Blade Runner

Blade Runner Philip K. Dick




Resenhas - Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?


427 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Lucas.Cunha 25/01/2021

"O planeta inteiro começava a se desfazer em lixo, e mantê-lo habitável para a população remanescente exigia que o lixo fosse removido de vez em quando... a Terra morreria sob uma camada -não de poeira radioativa- mas de bagulho."
Não diria que o livro é melhor que o filme ou vice e versa, diria que os dois abordam aspectos diferentes mas complementares, então seria bom consumir os dois. Eu li o livro antes de ver o filme, mas por sorte só li a última análise após ver o filme e recomendo essa ordem. Único ponto ruim que eu teria é que essa edição que eu tenho conta com alguns extras, os dois últimos são ótimos e agregam em muito a leitura, mas o primeiro antes do livro pule ele, o prefácio além de ser um tanto sofrível (pois você vai estar com vontade de ler o livro, mas vai ter que passar por aquilo) ele contém spoiler de outras histórias do autor como o homem duplo (ou pelo menos eu acredito que contenha, já que eu não li o livro e informação entregada é de justamente o enredo aparente que não contém na sinopse do livro). O livro trás ótimas reflexões sobre ciência, tecnologia, humanidade, crenças, existencialismo e em especial, também achei bastante interessante a analogia que é dado da entropia com a bagulhificação. Em geral, recomendo.
comentários(0)comente



Dilaine 24/01/2021

Ótimo para antes de dormir
Eu lia um capítulo antes de dormir e isso fez parecer que eu estava vendo uma série. Fiquei com vontade de ver o filme, ainda não vi. É uma distopia muito bem escrita e diferente das outra que havia lindo.
comentários(0)comente



Paulinha 22/01/2021

Androides sonham com ovelhas elétricas?
O enredo se passa em um ano 2019 futurista e ultra-tecnológico. Não existem mais muitos animais ou árvores como vemos hoje em dia, e o mundo passou por uma guerra tão intensa que afetou o modo de vida terrestre. O protagonista do livro, Rick Deckard, trabalha para um departamento policial e exerce a função de "aposentar" androides fugitivos - "coisas" apáticas, criadas para viver sob o domínio de outros humanos para além do planeta Terra e trabalharem para eles; em algum momento eles decidem se rebelar e fazer o oposto.
O livro é super interessante e causa muitas dúvidas em quem está lendo, assim como incita reflexões a respeito do conceito de vida e morte que damos aos seres, às próprias coisas que temos e até mesmo nos faz questionar sobre nossa própria vida. Consegui relacionar também o tratamento dado aos Especiais, (estranho esse nome existir na nossa realidade, né?) pessoas afetadas mentalmente e permanentemente pela poeira radioativa que paira sobre a Terra, aos grupos minoritários que vemos hoje. Muitas vezes, implicitamente, tratamos pessoas de outros grupos diferentes dos nossos como Especiais, privados de partilhar os direitos conosco, embora sejamos da mesma raça.
Além disso, esse é o segundo ou terceiro livro futurista que encara a alimentação baseada em plantas (vegetariana) como o futuro da humanidade. Na estória, a extinção dos animais fez com que surgissem até mesmo leis que tratam esses seres como sagrados, obrigando que os seres humanos CUIDEM deles, ao invés de comê-los ou os usarem para outros fins. A assimilação desse ideal é tão importante que faz parte até mesmo do teste aplicado para identificar androides. Somente eles negariam esse fato. Isso só me leva a acreditar que sim, aos poucos, comer carne se tornará tão imoral e inadequado para a sociedade quanto fumar cigarros em ambientes fechados (e até mesmo fumar, por si só).
Livro excelente, que flui sem esforços.

"Você tem que estar com outras pessoas, ele pensou. Para que possa se considerar vivo."

"Você será requisitado a fazer coisas erradas não importa para onde vá – disse o velho. – É a condição básica da vida, ser obrigado a violar a própria identidade. Em algum momento, toda criatura vivente deve fazer isso. É a sombra derradeira, o defeito da criação; é a maldição em curso, a maldição que alimenta toda vida. Em todo lugar do universo."
comentários(0)comente



Edu 22/01/2021

O que nos torna Humanos?
Uma grata surpresa, assisti ao filme Blade Runner e lembro de não ter gostado, aí vi Blade Runner 2049 e achei um filme muito bonito, bem intrigante mas não entendi quase nada da história, mas esse universo de androides futurista sempre me atraiu, sempre visualmente impressionante e levanta dilemas muito interessantes, por isso tinha a expectativa de ser um livro tão lento quanto os filmes.

