Os Três Mosqueteiros

Os Três Mosqueteiros Alexandre Dumas




Resenhas - Os Três Mosqueteiros


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João Paulo 22/09/2010

Magnífico!
Logo no começo do livro, temos esse parágrafo:
"Em que se estabelece que, apesar de os seus nomes terminarem em "os" e em "is", os heróis da história que vamos ter a honra de contar aos leitores nada têm de mitológico."

Sendo reais ou não, são verdadeiros heróis estes personagens que esta história conta.
Apesar de não ser um livro mitológico, se assemelha bastante a um quanto ao seu poder. Há em todo o livro grandes tramas, há amor e ódio, há carinho e vingança. Há heróis magníficos, corajosos como Hércules, astutos como Jasão.
Há homens e mulheres que, como demônios do mundo inferior, tramam contra os bons como feiticeiras cheias de maldade e desejo de vingança.

Quanto ao autor, a sua escrita poética é perfeita! Coisa que, dá a desejar ler os outros livros de sua autoria.

Por este livro não se vale só a pena ler, vale a pena reler e reler de novo! É um clássico que não vai sair de minha cabeça nunca! Sempre ficarei encantado toda vez que ver os nomes dos heróis da trama. Sempre respeitarei o autor desde livro.
Nunca esquecerei de Os Três Mosqueteiros.

Ass: João Paulo Garcia
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Érika dos Anjos 13/02/2009

Um por todos e todos por Dumas!
Esqueça todas as 3.876.561 adaptações para o cinema que vc já viu para esta história. Pois, o livro é muito melhor (óóóóóóóóóóóó). Alexandre Dumas cria uma narrativa tão linear, tão envolvente, tão aquecida, que o leitor se encontra diretamente com cada um dos personagens e passa a torcer com algum deles (eu sempre gostei do Porthos).

Para quem gosta de história, Dumas oferece um prato cheio sobre a França de 1600 e sobre o regime monárquico da época. O gastão (fanfarrão, diga-se de passagem) D'Artagnan cruza o caminhos dos mosqueteiros e passa a fazer parte daquela ilibada tribo, que tem seus próprios costumes e tradicões, de centenas de anos.

Todo o excelente texto é pontuado por lutas extraordinárias, mulheres lindas e valentes, sallons, comida e muita, muita, muita bebida. Por isso, um brinde ao melhor livro de capa-espada já escrito! Saúde!
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A.N.D.E.R.S.O.N 12/06/2009

O ponto principal desse, que é um dos clássicos incontestáveis da literatura mundial, é a composição dos personagens. Longe de serem aqueles cavalheiros venturosos de todas as fábulas e desenhos animados baseados nessa obra, os quatro personagens principais(Athos, Portos, Aramis e D´artagnan) são muito mais do que isso, sua composição é tal que a personalidade de cada um vêm se moldando do princípio ao final do livro, expondo suas vontades, seus métodos, suas regras de cáracter, costumes e o principal, suas feridas. E é uma grata surpresa saber que não pára por aí, pois os quatro são muito bem acompanhados cada qual com o seu lacaio, que muito além de meros coadjuvantes, prestam papel fundamental em diversas passagens da estória. Além de um enredo fantástico e diversas outras personagens que entram e saem da estória cada qual deixando sua marca, ora roubando demasiado a cena, mas somente para abrilhantar cada vez mais a aura de nossos quatro(quem sabe oito) heróis. Tudo começa entre uma ferrenha disputa entre os poderes de duas guardas principais, a saber, os mosqueteiros de Sr. de Tréville e a guarda do cardeal Richelieu, que nada mais é que um reflexo da disputa política travada em meio à corte por esses dois senhores, e quando tudo parece óbvio, a estória vai se desenvolvendo de forma fantástica, ganhando cada vez mais camadas o que torna a leitura imprevisível. Certo, nem tudo são flores, e devo dizer que o autor peca pelo excesso de pequenas aventuras paralelas(excelentes pequenas aventuras paralelas diga-se de passagem) deixando por vezes a saga principal em segundo plano, tornando tudo pouco linear, apesar de a maioria delas se conectar à estória principal de forma bastante enriquecedora. Ao mesmo que o livro pode ser facilmente dividido em duas partes, pois em determinado momento a narrativa ganha uma guinada sem precedentes(onde o autor opta por uma narrativa bem mais sombria) quando finalmente a estória passa a ganhar uma forma bastante definida. É válido mencionar que praticamente todos os personagens e intrigas são baseadas em histórias e personagens reais(e que vida agitada essas pessoas tiveram), facilmente identificadas pelas notas de Octávio Mendes Cajado, tradutor da versão nacional. Sem mais delongas, eu recomendo!
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Mari D. 11/10/2011

