A Mulher do Viajante no Tempo

A Mulher do Viajante no Tempo Audrey Niffenegger




Resenhas - A Mulher do Viajante no Tempo


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Fran Kotipelto 23/04/2011

Pink Floyd - Wish You Were Here

Quando leio um livro, ou qualquer coisa que de certa forma me ensine uma lição proveitosa, meus pensamentos são irremediavelmente remetidos para uma casinha branca da cidade de Ouro Preto, onde havia uma dupla de mestres sem diploma dessa magnífica arte que chamamos de "VIDA".Longe de qualquer saudosismo eu costumo sempre atribuir tudo que tenho de bom a esses dois sábios.

Uma dessas duas pessoas a senhora Morte levou ainda em minha infância, a outra muito mais reservada mas nem por isso menos importante,a senhora Morte recrutou em minha adolescência. E como todos os sábios não vivem em silêncio, ou sem dizer nada de reflexivo que possamos um dia ainda que demore séculos compreender,essas duas pessoas,meus pais,meus mentores e acima de tudo meus heróis, também me disseram frases que até hoje ecoam em minha mente nos momentos que mais preciso ouví-las, e após ler "A Mulher do Viajante no Tempo" e fechar o livro chorando desesperadamente, uma dessas frases proferidas por meu querido pai me veio à mente: "Amor tem quatro letras, mas não existem letras suficientes em todo o universo que possam explicá-lo, amor não se entende,mas entenda que você precisa amar, amor não se explica, amor é sentimento,então apenas sinta, acredite,apenas acredite..."

Lembrar do meu pai após ler o livro me fez correr atrás dos meus álbuns de infância, e para mim, ver aquelas fotos em que ele e minha mãe estão tão sorridentes juntos, fizeram-me recordar das noites em que eu ainda muito jovem via meu pai chorando em silêncio vendo essas mesmas fotos, e era possível respirar o mesmo ar de amor e saudade em que ele estava imerso, numa solidão atemporal...

Em "A Mulher do Viajante no Tempo" Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Eu passei anos em devaneios sobre o amor, para somente através deste livro entender aquilo que meu pai havia me dito, e Audrey Niffenegger conseguiu ilustrar de maneira divina que a palavra amor pode ser banalizada hoje em dia, mas a sua essência continua intacta, o sentimento ainda é real, é possivel vivê-lo, é possível sentí-lo, e ninguém pode impedir que ele aconteça, não são as pessoas, nem as palavras, não são os desencontros, desilusões e muito menos o tempo,porque o amor é sem dúvida nenhuma atemporal.
Erika Rayane 23/04/2011minha estante
Nossa,você me fez chorar, ainda colocou a música preferida do papai como título da resenha. Ele ouvia essa canção toda noite, e chorava lembrando da mamãe,do jeito que você descreveu. Ah guria,você é genial. Parabéns. Te amo.


Alan Ventura 23/04/2011minha estante
O livro que mais me fez chorar até hoje,e sua resenha ficou maravilhosa, muito sentimental, e duvido que alguém consiga ouvir Wish You Were Here enquanto lê esta resenha, e não chorar!


Jow 23/04/2011minha estante
Jamais vi tamanha dedicação, paixão e empenho numa resenha! Parabéns Fran, conheço pouquíssimas pessoas que possuam a coragem de se entregar tão fortemente em palavras.
Palavras mais que dignas para uma obra mais que inesquecível!


Luh Costa 25/04/2011minha estante
Eu fico ausente por um tempo (sem net) e me deparo com mais uma de suas magnificas resenhas. Cada vez melhor hein querida?
Essa senhora Morte sempre nos pregando peças.
Me emocionei com sua resenha.
O livro está na lista das próximas aquisições. Viu o filme?


Samy 27/04/2011minha estante
lindo.... nem preciso falar né?
já sei q vou precisar reservar uma caixinha de lenços qdo for ler.... :)


Roseli Camargo 29/04/2011minha estante
Por isso eu amo livros, eles nos sacodem, mexem como nosso sentimento. Eu o li e para mim foi um livro com uma história legal e só e no entanto para outras pessoas torna-se uma marco por ir de encontro à realidade vivida e às lembranças delas. Quando lemos algo que nos toca e é escrito em uma resenha como esta quem a lê passa ver o que foi escrito de uma outra forma.


