O Caso dos Dez Negrinhos

O Caso dos Dez Negrinhos Agatha Christie...



Resenhas - O Caso Dos Dez Negrinhos


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J R Corrêa 11/02/2018

O Caso dos Dez Negrinhos
Oito desconhecidos são convidados por um casal misterioso para ir à sua mansão, a única casa que havia na Ilha do Negro. Cada um deles recebeu uma carta ou telegrama, dando o motivo pelo qual cada um deles deveria ir até lá. Alguns à serviço, outros apenas por conhecer alguém que o casal conhecia e por isso se dirigia à ilha para passar as férias.
Se encontram então finalmente diante da mansão, onde um casal de caseiros os aguardava, formando enfim, um grupo de dez pessoas. O barco que os levou até a ilha parte dali para voltar apenas depois de alguns dias.
Cada um se dirige ao seu quarto e observa algo um tanto singular ali.
Em cada um dos quartos emoldurados na parede, há um pequeno quadro com uma antiga cantiga infantil. A cantiga dos dez negrinhos:
"Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove,
um deles se engasgou e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir, não é biscoito,
Um deles caiu no sono e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon de charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez.
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no Zoo. E depois?
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.


Sobre a mesa da sala de jantar, estão dez pequenas estatuetas de porcelana representando figuras de negros.
De início todos consideraram tudo isso como sendo um tanto excêntrico por parte do misterioso anfitrião, que os convidara até ali, mas que até agora nenhum deles conhecia realmente.
A noite chega, e então coisas estranhas começam a acontecer. Um deles morre aparentemente engasgado após o jantar. Uma das figuras de porcelana desaparece.
A partir daí, começam a perceber que aquilo era muito mais do que uma terrível coincidência. A vida de todos eles estava em jogo.
Quem seria a próxima vítima? Quem seria o assassino, se estavam apenas eles naquela ilha?
As mortes misteriosas aumentam, seguindo linha a linha os versos da cantiga infantil.
As estatuetas sobre a mesa da cozinha diminuem, conforme o misterioso assassino age.
Será que alguém poderá sobreviver?

Com certeza esse é um dos melhores livros da Rainha do Crime, Agatha Christie, e merece ser lido por todos. Merece ser apreciado linha a linha, como uma verdadeira obra prima.
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Sanoli 07/09/2016

Acesse nosso blog :)
DEMAIS! SENSACIONAL!

site: http://surteipostei.blogspot.com.br/2016/08/dorothy-e-o-magico-em-oz.html
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Marcelo Souza 22/01/2013

O caso dos dez negrinhos
"O caso dos dez negrinhos" é mesmo um clássico da escritora Agatha Christie. Claro que muita gente já deve ter lido a história, mas vale comentar que é mais uma dessas deliciosas histórias de mistério e suspense criadas pela famosa "rainha do crime".

A história, como a maioria deve saber, junta dez pessoas numa pequena ilha inglesa, na qual só há uma casa e nenhum contato com o continente, a não ser através de uma lancha, que vai pela manhã levar alimentos. Um maníaco que assina U. N. Owen convida cada uma delas para passar uns dias na ilha e não aparece para recebê-los. A partir da chegada dos hóspedes, começam a acontecer mortes misteriosas, uma a uma, enquanto bonecos que representam pequenos negrinhos começam a desaparecer da sala, exatamente como descrito numa música infantil que aparece em quadros, na parede de todos os quartos e em vários cômodos da casa. Trata-se, na verdade, de um jogo, no qual os convidados são as iscas.

Segundo pesquisei, é o livro mais vendido da Agatha Christie. As estimativas dizem que mais de cem milhões de cópias da história já foram vendidas em todo o mundo, desde o ano de seu lançamento (no livro está 1932 e o wikipedia diz que é 1939).

Além disso, a história já virou peça de teatro (publicada quase sempre junto com a história "A ratoeira", que é a peça há mais tempo em cartaz no mundo, em Londres desde a década de 50, se não me engano) e pelo menos três filmes bem conhecidos. Um estadunidense, um inglês e um russo. Procurei na internet e no youtube você encontra certo o dos EUA (que é de 1945 e dirigido por René Chair) e o russo (de 1987, do diretor Stanislav Govorukhin) - o link do russo segue abaixo (é dividido em 15 partes). Há ainda adaptações feitas pelo cinema italiano e pelo cinema indiano.

Assisti ao filme russo e gostei bastante. Tem uma ou outra mudança sutil para o livro, mas nada que retire da história toda a sua força de suspense. Além disso, a música é muito bem utilizada, assim como certos movimentos de cãmera, ambos contribuindo para as usuais hipérboles simbólicas que caracterizam os bons filmes de suspense.

Uma curiosidade é a de que o filme tem sido traduzido como "O caso dos dez indiozinhos", dado que houve reclamações, nos EUA, sobre a utilização inglesa da palavra "Nigger", que seria depreciativa e racista. Acho um exagero, porque não há nada de racista na história. Nem na canção infantil usada, que apenas narra o sumiço em série de vários negrinhos, que vão sofrendo acidentes uns atrás dos outros. Aliás, pela lógica, se houvesse racismo com a utilização da palavra "negrinhos", isso deveria servir também para a palavra "indiozinhos". E é só ler a história para ver que não tem nada de "racista" nela.

E é isso. Se você não leu a história, leia. Se já leu, veja o filme russo, que é muito bom. O estadunidense eu ainda não vi. Mas o russo vale a pena. É uma dessas histórias que divertem, ao mesmo tempo em que, como diria o notório Hercule Poirot, personagem da dama do crime, exercita as nossas células cinzentas.

Link do filme russo: http://www.youtube.com/watch?v=Ox5UJYKpp8I&feature=player_embedded
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Rafael.Said 11/05/2017

Um suspense para se ler do início ao fim sem trégua. O caso dos dez negrinhos, que retratam 10 pessoas, reunidos por um anônimo em uma ilha deserta. Quais segredos eles guardam? Porque 10 desconhecidos foram reunidos em uma ilha deserta? O que esconde seus passados? Um história intrigante, gostosa de se ler.
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railer 21/06/2012

o caso dos dez negrinhos
o livro "o caso dos dez negrinhos" (ten little niggers), foi recentemente relançado com a tradução do título americano original "e não sobrou nenhum" (and then there were none), devido ao primeiro título ter sido considerado politicamente incorreto.

a história fala de 10 pessoas que são convidadas para uma mansão numa ilha onde, um a um, eles vão sendo mortos de acordo com um poema sobre dez negrinhos. não há mais ninguém além deles na ilha e ninguém sabe o motivo nem quem está por trás dos crimes.

o final é surpreendente e o livro é bastante envolvente.

uma vez que você começa a ler e o mistério tiver início, você vai viciar e não vai quer largar até entender o que está acontecendo, o que só vai ser possível mesmo na última página. a narração é muito boa e as descrições do lugar e das pessoas vão dando pistas que só depois a gente enxerga.

a história já foi cinema várias vezes e um dos filmes mais recentes baseado neste livro foi "identidade", sobre 10 pessoas presas num motel de beira de estrada por causa de uma tempestade e que vão sendo assassinadas uma a uma. a versão foi modernizada e o final, também surpreendente, é bem diferente do livro, mas tem o seu valor.
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spoiler visualizar
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Moreno 06/05/2010

Suspense policial
Agatha Christie foi uma grande paixão de minha juventude, ou seja li já há uma década e meia. Preciso ainda relembrar alguns livros, e outros descobri por aqui nesse site. Todo mundo tem uma fase de Agatha Christie. Recomendo para quem curte uma boa história de suspense policial. Os culkpados dos crimes nunca são quem a gente imagina.
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Tiago Ribeiro 28/11/2010minha estante
É mesmo, todo mundo (ou quase) tem sua época de Agatha Christie. Estou vivendo essa época à 1 ano e meio. Viciado nos livros dela. Quero ler todos os romances dela e ja estou na metade.




Tulliu Cardia 19/11/2015

Ótimo livro. Não consegui parar de ler. Uma trama muito bem bolada, e muito bem escrita por Agatha. Mas achei que em certos momentos ela "engana" o leitor.
Recomendo.