Posso dar 1000 estrelas?
Nossa, maravilhoso demais! Uma história impecável, escrita com tamanha maestria que apenas um gênio como Alexandre Dumas poderia ter feito. Simplesmente brilhante! Vou sentir saudades das aventuras dos mosqueteiros, dá até uma tristeza de ter acabado..
Micheline.AraAjo 27/01/2016minha estante
Caramba, você escreveu EXATAMENTE o que eu senti!!!
Fiquei triste de ter acabado! Queria que fosse infinito! Apaixonei com a escrita do Dumas!!




Danilo 03/02/2015

Ler Os Três Mosqueteiros é, definitivamente, algo que deveria estar na lista de "coisas para se fazer antes de morrer" de todas as pessoas.

Os romances que ocorrem no livro são absurdamente belos, indo de relações gananciosas até fins trágicos, gerando sentimentos de vingança e até mesmo guerras!

A interligação dos acontecimentos é feita de forma extremamente perspicaz, nos surpreendendo quando já críamos que o desfecho estava certo.

E os personagens, então?! Eles foram tão bem construídos, que Dumas chega ao ponto de te fazer sentir raiva dos mocinhos e empatia pelos vilões, tamanha é a complexidade do caráter de cada um. É impossível não se envolver pessoalmente com cada personagem, e mais impossível ainda não escolher entre os Três Mosqueteiros e d'Artagnan, qual dos quatro mais reflete nossa própria personalidade (confesso logo que, desde o início, as descrições sobre Athos já me fizeram querer ser como ele quando eu crescer. hahaha).

O enredo é tão variado e amplo, que te oferece uma riqueza de acontecimentos que poucos autores conseguem criar situações de interdependência entre esses causos, fazendo com que a história tenha coesão quando vista holisticamente.

Por fim, e de igual importância para o enriquecimento da obra, tanto quanto os outros tópicos que já comentei, vem a escrita de Alexandre Dumas! Quanta beleza na escrita, é como um belo poema posto em prosa, galanteios inflamados de paixão, demonstrações de ódio transbordando malignidade, desejos de vingança expressos de um modo sanguinário, a amizade descrita como um laço de confiança inquebrantável, mesmo quando submetida às mais árduas provas de fogo. Simplesmente magnífico!

E falando em amizade, finalizo este texto com a máxima dessa obra, conhecida até mesmo por aqueles que ainda não a leram, e que, por incrível que pareça, só é dita uma única vez no livro, no momento em que o início da amizade sem desconfiança dos nossos quatro protagonistas, Athos, Porthos, Aramis e d'Artangnan, é selada.

Todos por um e um por todos!
Danniele 06/02/2015minha estante
Que resenha linda! Deu mais vontade ainda de lê-lo!


Danilo 06/02/2015minha estante
Valeu Dandan!!! XD
Esse livro é extremamente lindo, poético e romântico, leia mesmo, entrou fácil para os meus "melhores de sempre". kkkkkkkkkkkkk...


Thalia.Ramos 22/07/2016minha estante
resenha é resumo ?




