Will & Will

Will & Will David Levithan
John Green




Resenhas - Will & Will


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Lygia 04/06/2013

Objetivo primário dos autores?
Parceria entre John Green e David Levithan? Só poderia resultar em algo extraordinário, certo? Bem, não exatamente e já explicarei o motivo de não achar isso!

Do David nunca tinha lido nada, mas só via resenhas superpositivas dos seus livros individuais, inclusive a Galera Record vai lançar 'Everyday' no 2º semestre. John é muito amor, adoro a escrita e os livros dele, como vocês já viram nas resenhas aqui do blog. Acho que é o típico livro que promete muito, mas não cumpre todo o seu papel.

Will & Will, trata-se basicamente sobre os Will's Grayson. Cada capítulo é narrado por um Will e de cara dá para sacar qual Will cada um dos autores estão narrando. Não sei até onde um autor influenciou na escrita do outro, mas o ponto principal é: os dois Will´s são decididamente mal-humorados, meio depressivos (ok, um é realmente diagnosticado com depressão) e relutantes em manter contato com as pessoas. E o livro é basicamente sobre a vida adolescente deles, que em determinada situação, se cruzam (obra do destino? Acaso? Coincidência?).

Se os dois narradores chamam Will, como diferenciar qual capítulo é narrado por qual sem confundir o leitor na inserção do livro no início da narrativa? Simplesmente colocaram um dos Will (o depressivo) narrando com letra minúscula. Tudo. Tipo o quote ali em cima, que foi escrito exatamente como está no livro. Gente, pode parecer bobagem da minha parte, mas isso me incomodou muito. Não sei se existe algum motivo além da minha compreensão para terem usado esse artifício, se alguém souber me fale.

Sobre a história...O primeiro Will que é apresentado possui poucos amigos, mas não que isso o incomode de alguma forma. Seu mais novo lema de vida é 'Quanto mais calado, melhor', desde que protegeu publicamente seu melhor amigo gay, Tiny Cooper. Ele se entende por gay desde o terceiro ano, parece um armário gigante e acredita piamente que o mundo gira em torno de seu fabuloso eu. Tiny é egocêntrico, mas é engraçado e divertido. E está bem com sua opção sexual, apaixonando-se pelo menos 1 vez por semana, por garotos diferentes. Tiny é do tipo de amigo leal mas que só mete Will em enrascada. É uma bela amizade, no final das contas! =) A última peripécia de Tiny é montar uma peça de teatro, e o assunto da peça, naturalmente será Tiny Cooper. O segundo Will (o depressivo) mora só com a mãe, toma remédios e seu único contato com outras pessoas é por Maura que tenta manter uma amizade unilateral com ele e Isaac, que conheceu na internet. Will está apaixonado por Isaac e acredita que o sentimento é recíproco. Marcam de se encontrar.

Por causa do destino, acaso ou coincidência, chamem do que for, ambos os Will´s esbarram-se em um sex shop. O segundo Will encontraria com Isaac. Não vou dar mais detalhes sobre isso, porque, de certa forma, é divertido descobrir como isso aconteceu. Mas aí é que está...o livro realmente só começa a andar depois do capitulo 9, e aí sim temos ritmo. Will apresenta Tiny ao outro Will e bem, não é difícil imaginar o que acontece. Mas o porquê acontece e como acontece são os diferenciais e acompanhamos a vida desses personagens então.

Eu senti um pouco de dificuldade em entender em qual ponto os autores queriam tocar realmente. Sobre aceitação de si mesmo, sobre o relacionamento gay pura e simplesmente (diferencial o tema para YA's), ou sobre relacionamentos e laços, sejam quais forem, de amizade ou de amor romântico. Ou sobre Tiny Cooper, porque sinceramente, o livro deveria se chamar Will & Will & Tiny. Sério!
Essa resenha ficou maior do que costume, porque eu gostaria de falar tudo o que senti com a leitura. E explicar de ter esperado mais dele. Senti tão pouco, que tenho certeza que ele não foi escrito para emocionar. Não existe nada na narrativa muito complexo para se refletir, tampouco. Mas não é um livro ruim de forma alguma. Complicado, não? Acho que vou ficar com essa dúvida por um tempinho e um dia descobrirei exatamente à que 'Will & Will' veio.


Leonardo Drozino 25/06/2013

Terminei de ler Will & Will, e admito que fiquei um pouco decepcionado. Eu, como um gay florzinha foi esperando ler algo GAY, um romance bonitinho com que eu me identificasse, e no fim, cheguei a um livro com qualidade de texto ruim. Will e Will parece um rascunho mal acabado, mal trabalhado.

A história é meio inconsistente.

Como eu estava lendo a versão em epub no iPad, eu achei que fosse algum erro de programação, e por isso alguns capítulos estavam todos em letra minúscula. Só que eu, resolvi ler algumas resenhas e descobri que cada capítulo é narrado por um Will Grayson diferente. Sim, é isso mesmo.

Fora que, até o encontro deles (na metade do livro), eu não fazia a mínima ideia que o livro estava sendo narrado por dois Wills e eu tive que ler tudo novamente até esse ponto para entender a história. Por que, de fato, é muuuito confuso de entender se você não souber disso (eu não sabia).

Ok, passado os desafios de compreensão do livro (depois de 200 páginas, tempo perdido e já irritado com os recursos utilizados no texto), temos uma história morna, com narrativa inferior aos livros que o John Green já fez, e com uma sinopse um pouco enganosa.


O final do livro é bom, mas só isso. Na verdade, eu diria que esse é um livro ruim, muito ruim. Uma decepção para quem já leu romances anteriores do John Green.

Se você estava esperando alguma coisa emocionante a lá A Culpa das Estrelas, pode tirar o cavalinho da chuva, pois você não terá nada nada disso.


A capa, a primeira vista, é bem feia, mas pessoalmente (na verdade, vi fotos) ela é prateada e é bem bonitinha, para ser sincero.


Se recomendo o livro? Talvez. Acho que vale a pena ler e ver como o livro funciona para você, quem sabe você tenha mais sucesso em aproveitar a história.


Se esse livro fosse escrito por outros autores se não por nomes tão poderosos como David Levithan e John Green, com certeza ele passaria despercebido e não receberia tantas resenhas /cegas 5 estrelas.

Sinto muito aos fãs de John Green (eu, sendo um deles), mas Will e Will não é um trabalho com a qualidade de seus antecessores.


Fernanda 26/06/2013

Resenha: Will & Will
Link da resenha no blog Segredos em Livros:

http://www.segredosemlivros.com/2013/06/resenha-will-will-um-nome-um-destino.html

Resenha: Esse livro passou disparado na frente das minhas leituras, primeiro porque estava ansiosa para conhecer a história que vem apresentando uma grande repercussão de acordo com a divulgação da Galera Record e segundo porque gosto muito do trabalho de John Green, e David Levithan vêm se revelando a cada dia que passa.

