Flores para Algernon

Flores para Algernon Daniel Keyes




Resenhas - Flores para Algernon


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Book.ster por Pedro Pacifico 26/06/2020

Flores para Algernon, de Daniel Keyes - Nota 8/10
Até que ponto a ciência pode interferir na natureza humana? E quais as consequências? Nessa obra, o limite entre ciência e ética foi testado. Um experimento conduzido em uma universidade promete algo aparentemente louvável: melhorar a inteligência daqueles que, por motivos diversos, vivem com alguma deficiência intelectual. ⁣⁣
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Charlie é escolhido para testar essa nova tecnologia. E, ao longo da obra, vemos a sua evolução por meio dos “relatórios de progresso”, que nada mais são que um diário do dia a dia do personagem. A obra é, portanto, escrita a partir da perspectiva de Charlie, sempre em primeira pessoa.⁣⁣
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No início, os relatórios de progresso refletem a deficiência de Charlie, que tem extrema dificuldade de escrever e se expressar. Mas não é só isso: é possível perceber como Chralie tem uma visão inocente sobre as pessoas e as situações à sua volta. Ele não percebe as discriminações que sofre dos colegas de trabalho ou até mesmo não parece entender direito o que o procedimento inovador pode mudar em sua vida. É um indivíduo que vive em sua própria realidade e, muitas vezes, é incompreendido. ⁣⁣
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No decorrer de sua recuperação, a melhora da “inteligência” de Charlie começa a ser vista na sua escrita e na forma mais detalhada com que ele passa a descrever os momentos do seu dia. A melhora é, inclusive, percebida pelo personagem, que passa a ter consciência da discriminação que sofria e, com isso, sua inocência acaba virando revolta. Será que ele era mais feliz? E é justamente esse o ponto que achei mais interessante no livro, como o próprio personagem vai entendo a sua condição, analisando como era ser uma pessoa que vivia a par da sociedade. ⁣
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Confesso, contudo, que a leitura não me cativou tanto. Talvez pelo fato de ter sido escrito em forma relatos, não consegui me apegar tanto ao personagem, o que melhor no final (senti o começo da narrativa um pouco artificial e, por isso, demorei para engatar).

Mesmo assim, recomendo a leitura, principalmente pelas reflexões sobre a perspectiva daquele que é visto como inferior! Escrito em 1959, mas muito atual!

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Lana 03/04/2020

Só digo uma coisa sobre esse livro... Leiam
Terminei me debulhando em lágrimas. Só uma coisa antes que eu me esqueça, coloquem flores para o Algernon :(
Caah 04/04/2020minha estante
É triste??


I a m o n 04/04/2020minha estante
Deve ser muito bom mesmo, devorou o livro ?


Lana 04/04/2020minha estante
Caah, amiga é triste sim, mas é lindo. Experimenta ler, acho que não vai se arrepender


Lana 04/04/2020minha estante
Iamon, pois é, tu tem q ler tb ?


David 04/04/2020minha estante
Sou doido pra ler ele! Em breve!!


I a m o n 04/04/2020minha estante
Já tô providenciando esse danado ?


Caah 04/04/2020minha estante
Coloquei na lista pra ler no futuro, quando tiver coragem, hehe. Tenho um pouco de medo de livros tristes, apesar de muitas vezes acabarem entrando para os favoritos


Lana 04/04/2020minha estante
Então lê David pq e mt bom! Não vai se arrepender


Lana 04/04/2020minha estante
Não pensa muito caah ???


laloarauxo 08/06/2020minha estante
Eu pretendo adquirir em breve. Amo os livros da Aleph.


Lana 08/06/2020minha estante
Vai sem medo ???




Paulo 03/07/2020

Recomendo a leitura
Mais uma vez agradeço ao Pedro Pacífico, do canal Book.ster, por ter recomendado essa leitura aos seus seguidores. Eu já sabia que ia gostar desse livro antes mesmo de começá-lo, pois além da resenha do Pedro o livro me pegou pela sinopse - posso não julgar um livro pela capa, mas julgo pela sinopse. Tanto foi assim, sabendo que eu ia gostar do livro, que eu chamei uma amiga para ler comigo, e tive pela primeira vez uma experiência de leitura conjunta. Ela viciou no livro e terminou antes de mim.

