O Doador de Memórias

O Doador de Memórias Lois Lowry




Resenhas - O Doador


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Robson 05/09/2014

Memorável!
Que eu sou fã de distopias todo mundo sabe, não é? Por isso eu não poderia deixar de ler O Doador de Memórias, livro de Lois Lowry que deu origem ao filme de mesmo nome.

Antes de iniciar essa resenha, eu gostaria de deixar explicito aqui que o livro foi publicado pela primeira vez no ano de 1993! Isso mesmo, ele não é novo como aparenta ser, então não há possibilidades de dizer que O Doador de Memórias copiou algumas das distopias atuais, mas isso não vem ao caso agora, já já volto a esse assunto.

Logo de inicio fui surpreendido por uma narrativa envolvente e repleta de conteúdo. Narrando em terceira pessoa, Lois consegue deixar bem claros os seus objetivos com a trama que está construindo. A autora, antes de qualquer coisa, desenvolve o lado conceitual de sua sociedade (que não é nada simples) e a partir do momento em que ela coloca todos os pingos nos is, ela começa a amadurecer o personagem principal (Jonas).

Eu estava morto de saudades de ler uma distopia assim, conceitual e teórica, sem todos aqueles reboliços, tiros, porradas e bombas. Eu creio que, atualmente, esses são os principais erros das distopias. Os autores querem colocar ação demais (ou romance demais, ou os dois juntos) e acabam esquecendo-se do lado conceitual e teórico que envolve uma distopia. É claro, O Doador de Memórias é o primeiro livro de uma série, então algumas coisinhas ficaram soltas na imaginação, mas para um primeiro livro, a autora introduziu muito bem sua ideia.

É claro que, para uma distopia ser boa de verdade, ela precisa de um bom personagem. Lois Lowry foi novamente bem sucedida. A autora criou um personagem principal memorável, que eu me orgulhei de ler. Jonas é surpreendente, complexo e cheio de surpresas no decorrer de O Doador de Memórias. Ele é aquele tipo de personagem que vai crescendo junto com a história, sua importância vai aumentando e ele começa a perceber as falhas da sua sociedade perfeita (lembram de algum personagem assim?). O que mais encantou em Jonas foi o fato de que ele é questionador desde o inicio, e esse questionamento só aumenta quando ele vai conhecendo mais sobre si mesmo e sobre a sociedade em que vive.

Para finalizar as minhas considerações sobre O Doador de Memórias, quero avisá-los que, em certos pontos, a autora deixa evidente a crueldade da sociedade criada por ela. Alguns momentos em tive que parar a leitura para chorar com tamanha crueldade e não pelo fato do personagem estar sentindo essa crueldade, mas sim pelo fato de que, em sua sociedade, os indivíduos são desprovidos de emoções e cores e mais um monte de coisas, isso me deixou fascinado.

O Doador de Memórias, apesar de complexo e altamente teórico, é daqueles livros que você lê em uma só sentada, ele te prende e te envolve de tal maneira, que as 190 páginas passam num piscar de olhos.

Agora eu quero deixar uma pergunta em aberto para a editora Arqueiro: Cadê as continuações? Vocês lançaram o livro pela primeira vez em 2009 e, até então, nada se soube sobre as continuações! Vamos mudar isso, queridos!

Sobre o comentário de semelhança entre outras distopias:

Gente, aqui é em OFF. Eu vi vários comentários nas redes sociais, dizendo que o livro havia copiado distopias como Divergente, Destino e outras. Mas, para essas pessoas eu tenho apenas uma pergunta: Vocês sabem usar o Google?

Eu realmente espero que sim, pois como citei acima, a primeira edição do livro foi publicada em 1993! O Doador de Memórias é uma distopia clássica gente, e lendo eu pude ver que as autoras dos livros acima tiraram boa parte de seus enredos deste livro e de outros. Agora eu espero que vocês reflitam um pouco antes de sair falando asneira nas redes sociais da vida!

site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha-o-doador-de-memorias-giver-quartet-1-lois-lowry/
Giovanna 05/09/2014minha estante
Ainda não li esse livro mas fiquei animada com o filme, talvez leia em breve :)
Agora, falando em continuações, ta difícil as editoras conseguirem dar continuidade as séries... Acho que ta na hora de pentelhar a Arqueiro e ver se sai uma sequência logo!


Kássio 13/09/2014minha estante
Pelo que vi, os outros livros da série não complementam a história que nos é apresentada nesse 1°, salvo o 4°, que nos conta pouco mais do que já sabemos.