O que mais me motivou na leitura foi exatamente a abordagem para com os personagens, e a maneira sutil ao qual os autores acrescentaram temas comoventes e centrados. Vou confessar que não leio a sinopse antes de começar a ler um livro novo, mas ainda bem que em “Will&Will” eu li primeiro. Digo isso, porque os capítulos são alternados entre cada Will e imagino que seja preciso entender um pouco do enredo, para que os fatos não acabem ficando confusos.

“tenho a sensação de que minha vida está muito dispersa neste momento, como se fosse um monte de pedacinhos de papel e alguém ligasse o ventilador, mas falar com você me faz sentir como se o ventilador tivesse sido desligado por um tempo, como se as coisas pudessem de fato fazer algum sentido, você junta todos os meus pedacinhos e, sou muito grato por isso.” Pg;49

Como já citei anteriormente, nos capítulos conhecemos um pouco sobre cada Will Grayson. Dois garotos como nomes semelhantes que por obra do acaso – ou não – irão se encontrar. Mas não pense que vai ser logo no começo da leitura que eles vão se esbarrar (foi isso que eu pensei), pois antes há certo desenvolvimento sobre a vida, a personalidade e os costumes de cada um.

“então aqui estamos nós de volta a outro beco sem saída, e, desta vez, é a coisa de ser gay.” Pg.77

O primeiro Will é meio fechado, tímido e prefere não se envolver muito com nada. Ao contrário de seu melhor amigo gay – e fabuloso – Tinny Cooper, que vive metendo Will em confusões. É difícil não se encantar por Tinny, que aos poucos vai revelar ter um coração enorme. Será que só eu achei que o título desse livro deveria também apresentar o nome de Tinny? Porque com certeza ele se mostra um personagem muito importante. O destaque é que esse primeiro personagem foi desenvolvido por John Green e o segundo will grayson – tudo minúsculo mesmo – foi idealizado por David Levithan. O segundo will é mais complicado e no caso, diagnosticado como depressivo. Achei ele muito sozinho e perdido e para piorar, não consegue achar uma maneira de dizer à sua família que é homossexual. O modo como os dois se encontram dá um ar mais dinâmico a trama, fazendo com que o leitor se divirta com as cenas e os diálogos apresentados.

O legal nesta história é acompanhar o rumo dos acontecimentos e perceber claramente o envolvimento de ambos na vida um do outro, incluindo suas amizades. Acredito que o sentido maior de “Will & Will” é demonstrar todo o amadurecimento dos personagens, incluindo suas confianças e aptidões. Não foi um livro que me surpreendeu, porém revelou ser uma leitura ágil e carismática, sendo que os autores mantiveram uma sintonia mais calma e despretensiosa até o desfecho, que se mostrou um pouco previsível em vários aspectos.

Link da resenha no blog Segredos em Livros:

http://www.segredosemlivros.com/2013/06/resenha-will-will-um-nome-um-destino.html
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Izandra 07/06/2013

Como sempre, os livros do John Green são INCRÍVEIS. Neste, ele escreve em parceria, mas é fácil identificar onde tem o "dedo" dele. Em alguns diálogos, algumas cenas, alguns assuntos. Quem já leu outros livros do autor, como "A culpa é das Estrelas" e "Teorema Katherine" sabe do que eu estou falando.

Ele é incrível, um dos melhores autores desta geração. E isso fica evidente neste livro, que coloca em pauta o homossexualismo, tratado como algo NORMAL. E é normal, apesar das alas conservadoras da sociedade se recusarem a compreender isso.

O livro é fofo, belo, instigante, engraçado, reflexivo. Ele te faz gargalhar ao mesmo tempo em que te faz PENSAR. Mas um excelente livro para a coleção do John Green que eu espero escreverá ainda muitos outros livros assim.
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Wendell 25/07/2013

Antes de iniciar a leitura do livro me deparei com inúmeras resenhas negativas, mesmo assim não desanimei, a temática me interessava em um todo, e a história conta com dois escritores de peso. Após iniciar a leitura eu me dei conta do motivo de tanta gente não ter aproveitado a história; o livro é narrado por dois garotos chamados Will Grayson, cada Will Grayson pertence a um escritor, na narrativa de John Green é tudo normal, porém quando chega a parte do David Levithan a diagramação muda, não há letras maiúsculas por exemplo, pois segundo Levithan é assim que o garoto se vê, e muitos leitores não conseguiram sacar isso de primeira, o que fez com que pensassem que era erro de impressão e os deixou confusos.

Outro motivo evidente é que a temática desse livro decepciona qualquer um que esteja esperando por algo parecido com A Culpa é das Estrelas, mas quem disse que só porque um escritor acerta em uma temática ele tem que seguir naquele caminho o resto da vida? Vi muitos leitores reclamando que Green e Levithan não aproximam os personagens dos leitores como acontece com a Hazel em A Culpa é das Estrelas, isso se dá ao fato de que os três protagonistas do livro sejam garotos, três pois o amigo de um Will acaba sendo tão envolvido na história que pode ser chamado de protagonista também, e dois deles sejam homossexuais, portanto, se você não é um garoto ou não é homossexual, obviamente você não se sentirá muito próximo dos personagens, emocionalmente falando.

Como já falei, o livro narra a história de dois garotos chamados Will Grayson, eles não têm absolutamente nada em comum a não ser o nome e a vontade de descobrir quem realmente são e qual é o seu papel no mundo. Durante metade do livro os dois tentam entender a si mesmo, um Will Grayson não sabe se gosta ou não de Jane, hora ele gosta e hora não, e tenta descobrir o real sentido da amizade verdadeira, principalmente sobre sua amizade com Tiny. O outro Will Grayson é homossexual, sozinho e depressivo, a única pessoa com a qual pode contar é Isaac, um garoto que ele conheceu pela internet e vem conversando há um ano.

Apesar de ser classificado como "Young Adulg Gay" o romance homossexual realmente passa batido pela história sendo mais centrado em auto aceitação, que na verdade é o tema principal de todo o livro, além das formas de amor e amizade. Will Grayson, Will Grayson, Tiny e Jane conseguiram me conquistar, com seus momentos de reflexão e também com toda a parte cômica, o livro viajou comigo para NY e em alguns momentos eu cheguei a dar gargalhada no avião.