Estava enganado, o livro é bem mais fluido, uma leitura muito rápida e gostosa, mas de forma alguma empobrecida, os temas abordados aqui são densos e complexos se fala sobre que características nos torna humanos, sobre o avanço tecnológico, religião, e como isso afeta nossa empatia e com o que ou quem sentimos empatia, além de diversos aspectos existencialistas por todas essas páginas.

Uma jornada muito bonita, o livro parece ter mais alma que suas adaptações, mas talvez não tenha sido justo com elas e devo os revisitar. Um dos meus livros favoritos da vida sem sombra de dúvida.
comentários(0)comente



Art3mis 22/01/2021

Agora finalmente posso ver o filme
Fiquei muito surpresa, foi um livro fácil de ler e prendeu minha atenção. Não era aquela coisa psicodélica que imaginei... Foi rápido de ler tb. Eu fiquei constantemente com pena de todo mundo no livro, o lance dos animais deixou muito angustiada, mas acredito que o tema do livro é esse, a decadência de tudo.
Pelo que ouvi o filme é bem diferente do livro mas mesmo assim vou ver, pq gostei do universo
comentários(0)comente



Aline 20/01/2021

Que história doida...
O livro é bem legal... No comecinho é meio confuso até entender o que tá acontecendo, o que aconteceu e o que vai acontecer.... Tem várias reviravoltas surpreendentes no meio do livro, onde achei que ia para um rumo, foi para outro... Dá dó dos personagens... E o final... Gente... Leiam...
comentários(0)comente



Luizfborges_ 20/01/2021

Uma viagem psicológica
Ao pensar nos androides como algo quase humano, é difícil imaginar que máquinas possam se passar por seres vivos. Em um futuro onde humanos também são cada vez mais máquinas, como diferenciar um humano de um Androide? Androides possuem vontade de viver? Sonhos? Aspirações?

O livro nos leva por um passeio que dura apenas dois dias pela visão de um caçador de Androide que pensa cada vez mais sobre seu trabalho e sobre os androides que ele precisa aposentar, guiado pelos seus desejos pessoais, seriam as metas dos humanos superiores aos dos androides?

Maravilhoso, filosófico, interessante e incrivelmente empático.
comentários(0)comente



malunapsico 19/01/2021

pretendo reler
o livro tem reflexões legais mas muitos conceitos ficaram confusos. pretendo ver o filme e daqui um tempo reler, pra ver se minha experiência melhora
comentários(0)comente



Camila.Faria 19/01/2021

Comecei o livro sem muitas expectativas e ainda bem que foi assim. Não que o livro seja ruim, mas não foi maravilhoso também. Traz algumas reflexões interessantes e um personagem que me apeguei. Nada mais que isso.
comentários(0)comente



Duana Rocha 19/01/2021

Só leiam...
Sem nem o que dizer! Não tenho o hábito de ler FC mas gostei bastante.
comentários(0)comente



Vinicius Lima 19/01/2021

Androides sonham com ovelhas elétricas?
Livro bastante filosófico com um "plano de fundo" de ação e ficção científica.

Ele propõe discussões (principalmente) sobre:
- (Falsa/falta de) Empatia;
- O que é vida?;
- Fanatismo religioso;
- Influência da mídia na sociedade;
- Consumismo.

O título (original) em forma de pergunta jamais é respondido no livro, dando margem a diversas interpretações e questionamentos.

Um livro clássico de um autor clássico. Achei sensacional, indico aos entusiastas desse segmento e até para aqueles que apreciam leituras mais reflexivas.
comentários(0)comente



Alanna 19/01/2021

Sobre androides e ovelhas elétricas
Acho que diferente da maioria das pessoas, eu não li esse livro por ser fã de ficção científica ou por gostar do filme (na real nunca assisti ao filme). Eu li esse livro por causa de um um click por engano no Kindle, que me rendeu uma compra de 21 reais num e-book ao invés de apenas 'pegar emprestado' com o prime. Então eu já comecei a leitura com um bode danado, de me obrigar a fazer valer esses 21 reais num e-book que eu não tinha tanto interesse assim.

E assim, o começo foi um pouco difícil por causa desse bode todo, eu não conseguia entender onde o livro queria chegar, não tava comprando a ideia. O livro só foi melhorar pra mim depois de uns 30, 40%, que é onde a história começa mesmo, e nessa parte eu me vi muito presa a narrativa, gostando bastante de como a trama estava se desenvolvendo. Tenho apenas uma ressalva nessa parte, que é sobre como personagens femininas são descritas em certos pontos mas no sentido geral eu estava gostando bastante da leitura, gostei da questão dos androides, gostei do protagonista, até mesmo da personagem Rachel (que inspira um amor/ódio) eu gostei. Mas aí chega o final do livro, e no fim eu só pensei: "é isso?". O livro termina de maneira abrupta e sinceramente decepcionante para mim. Talvez tudo isso tenha uma grande mensagem subliminar, tenha algum grande significado oculto, mas eu não consegui captar ou não entendi mesmo, acontece nas melhores famílias.

No geral é um bom livro, e recomendo pra quem gosta de livros com pegada futurista e de ficção científica. Eu não sou muito ligada nesse gênero, então pode ter sido esse meu problema com essa leitura. Vale acrescentar que nessa edição tem uns extras, como uma entrevista com o autor do livro, e que esses extras enriquecem muito a experiência de leitura.
comentários(0)comente



Sibery 19/01/2021

Leitura rápida, tranquila e fácil
Esse foi o meu primeiro livro do Philip K Dick e, por algum motivo, estava esperando uma leitura difícil e política. Foi uma surpresa a forma fluída e cinematográfica com que ele cria seus mundos, seus personagens e sua narrativa.

Eu não me lembro de ter visto o filme original, com Harrison Ford, por isso, tudo foi novidade para mim. Mas, lendo a entrevista de Philip K Dick, no fim do livro, descobri que o filme e o livro são histórias diferentes. Inclusive, o nome Blade Runner é só do filme. O livro, na verdade, se chama "Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?". Eu pensava que eram dois livros independentes... E teria sido, se Philip K Dick tivesse assinado a proposta do estúdio para reescrever o livro de acordo com o roteiro do filme e deixar "Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?" desaparecer. Ainda bem que ele não aceitou.

A única coisa que eu gostaria de ter compreendido melhor é o mercerismo. Eu entendi o princípio da religião, mas a parte da caixa e da pedra ficou meio superficial para mim.

Eu recomendo esse livro pra quem tem vontade de entrar no sci-fi.
Rick Deckard e Isidore se complementam de uma forma incrível. Esse livro é uma aventura. Uma viagem de corpo e alma. Em breve, quero ler mais Philip K Dick.


comentários(0)comente



Yasmin 18/01/2021

Urgh!
Eu tava muito na vibe de ler livros desse gênero depois de ler "O Fim da Infância", mas esse livro acabou com a minha vibe. Blade Runner não é um livro totalmente ruim, mas sofri pra ler por causa das inúmeras objetificações. Isso me irritou profundamente. Odeio livros que retratam as mulheres como seres inferiores, cujo os problemas são relacionados a assédio ou questões de beleza, ou quando estão lá somente para agradar os homens (como objetos sexuais).

O autor ficou inúmeras vezes dando detalhes irrelevantes sobre o corpo das mulheres e com pensamentos extremamente ofensivos. Entendo a época em que o livro foi escrito mas isso não me impede de sentir raiva. Aliás, não sinto vontade de ler nenhum outro livro do autor.
comentários(0)comente



stellinha 18/01/2021

Nostalgia
Ler esse livro para mim, trouxe uma certa nostalgia.
Nunca fui muito chegada em Ficção Científica, mas como sempre gosto de desafios, sempre tento ler um livro ou outro.
Foi uma experiência interessante, mas porque eu já tinha um histórico do filme de 1982 de Ridley Scott, que amei na época. Tenho várias cenas na memória, principalmente do Rick Deckard e da Angel, um casal romântico apesar de inusitado, entre um humano e uma androide, e a música do filme, do Vangelis, é linda, maravilhosa! Tenho até hoje o vinil e o CD do da trilha sonora, e sempre escuto.
É claro que não lembrava do enredo em si, e pelos textos de apoio e entrevista com o autor, fica claro que o livro é bem diferente do primeiro filme. E uma das diferenças é que o livro se passa em 1993 e o filme em 2019, quem diria, ontem.
O livro explora bastante os animais, o quanto eles são importantes na história, se são elétricos ou genuínos, uma questão de status.

“Perguntar “sua ovelha é genuína? seria, possivelmente, uma quebra de etiqueta pior do que indagar se os dentes de um cidadão, seu cabelo ou seus órgãos internos eram autênticos”.

E vemos também a evolução da inteligência emocional e o quanto os androides vão se tornando mais humanizados, com a diferença que não possuem empatia.

“Empatia, evidentemente, existia apenas na comunidade humana, ao passo que inteligência em qualquer grau poderia ser encontrada em todo filo ou ordem biológica, incluindo os aracnídeos. [..] Porque, em última análise, o dom da empatia ofuscava as fronteiras entre caçador e vítima, entre vencedor e vencido”.

Mas, e os humanos do cenário do livro, possuem? Eles precisam de uma caixa de empatia, que acessam para fazer uso de uma “religião”, o mercerismo, uma idealização, que ficamos sabendo que é completamente falsa, montada, para que todos sigam um líder, um pensamento, e sempre que surjam problemas, recorram à caixa para se colocarem no lugar do outro, e pensar que assim todos sofrem juntos, se conformar com o que tem.

“Então, dentro dele, a mútua balbúrdia de todas as outras pessoas em fusão quebrou a ilusão de isolamento”.

Muito importante também é a Poeira, uma poluição que fez com que as pessoas na Terra tivessem que ir para outros planetas colonizados, por exemplo Marte, e os que ficaram são praticamente excluídos. A Poeira também trouxe a destruição da natureza, com a extinção dos animais.
Uma previsão do autor em 1968, ano em que o livro foi escrito?
Essa Poeira, fez estrago em algumas pessoas, como por exemplo o personagem Isidore, que passa a ser considerado um cabeça de galinha, um Especial, tornando-se deficiente em alguns aspectos.

“Uma vez classificado como Especial, um cidadão, mesmo que aceitasse ser esterilizado, era excluído dos registros da história”.

Discute-se muito também a ética envolvendo o Caçador de Recompensas, se o que ele faz pode-se chamar de necessário ou se é um assassinato, já que ele e outros consideram os androides uma coisa, sem denominação, apenas coisa. E quando se envolve com a Rachel, uma mulher, dona da empresa fabricante dos androides Nexus-6, o modelo mais evoluído, e através de seus testes de empatia, descobre que ela é uma Nexus-6 e não sabia, ele está sendo ético? Se envolve fisicamente com ela, mas ela na realidade apenas está protegendo seus iguais, para que o caçador não tenha mais coragem de eliminá-los. Um grupo de androides fugiu de Marte e está se escondendo e tramando uma revolta. Apesar da tentativa da Rachel de “sensibilizá-lo” ele consegue eliminar todos os 4 androides ainda escondidos.
Pensando agora que o primeiro filme se passava em 2019, um ano que se falou muito em inteligência artificial, em que a palavra chave se tornou empatia, dá muito o que pensar. Não acham? Um ano de Sapiens, Homo Deus, 21 lições para o Século 21, de Y. Harari e onde se discutiu o conceito de empatia, que ficou mais forte em 2020 com o caos da pandemia.
Vou rever o primeiro filme e depois assistir ao mais recente para poder ter um novo olhar depois de ler esse livro muito bom e que pode ser esmiuçado de vários ângulos nos fazendo refletir sobre vários assuntos: empatia, inteligência artificial, poluição, natureza e fanatismo.
E ao final, coloco a última declaração do autor P. K. Dick, sobre o filme que estava para ser lançado, e que ele não teve oportunidade de estar no lançamento:

“Minha vida e meu trabalho criativo estão justificados e foram completados com Blade Runner. Obrigado.... e vai ser um sucesso comercial estrondoso. Será invencível.
Cordialmente, Philip K. Dick
comentários(0)comente



427 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |