Drácula

Drácula Bram Stoker
Eugênio Colonnese


Compartilhe


Resenhas - Drácula


295 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Vinicius ! S. R 05/01/2010

O mais humano
as pessoas criticam bram stoker por fazer um vampiro "não-humano"
mas discordo, para mim dráculo é um dos vampiros mais humanos da literatura... inicialmente por ter sido baseado num humano e segundo pelas própias ações, não entendo porque pessoas acham que seres imortais que vivem centenas de anos iriam se deixar apaixonar por menininhas, criar novos amigos, chorar a perda de amigos... seres imortais estariam mais do que acostumados com perdas emocionais, a ponto de nem começarem afetos emocionais, entenderiam a brevitude dos sentimentos e da vida humano perante a imortalidade e o tempo inacabavel...

A obra em sí é muito legal, um vampiro ao meu ver realista, a narrativa em formato de cartas enjoa um pouco e torna a leitura um tanto quanto cansativa, e quanto a falta de ação... como eu disse, é uma obra realista, drácula não é nenhum tipo de demônio com super poderes, nem VanHelsing... isso não me incomoda, mas para quem lê achando que esta assitindo Blade... ai se decepciona mesmo.
Suh 02/03/2012minha estante
concordo plenamente. Pelo contrário, a obra não tem nada haver com Blade e coisas do tipo, é bem realista, e por isso admirei muito mais a obra, é simplemente fantástica em cada detalhe.


Miller 11/05/2012minha estante
É verdade o que você disse... Particularmente eu gostei do estilo narrativo em forma de carta, achei bem original e ficou muito bem feito. Acho esse sim um típico vampiro. Após séculos mtando, lutando guerras, disseminando a discórdia, predando, caçando e chupando uma quantidade incrível de sangue etc, quem conseguiria se manter ainda um "humano" e com todo o sentimentalismo humano sem endurecer seu coração e cair nas trevas??? qul a diferença das atitudes dele para as atitudes de muitos que se dizem humano? quem critica, ou não entende e não sabe o que está falando, ou provavelmente está acostumado a "vampiros" romantizados tipo Crepúsculo e afins...


Manini 31/10/2012minha estante
Deixa eu perguntar, qual desses edições, é a melhor?


Vinicius ! S. R 01/11/2012minha estante
Sei la, só li a da Martin Claret que é aquele negócio neh... Erro de tradução acho difícil ter por ser uma obra clássica revisada 500mil vezes... O que muda é fonte, papel, tamanho e preço, acredito eu.


Roberto 24/01/2016minha estante
Gostei da sua resenha. Eu ainda estou lendo-o portanto não posso fazer um comentário mais completo sobre a obra. abraço


Nikolaievitch 02/03/2016minha estante
Concordo. Além de quê, como o Van Helsing faz questão de explicitar bilhares de vezes e brandar aos quatro cantos do mundo, nosso Vlad tem alguma vertente intelectual no "psicopatismo", certamente, o que por sua vez, mesmo como "mortal", naturalmente o qualificaria como "desumano" meramente por suas moral e índole aparentemente perversas se comparadas com as da massa...




Claire Scorzi 07/11/2011

Porque Admiro Este Livro? Eis aqui as razões.
Estive relendo e descobrindo - de novo! - porque gosto tanto deste livro. Vou tentar enumerar algumas das razões.

Primeira: A figura de Drácula é tratada obliquamente, sem excesso de exposição (lição bem aprendida por Elizabeth Kostova, que faz o mesmo em "O Historiador") para manter o suspense, o terror - como se focar demais no príncipe dos vampiros fosse contaminar-se com o Mal que ele representa - e assim não fazer o leitor/leitora perder o medo dessa figura mítica; Drácula deve continuar distante, misterioso, e, assim, assustador.

Segunda: para um romance do século XIX escrito por homem, apresenta uma forte figura feminina - Mina Harker - que luta não com armas ou distribuindo socos, mas à sua maneira: com resistência, inteligência, bom senso, coragem.

Terceira: atrelada à segunda, temos de passagem um vislumbre de um casal que se enfrenta com igualdade: Jonathan e Mina se apoiam um no outro e nota-se ao longo do livro que Jonathan vê a esposa como uma amiga - a sua melhor amiga, verdadeira companheira.

Quarta: detalhes absolutamente memoráveis, como a cena de Jonathan se barbeando no espelho quando o Conde Drácula se aproxima - e não aparece seu reflexo. Cena estupenda!

Quinta: a constante mudança de foco ou pontos de vista; temos o relato através de cartas, diários, memórias, notícias de jornal. Magnífica colagem.

