A Escrava Isaura

A Escrava Isaura
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Resenhas - A escrava Isaura


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Gilberto 26/10/2016

um livro pra problematizar
Engraçado como todos falam do tom abolicionista que o livro tem. O mais engraçado ~ironia~ é o fato do tom abolicionista ser todo voltado pra uma escrava B.R.A.N.C.A, que mesmo sendo escrava, recebeu educação, toca piano, se veste bem. É ~engraçado~ que o tom abolicionista todo se volte pra uma escrava branca, quando escravos brancos eram raridades. Engraçado também que Isaura, de pele branca é a detentora de todas as virtudes, a benevolente, a graciosa, a honrada, e católica, enquanto a Rosa, negra, é a invejosa, sem moral, portadora de todos os defeitos que só faz sentir inveja.

Um livro que se pauta o tempo todo como abolicionista, mas não retrata em momento nenhum a dignidade dos escravos negros - porque só quem merece ter a dignidade é a escrava de pele branca, cheia de graça e moral que se apaixona à primeira vista pelo mocinho blablablabla - é a mesma coisa que esses cristãos conservadores de hoje em dia que dizem ser pessoas de bem e lutam pela moral da familia tradicional brasileira, mas no fundo são hipócritas demais para reconhecer e desconstruir os próprios preconceitos.

Se Bernardo Guimarães queria mesmo fazer uma campanha contra a escravidão, desse o protagonismo e todas as virtudes a uma escrava de pele negra, que era infinitamente mais comum na época do que escravas brancas criadas dentro de casa recebendo educação erudita.
Betinha 24/11/2016minha estante
Sinto o mesmo. O livro é bastante racista. Isaura só não merece a escravidão por ser branca, educada e xheia de virtudes. Serve como retrato do pensamento da época, obviamente, mas não sei se pode ser considerado abolicionista.




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Ester 23/09/2016

Uma fanfic
Sabe aquelas fanfics super ruins? Onde uma garota maravilhosa sofre algum tipo de opressão mas no fim fica com o cara que todo mundo quer? Se vc prestar bastante atenção é o que fala "escrava Isaura" a menina branca que é escrava mas fica com o galã no fim. Desculpa os apreciadores da literatura Brasileira, mas eu acho que é por isso que Brasileiros não gostam de ler, pq vivem lendo "fanfics" ruins e nunca sabem o que é uma J. K. Rowling, eu acho que escritores brasileiros devem ser estudados sim, mas não devem ser leitura obrigatória, acho que um bom livro deveria.
Lucas 04/12/2016minha estante
E bom livro você define Harry Potter? Hahahaha Ganhei essa semana com a sua piada.




Paulo Sora 21/09/2016

Não envelheceu tão bem, infelizmente
Escrava Isaura é um clássico brasileiro, isso não há dúvida. O texto escrito por Bernardo Guimarães com certeza deve ter sido um imenso marco na sua época, muito inovador até, inclusive surpreendente, mas, com o desenvolvimento da literatura, a história ficou repleta de clichês que, claro, à época não eram.
Aqui tem tudo que se pode imaginar: narrativa quadradinha a ponto de ser possível prever o final na metade do livro; todas aquelas características que aprendemos sobre Romancismo no colégio; um certo grau de "ousadia", mas não tanta, já que, apesar de o personagem central ser uma escrava, a história raramente é contada do ponto de vista dela, deixando nas mãos de homens brancos e ricos.
Guimarães certamente deve ter chocado a sociedade em sua época e feito muitas pessoas pensarem com o seu tema de não importa se escravo ou livre, importa o coração .
Alguns pontos me deixaram bem frustrado durante a leitura, como a lentidão narrativa e a insistência do narrador de voltar a história para contar o outro lado do que acontecera, sendo que ou não nos importa, ou é extremamente previsível que tal tenha acontecido.
Nos pontos altos, vale ressaltar que a trama é bem amarrada e convincente, os momentos de tensão são realmente de trincar os dentes e o final é, de certo modo, recompensador.
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Brun¡ 11/09/2016

O livro tem seus pontos altos e baixos. Tudo aconteceu rápido demais, alguns acontecimentos um tanto forçados, já outros consideravelmente bons. Uma boa história, mas que poderia ter sido melhor escrita, mas talvez porque no passado, essas 88 páginas eram consideradas "muito", hoje em dia precisamos de mais detalhes do que foi contado no livro. É um boa história para quem quer ler literatura brasileira e para quem quer algo rápido, sem muito mimimi ou muitos detalhes.
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Leandro 03/09/2016

Resenha
Gostei.
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mylla 31/08/2016

A escrava Isaura
A história do livro A Escrava Isaura se passa inicialmente em uma fazenda, em Campos dos Goitacazes (RJ). Isaura é uma escrava branca, muito bonita e bem educada, que foi criada como filha na família em que serve. Durante muito tempo, foi protegida da matriarca, mas após a morte desta, Isaura tornou-se propriedade de Leôncio, um jovem recém-casado com Malvina. Além de Leôncio, a beleza da jovem escrava desperta paixão em vários personagens, como o jardineiro Belchior, o feitor da fazenda e o irmão de Malvina.

Isaura se recusa a ceder às tentativas de Leôncio, que, para forçá-la, a manda para a senzala trabalhar com as outras escravas. A escrava suporta o seu destino e não cede a Leôncio, afirmando que ele não era proprietário de seu coração.

O pai de Isaura, um homem livre chamado Miguel, reúne a quantia pedida pelo pai de Leôncio para libertá-lo, mas o jovem sem caráter descumpre a promessa do pai. Inconformada, a mulher de Leôncio, Malvina, volta para a casa de seus pais, deixando o caminho livre para que o jovem atormentasse ainda mais Isaura.
Miguel, o pai de Isaura, consegue tirar a filha da fazenda e foge com ela para Recife (PE). Naquela cidade, Isaura usa o nome de Elvira e vive em uma pequena casa com o seu pai.

Em Recife, Isaura conhece Álvaro, por quem se apaixona e é correspondida. Eles vão juntos a um baile e, na ocasião, ela é reconhecida e desmascarada. Álvaro fica surpreso, mas defende a amada e resolve impedir que Leôncio a leve de volta.

Leôncio leva Isaura de volta à fazenda, mas Álvaro descobre a falência do jovem sem caráter e compra a dívida dos seus credores, tornando-se proprietário de todos os seus bens, incluindo os seus escravos.

Ao se ver derrotado e na miséria, Leôncio suicida-se e a história tem um desfecho feliz.
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Jaciane 26/08/2016

Está obra conta a vida da jovem Isaura que que foi criada por sua sinhá depois que sua mãe uma escrava morre no parto .Isaura e linda e inteligente cativa a todos com simpatia ...
Um dia Leôncio chega para casa e vê Isaura se trasformou em uma linda dama acaba ficando obesecado por ela tentando de tudo para tela para ele.
Uma história cheia de altos e baixos que não te deixa até você saber o fim do que acontecerá com Isaura para se livrar do obcescado Leôncio.
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Tomás Woodall 12/06/2016

É um libelo contra a escravidão negra no Brasil no século XIX em forma de novela
Leio de tudo da literatura brasileira, e existem poucos livros ruins para mim. Infelizmente este é um caso.

Tanto os leitores quanto a crítica deveriam apreciar uma narrativa principalmente pelas suas qualidades intrínsecas, como verossimilhança interna, boa construção de personagens, com personagens planas e redondas, bom arco de personagens, inteligente utilização de recursos de tempo e espaço, descrição adequada, estilo da narração, tipo de narrador, mostrar x contar etc. etc. Entretanto, com Escrava Isaura, acontece exatamente o contrário, pois o que é relevante não é nenhuma qualidade do livro em si, mas o impacto que teve no público do final do século XIX.

É um libelo contra a escravidão, e um bom libelo! Mas é um péssimo romance; na verdade, nem chega a ser um, pois é antes uma simples "novela" bem curta em que, como qualquer obra dessa espécie literária, sucedem-se fatos e mais fatos, há um entre e sai de personagens, uma verdadeira ciranda deles. Não há um núcleo comum bem trabalhado e desenvolvido, conditio sine qua non para a espécie "romance".

Dou duas em cinco estrelas porque o mínimo é uma, e o livro ainda é uma leitura leve, despretensiosa, melhor que um best seller qualquer mal traduzido.
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Ana Ira! 01/06/2016

Lindo!
Essa é com certeza uma das histórias mais conhecidas da literatura e televisão brasileira. Uma história de amor e muito sofrimento. Preconceito infindável, mas que destruiu milhares de vidas pelo mundo.
Esse livro mostra só um pouquinho de tudo de ruim que os escravos sofreram :(

Isaura é filha da escrava Juliana (que morreu no parto) e do feitor português, Miguel. Não recebe a alforria mesmo sendo branca como o pai, porém é muito bem tratada pela sua sinhá, que a ama e cuida dela como se fosse sua filha. Esta que ao morrer, deixa o desejo de liberdade para Isaura a fim de ser realizado por seu marido ou seu filho Leôncio.

O marido morre logo no início da trama, e Leôncio, recém casado com a bela e rica, Malvina, detesta só ter de imaginar libertar Isaura, afinal, ele é loucamente (literalmente) apaixonado por ela há muito.

Isaura continua a trabalhar na casa, mas quando Henrique irmão de Malvina, chega de visita e de cara também "se apaixona" por ela, Leôncio surta de ciúmes e conta para o cunhado que ela é dele, e é ele que fará o que bem entender com ela. Henrique obviamente conta tudo à irmã, que expulsa Isaura de casa.

Isaura fica presa na senzala com os outros escravos, só que amarrada e tendo de aturar o nojento do Leôncio querendo ter um caso com ela a força. Seu pai consegue por milagre fugir com ela para Fortaleza, e assim, a nossa heroína conquista um pouco de paz.

Em Fortaleza, sem que ninguém saiba que fora escrava, Isaura passa a frequentar os salões e fica noiva de seu grande amor, Álvaro. Um casalzinho lindo e fofo, que me fez suspirar, rsrs
"- Levanta-te, mulher generosa e sublime! - disse Álvaro, estendendo-lhe as mãos para levantar-se. - Levanta-te, Isaura; não é a meus pés, mas sim em meus braços, aqui bem perto do coração, que te deves lançar, pois a despeito de todos os preconceitos do mundo, eu me julgo o mais feliz dos mortais em poder oferecer-te a mão de esposo!..." - Não falei que são fofos?! rsrsrs
Mas como sempre tem um capeta pra atormentar, muitaaaaaa coisa acontece e Leôncio bota as mãos em Isaura novamente. É um tormento! Álvaro, Miguel e a própria Isaura, precisarão de muita coragem para serem livres do perturbado Leôncio e da escravidão.
"- Escrava! - exclamou Álvaro, cada vez mais exaltado. - Isso não passa de um nome em vão, que nada exprime, ou exprime uma mentira. Pureza de anjo, formosura de fada, eia a realidade! Pode um homem ou a sociedade inteira contrariar as vistas do Criador e transformar em uma vil escrava o anjo que sobre a Terra caiu das mãos de Deus?...".
Amo livros antigos brasileiros, e esse é um de meus preferidos. Muito lindo e angustiante, você não consegue parar até chegar ao fim. De uma escrita sublime e encantadora, é uma história que arrebatará seu coração!

Em breve, trarei a resenha do Encarnação de José de Alencar, outro aflitivo!! rsrs Aguardem!!!
"- A escravidão em si mesma já é uma indignidade, uma úlcera hedionda na face da nação, que a tolera e protege. Por minha parte, nenhum motivo enxergo para levar a esse ponto o respeito por um preconceito absurdo, resultante de um abuso, que nos desonra aos olhos do mundo civilizado. Sirva ele ao menos de um protesto enérgico e solene contra uma bárbara e vergonhosa instituição."

site: http://elvisgatao.blogspot.com.br/2015/09/resenha-escrava-isaura-bernardo.html
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Prof. Mirzão 31/01/2016

A CRIAÇÃO DE ISAURA EM A ESCRAVA ISAURA DE BERNARDO GUIMARÃES
Isaura, a protagonista de um clássico romance de B. Guimarães, pode ser interpretada como escrava-biológica e escreva-mulher. A jovem é narrada em um sistema escravocrata, pois naquele momento histórico era permitido possuir escravos. Por meio da narrativa, é possível inferir que Guimarães visava explicitar uma sociedade idealista e nacionalista. Isaura só foi “aceita” pela sociedade por causa dos adjetivos de âmbito social branco-europeu, o qual já lhe era ambientado desde sua infância.
Mesmo com traços brancos – físicos e intelectuais – Isaura não era livre, justamente por ser do sexo feminino. A protagonista, desenhada por Guimarães, ora é apresentada no romance como branca e ora supostamente morena. É dito isto porque ela tinha, por parte de mãe Juliana (uma linda mulata escrava), sangue afro-descente. Sendo assim, Isaura figura o ser inferiorizado, que assistiu numa sociedade completamente machista e era, outrossim, escrava-biológica por causa da genética materna.
Historicamente e ideologicamente, a sociedade patriarca instituiu o ser feminino como inferior ao masculino – um objeto do/para o homem, cabendo à mulher obrigatoriamente ter relações sexuais – mesmo que estivesse enferma; cabendo a ela também trabalhos domésticos em prol do marido –; pensamento ainda existente em várias sociedades, até os dias atuais.
Tal característica da terceira fase do Romantismo no Brasil já era abordada por Victor Hugo – escritor Francês. Tempos depois, teríamos o “fim da escravatura no Brasil” e o início da primeira e a segunda guerra mundial. Os afro-descentes então “libertos”
O principal leitor da época era o público feminino. Por isso Guimarães construiu um enredo que levasse esse público a se identificar com questões atreladas à Isaura e às demais personagens femininas do livro.
Por fim, cabe fazer estas indagações: será que acabou a escravidão com a mulher? Ou será que só mudou de roupa em outros tempos? O que seria a escravidão na sociedade contemporânea? Quem seriam as Isauras atualmente?
A criação de Isaura explicita literariamente, por meio de uma personagem feminina, o quão a humanidade é escrava de si própria (tanto homem e mulher), pois alimenta e é alimentada pelo preconceito, pela indiferença a qualquer tipo de vida, ou seja, pelos piores sentimentos.
Leôncio representa, no caso do livro uma má criação de um filho, o qual via as maldades de seu pai contra a vida e uma mão com exageros de proteção. Uma criança que viu sua mãe ser maltratada pelo pai dele, logo, sua mente foi condicionada a entender a mulher como um objeto...
A leitura desse livro é super recomentada para jovens leitores em diante, desde que, haja um pré-preparo/pré-leitura para o texto de Guimarães, mesmo com uma linguagem simples que apresenta, é cheio conotações históricas, políticas e econômicas.
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Geovana715 23/01/2016

O livro 100% representa o Brasil
Bernado Guimarães escreveu uma história que representou muito o brasil na época da escravidão, Isaura era servia uma senhora muito bondosa(que a tratou, lhe deu a melhor educação e vida como se fosse uma filha) depois que ela morreu Isaura ficou perdida com Leôncio (filho da senhora) recém-casado atrás da pobre moça, que foi obrigada a fugir e muita coisa acontece quando ela finalmente decide sair daquela casa.
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Larissa Procedone 09/11/2015

Muito fantasioso
O livro conta a historia de uma mulher chamada Isaura, filha de uma escava e o homem branco, muito querida pelos os homens por sua beleza. Criada por uma senhora que gostava dela e de uma educação muito boa, depois de sua morte Isaura foi deixada como propriedade para Leôncio, que era filho da senhora. Leôncio era casado com uma mulher chamada Malvina, que gosta muito de Isaura, mas ela não sabia do amor que existia de Leôncio para Isaura.
Para mim é uma historia que foge da realidade, não existe alguém tão belo assim. Além dessa beleza imensurável não fazer muito sentido com relação a essa personagem, acho que, mesmo que fosse possível, tal beleza não seria motivo para ter tantos homens apaixonados.
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