Pandora 17/07/2012

A vilã
Nesse livro não foi os lindos mosqueteiros Porthos, Athos, Aramis ou o fofíssimo D'artagnan que ganharam minha admiração e atenção, quem ganhou minha atenção realmente foi A vilã: Milady, cujos talentos para fazer o mal deixavam até o Cardeal, seu cúmplice e protetor, arrepiado. Aliás, ao receber a notícia de sua derrocada, ele até premia o responsável, sente alívio.

Sinceramente, o cinema ainda não fez justiça a essa vilã, ela não é essa pessoa que você olha e sabe que é má na hora!

Ela tem ar de inocente, cândida, angelical, olhando as imagens da última adaptação para o cinema vi que entre todas as atrises a que mais se encaixa no perfil de Milady seria a que fez Constança, a amante de D'atangnan, pura candura, loira, alva como a ideia ocidental de anjo.

Parece que os produtores dos filmes não se dão ao trabalho de ler os livros, Milady é o tipo que deixa de lado a Madrasta Má da Branca de Neve, que peca como vilã por mostrar sua verdadeira face de cara, só um bobo poderia engoli essa mulher como boazinha, a gente olha de cara e sabe quem ela é. Ela não é tão boa em dissimulação, Milady é, ela engana até o Athos, o mais inteligente e perspicaz dos mosqueteiros, destrói seus sonhos, sua inocência, lança ele em tão profunda amargura que o mosqueteiro só consegue afogar suas magoas em vinho! Acho que Milady convenceria até o Espelho Mágico de sua beleza no auge dos 25 anos.

Também deixa para trás a celebre Lady Macbeth de Shakespeare, responsável por instigar a ambição de Macbeth, por leva-lo a trair seu Rei, a matar, a ser traiçoeiro, capaz de transforma um pequeno fogo de ganancia em um incêndio voraz capar de destruir uma cidade inteira. Lady Macbeth poderia ser a personificação do Demônio Cristão, uma mulher de maldade incrível, capaz de dizer coisas assim:

"Já amamentei, e sei como é bom amar a criança que me suga o leite. E, no entanto, eu teria lhe arrancado das gengivas desdentadas o meu mamilo e, estando aquela criancinha ainda a sorrir para mim, teria lhe rachado a cabeça tivesse eu jurado faze-lo, como tu juraste fazer o que queres fazer." (Shakespeare, Macbeth, p. 34-35)

Mas, até mesmo essa mulher terrível fraqueja e em sonhos entrega seus segredos sangrentos, Milady não perde a pose nunca! Uma perfeita psicopata, homicida, inteligente, observadora, analisa tudo e todos que estão a sua volta, sempre mil passos adiante de seus perseguidores. Quem está em seu caminho sucumbe diante de sua capacidade vingativa, deixa um rastro de sangue por onde passa, aí dos que entram em seu caminho, na pior das adversidades ela friamente analisa, pensa, pondera e nas palavras de Dumas-Pai:

"E Milady deitou-se e adormeceu com um sorriso nos lábios; quem quer que a visse dormindo diria que era uma menina sonhando com a coroa de flores que poria na cabeça na próxima festa."
(Dumas, Os três mosqueteiros, p. 413)

Capaz de fazer pecar qualquer santo, de enganar até mesmo o mais astuto, de levar a morte o mais experiente, uma pessoa assustadora, sem limites! Se ela fosse a madrasta ou a vilã das histórias Disney as princesas nunca iam sobreviver para tirar uma onda dessas por exemplo:

Porque, apesar de ser derrotada no final, como acontece com toda vilã, quase todas as vinganças que ela planejou foram realizadas de um jeito ou de outro. Para ser vencida todos os seus inimigos tiveram que juntar foças e não pense que ficaram felizes depois do fim, não ficaram não violão, porque não conseguiram evitar grande parte de seus crimes... Seus corações ficaram destroçados no final das contas!

Ela é a mãe de todas as nossas odiadas vilãs da teledramaturgia, olhando para as vilãs de fins do século XX e de início do XXI vejo que muitas delas reúnem com maior e menor sucesso características dela, não sou o tipo "noveleira", na verdade estou sendo iniciada agora nessa arte pelo meu nobre pai que se descobriu um fã de novelas.