Enfim: um mais do que merecido Clássico.
Baard 14/11/2011minha estante
essa cena do espelho é formidável mesmo... "É um instrumento repugnante e inútil da vaidade humana" Haha, Drácula owns. Muito foda.




Lucy Eclipsada 23/06/2011

Não é só mais um livro sobre vampiros
Drácula, de Bram Stoker (Martin Claret, 438 p.) não se trata somente de mais um livro sobre vampiros, pois é, antes de tudo, um clássico da literatura que revolucionou o mito sobre estes enigmáticos seres das trevas, isso, é claro, no século XIX quando foi publicado, o que causou, não imediatamente como era de se pensar, certo furor entre os leitores da época, já que até então a literatura voltada para o terror não era tão bem explorada em relação a outros tipos de histórias com temas mais romantizados e mais semelhantes à realidade do que a fantasia, como o mito do vampiro. É claro que o vampiro de Stoker não foi o primeiro a existir na literatura_ afinal, John Polidori e Sheridan Le Fanu foram os primeiros a tratarem do tema_ mas é inegável que foi o único a ganhar notoriedade e o “único” que serviu de “base” para a complementação do mito nos séculos seguintes, seja por meio da brilhante releitura de Anne Rice e suas Crônicas Vampirescas, onde destaca-se o vampiro Lestat ou, porque não dizer, a nova visão sobre vampiros da escritora americana Stephenie Meyer.
O fato é que Drácula se consolidou e, muito embora o mito do vampiro atual tenha mudado para adequar-se ao mundo em que vivemos atualmente, não pode ser visto apenas como mais uma história sobre vampiros.
Basicamente, a trama de Stoker tem início quando o jovem advogado Jonathan Harker vai até o castelo do Conde Drácula localizado na Transilvânia. A visita feita a Transilvânia e tudo o que de estranho acontece após o encontro do advogado com o misterioso e excêntrico Conde Drácula é narrado em seu diário, no entanto, partes da história também são contadas através dos diários de Mina (primeiramente a noiva e, logo depois, esposa do jovem Harker), do Dr. Jonh Seward, médico psiquiatra e amigo do Dr. Van Helsing, que é o primeiro a decifrar a misteriosa doença de Lucy Westenra (prima de Mina) que acaba sendo convertida em vampira no decorrer da trama. Ainda podemos visualizar na obra de Stoker, o diário de bordo encontrado a bordo do navio Deméter, que misteriosamente atraca no porto de Whitbay, além de partes do diário Lucy, bem como a gravação fônica de Van Helsing no diário (chamado de Relatos Cotidianos) do Dr. Seward.
O mais interessante em toda a obra de Stoker não é o mistério que envolve toda a trama, mas a própria ambiguidade do personagem central da narrativa (Conde Drácula) que nos é apresentado não só como exótico e excêntrico, anteriormente citado, mas como uma figura extremamente forte (muito embora não goste de dar demonstração de sua força em público), violento, muita embora essa postura possa ser justificada pela necessidade de conseguir alimento, extremamente envolvente e sensual, com a capacidade de transmutação (já que ora aparece como um morcego, ora como um cão, ora como um velho, ora como um homem jovem, além de poder assumir a forma de uma névoa), além de, e talvez o mais impressionante, o fato de ser o personagem que, ao contrário do que vemos nos filmes, não demonstra preferência sexual, pois, logo no início do livro, Drácula aparentemente sente por Jonathan Harker uma espécie de amor platônico, já que proíbe as três vampiras que moram com ele em seu castelo de se aproximarem do jovem advogado e por isso acaba sendo questionado por uma delas que lhe chama a atenção sobre o fato de ele mesmo nunca ter amado (ver página 56 do livro).
Drácula ainda pode ser considerado, ironicamente devido a sua condição de vampiro, o personagem mais humano da trama, pois apresenta uma conduta dúbia que tanto o aproxima do mal, como quando ele mata para alimentar-se, como do bem; quando ele, ao final da trama, apresenta uma expressão de paz e serenidade por, quem sabe, finalmente ter conseguido a libertação de sua alma.
Em vista de todas essas considerações sobre o romance de Bram Stoker, não podemos classificá-lo meramente com algo midiático, pelo contrário, devemos considerá-lo como uma grande obra que soube explorar muito bem o mito do vampiro de modo a modernizá-lo, mesmo tendo sido escrito no século XIX, e fazê-lo servir de base para o atual mito do vampiro do século XXI.
Bill 31/03/2011minha estante
Oi, Lu! Mandou bem, como sempre. Você é bem detalhista e ainda acrescenta informações que enriquecem o livro. Excelente resenha, parabéns!


Lucy Eclipsada 31/03/2011minha estante
Mais uma vez: valeu Bill !!!!