Will & Will foi uma leitura deliciosa, e tenho certeza de que se você deixar de lado as questões que eu falei lá em cima vai conseguir gostar do livro o tanto que eu gostei.

http://whathethinks.com.br

site: http://whathethinks.com.br


Kass 10/02/2020

O significado de amor
Cada capítulo é escrito por um autor, onde eles escrevem sobre o 'seu' Will.
O livro é bem divertido, principalmente por causa de Minúsculo que é responsável pelas partes engraçadas, e apesar de falar bastante sobre homossexualidade que não é o foco principal do livro, o foco principal é o amor.
Em um momento os dois Will se encontram e esse encontro nós traz uma lição importante sobre amor verdadeiro e o significado dele, e como é possível tornar realidade os nossos sonhos com a ajuda de verdadeiros amigos.
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(in)Pública 01/06/2013

Will & Will - Um nome, um destino.
"Will Grayson & Will Grayson" é o novo livro do John Green (A Culpa é das Estrelas) com David Levithan. O livro é um lançamento da editora Galera Record, com o título de "Will & Will: um nome, um destino". Se você pensou que isso parece título de filme da Sessão da Tarde, não foi o único.
Esse foi o primeiro livro que eu li inteiramente em inglês, e se você também está curioso e não quer esperar até ter o livro traduzido em mãos, pode procurá-lo em inglês que é uma leitura super fácil. Não senti dificuldades.
Vamos começar quebrando um mito sobre o livro: segundo o material promocional, é um romance gay. Mas não é. Will & Will não é um romance homossexual, é apenas um romance COM homossexuais. Os capítulos são bastante pequenos, cada um deles escrito por um autor e abordando o ponto de vista de um Will Grayson diferente.
O primeiro Will Grayson (vou chamá-lo de Will Grayson 1) mora em Chicago. Will 1 vive a sua vida sob duas regras muito simples: 1) não se importe muito 2) cale a boca. Sempre que quebra uma dessas regras, algo ruim acontece. Por exemplo, recentemente ele foi excluído de seu grupo de amigos por ter escrito uma carta para o jornal da escola - e assinado a carta! - defendendo o seu melhor amigo: Tiny Cooper. Tiny não é a pessoa mais gorda do mundo, ou a pessoa mais gay do mundo, mas ele é a pessoa mais gorda do mundo que é muito, muito gay, e a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito gorda. Tiny é fabuloso. Na verdade, o livro não é sobre nenhum dos dois Will Grayson: ele é sobre Tiny Cooper e seus Will Grayson.
Então temos o Will Grayson 2. Esse Will tem problemas de saúde e é depressivo. Ele simplesmente não consegue não estar triste, não achar que a sua vida é uma droga, não saber que ninguém o entende, não ter ódio de tudo e ódio de si mesmo. O pai abandonou a ele e a sua mãe, que ele sabe que magoa constantemente, mas não pode fazer nada para evitar isso. É somente quem ele é. Ele também odeia a sua melhor amiga, odeia a escola, odeia a casa onde mora, odeia tudo. Só há uma coisa que impede Will de pular na beira do precipício: Isaac. Will 2 conheceu Isaac em uma sala de bate-papo online e está apaixonado por ele. Não, Will 2 ama Isaac. Ele vive por Isaac. Eles nunca se encontraram, mas isso muda de figura quando Isaac simplesmente diz: "eu acho que está na hora". Will 2 não pensa duas vezes antes de concordar.
Will Grayson viaja para conhecer Isaac, mas em uma locadora de vídeos pornôs quem ele conhece é o outro Will Grayson. Quais são as chances de algo assim acontecer?
Até o encontro dos dois personagens principais já se foi praticamente metade do livro. E eu não vou dizer o que (quem), afinal de contas, uniu os dois Will Grayson em um local tão inusitado. Leiam o livro para descobrir.
"Will & Will" é o tipo de livro que se lê com a a sensação de que está folheando o diário de alguém. Ele é íntimo, mas simplesmente começa, termina, e você sente como se nada tivesse passado, como se nada tivesse importado, como se ainda restasse anos de situações mais interessantes para se ver. É apenas alguns meses na vida dos dois Will Graysons e seus amigos. Eu não sou o tipo de pessoa que aprecia romances e talvez esse tenha sido o problema, mas achei o livro bastante... despropositado. Ele trata de romances na vida de quatro adolescentes e nada mais do que isso. Sem surpresas, sem reviravoltas, e talvez a única parte realmente "nossa, bacana" do livro seja os dois capítulos que rondam o encontro dos Will Grayson, que são personagens bastante interessantes e, não se iludam, eles praticamente não se encontram. Só há três diálogos entre os dois personagens no livro inteiro.
Will & Will é de certa forma um livro de auto-ajuda para jovens com tendências depressivas ou que acabaram de passar por alguma desilusão amorosa, principalmente se forem garotos gays. Mas o livro tem coisas interessantes no geral, que são as reflexões pessoais que os dois Will fazem sobre si mesmos em determinados momentos. Gosto principalmente do Will 1 e suas duas regras (“1- não se importe muito 2- cale a boca”) O Will 2 é um pouco perdido. Ele sofre bruscas mudanças de personalidade ao longo do livro, o que pode ser causado pelos remédios para depressão que toma, ou apenas descuido do autor, ou podia ser isso que ele queria passar. Se o objetivo era mostrar o personagem superando a depressão a coisa caiu em uma mesmisse bastante previsível e desinteressante, daquelas que dá pra perceber que foi criara para emocionar os leitores. Uma coisa que quem ler a tradução não deve sentir, mas eu senti, é que John Green e Davi Levithan não estavam sincronizados no começo do livro, a mudança de estilo entre os dois escritores é nítida. Um deles fez com que eu me sentisse lendo uma fanfic - mas calma, depois melhora. A falta de sincronia fanficnesca dura as 30~50 primeiras páginas.
O final do livro é bom, bastante emocionante, bastante impossível e ”foi colocada ali apenas para emocionar os leitores”, mas é um tipo de cena embebedada em água-com-açúcar que dá pra engolir porque é mesmo muito bonita. E é no final que a gente descobre que o livro desde o começo era sobre Tiny Cooper. Mas não caia no famoso truque de “o final é bom então todo mundo pensa que o livro é todo bom”, porque apesar de tudo Will & Will é o tipo de livro que enrola bastante e é de certa forma despropositado.
Bem, está claro que eu não sou o público alvo do John Green e a história não me convenceu.
Resenha originalmente postada em: http://www.inutilidadepublica.com/2013/06/resenha-will-e-will-john-green.html


Jacon 25/02/2020

Clássico livro adolescentes
Para quem procura uma leitura fácil esse é o livro. Nele você navega por toda a insegurança e drama adolescente, na visão dos will's. A dúvida se vale a pena se abrir e permitir desfrutar todos os tipos sentimentos, a dor, a felicidade, o amor...
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Enny 12/10/2013

FABULOSO!
Ai vocês pensam como eu fiquei ao ver a sinopse desse livro:

“Gente! Romance homossexual! Entre duas pessoas que tem o mesmo nome! Como assim?!” *Virando livro pra ver se acha mais coisa* “Calma ai! Ta faltando parte da sinopse não ta?! Como assim?! Preciso ler, isso vai ser doido e blá blá blá...” *Falando sozinha no meio da rua*

Sim, essas foram as minhas primeiras expectativas. Estou lá eu lendo o livro e o que descubro? PAH! Uma bigorna de decepção cai da minha cabeça. Mas não aquela decepção de “Vou jogar o livro num canto e talvez algum dia eu volte a ler”. É só que minhas expectativas foram todas quebradas, sabe, o livro acaba com você mostrando que não era nada disso que eu estava pensando que seria, acabou que eu li esperando o romance entre Will Grayson e Will Grayson, mas não é isso. Porém o mais incrível foi que isso não me fez parar de ler o livro. Pelo total contrario, a cada pagina que passava eu queria saber mais, o que ia acontecer com o Will e como ia acontecer.

Então voltemos ao inicio de tudo.

A historia conta sobre Will Grayson (Do Green) e Will Grayson (Do Levithan). São dois personagens com nomes iguais, mas quando você os conhece e lê cada capitulo, vê que são totalmente diferentes, claro que tem aquelas coisas em que são parecidos, as coisas em que todos os adolescentes são parecidos, querem encontrar seu lugar no mundo, acham que tudo e todos poderiam morrer e essas coisas (Sim... Muitas vezes eu pensava que as pessoas ao meu redor poderiam morrer hahahah)


“Vivo constantemente dividido entre me matar e matar todos à minha volta”


O primeiro a nos dar o ar de sua graça, no primeiro capitulo é o Will do John Green, por isso eu vou chama-lo de Will Green, só pra não confundir. Ele é um garoto aparentemente solitário, como um jovem tímido. Ele tem uma boa família (os pais deles são médicos, olha só! Rico! hahaha) Ele é filho único e tem poucos amigos, basicamente o único que ele pode considerar amigo é Tiny Cooper (mas falemos dele depois porque ele é muito importante). Ele vivi refletindo que que o melhor é sempre ficar quieto e não chamar atenção, porque sempre que isso acontece algo tende a dar errado, por isso ele criou duas regras para si: Calar a boca e não se importar.


“Eu não entendo muito bem qual é o sentido de chorar. Além disso, acho que chorar é quase – assim, exceto em caso de morte de parentes ou coisa parecida – totalmente evitável, se você seguir duas regras muito simples: 1. Não se importar muito com nada. 2. Calar a boca.”


Mesmo ele dizendo que essa é sua regra de vida e que todos deveriam seguir esse pensamento, dentro da cabeça dele, de seus pensamentos Will Green é um completo falador, chegando a ser bem sarcástico. Ele me fez rir em muitos momentos com pensamentos desse tipo, que ele cortava a pessoa. E sendo a narrativa em primeira pessoa temos uma grande vista de como ele se importa sim como todos a sua volta, mesmo que não admita isso.


“Você gosta de alguém que não pode retribuir o seu amor porque é possível sobreviver ao amor não correspondido de uma forma impossível no caso do amor uma vez correspondido.”


No segundo capitulo nos deparamos com o Will Levithan. Ele é um garoto que sofre de depressão, tendo que até tomar remédio de tarja preta pra ajudar. Vivi sozinho com a mãe, já que os dois foram deixados pelo pai e moram aparentemente numa casa mediana, nada de se jogar fora, mas nada de luxuoso. Ele sim se pode dizer que segue as regras do outro Will, ele não se importa com quase nada e só fala quando é necessário e apenas o necessário. Esse sim tem uma mente afiada e um humor negro que eu gostei e mesmo assim ele pode ser considerado uma pessoa sensível, porque toda regra tem sua exceção. Will Levithan se importa muito com a mãe dele, tentando não dar tanto trabalho para ela e ainda temos Isaac, um amigo de internet que ele conheceu num bate-papo e esta apaixonado, ou seja, ele é um gay não assumido.


“Ele é ao mesmo tempo a fonte da minha felicidade e a pessoa com quem quero partilhá-la.”


Num dia nada convencional, em que Will Green teima que tem que usar sua nova identidade falta e que Will Leviathan marca um encontro com Isaac, é o dia que acontece o encontro dos dois Will Graysons, numa loja de revistas pornô! É desse encontro que... Podemos dizer que a vida deles fica ligada, mesmo que seja por apenas um fato, ou pessoa.


“No que diz respeito à vida, prefiro o silenciosamente desesperado ao radicalmente bipolar.”


A cada capitulo vamos conhecendo mais e mais desses personagens. E claro, sobre as pessoas que interagem com eles:

Jane é uma personagem que aparece nos capítulos de Will Green. Ela é uma garota inteligente e de gênio forte, da bons conselhos e tem uma habilidade incrível de passar objetos grandes pela abertura de um armário. Ela, assim como os outros, tem um gosto musical excêntrico por bandas não muito conhecidas. A medida que a historia passa, ela se tornara o par de Will Green e muita coisa acontecera entre eles que ajudara o garoto a amadurecer e descobrir novos sentimentos.


“É bem. Algumas pessoas têm vida; outras têm música.”


Maura. Ela é inicialmente “amiga” do Will Levithan. Mas do jeito que as coisas são entre os dois não se pode considerar o que eles tem uma amizade legitima, o que eles tem parece ser mais algo de conveniência... Talvez o Will Levithan pensasse “Ah, vou conversar com ela pra não ficar o dia todo sem abrir a boca”, já que ele não contava nada pra ela sobre a vida pessoal ou se importava mesmo, dá pra sentir que ele meio que... Afastava ela. E ela sempre no pé querendo saber mais! Eu não ficaria surpresa se ela colocasse as mãos no pescoço do garoto e começasse a gritar “Me fala logo o que quero saber!”. Com eu passei o livro todo odiando essa menina... Ela é uma daquelas pessoas que você bate o olho e diz “Não fui com a cara dela”, e não deu outra... Se eu estivesse no lugar do Will Levithan eu teria feito algo parecido com ele ou pior, mas na primeira caída fora teria esquecido essa menina. Só mais uma coisa pra terminar (porque chega de falar dela né): Ainda quero que ela morra e ela é uma chata (minha sincera opinião como leitora que se infiltra de mais na historia, relevem).


“Quando as coisas se quebram, não é o ato de quebrar em si que impede que elas se refaçam. É porque um pedacinho se perde – as duas bordas que restam não se encaixam, mesmo que queiram. A forma inteira mudou.”


Gideon. Ele aparece quase no meio/final do livro, nos capítulos do Will Levithan. Cito ele aqui porque eu gostei do personagem. Ele é uma um ótimo amigo, daqueles que te faz rir nos momentos mais tristes, esta sempre disposto a ajudar e é sincero. Considerei ele uma personagem muito importante na vida do Will Levithan e que continuara sendo.


“Portanto, se quer que as coisas mudem, não precisa trocar de vida. Você precisa tirar a bunda da cadeira.”


Tiny Cooper. Que personagem... FABULOSO! (hahaha quem leu entende). Ele definitivamente rouba toda a cena do livro quando aparece, não importa em que capitulo ele apareça. Ele é divo, fabuloso e todos os holofotes são dele quando sua entrada é anunciada seja onde esteja. Ele tem sua primeira aparição nos capítulos do Will Green, como seu melhor e mais próximo amigo desde o fundamental. Ele pesa 130 quilos, esta sempre sorrindo, tem um gênio forte, não se abala facilmente, sempre parece procurar as coisas boas da vida e o melhor das pessoas, é gay assumido completamente sem vergonha de mostrar esse fato ao mundo, tem um ego inflado e muda de namorado tão rápido quanto os mosquitos morrem. É com ele as partes em que mais se lê comedia no livro, com comentários humorados ele arranca risadas de qualquer um. E se não é pela beleza, ou o fato que ele é PODRE de rico, é com certeza o jeito dele de ser que faz com que ele tenha tantos namorados.


“Ele está sempre tentando chegar ao coração das pessoas. E isso significa que ele sempre supõe que haja um coração aonde chegar. Acho isso ridículo e admirável ao mesmo tempo.”


Tiny Cooper, pra mim foi a personagem mais bem elaborada do livro. Ao mesmo tempo que ele é louquinho, ele consegue ser fofo, divertido, melodramático, inteligente, criativo... Nossa uma lista. Ele parece ver através de tudo e de todos, porém ele não deixa ninguém ver através dele. Eu não reparei mudança nenhuma nele no livro, assim, os dois Wills cresceram de poucos em poucos a cada capitulo, Tiny não, ele continuou sendo que ele é sem medo, ele só veio mostrando mais e mais dele para os leitores. Além disso ele é o ponto que une os dois Wills e apenas ele. (Essa foi a bigorna que caiu em mim, uma bigorna de 130 quilos e fabulosa). Apenas no final eu fui me tocar de que a historia do livro não é sobre os Wills (Sim, conta a vida deles e tudo, é sobre como eles crescem e tem experiências que modificam sua visão de mundo MAS NÃO!) e sim é a historia do TINY COOPER! Sim. Tudo que acontece com os Wills depois que eles se encontram acontece por causa de que? TINY COOPER. A historia inteira gira em torno de que acontecimento? O musical de TINY COOPER. Entendem? Se esse livro quisesse se chamar “Meu amigo Tiny Cooper” daria muito certo! Os dois Wills se ligaram muito a Tiny e ficaram meio que dependente dele, mesmo reclamando que Tiny apenas pensava nele, os dois meio que precisavam de uma dose de Tiny todo dia...


“Mas, por muitos anos ainda, às vezes, eu tirava Marvin do armário e ficava com ele um pouco – não por mim, mas por Marvin. Sabia que era loucura, mas ainda assim fazia. E o que eu queria dizer a Tiny é que, às vezes, me sinto como se eu fosse o Marvin dele”


Will e Will é um livro que eu considerei muito bom. Tem uma leitura muito fácil e bem fluida, em nenhum momento ficou cansativo ou tive preguiça de ler os diálogos, todos são muito importantes para um bom entendimento da historia. (Admito aqui que eu me perdi na conversa do Will Green e da Jane sobre a caixa e o gato...). Cada pagina me dava um gostinho de querer mais, não consegui para, eles sempre terminavam naquele “tantantaaan!” do que vai acontecer a seguir, mesmo os capítulos sendo intercalados um sempre dava um jeito de completar o outro. Muito interessante foi o jeito que eles escreveram os capítulos. Os capítulos do Will Green tudo normal, uma escrita normal como se vê em qualquer livro. Mas quando se chega no capitulo do Will Levithan meio que parei pra observar, estranhei e me perguntei se tinha alguma coisa errada, mas não é daquele jeito mesmo: a escrita é toda em minúsculo, mesmo em começo de paragrafo ou nomes a letra maiúscula só parece aparecer quando o personagem grita e as falas também, são tipo um roteiro. Pelo que pude ler nos outros blogs, eles queriam representar o jeito de pensar e de ver o mundo de cada personagem. Gostei.


“Estamos sempre tendo essa conversa. Mas, se você continuar se concentrando no porque de tudo ser tão difícil pra você, nunca vai perceber como poderia ter sido fácil.”


Pela conclusão do livro eu não gostei muito de como eles passaram o subtítulo da historia para o português... “Um nome, um destino” Da à impressão de que será um romance entre os personagens principais e a única coisa que une eles é o Tiny, eles nem se falam muito no decorrer do livro... E claro que eles não têm o mesmo destino né... Então não ficou legal.

Eu curti muito a leitura e fiquei até meio que com dó de ler o ultimo capitulo. Me apeguei ao Tiny e não resisto a dizer FABULOSO por ai pra todo mundo mesmo que eles não entendam. Eu recomendo muito a leitura. De livros sobre amizade e tudo que isso acarreta esse foi um dos melhores que já li (Até agora... hohoho). E também, como podem ver no decorrer da resenha, tirei muitas frases legais dele. Leiam!

Por isso esse livro merece 5 amoras!!


site: http://amoraspower.blogspot.com.br/2013/10/explicacoes-e-resenha.html
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Bruno 22/01/2014

É apenas amor
Basta ver que um livro foi escrito pelo John Green, que eu já tenho vontade de ler. Desde quando ainda estava lendo “A Culpa é das Estrelas”, já sentia vontade de ler mais e mais histórias desse autor que passei a gostar tanto. E aqui ele divide a autoria com David Levithan (que escreveu “Todo dia”, entre outros sucessos).

“Will & Will” é, sem dúvidas, um dos livros mais divertidos que eu já li. Escrito por dois ótimos e respeitados autores, o livro apresenta a história de dois jovens bem diferentes, mas com UMA coisa em comum: o nome Will Grayson. Cada capítulo é escrito sob o ponto de vista de um dos dois.

Os capítulos ímpares são narrados pelo “Will Grayson do John Green”, heterossexual, que logo conhece Jane e se sente atraído por ela. Ele vive sua vida sem exigir demais, sem esperar nada, se define como “prático”. Filho de médicos, curte a companhia dos amigos e tudo aquilo que a maioria dos adolescentes do ensino médio curte.

Já nos capítulos pares, a narração é do “will grayson do David Levithan” – escrito assim, com letras minúsculas, numa referência à linguagem da internet, que é onde o rapaz introspectivo passa boa parte de seu tempo. Dramático, homossexual, depressivo, esse Will vive reclamando de tudo e de todos. Mora só com a mãe, estuda, trabalha numa farmácia e, quando chega em casa, conta os segundos para conversar com Isaac, sua paixão virtual.

Pela forma de escrever, e também pela diagramação e pelo conteúdo, conseguimos distinguir bem um Will do outro. E é bem interessante acompanhar os dramas desses personagens de mesmo nome. Suas questões individuais, os fatos surpreendentes (como o caso do isaac, por exemplo – quem ler vai entender), até o momento em que as duas histórias se cruzam (o esperado encontro dos Will Grayson, que mudaria a vida dos dois).