Sobre as poucas novelas que vi, posso dizer que:

Tereza Christina, não chega nem perto dela, Milady não da piti e antes de se separar do marido ela teria envenenado ele, sem deixar pistas, como aliás fez com seu segundo marido herdando dele uma fortuna!

Uma que chegou perto foi Paola Bracho, confesso que nunca fui muito fã de vilãs, mas essa era má, dissimulada, só pensava em si e tal como Milady tinha sete mil vidas!

Raquel de Mulheres de Areia não era tão dissimulada assim, todo mundo saca quem ela é, menos o otário do Marcos!

Uma que também chega perto é a Clara de Passíone, não acompanhei essa novela, mas eu lembro que na época em que a novela passava a Dama de Cinzas comentou em seu blog Confissões Ácidas (juro que tentei achar o post) sobre ela, fingida, coitadinha, chorava, emocionava, todo mundo queria colocar no colo, dava uma de frágil menina não tem ninguém, e no final dava o bote, era uma cobra! Sinceramente, Mariane tem toda a pinta de Milady, devia interpreta-la em alguma adaptação!

Enfim, avacalhei o sistema e em vez de tratar dos heróis tratei da vilã.

Postada originalmente em: http://elfpandora.blogspot.com.br/2012/02/vila.html
André 13/09/2015minha estante
Também pensei que a Milady ainda não teve a atenção que merece no cinema e mesmo na literatura.




Lucas 07/07/2010

Com muitas intrigas, romances e personagens memoráveis mas pouca emoção
Sem dúvida um clássico do romantismo, não nega sua origem. A obra é de um estilo que lembra Camilo Castelo Branco, sim, talvez exagerado como ele.
Duelos? Bom, talvez ocorram umas três vezes no livro; romance, aventuras amorosas são fartas; intrigas, uma grande trama é o centro da obra, extremamente rica em detalhes, une os núcleos do romance; quanto a emoção... a obra tem um rítmo, no geral, lento, pautado em outras estórias paralelas contadas pelos próprios personagens, mas realmente, o livro melhora no seu final, não se torna emocionante, mas desperta uma maior curiosidade quanto ao desfecho.
Realmente, milady Winter é o centro do livro, mulher cruel mas inteligente e sedutora. O cardeal é outra figura extremamente hábil e astuta. Ambos roubam a cena dos três mosqueteiros e d´Artagnan, os quais, diga-se, são muito bem descritos no livro. A grande surpresa ficou com d´Artagnan, o típico herói romântico, mas revela um lado vingativo inesperado.
Quem busca o filme no livro, adianto, não encontrará muita coisa. A versão do diretor Stephen Herek é pautada em um enfoque muito diferente, mas creio que valorize a obra de Dumas.
O público que almeja uma leitura de emoção e aventura ficará desiludido, quem busca romance e intrigas irá se deleitar com a trama e a construção dos personagens de Dumas.
Math 05/08/2011minha estante
Sobre a emoção, creio que estás enganado. Primeiro logicamente, como se pode ter romances e intrigas sem emoção? E como se pode progredir com a leitura se mesmo com romances e intrigas não se tem emoção. Acho que a emoção esteve presente do início ao fim do livro, desde quando d'Artagnan conhece os mosqueteiros, passando pelas artimanhas de Milady até o desfecho da trama. Sobre os duelos, bem, tem razão, são poucos.


Helder 17/04/2012minha estante
Concordo totalmente com vc. Quase não há emoção nesse livro. Somente no final, quando se foca em Milady. Devia ter lido sua resenha antes de ler o livro.Talvez tivesse esperado menos e gostado mais.