Robson 14/09/2014minha estante
Kassio, pelo que pude entender dos outros livros, a autora complementa tudo em Messenger e Son


Ana Claudia Car 28/10/2014minha estante
Definitivamente, não gostei do livro, faltou desenvolvimento, e criatividade.


Robson 21/11/2014minha estante
Como assim faltou criatividade Ana?


Fernanda 28/12/2014minha estante
Lendo o livro me senti exatamente como você, portanto é inútil dizer que a trama me cativou bastante. Não apenas pela fluidez, pelo brilho diferenciado da narrativa, mas pela simplicidade que o texto possui. Sem grandes cenas de amor, sem grandes cenas de ação, sem nada, a não ser uma tenebrosa sociedade. Porém, o tempo todo á trama se sustenta sem grandes dificuldades e o crescimento do personagem principal é espetacular. Ele não foi coagido, não foi forçado a se rebelar por ser a voz da revolução, não virou um mártir e muito menos um grande herói em busca de gloria, para mim, ele é brilhante por ser apenas humano.


Caroline 24/01/2015minha estante
Li esse livro e gostei muito, achei sua critica sobre o livro muito interessante.


Elineuza 25/02/2015minha estante
Amei a história. Um livro profundo e atual. Retrata uma sociedade controladora com um encanto ímpar.


Chris 27/09/2016minha estante
Oi, eu gostei muito de "O Doador de Memórias" e ele me remeteu um pouco a "Admirável Mundo Novo", porém com uma pegada mais infanto-juvenil. Já recomendei ele para os meus sobrinhos e aviso aos adultos que quiserem ler que leiam com olhos um pouco mais ingênuos, aí a leitura fica ótima. A leitura é fácil o enredo é gostoso e o final vai ser em um quarto livro, porque eu já li "a Escolhida" e "o Mensageiro" e a história não acaba ali. Mas, vou aguardar uma futura continuação. Quero saber qual será o destino desses personagens tão interessantes.




Gustavo Moura 26/06/2011

Um Livro que tinha tudo pra ser ótimo
Nao tinha muita expectativa com o livro mas quando comecei a ler em uma tarde tediosa de sábado, nao consegui mais parar.
O começo é bom e nao da vontade de largar, mas quando o livro vai chegando ao final vai perdendo a essência e o ritmo da história começa a perder a graça, parece que a autora queria logo acabar com a história.
Mas mesmo assim o livro continua sendo um bom livro que mostra que para o bom precisamos conhecer o mal, viver experiências para dar valor a certas coisas. Uma história boa que vale a pena ser lida e podia ter uma sequencia.

Um livro que tinha tudo pra ser ótimo, se fosse maior e tivesse realmente um final ou um segundo livro estaria nos meus favoritos!!
Thata 23/06/2012minha estante
Concordo plenamente, o final deixou a desejar.


JordanaBroering 26/06/2012minha estante
Mas esse livro faz parte de uma triologia, que agora terá um quarto livro. A série se chama The Giver.


Isabela 23/08/2013minha estante
Sério? Não sabia que era uma trilogia. Vale a pena comprar os outros?


Gustavo Moura 24/08/2013minha estante
Também nao sabia que era uma trilogia, mas se tiver mais vale muito a pena continuar acompanhando a história sim.


Lucas 16/10/2013minha estante
Claro que o final deixou a desejar né, afinal, é uma série. Porque a autora iria craiar um final ótimo para todos pararem de ler a saga?


Marcelo 03/09/2014minha estante
Não é uma trilogia. São quatro livros.


Gabriel 02/02/2015minha estante
Independente de se tratar de uma sequência de livros, não concordo em finalizar um livro sem um final. Além de vários outros assuntos que são apresentados e não explicados no livro.


Lalla 18/05/2015minha estante
A série "The Giver" foi escrita na década de 1990!




Macedo 06/10/2011

Um Bom Livro!
Um Livro descontraído, bem diferente, com uma outra visão de como poderia ser o mundo em que vivemos (porém, não tão melhor doq o q temos hoje!).

PONTO FORTE:
O Livro prende do começo até o fim, deixando o leitor querendo sempre saber o que vem pela frente.
Mostra uma Sociedade bem diferente doq nós estamos acostumados a ver, e nos dá uma ideia de como seria tentar algo novo.
Um Livro de leitura fácil, simples e descomplicada, fazendo com que o leitor se sinta a vontade no decorrer das páginas.

PONTO FRACO:
Ficou uma sensação de que a autora não deu a devida atenção a obra, pois, o final é bem vago! deixa vc com uma dúvida cruel (apesar que tive um ponto de vista sobre o final do personagem principal) e com uma curiosidade de saber o que aconteceu com os outros personagens do romance (apesar de vc ter uma ideia de como tudo deve ter ficado).
HisaG 11/10/2012minha estante
Concordo com você, mas achei o livro incrível de verdade. Reza a lenda de há uma continuação, já ouviu algo sobre isso?


Macedo 15/10/2012minha estante
Nunca fiquei sabendo não HisaG, mas, se realmente tiver a continuação... irei comprar, gostei muito desse Livro.


Priscilla 10/11/2012minha estante
O livro faz parte de uma série mesmo, mas parece que cada livro conta uma história diferente, num ambiente distópico diferente com personagens diferentes. O nome do segundo livro em inglês é Gathering Blue. Fiquei triste em saber disso porque achei que o livro merecia mesmo uma continuação. :(


Isabela 23/08/2013minha estante
Ah, eu gostei do final vago, deixa em aberto para o leitor tomar suas próprias conclusões.


Kamila 21/06/2015minha estante
O segundo livro em Português se chama "A escolhida" para quem desejar ler a continuação.




Raffafust 24/08/2014

Com dores na coluna, optei por levar no voo para SP indo para Bienal o livro " O doador de memórias", o motivo principal era o tamanho, pequeno e com 190 páginas me parecia ser uma opção acertada. O segundo foi que sempre que posso leio o livro antes de ver o filme, faço comparações sim, e quando dou na telha comparo personagens que achei que tem a ver ou não com os escolhidos.
Minha decisão foi sábia. O livro é sensacional. Por mais que tenha achado que deveria ter lido ele anos atrás, pois me pareceu pai dos milhares de distópicos que já li e que lotaram nossas livrarias. Loiis Lowry nos dá de presente uma história bacana, onde narrativa é clara e o que não o é ele vai nos fazendo conhecer ao decorrer da história .
Jonas é um menino prestes a completar doze anos, e com isso ele será um DOZE, o que quer dizer que terá sua profissão escolhida e participará do último evento a maioridade. Sim, para eles não importa os anos que vem depois dos 12 anos, existem cerimônias para os cinco, seis, sete, oito...e param nos doze.
O mundo que o garoto vive é perfeito, mas ele nem imagina que já existiu um mundo com pobreza, com roubos, etc Porque ali ninguém tem direito de guardar recordações.
Morando com os pais ele vai descobrir que o mundo que se diz maravilhoso não é assim tão bom, e o espanto maior será quando na sua cerimônia com os demais Doze ele for escolhido para ser o próximo Receptor de Memórias. O que é isso? Bem, Jonas vai ter o direito de ao contrário das outras pessoas : mentir, guardar recordações, etc
Mas isos não lhe tirará as injustiças do mundo perfeito que vai descobrir sabendo a verdade do mundo comum. Um exemplo é que crianças gêmeas somente uma sobrevive, o outro - o menor - é mandado para outro local. Só que ele na verdade descobre que os eliminados são na verdade exterminados o que acha errado e começa a se perguntar se realmente vale a pena para não terem crimes, pobreza e outras coisas criar regras onde se descriminem e se livrem de seres que não servem.
Enviado para ser doutrinado pelo atual Doador de Memórias, ele vai ver que o cargo exige muito mais do que esperava e vai se assustar cada minuto mais com as verdades.
Viver na utopia pode ser cruel e o mundo perfeito tem seu preço que Jonas vai tentar mudar roubando uma nova criança : Gabriel. O menino mora com os pais deles temporariamente e por não ter crescido muito teve uma nova chance. Mas Jonas vê que as mentiras existem sim e tenta salvar o menino.
Poderia ser só mais uma distopia, não o é. É um livro excelente, onde o fácil é iniciar a leitura e o difícil é interromper, porque sempre há algo mais que queremos aprender, seja do mundo de Jonas ou com o Jonas.
Lúhh 29/08/2014minha estante
Soh deler a resenha já sinto vontade de ler o livro ;)




evandroarte 22/01/2013

Sem contrastes
Esta é uma história de aproximação. O doador se aproxima do recebedor, a criança se aproxima do conhecimento, o passado se aproxima do futuro (que é, pois, o presente distópico para o jovem Jonas, uma criança de doze anos num mundo sem contrastes.
E quando encontra o que o passado traz consigo, o desejo de mudança é inevitável, como fosse possível reviver um mundo repleto de agruras, mas ainda assim, cheio de possibilidades.
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Lica 12/10/2009

Dou graças as imperfeições da vida!
No começo fiquei P. da ida com a autora de denominar aquela vida das mesmices como vida perfeita, sem cores, e emoções.

