A Elegância do Ouriço

A Elegância do Ouriço Muriel Barbery




Resenhas - A Elegância do Ouriço


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Eduardo.Silva 08/01/2018

A vida: "um sempre no nunca".
Um dos retratos do que é a vida sob a perspectiva de personagens, seus entrelaçamentos, (des)encontros, (im)percepções.
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Thyago 03/01/2018

Pensamento profundo 7: Construir / você vive você morre / São consequências (pg.118)
Obra maravilhosa. Incríveis reflexões e pensamentos profundos: pura filosofia!
Quase não acreditei que o final foi aquele. Mas a arte tem que imitar a vida, e o desfecho tem tudo a ver com a reflexão que o livro estava trilhando desde o inicio.

Não que seja uma pergunta importante para a trama, mas me pergunto quem era o inquilino que tocava piano clássico? (que tocou os sentimentos de Renée e depois tocou o coração do Kakuko e da Paloma no final do livro.)

Será Jean Arthens? (O ex-usuário de drogas) o livro não revela.
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Tiago 15/11/2017

Discórdia
Muita gente que conheço amou este livro. Não creio que foi a expectativa elevada que tenha me causado decepção. Foi simplesmente o fato que "A Elegância do Ouriço" pouco ou nada me disse. Mas a cada página pude notar o esforço tremendo da autora em tentar deixar este livro o mais cult e intelectualmente valoroso possível. Daqueles que você lê e por entender tudo se sente super inteligente e superior.

Superioridade é a palavra que define ambas as protagonistas. Elas a todo momento se colocam em um patamar acima de todos, e talvez realmente estejam. Mas a atitude delas em relação a vida foi o que mais me afastou do livro. Paloma é irritantemente precoce, escreve coisas que uma pessoa da idade dela não tem condições psicológicas e emocionais de ter vivido. Sua adultificação é incômoda e pedante. Já Renée é o tipo de pessoa que finge ser o que não é, e leva a vida deixando que o seu status de zeladora de edifício (função que a autora considera medíocre) defina todo o resto da sua vida, apesar de ela ter enormes predicados.

Eu só realmente tive algum prazer lendo "A Elegância do Ouriço" quando o personagem do Sr. Ozu aparece e de certa forma tira ambas as personagens da indiferença e superioridade em relação a humanidade, já que ele realmente é disparado a melhor pessoa que aparece no livro. Mas a parte final volta a seguir o espírito arrogante que dá o tom a toda a obra, enterrando minhas esperanças de vez.

Arte, filosofia, Paris e uma pitada de pop. Para muitos uma combinação que resultou fantástica e apaixonante. Para mim o que ficou foi o pedantismo e a falta de naturalidade e fluidez ao criar uma trama de fato pudesse ser instigante e inesquecível.
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Rodrigo Pamplona 15/11/2017

Posso te pedir para ler este livro? (Sem Spoilers)
A fim de manter o status quo da minha sanidade emocional após a leitura deste livro, terminada há poucos minutos, resolvi fazer desta resenha o maior paradigma do ano: uma resenha minimalista para um livro gigantesco. Titânico. Mastodôntico. De proporções extraordinárias!

A Elegância do Ouriço conseguiu a proeza de me fazer sorrir e vibrar em um capítulo, para logo em seguida transformar o sorriso em um nó no peito tão grande e tão apertado que encheu meus olhos de areia (sim, isso é um eufemismo).

O resultado final?

1. A meu ver, seus pequenos pecados foram totalmente eclipsados pela elegância com a qual debate sobre o cotidiano, o comportamento e a arte. Transita pela filosofia com leveza e, ao mesmo tempo, com profunda seriedade. Lento de início, se transforma em um furacão do meio ao fim, arrebatador;

2. Já fazia algum tempo que eu não lia nada que conseguisse acionar tantos gatilhos prazerosos de uma só vez: inteligência, sutileza, humor, emoção, cultura e amor;

3. Um livro de rara beleza e sensibilidade. Um livro que eu gostaria de ter escrito, definitivamente.

Enfim, eu poderia listar mais uns 10 resultados, mas vou me conter. E também não vou contar absolutamente nada da história, nem a sinopse. É para ser lido sem conhecer nada, nadinha, do enredo.

Só não deixem de ler, por favor.

Por favor.
Por favor.
Por favor.
Por favor.

Leva 5 estrelas de 5 estrelas cadentes... leva a Via Láctea inteira.
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cris.leal.12 15/09/2017

Ótimo!
Renée e Paloma são as protagonistas desse romance filosófico, escrito por Muriel Barbery: 'A Elegância do Ouriço'. Elas são moradoras de um luxuoso prédio em Paris. Renée tem 54 anos e é a zeladora do palacete. Para os patrões, ela não passa de uma velhota sisuda, mas, na realidade, é uma senhora solitária, de alma elegante e muito culta. Paloma possui inteligência e sensibilidade aguçadas. Ela tem 12 anos e é a filha deslocada de uma família burguesa. É fascinante ler as observações da menina sobre o mundo, e a relação dela com a zeladora. É uma leitura gostosa, recheada de ironias inteligentes e personagens interessantes.

site: http://www.newsdacris.com.br/2011/06/eu-li-elegancia-do-ourico.html
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João Luiz 28/08/2017

Um elegante prédio em Paris, onde famílias ricas vivem, em um desses apartamentos mora uma pré-adolescente muito inteligente, que toma a decisão de cometer suicídio. Neste prédio trabalha Renée, uma concierge cinquentona. Elas se unem e ocorrem uma grande transformação em suas vidas. O tempo passa, entra em cena um japonês misterioso e sorridente que vai movimentar a vida de todos no prédio. Um ótimo livro, com humor delicado, leve e uma reflexão de vida.
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Evi 25/08/2017

Renée era a elegância do ouriço ??
É um livro bom por alguns motivos. Atende todas as expectativas e o livro inteiro é focado no raciocínio dos próprios personagens.
A princípio eu achei os personagens meio esnobes pelo vocabulário diferenciado mas com o decorrer, você vai se prendendo ao livro de um jeito fora do normal.
O livro é narrado por dois personagens ( Renée e Paloma) que moram no mesmo prédio. Renée é uma funcionária do prédio e Paloma é uma menina de 12 anos filha de um casal rico que mora no prédio. Chega uma parte da leitura que entra um terceiro personagem. Um senhor, de descendência japonesa, e que acaba chamando a atenção do prédio inteiro.
Os três personagens possuem características muitos similares e com o decorrer do livros eles acabam se identificando uns com outros. O final do livro é surpreendente e meio que alavanca o livro inteiro!
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Márcia 03/07/2017

Grata surpresa!
Personagens marcantes com reflexões das coisas cotidianas que deixamos passar. Lindo capítulo real e dolorido que trata da velhice.
O uso de referências literárias pela personagem nos deixa aguçados por ler sempre mais, aquele tipo de livro que dá vontade de tomar uma xícara de chá com
os personagens...
Garantia de boa leitura...
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Mari 14/06/2017

Maravilhoso!
Não consigo descrever o quanto amei este livro e seus personagens.
Esta é uma leitura que indico para todos! Um texto que ao mesmo tempo te emociona e faz rir...
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Arcan 11/06/2017

Inspirador
Esse é o tipo de livro que te faz refletir sobre o sentido de tudo, te fazendo sonhar com os pés no chão. Me surpreendi com as histórias e reflexões de Paloma e Renneé,como se as duas fizessem parte de mim e dos meus pensamentos. Mais surpreendente são as referências que a autora usou, que me tocou mais ainda.
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Nádia 02/05/2017

#resenhapomarliterario A elegância do ouriço
"A sra. Michel tem a elegância do ouriço: por fora, é crivada de espinhos, uma verdadeira fortaleza, mas tenho a intuição de que dentro é tão simplesmente requintada quanto os ouriços, que são uns bichinhos falsamente indolentes, ferozmente solitários e terrivelmente elegantes."
Há muito tempo que não me deleito com uma obra tão estética e ao mesmo tempo tão filosófica e profunda. Que riqueza de vocabulário, a cada página era tomada por um prazer inenarrável, por sentimentos maravilhosos de condescendência, êxtase e plenitude. A concierge de 54 anos escondendo sua inteligência por trás de supostos hábitos ordinários, num prédio de moradores abastados. A pequena Paloma de 12 anos e meio, que também tenta mascarar todo seu fascinante intelecto tentando se passar por uma reles pré adolescente tonta prestes a cometer suicídio. Um japonês milionário, simpático e sensível capaz de enxergar os seres humanos incríveis que elas são. Uma amiga portuguesa, faxineira com alma de princesa e comportamento aristocrático. Essa é a fórmula que me fascinou, me deixou boquiaberta a cada pensamento profundo, a cada movimento do mundo. Me deixou com vontade de não mais olhar, mas VER verdadeiramente as coisas, as pessoas, VER a vida e sua incrível dialética. A leitura trás à tona questões que nenhuma vida vivida a fundo deveria evitar: o tempo e a eternidade, a justiça e a beleza, a arte e o amor. A morte como destino inevitável e a consciência da finitude tratadas de forma tão natural só aumentaram meu encantamento pela obra. Ainda estou em busca de um adjetivo que consiga expressar a perfeição literária que é essa obra. Sem dúvida número 1 no meu ranking atual. ♥♥

site: https://www.instagram.com/p/9ryqYKmv4y/?taken-by=pomarliterario
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Desireé (@UpLiterario) 15/04/2017

A elegância de um livro impecável. (@UpLiterário)
Existem livros e existem Livros. Este é um Livro em todas as suas formas: nos personagens incríveis, na narrativa impecável, na fluidez da história, no bem desenhado cenário, nas aventuras e desventuras das protagonistas e nas lições que ele lhe proporciona. É um Livro completo e mágico, para ler e reler.
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Nele vamos conhecer duas histórias: da zeladora e da garotinha moradora de um prédio chique em Paris. O livro intercala ambas as narrativas, vivências e experiências delas com os demais moradores do prédio, evidenciando às semelhanças entre as duas, pessoas de idades, criações e vidas completamente diferentes. A beleza está na falta de sutileza e na ironia de suas falas, no modo como veem a vida e nos atos mesquinhos e pequenos de seus vizinhos, burgueses caricaturados pela óticas das duas protagonistas.
A garotinha está decidida, no dia do seu 13° aniversário irá botar fogo no apartamento da família e tirar a própria vida. Ela quer que seus pais percebam que podem viver sem estarem cercados de bens inúteis e fúteis e que o mundo lá fora tem muito mais problemas do que aqueles que eles conseguem enxergar com seus pequenos olhos e mentes.
Renée, por outro lado, quer apenas passar a vida toda despercebida. Interpretar o papel de zeladora ignorante e rasa, enquanto desfruta dos grandes prazeres intelectuais, artísticos e culinários do mundo. Sempre escondendo de todos a sua real identidade.
E é quando um novo morador chega ao prédio que a vida das duas se aproxima e um final arrasador irá mudar o destino de todos.
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As denúncias sociais dão um toque leve e açucarado à história, a partir dos relatos das protagonistas, tão semelhantes e, ao mesmo tempo, tão distantes. A forma como ambas narram suas vidas e o contato com os demais personagens é feito de maneira irônica e sarcástica, tirando boas risadas do leitor e encantando-o com a escrita lírica da autora. As palavras dançam pelas páginas sob lindos e diferentes sons, conforme o presente ou o passado são narrados, cada um entoando a sua própria melodia. É belo, mágico, você não vai conseguir parar de ler e, ao mesmo tempo, não vai querer que ele termine nunca.
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Livro mais que recomendado, é leitura obrigatória!

site: www.instagram.com/upliterario
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Carla.Gomes 09/04/2017

A crueza da vida
Muito, muito bom! Os nossos preconceitos são escancarados e o que mais me deixou impressionada foi o choque com a crueza da vida, apesar de saber que é o que temos de mais concreto e que não temos como mudá-la.
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Franco 02/04/2017

Comédia romântica afrancesada
Livro que assusta um pouco no início.

Apostando em reflexões teóricas bem teóricas e bem reflexivas, a leitura pode cansar quem busca parágrafos mais digestíveis e temas mais corriqueiros. Filosofia, política, psicologia, sociologia: as ideias dos personagens transitam frequentemente por esses campos, exigindo certa disposição do leitor para não se cansar com elas.

Mas não, não é um livro chato ou acadêmico. De suas páginas vão brotando um humor ácido e sarcástico, salpicados com boas sacadas da nossa vida cotidiana, e isso vai tornando a leitura bem gostosa.

E o fato de serem duas narradoras-personagens alternando os capítulos, e o fato de serem capítulo curtos, dá um dinamismo legal e agradável, com justas pausas para absorvermos as reflexões sobre fenomenologia ou sobre o sentido da vida.

As narradoras-personagens, por sua vez, são adoravelmente ranzinzas, azedas e desiludidas, o que torna aquelas reflexões divertida e criativas.

Entretanto, o livro peca ao tentar construir uma 'moral da história'. Toda sua carga filosófica é rendida no desfecho, se aproximando muito de livros comuns e sem criatividade. Na verdade, conforme a história progride, fica mais e mais com ares de comédia romântica
(só que afrancesada e intelectualizada). O que é uma pena, pois parece perder bastante do que construíra até então.

Ainda assim a leitura vale a pena.
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Luana Alcântara 02/04/2017

Elegante, sensível e filosófico
Este livro a meu ver é incrível. Sensível, profundo, filosófico mas sem ser enfadonho. Apresenta duas personagens de classes sociais diferentes, mas que por uma razão quase em comum, optam por se esconder e omitir quem são na realidade. Até que um terceiro elemento é introduzido na trama e altera o rumo de suas percepções sobre a realidade, a vida, proporcionando mudanças profundas em suas visões sobre a humanidade.
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