de ler esta obra agora nas férias. Muito obrigado, Wallas, seu poema é esplendoroso.




Tina 14/07/2019

A leitura é o passaporte do pobre
Apesar de ter nascido no Rio Grande do Sul, nunca fui o estereótipo da gaúcha, amante do churrasco e do chimarrão, das danças tradicionalistas e da bombacha. Mas, curiosamente, sempre senti um orgulho ferrenho desta terra e da história de suas gentes. No colégio, me dava um orgulho só de ouvir os feitos de Bento Gonçalves e seus apoiadores, de Anita e Garibaldi, de qualquer um nascido em solo gaúcho. Eita povo briguento, trabalhador e defensor das suas terras. E nos dois primeiros tomos de O Tempo e o Vento, eu senti exatamente a mesma coisa. A escrita do Erico é de uma leveza que não dá para explicar. As páginas vão passando e a gente não vai sentindo...as palavras vão nos cativando, e aos poucos já lembramos de ditados gauchescos, conhecemos novos e soltamos algumas boas gargalhadas. "O sol é o poncho do pobre", escreveu o Erico, em um dos trechos em que Fandango estava com a palavra. Eu diria que a leitura é o passaporte do pobre. Porque através dela a gente viaja, e às vezes para muito longe...igualzinho eu viajei lendo esse livro, transportada para o continente de São Pedro de Rio Grande, lá pelos anos de 1700, quando tudo aqui era pasto, coxilha, verde, céu, imensidão. Universo. E com essa sensação gostosa de ter lido um livro maravilhoso, escrito por um gaúcho de renome, eu digo: que venha O Retrato!
Débora 19/09/2019minha estante
Leitura é passaporte de pobre, boa! Esse livro é 10000 amo




Cristiano 18/04/2013

Incrível!
Livros como "O continente" trazem em si um problema: depois de lidos, tornam todos os demais muito pobres e sem-graça. É daquelas obras em que você imerge na cena, se envolve com os personagens, se emociona, sofre e fica ansioso.

Érico Veríssimo toma como cenário o Rio Grande. A história, narrada através de capítulos alternados nos conta a saga da família Terra Cambará desde o nascimento de Pedro Missioneiro em uma redução jesuítica em meados do séx XVIII até o cerco ao sobrado onde resistem sitiados durante a Revolução Federalista, já no final do séc. XIX. E durante esse período nos envolvemos com a sofrida Ana Terra, o incontrolável capitão Rodrigo Cambará, Bibiana Terra, Padre Lara, Juvenal e tantos outros personagens marcantes.

As virtudes de O Tempo e o Vento dispensam maiores comentários. É merecidamente referenciada como uma das (senão a maior...) obra da literatura brasileira.

Estou ansioso para ler o segundo volume. O primeiro valeu cada página e já deixou saudades.

Cristiano Tavares
Claudia 06/11/2013minha estante
Sempre tive vontade de ler o livro e a leitura não me decepcionou. Super recomendo!




Alessandra @talvez1livro 13/09/2015

Érico Veríssimo é demais!
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Cinthya 12/05/2017

Que livro incrível! A história é maravilhosa!

A escrita do Érico Veríssimo é encantadora, poética e envolvente.

Neste livro, dois personagens se destacaram: Ana Terra e capitão Rodrigo Cambará. Ana Terra por sua força e Rodrigo Cambará por... Bom, por ser Rodrigo Cambará! Tive uma relação de amor e ódio com o capitão, ora eu o adorava e ora eu o detestava. Mas que ele é um personagem marcante isto ele é.

Em alguns momentos do livro o autor diz que a personagem Bibiana é parecia com a Ana Terra, mas não concordo tanto assim pois em muitos momentos eu tive vontade de sacudir e dar uma tapas nesta mulher (eu sei que preciso levar em consideração a época retratada, mas a força que a Ana Terra tinha era bem maior).

Nos capítulos de “O Sobrado” acompanhamos o aperto da família Terra Cambará diante o cerco que enfrentam.

Por último, mas não menos importante com esta história os leitores podem conhecer um pouco da história do Rio Grande do Sul e do Brasil também.
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Suelen 17/10/2011

Quando você tem que ler um livro desses na escola, você julga sem nem ter lido, achando que vai ser chato. Até que vence a preguiça, começa a ler realmente e vê que não é nada disso. Esse livro conta a história do RS com uma abordagem muito melhor que dos livros de História. O Érico Verrisimo tem uma maneira peculiar de escrever, nunca tinha lido um romance dele antes. Só agora entendo porque ele foi um grande escritor. Resumindo: Recomendo!
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