Galera, se tiverem interesse, leiam meus livros e contos, disponíveis no Wattpad (gratuito)! Vocês vão curtir! Valeu!

site: https://www.wattpad.com/user/TulliuCardia
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Talita 05/12/2010

Impressionante....

Eu li esse livro quando tinha 12 anos e adorei ele pelo suspense que a autora faz... Fiquei fã dela!!!!
Uma ilha. Dez pessoas. Um assassino. Se estas premissas já garantiriam Uma boa trama policial, imagine uma escrita pela mestra do suspense, Agatha Christie. É simplesmente genial!

Quando um a um, os personagens vão morrendo sem saber quem é o assassino. Nem os personagens, nem o leitor. Eu bem que tentei, mas a Sra. Christie conseguiu me enganar completamente. Só desvendei o mistério quando terminei de ler o livro. Todos os meus palpites sobre quem era o culpado estavam errados. Todas as pistas que foram deixadas eu não percebi.

A história começa quando dez pessoas são convidadas a ir para a deserta Ilha do Negro por motivos diferentes. Lá descobrem que além de não se conhecerem nem ao seu hospedeiro, todas são acusadas de terem praticado um homicídio no passado. Como não conseguem sair da ilha, e diante de uma nova morte a cada momento, a tensão, o medo, a suspeita e as acusações mútuas vão ficando cada vez mais comuns. Mas todos querem descobrir o verdadeiro assassino antes que seja tarde demais. Para cada pessoa que morre, a estátua de um negrinho que está em cima da mesa de jantar desaparece. E cada morte parece estar relacionada a uma velha historieta infantil em versos que aparecem gravadas em mármore nos quartos. Será que alguém conseguirá escapar desta armadilha?




DEZ NEGRINHOS VÃO JANTAR ENQUANTO NÃO CHOVE;
UM DELES SE ENGASGOU E ENTÃO FICARAM NOVE.
NOVE NEGRINHOS SEM DORMIR: NÃO É BISCOITO;
UM DELES CAI NO SONO, E ENTÃO FICARAM OITO.
OITO NEGRINHOS VÃO A DEVON DE CHARRETE;
UM NÃO QUIS MAIS VOLTAR E ENTÃO FICARAM SETE.
SETE NEGRINHOS VÃO RACHAR LENHA, MAIS EIS
QUE UM DELES SE CORTA, E ENTÃO FICARAM SEIS.
SEIS NEGRINHOS DE UMA COLMEIA FAZEM BRINCO;
A UM PICA UMA ABELHA, E ENTÃO FICARAM CINCO.
CINCO NEGRINHOS NO FORO, A TOMAR OS ARES;
UM ALI FOI JULGADO E ENTÃO FICARAM DOIS PARES.
QUATRO NEGRINHOS NO MAR; A UM TRAGOU DE VEZ
O ARENQUE DEFUMADO, E ENTÃO FICARAM TRÊS.
TRÊS NEGRINHOS PASSEANDO NO ZOO, E DEPOIS?
O URSO ABRAÇOU UM, E ENTÃO FICARAM DOIS.
DOIS NEGRINHOS BRINCANDO AO SOL, SEM MEDO ALGUM;
UM DELES SE QUEIMOU E ENTÃO FICOU SÓ UM.
UM NEGRINHO AQUI ESTÁ A SOS APENAS UM
ELE ENTÃO SE ENFORCOU E NÃO FICOU NENHUM.
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Daniel 12/07/2012

Por mais incrível que pareça, muitas vezes que digo que leio Agatha Christie, muita gente não conhece ou só conhece de nome. Para essas pessoas, este livro é obrigatório para se aventurar em uma história atraente, com personagens totalmente suspeitos, cenário "claustrofóbico", uma mansão em uma ilha sem contato com o exterior (afinal a história se passa em 1939, o que destaca mais ainda a sensação de mistério da trama), com 10 desconhecidos que passam a morrer um por um, assassinados da mesma forma que é anunciado em uma cantiga famosa na Inglaterra. O leitor, até por instinto, arrisca adivinhar quem é o famigerado e audacioso assassino que, mesmo estando no mesmo local que todos os outros, consegue se ausentar e não deixar pistas e ainda executar mais assassinatos, quando tudo ainda está em evidência. Fenomenal. Como disseram abaixo, esse livro para mim também categoriza Agatha Christie como a Rainha do Crime e Suspense, e só lendo para ver o porquê!
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Vanessa Amado 26/10/2010

Bom, estava há uns tempos sem ler Agatha Christie, mas ouvi falar que este era um de seus melhores contos e fiquei bastante curiosa.

Quem disse isso não se enganou, pois li um dos melhores livros de suspense até então.

O clima de mistério é realmente contagiante. Houve momentos em que eu fiquei mesmo com medo! Evitei até ficar sozinha para ler o livro! hehe'

O história consiste em um convite de veraneio na Ilha do Negro feito a dez pessoas distintas e de diferentes classes sociais. Ninguém sabe ao certo quem é o proprietário da ilha. Sabem apenas que este se intitula Sr. Owen, que curiosamente não foi avistado por ninguém.

Chegando lá, após um magnifico jantar, uma voz tenebrosa soa pela sala, e acusa os hóspedes de crimes cometidos no passado.

Então, um a um, as 10 pessoas vão sendo assassinadas.

Após uma meticulosa busca pelo assassino em toda a ilha, percebem que não há ninguém lá, a não ser eles mesmos. O assassino é um deles.

Quem é o lobo se passando por cordeiro?

O temor e a desconfiança se espalham, todos querem ter uns aos outros por perto, mas ao mesmo tempo, olham-se com medo.

Não consegui adivinhar o culpado mesmo. Mas achei que o final não fez jus à trama, já que ninguém descobriu o crime, o assassino confessou.

Enfim, muito bom o livro!

Boa leitura!

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Tiago Ribeiro 28/11/2010minha estante
Gostei da sua resenha. Esse livro é muito bom, acho uns dos melhores da Agatha.


Vanessa Amado 03/11/2011minha estante
Realmente é um dos melhores! :)




Aletha 30/09/2013

Início
Lembro-me ainda como se fosse ontem... De castigo, sem televisão ou qualquer diversão, largada apenas com alguns gibis no quarto. Tediada e cansada de ver quadrinhos, lembro-me de um livro que minha mãe segurava pela casa, enquanto fazia comida, enquanto limpava e fazia qualquer coisa... O caso dos dez negrinhos, estava escrito na capa já velha e surrada. Fui até a estante e o peguei, já no quarto com a luz amarelada de um velho abajur abri e li um antigo poema:

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou e então ficaram nove.

Nove negrinhos sem dormir; não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.

Oito negrinhos vão a Devon de charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.

Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.

Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.

Cinco negrinhos no fotro, a tomar ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.

Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez
O arenque defumado, e então ficaram três.

Três negrinhos passeando no Zoo. E depois?
O urso abraçou um, e então ficaram dois.

Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.

Um negrinho aqui está a sós, apenas um.
Ele então se enforcou,

e não ficou nenhum.

Com este poema até hoje tão bem decorado de tantas vezes que li e reli deslumbrada com a intensidade do livro.
Simplesmente emocionante e marcante em minha vida. Algo que jamais se repediu e talvez jamais irá se repetir. Existem, eu sei livros tão bons quanto este... mas este... ESTE livro foi o que me fez apaixonar pelas pequenas letras pretas em papais brancos.
Sem mais!
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Carol Ribeiro @carolcombina 02/06/2018

Decepcionada...
Me desculpem os fãs da autora, mas esperava algo menos surreal...
Sempre ouvi falar maravilhas da autora e, principalmente desse livro. No entanto, achei a sucessão de acontecimentos muito "novela das 8" aquelas coisas que só acontecem de certa maneira porque o autor decidiu isso.
Se analisar o livro, muitos fatos fugiam totalmente do controle do assassino e mesmo assim aconteceram perfeitamente como ele precisava que acontecessem para que seu plano desse certo.
Partindo do princípio que tudo foi premeditado e lançado num poema antes do escarcéu começar, o contexto se torno muitooo "conveniente".
Pessoas ficando sozinhas nos momentos que precisavam ficar (sempre por acaso)
Pessoas firmando alianças que foram cruciais para os próximos assassinatos (e se recusasse???)
Gente que estava passando no lugar certo e na hora certa para o assassino cometer o crime quando podia simplesmente ter mudado de ideia e ido em outra direção....
E tudo combinando com um poema lá do começo???? Me poupe...
Enfim, a escrita é boa, a autora é objetiva e não tem partes morosas no livro, mas isso tudo não resolveu o principal: elaborar um roteiro que não parecesse um "acaso forçado".
Não engoli a história!!!!
Samuel 10/07/2018minha estante
Eu pensei o mesmo quando li, esse joguinho psicológico que o assassino faz foi muito forçado mesmo!


Marina 30/07/2018minha estante
Pois é. Estava muito curiosa pra ler esse livro, mas fiquei muito decepcionada. As personagens sabem que vão morrer e simplesmente seguem sua vida? O que teria acontecido se lá pela terceira morte já tivessem se dado conta do que estava acontecendo e simplesmente decidissem ficar juntos o tempo inteiro?




Lucia Sousa 23/07/2010

Não leia antes de dormir!
Eu peguei esse livro na biblioteca(ainda não tenho a minha) e resolvi lê-lo antes de dormir.Me arrependi amargamente!Depois que eu o terminei,não conseguia fechar os olhos,pois para mim todos os barulhinhos eram suspeitos.Em minha modesta opinião,esse livro dá uma sensação de claustrofobia,mesmo você estando num espaço aberto.Bem,eles(os personagens)fizeram por merecer:aquela bruxa que deixou a criança morrer,dá licença,você lê e se pergunta"Mas,hein?!".Fora os outros casos de todos os calhordas que estavam na ilha.Muito bom,apesar de tudo.
Ali 03/08/2010minha estante
É verdade! hahaha

Este livro me deixou com uma sensação ruim quando cheguei ao seu final. Diferentemente dos outros livros da autora, neste todos sabem que morrerão ou tem medo de tal fato e ficam na expectativa, ansiosos, atemorizados. Eu fiquei assim junto com eles.


Priscilla 10/12/2010minha estante
Eu também amei.
Com certeza essa é uma obra de arte.
Impossívek descobrir o assassino da história e quando vc pensa "#oi?" aparece justamente uma explicação surpreendente para o desfexo da trama.


Fran RW 22/01/2011minha estante
Acho que, além do caso da criança, outro que foi muito bem vingado foi o da moça que morreu afogada após ter sido mandada embora pela patroa, só porque estava grávida sem ter casado e esta era religiosamente devota aos velhos costumes.




Lilian 19/04/2011

O caso dos dez Negrinhos
É uma das maiores obras primas da inglesa Agatha Christie, conhecida como Rainha do Crime. O título causou polêmicas, principalmente nos Estados Unidos, onde foi publicado como And Then There Were None. Além do enredo genial, esse livro surpreende até os mais aficcionados fãs da escritora, pois diverge fortemente de seu estilo, prescindindo de um detetive formal, que concentre as ações investigativas. A trama reúne em uma ilha, dez personagens que, em princípio, nada têm em comum, convidados por um anfitrião misterioso . Com o desenrolar da história, todos acabam descobrindo que são acusados, cada um de um crime, e que tais crimes possuem uma intrincada rede de interrelacionamentos que levam ao anfitrião. A partir daí, um a um, os convidados são assassinados, enquanto os demais lutam para sobreviver e encontrar o culpado pelos crimes. Cada cena narrada cria uma expectativa funesta, que prende o leitor à trama e o leva a trocar constantemente de suspeito, até o fim surpreendente e espetacular, totalmente diferente das histórias policiais médias.

A história começa com 8 desconhecidos, que foram convidados por um senhor que era "amigo de algum amigo" para passarem o fim de semana na Ilha do Negro, conhecida assim por sua forma, lembrar uma cabeça. chegando lá, encontram um casal de criados que deveriam recepcioná-los e aguardarem a chegada de seu anfitrião.
Logo percebem que há algo errado quando a noite cai, e o tal anfitrião jamais chega. Enquanto esperam, decidem explorar a casa, e não deixam de notar em cima da mesa de Jantar, um conjunto de pequenas estátuas. dez negrinhos, dispostos um a um e acima da lareira, um painel com uma conhecida canção infantil;

"Dez Negrinhos vão jantar enquanto não chove
Um deles se engasgou, e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir, não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão ao Devon em charrete,
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco
Cinco negrinhos não for, a tomar os ares
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar, a um tragou de vez
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no Zôo, e depois?
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum,
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho está aqui a sós, apenas um,
Ele se enforcou, e então não ficou nenhum."

Eles nem dão muita atenção para os versos, e o jantar corre sem problemas, então se reúnem na sala para esperar a chegada de seu misterioso anfitrião.
É aí as coisas começam a piorar, quando uma voz vinda não se sabe de onde, começa a chamar todos por seus nomes, e enumerar um crime que cada um deles cometeu e que acabaram ficando impunes...Até agora... A voz diz que reuniu todos ali para punir esses crimes.
O mordomo, diz que recebeu ordens para colocar um disco na vitrola às nove em ponto e achou que era alguma música, mas ficou tão chocado quanto os outros ao ouvir a voz (o Mordomo e sua mulher também estavam na lista dos "criminosos").
Ao conversarem melhor sobre como conheceram quem os convidou para a ilha, todos se dão conta que nunca se encontraram realmente com o dono da casa, mas apenas receberam cartas de amigos recomendando que "seria uma boa passar o fim de semana na ilha" e coisas assim. e mais, pela assinatura das cartas, descobrem que o nome do misterioso anfitrião estava assinado como "U.N.Owen" que lembra a palavra "Unknown (desconhecido, em inglês)" obviamente um pseudônimo. Mas nem bem tem tempo de processar essa informação, após um deles beber uma taça de Champagne, cai morto envenenado...
Claro, podia se tratar de suicídio, mas, quando na manhã seguinte, outro morre durante o sono, é muita coincidência para uma noite só, e eles tem a confirmação de que não é apenas coincidência, quando percebem que daquelas dez estatuazinhas da mesa de jantar, só restam 8, duas estão quebradas e dado a semelhança das mortes com o verso infantil, tem a certeza de que tem um assassino na ilha.
Como a ilha não é muito grande, não demoram para vasculhar cada pedacinho dela, como não encontram ninguém por lá , tem-se a certeza: o Assassino é um deles.

Essa é a história básica, não dá pra contar mais sem soltar spoilers, basta saber que Agatha Christie, como costume, leva a história em um ritmo de suspense muito bom, até o inesperado final.
Abaixo os dez personagens da história, e os "crimes" pelos quais são acusados, sem dar detalhes para não estragar a leitura:

Antony Marston: Atropelar duas crianças

Sr. e Sra. Rogers : Os dois empregados, são acusados de matarem sua antiga patroa para ficarem com sua parte na herança.

General Mcarthur: Ter mandado para uma missão suicida durante a guerra, o amante de sua esposa.

Emily Brent : PelaMorte mde uma de suas empregadas, após te-la abandonado grávida.

Juiz Wargrave: Ter sentenciado à morte um suspeito, mesmo sem ter certeza de sua culpa.

Dr. Armstrong: Causar a morte de uma paciente ao opera-la sob o efeito do álcool

William Blore: Policial aposentado, cometeu falso testemunho contra um bandido que acabou morrendo na prisão.

Philip Lombard : Explorador e aventureiro, é acusado de abandonar à morte dezenas de nativos de uma tribo sulamericana

Vera Claythorne: Causar a morte de um pequeno garoto.

O livro é simplesmente perfeito, na minha opinião é o melhor da Agatha, não por ser somente uma trama de causar arrepios, mas por ser surpreendente a cada página. Eu confesso que errei todos os palpites na tentativa de descobrir o assassino (a). É sen dúvida, uma obra magnifica que estimula nosso desejo de sermos detetives.
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