Como dito na sinopse, o livro trata da história de Charlie Gordon, um rapaz com deficiência intelectual que passa por uma cirurgia inovadora, antes testada apenas em animais, que buscava desenvolver inteligência acima do que têm seres humanos naquelas condições. Não seria spoiler dizer que a cirurgia deu certo, pois sem isso não aconteceria o livro, que é baseado em Relatos de Progresso do próprio Charlie desde antes da cirurgia. E com isso o livro mostra como se desenvolverá a inteligência do rapaz, que passa a se expressar melhor e ter ideias próprias, a questionar coisas que antes ele nem pensava sobre, e a observar melhor do que nunca - com isso, os Relatos de Progresso passam a ser maiores e mais detalhados, com julgamentos das observações e raciocínios lógicos por trás do pensamento, além de ter memória melhor - sobre isso, creio ser o que fez da obra uma grande história, memória e inteligência andam de mãos dadas.

Penso: de certa forma, o que aconteceu com Charlie não seria o que aconteceu com todos nós? Nós nascemos sem saber de nada e vamos aos poucos adquirindo conhecimentos e experiências que nos deixam aptos a julgar melhor (ou menos pior) as coisas a nossa volta. A única diferença é que com Charlie isso aconteceu já na fase adulta depois de uma cirurgia. Mas enfim, o livro não serve para ver no Charlie nós mesmos, muito pelo contrário, vemos nós mesmos nas pessoas que circundam o Charlie. Assim como os outros personagens, nós nos impressionamos com o desenvolvimento de sua inteligência, agora maior do que a dos próprios cientistas que lhe deram esse privilégio.

Contudo, toda a inteligência tem um custo. Quem passa a questionar demais uma hora questiona aquilo que incomoda a si mesmo, e Charlie passa por isso. Aqueles que ele via como sábios e inteligentes na verdade não passavam de inocentes de vista curta, comparada a inteligência que ele agora tinha: "Eles são pessoas comum, você é gênio". Além disso, ele percebeu que a razão não resolve tudo: "O que é correto? É irônico que toda a minha inteligência não me ajude a resolver um problema assim." Tampouco, nem toda a inteligência o ajuda com assuntos que competem ao coração: "De súbito, era importante saber se eu seria como os outros homens, se um dia eu conseguiria pedir a uma mulher que dividisse a vida comigo. Ter conhecimento e inteligência não era suficiente" e "problemas emocionais não podem ser resolvidos como problemas intelectuais".

Eu teria outras coisas para falar sobre a obra, mas paro por aqui senão vou transcrever todo o livro nesta resenha.
Isabella 03/07/2020minha estante
Estou lendo no momento e curtindo muito o livro!


esterivnz 03/07/2020minha estante
Ótima resenha,me despertou o interesse pelo livro,achei a proposta inteligentíssima




André Lisboa 25/04/2020

Aprendendo a Chorar: Uma História Sobre Os Valores Humanos
É difícil começar qualquer texto para falar desta história. Raros são os livros que lhe retiram as palavras do leitor, preenchendo a emoção com o desconcerto de um silêncio de muitos significados. Uma narrativa que toca seu coração e vai mexendo com o emocional, te fazendo enxergar um choro de uma forma diferente. É aprender a chorar e entender valores. Então nesse silêncio eu passei muito tempo pensando nesse livro. Refleti por horas até ter a noção do que escrever sobre “Flores Para Algernon”, livro escrito pelo aclamado escritor estadunidense Daniel Keyes e publicado em 1966. Esse livro tem todas as características de um clássico sensível: inovador, provocativo, emocionante, sagaz, com um repertório contrastante de emoções. Esse livro representa uma essência, o valor do ser humano, do contradório, do existir como um ser real, com sentimentos que tem valor e que merece respeito independente de sua condição cognitiva. Eu fiquei chocado, tocado, e profundamente emocionado com a escrita e a história desse livro.

Voltando-me um pouco para a história do livro, a narrativa conta a história de Charlie Gordon, um homem de 33 anos de idade que sofre de problemas mentais. Ele trabalha na padaria do Sr. Donner, e sofre com as crueldades de seus colegas de trabalho: Frank e Gimpy. Charlie estuda numa escola experimental para alunos com necessidades especiais que fica na Universidade de Beekman, onde a professora Alice Kinnian ensina. Alive sugere a Charlie uma cirurgia que faz parte de um projeto experimental do Departamento de Psiquiatria da universidade que visa aumentar o Q.I.. Através dos doutores Jay Nemur, Harold Strauss e do seu assistente Dr. Burt Sender Charlie passa pela cirurgia de “injeção de enzimas” que aumenta sua inteligência e consequentemente lhe dá consciência do mundo, transformando-o em um novo homem. A pesquisa antes testada em diferentes cobaias animais teve como exemplo quase igual no ratinho Algernon, que também passou pela mesma cirurgia de Charlie.

Os conflitos de Charlie após a cirurgia aumentam na mesma media da inteligência. Temos nessa parte a representação do Charlie atormentado pelo passado, o seu antigo “Eu” que sofria de problemas psicológicos, abusos dos pais, bullying dos colegas, crueldade da irmã. Tudo volta em flashes do passado. A sua percepção de que era ridicularizado pelos colegas de trabalho, pelas garotas que o transformavam em motivo de chacota e gozações é agora entendido por esse Charlie. Na medida em que o Charlie fica mais inteligente e toma consciência das coisas mais ele fica distante das pessoas, isolado, preso em sua inteligência. Um arquétipo típico da solidão. “Saber é também calar-se, é desalento.” A separação dos “dois Charlies” permite que ele tome consciência de sua humanidade, colocando a sua inteligência num patamar que não ultrapassa os valores sentimentais do ser humano. Somo seres humanos independente de nossas condições.

Ao apontar a desumanização da pesquisa e do experimento ao qual foi submetido, o Charlie inteligente entende que sua vida vai além da sua inteligência. Seu amor pela professora Alice Kinnian, e suas experiências com Fay o fazem entender o valor do amor. Ele também que o procedimento cirúrgico tem um fator regressivo. Algernon sofre com a regressão de sua mente e morre. Algernon é enterrado no quintal da casa onde Charlie vive, e ali se cria um vínculo simbólico da vida e do declínio mental do Charlie inteligente. O homem gênio vai paulatinamente perdendo a lucidez, a capacidade raciocínio complexo e retornando a condição de homem com problemas mentais. Ele perde o elo de sua inteligência, mas por incrível que pareça mantém seu elo de consciência emocional.

O livro é narrado em 1° pessoa e começa com erros de ortografia, concordância verbal, coesão e etc. Esses erros representam a forma como o Charlie com problemas mentais tinha suas próprias dificuldades de se expressar e tomar consciência daquilo que vivia, muito embora esses relatos ressaltem a visão simples e relativamente feliz da vida humana desse homem. Aos poucos vemos a narrativa mudar, tomar ares intelectuais em uma linguagem mais apurada, modificando-se na medida em que Charlie cresce intelectualmente e depois ao passo que retorna aos erros quando regride ao estagio inicial de sua mente. Um livro que toca profundamente pelo apelo ao fator humano da ciência, da verdade de ser quem você e do respeito que você merece. São coisas que rendem mais do que uma resenha. São coisas fundamentais da vida. As flores para o ratinho Algernon são a visão simbólica de que somos mais do que mentes e corpos. Nós somos humanos, sentimentos. Nós prescindimos a matéria, somos essência e sentimentos. Somos busca; essência desses valores humanos.

Ari Phanie 25/04/2020minha estante
Fico mto feliz que tu tenha gostado do livro e ele tenha te tocado profundamente. Acho q o propósito era esse, e se fosse diferente, seria péssimo. Ótima resenha, à propósito. *-*


André Lisboa 26/04/2020minha estante
Obrigadoo




Alexey 30/07/2018

Um livro excepcional e necessário
Cara, que livro incrível.
Uma grande bola dentro da Editora Aleph, ter publicado este livro no Brasil.
Trata-se de um clássico da literatura norte-americana, usado em muitas salas de aula. O tipo de livro que eu daria a um filho meu, ou a estudantes, como forma de estimular o amor pela leitura e valores éticos superiores, como a compaixão.
Não acredito que não conhecia este livro. Vivendo e aprendendo. A obra inspirou o filme "Os Dois Mundos de Charly", que nos anos 60 deu o oscar de melhor ator a Cliff Robertson. É o melhor livro que li em 2018, até o momento.
"Flores para Algernon" conta a história de Charlie, um homem cujo QI 68 o classifica como retardado mental funcional. Submetido a uma cirurgia experimental, o quociente intelectual de Charlie passa a evoluir a galope, levando-o a superar o QI dos próprios cientistas.
Tente ler sem se emocionar. Veja: o livro não tem nada de piegas. É justamente na falta de pieguice que reside o estímulo à comoção mais profunda.
A história é narrada na primeira pessoa, pelo próprio Charlie, em seus "relatórios de progresso". É comovente testemunhar como o protagonista, enquanto é retardado, não percebe a maldade do mundo, nem o fato de ser alvo de bullying. Ele acha que as pessoas gostam dele, quando na verdade estão rindo dele enquanto o colocam em situações ridículas. Não tem como não sentir raiva.
À medida que fica inteligente, um novo mundo - e sofrimentos - se descortinam para Charlie. O processo de transformação de um retardado em superdotado é feito tão gradualmente, o lance é tão sutil e delicado que justifica os dois prêmios que este livro recebeu: o Hugo e o Nebula.
Em vários pontos, o protagonista se pergunta enquanto se transforma: por que pessoas que se dizem éticas e virtuosas não riem de gente com defeitos físicos, mas não se furtam a rir de pessoas com deficiência mental?
Lindo, envolvente e profundamente triste. Um clássico necessário para quem gosta de ficção científica, psicologia, e sobretudo para quem deseja se tornar um ser humano melhor. Entrou para a minha lista dos melhores vinte livros que já li.
Marcelle Aryel 13/08/2018minha estante
Cara, acabou comigo esse livro. Tá nos meus melhores de 2018 também


