A Casa do Céu

A Casa do Céu Amanda Lindhout...




Resenhas - A Casa do Céu


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Fernanda 15/01/2014

Resenha: A Casa do Céu - Amanda Lindhout, Sara Corbett
Resenha: “A Casa do Céu” apresenta uma narrativa angustiante, porém valente e inspiradora. Amanda Lindhout passou por muitas coisas difíceis e nesse relato o leitor é redirecionado à memórias marcantes sobre suas origens, anseios por viagens e o retrato de uma tragédia cruel.

É necessário citar que antes o leitor adentra numa narração carregada de dramas, envolvendo a vida de Amanda e toda a trajetória desde a infância, problemas conturbados e sérios com a família, encontros e desencontros. O pai assumiu ser gay e a mãe se uniu com Russell, um rapaz mais novo que ela, inseguro e com crises de violência e bebidas. Sua família era complicada e um tanto descontrolada, mas apesar disso se amavam cada um a sua maneira.


LEIAM A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/01/resenha-casa-do-ceu-amandalindhout.html
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Rose 14/12/2013

Vamos do início, a Amanda é uma jornalista humanitária canadense que foi sequestrada na Somália e ficou como refém durante 460 dias. Isso mesmo, vocês estão lendo corretamente, foram 460 dias mantida em cativeiro. Ela resolveu nos contar sua experiência.
Amanda cresceu em um lar violento, sua mãe só se envolvia com caras violentos, e mesmo não tendo relatado nenhuma agressão a ela ou a seus irmãos, eles no entanto sempre presenciavam e ouviam as intermináveis brigas que sua mãe tinha com os namorados.
Seu pai morava com um outro homem, e para superar e até mesmo esquecer o pequeno inferno que vivia, ela se perdia no mundo descrito nas páginas das revistas National Geographic.
Quando completou 19 anos, foi morar com um namorado e arranjou um emprego de garçonete em baladas luxuosas. Poupando todas as suas gorjetas, ela aos 24 anos começou a realizar seu sonho de conhecer o mundo. Mas ela não queria simplesmente conhecer o mundo, ela queria entender o mundo em que vivia e então ter uma vida com algum significado. Para que isso acontecesse, ela viajou a várias zonas de conflitos. Com um mochilão nas costas e muita coragem na bagagem, ela foi para diversos países, como Afeganistão, Bagdá, Síria, Paquistão entre outros.
No meio destas viagens, começou a trabalhar como repórter e a contar o que via por onde passava. Mesmo com os constantes pedidos de sua mãe, ela não desistia de suas viagens e sempre estava com o perigo batendo em seu cangote. Mas como todo jovem, ela não acreditava que alguma coisa de ruim pudesse acontecer com ela.
Foi então que em agosto 2008 ela viajou para a Somália, conhecido como o lugar mais perigoso do mundo. Com sua mochila nas costas, ela, seu ex namorado, um tradutor e um guia foram conhecer um campo de refugiados mantido por uma médica humanitária. Mas eles não chegaram ao seu destino, foram sequestrados no meio do caminho. Foi então que começou o calvário de Amanda. Se no início ela pensava que tudo se tratava de um mal entendido e que tudo se resolveria rapidamente, ela aos poucos foi percebendo que sua situação não era nada boa. Ela estava presa, nas mãos de uns rebeldes, em um país muçulmano onde as mulheres não tinham voz para nada. As coisas só pioravam, ela era a única mulher no meio de um bando de homens, e o preço que pediram de resgate era de 1 milhão! Dinheiro este que sua família não tinha nem onde arranjar.
Para se proteger um pouco, ela decidiu virar muçulmana, e junto com Nigel (seu ex namorado) acabaram se convertendo. Mas isso não adiantou em nada, Amanda foi vítima de surras, espancamentos e estupros. Viveu um inferno enquanto esteve presa. Pensou em desistir e se matar, mas nunca realmente tentou. Enfrentou o medo, a fome, as humilhações, as noites mal dormidas, as febres e um sem número de fatos que só lendo para saber. Para se manter viva, ela buscou a fé. Para se manter sã, ela passou a construir várias casas imaginárias, e era lá que ela ia quando queria se desligar do que acontecia com ela mesma. Prometeu a si mesma que sairia dali e que se tornaria uma pessoa melhor. Ajudaria a quem precisasse. Em 25 de outubro de 2009, ela foi solta depois que seu resgate foi pago, e desde então, mantém uma carreira filantrópica. Em 2010, fundou a Lindhout Fundação Global Enriquecimento para criar mais oportunidades na Somália, oferecendo bolsas de estudos universitários para as mulheres.
Um livro forte, impactante, que nos leva às lágrimas. Eu fiquei muito triste enquanto lia o relato da Amanda. Fiquei triste, revoltada, tive raiva, ódio, medo... Um conjunto de emoções que me consumiram, que me fizeram acreditar que a humanidade realmente é um caso perdido. Homens que matam homens em nome de uma fé e de um Deus que eu tenho certeza não queria ou quer nada disso.
Eu não sei como a Amanda conseguiu sobreviver a tudo que passou, eu acho que não conseguiria, que teria desistido de tudo. Amanda é forte e guerreira, como toda mulher. Ela foi a única coisa que ainda me fez manter a fé, pois é o mínimo que eu poderia fazer depois que terminei a leitura, além de chorar...
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Mayra 15/02/2020

A CASA DO CÉU
Um livro que modificou-me profundamente. Esse livro realmente me marcou, e quando eu penso que é baseado em um acontecimento real, que a autora do livro passou por tudo isso, é inacreditável. Daqueles livros que te fazem rever a vida e tudo mais. Depois da leitura deste livro sempre me pego pensando "não posso reclamar de tal situação porque há coisas piores acontecendo com outras pessoas no mundo nesse exato momento; sou grata por tudo que tenho".
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letícia 10/03/2014

Li algumas resenhas que diziam que o livro era difícil de ler/pesado por tudo que aconteceu com Amanda, mas até o meio do livro eu estava achando que dava para continuar normalmente.

Quando chegou em determinada parte, o que acontece com ela é tão terrível que eu segurei várias vezes para não chorar em público (eu lia no ônibus).

Li em 2 dias, pois queria saber o que aconteceu com ela e mesmo semanas depois de ter lido, ainda sinto uma mistura de angústia e admiração quando lembro do livro, o que aconteceu com ela e como ela encarou tudo isso.

Pra mim, uma das partes mais marcantes foi quando ela diz algo como "aguenta firme, esse é o seu corpo, vc é o que tem dentro" porque por mais que ela tivesse em uma situação horrorosa, machucada etc, ela tentava arrumar forças para se manter sã e com esperança de viver.

Eu recomendo a leitura, a única parte ruim do livro é que tem horas que fica cansativo porque tem muita descrição dos locais que ela foi e demora para contar o que aconteceu quando ela foi sequestrada. Fora isso, é uma leitura boa pra reflexão.
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Dani 26/04/2014

A Casa do Céu, Amanda Lindhout e Sara Corbett
Quando ganhei este livro, sabia o que iria encontrar em suas páginas, mas não sabia o quanto seria emocionante a ponto de deixar o leitor sem palavras.
A Casa do Céu é uma obra onde a Canadense Amanda Lindhout narra suas aventuras e sua jornada por países. No início, ela nos conta um pouco sobre sua infância, a violência que presenciava em casa, sua paixão por livros de viagens e sobre outros países e como surgiu a vontade de viajar para qualquer lugar. Logo, quando conheceu um rapaz que lhe interessou, Nigel, um fotógrafo, Amanda descobriu que também gostava de fotografar e que conseguira um ótimo companheiro de viagem. Depois de alguns beijos e explorações de outras terras, Amanda e Nigel precisaram se separar, Nigel voltando ao seu país e Amanda, depois de conseguir economizar mais dinheiro, continuou sua jornada sozinha. Começou a investir em fotografias, fotografando para revistas e jornais tudo que achara interessante em outros países, como a Índia. Amanda também nos mostra como seguiu a carreira de repórter, enquanto descobria o mundo, nos levando a conhecer cada cultura por qual passou.
Algum tempo depois, Amanda e Nigel voltam a se encontrar, sob a ideia de viver mais uma experiência em outro país juntos : a Somalia. Lá, apenas alguns dias após chegarem, são sequestrados por um grupo de jovens muçulmanos que querem dinheiro em troca dos reféns.

"É impossível saber o que vai acontecer, até que a coisa aconteça." - A Casa do Céu, pág. 115

Acompanhamos então os 460 dias de Amanda e Nigel em cativeiro, sofrendo diversos tipos de abusos, violência, tudo isso sob a justificativa de estarem certos, devido ao islã.
Amanda conta, de uma forma emocionante, como foi conviver com os sequestradores, como faziam para viver e no que pensava enquanto estava sofrendo por causa disso. Sua única forma de comunicação com o mundo exterior eram os telefonemas para sua mãe onde se era exigido pelos somalianos que pagassem a quantia estimada por sua liberdade e a de Nigel.
Aos poucos, Amanda perdia a fé que sairia algum dia desta situação e retornaria á vida a qual gostava, mas me comoveu o fato de, mesmo sofrendo tanto pelos sequestradores somalianos, ela não deixava de ter compaixão e entendia que aquelas eram atitudes que resultavam do ambiente da Somália, construídos por guerra em nome da religião islã.
A Casa do Céu é uma leitura rica, com muitas informações que não sabíamos - que a mídia não mostra - de diversos países e nos leva a refletir muito sobre isto. Entendemos também, o significado de o título do livro e sua capa, vou deixar a curiosidade para quem irá ler a obra.

site: http://danielabyrinth.blogspot.com.br/2014/08/resenha-casa-do-ceu.html
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Cris Lasaitis 23/06/2014

Seus problemas são muito pequenos
Terminei de ler e, como não ouvi muitas indicações, faço questão de recomendar, esse é um livro que merece ser lido.

A Casa do Céu traz o relato de sobrevivência dramático da Amanda Lindhout, uma jornalista freelancer que, lá pelos idos de 2008, na tentativa de alavancar a carreira, viajou por conta própria para a Somália e terminou sendo vítima de um sequestro de 460 dias por parte de um grupo jihadista, em condições aterrorizantes e degradantes.
Um dos trecho que chama a atenção no relato é a parte em que, no cativeiro, ela estuda o alcorão e descobre que um muçulmano não pode matar outro muçulmano, logo ela decide se converter ao islã como estratégia de sobrevivência, ou para ser melhor tratada por seus captores. Isso tanto não funciona que ela passa a sofrer abusos sexuais por parte de um miliciano. Quando um dos líderes vem visitá-la, ela suplica: "vocês não podem deixar que façam isso comigo, sou sua irmã de fé!", e ele tranquilamente pega o alcorão e indica o trecho que diz claramente que é lícito que um homem se sirva das mulheres cativas - "Entenda, o que está acontecendo é permissível. Não é proibido. Conforme-se."

É uma leitura emocionalmente pesada e efetiva enquanto choque de realidade. É desses livros que te fazem perceber que seus problemas são muito pequenos.
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Dany 15/01/2015

De tirar o fôlego
Esta não é exatamente uma resenha, mas apenas minha impressão do livro. Essa leitura foi de tirar o fôlego. Em muitos momentos fechei o livro e fiquei pensando: como ela foi capaz de suportar tudo isso? Tive bastante receio de ficar com uma sensação ruim depois de ler o livro, tanta foi a violência pela qual Amanda passou. Mas a autora foi tão resiliente, de uma superação tão profunda, que terminei a leitura pacificada. Que iluminado ser é Amanda Lindhout!
Déia 11/05/2015minha estante
Tive a mesma atitude que vc. Por várias vezes fechei o livro e pensei: "mas como assim?" Ainda bem que continuei a leitura pq ao final do livro estava sem chão, mas grata por cada detalhe de minha vida!!




Bianca.Vemdrame 05/07/2020

Chocante!!
Li A Casa do Céu por ter sido recomendado por uma das minhas instagramers de viagem preferida, e não me arrependi!! O livro é desconcertante, em algumas passagens pesado, pois é difícil imaginar o que Amanda passou no cativeiro, e a autora consegue nos fazer sentir um
Pouco de tudo o que Amanda passou. Sem dúvida, já é um dos meus livros preferidos!! Nos faz dar valorpara às coisas corriqueiras que temos acesso no nosso dia dia, valorizar nossa liberdade e entender como o mundo ainda pode ser cruel e perigoso com uma mulher viajando sozinha.Admiro a força de Amanda, sua vontade de viver e esperança. Recomendo á todos, mas principalmente às mulheres e viajantes!!!
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Ju 27/05/2020

Uma lição sobre fé e perdão
O livro mais forte e mais lindo que ja li. Uma lição sobre cultura, religião, extremismo... Mas, principalmente fé e perdão
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Nath @biscoito.esperto 28/01/2014

Confesso que não li muitas biografias na minha vida. E confesso, também, que me apaixonei por todas as biografias que li. Não foi diferente com A Casa do Céu. Achei o livro surpreendente e interessante desde a primeira página.

A Casa do Céu conta a história real de Amanda Lindhout, uma garota que lia a revista National Geographic quando criança na esperança de esquecer a casa violenta em que vivia. Amanda cresceu com o sonho de viajar para longe, para qualquer lugar, para todos eles. E foi com esse sonho que ela aceitou o emprego como garçonete num restaurante com clientes mais ricos. Amanda ganhava gorjetas gordas – fora um bom salário – e conseguiu juntar bastante dinheiro para fazer sua primeira viajem para a América Latina. E depois ela viajou para muitos outros lugares, como Índia, China, Afeganistão, Síria, e outros países da África.

A cada país em que Amanda passava, a cada novo lugar que ela visitava, a cada paisagem que ela descrevia, minha vontade de sair de casa e pegar o primeiro vôo para qualquer um desses lugares exóticos só aumentava. Eu sentia a brisa do oceano, sentia as árvore, via as roupas exóticas, podia sentir o cheiro das comidas apimentadas, podia tocar o asfalto de países que eu nunca sonhara em conhecer. Amanda me fez viajar mentalmente para mil lugares com esse livro, lugares que eu pretendo – e vou – visitar fisicamente um dia.

Uma das coisas que mais admiro em Amanda é seu espírito aventureiro, sua vontade de conhecer coisas, lugares, pessoas. Amanda não se deixava limitar. Amanda, assim como eu, não acredita que a vida se limita a aquilo que você pode ver e tocar. A vida é muito maior e, assim como Amanda, eu quero ver e tocar tudo.

Amanda começou a sentir que visitar países pacíficos que todo mundo visitava estava ficando sem graça. Amanda decidiu que queria viajar para lugares mais remotos, países em guerra, países pobres. E foi visitando países como Afeganistão e Iraque, que Amanda começou sua jornada como jornalista freelancer. Junto de Nigel, um antigo amante, Amanda tirava fotos, escrevia pequenas reportagens e recebia uma quantia interessante para continuar seu serviço. Foi então que Amanda decidiu ir para a Somália, o país mais perigoso do mundo, tirar fotos da maior zona de guerra, pobreza e desigualdade do mundo.

Amanda achou que tudo estava indo bem em sua pesquisa quando foi repentinamente seqüestrada por um grupo de somalianos. Ser branco na Somália era o mesmo que ser um diamante, e o preço por ela era alto. O grupo de somalianos tentou repetidamente “devolver” Amanda e Nigel às suas famílias por uma quantia grande de dinheiro, mas suas famílias não podiam pagar por tudo aquilo.

Foi assim que Amanda e Nigel ficaram por 15 meses em cativeiro, sofrendo como prisioneiros, se sujeitando às maiores humilhações e desnecessária violência, apenas esperando que um dia estariam livres para voltar para casa.

A Casa do Céu não é um livro triste. Não é um livro de tragédia. Para mim, o livro é sobre ter um espírito livre, é sobre acreditar na liberdade mais que tudo. O livro é sobre perdoar, sobre entender, sobre aceitar e seguir em frente. A Casa do Céu é sobre acreditar que existe um bom final para tudo, um bom final para todos. Este livro me ensinou muitas coisas, me lembrou de mais outras, e me fez aceitar o mais importante: nós não podemos tomar o mundo em nossas costas, não podemos querer consertar tudo sozinhos. Mas nós podemos concertar muitas coisas juntos. Nós somos livres para fazermos o que queremos, nossas barreiras são todas mentais.

Assim como Amanda, quero ser considerada uma heroína.


site: www.nathlambert.blogspot.com
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Nayandra 30/08/2016

Salto de fé
Quando temos histórias a contar e emoções vívidas a compartilhar, escreve - se um livro! que salto de fé mais maravilhoso! Força, esperança e resiliência são as palavras de ordem! só tenho a agradecer por ter lido esta obra, sofri, chorei e sobrevivi com a Amanda! Já podemos respirar... rsrsr
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Isnnar Rainnon 04/02/2014

Libertador
A casa do céu é um livro de te leva para um mundo totalmente novo,no qual nota a história de uma jornalista que foi mantida em cativeiro durante 463 Dias ,e a cada dia o leitor é convidado a aprender uma lição de vida e resiliencia com Amanda. Eu sempre me referi a Amanda como um ser evoluído e superior ,pois se eu me encontrasse na mesma situação dela eu já estaria surtado ,e esse é um dos grandes atrativos do livro ,que é fazer despertar no leitor um sentimento de empatia em todas as páginas .O livro e forte ,denso e libertador ,libertador pois Amanda te faz libertar de manias supérfulas e cria no leitor uma maneira incrível de dar valor a pequenas coisas na vida ,a personagem (se é que podemos chamá-la assim) mostra o quanto a esperança é essencial em casos como esse . O que me mais chamou atenção não foi os episódios vivenciados por Amanda (que eram fortes !!!) mas sim a forma que ela lidava com tudo aquilo. Apesar do livro se tratar de um auto biografia ,há relatos da propia Amanda que te faz refletir sobre a situação sócio econômica da Somália ,o extremismo religioso ,e o negócio lucrativo e comum na Somália que é o sequestro. Uma das coisas que me despertou em mim um desconforto foi a maneira passiva como o Estado trata as vítimas de sequestro ,é um absurdo !!! Mais de um ano para libertar uma prisioneira? Sem nenhuma intervenção enérgica ,sem nenhuma preocupação em acelerar as negociações,realmente quando esse tipo de situação nao envolve nenhum interesse político o estado se mostra apático ,Amanda sofreu 463 dias só pelo fato de ser uma civil comum . Enfim ,o livro é maravilhoso e te ensina muitas lições de vida ,recomendo.
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cris.leal.12 06/07/2017

Valente e angustiante livro de memórias...
Quando criança, a canadense Amanda Lindhout escapava do lar violento em que vivia, folheando as páginas da revista National Geografic e imaginando-se em lugares exóticos do mundo. Aos 19 anos, começou a trabalhar como garçonete e economizar o dinheiro das gorjetas para viajar pelo mundo. Quando o dinheiro acabava, retornava ao Canadá para juntar mais. Assim, ela viajou como mochileira pela América Latina, Laos, Bangladesh, Índia, Sudão, Síria e Paquistão. Também foi a países castigados pela guerra, como o Afeganistão e o Iraque, onde iniciou uma carreira como repórter de televisão.

Em agosto de 2008, num misto de ingenuidade, curiosidade e imprudência, ela viajou para a Somália, um país que vive em guerra civil há mais de 20 anos. A região possui um governo inexperiente e impotente para conter a violência promovida por facções de militantes islâmicos. Amanda chegou ao país junto com o fotógrafo e ex-namorado Nigel Brennan, sem seguro de vida e sem identificação formal de jornalista, mas com uma vã confiança de que ficaria bem.

Quatro dias após o desembarque em Mogadíscio, capital da Somália, Amanda e Nigel foram sequestrados por uma milícia islâmica de orientação radical, e mantidos como reféns por 15 meses. No cativeiro eles eram vigiados por soldados adolescentes extremamente imaturos e cruéis. Amanda, por ser mulher, sofreu mais: foi espancada, torturada e estuprada.

No entanto, a fé, a coragem e a esperança de Amanda salvaram sua vida, pois não deixaram que ela esmorecesse nem mesmo quando todas as boas razões para continuar vivendo haviam desaparecido. Quando o sofrimento era grande demais, sua mente lhe permitia ser transportada para a linda, ampla, iluminada e reconfortante casa do céu. E, assim, aconchegada aos seus, ela sobrevivia.

Recomendo a leitura e desejo do fundo do meu coração que Amanda tenha, até o fim de seus dias, uma vida repleta de paz e alegria para que possa superar todo o abuso, todo o preconceito e toda a desumanidade que sofreu.

site: http://www.newsdacris.com.br/2014/03/eu-li-casa-do-ceu.html
NaV 30/09/2018minha estante
Resenha linda. Pude relembrar parte do turbilhão de sentimentos que tive com essa leitura.




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