O Xará

O Xará Jhumpa Lahiri




Resenhas - O Xará


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ElisaCazorla 15/08/2015

O descobrimento de si mesmo.
Que livro lindo. Para os leitores mais acostumados com a temática mais visitadas pelos autores indianos-ingleses-americanos podem até achar que esse livro trata de um assunto já batido: o filho de pais indianos que nasce e cresce em um país diferente e enquanto se desenvolve tem que enfrentar sua dupla realidade, as tradições dos pais e os novos costumes do país onde nasceu. Acho que isso não diz nada sobre a beleza do livro. A autora é sensível e nos emociona o tempo todo. O livro apresenta vários protagonistas que são amarrados pelo narrador de maneira impecável e deliciosa. Nos envolvemos com cada personagem e nos emocionamos com eles, sentimos medo com eles, sentimos saudades com eles, torcemos por eles.
Com esse livro embarcamos em uma aventura sobre o amadurecimento e descobrimento. Infelizmente, muitas vezes é tarde demais. Durante a leitura deste livro, tive que pedir alguns perdões enquanto ainda há tempo.
Não quero fazer uma relato do que se trata o livro. Quero apenas dizer que me fez voltar para o meu próprio passado e as minhas próprias descobertas e amadurecimento pessoal. Um livro belíssimo.
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Leituras do Sam 15/02/2017

Por ser de lá...
"Por ser de lá, na certa por isso mesmo, não gosto de cama mole, não sei comer sem torresmo..." Gilberto Gil

Durante a leitura desse livro, esta música não me saiu dá cabeça e do coração, talvez por ela ser uma espécie de hino daqueles que saíram do nordeste ou do interior para morar nas cidades grandes e O Xará está estruturado sobre a mesma base sentimental de quem deixa o seu "lugar".
Com uma escrita muito delicada, Jhumpa conta uma história de um casal indiano que vai morar nos EUA, onde os seus filhos nascem e constroem suas vidas. Gógol, o filho mais velho carrega um nome que não gosta e é através desse descontentamento com o nome que muita coisa sobre ser estrangeiro, não se sentir pertencente, ser sempre um deslocado no mundo vai sendo mostrada ao passo que as tentativas de fincar raízes em algum lugar vai ficando cada vez mais difícil.
O Xará me tocou profundamente, muito por ser nordestino e ter deixado aquelas terras muitos anos atrás, mas ainda não conseguir me sentir inteiro aqui em SP.
É um livro tocante, sobre muito mais do que fronteiras geográficas, mas sobre o que nos constroe.
Alex 19/02/2017minha estante
Legal. É assinante também


Leituras do Sam 20/02/2017minha estante
Sou sim Alex. Gostando bastante dá TAg


Lilly 21/02/2017minha estante
Peguei meu kit hoje , mais está muito lindo viu.




adriane 14/08/2015

Lindo!!!!
Comecei a ler este livro sem nenhuma expectativa, não conhecia a autora nem sabia qual era a estória. Mas me identifiquei com os personagens e seus dramas e angústias, por todo o contexto...Chorei muito com Ashima e Ashoke e torci para que Gógol amadurecesse logo... Foi um livro muito delicado sobre família, aceitação, solidão, descoberta da identidade...Vale muito a pena a leitura.
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Rafael.Martins 01/03/2017

Há beleza em cada linha
O Xará é o livro mais belo que eu já li. Simplesmente fantástico conhecer a jornada da família Ganguli.

Conhecer os sentimentos, os desejos e a visão de mundo de Ashoke, Ashima e Gógol é realmente um êxtase literário.Os personagens são profundos, de carne e osso. Gógol, por exemplo, é cativante até no seu egoísmo.

O estilo literário me chamou muito a atenção. A linearidade da narrativa misturada, diversas vezes com memórias, completando o pano de fundo para a história.

Recomendo, recomendo e recomendo!!!
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Tony Nando 04/03/2017

Comentário
Que livro é esse???
Apaixonado por Jhumpa Lahiri,,, já me sinto amigo intimo de Gogol,,, como se fosse um filho, um irmão ou alguém íntimo.
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Alessandra Reis 09/01/2017

Um nome, várias vidas
Mais do que falar sobre as questões sócio culturais enfrentadas por quem é estrangeiro, o livro traz uma reflexão profunda sobre os laços que criamos, as convicções que desenvolvemos, as comparações com o que nos é imposto ou não. É um livro para questionar nossa fragilidade humana, nossas buscas por compreensão, aceitação e pela felicidade.
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Italo.Teixeira 30/07/2017

Impressionante a escrita dessa autora. Nota-se claramente sua formação acadêmica nesse ramo. Conseguiu me prender num tipo de livro que não gosto muito. Ela transformou uma história de vida bem normal e cotidiana numa trama confortavelmente agradável. A única estranheza da vida de Gógol é sua origem indiana, com uma particularidade na escolha de seu nome e personalidade. Tirando isso, ele teve poucas surpresas ao longo de sua jornada.
Romance bom para conhecer um pouco da cultura bengali e que possui personagens simpáticos para o leitor. Porém, o livro não possui um grande propósito, um porquê ou cena de tirar o fôlego. É algo cadenciado, sutil e que nos conta uma história que em geral é bem comum a maioria de nós. Livro bom, mas nada além disso. Diverte apenas o suficiente para não ser considerado chato.
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Elisa 06/12/2017

Um dos melhores livros que li este ano e que entrou na lista dos meus preferidos. Daqueles que, quando acaba, você tem vontade de voltar pro começo e ler de novo. Gosto de personagens com os quais você se identifica, as situações são todas muito reais e a riqueza das relações entre eles é enorme. Você consegue entender o que se passa na cabeça de cada um deles. Além disso, a questão do choque cultural é um assunto sempre interessante, nesse caso ainda mais por ser dentro de uma família. Pra finalizar, a escrita de Jhumpa Lahiri é impecável (e a tradução não deixou a desejar).
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Nicolle 15/03/2017

Poético e simples
A narrativa extremamente fluida e leve faz com que você corra nas páginas, mas de modo atento e em busca do sentido profundo das palavras, você se obriga e reler, parar, refletir, ler outra vez até ter certeza sobre o sentir do personagem, seus anseios, angústias, dúvidas e a mais profunda solidão. Gógol não é um personagem cativante, nem expressivo, mas nos identificamos com ele pelo sentido da simplicidade que emana dele. Não tem uma vida com nenhum grande feito, carrega dúvidas, mágoas e um profundo sentimento de não pertencer a uma cultura onde mais tarde ele será obrigado a confrontar. Simplesmente fantástico, não pelos personagens, mas pela poesia dos sentimentos que o que nos carregamos diariamente e muitas vezes sem nem perceber.
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Jacqueline 22/07/2019

Dos imigrantes de segunda geração e dos sentidos dos nomes próprios
A vivência da imigração na segunda geração é potencialmente mais intensa do que na primeira geração, pois o processo inicial da construção da identidade se dá em meio a essas contraposições (por vezes, choque) culturais.
Mas talvez a prova mais cabal de que somos constituídos pelos outros, pelas relações que vamos estabelecendo e pelos sentidos que vamos construindo é nosso nome:
como algo que nos singulariza tanto e que, de um jeito ou de outro, nos acompanha durante a vida toda, pode nos ser dado por outros?
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Chá 22/10/2017

Identidade e cultura
"O xará", da Jhumpa Lahiri, nos traz uma reflexão importantíssima ao final da leitura, advinda da necessidade de aproveitarmos a vida. É um livro que discute a questão do choque cultural, da identidade e do sentimento comum aos imigrantes.

A autora, Nilanjana Sudeshna Lahiri, nascida em Londres, filha de família indiana (Bengali), migrou para os Estados Unidos quando tinha apenas dois anos de idade. Desse modo, observamos que a própria história do protagonista do livro tem relações com a vida da Jhumpa Larihi, nome o qual passou a ser conhecida.

A narrativa de "O xará" é marcada pela chegada de Ashima aos Estados Unidos, um país cuja cultura é tão dissonante da sua, no qual podemos observar que os conflitos se apresentam desde o início da história, quando Ashima encontra-se grávida de seu primeiro filho, sentindo-se desconfortável nesse momento único de sua vida.

Esse é um romance de formação, desse modo, observamos a história do filho de Ashima e de seu marido, Ashoke, desde seu nascimento até sua fase adulta.

O primeiro conflito cultural da história se dá quando do nascimento do bebê e da escolha de seu nome. De acordo com o costume bengali, o filho deveria receber um darknam, nome usado entre parentes e amigos e somente depois a criança receberia o "nome bom", sua identificação para o mundo externo, que coube ser escolhido pela avó de Ashima, que escreveria uma carta para informar a escolha. Porém, a carta se perdeu entre Calcutá e Massachusetts.

No hospital, Ashoke precisa escolher o nome de seu filho e acaba, pois, chamando-lhe por Gógol, em homenagem ao autor de O capote, um obra mencionada desde o início do livro e cuja importância vai além da literária (e que eu gosto muito). Os personagens e as situações encabeçadas por Jhumpa são reais e bem elaboradas, com descrições e informações culturais que nos parecem um presente atrelado a sua excelente escrita.

Observamos Gógol Ganguli crescendo, sua crise de identidade, ligada às tradições bengalis e ao seu modo de vida americano. A solidão também é um fator marcante na história, bem como o distanciamento familiar que muitos estabelecem durante a fase adulta.

Gostei muito da leitura!
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Joy 28/03/2017

Uma jornada incrível pela vida de um jovem Gógol sem senso completo de pertencimento ou identidade, acompanhando toda a transformação interna e externa que ele sofre ao longo da vida. Escrito de uma forma deliciosa e envolvente, me peguei prendendo a respiração, rindo e chorando em muitos momentos.
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Déh 26/08/2018

Gostaria de conhecer mais livros assim
Este foi para mim, o livro mais difícil de ler até hoje.

Sofri muito ao longo das páginas de "O Xará" onde cada pensamento de Gógol me chateava enormemente. Tive com este, a primeira experiência de me sentir extremamente amargurada durante uma leitura. A minha afetação era tal, que me doía até fisicamente, chegando, inclusive, a procrastinar a leitura e a abandoná-la por alguns dias.

O fato é que "O Xará" é um livro bonito demais! Jhumpa Lahiri tem uma sensibilidade para escrever que me comoveu muito e eu não conseguia passar por mais do que três ou quatro páginas sem me emocionar.

Este livro é um romance de formação onde acompanhamos a história de Gógol desde antes do seu nascimento até a fase adulta. Com isso, tive a oportunidade de me aproximar tanto dos personagens ao ponto de sentir muita empatia pelos mesmos. Gógol não teve uma vida difícil, não passou por sofrimentos além do que nós todos podemos passar, porém, o que me cativou foi o quanto ele era humano: tinha suas dúvidas, seus anseios, seus pensamentos quase sempre nada nobres. Ele não era propriamente estadunidense, mas menos ainda, indiano; faltava-lhe um lugar para se encaixar o máximo possível. Ao longo do livro, creio que ele descobre este lugar e repensa todos seus pontos de vista. Acho que isso é amadurecer.

Se fosse possível, gostaria de "desler" este livro, só pelo prazer de poder lê-lo novamente como se fosse a primeira vez, e talvez, de novo e de novo...
Jefferson Abreu 26/08/2018minha estante
Adorei o comentário, muito bem escrito e de bom gosto.




Naiara.Martins 26/03/2017

Leitura agradável e fluida
Jhumpa Lahiri em O Xará escreve de uma forma que o livro é agradável de ler, a leitura é fluida. Apesar de o cenário e os aromas serem bastante descritos, fazendo com que tenhamos muitas sensações durante a leitura, a descrição definitivamente não torna a leitura entediante ou cansativa. Por outro lado, a temática não me prendeu. A questão de filhos de imigrantes que encaram dificuldades em encontrar sua própria identidade é bastante recorrente e, apesar de Jhumpa Lahiri abordá-la de maneira ímpar, não é um tema com o qual me identifico. Se li o livro até o fim é porque ela, a autora, escreve de uma maneira tão leve e envolvente que me levou até as últimas páginas muito facilmente. Estou muito curiosa para conhecer outras obras da autora.
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Rodrigo 12/03/2017

Identidade
Este livro nos mostra o choque cultural de um grupo familiar que passa a viver em outro país com ideias totalmente diferentes e o convívio dos filhos nesta nova visão de mundo. O começo do livro é melhor que o fio dele, na minha opinião.
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