Andressa 05/02/2013

Leitura rica
Ler e reler as aventuras dos Três Mosqueteiros para mim é um grande prazer, pois nunca me canso. É o tipo de leitura mto bem elaborada, daquelas que te levam até o mundo dos personagens e te coloca lá, lado a lado de cada um deles. É possível se identificar com um ou outro, torcer, sentir raiva e não se dar conta das horas passando. Qdo vc vê, já ganhou 5 horas de leitura sem se cansar. Indico sem sombra de dúvidas a todos. Excelente!
Gleyse 15/02/2013minha estante
Concordo plenamente com vc. Essa é uma leitura q tbm recomendo muito aos amantes de uma boa historia.


Soloh 06/04/2013minha estante
Faço das suas, as minhas palavras.


André 13/09/2015minha estante
Eu li essa semana e já baixei as continuações, são vários volumes, o ultimo deles é bem conhecido O homem da máscara de ferro.




SakuraUchiha 18/03/2015

“A vida é muito curta e muito longa, para se passar sem alguém.”
Sendo um livro de aventura, é rápido e divertido. Dumas é um grande escritor com uma imaginação à frente de seu tempo. Pode ser classificado com um dos maiores clássicos de aventuras históricas.
Os quatro personagens principais viveram uma vida emocionante. Eles lutaram contra o homem mais poderoso da Europa e viveram para se gabar. Como uma equipe que felicitaram os pontos fortes e os vícios um dos outros; eles não poderiam ter tido melhor. Eles tiveram que se separar no final, como todos os que vivem neste mundo.
Eu li a coleção vagalume que foi adaptado de forma admirável.

“Se envolva em confusão, cometa erros, lute, ame, e viva.”
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Pefico 20/08/2011

D'Artagnan esquentadinho
Os Três Mosqueteiros

Diziam que Dumas era o cara e, incrivelmente, eu nunca tinha lido nada dele. Então fui conferir, começando por uma edição dos Três Mosqueteiros da época em que a Madonna era virgem que achei aqui em casa.

Os Três Mosqueteiros conta a trajetória de D’Artagnan, um moleque recém-saído de sua terra natal para buscar a carreira de mosqueteiro na cidade grande depois de conseguir uma carta de recomendação. Como o rapaz é esquentadinho pra caramba, já começa o livro tomando uma coça, o que eu achei muito legal porque ele é um moleque muito chato. Pra vocês terem noção, antes da página cinquenta ele já tinha marcado duelo com mais três caras. Ao longo do livro ele se apaixona perdidamente umas três vezes (num espaço de poucos meses).

Confesso que os Três Mosqueteiros não foi a melhor estória que já li, mas consigo entender (dentro de certo contexto histórico) como fez tanto sucesso e perdurou por gerações. Gosto da ambientação e achei curioso o pouco valor que a vida humana tinha na época, se os homens duelavam até a morte por qualquer besteira. No entanto, não pretendo ler nada mais do Dumas tão cedo. Achei o estilo dele muito enrolado e a estória seria muito mais legal com umas duzentas páginas a menos.
Helder 17/04/2012minha estante
A melhor resenha que li deste livro. Parabens pelo seu poder de sintese "antes da página cinquenta ele já tinha marcado duelo com mais três caras. Ao longo do livro ele se apaixona perdidamente umas três vezes (num espaço de poucos meses)"
Fica dificil levar esse livro a sério!


Yuri 29/07/2017minha estante
A resenha que definiu a minha experiência ao ler esse livro. Nunca uma obra me proporcionou um sentimento tão intenso de preguiça quanto esse, a ponto de querer interromper a leitura, coisa que raramente faço. Não digo que não tenho vontade de ler nada do Alexandre Dumas, porque ainda tenho curiosidade por O Conde de Monte Cristo acompanhado de um certo receio, porque se em Os Três Mosqueteiros ele é prolixo, imagine em um camalhaço de mais de mil páginas! E realmente, D'Artagnan não passa de um moleque mimado, presunçoso, irritante, fútil e ingênuo.