Aline 21/11/2013minha estante
Foi um dos primeiro classicos da literatura mundial que li. Gostei.


b1ktwpas 15/04/2014minha estante
Muito interessante o trecho que você fala do possível amor platônico por Jonathan. Eu me lembro bem de ter lido essa parte com muita atenção (e tensão) mas admito que não "me toquei" nesse detalhe quando uma das vampiras disse isso! É realmente algo a se questionar.
Outra característica humana do Drácula era o seu amor à leitura e à cultura inglesa. Já li comentários de que o Drácula teria planejado ir à Inglaterra por lá haver gente "pura" o suficiente para que pudessem ser suas vítimas ou fonte de alimento, porém, não vejo sua viagem à Inglaterra apenas para esse fim, afinal, se fosse apenas por "comida", ele não passaria parte de sua vida estudando o idioma inglês e lendo sobre a cultura do país em que tanto sonhou, não apenas conhecer, mas sim morar. Fica-se evidente o seu amor pela Inglaterra!


Lucy Eclipsada 05/08/2014minha estante
Olá Victor, que bom que você curtiu a resernha. Muito pertinente seus comentários e quanto ao amor platônico pelo Harker, creio que se deva ao fato de Dácula não demonstrar preferência sexual. Talvez ele tenha sentido algo por Harker por ele, de repente, ter visto nele algo do refinamento inglês. Enfim, algo a se discutir!!!!
Até mais :)




Marlon Teske 21/03/2011

O Conde Vampiro
Apesar da história de Drácula ser uma das mais conhecidas dentre os mitos modernos, pouca gente efetivamente lê o livro, acumulando na memória apenas o parco conhecimento que surge através de obras dele derivadas, em especial, os vários filmes que chegaram ao cinema. Bram Stoker ao descrever o vampiro fez algo semelhante (para sua época): reuniu uma série de lendas romenas e as costurou para transformar o mito do vampiro para sempre.

A história trata da vontade de Vlad Tepes - ninguém menos que o Conde Drácula, um nobre que vive nas montanhas geladas da região romena conhecida como Transilvânia - de deixar o isolamento e viver no coração do mundo, na época (o romance é de 1879), a cidade de Londres. Ele não deseja apenas mudar-se dali, mas sim efetivamente tornar-se um londrino, passar despercebido às pessoas. E, para auxilia-lo nesta empreitada, contrata uma firma de advogados que enviam como representante Jonathan Harker.

Não tarda para Harker perceber em que enrascada se meteu, e dali em diante, em meio a gritos apaixonados para sua talvez para sempre perdida Mina, acompanhamos sua saga desde a fuga do castelo do Conde até seu reencontro com o próprio Dracula, em Londres, alguns meses mais tarde, quando deve enfrentar o vampiro para salvar a alma de sua amada. Vários outros personagens são apresentados, cada qual com sua importância para a história, mas sem dúvida o professor Van Helsing é o maior dentre eles. Não podemos negar que apesar de excêntricos seus métodos funcionam.

Há muitos que defendem Drácula como a obra máxima sobre o vampiro. Eu, apesar de algumas ressalvas, concordo. Escrito de maneira semelhante a um diário ou livro de recortes, ele acumula cartas e textos produzidos pelos diversos personagens em ordem cronológica (da mesma forma que Mina, a já citada protagonista, o faz no próprio livro, dando a impressão ao leitor de que ele está com o manuscrito original em mãos). Nele os não-vivos são tomados por um espírito cruel e devasso, sem limites ou receios. Em suma, a pura encarnação do mal. Nada de vampiro amargurado com dilemas éticos nestas páginas.

É bem verdade que se comparado a algumas histórias de nosso tempo, Drácula chega a ser até um tanto quanto ingênuo, ainda que para a época tenha assustado muita gente. Para aproveitar melhor o todo da trama, faz-se necessário um certo exercício para lembrar-se de que estamos vendo o mundo sob a ótica de mais de um século atrás, onde os homens eram mais altruístas e as mulheres buscavam seu espaço na sociedade (ainda que tímido).

Uma história que merece seu posto de clássico e que deve ter lugar obrigatório em qualquer estante. Aliás, como uma queixa única, o final ocorre tão bruscamente que chega a ser um anti-climax.

Lido em Fevereiro/Março de 2011
Alan 31/03/2012minha estante
Parafraseando Byron...
- " O fogo que arde em meu peito
É na verdade como uma ilha vulcanica;
Nenhuma tocha se acende em suas chamas -
Uma pira funerária.''


Renato.Martini 01/09/2016minha estante
Acabei de lê-lo, agora, e realmente o final é um senão do livro.




Léo 27/12/2010

Horror clássico (Spoilers)
Existem muitos aspectos desse livro que o fazem um clássico da literatura de horror. Sem "Drácula", não teríamos todas as fantásticas histórias de vampiros e afins que temos atualmente, representadas pelas centenas de livros e filmes dedicados ao assunto. Bram Stoker praticamente deu uma nova face ao antiqüíssimo mito do vampiro segundo sua própria perspectiva criativa, iniciando desse modo uma vertente do horror: a criatura que suga sangue, o monstro sedutor da noite. Embora a ideia já estivesse presente em livros anteriores, como "Carmilla", 1872, do escritor gótico Sheridan Le Fanu, e em contos de John Polidori, Stoker deu poderes inusitados ao vampiro: a transformação em animais sinistros e em névoa, além da força descomunal e a sedução paralisante.

O livro é fabuloso, desde a narrativa em forma epistolar (cartas, diários e jornais) até as cenas com suas descrições absolutamente hipnóticas, os personagens heroicos, e o vilão fantasticamente diabólico. Lançado em 1897, o romance gótico foi também algo inovador, se levarmos em consideração a época em que foi escrito. Notamos claramente que existem certos temas modernos que aparecem na obra, como o feminismo e a emancipação da mulher e a imigração, além da óbvia valorização da cultura e do folclore dos povos que habitavam a região da Transilvânia, cenário de determinados capítulos.

No início nos vemos cercados por paisagens mórbidas e sombrias, aldeões supersticiosos, cocheiros misteriosos e lobos infernais, tudo isso através das palavras escritas no diário do personagem Jonathan Harker, que é prisioneiro do famoso Conde, a quem foi enviado para tratar de transações advocatícias. Jonathan se vê enclausurado no poderoso castelo de Drácula, à beira de um imenso precipício nos confins da Transilvânia.

Conforme passam os capítulos, vemos seu desespero crescer com a descoberta de que Drácula simplesmente é inumano, e o surgimento de mais três damas chupadoras de sangue aumenta ainda mais seu terror. Entretanto, ele descobre a tempo que a intenção verdadeira de Drácula era ir para Londres, e para tanto ele utilizaria enormes caixotes contendo terra do local, sem o qual não poderia sobreviver. Assim que o vampiro parte do castelo, ele faz uma tentativa desesperada de fuga, que mais para o meio do livro descobrimos ser bem-sucedida. Daí pra frente a obra trata das tentativas do Conde de chegar a Londres e encontrar a mulher perfeita, sua amada imortal a quem pudesse transformar em vampira e compartilhar a eternidade com ele.

Vários personagens são acrescidos, alguns deles inesquecíveis, como a pobre Lucy Westenra; e o Dr. Van Helsing, o médico alemão com seus mirabolantes métodos para a cura dos infectados pelo Conde: os já conhecidos alho, cruz, estaca, água benta e hóstia sagrada. Alguns desses métodos, diga-se de passagem, são extremamente rudimentares, evidenciando a época em que o livro foi escrito. As transfusões de sangue assistidas por Van Helsing, por exemplo, são realizadas a torto e a direito em muitas cenas, e os personagens parecem não levar em conta a rejeição sangüínea, o que nos dá a certeza de que, mesmo no fim do século XIX, a medicina ainda era exercida com certa dose de sorte e uma crença quase religiosa.

Mas isso não atrapalha o desenvolvimento da história, que prossegue com vigor até o seu clímax, um final realmente glorioso narrado no diário de Mina. A narrativa é empolgante em alguns pontos, embora em outros seja bastante enfadonha e cheia de um heroísmo que chega a beirar o insuportável. Mas é possível notar com clareza que o livro é uma óbvia inspiração para inúmeras interpretações cinematográficas, teatrais, musicais e artísticas ao longo dos anos. Vale a pena ler. Para quem se interessa pelo tema, o filme de 1992 "Drácula de Bram Stoker", de Francis Coppola, é excelente. Sua fotografia e atuações são magníficas, e o roteiro procura "melhorar" alguns pontos do livro, com bastante sucesso.
Lucy Eclipsada 27/12/2010minha estante
Gostei de sua resenha, mas não concordo somente em um ponto, no pondo em que você declarou que Drácula tinha o intuito de ir à Londres para procurar, conforme suas palavras, "sua 'amada imortal' a quem pudesse transformar em vampira e compartilhar a eternidade."
Estive refletindo sobre a trama e andei lendo alguns textos e cheguei a uma possibilidade em relação a história, afinal, pode-se perceber que Drácula não está em busca de uma "companheira", mas está em busca de se misturar entre as pessoas, levar uma vida menos obscura e até com um pouco mais de requinte do que sua vida no castelo isolado,pois ele é um ser extremamente inteligente e em constante aprendizado, além do mais, não foi por nenhuma mulher que ele, necessariamente, sentiu uma espécie de amor platônico, mas, sim, foi por Jonathan que algo em seu coração reacendeu (calma, não estou dizendo que ele era gay porque definitivamente Drácula está muito além de uma "opção sexual") e o fato de ter escolhido Mina Harker para compartilhar seu sangue teria se dado pelo fato de ele querer ter uma ligação comp o próprio Harker por quem tinha certa estima e para, porque não, formar uma família. Enfim, amo o filme de Coppola,mas ele pôs fim a ambiguidade do personagem.
Ps: Desculpe se escrevi demais e, mais uma vez, gostei de sua resenha e não estou desmerecendo seu ponto de vista, apenas estou oferecendo outra visão sobre o romance.