Me apeguei a Jonas e sua aventura em ser recebedor, e mudar da vida que ele cogitada ser feliz, e descobrir que a mesmice , igual e perfeita, sem dores é realmente imoral. Sim imoral ser tirada e demonstrada como feliz, retirando a vida de um modo moral mesmo assim?

Feliz por ter mais dois livros, espero que a Ed.Sextante compre a idéia e os traga!

Um livro fácil de ler, e difícil de largar, é recíproco imaginar este tipo de vida, que sempre cogitamos, uma vida perfeita, mas o que é a perfeição?






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Dominique 23/12/2009minha estante
Realmente, é imoral aquela "harmonia" toda as custas da morte e da falta de escolhas das pessoas. Claro que é um livro que nos faz refletir bastante e aquelas regras possuem seus prós e contras.




Shirlei 15/04/2011

Lindo
Não consegui soltar do livro antes de acabar, e li super rápido, até para os meus padrões... acabei a leitura em pouco mais de uma hora, e não sem prestar muita atenção, e até reler algumas partes... Me apaixonei pelo Jonas...Ele é lindo, tão ingênuo no começo e depois tão certo daquilo que ele acredita, que não há como não gostar.
Neste livro todos vivem em uma sociedade perfeita, monocromática. Não há sentimentos, não há vontade própria, não há emoções e não há contato humano... imagina uma sociedade sem sexo - mas que funciona perfeitamente, pois algumas mulheres são prédeterminadas a serem as genitoras de todos. Nesta sociedade todos seguem a mesma regra, e a cada ano que passa, no aniversário de todos - pois todos mudam de idade no mesmo dia do ano - alguma coisa é modificada na vida da criança, seja ganhar um bicho de pelúcia quando é bebê, até ter sua própria bicicleta quando se é pré adolescente. Ninguém pode mentir, não há desperdicio, ninguém retira nada de ninguém, e não há cores. Não que elas não existam, mas as pessoas foram condicionadas a não verem. E quando alguém não se adapta a esta sociedade é enviada a uma outra comunidade. É feita uma viagem. Ah, não há gêmeos, quando aparece um caso assim eles escolhem a criança mais apta a viver nesta comunidade e a outra faz a viagem.
Pois bem, é nesta sociedade que conhecemos Jonas. E no dia do aniversário que determina o que ele vai fazer o resto da vida ele recebe a designação de ser o receptor - e no futuro - o próximo doador. Pois há apenas um doador em toda a sociedade.
Aí entra a curiosidade, doador de quê? De memórias, de sentimentos. Jonas então começa a perceber que a sociedade e a vida não é a perfeição que ele sempre acreditou. E que as lembranças podem ser doloridas se elas não forem repartidas. O livro é lindo... posso falar dele aqui até amanhã, mas precisa ler para entender e sentir... recomendo a todos que o leiam, pois é ótimo e é uma obra tocante e emocionante.
Leiam e depois me digam qual a impressão de vocês...
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Alvaro 04/09/2010

Fiquei com gosto de imcompletude
A escrita de Lowry é fluída e agradável. É interessante como consegue mostrar uma sociedade "perfeita". O mistério da vida, o livre-arbítrio, as escolhas, suas alegrias e dores, a mágica da individualidade, enfim, o livro nos traz estas reflexões.

Aos poucos, sua narrativa vai nos surpreendendo e nos prendendo, fazendo-nos imaginar um livro maravilhoso.

Entretanto ele para por aí.

Quando ele termina, fico com a sensação de que foi uma morte súbita. A autora faleceu antes de concluir a história.
O livro termina pela metade. Talvez tenha sido a intenção da autora:
deixar que o leitor termine o livro por ela. Uma pena.
Gabriel 02/02/2015minha estante
Concordo com você.
E se a intenção da autora foi deixar para que o leitor termine o livro, muito infeliz da parte dela.
O leitor não quer inventar um final de história, ele quer entrar no livro e participar das ações e consequências que ele nos traz.
Para mim, pareceu que ela teve medo de apresentar o final, e isso se mostrou até como falta de respeito aos leitores.
Respeito quem gostou do livro, mas eu realmente não gostei e não recomendo.


Kamila 21/06/2015minha estante
Esse livro é a primeira parte da história,são 4 livros.O nome do segundo livro é "A escolhida" por isso a sensação de que falta algo...