sonia 22/07/2013

Releitura de Os 3 mosqueteiros


Em minha adolescência, como amei d’Artagnan! Como me deliciei com este ‘nobre’ Athos, e me apaixonei por estas aventuras de capa e espada!
Aos poucos dei-me conta de que, afinal, estes quatro jovens de ‘nobre’ só tinham mesmo o nome de família. Seu ‘ideal’ era defender sua própria ‘nobreza’ ou, em outras palavras, o direito de viverem sob a tutela do rei, com as mordomias de sua classe social.
Como passavam eles o tempo? Jogando dados, se embebedando, mentindo, seduzindo donzelas, cortejando mulheres casadas, das quais extorquiam dinheiro, sem nenhuma vergonha por serem sustentados por suas amantes; matando-se uns aos outros em duelos, ou matando por dá cá esta palha qualquer pobre diabo que se atravessasse em seu caminho – vide o epísódio do Bastião, onde, só para terem um lugar privado para almoçar, mataram entre 8 ou 12 rocheleses, no intervalo entre as garfadas, rindo do fato de estarem em lugar tão privilegiado que lhes permitia atirar antes de serem vistos!
Valor à vida humana? Nenhum! Nem à deles próprios, pois se desafiavam para duelar pelos motivos mais fúteis.
Ora, aos 14 anos eu imaginava os mosqueteiros charmosos, bonitos, corajosos, e só aos poucos fui-me dando conta da superficialidade de suas vidas, de seus defeitos, e de que as ‘virtudes’ de que Dumas menciona não passavam de arrogância, agressividade, força física, e total falta de escrúpulos. Hoje me pergunto se Os 3 mosqueteiros não tem lá o seu lado irônico, se não é uma crítica antes que um elogio; ao ler com mais atenção as notas de rodapé do autor, dou-me conta de pequenas observações sobre os costumes ‘corteses’ deploráveis (nas palavras de Dumas) que ceifaram a vida de centenas de jovens franceses na malfadada (de novo, nas palavras do autor) instituição do duelo.

Recordando minha admiração por estes jovens tão mau caráter em minha adolescência, percebo que o que eu admirava neles era a ousadia, a possibilidade de transgredir (que me era interdita por minha condição de jovem católica argh); minha própria vida, minhas próprias limitações me atiravam a esta admiração insana. Através de d’Artagnan eu podia viver as loucas aventuras, de modo egoísta, fazendo pouco das regras e das leis, sem respeitar nada além de minhas vontades e conveniências.

Hoje a juventude não mudou. As jovens ainda admiram marginais.Começo a compreender a atitude de certas adolescentes doidas que se apaixonam por arruaceiros nos bailes funk da vida ou que se candidatam a namoradas de bandidos nas prisões da vida. Ou que, na versão menos tola, gritam feito loucas à porta dos hotéis onde músicos bonitos se hospedam sem dar a mínima para a histeria de suas fãs, que não se dão conta do fato.
Amanda 10/02/2016minha estante
Caraca, adorei o seu ponto de vista.




Helder 17/04/2012

Por que se chama os Três Mosqueteiros?
Que saudades que fiquei daquele velho desenho que passava na rede Manchete chamado D`Artagnan e os 3 Mosqueteiros. Era muito mais animado do que este livro.
Eu achava que o livro seria cheio de ação e que daqui há alguns anos poderia ler para meu filho dormir. Talvez ele até durma mesmo, mas será de tédio, pois é tudo muito devagar nesta estória.
Na verdade, sinto que os Classicos tem mesmo outro ritmo. E são de uma ingenuidade tamanha. A literatura de hoje é capaz de criar Miladys muito mais perversas, cruéis e aproveitadoras.
E olha que Milady é uma das personagens mais legais do livro em sua armações.
O livro na verdade é de D´Artagnan, um playboy (fidalgo é sinonimo de playboy?)que vem para Paris afim de se tornar um mosqueteiro. Os tão falados mosqueteiros são meros coadjuvantes. Atos até aparece um pouco mais, mas Portos é um bocó metido a gostoso e Aramis um chato que não se decide se fica mosqueteiro ou vira padre, mesmo curtindo um rabo de saia.
E da-lhe sofrimentos por amor e lutas pela honra.
Tudo ingenuo ou ridiculo.
Diversas vezes eles arrumam briga sem o menor motivo (Terrivel a parte em que Atos fica trancado na Adega. Esperava mais de um super mosqueteiro).
E D´Artagnan que considera sua amante uma mulher em que nunca tocou. O livro me entediou tanto que nem sei se ele e sua amada tinham algum dia trocado pelo menos um beijo.
No fim até torci para Milady se dar mal, mas acho que eu queria que outro heroi qualquer a vingasse, pois não tive a minima empatia com nossos "heróis". Se o Chapolin Colorado aparece eu ia achar mais divertido.
Dificil entender como está estória sobrevive há anos atiçando nossa curiosidade. Com certeza, as versões juvenis criadas a partir dela são muito mais legais.
Só vale pela curiosidade de ler o original. Mas tem que ter paciência. Se quer diversão e uma boa estória, procure uma versão juvenil.
Anne 15/06/2012minha estante
Concordo plenamente com você, faço minhas tuas palavras.