Léo 27/12/2010minha estante
Oi, Lucy! Obrigado por comentar ;) Eu concordo com seu ponto de vista. Na verdade eu escrevi esse comentário ou resenha sobre o livro há uns dois anos, quando li o livro de fato. Eu alterei algumas coisas e acrescentei outras para postar aqui, mas de fato notei que esse pequeno erro ficou. Na época em que li, talvez por influência do filme, realmente achei que o objetivo do Conde em transformar Lucy e depois Mina era sim ter uma companheira imortal, mas é fácil ver que isso não é verdade. É bem mais provável que seu objetivo fosse misturar-se à sociedade londrina e estabelecer moradia na cidade, de modo a ter vítimas fáceis e mais servos vampirescos imiscuindo-se entre a população local... Quanto a Jonathan, a "atração" que o Conde sente por ele provavelmente deve-se ao fato de que é um homem urbano e sofisticado, o protótipo exato do que ele gostaria de se transformar se tivesse tido chance.




Hazuki 31/03/2010

Devo confessar que esperava muito menos deste livro, dada a época em que ele foi escrito, mas a verdade é que me surpreendi. Acabei gostando bastante dele. Ainda que ele não tenha a linguagem fácil de entender da Stephenie Meyer tampouco o estilo sombrio e sensual da Anne Rice, o clássico de Bram Stroker que foi praticamente o portão de entrada do universo vampírico me divertiu pacas.

Para começo de conversa, andei lendo a resenha feita por outros leitores e me surpreendi com o fato de que poucas pessoas gostaram do estilo de escrita deste livro que, ao invés de ser escrito como uma narrativa única aos olhos de um observador fora da história ou de um dos protagonistas, ele é dividido em vários relatos de várias pessoas, seja em formato de cartas, relatórios, telegramas e até mesmo recortes de jornal. Eu achei que isso deu um "sabor especial" à história (mas convenhamos, Bram Stroker também estava com um sério problema de estilo de escrita. Não é possível que TODOS os personagens tenham exatamente o mesmo jeito de escrever. Tudo bem, vou dar uma trégua porque era século 18 e tal, as pessoas de fato tinham um jeito um pouco mais pomposo de escrever, mas por várias vezes satirizei mentalmente a história, dizendo que ela foi contada por uma única pessoa que tinha distúrbio de múltipla personalidade).

Os personagens não são exatamente cativantes, mas pelo menos não odiei nenhum deles. A história é bem fluida, levemente factual, mas não chega a ser maçante. Os detalhes são descritos apenas o suficiente para você ter idéia do universo em que os personagens se encontram, sendo que a ênfase é dada à opinião dos mesmos com relação aos últimos acontecimentos. Ou seja, você não vai encontrar aqueles enormes devaneios românticos de mil páginas ou coisa do gênero. Ouso dizer até que todos, inclusive as mulheres, são bem objetivos.

Só achei o final do livro meio bobo. Eu esperava muito mais ação, mas quando você acha que vai ocorrer a luta do século entre o bem e o mal, o livro acaba em dois parágrafos.

Tudo bem, gostei bastante desse livro. Faz jus ao título de "clássico".
comentários(0)comente



Coruja 19/04/2012

Esse ano marca o centenário de morte de Bram Stoker – e que forma melhor de marcar tal acontecimento do que reler aquela que é considerada não apenas sua obra-prima, mas um clássico do gênero do horror? Mesmo quem nunca pensou em lê-lo conhece o sombrio e sedutor Conde Drácula – e, se vampiros já existiam na mitologia e já tinham aparecido na literatura antes, ainda assim, não podemos deixar de sentir que, de verdade, tudo começou ali.

O que é curioso, quando você afinal aceita o desafio e se senta para ler o livro – achando que já sabe o final e por que mesmo que decidiu começar? – Stoker leva por terra a maior arte daquilo que você achava que sabia.

