As Mentiras de Locke Lamora

As Mentiras de Locke Lamora Scott Lynch




Resenhas - As Mentiras de Locke Lamora


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Fernando Lafaiete 18/10/2019

As Mentiras de Locke Lamora (Nobres Vigaristas #01) : Li errado?
******************************NÃO contém spoiler******************************

"As Mentiras de Locke Lamora" muito mais do que um livro de fantasia hypado, é um romance fantástico que ocupa no meio literário uma posição de destaque quando o assunto é o gênero o qual ele faz parte. Considerado por muitos um dos melhores livros de fantasia dos últimos anos, a obra de Scott Lynch se apresenta como uma narrativa misteriosa, cheia de camadas e curvas capazes de encantar os leitores mais exigentes. Mas o romance supracitado é de fato uma obra que merece tantos elogios assim? Levando em consideração as diversas afirmações de que "Lamora" é quase uma obra-prima, me questiono se não o li errado. O que eu perdi? Confesso que por mais que eu tenha tentado, não entendi onde foram parar os elementos capazes de sustentar tamanhos elogios. Não que o romance seja ruim, longe disso. "As Mentiras de Locke Lamora" é um livro bem escrito, bem revisado e com personagens interessantes. A cidade de Camorr é tão bem descrita, com sua vielas escuras, seus habitantes gananciosos e violentos, e com suas intrigas políticas, que a ambientação se torna mais um dos diversos personagens da trama; muito mais do que apenas um cenário ficcional que serviria unicamente como palco de movimentação dos personagens. A narrativa é acinzentada, muitas vezes obscura e muito bem arquitetada, colaborando e criando um elo plausível com a proposta da estória. Mas nenhum dos elogios que citei foram o suficientes para que eu considerasse Lamora muito mais do que apenas um livro ok.

Locke Lamora, o personagem central e que empresta seu nome também ao título do romance,  me soou como alguém repleto de camadas não aproveitadas pelo autor; assim como todos os demais personagens da trama. Um órfão treinado para ser um ladrão, com um passado misterioso e envolvido nos maiores golpes da cidade deveria ser um personagem muito mais interessante do que ele de fato o é. Não senti o peso de seu passado e as relações criadas pelo autor me soaram sem vida. Tudo unilateral demais, dos personagens aos acontecimentos. As mulheres por vezes ocupam posições interessantes, mas são praticamente esquecidas e vivem a sombra dos personagens masculinos. Os elementos políticos são muito rasos e os momentos de ação são escritos de forma tão fraca, que quando terminam soam como brasas que se perderam no carvão. As reviravoltas não me entregaram emoção e nada do que aconteceu nas 464 páginas me motivaram a querer ler as continuações imediatamente. Os elementos fantasiosos também deixaram muito a desejar e poderiam ter sido melhores desenvolvidos. Talvez eu não seja o público alvo desse tipo de romance, já que livros de fantasia épica e Dark Fantasy costumam me agradar muito mais.

Os capítulos são por vezes muito parecidos... são arrastados, com construções deveras morosas, mas com diálogos inteligentes, nada além disso. O vilão oscila entre o tédio e o instigante. Mas como já citado anteriormente, é mais um personagem com camadas não exploradas. O romance de Lynch teria se beneficiado muito mais com capítulos mais dinâmicos, com backgrounds mais sólidos e com uma polivalência narrativa nos moldes de outros romances de fantasia. "As Mentiras de Locke Lamora" é o tipo de romance que na minha humilde opinião promete mas não entrega. Apresenta elementos já conhecidos dos leitores de fantasia, mas de maneira menos interessante. Não inova, não surpreende e não cativa. Pra mim me pareceu muito um livro que eu indicaria para os iniciantes a fantasia. Mas isso é apenas uma opinião que se inválida quando percebo que muitos dos fãs do romance aqui resenhado são leitores assíduos do gênero. Então a pergunta que fica é: Li errado?