Fabinho 27/05/2011minha estante
Aqui estou!
Muito emocionante tudo que vc escreveu, e ainda compartilhar algo tão particular como do seu pai e lembrar da sua mãe.
Esse é realmente o verdadeiro "Amor", que simplesmente vai além dessa vida e ultrapassa todas as barreiras! É nesse Amor que eu acredito que nem mesmo a "morte" pode separar...
Enfim, coloquei hj no meu facebook um post mencionando essa parte que me tocou profundamente assim como tudo que escreveu...
segue:

Escrito por Fran Kotipelto:
Após ler "A Mulher do Viajante no Tempo" e fechar o livro chorando desesperadamente, uma dessas frases proferidas por meu pai me veio à mente: "Amor tem 4 letras, mas ñ existem letras suficientes em todo o universo que possam explicá-lo, amor ñ se entende, mas entenda que você precisa amar, amor ñ se explica, amor é sentimento, então apenas sinta, acredite, apenas acredite." #Amei

Obrigado por compartilhar algo tão singelo, lindo, especial... Mtas coisas boas pra ti sempre! Paz!


hpsoares 05/06/2011minha estante
Sua resenha me fez derramar algumas lágrimas, uma das resenhas mais perfeitas que li. O amor sempre me soou confuso, com essa resenha ele me pareceu mais claro e bonito, imagino como será após ler o livro.
Parabéns por essa resenha, é maravilhosa!
E essa música é absolutamente perfeita!
Super beijinhos


Jayane 20/06/2011minha estante
Quase chorando aqui,eu vir só o filme apesar de não tem entendido direito o final eu amei,e to loca para lé o livro.
PS:está 1 pessoa que não gostou da sua resenha não tem sentimentos.


Fernanda 16/08/2011minha estante
Chorei ao terminar o livro e tenho que dizer que chorei novamente ao ler sua resenha...
Belas palavras para descrever um belíssimo livro.


Felipe Lamerck 26/09/2011minha estante
Uma resenha muito bonita, palavras perfeitas para descrever uma situação e um livro perfeito.

Ps: Alan consegui ler a resenha ouvindo Floyd e não chorar , hehe ^^


Ju 06/11/2011minha estante
Resenha maravilhosa, que me trouxe lágrimas aos olhos, com certeza está na lista das minhas futuras aquisições.


Geovani 10/12/2011minha estante
Não pude conter as lágrimas! O que é o amor...


Ana Lúcia 21/01/2012minha estante
Lindas palavras!


Danika 07/03/2012minha estante
Belas palavras, Fran. Um lindo texto.


Filipi Lopes 21/04/2012minha estante
É impossivel não chorar no fim deste livro. Incrível!


Patricia 28/04/2012minha estante
Nossa Fran, parece que eu já te conheço. Você transmite uma transparência corajosa no teu texto. Eu li e re-li este livro e sempre choro muito no final e me emocionei com o teu depoimento.
Porque não usas este teu talento e escreve a história dos teus pais, aposto que será um sucesso.


Renata Céli 04/01/2013minha estante
Resenha linda, parabéns! Esse livro realmente conta uma história de amor verdadeira, mostra o que é o amor. =)


Renata CCS 16/04/2013minha estante
Que bela resenha! Instigante!


Jéssica Katyany 23/02/2014minha estante
Primeira resenha que comento aqui no skoob. Ficou linda.


Ana 27/03/2014minha estante
Resenha lindíssima, só me deu mais e mais vontade de ler o livro! :)


anacasimiroadv 14/02/2015minha estante
Também me emocionei muito ao ler a sua resenha. Que lindo! Vou ler esse livro com certeza.




Ju Neves 21/02/2011

"Te amo, sempre. O tempo não é nada."
Na minha lista das “5 melhores sensações do mundo” está “terminar de ler um livro e descobrir que ele é o seu novo preferido.” E foi o que senti quando fechei esse livro às 5 da manhã e uma dor de cabeça por ter chorado a noite inteira. A última vez que eu tinha chorado assim foi com Marley & Eu, e eu não sou muito sensível! Mas não pensem que é porque tem um final feliz ou triste. É porque ele tem um final real, apesar do enredo ser uma ficção. É revoltante, e nos faz pensar que existem coisas que estão fora do nosso alcance. Não podemos fazer nada a não ser sentar e esperar.

A primeira vez que ouvi falar de A Mulher do Viajante no Tempo pensei logo que seria um livro extremamente confuso e eu, com a magnitude da minha lerdeza, ficaria mais perdida que cego em tiroteio... ou Henry no tempo, haha. Mas foi o contrário. Audrey levou o livro com facilidade e leveza, deixando clara toda sua teoria de viagem no tempo, que nos deixa revoltados às vezes ao ver que Henry não pode alterar nada em seu passado, apenas assistir as coisas se repetirem em sua frente. Algumas terríveis que ele não pode impedir.

Mas ainda assim não foi isso o que me deixou maravilhada, e sim o controle que Audrey tem sobre sua história, chegavam certas partes em que eu pensava “ah, mas e aquele acontecimento de 1960 e poucos? Ela se esqueceu de explicar.” Mas ela esperando o momento certo para as revelações. Sendo assim, descobrimos que o fato que dá final ao livro, na verdade acontece no começo dele, só que não sabemos ainda. Tanto foi que eu jurei que ficariam algumas lacunas no livro, mas TUDO foi se encaixando como se fosse um quebra cabeça.

Aconselho a ficarem atentos aos detalhes e acontecimentos que podem parecer aleatórios, esse é um livro bem detalhista, tem que prestar bem atenção nas idades deles, e nas datas. Achei isso bem tranqüilo, mas algumas pessoas acharam ruim no começo, mas se adaptaram.

Este não é um mero livro de romance em que o casal tem que enfrentar suas dificuldades. Ele nos faz pensar em como perdemos nosso tempo com tanta besteira, quando devíamos estar aproveitando cada minuto e cada segundo. Num piscar de olhos tudo pode sumir. A vida é curta demais para deixar os momentos ruins prevalecerem. Infelizmente o tempo não é nosso amigo. Henry e Clare foram prova disso.

O filme “Te Amarei para Sempre” tirou MUITOS detalhes importantes, e personagens que eu amava no livro. Como Nell, Etta, Kimy e Ben. Alterou bruscamente a aparência de outros, como Gomez e Clare (A Rachel é linda, mas é muito diferente do que o Henry descreveu). O final também ficou um pouco distorcido, mas também foi muito emocionante, não tanto quanto o livro, mais ainda assim... Fechei o livro fazendo as contas na minha cabeça de quando teria tempo para reler!

Mais resenhas em:
http://www.booksjournal.org/
CafécomBaunilha 12/04/2011minha estante
amei sua resenha!


CamiBrito 23/07/2011minha estante
Eu me senti assim também com relação esse livro. É uma pedra preciosa que sempre indico, é apaixonante, e cheio de surpresas.
E sua resenha ficou muito boa.
Parabéns.




Renata CCS 04/02/2014

“Por si só, o tempo não é nada. A idade de nada é nada. A eternidade não existe.” (Explicação da Eternidade - José Luís Peixoto)

De forma resumida, o livro é a história do casal Henry e Clare. Henry é o tal viajante: ele tem um distúrbio genético que o faz viajar no tempo. Sem mais nem menos, ele desparece e surge completamente nu em outros momentos da sua linha do tempo. Clare é a mulher do título, e passa toda sua infância e adolescência recebendo suas visitas, sempre o vendo com idades diferentes, até que ele a conhece, de fato, aos 28 anos, quando ela tem 20. Parece complicado, eu sei, e acho que foi exatamente isso que me atraiu no livro: o poder de transformar uma história bastante complexa em algo palpável e facilmente reconhecível. Em momento nenhum as viagens ficam confusas para quem lê, pois tudo é muito bem elaborado. E nesse quesito, bizarrices temporais, o livro é ótimo e a autora não se perde: o que ela consegue fazer é contar a história de forma que as diversas lacunas vão sendo preenchidas conforme o personagem principal vai viajando pelo tempo.

O livro é uma espécie de diário de pensamentos dos personagens principais, onde Clare e Henry narram os acontecimentos, e é esta estrutura da narrativa que destacaria como um ponto forte: ao invés de escolher um único narrador, a história intercala os pontos de vista de Clare e Henry, em primeira pessoa, dando humanidade aos personagens com a oportunidade de contar sua própria história, sob seus respectivos pontos de vista.

O que faz essa história de amor banal ganhar ares atrativos é a brincadeira que Audrey Niffenegger faz com o tempo. Considero o maior mérito do livro não ter caído em lugares comuns de histórias sobre viagens temporais: não há discussões intermináveis sobre mudar o passado e reescrever o futuro ou universos paralelos que se modificam e se cruzam. É simplesmente a história simples de um casal – casamento, filhos, dinheiro, amigos, felicidade – contada de uma forma diferente, de uma maneira que eu nunca imaginaria.

A constante espera de Clare por Henry é encantadora, e Henry encontra nela seu porto seguro, seu motivo para voltar das viagens que não consegue evitar. A superação das dificuldades encontradas no relacionamento, a ausência e a saudade são tratadas com muita sensibilidade, inteligência e bom humor pela autora.

Apesar de toda a ficção, do impossível, é disto que o livro trata no fim das contas: do amor, da espera, da distância e da saudade, principalmente de quem fica. Uma leitura dinâmica, rápida, prazerosa, e que convida o leitor a refletir sobre o que está escrito. Uma história de amor incondicional que nos mostra não um final feliz, mas uma vida feliz.
Arsenio Meira 04/02/2014minha estante
Essa epígrafe, Renata! É a seta sem alvo... Belíssima.

E depois a resenha, direta, calorosa, com o destaque deste parágrafo que me fisgo literalmente:

"O que faz essa história de amor banal ganhar ares atrativos é a brincadeira que Audrey Niffenegger faz com o tempo. Considero o maior mérito do livro não ter caído em lugares comuns de histórias sobre viagens temporais: não há discussões intermináveis sobre mudar o passado e reescrever o futuro ou universos paralelos que se modificam e se cruzam. É simplesmente a história simples de um casal ? casamento, filhos, dinheiro, amigos, felicidade ? contada de uma forma diferente, de uma maneira que eu nunca imaginaria."

O título é belo, e aqui parece-me que a viagem é tratada num sentido de corrosão, desgaste e consumição inevitável diante da vida.

Com isso tudo, resistir quem há-de?
Bela resenha!
Abraços
Arsenio


Renata CCS 07/02/2014minha estante
Arsenio,
Realmente vc está certo: a história é sensível e intensa não pelas viagens em si, mas pelo que os personagens constroem. É belo acompanhar o quanto um sentimento verdadeiro é atemporal.
abraços!


Helder 17/02/2014minha estante
Também gosto muito deste livro. As idas e vindas no tempo conseguem realmente tirar tudo o que podia ser somente mais uma banal estorinha de amor! Algo que o filme não conseguiu fazer.


Nanci 21/03/2014minha estante
Adorei, Renata. Uma história de amor incondicional entre homem e mulher, sem cair no lugar-comum? Vou ler, com certeza.

Obrigada!


Renata CCS 28/03/2014minha estante
Obrigada a todos pelos gentis comentários!
Recomendo para quem busca uma leitura leve, romântica e diferente.




Nana 23/06/2009

Muito bom!
Um livro totalmente diferente de tudo que já li!
A história é muito original e bem escrita. Vai e volta no tempo...a cada momento Henry está com uma idade diferente. Por viajar no tempo ele sabe o que acontecerá no futuro de Clare (sua esposa no futuro). Ele a conheceu quando ela era ainda criança e passa por várias etapas da vida dela, sendo que a cada encontro ele está com uma idade diferente! Parece confuso mas não é, a estória vai se encaixando conforme os capítulos vão passando.
Recomendo para quem gosta de romance, aventura e fantasia!
Valni 06/12/2009minha estante
Ainda não li o livro mas ja assite ao filme e nossa não queria q o filme acabesse espero q seja assim com o livro tb pois pretendo ler.


Pêdra Carla 18/04/2013minha estante
Divino!!! :) :)
Amei! Um dos melhores livros que já li na vida!




Mandy Porto 23/04/2010

Ótimo! *-*
E se você conhecesse o amor de sua vida quando tivesse apenas 6 anos? E a idade dele fosse próxima a idade de seu pai? Isso mesmo aconteceu com Clare Abshire, quando foi tomar um ar nas redondezas de sua casa e encontrou um homem nu. A partir deste momento começa a história de amor entre Henry e Clare. Uma linda e perfeita história de amor que emocionou e me tocou profundamente. Clare estava com 6, 8, 12, 13, 15, 16, 17, 18 anos de idade, Henry do futuro aparecia para mexer com seu coração doce e inocente. Clare amou Henry sua vida toda, desde os 6 anos até aos 80 e poucos.

O livro pode te deixar louco com as idas e voltas, mas nos acostumamos como tudo na vida. Audrey conseguiu mexer muito bem com as datas e não tornou nada cansativo. Conseguimos ler nos mínimos detalhes a história de amor do começo até o fim. O livro trata de amor, amizade, perda, dor... de uma maneira que nos faz sentir o que eles estejam sentindo.

Um romance para adolescentes e adultos. Até mesmo uma pessoa chata em literatura irá se apaixonar pelo romance de Audrey.

BLOG: http://www.mylittleworldofbooks.blogspot.com/



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Cristine 09/08/2009

Este é o primeiro romance de Audrey Niffenegger, artista plástica, escritora e professora de arte em uma Universidade de Chicago.

O personagem principal, Henry De Tamble, é um bibliotecário em Chicago e fã de punk rock. Ele tem uma disfunção genética que o faz viajar involuntariamente no tempo para momentos significativos de sua vida, no passado e no futuro.

A mulher do viajante do tempo é Clare Abshire, escultora. Quando conhece Henry, ela tem 6 anos e ele, 36. Ela o encontra em uma clareira da Campina, que é parte da propriedade da família de Clare em Michigan. Ao longo da infância e adolescência de Clare ela recebe muitas visitas de Henry, que se torna seu melhor amigo, e acaba se apaixonando por ele.

O livro é narrado alternadamente por Clare e Henry, e segue uma sequência cronológica peculiar; após narrar os primeiros encontros, seguimos pelo cotidiano de Clare e Henry no presente, com capítulos que contam como foram as primeiras viagens no tempo de Henry e eventos significativos da infância de ambos.

Ao longo da narrativa vamos nos encantando com a história de amor de Henry e Clare, sua tentativa de viver uma vida normal, com trabalho, um lar, amigos, filhos, e como tudo é perturbado por uma condição que eles não conseguem controlar ou prever. Esta história de amor e ficção científica é ao mesmo tempo contemporânea e romântica, intensa e envolvente, e nos faz sorrir e chorar.

(trecho de resenha publicada em meu blog)
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Dominique 26/09/2009minha estante
Eu quero tanto esse livro... =) Adorei a resenha.




Bárbara 30/09/2011

A Mulher Do Viajante No Tempo - Audrey Niffenegger
O livro é grande e extenso. Há passagens maravilhosas (uma delas eu colocarei no fim da resenha) e passagens totalmente desnecessárias: Clare é artista plástica e descreve demais tudo o que faz ou deixa de fazer com os papeis que cria (esquentar água, coar, acrescentar isso e aquilo, amassar). Fica até parecendo que ela tenta nos ensinar como fazer isso, isso e aquilo. Essas passagens me cansavam, mas as várias outras perfeitas compensavam.

A Mulher do Viajante no Tempo também é um livro de linguagem mais adulta (há termos chulos e baixos, principalmente ao falar sobre sexo), então não é um livro que eu deixaria minha irmã de 15 anos ler (lógico que várias pessoas de 15 anos leriam, mas lembrem-se que estou falando sobre minha irmã. Entenderam que sou coruja, né?).
A história é linda pelo fato de ser um amor, digamos, perfeito. Não tem como aquele amor não acontecer porque não se pode mudar o passado, nem o presente, nem o futuro – tudo segue uma linha. Henry conhece Clare quando ela é apenas uma criança que não entende quase nada da vida. Naquele momento ele conta para ela seu segredo e desaparece em sua frente. Henry volta a aparecer para Clare várias vezes durante toda a sua infância e adolescência, mas, quando Clare completa 18 anos, ela precisa ficar quase 2 sem vê-lo – ele conta para ela que eles se conhecerão no presente dele. Então Clare espera, espera, e encontra Henry quando nem imagina que aquilo poderia acontecer. Depois de Henry já ter explicado para ela tudo sobre o futuro dos dois, é a vez dela de explicar para ele que agora a vida dele é ao lado dela.
Acho que esperei muito do livro e me decepcionei pelo fato de haver muita descrição. O Henry é apaixonante, já o livro, nem tanto. A Mulher do Viajante no Tempo tinha tudo para ser um dos meus livros favoritos, mas acho que a Audrey pecou ao querer descrever demais tudo o que acontece em qualquer momento – não gosto muito de toda essa enrolação desnecessária. Infelizmente criei expectativas demais.
Agora quero ver o filme apenas para ver se ele consegue ser melhor, já que nos filmes os roteiristas sempre tiram demais da história.

“Eu acho fofinho que você ignore a lógica bizarra dos relacionamentos. Acredita em mim. Quando nos conhecemos, eu estava arrasado, e estou lentamente me recompondo porque vejo que você é uma boa pessoa, e eu gostaria de ser assim, também. E ando tentando fazer isso sem você notar, porque ainda não entendi que qualquer mentira é inútil entre nós. Mas há uma distância muito grande entre o eu com quem você está lidando em 1991 e o eu que está falando com você agora em 1996. Você tem que investir em mim; não posso chegar lá sozinho.”
Tati 16/01/2012minha estante
Gostei muito da sua resenha, é exatamente o que eu achei do livro: Uma ótima historia que pecou nos detalhes.
Também fiquei incomodada com a escolha das palavras em alguns momentos. Ás vezes Clare vai ao banheiro fazer "pipi"... Pipi?!? Ah tenha dó né? E logo em seguida a autora escreve palavras chulas e baixas pra descrever as cenas hot... Eu achei totalmente desnecessário.
Criei um debate a respeito disso.