Preciso destacar aqui a incrível sincronia entre os autores. Às vezes, dá pra sentir como se o livro tivesse sido escrito por um autor só. As visões se completam naturalmente, os detalhes são lembrados, os fatos se complementam. Sem falar nas surpresas (que eu preciso me controlar, senão acabo contando, rs) e no sarcasmo super presente, o que torna a história ainda mais divertida. A gente já termina o capítulo de um dos Will ansioso pelo que acontecerá com ele dois capítulos depois, mas também curioso sobre o que irá acontecer ao outro Will no capítulo seguinte. E é assim em TODOS os capítulos. Até quando termina, a gente se pega desejando que a história continue.

Os outros personagens também são bons e bem construídos, com características bem marcantes. Jane, Maura, a mãe de cada Will, o pai de um deles, etc. Mas tem um que é SEMPRE citado. O livro já começa falando dele, Tiny Cooper, o melhor amigo do “Will do John Green” e grande destaque da história como um todo (e que me fez sentir raiva em muitos momentos, por me lembrar MUITO de algumas pessoas que conheço e suas manias que me irritam, haha. Mas isso logo passou, é um personagem bem carismático, “apesar de tudo”, rs.) Tiny é um homossexual grandalhão, extrovertido e egocêntrico, que escreve um musical sobre sua própria vida e quer apresentá-lo no colégio. Ele vive arranjando namorados e se decepcionando com todos, e depois arranjando novos. E é o amigo Will que fica ouvindo seus dramas.

Como já devem ter percebido, o romance homossexual está presente. Mas é tratado de forma natural, sem preconceitos, como realmente deve ser, e não como um tabu. O livro apresenta certas “críticas disfarçadas à sociedade”. Li em alguns lugares que a editora chegou a mandar uma cópia para Marco Feliciano, com a dedicatória: “Prezado deputado Marco Feliciano, é só amor. Talvez com esse livro o senhor consiga entender”.

Mais que tudo, podemos observar ao longo da história uma lição de amor e de amizade, fazendo-nos lembrar das coisas que realmente importam na vida. Tudo com muita originalidade e bom humor. Eu li esse livro MUITO rápido, tamanha era a ansiedade pelos fatos seguintes.

E terminei o livro já imaginando como seria se essa história fosse contada no cinema. Bom, “A Culpa é das Estrelas” já está prestes a ir para a telona. Quem sabe “Will & Will” também vá, num futuro não muito distante?

Ah, não sei mais o que falar desta obra, rs. Li a versão digital, e ainda quero comprar o livro, físico, certo de que lerei de novo. Gostei bastante, e ria o tempo todo. Surpreendente, emocionante, divertido, direto, e tem um final bonitinho também, rs. Recomendo a todos que leiam, principalmente de mente aberta.






Nota: 4.5 (de 5 estrelas)


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Táta 04/07/2013

Uma história sentimental com um grande toque de humor.
Will & Will é simplesmente incrível. Eu estava com muitas expectativas de que seria um livro ótimo, afinal são dois autores competentes, eu pelo menos sou apaixonada pelos livros do John Green e não me decepcionei com este, pelo contrário, adorei. Will & Will conta a história de dois garotos, ambos com o mesmo nome: Will Grayson, que em uma noite improvável se encontram em Chicago. Eles nem se quer se conheciam, mas por obra do destino acabaram se encontrando, criando um tipo de conexão.
Cada capítulo é narrado por um Will Grayson, o primeiro, é hétero e tem um melhor amigo gay totalmente fabuloso e enorme, o hilário Tiny Cooper. Já o outro Will, é gay e um tanto (muito) depressivo. Ele mantém um relacionamento virtual com Isaac, o único com quem pode ser ele mesmo, expondo seus sentimentos. Confesso que no início, me senti mais atraída pela narrativa do primeiro Will Grayson, achando a outra, um pouco entediante, no entanto, a história torna-se melhor depois que os dois Will's se encontram.
O livro pode ter os Will's como narradores, sendo interpretados como os principais da história, mas devo dizer que quem merece destaque é Tiny Cooper! Lá no fundo, podemos perceber que a narrativa gira praticamente em torno dele. Eu particularmente dei muitas risadas com esse personagem e já estou com saudades do livro.
Com uma temática inovadora, John Green e David Levithan produzem uma história brilhante, envolvendo temas como a homossexualidade, de forma muito inteligente e divertida. Vale notar as mensagens que o livro apresenta, de que amor é amor e de que devemos aceitar quem somos.

"Tenho a sensação de que minha vida está muito dispersa neste momento. Como se fosse um monte de pedacinhos de papel e alguém ligasse o ventilador. Mas falar com você me faz sentir como se o ventilador tivesse sido desligado por um tempo. Como se as coisas pudessem de fato fazer algum sentido. Você junta todos os meus pedacinhos, e sou muito grato por isso".

"[...] Talvez haja alguma coisa que vocês tenham medo de dizer, ou alguém que vocês temam amar, ou algum lugar aonde têm medo de ir. Vai doer. Vai doer porque é importante".

Fiquei encantada com a amizade entre o primeiro Will e Tiny e a forma como o segundo Will Grayson se desenvolveu até o final da narrativa.
Pude visualizar o livro como um filme, com uma escrita relaxante, porém, que requer atenção para não se perder com a quantidade de fatos e distinguir um Will de outro. O livro valeu totalmente à pena, o final então, sem palavras! Rico de detalhes, humor e sentimento. Garanto que ainda vou relê-lo, pra relembrar essa história do qual gostei tanto e que se tornou uma das minhas prediletas. Recomendo muito!
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Robson 30/06/2013

Resenha de Will & Will| Avaliação: 5 Estrelas + Favorito. Um livro que aflora as emoções
O que acontece, quando pegamos um livro que diz tanto de nós em suas páginas? Acontece o seguinte: Nós choramos, nós rimos, nós sentimos de tudo um pouco. E é com palavras sinceras e seguras que digo que foi exatamente isso que aconteceu comigo nas poucas horas que passei com Will & Will.

Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro aqui que o que vou escrever a seguir é minha opinião e que entendo que cada um tem o direito de expressar sua opinião sobre algo da maneira que bem entender. Por isso estou vindo aqui dar a minha opinião sobre o livro nessa resenha e defende-lá com argumentos, sintam-se a vontade para ler e argumentar também.

“Não digo bom-dia. Acredito que essa seja uma das expressões mais imbecis já inventadas. Afinal, você não tem a opção de dizer mau-dia ou horríveldia ou não-dou-a-mínima-pro-seu-dia. Todas as manhãs, espera-se que seja o início de um bom dia. Bem, eu não acredito nisso. Acredito contra isso.”

Em Will & Will temos as histórias de dois jovens (com o mesmo nome) se desenrolando em paralelo. Um dos Wills, que vou nomeá-lo o.w.g, vive seu dia-a-dia tentando levar a vida com uma rotina de silencio. O.W.G convive com seu atual único amigo, Tiny Cooper, que acaba levando toda atenção para si e para sua associação de gays e héteros. Em contrapartida, o Will Grayson vive uma rotina depressiva e sem muitas amizades. Will é amigo de Maura, uma garota com um jeito muito parecido com o dele. O que Will não sabe é que terá uma decepção com Maura e em meio a isso, irá parar em uma sex shop de Chicago e nisso tudo ele irá conhecer um garoto com o mesmo nome que o seu.

Bom, para começar: A narrativa do livro é feita em dois povs, um de o.w.g e outra do Will Grayson amigo de Maura e etc. E é nesse ponto que me pego pensando em algumas resenhas que li, resenhas essas que diziam que até a página 200 não sabiam se tratar de dois Wills diferentes, que o livro era confuso e blábláblá. Vocês que ainda não leram o livro e porventura leram essas resenhas, não se enganem, cada um dos Wills apresenta diferenças gritantes no que se diz respeito à personalidade, ações, amigos e etc. Depois de parar para analisar isso eu fiquei pensando como as pessoas conseguiram se perder achando que era um Will só, a diferença na narrativa de John e David também é bastante clara e a formação dos capítulos de cada um é feita de maneira diferente, justamente para evitar que alguém confundisse alguma coisa.

Acho que vocês entenderam o que eu quis dizer né, by the way, a narrativa de John, já conhecida pela grande maioria, é divina e eu posso dizer que David Levithan não fica nem um pouco atrás. Pouco antes de iniciar a leitura de Will & Will eu tive a oportunidade de ler “Every Day”, de David Levithan, e olha, eu vi toda aquela qualidade de narrativa refletida e W&W, toda a reflexão do autor, toda a sua critica em relação aos preconceitos impostos pela sociedade, então não tinha como não amar. A narrativa de ambos é muito gostosa, você vai lendo sem perceber e quando vai ver, o livro acabou.

“Tenho a sensação de que minha vida está muito dispersa neste momento. Como se fosse um monte de pedacinhos de papel e alguém ligasse o ventilador. Mas falar com você me faz sentir como se o ventilado tivesse sido desligado por um tempo. Como se as coisas pudessem de fato fazer algum sentido. Você junta todos meus pedacinhos, e sou muito grato por isso.”


Eu não vou falar que o enredo do livro é impressionantemente complexo, que ele é a perfeição de deus e todas as coisas relacionadas com isso, porque ele não é. Os autores pegaram uma temática simples e que ocorre durante todos os nossos dias e em todos os lugares, o preconceito em geral, e isso é o que torna o livro tão bom. E é para isso que servem os dois Wills, um nos mostra seu dia-a-dia com seu melhor amigo que é gay e ainda por cima, gordo. O outro Will nos mostra a dificuldade de se aceitar sendo gay e como isso pode influenciar as coisas. O o.w.g, mesmo sem saber, apresenta um pouco de preconceito pelo fato de seu melhor amigo ser gay e gordo e acaba tomando algumas decisões que os afasta. E os autores tratam desse assunto no livro, de se amar e amar os outros independente de suas diferenças, eles mostram o desenvolvimento de seus personagens para aceitar isso e de maneira muito satisfatória.

É claro, os autores não poderiam desenvolver uma história dessa escala sem personagens bons e eles conseguem construir personagens ótimos. Por mais que eu tenha ficado com raiva de o.w.g, ele tem uma personalidade bem forte e que retrata bem o que os adolescentes passam hoje. O Will Grayson gay por outro lado enfrenta uma crise existencial até o momento em que ele se aceita e resolve viver a vida, o desenvolvimento dele é perfeito e mostra mais ainda sobre o cotidiano de um adolescente que sente medo de se assumir e mostrar isso para o mundo. Tiny, o que falar deste personagem único? Não sei, ele liga os dois “mundos” de ambos os Wills e ele quem acaba por dar uma solução para os problemas dos dois. E é nisso que ele esquece os seus próprios problemas e os dois o ajudam.

“Nosso milagre é diferente porque as pessoas afirmam que é impossível. Como está dito em Levítico: ‘Homem não se deitará com homem. ’” (...) “Mas ali não diz que homem não deve se apaixonar por homem, porque isso é simplesmente impossível, certo? Os gays são animais, satisfazendo seus desejos animais. É impossível para os animais se apaixonarem. No entanto...” (...) “Eu me apaixono e me apaixono e me apaixono e me apaixono e me apaixono.”


Eu posso dizer que o final foi incrível a lá Tiny Cooper, fabuloso. Não tinha mais o que colocar para deixar o livro perfeito. A diagramação da Galera está perfeita, com letras grandes e um espaçamento ideal para a leitura. Em minha opinião, a editora só cometeu um erro na hora de colocar “Um Nome, Um Destino” no titulo, pois se mal compreendido a pessoa pode ter uma decepção enorme com o livro. Por isso, eu tenho que soltar esse spoiler aqui para vocês: O romance homossexual do livro não é entre Will Grayson e Will Grayson, mas infelizmente o titulo pode sugerir isso.

Bom guys, eu espero que vocês tenha gostado da resenha quilométrica (rs) e espero também que deixem seus comentários. See YA!

site: http://www.perdidoempalavras.com/2013/06/resenha-will-will.html#_


Núbia Esther 09/07/2013

“No que diz respeito a vida, prefiro o silenciosamente desesperado ao radicalmente bipolar.”

Will Grayson tem duas regras básicas, não se importar muito com nada e calar a boca, e toda sua existência se resume a não mostrar nada para o mundo. Seu sonho de consumo talvez fosse ser apenas uma montanha, mas ele está mais para um vulcão. Para quem se esforça tanto para não se importar, ele importa-se até demais, e o calar só se restringe a boca porque os pensamentos de Will, bem esses são bem loquazes, sarcásticos e bastante divertidos. Ele é amigo do gay, muito gay, grande e expansivo, Tiny Cooper. Tiny é daqueles que se apaixona de hora em hora e acha que Will é incapaz de sentir o que os humanos chamam de emoção, o contrário dele que é definido pela emoção, emoção que às vezes beira o insuportável para o arrelacionamental Will. Apesar das diferenças, ambos são amigos de longa data e ainda que Will ache que a grande missão de Tiny seja acabar com sua vida social, esse gigante no tamanho e no coração acaba é contribuindo para aumentar seu círculo de amizade, que antes estava mais para uma reta.

“ela provavelmente só está preocupada com o dia em que vou acordar e perceber que metade dos meus genes são tão orientados pra ser um filho da puta que vou desejar ser um filho da puta. bem, mãe, adivinhe só? esse dia aconteceu há muito tempo, e eu gostaria de dizer que é aí que entram os comprimidos, embora eles lidem apenas com os efeitos colaterais.”

will grayson vive com a mãe e a relação dos dois é péssima, melhor seria dizer inexistente. will é depressivo, toma remédio controlado, tem uma relação de amizade completamente deturpada com maura e precisa aceitar e assumir sua orientação sexual, ainda mais agora que está apaixonado por isaac, um garoto de ohio com que mantém uma amizade virtual. mas não deixe esse pessimismo todo te enganar, à sua maneira will consegue ser tão hilário quanto seu homônimo de Chicago, só que com um humor mais ácido e cinzento.

Green e Levithan dão vida aos seus Wills e seus mundos em histórias que bem poderiam continuar paralelas, mas que acabam se encontrando em uma noite de uma sexta-feira gelada numa sex shop. Ali Will Grayson encontra Will Grayson e de uma forma que não poderiam imaginar provocam mudanças na vida um do outro. Mudanças que acontecem por meio de quem? De Tiny é claro, afinal ele pode não ser um dos narradores dessa história, mas é a estrela principal. Tiny é o elo que une as duas “timelines”. Tiny, suas milhares de mensagens trocadas pelo celular e seu musical que promete ser o mais fabuloso e libertador de todas as produções escolares já feitas.

As “conversas” entre a história de Green e a de Levithan renderam um livro alegre, irônico, sarcástico e impagável em sua unidade. A temática sobre homossexualidade é tratada com sensibilidade, fugindo dos estereótipos e de forma bastante natural, mas mais do que um livro sobre opção sexual, Will & Will tem música, teatro, livros, muitos gatos de Schrödinger, família, amizade, amor (de todos os tipos e formas), aceitação, arrependimento, perdão, sinceridade, mudanças, reconquistas, reencontros, escolhas, tentativas… tudo isso e mais um pouco, e foi justamente essa pluralidade de temas, tratados com tanta naturalidade que me deixou apaixonada pela obra.

“Estar em um relacionamento, isso é algo que você escolhe. Ser amigo, isso é simplesmente algo que você é.”

“é por isso que chamamos as pessoas de ex, acho – porque os caminhos que se cruzam no meio acabam se separando no fim. é muito fácil ver esse x como uma anulação. mas não é, porque não tem como anular uma coisa assim. o x é um diagrama de dois caminhos.”

Já conhecia o estilo narrativo de Green e o livro só veio corroborar o sentimento perante a forma como ele faz uso das palavras e as características tão marcantes de seus personagens. Levithan por outro lado é novidade, e novidade das boas, que me fez querer ler loucamente todos os outros livros seus. Os estilos são bem diferentes, mas se complementaram perfeitamente e no final se mostrou uma mistura bem acertada. E fazendo eco ao coro:

- Tiny Cooper também te aprecio de montão!

Quantos aos Grayson, terminei de ler o livro sem saber de qual gostei mais. Will, sua política do ficar calado e o pendor para os papos existenciais. ou will ‘levemente depressivo’ com seu sarcasmo refinado. Na dúvida fico com os dois.

[Blablabla Aleatório]

site: http://blablablaaleatorio.com/2013/07/09/will-will-john-green-david-levithan/
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Yasmin 11/08/2013

Consegue surpreender, dois personagens diferentes e torno do verdadeiro protagonista.
Aceitação, música e conflitos internos em busca de algum tipo de aceitação.

Desde que os livros de John Green começaram a sair aqui no Brasil que estou na balança com as histórias dele. Não são perfeitas, mas conseguem ser ótimas, com seus temas e curiosidades atuais. Por isso quando vi que a Galera lançaria o livro do autor em parceria com David Levithan fiquei muito curiosa. Levithan é conhecido por seus temas e linguagem forte, por isso mesmo fiquei curiosa para ver o resultado dessa união. Will & Will é uma história diferente, construída de uma forma peculiar e dissonante.

A história começa nos apresentando o Will Grayson do John Green. Um garoto reservado, meio nerd que vive da forma mais quieta e sem confusões possíveis. O que excluí novas amizades e namoros. Sua única exceção tem sido Tiny Cooper. Um garoto muito alto, enorme, meio gordo e espalhafatoso que Will define como o gay mais gay do país. A vida de Will se resumia a estudar, acompanhar os dramas amorosos que Tiny que vivia apaixonado e de coração partido e mais recentemente acompanhar Tiny nas reuniões que iriam trazer para o palco do colégio a peça Tiny Dance, sobre a vida e as dores de Tiny Cooper. Além de observar Jane tentando descobrir se ela era lésbica. Logo em seguida conhecemos o Will Grayson de David Levithan. Um garoto depressivo, que cujo pai foi embora há muito tempo, que mantém menos amizades possíveis e acha a vida uma droga não assumindo para ninguém que é gay. Atualmente divide sua atenção as semi conversas com sua colega de colégio Maura e longos bate-papos com Isaac. A amizade virtual com Isaac é a única coisa boa em sua vida segundo suas definições. Quando em uma noite o Will Grayson de Levithan descobre a verdade sobre Isaac e o Will Grayson fica de fora de um show por erro na sua identidade falsa os dois se encontram no lugar mais improvável da cidade de Chicago. Por causa do nome em comum acabam conversando e enquanto o Will de Levithan sofre e xinga o Will de Green tem a ideia estranha de apresentar o outro Will Grayson a Tiny, afinal ninguém levanta mais o humor do que Tiny. E a partir daí apesar do improvável os acontecimentos daquela noite mudam tudo.

Essa é a premissa da história estranhamente construída por dois dos maiores escritores do público jovem adulto. Unindo a familiaridade realista dos personagens de John Green com o retrato nu e cru de David Levithan a história é uma narrativa de ritmo alternado, que forma um conjunto que funciona na maior parte do tempo, mas soa estranho, como o encontro de duas histórias a parte com um pequeno denominador comum e não é o nome dos personagens. Na verdade os autores usaram o nome dos Wills para contar uma história de aceitação e foi através da peculiar personalidade de Tiny Cooper que tudo aconteceu.

A história de se desenrola de uma jeito muito diferente, com ambos os Wills em torno de Tiny e em um certo ponto a história se desconstrói. O Will de John Green chateado com as mudanças de Tiny, e com a forma que ele se torna o centro de tudo diminuindo a amizade dos dois e o complicado interesse por Jane, a garota das músicas e o Will de David Levithan não aceitando tudo o que Tiny imaginou para os dois. Imaginando que não seria real se ele apenas fosse algo idealizado e não o que ele realmente é, um cara quebrado de várias formas e que não se aceita. No meio disso tudo tem Tiny, um personagem interessante e rico, que com seu estereótipo grandalhão e bom humor rendeu ótimas conversas e um desfecho não só bem amarrado que consegue passar a mensagem do livro.

Leitura rápida, que instiga a curiosidade e surpreende pelo foco diferente do sugerido pela sinopse. Uma história que respira música e que numa espécie de trilha sonora apresenta a história de três jovens e a forma como mudaram a vida um do outro. A história de um cara grandalhão, de bom coração, que só de olhar todos considerariam o homem que mais parece hétero, incompreendido e julgado erroneamente, mas que de um jeito ou de outro leva a vida da melhor forma possível e ainda consegue mudar a vida dos dois Wills. Tiny já tinha se aceitado, ele só precisava saber que todos os valorizavam.

A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:

site: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/08/resenha-will-will.html

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