A Escrava Isaura

A Escrava Isaura Bernardo Guimarães




Resenhas - A escrava Isaura


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Vick 09/11/2011

Decepcionantemente romance. . .
Honestamente? Um entulho textual, tsc, grotesco.

Eis que há muito tempo, Guimarães acordou com ressaca e mal humor e teve a infelicidade de ter uma idéia a qual ele transpôs seus conflitos internos, os seus problemas e feitiches, organizando tudo isso em palavras, chamando-o de livro e nomeando-o de 'A Escrava Isaura'.

O problema que causa a sensação de estupidez, ao meu ver, é o fato de Isaura ser a mulher perfeita enquanto os outros, pouco conseguem brilhar na trama.
Todos a amam não pelo seu interior ou pelos seus atos, simplesmente por suas feições agradáveis. Isaura é quase que um feromônio ambulante. Não, não, ela é o feromônio em pessoa! Objeto de luxo para alguns das personagens, aliás.

As doses de romances exageradas, os detalhes desnecessários na fase intermediária, as personagens mal exploradas e o enredo pouco trabalhado e sofrido são desanimadores e agravam ainda mais a situação desta coisa que alguns ainda cismam em julgar de 'obra prima'.

Sem mais.


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Joao.Paulo 29/12/2016

Todo o clássico tem que ser lido com a mente da época
A Escrava Isaura é um livro que com toda a certeza do mundo não funciona nos dias de hoje, por inúmeras razões, como: a questão de entendermos que só a escrava branca merece a liberdade, que as virtudes de Isaura estão ligadas a cor de sua pele e etc. Porém, temos que entender a época em que esse livro foi escrito. Naquela época quem eram as pessoas que liam os folhetins nos jornais? Quem era o publico leitor? Principalmente as sinhá donas de casa grande, eu tento compreender que a figura dessa escrava branca filha de uma mulher negra e um capitão do mato (se eu não me engano) era o que tocava os leitores na época. É hipócrita? Sim, eu acho que é uma hipocrisia muito grande, mas a gente não tem a cabeça daquela época, diferente de alguns, se essa história teve uma importância para o movimento abolicionista então quer dizer que realmente essa era a maneira de chegar ao publico leitor sem chocar muito. Diferente dos dias de hoje que eu acho que devemos dar esse choque nas pessoas, naquela época não era muito bom fazer isso. Então se você pretende ler "A Escrava Isaura" tenha em mente que para você a história pode parecer extramente racista, mas naquela época não era. Vou fazer uma comparação, é como a Ariel da Disney, na época em que o filme foi feito ela era considerada uma personagem rebelde, hoje em dia não. Então tenha isso em mente se for pegar esse livro para ler. Você gostando ou não, isso não importa, o que importa é entender que a história funcionou em uma determinada época.
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Toni 27/04/2012

Uma das pedras fundamentais do romantismo brasileiro é o tratamento mimético da realidade. Para os românticos, a possibilidade de atingir o ideal de nacionalismo engendrou uma postura mimética frente ao nosso ambiente, uma busca descritiva de tudo quanto pudesse servir à composição de um retrato fidedigno da vida cotidiana e do cenário natural das terras brasileiras. Dessa disposição deriva o fato, apontado por Wilson Martins, de ser nossa literatura mais sociológica que psicológica, ou seja, de que os romancistas cuidassem da descrição pictórica de exteriores e se furtassem aos aspectos interiores ou psicológicos do indivíduo, recorrendo com profusão aos tipos simples, previsíveis, às personagens planas.

Há exceções, naturalmente. ‘A escrava Isaura’, no entanto, não escapa a nenhum desses dois traços – a descrição mimética da natureza e a ênfase no social em detrimento do psicológico. Estão presentes em toda a extensão do romance, desde sua abertura que testemunha a pujança, a beleza, a grandiosidade e imponência de nossas terras até o traçado firme de seus personagens: Isaura, Malvina, Álvaro e Geraldo – bons e sempre justos –; Leôncio, Henrique, Martinho e Rosa – malvados cheios de vícios.

Mas marcante mesmo neste romance de Bernardo Guimarães é seu narrador onisciente intruso (FRIEDMAN: “editorial omniscience”), que se confunde com o próprio autor. Esse expediente – que deriva de certa forma da “ironia romântica” criada pelos alemães – foi largamente usado por nossos românticos, como forma de envolver o leitor no relato, estimular seu interesse e diverti-lo. Diferente da prosa romântica na Alemanha*, o autor brasileiro não se intromete no texto para fazer o leitor refletir sobre o estatuto da literatura enquanto obra e filosofia, mas visa, em primeiro lugar, entreter o leitor, assim como também busca recrudescer o caráter mimético da prosa, reforçando a impressão de verossimilhança. Daí as inúmeras asseverações de fidedignidade do relato vindouro com que geralmente o leitor se depara ainda nas primeiras páginas dos romances românticos brasileiros. Ademais, trata-se sobretudo de uma forma de envolver o leitor, identificá-lo com as figuras do texto, e fazê-lo ver nelas seres humanos verdadeiros, com os quais possa se identificar e partilhar as fortunas, como na passagem: "Suponhamos que também somos adeptos daquele templo de Terpsícore, entremos por ele adentro, e observemos o que por aí vai de curioso e interessante. Logo na primeira sala encontramos um grupo de elegantes mancebos, que conversam com alguma animação. Escutemo-los.” Há, sem dúvida, melhores exemplos, mas esse basta para o deleite de um leitor apaixonado por interferências autorais...

Entre outros fatores, o romance enquanto gênero foi responsável pelo crescimento considerável do público leitor, especialmente durante o romantismo. É preciso ter sempre em mente, pois, a recepção como constituinte fundamental da economia das obras daquele período, ou seja, que boa parte das motivações e peripécias dos romances românticos estavam em sintonia com os anseios e desejos de seus leitores em busca de personagens e situações com as quais pudessem sonhar ou se identificar. Há críticos que asseguram que a cor branca de Isaura foi a maneira encontrada por B. Guimarães de garantir a empatia de seu público, e atingir, da forma mais contundente possível, os grilhões da “instituição absurda e desumana” que seu romance procura condenar. Que seu leitor não se deixe enganar por tantas lágrimas puras, tantos ais doridos de amor, tanta perfídia esmagada enfim pela coragem e altivez: apesar de deliciosamente novelesco e gracioso, "A escrava Isaura” é um grito impaciente de nosso romantismo contra um dos capítulos mais terríveis de nossa história.

* sobre o romantismo na Alemanha e no Brasil ver VOLOBUEF, Karin. Frestas e arestas.
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Gabi 28/12/2012

Passe longe!
Gente, um aviso: Passe longe do livro porque ele é terrível, um dos piores que já li, não sei como virou clássico só sei que quem gosta e o prestigiou é LOUCO!


OBS: tenho vontade de atirar o livro na privada.


Jez 14/02/2020

É um livro bem diferente do estilo que eu gosto. É um clássico então é bem difícil de gostar. Mas de certa forma da pra se ter uma visão do Brasil na época da escravidão.
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Biblioteca Álvaro Guerra 13/02/2020

A Escrava Isaura é um romance escrito por Bernardo Guimarães em 1875 e publicado no mesmo ano pela B.L. Garnier, Rio de Janeiro. Com o romance, Bernardo Guimarães obteve fama, sendo reconhecido até pelo imperador do Brasil, Dom Pedro II.

Empreste esse livro na biblioteca pública.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788508172047
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Taci 14/02/2020

Romance Meloso Que Nos Traz Conhecimento
Como estávamos estudando a época do romantismo nas aulas de Português, fomos obrigados a ler um livro sobre o tema. Fiquei feliz com a minha escolha e não vou negar que fiquei empolgada.
É um livro que nos traz para a época da escravatura e nos mostra um pedacinho do que aconteceu por lá. O machismo também está bastante integrado. Gosto muito de livros sobre esses assuntos, pois nos traz uma grande reflexão sobre os dias atuais nos mostrando muitas vezes, o quão pouco isso mudou.

Odeio quando Isaura se rebaixa e não se acha digna o suficiente, mas entendo o motivo pelo qual ela faz isso. Esse tipo de romance super meloso não me agrada, mas gostei da experiência de ler algo do gênero, principalmente por se tratar de um clássico.
Não preciso nem dizer o quanto Leôncio me causa repugnância!

Eu simplesmente AMEI o final, pois adoro quando algo inesperado acontece. Me surpreendeu de uma forma que me deixou boquiaberta.
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Diario_de_leitura 16/03/2017

Maravilhoso
Gente não tem nada haver com que se passa nas novelas, um romance maravilhoso, onde o autor faz várias denúncia sobre a escravidão. E o final nossa que final surpreendente, incrível, vc acha que vai terminar com um felizes para sempre e paa o autor derepente te surpreende com um final chocante... Muito bom mesmo vale a pena ler...


Daay 19/12/2012

Ótimo livro! Ótima crítica, mas apenas mais uma heroína de 17 anos
Me arrependi de não ter lido essa belezinha antes. A maioria das pessoas conhece a historia da Escrava Isaura por causa das novelas produzidas, assim como eu, o livro é bem curtinho a história não se desenvolve muito e poucas coisas acontecem.

Reparei em duas coisas principais nesse livro, ele é curtinho e serve pra fazer um crítica muito clara a escravidão e da situação em que a sociedade estava, as vezes até mesmo esquecia que era a fala de algum personagem e simplesmente imaginava o autor raivoso escrevendo tudo o que ele achava sobre as abominações da época da escravidão.

A Isaura é uma personagem chata, e quem reclama das personagens principais com 17 anos, meio bobinhas e atraentes ao extremo, não pode ler esse livro, pois a história toda em qualquer capítulo, apenas se ressalta o quão linda ela é, e quão boa, cheia de bondade. Quem sabe fada, anjo, deusa, senhora, e que tal ser nunca poderia sem uma escrava.

Reparem toda a revolta do autor colocada através do personagem Álvaro contra a escravidão acontece por causa de uma personagem branca. E o resto dos escravos também não sofriam? Só a Isaura, por ser bela, educada e até mesmo branca, somente ela não poderia sofrer com a escravidão?
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cleitonlima 11/06/2009

Como eu posso expressar quão é ruim esse livro? Tem uma frase boa:

CHUTA QUE É MACUMBA!
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Tomás Woodall 12/06/2016

É um libelo contra a escravidão negra no Brasil no século XIX em forma de novela
Leio de tudo da literatura brasileira, e existem poucos livros ruins para mim. Infelizmente este é um caso.

Tanto os leitores quanto a crítica deveriam apreciar uma narrativa principalmente pelas suas qualidades intrínsecas, como verossimilhança interna, boa construção de personagens, com personagens planas e redondas, bom arco de personagens, inteligente utilização de recursos de tempo e espaço, descrição adequada, estilo da narração, tipo de narrador, mostrar x contar etc. etc. Entretanto, com Escrava Isaura, acontece exatamente o contrário, pois o que é relevante não é nenhuma qualidade do livro em si, mas o impacto que teve no público do final do século XIX.

É um libelo contra a escravidão, e um bom libelo! Mas é um péssimo romance; na verdade, nem chega a ser um, pois é antes uma simples "novela" bem curta em que, como qualquer obra dessa espécie literária, sucedem-se fatos e mais fatos, há um entre e sai de personagens, uma verdadeira ciranda deles. Não há um núcleo comum bem trabalhado e desenvolvido, conditio sine qua non para a espécie "romance".

Dou duas em cinco estrelas porque o mínimo é uma, e o livro ainda é uma leitura leve, despretensiosa, melhor que um best seller qualquer mal traduzido.
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