Bianca 16/11/2010

O livro teria sido bem melhor se eu não tivesse assistido ao filme antes de lê-lo! Mesmo assim, gostei bastante, principalmente depois que a história se desenvolveu um pouco mais e as coisas foram acontecendo.
A história é realmente incrível! A forma da viagem no tempo é diferente das que eu costumava ver em outras histórias com mesmo tema e faz um pouco mais de sentido também! :)

A escrita não é poética e encantadora. O que prende nesse livro é a história! Não é um livro cheio de ensinamentos (apesar de sempre ter alguns) e nem gera tantas reflexões nem conflitos internos. É uma história leve e que possui algumas cenas bem bonitas de se imaginar! ^^
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; Lili 18/06/2010

Tempo... Angústia pra quem espera
Confesso que no início eu fiquei meio... a palavra não é decepcionada, não sei que palavra usar, mas eu esperava tanto do livro que eu achei que ele não ia ser tudo o que eu imaginava. Porém, continuei com a leitura e SIM! O livro era tudo o que eu imaginava. Quer dizer... ele é muito mais do que eu imaginava.

O livro conta a história de Clare e Henry. Não uma simples história, mas uma linda história de amor. Quem começar a ler, pode achar um pouquinho estranha a narrativa, pois a autora não tem uma ordem cronológica exata. Ela brinca com o passado, o presente e o futuro.
Nós conhecemos Clare criança, aos seis anos, quando ela vê Henry pela primeira vez – ele com quarenta e um anos – Ele apareceu do nada, nu e disse a ela que era um viajante no tempo, a garotinha no início não acreditou, mas ao ver Henry desaparecer na sua frente notou que o que ele falava era verdade.

A partir daquele dia, Clare esperava ansiosa pelas visitas daquele viajante e a história dos dois começa de certa forma ali, pelo menos para ela. Para Henry; quando ele já tem vinte e oitos anos. Parece estranho, mas não é, pois a autora sempre nos indica a data e quantos anos cada um tem e também nos mostra a visão de Henry e de Clare, uma vez que os dois narram.

O que mais me emocionou no livro foi o amor de Clare. Ela amou Henry por toda a sua vida e conhecemos cada etapa desse amor, à medida que os anos passam. Clare o amava tanto que o esperava, esperou até a idade adulta, esperou mesmo depois de casados, esperou até o fim...
Tinha momentos que eu me perguntava por que ela queria viver aquilo, porque ela insistia em viver com um homem totalmente imprevisível, como alguém poderia ser feliz assim? Discordava de algumas coisas, pois achava que Clare não havia tido uma escolha. Para mim, no início, achava que aquilo tudo era de certa forma uma “imposição”. Mas ao longo da história pude perceber que Clare teve uma escolha, ela escolheu ficar com Henry. O amor é mais forte, o sentimento que os une (isso é tão clichê) era tão intenso que acho que aquilo era sim a vida dela, uma escolha dela, algo que não tinha como não viver. E por mais que Henry ficasse ausente, o amor entre eles não diminuía. Sem falar que quanto mais Henry “conhecia” Clare – a menina, a jovem e a mulher – se apaixonava mais por ela.

Uma história para ser sentida, emocionante e quando termina você fica com um pesar porque acabou. Você quer terminar de ler, mas quando isso acontece, há um vazio. Foi assim que me senti.
Uma das mais belas histórias de amor que li, fala sobre o tempo, mas é atemporal, pois creio que será uma história que nunca se perderá e emocionará várias gerações.

Tempo... Muitas vezes um maldito que separa grandes amores, castiga amantes... Mas que também intensifica e fortalece o amor quando ele é verdadeiro.
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Camila 05/11/2009

A Mulher do Viajante do Tempo
Simplesmente um dos livros mais lindos que eu já li!!! Ainda estou muito emocionada com o final da história e confesso que chorei muito ao longo de toda a leitura. O amor de Henry e Claire é indescritível! O livro é maravilhoso!
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Tainara 28/06/2010

O começo do livro é bem complicado. E à medida que você avança na leitura, ao invés de descomplicar, complica mais ainda. Isso poderia ser um defeito crucial no livro. Mas a autora conseguiu deixar isso para trás, pois, não importa a ordem cronológica dos fatos envolvendo o amor de Clare e Henry. O leitor acaba entrando em um mundo sem fronteiras de espaço/tempo, onde tudo pode acontecer. Encontros Henry velho/Clare jovem, Henry velho/Henry novo se tornam tão comuns que a ordem dos fatos não altera a história. Enquanto você o lê, participa de um mundo onde o tempo é um mero coadjuvante. E o final, aaaah, o final! Lindo, espetacular, de dar arrepios.
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Renata Céli 04/01/2013

História de Amor
Esse livro me encantou muito. Impossível não se apaixonar pelo casal Henry e Clare.

Como todos já devem ter visto na sinopse, o livro conta a história de Henry, um viajante no tempo. Isso ocorre, porque ele tem um problema genético que o faz se transportar no tempo - passado e futuro - quando passa por momentos estressantes. Nesse vai e vem, ele conhece Clare e eles vivem uma linda história de amor.

Um ponto que achei muito legal no livro foi o fato de mostrar a vida desse casal desde os tempos de criança até a fase adulta. A gente acaba ficando íntimo dos personagens e criando um vínculo com eles.

Voltando à questão da viagem no tempo, como Henry possui esse "problema", a vida deles deveria ser bastante instável, afinal, um relacionamento com uma pessoa assim, que some e aparece em diversas épocas, deveria ter um mínimo de oscilação e incerteza. E o mais interessante é o paradoxo que existe aí. A vida deles deveria ser instável, mas não é. O amor deles é tão lindo, tão verdadeiro, tão real, que faz com que a vida deles seja estável e permanente. Eles se amam, confiam um no outro e sabem que o amor deles é eterno. Eles têm certeza disso e essa certeza reduz a instabilidade de suas vidas, eles estarão juntos para sempre, não importa como. Pode haver momentos estressantes, em que ocorre a dúvida: Onde Henry está dessa vez? Será que está seguro? Mas isso não faz de suas vidas algo instável. Isso só faz aumentar o amor entre eles e a estabilidade desse amor. A viagem no tempo acaba sendo algo normal em muitos momentos, eles convivem com isso, aprendem a lidar. Ou seja, isso é algo constante no dia a dia e eles não deixam que isso seja um empecilho em suas vidas, isso não pode atrapalhá-los. Aconteça o que acontecer, o amor deles resiste a qualquer coisa, qualquer tempo, qualquer ausência, qualquer presença, qualquer dúvida. Essa é uma verdadeira história de amor...
Renata CCS 09/10/2013minha estante
Uma de minhas mais novas aquisições. Boa resenha!




Nanuka Andrade 08/12/2010

A mulher do viajante no tempo
Todos nós já fomos acometidos pelo amor, ou pela dor da perda, e o tempo, em sua plenitude e existência, sempre esteve lá para curar ou causar novas feridas. No romance de estreia de Audrey Niffenegger, porém, somos levados a crer que passado, presente e futuro acontecem simultaneamente.

Ali, o fatalismo é justificável. Mesmo acompanhando Henry em suas andanças pelo tempo e torcendo para que seja possível vê-lo mudar o curso de sua própria história, entendemos que os eventos são imutáveis, interligados, regidos pelo livre arbítrio de causa e efeito, que, segundo ele, só podem andar para frente. E isso faz muito sentido. Como mudar coisas que já foram decididas pelas pessoas em seu momento presente...? Escolhemos nosso estilo de vida, "o que fazer e o que não fazer" sempre levam à alguma consequência, boa ou má, feliz ou infeliz...

Com maestria, Audrey Niffenegger escreve sobre a superação da morte de forma tão inusitada, com direito a inspiração em a "Odisséia" de Homero, que é impossível não se emocionar. O alento de quem lê, portanto, é saber que o tempo se torna apenas num evento infinitamente pequeno diante do amor, e basta pouco para entender o porquê. Afinal, nada morre ou deixa de existir completamente... As pessoas se mantém vivas em algum lugar (ou seria em algum tempo?), só aguardando para que nos encontremos um dia com elas.

Tomei conhecimento do livro, assistindo ao filme "Te amarei para sempre", que é uma adaptação bem bacana e emocionante, mas fica muito longe da experiência de ler o livro! Que aliás vai ficar marcado na minha imaginação para sempre.
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Márcia 10/07/2011

Brincar com o tempo nunca foi tão possível

Só há uma coisa a dizer sobre esse livro: você nunca, jamais, leu algo igual. Eu pelo menos nunca li nada nem sumariamente parecido. “A Mulher do Viajante no Tempo” vai além de qualquer romance ou aventura.

No início me pareceu bastante confuso. Não sou muito adepta à livros que especificam muitas datas, sempre me perco, não gosto de prestar atenção a esses detalhes. Mas o que fica evidenciado logo de cara é o estilo peculiar da autora. Desde as primeiras páginas ela cria um labirinto de datas maravilhoso de se percorrer. Você pode se confundir sim, mas é uma confusão incrivelmente interessante e desafiadora.

A Audrey Niffenegger escreve sobre o tempo e toda a sua complexidade; ela vai, volta e vai mais longe ainda na história dos seus personagens, num zigzag que sobrenaturalmente cria formas sem problemas na leitura. A narrativa é suave e despretensiosa, o que dá mais charme ainda à história. Tudo faz sentido, absolutamente tudo tem importância nesse livro; até mesmo o detalhe mais ínfimo, uns são mais importantes que os outros, mas todos fazem diferença. São os detalhes que compõem esse romance tão original.

Essa é a maior história de amor que leio desde “P.S. Eu te Amo”. Deliciosa. E os personagens tem a maior fatia do bolo porque são o que os livros tem de melhor. Uma história pode ser original, bem fundada, coerente e bem escrita, mas se ela não for bem vivida (pelos personagens) morrerá, porque o leitor também não poderá bem vivê-las.

Henry é um daqueles personagens inesquecíveis. Não somente por ser um viajante no tempo (meu primeiro), mas por sua própria personalidade. Não dá para descrevê-lo, mas apenas digo que ele é aquele tipo de cara que faz seu coração disparar quando fala. Não necessariamente bonito, não rico de forma alguma, mas inteligente, charmoso e incrivelmente misterioso (sem o papinho de “escondo minhas presas e bebo suco de mortais”). Não. Henry tem aquele mistério humano que todos carregamos, mas que nele vibra a cada expiração. Desse jeito nem parece que falo apenas de um personagem de tinta e papel, mas espero mesmo que em algum lugar por ai exista um Henry amando uma Clare.

Drogas, sexo e Rock’n Roll também fazem parte dessa trama. Henry é punk, e quando jovem, inconseqüente e mulherengo ferrenho, bebia e se drogava. Mas ele era apenas um jovem que, mais frequentemente do que gostaria, dava uma guinada para frente ou para trás no seu tempo, sem qualquer controle da situação. Num piscar de olhos ele poderia estar de volta à cena em que perdeu sua mãe, quando ainda pequeno, ou poderia estar de volta ao lugar onde conheceu sua futura mulher. Tudo na vida dele era passageiro e diáfano, até que Clare aparece onde deveria, em seu presente.

Clare é outra personagem maravilhosa; surpreendentemente forte, é o alicerce da história, mas realmente não é a estrela. Não somente ela, como os personagens secundários também fazem toda a diferença. Ingrid é um caso à parte, mesmo com tão pouca participação.

O interessante é que a autora soube manejar os fatos do enredo a fim de que tudo fizesse sentido. E, mexendo com o tempo, isso é um grande feito. O fato de Henry sempre viajar para o tempo nu é uma grande sacada. O futuro ser nebuloso evita precauções que tirariam o gostinho do livro e faz com que as ocasiões dessas viagens sejam extremamente valorizadas tanto por personagem quanto por leitor.

A história toma rumos angustiantes para o leitor tão afeiçoado aos personagens. Eu fiquei louca pelo final e quando cheguei lá, ensandecida e aos prantos, decidi que essa foi a história mais romântica que já li na vida.
Vale a pena cada volta no tempo.


Manoela 19/07/2011minha estante
ótima resenha, márcia! nem cheguei ao fim do livro e sinto que você traduziu tudo que eu penso sobre ele. nenhum spoiler mas cheia de descrições que fazem a gente ficar com ainda mais vontade de ler, de não querer largar o livro, ou senão, recomeçar ele a todo momento (: e ah, sim, os personagens são o melhor da história. poucas vezes vi alguns tão reais ou apaixonados (ou seria apaixonantes? xD) quanto Henry e Clare.




nathykw 15/06/2010

Espetacular
Simplesmente o melhor livro que já li na vida.
O mais triste também. Foram quase 100 páginas chorando, e no finalzinho de soluçar.

É lindo. O começo é um pouco confuso e paradinho, mas depois ele engrena e não dá vontade nenhuma de parar.
Audrey escreve maravilhosamente bem, e mesmo se tratando de uma situação um tanto ficcional, cada detalhe faz parecer real, e não tem como não se emocionar pra valer.

Recomendo de olhos fechados, vale cada página.
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