Blog MDL 02/07/2016

A história se passa na França do século XVII, na época do reinado de Luís XIII, onde na aldeia de Meung o jovem D’Artagnan está de partida para Paris, onde deseja realizar seu sonho de tornar-se um mosqueteiro do Rei, assim como seu pai já fora. Do D’Artagnan pai, o jovem gascão recebe três presentes (O cavalo, a espada e a carta de recomendação ao comandante dos Mosqueteiros)e parte rumo à sua aventura. A partir daí tramas das mais diversas virão de encontro ao jovem, onde conheceremos diversos personagens como os nobres mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, a misteriosa e fatal Milady, bem com figuras históricas como o próprio Luís XIII, sua esposa, Ana da Áustria e o Cardeal de Richelieu.

Eu sempre gostei da história dos mosqueteiros, mas nunca prestei muita atenção às suas diferenças, ou mesmo a toda a trama que a história trazia, então resolvi mudar isso, lendo a obra original, e que grata surpresa eu tive!

Primeiro ponto que faz Dumas ganhar seu coração, e puxa toda a atenção ao livro, é a caracterização dos personagens. Seja D’Artagnan, como uma visão heroica ao moldes de Dom Quixote, Athos e seu ar nobre e sombrio, Porthos e sua vaidade que faz Dorian Gray parecer humilde ou mesmo Aramis e seu dilema entre servir á Coroa ou à Igreja, Dumas faz com que você se importe e conheça cada personagem, usando páginas e mais páginas dando características singulares a cada um, fazendo o leitor formar a imagem de cada personagem. E não só os protagonistas tem esse direito, pois mesmo as figuras históricas conhecidas e os antagonistas e secundários tem sua caracterização tão bem bolada, que você sabe o que esperar de determinado personagem, ao vê-lo em cena.

Não o bastante os personagens serem muito bem caracterizados, eles próprios são um elemento crucial para essa história magnífica. Dumas não criou meros espectadores de uma história, ou mesmo criou uma história onde heróis são bonzinhos e vilões, criaturas más e pérfidas. Toda a graça da trama está na imperfeição de cada um. Os mosqueteiros são beberrões, extravagantes, egoístas, viciados em jogatina e que não se importam em serem sustentados por suas amantes (algo aparentemente comum na Europa da época).

Athos tem um passado sombrio que não quer revelar, D’Artagnan é apaixonado por uma mulher casada, mas esse “amor puro” não o impede de se envolver com Milady, ou enganar a criada da mesma, Aramis tem uma visão bem liberal da vida para quem quer ser religioso e Porthos, como já comentei, é tão vaidoso que pode ser comparado ao protagonista do romance de Oscar Wilde.. Mas nenhum de seus vícios ou defeitos os impede de exercer bem sua função. É engraçado quando você percebe que uma das batalhas mais cônicas do livro foi, na verdade, originada em um piquenique onde os mosqueteiros e seus servos faziam no campo de batalha, com objetivo de tramar sem que ninguém soubesse.

Mas nenhum personagem, a meu ver, teve um destaque tão importante quanto a Milady. No livro temos diversas mulheres com características que as tornam fortes e poderosas, sem precisarem ser objetivadas, ou mesmo empunhar uma espada e partir para o duelo, mas Milady pode ser considerada um marco nesse quesito. Munida de sua influência e beleza, ela é uma personagem única, pois é astuta e perspicaz como poucos e capaz das mais diversas manipulações para cumprir seus objetivos e salvar-se dos problemas. Ela é uma antagonista que rouba a cena sempre que aparece, a ponto de ter sua atenção quase todo o arco final da história.

Outro ponto bastante bacana é período histórico. O reinado de Luís XIII foi caracterizado por árias guerras contra os huguenotes (protestantes franceses) desde o reinado de seu pai, onde o próprio D’Artagnan pai participou. Mesmo a Espanha e a Inglaterra não tinha uma boa relação com a França, e o rei era conhecido por ser muito dependente de seu primeiro-ministro, o Cardeal. Só que, mesmo com todo esse peso histórico, Alexandre Dumas tinha liberdade em usar essas personalidades históricas a seu bel prazer, sem ficar tão preso ao contexto histórico, pois, como o mesmo falava, ele não er um historiador. Logo temos a imagem do Cardeal com principal antagonista da história, ao mesmo tempo em que um “mal necessário”, pois ele, sua influência e seus homens, eram o que davam robustez aos exércitos franceses, sem falar que seus agentes eram muito extremamente competentes em suas missões (a exemplo da própria Milady).

E, como não pode faltar em um romance com cavaleiros, espadas, capas e reinos em conflitos, temos batalhas. Mas, diferente d’O Rei Arthur de Howard Pyle (já resenhado aqui no blog), onde os duelos acabam sendo algo tão rotineiro e enfadonho, pois o motivo mais insignificante fazia os cavaleiros almejarem partir para o duelo, Dumas descreve com maestria essas cenas e, mesmo os combates iniciados por motivos dúbios acaba se tornando interessantes.

Falando da edições, essa foi uma das primeiras edições comentadas da editora Zahar, que desde aquele tempo já mostrava a que vinha. Seus prefácios nos norteiam sobre o autor e as peculiaridades de sua obra e as notas de rodapé te colocam a par de todas as tramas internas da corte, bem como os fatos que se decorreram das batalhas históricas lá mencionadas.

Ambientado numa época de diversos combates, com personagens carismáticos e bem trabalhados e tramas intrigantes, "Os Três Mosqueteiros" é um romance recheado de aventuras e emoções que, ao mesmo tempo em que vicia o leitor a ler mais e mais, faz o mesmo desejar que a leitura nunca acabe. Essa foi, até o momento, a minha melhor leitura do ano e me fez ficar extremamente empolgado a ler as demais obras desse autor!

E fica aqui o meu apelo: Zahar, lance os outros dois romances dos Mosqueteiros!

site: http://www.mundodoslivros.com/2016/02/resenha-especial-os-tres-mosqueteiros.html
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Raquel 23/01/2017

Um clássico nada difícil de ler
Muita aventura, muitos mistérios, um toque de humor devidamente aplicado no decorrer do livro. Pra quem quer começar a ler clássicos e não sabe por onde começar, tá aí uma ótima escolha pois a linguagem não é tão rebuscada e difícil, sem falar que é um prato cheio pra quem gosta de uma boa aventura.
Key 23/01/2017minha estante
Tô com ele aqui,pretendo ler esse ano.


Raquel 23/01/2017minha estante
Leia o quanto antes pq vale muito à pena. Fazia tempo que eu não lia clássicos e depois desse pretendo adquirir vários. Virou um dos meus favoritos.


Key 23/01/2017minha estante
Eu sempre tento ler,pelo menos 1ou 2 no ano. Ele vai ser um dos que lerei.




Rafa 20/04/2012

Certamente é um livro para se ler mais de uma vez. De linguagem fácil, enredo envolvente, o livro merece o título de "clássico".
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