Drácula é um livro surpreendente – da história que conta ao estilo com que é narrado, ele pega o leitor desprevenido e o faz exatamente porque você começa achando que sabe tudo o que precisa saber sobre ele. Você pensa em Bela Lugosi, em Nosferatu e Coppola, mas o conde que nos é apresentado por Stoker não é nenhum desses e, ao mesmo tempo, é todos eles.

Quando Bram Stoker publicou Drácula, em 1897, o público era bem diferente do de hoje. Deixando de lado os pontos óbvios dessa comparação, há o fato de que a figura do vampiro não era então um ícone pop, conhecido e explorado. O horror por trás do que o conde representava era desnudado aos poucos e, mesmo assim, apenas através de sombras e sussurros. Exceto pela primeira parte do livro, quando recepciona Jonathan Harker em seu castelo, Drácula é apenas uma presença, uma ameaça quase invisível, ainda que sempre iminente e mortal.

A ironia é que tendo dado seu nome ao título, e estando por trás de todas as ações orquestradas na história – seja como presa ou predador, causa ou conseqüência – Drácula é o único personagem de quem não ouvimos a voz.

Escrito em formato epistolar, entre cartas, diários, telegramas e notícias de jornal, o livro tem ao mesmo tempo um tom intimista, de quem convida a fazer confidências (pobre Dr. Seward...) e documental, com todos os fatos anotados e cientificamente analisados. Num crescendo de suspense, temos primeiro a experiência de Jonathan na Transilvânia, seguida dos relatos que nos apresentam Mina Murray e Lucy Westenra – e é em torno das duas que toda a ação se concentra – até a perseguição desesperada para parar o conde através do leste europeu.

Drácula é o ápice do romance gótico, com seus castelos sombrios, passagens secretas, paisagens sublimes e heroínas virginais ameaçadas por um vilão maligno (que pode ou não estar enrolando os bigodes). Mas é, ao mesmo tempo, uma quebra dos padrões convencionais, no que traz a trama para Londres – pulsante, viva, moderna – e centra o debate nas ansiedades da época: o medo da vingança colonial, da emancipação e sexualidade feminina e, acima de tudo, na repercussão dos avanços científicos frente às crenças tradicionais.

A ameaça que o conde representa está fundada, em grande parte, nesse embate: sob o império da razão, a realidade das superstições representadas pelo conde Drácula são simplesmente ignoradas. Sem equilíbrio entre fé e ciência – equilíbrio esse traduzido na figura de Van Helsing, o grande mentor por trás da caça ao vampiro – ele está livre para agir impunemente.

Surpreendente, clássico, diferente, atemporal – Drácula permanece fascinante, aberto a um sem número de interpretações e capaz de agradar aos mais diferentes públicos; quer estejam eles atrás de uma grande aventura, quer de reflexões mais sérias. A pergunta então é... e você? Está disposto a arriscar o pescoço e se perder na obra-prima de Stoker?
Aline 26/10/2013minha estante
Confesso que sentir falta de alguma narrativa que fosse do personagem Drácula, mas o livro é envolvente não ti deixa preso a detalhes.




natalia 07/03/2010

Pensando bem...
... Bram Stoker fez um trabalho digno com esse livro. O início me pareceu bastante maçante, afinal, apenas a viagem do advogado Jonathan Harker ao castelo do Conde Drácula é contada, enquanto relatos sobre as reações dos moradores das regiões por onde ele passava eram feitos. A partir do momento em que Harker começa a desconfiar do Conde, já devidamente instalado na residência deste, a narrativa toma rumos mais interessantes.

Os personagens são um pouco gentis demais algumas vezes(nada que seja realmente relevante). Mina e Lucy são colocadas de uma forma um tanto quanto idealizada (as duas são moças bondosas, de coração puro, bonitas, delicadas, dedicadas), mas a ação compensa por isso.

Não que as duas sejam completas perdas de tempo durante a história. Acho que a Mina, em especial, acaba por se mostrar uma personagem bastante forte e inteligente, ajudando o Dr. Van Hellsing e os outros. Torna-se um personagem essencial na trama.

Achei bastante inteligente a forma como o livro é narrado. Através de relatos, diários, cartas, telegramas, notícias, somos informados de tudo o que acontece relacionado ao caso. E de forma que tudo está ligado de forma discreta e perfeitamente plausível (como é perceptível durante a leitura).

Drácula é um personagem incrível. Não por ser somente um vampiro (tudo bem que vampiros são criaturas cercadas por diversas lendas e isso faz deles criaturas realmente apaixonantes), mas ele é mostrado como um homem inteligente e calculista. Frio e cruel, Drácula é um vilão que definitivamente cativa.

Talvez o desfecho pudesse ter sido trabalhado melhor, mas não acho que comprometa a leitura do livro. E existem parágrafos realmente enormes no livro, o que pode ser considerado como cansativo.