Levantar um debate sobre o que faz um livro ser bom ou ruim pode soar como algo desproposital. Então vamos pegar apenas a ponta do iceberg desta enigmática questão. Temos dois pontos que definem uma obra como boa, mediana ou ruim... Gosto pessoal e aspectos técnicos de escrita. Quando me questiono se li Lamora errado, paro para pensar que talvez não tenha gostado muito mais por questão de gosto pessoal do que por qualquer outro motivo. E não, não acho isso sempre quando me deparo com uma leitura que me decepciona. Por vezes, questões técnicas pesam muito mais do que o meu simples gosto pessoal de leitor crítico. Uma leitura precisa ser muito mais do que apenas um retalho de tantas outras obras de fantasia. No caso do tão famoso e elogiado romance de Scott Lynch, o que faltou e o que talvez eu tenha sentido mais falta, seja personalidade, emoção e inovação. Elementos que poderiam ter feito a diferença. No meio de tantas fantasias, "As Mentiras de Locke Lamora" é um peixe perdido no mar de tantas opções. Espero que com a leitura dos demais volumes eu passe a entender todos os elogios que a obra e o autor recebem / receberam. Por enquanto fico com a certeza de que acrescento em minha lista infinita de leituras mais um livro decepcionante.
Dani 18/10/2019minha estante
Que pena que a leitura acabou te decepcionando Fernando. Gosto muito desse livro e para mim foi aquele tipo de leitura que foi ficando uma impressão ainda melhor depois de finalizado, entende? Ela não me prendeu logo de inicio e acabei optando pelo audiobook em inglês o que acabou sendo o caminho certo para mim. A narração valorizou muito a história e tenho minhas dúvidas se teria gostado tanto lendo em versão física; Fica a dica para se você acabar dando uma chance para os outros volumes ( embora à meu ver esse seja o melhor volume).


Fernando Lafaiete 18/10/2019minha estante
Putz Dani!! Esse é o melhor?? Então vou repensar se darei continuidade. Achei este livro muito fraco. Se eu resolver dar continuidade, talvez faça como você, mas no meu caso lendo no original ao invés de optar pelo audiobook. :/


Lucas 19/10/2019minha estante
Eu não pretendo ler o restante. O autor escreve muito bem, mas desconhece o significado de bom senso. Todo capítulo era a mesma coisa; e repleto de descrição desnecessária que prejudicou e muito o ritmo do livro.


Fernando Lafaiete 19/10/2019minha estante
Eu infelizmente concordo com você Lucas. Também achei o ritmo problemático. :/




Jonathan 17/10/2019

As mentiras de Locke Lamora
O primeiro livro da série Os Nobres Vigaristas, e estou ansioso para ler as próximas obras. Não foi possível degustar o livro com calma e aos poucos, pois praticamente devorei o livro inteiro em 3 dias, e isso devido aos meus outros afazeres.
É uma obra sem pretensão de se fazer extremamente complexa, e alguns eventos fururos são facilmente deduziveis, e isso é possível porque o autor te apresenta as dicas nas entrelinhas, e me parece ser esse o estilo da obra.
O que a torna tão interessante, é todo o universo criado por Scott Lynch, e todo o cuidado com os detalhes sobre a cena que deveríamos imaginar, o que por vezes passa a sensação de que você está assistindo a um filme.
Claramente é possível identificar sua relação com o RPG, e isso é de certa forma agradável. É uma obra muito divertida, em que você simpatiza com os personagens envolvidos.
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Joel Morais 06/04/2019

Ótima leitura
Livro muito desfiado pela riqueza de detalhes.
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VictorLobby 06/01/2019

Instigante e Empolgante!
Parabenizo o autor pela obra fantástica! Scott Lynch soube perfeitamente como instigar o leitor a continuar lendo sua obra causando um misto de emoções que variavam entre diversão e simpatia com os heróis e ódio e compressão com os vilões! Tenho que admitir que Locke Lamoura é um filho da mãe de um grande mentiroso e as vezes isso chegava a me irritar, mas de grosso modo adorei o personagem e compartilhei de suas dores.
A obra não entra para o roll das 10 melhores, mas me sinto muito satisfeito de a ter acompanhado até o fim!
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Flávia Menezes 03/01/2019