Flora 29/06/2015

Comecei O Doador meio incrédula, um pouco cansada de livros de distopia, mas me surpreendi positivamente quando não consegui colocá-lo de lado. Com uma narrativa envolvente e uma história emocionante, o livro me cativou do começo ao fim, se diferenciando de todos os outros livros distópicos que eu já li.

O que fez O Doador se destacar pra mim foi o otimismo, característica que muitos livros do mesmo tema pecam muito. Não me entendam mal, não quero dizer que a sociedade é representada de uma forma feliz e que o fim é ótimo e satisfatório, em um enredo nada realista. Não, o livro consegue ser realista e otimista ao mesmo tempo… Vou explicar melhor.

Ao receber as memórias, Jonas percebe que a sua sociedade deveria ser muito mais do que é, e que o amor, cores, música, sentimentos valem muito mais a pena do que o medo de uma guerra. E que viver sem eles não é viver. Ao se deparar com essa verdade, Jonas não pensa em se rebelar e destruir a sociedade, a fim de fazer o mundo um lugar melhor, não, o seu objetivo é compartilhar suas memórias e mostrar suas experiências maravilhosas para todos.

E ele não pensa nisso por algum motivo egoísta, não é para salvar sua família, nem por ser oprimido pela sociedade ou por ser parte de alguma profecia ancestral. Não, Jonas quer compartilhar apenas pelo seu desejo altruísta de ver a felicidade em sua comunidade, se arriscando até o fim apenas por esse objetivo, sem hesitar ideologicamente.

Esse altruísmo foi o que me conquistou nesse livro. Já vivemos em uma sociedade opressora e terrível em vários países, e os livros desses temas não nos ajudam a ter qualquer tipo de esperança, já que são lidados com tanto pessimismo. Precisamos de um herói que nos inspire a querer ser melhores individualmente, que nos dê esperança na raça humana e que se sacrifique pelos motivos certos e não por razões egoístas.

Tem um texto MARAVILHOSO que eu achei no tumblr que fala exatamente o que eu quero dizer. Traduzi para vocês:

"Para ser honesta, eu acho que o meu problema com a tendência “sombrio e rancoroso!!” em histórias modernas é isso. Há uma ideia na nossa cultura de que cinismo é realista?? Que apenas crianças acreditam em finais felizes, que pessoas são inevitavelmente egoístas e que ver com mente aberta significa ver que o mundo é um lugar horrível.

Esse idealismo é… fácil, eu acho. Borboletas e pôr-do-sol e amor são coisas fácies de se ter na sua cabeça. Mas desde que eu tinha quinze anos, esse idealismo – fé na humanidade – otimismo – é a coisa mais difícil no mundo.

Eu luto constantemente para ter fé na humanidade, porque é muito, muito fácil de perdê-la. É fácil olhar para as notícias e pensar “O que você estava esperando? Claro que os humanos agem desse jeito.” É fácil olhar o mundo e falar “ugh, não há esperança aqui” e os anos que eu passei pensando assim foram fáceis, miseráveis, mas fáceis.

É um trabalho duro ver o bom das pessoas, é difícil ter esperança. É difícil manter a fé e amar e apreciar a beleza da vida diária.

E quando produtores de filmes e de séries ou escritores pensam “meu deus! todos os personagens são egoístas e agem pobremente e não se amam, nada que acontece é feliz ou bom, porque isso é muito mais realista, é muito mais adulto!”. Não, não é.

É infantil. É a coisa mais infantil que eu posso imaginar. Porque é fácil acreditar na desilusão. O difícil é ter esperança. Mostre-me algo corajoso o suficiente para ver o bom nas coisas, precisamos de histórias assim."

O Doador nos traz tudo isso com uma sensibilidade incrível. É maravilhoso acompanhar a jornada do protagonista, enquanto ele descobre novas coisas, das quais não é capaz de descrever. Me emocionei junto dele, quando ele descobriu o que era o amor e tive uma angústia inexplicável quando ele entrou em contato com a morte.

Uma característica única também é que a sociedade não nos é introduzida com os preconceitos de algum personagem ou com a visão maniqueísta da narração em primeira pessoa. Não somos apresentados todas as características terríveis do mundo e como a tão sociedade utópica está errada. Ao contrário, vemos a história de como Jonas vive nesse mundo, como se ele fosse um de nós, e vamos nos aprofundando nos detalhes da sociedade, conforme a vida do personagem vai sendo mostrada, o que nos dá uma visão imparcial muito necessária.

A narração nos envolve e nos coloca na mente de Jonas, mas não de uma forma complexa e cheia de floreios, é simples e prática, mas bem efetiva. Com apenas 12 anos, acompanhamos seu crescimento e sua inocência, em uma das jornadas de desenvolvimento de personagem mais incríveis que eu já li.

Um livro maravilhoso do começo ao fim que nos dá exatamente o que precisamos. Uma visão otimista da humanidade e um herói real, humilde e bom, com um enredo cativante e emocionante. Estou apaixonada e mal posso esperar para ler os outros da autora.

site: http://floradepapel.com.br
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Rodrigo 27/09/2014

Abra seus olhos...
O Doador de Memórias é o primeiro livro de uma série escrita por Lois Lowry. A história se passa em um local chamado Comunidade, onde não há pobreza, crime, doença, medo nem dor. Todos seguem regras de conduta, cada um tem sua função na sociedade e a paz e a ordem dominam o ambiente em que Jonas vive.

Ao completar doze anos, toda criança passa pela cerimônia dos doze. Em tal cerimônia, o grupo de anciãos escolhe qual profissão a criança ocupará. Jonas é escolhido para o ofício de Recebedor de Memórias, um dos mais importantes cargos da Comunidade. Ao ter seu primeiro encontro com o Doador, o garoto começa a ver o mundo onde vive de uma forma completamente diferente.

Com uma premissa bastante atraente, O Doador de Memórias nos apresenta uma sociedade perfeita, porém, as pessoas são privadas de sentimentos e escolhas. Apesar de viverem em paz, sem fome e sem violência, os moradores do local vivem na mesmice, não mudam e, muito menos, querem mudar. São conformadas com aquela vida que seguem porque é o que foi designado a elas.

Repleto de críticas ao conformismo das pessoas, o livro mostra que nenhuma sociedade é perfeita. Chega a ser um alerta ao leitor que se conforma com tudo que está sendo-lhe dado. O Doador de Memórias abre a mente e os horizontes da pessoa que lê a jornada de Jonas. Sem sombra de dúvidas, a sociedade que nos é apresentada é a parte mais interessante da trama. Cheio de limitações, o governo, aparentemente perfeito, é tão controlador quanto um regime ditatorial.

Uma coisa que não me entrou muito bem foi a falta de sentimentos durante a narrativa, o livro não me passou nenhuma emoção ou algo do tipo. A narração mais lembra um texto informativo, tão inexpressiva quanto os membros da Comunidade, portanto o livro falha no quesito passar qualquer sensação ao leitor, seja ela de angústia ou de amor.

Apesar de possuir ser uma leitura rápida, a história peca nos detalhes. Não sabemos o que aconteceu para a situação chegar aonde chegou e isso me desagradou. Sei que como se trata de uma série, haverá explicações nos próximos volumes, mas eu precisava de pelo menos uma justificativa para a situação que eu estava lendo.

Um fator que pode desagradar muita gente é como as coisas acontecem. São rápidas e sem pausas. Particularmente, esse fator me agradou bastante, pois não houve tempo para a autora prolongar-se e acabar colocando fatos que não contribuiriam para a evolução da trama. O clímax é tão rápido que quando vemos já terminamos o livro. O final faz com que o leitor deseje descobrir o que vem depois, apesar de não acabar com grandes fatos.

O Doador de Memórias é um livro que deve ser lido por todos. Apesar dos seus pontos baixos, a história é recheada de uma critica social importantíssima, leva o leitor a pensar sobre o local onde vive e, além disso, questioná-lo. Isso supera qualquer defeito que o livro tenha tido. Sem muitos momentos de tirar o fôlego, a obra de Lois mostra que livros são muito mais que passatempos, livros são uma arma importante para que as pessoas possam questionar e começar a abrir os olhos para o que lhes rodeia. Muito mais do que recomendado.

site: becoliterario.com
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Nick 18/08/2014

Sobre o livro:
O livro tem uma liguagrm que traduz o sentimento que a autora quer passar. Eu mesma me senti muito incomodada, principalmente quando Jonas começa a descobrir as memorias e a verdade. É uma utopia que daria certo, porém rrtira a liberdade e individualidade das pessoas. E toca em pontos como respeito das diferenças fazendo a pessoa sentir que viver na mesmice é algo incomodo.
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Dominique 11/12/2009

Uma história intrigante!
Imagine o mundo sem dor, sem tristezas, sem raiva ou mágoa... sem traição! Imagine também um mundo onde não há alegria, ternura, amor... onde não há escolha! Esse é o mundo em que Jonas vive. Na comunidade de Jonas, tudo é organizado, tudo é programado, tudo é monitorado. Cada passo, cada decisão é tomado pelo conselho dos anciões. É simplesmente a cidade perfeita. O Doador é um daqueles livros que te faz refletir sobre o mundo que vivemos e suas mazelas.

Sabemos que nossa vida não consiste em mar de rosas 24h por dia, 365 dias por ano. Pelo contrário, são as coisas boas e ruins, principalmente, as ruins, que nos fazem crescer e a ser pessoas melhores. Os problemas, as lágrimas, o sofrimento nos amadurece, isso é sem dúvidas a maior verdade. No entanto, na vida também existe momentos de felicidade. Prefiro viver nesse carrossel de emoções, a não sentir nada.

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Fei_Ma 15/09/2010

Distopia voltada para o público infanto-juvenil (talvez o único livro do gênero com final feliz).

É uma pena que a autora não tenha desenvolvido melhor a história e tenha achado soluções rápidas para acontecimentos complexos.
Poderia ser um bom livro...
Macedo 08/07/2012minha estante
realmente... achei até q ela enjoou da história e logo pôs um fim. Tinha tudo pra ser um excelente livro.




Camila Márcia 09/10/2014

Não foi o que eu esperava, mas tem potêncial!
The Giver publicado originalmente em 1933, escrito pela norte americana Lois Lowry (só eu que pensava que ela era ele? rsrsrs). Esta escritora é muito reconhecida em seu país e foi ganhadora de várias premiações literárias. Anteriormente publicado pela Arqueiro como O Doador, este ano ele ganhou uma repaginada por causa do lançamento do filme baseado na obra. O filme intitulado O Doador de Memórias passa a ser o mesmo título utilizado na nova edição do livro. Detalhe: o filme já está em cartaz! Vale ressaltar que O Doador de Memórias faz parte de uma série cujos demais livros (Gathering Blue, Messenger e Son) ainda não foram publicados no Brasil.
Sinceramente só me interessei por esta leitura por saber que sofreria uma adaptação cinematográfica e gosto muito de assistir adaptações de livros. Também quando li a sinopse e vi que se tratava de uma distopia fiquei ainda mais curiosa, pois não é segredo que aprecio distopias.
O Doador de Memórias foi uma grande - realmente GRANDE - surpresa para mim, pois não é nada parecido com as distopias que já li, claro que tem suas similaridades, mas: 1 o personagem principal deixa de ser uma mocinha corajosa e passa a ser um rapaz pré-adolescente (12 anos) cheio de dúvidas e incertezas. 2 a narrativa comumente em primeira pessoa passa a ser em terceira pessoa, entre outras diferenças alarmantes, porque além disso há tipo poderes sobrenaturais peculiares a ficção científica que capacitam alguns indivíduos a doarem memórias para potenciais recebedores.
Muita coisa não tem explicação nesse livro - isso é comum em primeiros livros de séries - e somos apresentados a uma nova espécie de sociedade em que são abolidos qualquer tipo de sentimento e as famílias são formadas por acordos e são chamadas de núcleos familiares que podem solicitar filhos. Essa parte é bem interessante nessa nova sociedade porque faz o leitor refletir sobre o ponto em que chegou a sociedade e os motivos de uma mudança tão drástica. O novo modelo social parece ser perfeito: não existem doenças, pragas, fome. A sociedade vive na Mesmice, em contrapartida, os indivíduos que não são aptos ou já não tem serventia para o modelos social são redirecionados, aqui, é outra situação bem peculiar e inteiramente questionadora e inquietante.
Ao Completar 12 anos, Jonas (o personagem principal) vai para sua cerimônia - com os demais colegas - para ser incumbido de sua função na sociedade e é lá que ele recebe a função de Recebedor de Memórias para ser o próximo Doador. Tudo no treinamento de Jonas é incomum e inesperado, o Doador passa todas as lembranças da história da humanidade, desde o princípio dos tempos inclusive os sentimentos e é a partir daí que Jonas começa a questionar sobre muita coisa em sua sociedade. Questionamentos levam a mudanças de comportamentos e é aí que as coisas podem mudar.
O Doador de Memórias é um livro que me deixou no meio termo entre o gostar e o não gostar, não é que o livro seja ruim, mas ele foi completamente diferente do que eu esperava, mas mesmo assim teve pontos que me surpreenderam tanto que fiquei boquiaberta com a genialidade da escritora, apesar de muitas coisas darem para ser descobertas no decorrer da narrativa, de qualquer forma rola o suspense e o mistério. A narrativa em terceira pessoa também nos dá uma versão global da sociedade embora não consigamos ir muito a fundo dos sentimentos de Jonas.
O fato é que, com o final do livro - mesmo sabendo que ele faz parte de uma série - senti que faltou algo que agilizasse e tornasse a história mais empolgante. É impossível não comparar uma distopia com outras distopias que já lemos e posso dizer categoricamente que esta não tem muita ação e aventura, mas trata-se de algo mais psicológico e o final, PelAmorDeDeus é tão chocante que é necessário a continuação, até mesmo para eu descobrir exatamente como me sinto em relação a esse livro. Acredito que só poderei dizer algo mais concreto sobre esta série após a leitura de todos os exemplares. O primeiro livro foi esclarecedor, mas foi vago demais. Agora só basta conferir o filme - e por sinal estou tentando segurar minha empolgação, mas acho que tem tudo para ser bom.

Camila Márcia

site: www.delivroemlivro.com.br
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Arca Literária 13/06/2014

O Doador
Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.

Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.

Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.

Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.

FASCINANTE! Acho que essa é a melhor palavra para descrever esse livro que, acredito, deveria ser leitura obrigatória para todos que perderam a esperança de lutar por um mundo melhor.

O livro nos apresenta um mundo aparentemente ideal, tudo funciona certinho, tudo tem a época certa para acontecer, onde ninguém tem segredos, não há sofrimento e todos têm emprego, saúde, educação e lazer, além de uma família perfeita. Todo esse processo é sustentado através de pílulas que suprimem emoções, amor e, principalmente, sexualidade. Não há animais de verdade, somente de pelúcia, como o elefante da irmã de Jonas (morreria com isso...). Castigos físicos são empregados em crianças e idosos para minimizar os erros de linguagem e pequenos delitos (ah, meus alunos...), para os grandes delitos é reservada a Dispensa, que Jonas vai descobri mais tarde o que vem a ser.

– Quem quer ser o primeiro desta noite a falar dos sentimentos? – perguntou o pai de Jonas quando terminaram a refeição.

Era um dos rituais, o relato noturno dos sentimentos.

– Animais? – sugeriu Jonas. E deu uma risada.

– Isso mesmo – disse Lily, rindo também –, como animais.

Nenhuma das duas crianças sabia o significado exato da palavra, que ali costumava ser usada para descrever pessoas mal-educadas ou desajeitadas, pessoas que destoavam da comunidade

Aparentemente o sonho de qualquer um, não é? Mas, por outro lado, os desejos e sentimentos são controlados, as pessoas não têm passado ou apenas não se recordam dele, e o futuro é totalmente controlado, restando viver apenas o presente absolutamente monitorado. Será que vale à pena?

- Vocês me amam?

Seguiu-se um silêncio embaraçoso por um momento. Então o Pai deu uma risadinha.

- Jonas, logo você! Precisão de linguagem, por favor!

- Como assim? – perguntou Jonas. Risadas não eram absolutamente o que tinha esperado.

- Seu pai está querendo dizer que você se expressou de forma muito generalizada, com uma palavra tão sem sentido que já se tornou quase obsoleta - explicou-lhe sua mãe em tom cuidadoso.

Jonas os fitou. Sem sentido? Ele nunca havia vivenciado nada mais significativo e tão cheio de sentido do que aquela lembrança.

- E é claro que nossa comunidade não pode funcionar direito se as pessoas não usarem uma linguagem precisa. Você poderia perguntar: “Vocês gostam de mim?” A resposta é “Sim” – disse sua mãe.

- Ou então – sugeriu o seu pai -, “Vocês se orgulham de meus talentos?” E a resposta é, com toda a convicção, “Sim”.

- Compreende porque é inconveniente usar uma palavra como “amor”? – perguntou a Mãe.

Vamos conhecer esse mundo através dos olhos de Jonas, um Onze, assim designadas as crianças que tem onze anos. Tudo começa a se desestabilizar quando Jonas faz 12 anos e receber dos governantes a sua Atribuição, que será a sua profissão para o resto da vida. Em uma Cerimônia tensa, ele recebe a função de Recebedor de Memórias, função de extrema importância que é realizada por apenas uma pessoa por vez, ou seja, Jonas será o responsável por guardar as lembranças e sentimentos que foram retirados de todos os outros habitantes do local pois ele tem a capacidade de ‘ver além’.

Continua...

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Resenha de Adriana Medeiros, resenhista parceiro do Arca Literária e do Minha Velha Estante

site: http://minhavelhaestante1.blogspot.com.br/2013/07/resenha-da-drica-o-doador-de-lois-lowry.html
Xu 20/06/2014minha estante
Oi, adorei a resenha. Quero muito ler esse livro! Onde você achou para ler, porque estou feito louca e não encontro em lugar nenhum.




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