Cristian 16/08/2019minha estante
Excelente resenha!




Thaís | @analiseliteraria 20/05/2020

Qual o custo de se tornar inteligente?
Charlie Gordon é um rapaz de 32 anos e tem uma doença genética chamada Fenilcetonúria que causa deficiência intelectual, por causa disso seu Q.I é de 68. Em sua inocência, Charlie quer muito ficar inteligente, acha que as pessoas poderiam gostar dele se assim o fosse, então aceita se submeter a uma cirurgia experimental no cérebro, nunca feita antes em nenhum ser humano, somente em ratos.
O livro é narrado em forma de relatórios de progresso que o próprio Charlie escreve, quase que diariamente, mesmo antes de passar pelo procedimento. No início, é possível ver seus erros de português, sua capacidade muito limitada de pensamento, raciocínio e abstração, além de claro, sua ingenuidade perante outras pessoas que se divertem às custas da sua deficiência intelectual.
Logo após passar pela cirurgia para ficar inteligente, já é possível observar como a escrita dele muda, como ele começa a perceber maldade nos outros, como fatos do passado, antes reprimidos, começar vim à tona, agora que ele consegue atribuir significado àquelas experiências. Charlie saiu de uma ponta do espectro e foi para a outra, ficou inteligente rápido demais, seu Q.I chegou em 185, ele já estava mais inteligente do que a maioria dos melhores cientistas do mundo.
Entretanto, seu crescimento emocional não acompanhou o crescimento intelectual. A Alegoria da Caverna de Platão diz que sair da completa escuridão em direção à luz ofusca e é desconfortável, é possível ver esse processo acontecer com Charlie Gordon. Não existe conhecimento que não seja acessível a ele, mas isso pode ser muito difícil e solitário.
Um ponto importante do livro, são as relações sociais, o protagonista passa por diversos desafios nesse sentido. As pessoas não gostam dos “retardados” (expressão usada muito no livro), mas têm prazer em se divertir com eles. No entanto, as pessoas também não gostam dos inteligentes, porque eles expõem toda a ignorância presente nelas. Além do custo social e emocional que essa cirurgia exigiu de Charlie, também tem outra questão, mas se quiserem descobrir qual é, terão que ler Flores para Algernon.
Se o protagonista se chama Charlie, você me pergunta, quem é Algernon? Algernon é um rato que passou por essa cirurgia e tem demonstrado bons resultados. Ele serve de parâmetro para saber como será a consequência dessa cirurgia em humanos. Além disso, Algernon é o único que pode "entender" tudo o que Charlie está passando.
O livro já me emocionou no começo, mas no final eu me acabei em lágrimas, confesso que esperava por esse desfecho, mas ver como as coisas foram acontecendo, trouxe à tona o que tem de mais humano em mim. De todos os personagens, eu fiquei extremamente REVOLTADA com a mãe dele, ela é TERRÍVEL. Imagino que não seja fácil ter um filho que requer maiores cuidados, isso pode ser estressante para os pais. Mas gente, QUE MULHER PERVERSA.

site: @analiseliteraria
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Patricia Lima 18/02/2020

Flores para Algernon
Eu gostei bastante do livro, mas o começo da leitura foi meio difícil de engatar, porque como o personagem não sabe escrever direito tem muitos erros de gramática e uma fala mais humilde no início do livro.

Daí conforme o experimento vai dando resultado isso vai mudando, não demorou muito, até porque ele tem um progresso bem rápido, então a leitura é devagar só no começo mesmo.

E daí eu acho que mais pra metade do livro que eu fui percebendo a grandeza que história ia me fornecer.

Você acompanhar os sentimentos dele em meio a transformação que ele acaba passando, é muito interessante, é um livro muito mais dramático do que científico.

A parte científica fica mais por conta da psicologia que a história trás, porque é um estudo psicológico sobre a mente humana.

O mais impressionante, é que o personagem de certa forma vai enxergar um mundo completamente diferente do que ele via.

Ele adquire um conhecimento muito maior sobre as coisas, então ele passa a analisar tudo de forma totalmente diferente.

Ele vai perceber as coisas com mais clareza que antes ele enxergava com ignorância, é como se ele perdesse uma inocência que ele tinha e passa a ver a realidade.

Maravilhoso esse livro, ele é bem sensível, bem reflexivo, e vai te ensinar muitas coisas também. E a construção do personagem é impecável!
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Silas Jr 08/06/2020

Resenha publicada no @silasresenha
Charlie Gordon, 32 anos, tem baixo QI e sofre de retardo mental, seu maior desejo é poder ser inteligente e orgulhar a sua mãe que sempre o desprezou por sua falta de inteligência ou não ser "normal" como as outras crianças. Por isso, sem pensar duas vezes, ele aceita fazer parte de um experimento que pode reverter sua situação.

Ao aceitar o experimento, Charlie tem que registrar todo seu progresso e é nesses relatórios que o leitor tem a visão dos dramas vividos pelo protagonista. Com o tempo, sua escrita vai se tornando mais rebuscada, a capacidade para raciocínio atinge altos níveis com um cérebro de invejar qualquer PHD.

Na história, o autor tenta a todo momento convencer o leitor da necessidade de existir dois Charlie que lutam entre si em decorrência dos traumas da infância e aqueles que surgem após a cirurgia, antecipando um final previsível.

Com muito drama e temas recorrentes como religião e ciência, a historia de Keyes é interessante e amistosa em certos pontos. A maior dificuldade é aceitar a arrogância que Charlie desenvolve com a sua suprema inteligência adquirida.

Escrito nos anos 60, Flores Para Algernon, propõe a discussão da aceitação do diferente na sociedade. Extremamente atual, Daniel Keyes, entrega uma história dramática com pitadas de ficção científica na oportuna tentativa de apelar para o emocional de seu leitor. Leiam!
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cris.leal.12 25/04/2020

É impossível sair ileso dessa leitura...
Cheguei ao final da leitura e não sei como vou me desapegar do Charlie. Um homem que tem um QI baixíssimo e sonha ser esperto, como as outras pessoas, para poder ter amigos que gostem dele. Em vista disso, acaba aceitando se submeter a um experimento científico, uma cirurgia inovadora capaz de ampliar sua inteligência.

Após a cirurgia experimental, Charlie, aos poucos, se torna um gênio: um homem cheio de inteligência e conhecimento. Mas percebe, decepcionado, que está inserido numa sociedade com valores deturpados e com carência de afeto, e que ser evoluído intelectualmente, não habilita ninguém a uma vida plena de felicidade.

Que história, meus amigos! Que final! É impossível sair ileso dessa leitura. Recomendo muito.
Juliana Esgalha @juesgalha 25/04/2020minha estante
ele está na minha lista, depois da sua resenha fiquei mais ainda com vontade de ler, amo suas resenhas, Cris.


cris.leal.12 25/04/2020minha estante
Oi, Juliana! Obrigada por seu comentário! Leia sim, vc vai se emocionar. ;)


Rodrigo.Pagani 26/04/2020minha estante
Esse livro é muito bom! Ninguém sai ileso dele


cris.leal.12 27/04/2020minha estante
Verdade, Rodrigo.




Mariana.Mayara 26/06/2020

Impecável!
Comecei a ler o livro por pura curiosidade, mas não consigo desapegar da história do Charlie. É complexo e lida com sentimentos banais de forma grandiosa. As primeiras páginas podem ser um pouco estranhas, mas é uma experiência (literalmente).
Amanda 26/06/2020minha estante
Terminei de ler ontem... Me apeguei demais ao Charlie e me rendi às lágrimas no final. Mto lindo!




Clara 01/06/2020

Com certeza um dos melhores livros que já li minha vida inteira. Mostra vários questionamento extremamente pertinentes ao decorrer de toda a história.
Nata 01/06/2020minha estante
Eu amo




Lisiane 25/06/2020

Tocante
Faz poucos minutos que terminei essa leitura e sendo mãe de um menino com autismo digo que Charlie Gordon me tocou profundamente. Impossível não me indentificar em várias situações da vida dele antes da cirurgia. Nunca escrevi comentário sobre livro nenhum, mas esse foi diferente. Quero ler novamente mais vezes pra nunca me esquecer dele.
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DESSA 09/07/2020

Chorei igual criança
Eu dizia que na?o gostava de ficc?a?o cientifica ate? ler FLORES PARA ALGERNON, eu dizia que so? tinha chorado com um livro, ate? ler FLORES PARA ALGERNON. E? um cla?ssico obrigato?rio para todos os leitores. Profundo e inteligente, esse livro vai superar todas as suas expectativas. Acredito que todos no?s deveri?amos ter essa experiencia de leitura e ter a conscie?ncia do quanto as pessoas sa?o crue?is, maldosas e preconceituosa. Essa histo?ria tem uma carga drama?tica imensa, porque o personagem tem uma deficie?ncia intelectual grave e passa por um experimento que promete elevar o seu QI, conforme ele vai evoluindo e ficando cada vez inteligente, ele faz ligac?o?es, como por exemplo: ele viu que aquelas pessoas que ele considerava "amigos" quando riam com ele, estavam na verdade rindo dele, colocando ele em situac?o?es muito crue?is. Ele tambe?m comec?a a ter recordac?o?es do seu passado, ele ve? que ele foi abandonado pelos pais, ele os ve? falando coisas extremamente pesadas, eles na?o queriam um filho "retardado". Ele enxerga que ningue?m ficou feliz com sua evoluc?a?o, ningue?m ficou feliz por ele, pelo contra?rio, na?o tinha mais grac?a para eles. Ler essas coisas foi realmente muito triste pra mim, quem me conhece sabe que vivo uma realidade pro?xima com uma pessoa mais pro?xima ainda, lendo esse livro eu me lembrei de como eu ficava desesperada por deixa essa pessoa ir para a escola, por exemplo, eu sabia como poderia ser, eu sei como foi e na?o foi bonito, ali mostrou tudo o que eu na?o queria que acontecesse com essa pessoa.

{...] So? quero ser esperto como as outras pec?oas para poder ter amigus que gostam de mim. pag 20.

Aos 32 anos, Charlie trabalha na padaria Donners, ganha 11 do?lares por semana e tem 68 de QI. Pore?m, uma cirurgia revoluciona?ria promete aumentar a sua intelige?ncia, considerada gravemente baixa. O problema? Enxergar o mundo com outros olhos e mente pode trazer sacrifi?cios para a sua pro?pria realidade. E resta saber se Charlie Gordon esta? disposto a faze?-los. O livro e? escrito
atrave?s de relato?rios de progresso e conseguimos ir acompanhando a evoluc?a?o deles, os primeiros sa?o cheios de erros, o que vai mudando de dia apo?s dia.
Caroline.Almeida 09/07/2020minha estante
Depois de ler sua resenha fiquei com ainda mais vontade de ler ?


Caroline.Almeida 09/07/2020minha estante
Depois de ler a sua resenha fiquei com mais vontade de ler ?


DESSA 09/07/2020minha estante
É perfeito, te garanto que vale super a pena!!




Ray 12/07/2020

Excelente
Charlie é um adulto que sofre com retardo mental, desde criança ele sofre por não ser igual aos outros e almeja muito ser inteligente... Quando adulto o personagem passa por um experimento que tem como objetivo reverter seu quadro mental e o tornar apto para aprender...
A história é ótima e nos emociona pois nós faz refletir sobre muitas coisas.
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Dai 22/05/2020

Ouso dizer que é o melhor livro que eu já li na vida. O jeito como é escrito, mostrando os relatórios de progresso do Charlie antes e depois da cirurgia e, principalmente, a diferença na escrita dele, é simplesmente genial. É uma montanha-russa de sentimentos e é um livro que te faz pensa e refletir muito sobre o assunto e sobre pessoas como o Charlie.
Cidinha 22/05/2020minha estante
Tô louca pra ler de tão comentado que está :)


Miguel Araujo | @sobrenomemiguel 22/05/2020minha estante
Comprei ele recentemente mas ainda não li. Depois de tanta gente recomendando dá mais vontade ainda de ler haha


Dai 22/05/2020minha estante
Eu garanto que vocês vão gostar muito, sério!!


Cidinha 22/05/2020minha estante
:))




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