O ladrão que rouba corações logo nas primeiras páginas
Sabe aquele livro perfeito do início ao fim, impecável em cada palavra, em cada página, na estrutura e na linguagem? Este é As mentiras de Locke Lamora. Esta obra magnífica, me arrebatou do primeiro ao último capítulo e mesmo que eu tenha demorado a ler, por causa da escrita bastante rebuscada de Lynch - o que mostra sua qualidade - eu fiquei apaixonada por
Locke Lamora e suas aventuras.
A história, gira em torno do protagonista Locke, mais conhecido como O Espinho e seus amigos que fazem parte da gangue dos Nobres Vigaristas, ladrões que aplicam golpes nos mais ricos da cidade de Camorr, infiltrando no meio deles e se passando por pessoas também nobres, o que faz sua fortuna ao longo dos anos. Treinados desde a infância pelo padre Correntes e disfarçados de sacerdotes, os rapazes e uma única moça, se tornam temidos até mesmo da guarda citadina, e vivem entre a riqueza e a miséria da cidade. Tendo por líder o prodígio Locke Lamora, que desde os 5 anos tem uma habilidade indiscutível para mentir e encenar qualquer ato como num teatro, enganando até os olhos mais argutos, os Nobres Vigaristas passarão por alguns perrengues nas mãos do Rei Cinza, que visa tomar o poder da cidade e matar todos os aliados de Capa Barsavi, o líder de todos os ladrões grandes e pequenos de Camorr. Assim, os rapazes se verão entre a cruz e a espada, e terão que enfrentar cara a cara o poderoso inimigo.
O livro possui uma estrutura que particularmente me agrada muito, fazendo transições entre passado (a infância de Locke e seus amigos) e do presente, quando eles já estão adultos. Cheio de reviravoltas e de surpresas, esse sem dúvida é um dos melhores livros de fantasia medieval que já li. E já estou partindo para o segundo da série. Imperdível!
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Ouroboros 21/12/2018

Não sei...
O livro é muito bem escrito, a temática é legal, o mundo criado parece bastante complexo e os personagens bem delimitados.
Mas, por algum motivo, eu tentei, tentei e não consegui avançar na leitura. Algo - e não sei o que é - me cansa, enjoa... E olha que já devorei livros muito mais densos.
Uma pena.
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Caio Nóbrega 11/12/2018

Interessante e rápido.
Uma grande surpresa, esse livro entrou para os meus favoritos. O autor é rápido e preciso. Nem preciso dizer da qualidade da capa, que é incrível. Recomendo a todos.
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Acervo do Leitor 22/10/2018

As Mentiras de Locke Lamora de Scott Lynch | Resenha | Acervo do Leitor
RESENHA – AS MENTIRAS DE LOCKE LAMORA

Dizem que a mentira tem perna curta… bom, hoje eu sei o porquê. Locke Lamora é o famoso ladrão que rouba ladrão, rouba o rico e rouba o pobre. Ele mente, engana, encena e trama o tempo todo. Nosso pequenino vigarista, é audacioso e astuto, roubar é literalmente uma arte e ao mesmo tempo sua religião, e como um nobre vigarista, dedica sua devoção ao Treze Sem Nome, o Vigia-ladrões, Guardião Torto, o Benfeitor e Pai dos Pretextos Necessários.

“A única pessoa que se safa com os golpes de Locke Lamora… – É Locke Lamora…””

É complicado falar sobre a trama, pois a história é contada alternadamente sobre dois pontos: a trama principal que conta a história de Locke adulto que elabora golpes intrincados com seus amigos: os nobres vigaristas, para roubar dinheiro dos nobres (desrespeitando a “Paz secreta”) sem ninguém saber, isso mesmo! Nem o Líder de Camorr, sabe das atividades dos nobres vigaristas, nenhuma outra gangue é melhor do que eles na arte de roubar. O Grupo de ladrões presta contas A Capa Barsavi que comanda toda a máfia de Camorr, o engraçado é que eles são conhecidos como uma simples gangue do capa, que vive de roubos pequenos e insignificantes e talvez essa seja a maior mentira do grupo. Entre os capitulo o autor narra partes do passado em que os nobres vigaristas não passavam de aprendizes de Padre correntes que possui um papel de tutor na vida dos garotos, e por sua vez passa a ensina-los enganar e roubar qualquer um.

“As mentiras saem, mas as verdades ficam em casa.”

Dito isso o enredo começa a se desenrolar quando um novo personagem Conhecido como Rei cinza entra em cena, trazendo uma onda de assassinatos que não deixam pista alguma, a pessoa simplesmente some do mapa. Aparentemente os planos do Rei Cinza entram em conflito com Capa Barsavi em uma verdadeira guerra no Submundo de Camorr, e no meio dessa guerra estão os nobres vigaristas que acabam tendo um papel significativo no desenrolar dessa guerra, ao mesmo tempo em que aplicam um de seus maiores golpes contra a nobreza de Camorr, despertando um grande interesse no líder do serviço secreto do duque.

Devo dizer que esse é um daqueles livros com o começo um tanto quanto lento, devido ao estilo de transição de um capitulo a outro. A alternância entre passado e presente foi um fator que me incomodou um pouco no começo. mas para o bem ou para o mal, após acostumar com o estilo de narrativa a história fica muito mais proveitosa e imersiva. Alguns personagens tem um desenvolvimento maior que outros, como Jean que ganha alguns capítulos para mostrar partes de sua jornada sob os cuidados do Padre Correntes. O quesito magia não aparece tanto, apesar de ter uma relação significativa com o desenrolar da história. Locke por sua vez é um dos melhores protagonistas que tive o prazer de conhecer, já que o autor não se preocupa em molda-lo sob um caráter digno, não mesmo, Locke é extremamente audacioso e inteligente, e está longe de ser perfeito. Por diversas vezes ele falha e se engana e quem sofre somos nós, pois nunca achei que fosse gostar tanto de um personagem tão vigarista por assim dizer. Em diversas páginas fiquei espantado com a capacidade criativa do autor criando cada golpe, um mais intricado do que o outro.

“Se ele estivesse com o pescoço cortado e um galeno estivesse tentando costurá-lo, Lamora roubaria a agulha e o fio e morreria rindo. Ele… ele rouba demais.””

SENTENÇA
Com um enredo para lá de original, fugimos da rotina do protagonista bonzinho ou até mesmo do “vilão justificado”, com uma trama única e elaborada acabamos nos encontrando do outro lado da história, Locke e seus amigos aplicam o maior golpe de todos, que é fazer nos afeiçoar a cada um dos personagens e meio que acabamos sendo seus maiores cúmplices. Um livro cheio de reviravoltas, um prato cheio para quem foge dos clichês e um livro fantástico para os amantes da boa e velha fantasia.

site: http://acervodoleitor.com.br/as-mentiras-de-locke-lamora-resenha/
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Ananda 16/06/2018

O livro me surpreendeu bastante, achei muito bem feito e muito bem arquitetado, todos os golpes foram bem formulados. Foi bem gostoso de ler e Locke é um anti-herói formidável. Apesar de ter continuação, o livro basta por si só, fecha todas as pontas soltas, ele não termina com um cliffhanger para um próximo volume. Por isso, não irei dar continuidade a série. Não por ter sido insatisfatório, mas pela história ter se fechado muito bem. Recomendadíssimo!
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Adriana 28/05/2018

Pedro Malasarte tupiniquim e sua gangue
Lembra bem a esperteza de Pedro Malasarte.
Embora aja continuação a estoria se fecha em si, não sendo necessário ficar preso a continuação.
É logico que se fica com o gostinho de quero mais.
Tudo que um livro tem para pender a atenção do leitor, embora eu tenha demorado mais que o normal para ler
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Minha Velha Estante 24/05/2018

Resenha da Adriana Medeiros
“Nós aqui somos ladrões de outro tipo, Lamora. A farsa e o engodo são as nossas ferramentas. Não acreditamos em trabalho árduo quando uma cara falsa e uma bobagem bem-bolada podem ser tão mais eficazes.”

Locke é um ladrão fantástico, inteligente, que age sozinho, mas é essa sua engenhosidade que faz com que ele seja rejeitado pelo seu primeiro ‘tutor’ e siga a sua vida. Passado o prólogo, vamos encontrar Locke já adulto com os seus comparsas, os anti-heróis Jean, Pulga, Galdo e Calo, que foram criados e treinados pelo Padre Correntes, que aplicarão vários golpes na nobreza de Camorr. Mas não se engane Locke e a sua trupe não são ladrões comuns, eles são verdadeiros especialistas na arte de roubar, os mais talentos já vistos em toda a região. O livro é narrado alternando passado e presente.

“A regra de Locke Lamora era a seguinte: uma boa trapaça exigia três meses de preparação, três semanas de ensaio e três segundos para ganhar ou perder para sempre a confiança da vítima.”

Locke fica famoso e passa a ser chamado de Espinho: uma figura lendária capaz de atravessar paredes, espadachim imbatível, responsável por roubos fantásticos, mas isso é mais um exagero do povo já que Locke mal sabe usar uma espada, não tem sorte no amor e é bem magrinho.

Mas a história tem uma reviravolta quando se inicia uma estranha onda de assassinatos de líderes de gangues e Locke terá que salvar os seus amigos.

O livro é muito bom. Um pouco lento no início, confesso. No prólogo, em alguns momentos ele chega a ser monótono. Mas vale à pena seguir em frente e se surpreender em como a história de Locke e suas aventuras pode ser fascinante e não deixar você largar o livro.

“Não preciso de ninguém para me lembrar que estamos mergulhados em água escura até o pescoço. Só peço a vocês que se lembrem de que os malditos tubarões somos nós.”

Os personagens são muito bem construídos, com características bem marcantes de personalidade. Nada de seres fantásticos, surreais, eles são seres humanos de verdade sem firulas. Honestidade à parte é difícil não torcer por eles! Cheio de detalhes, o autor cria um mundo único onde Locke vive suas aventuras; nomes de cidades, de lugares e de pessoas bem exóticos que são quase impronunciáveis à princípio, mas que passam a fazer parte do seu vocabulário rapidinho. Bela capa. Ótima diagramação, revisão impecável, a Arqueiro está de parabéns!

Com um enredo originalíssimo, As mentiras de Locke Lamorra é uma grata surpresa! Vale à pena conferir!

O próximo livro da série é "Mares de Sangue".


site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2014/04/resenha-da-drica-as-mentiras-de-locke.html
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Leticia 26/04/2018

Bom enrendo, romance pífio
As Mentiras de Locke Lamora foi escrito por Scott Lynch, e é o primeiro livro de uma trilogia que foi lançada rapidamente e satisfez os fãs pela rapidez e consistência na qualidade da obra. Leitores ávidos de fantasia – me incluo aqui nessa legião de sofredores-, geralmente sofrem com a demora no lançamento das continuações ou até mesmo da tradução dos livros para o português, então, quando temos um autor que lança constantemente e uma editora que nos presenteia com uma tradução rápida é para dar pulos de alegria. Confesso que comprei As Mentiras de Locke Lamora pela capa, faço isso com bastante frequência e sem culpa, uma bela edição vale meu dinheiro, se o enredo for ruim, pelo menos fica bonito na estante, uma vitória, certo? Mas, nesse caso, Locke Lamora me conquistou e o autor se mostrou um narrador muito hábil, ainda que eu pessoalmente fique entediada com livros entremeados de flashbacks, em Locke Lamora eles são necessários para nos apresentar a infância do personagem e nos ajudar a entender melhor a organização das gangues na cidade e, principalmente, nos situar sobre o tipo de pessoa que é nosso protagonista, a definição mais marcante dele para mim é essa: .

E sim, novamente lhes trago um ladrão, um tremendo de um ladrão trapaceiro, líder de sua gangue que é especializada em grandes esquemas para roubar dos nobres, daí o nome da saga “Os Nobres Vigaristas”. Ladrões em geral não tem muito problema em trair, mentir, matar ou ferir, enfim, são bem carentes de consciência pesada, o que é terreno fértil para crescer rancores.

A primeira coisa fascinante sobre a vingança nessa trilogia é que ela tem camadas, temos o vilão, nosso querido Rei Cinza – um vilão inteligente, daqueles que dá gosto de ler, e que tem esquemas para chegar a sua vingança -, porém, lembram-se que eu disse que para causar simpatia no leitor o autor da vingança precisa ser humanizado e nos fazer sentir sua dor? Pois bem, o vilão não ganha esse perdão para suas maldades através dos nossos olhos piedosos com sua injustiça, somos, ao contrário, levados a odiá-lo como um ser totalmente vil pelos métodos sem charme e cruéis que ele usa, e o pior, manipulando personagens que já ganham nosso coração no começo do livro.

Continue lendo no site...

site: https://viciovelho.com/2018/04/26/as-mentiras-de-locke-lamora/
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Kamila (@oblogdolivro) 18/03/2018



O livro nos conta a história de Locke um garotinho órfão que rouba para sobreviver. Locke vive no Morro das Sombras, com outras crianças que assim como ele são obrigadas pelo seu “dono” o Aliciador, a roubar. Mas Locke não se contenta apenas com o roubo, sempre que pode dá um jeito de criar um grande espetáculo, podendo assim encenar seus grandes golpes.

Mas um dia Locke arruma uma danada confusão em uma de suas peças, e acaba sendo vendido pelo Aliciador ao padre Correntes, que Locke acaba por descobrir ser o líder dos Nobre Vigaristas, uma gangue que aplica grandes golpes em nobres e ricos.



Correntes então passa a criar Locke junto a seus outros discípulos, treinando-o e desenvolvendo seus talentos para a prática dos golpes. Locke aprende outros idiomas, etiqueta, culinária… Tudo isso para que no futuro ele seja um perito na arte do 171. O menino cresce e nós acompanhamos o golpe que ele e seus parceiros dos Nobre Vigaristas estão dando em Dom Salvara um importante nobre dono de uma enorme fortuna.



Nós acompanhamos a trajetória de Locke e seus companheiros em duas linhas do tempo: o presente, cujos capítulos se subdividem. E o passado: Interlúdios entre os capítulos. Preciso admitir que apesar das incríveis descrições desse universo completamente novo e original, dos personagens complexos e cheios de camadas muito bem construídas, reviravoltas de paralisar o coração e cenas incrivelmente intensas e divertidas, a leitura foi bem cansativa pra mim. Os capítulos são muito grandes, fora os interlúdios, além da fonte bem pequena que me fazia forçar bastante a vista, foi um livro que eu demorei muito além do normal para terminar.
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Marcel 08/02/2018

Obrigado pessoas que fizeram resenha desse livro aqui no Skoob
Confesso que o livro tem muitas partes arrastadas,mas super compensa a insistência.
Busquei força nas resenhas das pessoas que já haviam lido,e fui feliz no final.
E que final!
Adorei o Jean também,pra mim o melhor personagem disparado.
No final minha dificuldade foi avaliar,resolvi dar 4 estrelas porquê não foram só flores,mas eu poderia facilmente ir além.
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Gabriel 29/12/2017

Pega ladrão!
Se As Mentiras de Locke Lamora se passasse no Brasil o grupo de ladrões Nobres Vigaristas certamente seriam os Capitães da Areia que Jorge Amado escreveu em 1937. No romance do escritor da 2ª Geração do Modernismo, a população de Salvador é atormentada por meninos de rua abandonados que vivem nos cantos mais hostis da cidade a custo de furtos e ladroagens. Com um forte comentário social sobre como o descaso do povo e de instituições como o Estado e a Igreja para com essa minoria é fator determinante para que ela se perpetue, Capitães da Areia figura entre as maiores obras da literatura brasileira. Em 2006, o estreante autor Scott Lynch juntou a idéia da trupe de pilantras com a de lendas como Robin Hood e teve o que se poderia se chamar de estreia perfeita no gênero fantástico. Uma aventura bem humorada envolvendo gangues e golpes na nobreza, o primeiro volume da série Nobres Vigaristas é uma excelente Fantasia para leitores ávidos por uma história de malandragem.

Por tratar de personagens com uma moral deturpada, é difícil dizer que há um herói nessa trama situada no submundo do crime. A única categorização possível seria qual grupo é o menos ruim, e qual utiliza métodos mais extremos. De um lado temos o carismático carrasco Locke Lamora, um experiente ladrão treinado desde cedo, líder do grupo que leva o nome da série, que é apenas uma das diversas facções existentes na cidade de Cammor que respondem ao líder Capa Barvasi. Do outro, temos a nobreza dos luxuosos prédios e festas e repleta de corrupção, vítima constante dos Nobres Vigaristas. Esse sistema hierárquico é abalado pela chegada de uma figura chamada Rei Cinza, cujas intenções mostram-se cada vez mais sinistras com o passar das páginas. De certa forma esse livro nada mais é do que ladrão roubando ladrão, e quem sai mais prejudicado, claro, é o povo.

Além dessas filosofias corrompidas dos protagonistas, As Mentiras de Locke Lamora também tem seu charme na estrutura não tão linear em que sua história é contada. Com duas linhas do tempo, o livro alterna continuamente entre o passado, com a gênese do grupo, e o presente, com as atuais ameaças que a equipe de ladrões enfrenta. É uma ideia bem executada pelo autor, pois esses interlúdios com os personagens jovens costuram pontos da trama principal que levantariam dúvidas no leitor sem as devidas respostas, como quem ensinou esses personagens a roubar, qual a relação dos Nobres Vigaristas com outras figuras centrais da trama, como se deram os acordos entre os nobres e as gangues? Para os mais chegados a uma sequência linear dos fatos, suponho que seja possível ler somente esses trechos no passado e depois partir para os capítulos centrados no presente.

É engraçado que mesmo os Nobres Vigaristas sendo um grupo de ladrões arruaceiros, o leitor acaba torcendo por esses. O relacionamento entre os personagens é tão bem construído que você cria uma empatia pela gangue. Sim, a estrito modo tanto os “heróis” quanto os “vilões” dessa história são bandidos. Mas quando a equipe passa por dificuldades, inevitavelmente cria-se um sentimento de preocupação do que pode ocorrer com ela, afinal, nós acompanhamos seus membros desde sua formação.

Na realidade, embora o livro tenha seus momentos de humor, onde os personagens trocam constantes insultos, é fato que existe um grau, e não pequeno, de violência na obra. E quando necessário, Lynch não poupa esforços para ser cruel. Há trechos de sobra para deixar o leitor boquiaberto com a impiedade de alguns personagens, principalmente nas cenas de tortura. Mas as transições entre esses momentos leves com aqueles mais tensos carregados de agressividade são muito bem-feitas. O autor fará você rir quando for necessário, mas também não lhe deixará esquecer da urgência das ameaças crescentes que os Nobres Vigaristas estão enfrentando.

É inevitável que minha sentença à obra é que As Mentiras de Locke Lamora é uma Fantasia indispensável ao leitor. Escrita exatamente no ponto, lento quando necessário, e ágil quando a situação exige um ritmo frenético, Scott Lynch cria nesse romance personagens e antagonistas cativantes, que se aproveitam de vis sutilezas para aplicar golpes e manobras. Uma história fascinante seguindo um grupo de rapazes que fazem do roubo uma arte divertida.

site: https://leitoresvigaristas.wordpress.com/2017/12/17/resenha-as-mentiras-de-locke-lamora-scott-lynch/
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