Entretanto, não deixa de ser uma ótima leitura.
comentários(0)comente



kassya 24/07/2009

Adolescência.
Esse livro fez parte da minha adolescência, eu o adorava.. tinha até uma coleção de frase.. é preciso paciência... para ler... ou essa observação, era porque eu li em um momento de muitas ansiedade, incertezas.. enfim, foi o que registrei sobre o livro.
mas eu lembro que tive medo, que prendi a respiração... um tempo depois lançaram o filme... e ai.... pela primeira vez, confesso que prefiro o filme ao livro! Mas isso também deve ser fruto do momento da minha leitura!
comentários(0)comente



Pedro 21/08/2010

Fama
Todos com certeza já ouviram falar em "Drácula de Bram Stoker". Influenciado pelo clima 'vampiresco' que a literatura tem se tornado ultimamente, peguei esse livro - famoso e 'dono' de muitos filmes - e resolvi lê-lo.
Demorei cerca de 20 dias para termina-lo. Mas garanto que cada dia valeu a pena!
Amei esse livro. Com certeza faz juz à sua grande fama. Leitura fácil, rápida, intrigante e que, com certeza, prende até a última página.
Com personagens inesquecíveis e com características próprias, o livro foi escrito de modo diferente - através de cartas, relatos, telegramas, etc - o que torna o livro ainda mais interessante.
Se recomendo? Não. Acho obrigração todos lerem esse livro.
Gláucia 21/08/2010minha estante
òtima resenha e achei interessante o histórico de leitura que começou com 3, passou para 4 e depois cravou no 5 até o final. Está na minha estante e já está na fila.


Pedro 24/08/2010minha estante
Mas o livro vai evoluindo, de fato. Brigado!




Breno C. 15/01/2009

Bebendo sangue com classe
Drácula é com toda a certeza o melhor livro sobre vampiros que existe. A forma com a qual o Stoker escreve sobre os sugadores de sangue, no caso o conde e suas “noivas”, é sensacional, porque dividir a o texto entre os diários dos personagens foi a melhor sacada. Obvio que se você já leu n livros sobre vampiros, vai acabar achando que é um livro clichê, mas temos que ver pelo fato de que não existia uma literatura vampírica fundamentada na época.
comentários(0)comente



leosilva 15/01/2015

Questão de escolha
Parece que toda vez que alguém critica um clássico é porque não entendeu a história ou só gosta de ler porcarias. Tenho esta sensação estranha: você não pode simplesmente não ter se identificado. Um clássico não pode ser chato ou ruim. Mas, como a resenha é minha e fui eu quem sofreu lendo isso (em parte por vontade própria, parte por questão de honra), acho que tenho o direito de dizer o que penso. Drácula começa bem, é um texto inteligente e muito bem escrito mas, ao longo dos capítulos, tive a sensação de que a história não andava de forma alguma. É monótono do meio para o fim, e por vezes eu parava e me perguntava se estava lendo sobre um vampiro ou um emaranhado de coisas que não precisavam ser ditas – mas que o autor insistia em dizer. O ritmo do texto é arrastado, as personagens femininas praticamente não tem diferenças entre si e o caráter epistolar não ajuda muito, pois o autor não muda sua narrativa mesmo quando passa de um personagem para outro. Tudo soa igual, repetitivo, maçante. Demorei um ano para terminar a leitura. E aquele final terrível? Enfim, pelo começo é possível garantir três estrelas, o que o deixa na média. Não mais.
Amisterdan 11/11/2016minha estante
Estava até pensando em fazer um crítica, mas depois de ler a sua, sei que não preciso mais, pois você já falou tudo que eu tinha para falar.


leosilva 12/01/2017minha estante
Tamo junto, Amisterdan.


Carolina 16/01/2017minha estante
Tive a mesma impressão que você! É difícil encontrar gente que não babe o ovo de clássicos só por serem clássicos. Ele merece seu lugar, foi inovador, mas a leitura é extremamente arrastada e tem muitas partes desnecessárias. Se tirasse umas 150 páginas o livro levaria minhas 5 estrelas.


leosilva 08/02/2017minha estante
Verdade Carolina!




Mateus 14/12/2009

Mais assustador impossível, não é a toa que seja um dos melhores livros da história. Seu jeito de ser escrito por meio de cartas é bem legal, e seus personagens são bem marcantes. Podem copiar à vontade, mas vampiros como o Drácula nunca irá existir.
comentários(0)comente



Antonio Luiz 14/03/2010

O livro que ressuscitou os vampiros
Com o "Drácula" de 1897, o tema do vampiro que parecia já estar desgastado e caindo no ridículo ou no esquecimento, tomou novo impulso – a ponto de que muitos fãs de histórias de vampiros de hoje têm a impressão de que Bram Stoker foi o primeiro a introduzi-las na literatura. A novidade em relação aos anteriores é que, por um lado, o vampiro torna-se muito mais poderoso: forte como vinte homens, mais ardiloso que os mortais, capaz de comandar os mortos, os animais e a meteorologia, tomar inúmeras formas e ficar invisível. Por outro, seus inimigos reúnem todos os recursos da modernidade para combatê-lo, incluindo transfusões de sangue, fonógrafo, taquigrafia e psiquiatria.

Não ficam embasbacados, mas agem com estratégia, valendo-se da ciência de Van Helsing. Por seu lado, Drácula, ao contrário dos vampiros românticos, não mata por fúria, prazer ou capricho, mas para se apoderar das vítimas e colocá-las a seu serviço. Age também como um planejador, reunindo vastas fortunas para realizar seu plano de domínio mundial.

No "Drácula" de Stoker, porém, fica explícito que o propósito do vampiro é dominar Londres, o "british way of life" está em risco e todos os seus recursos morais, religiosos e científicos de sua civilização são convocados a enfrentar o perigo, no qual se confundem a emancipação da mulher (as pacatas vitorianas mordidas por Drácula tornam-se ferozes dominadoras), a ameaça da sensualidade primitiva e a ameaça das novas potências que emergiam da Europa Continental, colocando em risco a hegemonia britânica. Apesar da aparência antiga de aristocrata decadente do conde da Transilvânia, John Seward, o psiquiatra aliado de Van Helsing, refere-se ao vampiro como "o pai ou promotor de uma nova ordem das coisas". No vampiro, o medo do futuro escondeu-se sob a máscara do passado.

Graças à ênfase na ação, aos golpes de efeito e à economia de personagens e cenários - Stoker escrevia como se pensasse em uma peça de teatro - Drácula tornou-se eminentemente filmável, como observaram Martha Argel e Humberto Moura Neto em "O Vampiro antes de Drácula". Embora o autor não vivesse para ver isso, os filmes baseados em sua obra conquistaram o mundo a partir dos anos 20 e fixaram a imagem do vampiro no imaginário ocidental até os anos 80, quando Anne Rice deu à velha lenda um novo retoque. Mas isso já é outra história.
comentários(0)comente



Camila 18/10/2010

Excelente!

Nessa onda desenfreada de retorno dos vampiros a literatura, resolvi ler o pioneiro. O Primeiro livro que falou sobre isso. Drácula do Bram Stoker.
É uma história pra lá de conhecida. O começo se passa na Transilvânia (Onde mais?) e conta os acontecimentos que levam o maldoso Conde Drácula para a Inglaterra: Ele tem planos de dominar o lugar.
É aí que aparece o Van Helsing (Pois é, aquele do filme com o Hugh Jackman!) e que lidera um grupo que sabe da existência do Drácula e tentam impedi-lo de matar mais vítimas e cometer atrocidades com a população
É bem dinâmico, e a forma que é escrito faz com que a leitura fique envolvente.
Eu gosto de ler livros clássicos, achei esse infinitamente mais interessante do que qualquer outro sobre vampiros que já havia lido (Noturno e Crepúsculo).
Todas as convicções e as histórias que conhecemos sobre Vampiros e Drácula vieram dali:
Como, por exemplo, o fato que vampiros não gostam de alho, ou de água benta e crucifixos. Ou o Drácula virar morcego durante a noite. Tudo foi tirado desse livro. Ele foi revolucionário para a época, tanto que baseado nele existem inúmeros filmes. Isso sem contar em todo o conhecimento popular.
Definitivamente é um livro aclamado

Tenho um Blog onde faço críticas literárias.
Pra quem ficou interessado acessem: http://camilemos.blogspot.com
Léo 27/12/2010minha estante
Oi Camilla, adorei a resenha! Mas olha, Drácula é o livro mais famoso de vampiros de todos os tempos, escrito em 1897, mas não é o primeiro... Sheridan le Fanu escreveu "Carmilla" (isso mesmo, uma vampira com o nome parecido com o seu) em 1872, e se eu não me engano John Polidori escreveu um conto também em 1821. Vale a pena ler esses também, já que você parece ser tão fanática por vampiros quanto eu!


Tamy 05/01/2011minha estante
Ah, por mais aclamado que seja, não consigo me apaixonar por Drácula. Gosto da escrita de Bram, gosto da forma como ele conduz todo o livro em diários e tal, mas o final me deu uma tremenda sensação de decepção, daquelas "cheguei até aqui para isso?!?!". Não fosse o final, certamente o consideraria melhor.




295 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |