K.

K. Bernardo Kucinski
Bernardo Kucinski




Resenhas - K.


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Maria Eduarda 06/10/2021

Um livro bem diferente de tudo que já li. É uma ficção com alguns toques autobiográficos e jornalísticos. Em alguns momentos me senti confusa pela forma como ele divide os capítulos, mas como é um livro curto isso não atrapalha tanto. É uma escrita dura, forte, porém extremamente necessária para entendermos um pouco do desespero daqueles que tiveram seus familiares desaparecidos durante a ditadura militar brasileira.
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@eleeoslivros 04/09/2021

MEU DEUS que livro difícil de ler, quanta dor.
eu não imagino o que deve ser passar o que o autor do livro passou e precisando falar sobre ditadura.
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Malice 24/08/2021

Dor
A narrativa é densa, machuca, oprime não só por toda a temática mas tambem porque K pode ser qualquer um, qualquer familiar inconformado com a perda e munido de esperança. Esperança não de reencontrar seu ente desaparecido mas de obter respostas e dar um descanso digno a aquele que teve sua vida ceifada tão violentamente.
K é o relato da busca de todos aqueles que tiveram a família violentada nesse período de ditadura brasileira. Ditadura essa que muitos não creem que existiu, ignorando a dor de todos aqueles que nunca puderam dizer adeus, muito menos descansar o corpo de seu familiar num local digno.
K é o relato da culpa, a culpa do pai que sequer tem culpa. Um homem que coloca sobre si a culpa de ter perdido a filha, homem que é provocado diariamente com a imagem estampada de todo o grupo de algozes que apoiaram esse assassinato em massa, os torturadores estão até hoje sem pagar por tudo que fizeram e ainda circulam pela política.
K é o encontro do holocausto e da ditadura militar brasileira, é a máxima do abuso de poder e das lembranças espinhosas que flutuam da segunda guerra para a atualidade . É o retrato da familia marcada pela dor da perda, perda irremediável e dolorosa numa escrita que transpõe a inconformidade diretamente para o leitor. K é um choque e uma dor necessária para lembrar aquilo que constantemente esquecemos, a morte provocada pelas mãos de alguém desumano.
K não é uma ficção, não é uma obra histórica. K é uma narrativa sobre o atual. Sobre dor, perda, moral e, sobretudo, política.
Murilo.Martins 24/08/2021minha estante
Fiquei com vontade de ler


Day! 13/09/2021minha estante
Que texto maravilhoso ???




Vitor.Romito 17/07/2021

Excelente
O livro do escrito Bernardo Kucinski retrata a procura de um pai judeu que teve a sua filha caçula sequestrada nos tempos da ditadura militar. A saga de K. na busca da filha, uma professora universitária e militante contra o regime, é emocionalmente triste. A loucura e melancolia a qual passa o protagonista mexe com qualquer um que tenha um mínimo de empatia pela personagem.
Mas o livro não se centra apenas em K. Há o ponto de vista de inúmeros personagens que, embora não sejam nominados, sabemos em que casta pertencem, desde aos militares a militantes oposicionistas, passando por outros próximos, como amantes de torturadores e faxineiras de cativeiros. Estes pontos de vista trazem ao leitor visões interessantes de cada lado.
O interessante é que li este livro logo após “O Processo”, de Kafka, em que o protagonista deste é colocado em uma trama processual tão bizarra e cuja solução sempre aparenta para a condenação do protagonista. Em “K. Relato de uma busca”, o sentimento é também de algo que é imutável, por mais que o protagonista procure o melhor resultado. Outro detalhe que aproxima os dois romances é o nome do protagonista, “K.”.
O livro apresenta passagens para reflexão, como: porque os nomes das pessoas desaparecidas, que foram homenageadas com nome de ruas, estão em um bairro distante do centro das metrópoles enquanto os nomes de ditadores e torturadores deste regime e de outros desonráveis encontram-se nas ruas e avenidas principais. Uma dessas me marcou muito, que é a transferência de culpabilidade. De como um assassino do sistema transfere a culpa para a vítima de forma bruta, maldosa, porém altamente eficaz. Uma passagem que me pareceu bastante atual.
Portanto vale as cinco estrelas, figurando entre as melhores leituras de 2020 (quiçá, a melhor) e recomendo muito a leitura. Estou ansioso para conhecer outras obras do autor.
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Hono 12/06/2021

Um relato dum irmão desamparado em busca de paz
Imagine você: viajou de férias a casa dum parente ou passou o dia fora fazendo coisas que lhe deixaram extremamente ocupados. Quando retorna a sua casa, encontra-se sozinho, num quarto revirado, fotos ao chão e no peito, um desalento.

Para onde foi minha irmã?

O romance/relato pessoal conta a história de Bernardo Kucinski que ao descobrir do desaparecimento de sua irmã, Ana Rosa, tenta mover céus e terra para encontrar o lugar, o corpo, um nome...
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Pedro Matias 13/05/2021

Um pai à procura de respostas.
Em "K.", um pai enfrenta todo o aparato da Ditadura Civil-Militar Brasileira para encontrar respostas sobre o que aconteceu com sua filha. Um livro bem escrito e cheio de complexidades.
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Paula 10/05/2021

O Brasil faz questão de apagar a sua história para poder dizer que nada aconteceu. Esse livro relata os desaparecimentos de muitas pessoas que eram amadas por alguém.
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Almanaque.Livros 21/03/2021

Uma leitura necessária
Nessa obra desconcertante, Bernardo Kucinski expõe ao leitor todo o desespero e angústia vividos pelo Sr. K, que busca o paradeiro de sua filha, Ana Rosa Kucinski, professora de química da USP, que durante a ditadura militar sumiu com o seu marido sem deixar qualquer vestígio aos seus familiares.

Trata-se de um relato perturbador, que deixa o leitor cada vez mais desconfortável com as inúmeras tentativas frustradas de busca por respostas empenhadas pelo Sr. K, como pelo silêncio ensurdecedor em torno do desaparecimento de Ana Rosa Kucinski e seu marido.

A obra é triste, mas é linda. É uma leitura dura, que deixa o leitor incomodado, inquieto, e cada vez mais indignado com todos os mecanismos utilizados pelos militares para acobertar um dos sumiços da ditadura militar. Mesmo com todo esse desconforto, é uma leitura necessária: ela nos ajuda a entender um dos períodos mais duros da nossa história (senão o mais), e escancara a dor de todas as inúmeras famílias que perderam entes queridos durante a ditadura e que não tiverem nem o direito de saber o que aconteceu com eles e nem de poder sepultá-los.

A narrativa de Bernardo Kucinski é ótima - consegue abordar uma temática dolorosa de uma forma poética, talvez até mesmo leve. Outro aspecto muito peculiar e positivo da obra é o fato de que os capítulos são escritos de forma desconstruída e adotam “formatos” diferentes. Recomendo muitíssimo a obra.
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Lívia 18/02/2021

K
Livro espetacular sobre a busca da filha que foi desaparecida pela ditadura nos anos mais tenebrosos deste país. Recomendo!
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Thali 27/12/2020

Pesado e necessário
O livro conta a história da busca de um pai pela filha desaparecida política na época da ditadura militar. O autor mescla fatos reais com ficção. Achei o livro incrível, gostei da organização em capítulos curtos, cada um como um capitulo na busca do pai, misturando pistas, cartas, entrevistas, narrativas, etc. A mistura entre fato e ficção torna a leitura mais fluída, nem um pouco cansativa. É um livro com uma história pesada, dolorida e extremamente necessária, ainda mais nesses tempos de negacionismo, pra um povo brasileiro que desconhece sua história.
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Anny 19/12/2020

O existir é um ato politico.
É o tipo de livro que você começa e não quer parar. A aflição toma conta dele todinho, do início ao fim. O que dizer de algo que não deve ser dito ? Um livro repleto de coisas para refletir, tive a sensação de ler 500 páginas e viver muitas vidas. Um livro que faz você parar o que está fazendo e pensar na forma como você lida com a política. A maneira que você existe demonstra muito de qual lado da sociedade você está.
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Ana Rohrer 29/08/2020

Leitura da quarentena: ?K Relato de uma busca, de B. Kucinski.? Um cla?ssico da literatura contempora?nea brasileira que discorre sobre a busca incessante de um pai pela filha, professora da USP, desaparecida durante a ditadura militar brasileira. A narrativa da angu?stia e dor que foi viver esse peri?odo.
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Marcele 26/07/2020

Ditadura brasileira
Um belo relato, principalmente para quem não acredita que existiu de fato uma ditadura no Brasil, bem comi perseguição política. Inspirado na vida do autor a história é sobre o desaparecimento de da filha do senhor K. durante o regime militar no Brasil.
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Vellasco 09/07/2020

K. É uma porrada necessária. Um livro que me deu angústia e revolta de muitas formas.

O período mais tenebroso da história recente deste país, e por muitos ignoradas ou relevadas.
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Paulo Santos 02/05/2020

Ficção e realidade
Ótima narrativa do Kucinski! Ele parte de sua experiência familiar para narrar a dor de um pai que vive o desespero de procurar por sua filha desaparecida durante a ditadura. Cada capítulo aborda um aspecto desse sumiço político, misturando ficção e realidade no processo.
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