A vida mentirosa dos adultos

A vida mentirosa dos adultos Elena Ferrante




Resenhas - A Vida Mentirosa dos Adultos


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Bruna.Alves 25/09/2020

Muito bom
primeiro livro da autora e ja amei.
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Bruna 24/09/2020

?Sobre a nudez forte da verdade,o manto diáfano da fantasia?
?O que se passava no mundo dos adultos, na cabeça de pessoas extremamente racionais, em seus corpos carregados de saber? O que os reduz a animais dentre os menos confiáveis, piores que os répteis? Por mais que eles quisessem se achar diferentes, para mim pareciam cada vez mais farinha do mesmo saco.? É com essas e outras reflexões do mesmo teor que Giovanna conduz sua história através do mais novo romance de formação da autora italiana Elena Ferrante. Já adentrando a turbulenta fase da adolescência, Giovanna ouve do próprio pai que está crescendo e se tornando a irmã de seu pai, sua tia Vittoria, um nome que, ?na minha casa, soava como o de um ser monstruoso que mancha e infecta os que toca? segundo a própria Giovanna conta. Só que ela nunca conheceu tia Vittoria.

A partir dessa afirmação do pai, ?o manto diáfano da fantasia? da vida de Giovanna começa aos poucos a cair e revelar a verdade cruel que está debaixo dele. Com o desenrolar do livro, Giovanna descobre quem é a tia Vittoria e estabelece um laço forte com ela: é ela que conta as verdades cruas a Giannì, como fora apelidada pela própria tia; é ela que não esconde os motivos da quebra de relações com o pai de Giovanna. Aos poucos, Giovanna percebe que a tia é o completo oposto do pai: ela tem pouca escolaridade, o pai é intelectual, a tia é mal educada, o pai é polido, a tia é emocionada, o pai contido. E é isso que causa tanto nojo no pai, o fato de Vittoria ser uma pessoa tão fora da curva para a família dele a ponto que as relações precisam ser desfeitas de modo brutal.

Giovanna conhece aí e descobre verdades que lhes eram omitidas há tempos. Verdades que doem, que são nojentas, que causam mal estar não só nela, mas no leitor também. Com o convívio ao lado da tia, conhece uma realidade a qual os pais sempre quiseram omitir de suas vistas, sai da sua bolha tanto intelectual como até regional ao se deslocar até a parte baixa de Nápoles para encontrar sua tia com frequência. Além disso, ainda passa pelos desconfortos e inseguranças da adolescência, o que me trouxe à mente a Lenù (personagem de ?A Amiga Genial?, também de Elena Ferrante), que também é retratada em um momento lidando com as novidades e brutalidades trazidas por essa fase. No caso de Giovanna, isso vem com muito mais brutalidade, justamente por vir junto com essa torrente de verdades sendo ditas e máscaras caindo em sua frente.

Mais uma vez Ferrante escreve uma narrativa incômoda, bruta e visceral. Me peguei várias vezes precisando fechar o livro pra respirar e pensar sobre a história narrada. Com um enredo cativante e ao mesmo tempo até repugnante por expor os lados mais podres e sombrios da natureza humana, a autora consegue com maestria escrever uma narrativa crua, verdadeira e original. Tão verdadeira que a recepção do livro aqui no Brasil dividiu opiniões, seria esse um livro nojento e magistral com toda a força que ele traz ou um livro frágil e fraco por abordar questões cotidianas com uma honestidade tão raramente vista? Na minha opinião, esse livro foi ?girar a faca na ferida?, como a própria Ferrante define o ato de escrever. E é por isso que Ferrante divide opiniões. Ela nos mostra nossos piores lados e a verdade que, assim como os pais de Giovanna, queremos esconder.
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Amanda 24/09/2020

Como seria ler ferrante sem a heteronorma?
A escrita de ferrante segue incrível, como sempre. Impecável, irônica, tão forte e visceral como as histórias que as mulheres carregam.
O que me pergunto apenas é como sua escrita seria interpretada para além da heteronormatividade. Ferrante brinca com o tema, flerta com o desejo entre mulheres em várias de suas obras. Mas em a vida mentirosa dos adultos isso me pareceu ainda mais evidente. Ângela namora para fazer ciúmes e obter a aprovação de Giovanna; os beijos com as amigas são narrados como algo prazeroso, enquanto que os com os homens são descritos como nojentos, ?cheiro de latrina?. Giovanna já tinha descoberto a sexualidade e o prazer muito antes de quando, por obrigação, transa com um homem pela primeira vez. E não gosta. Ida fala em diversas oportunidades sobre beijar mulheres, sobre o desejo que sentia ao ver a irmã e a amiga juntas.
Fico me perguntando até quando vamos interpretar isso apenas pelo viés da psicanálise - notadamente falocêntrico - e entender isso apenas como projeções, como desejo de ser como a amiga. Não que isso não exista, na narrativa de ferrante, assim como na vida, ha espaço pra toda a complexidade de emoções. Mas me questiono até que ponto isso tb não é uma forma de invisibilizar essas relações, tão potentes quanto qqr romance com chernobabinos (rsrs). O que falta para que essas relações tb entrem nas análises literárias, o quão explícito precisa ser? O quanto cada um lê o que se permite ler? Enfim, essa foi minha interpretação e sigo esperando que na série isso fique mais evidente.
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nali 23/09/2020

a vida mentirosa dos adultos foi minha primeira experiência com elena ferrante. estou escrevendo a resenha uma semana após ter terminado a leitura, pois sinto que precisei de um tempo pra digerir o livro e entender como eu me sentia em relação a história.
devo admitir que criei altas expectativas com esse livro, comprei o ebook no dia do lançamento. erro meu. não que seja ruim ou que eu não recomende.
certamente é uma ótima leitura, porém há certas partes em que eu fiquei realmente muito incomodada com a naturalização de situações que parecem um tanto quanto anormais para mim.
a narração foca no amadurecimento da personagem e nas mentiras que os adultos a fazem acreditar. mas também retrata muito sobre sexualidade e suponho que a forma com a qual o assunto foi abordado me causou certo incômodo, pois é visível que até a própria giovana se sente incomodada nas situações. talvez esse tenha sido o objetivo da autora, só que não sinto que foi o ideal.
a escrita de ferrante está longe de ser ruim, decidi dar uma nova chance para a autora e agora estou lendo "um amor incômodo" e posso dizer que esse jeito de abordar a sexualidade é algo normal em sua escrita.
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Estrela 22/09/2020

amor e ódio
Primeira contato com os livros dessa autora. é um livro bom, mas n me causou tantas emoções, pelo menos n os tipos d emoção que gosto de sentir quando passo pela experiência da leitura. é um livro bom, mas n é surpreendente. Entenda, eu n odiei, mas tbm n amei. leria alguma outro livro dela? sim, com intuito de me colocar a provar.
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ellen 22/09/2020

O mundo feio dos adultos
A vida mentirosa dos adultos conta a transição da adolescência de Giovanna, que um dia escuta do pai que ela está ficando feia como a tia Vittória. Essa fala vai descortinar desconfortos na garota. Assim como nas outras obras começamos diante de um susto quase desatento que é característica da autora. Logo no primeiro parágrafo sabemos que algo mudou profundamente e seguimos sempre em um tom de mistério levados pela trama novelesca e, tal qual Giovanna, com a sensação que algo pode se romper a qualquer momento.

É um livro sobre o processo de crescimento e todas as dores que envolvem perder a inocência, se reconhecer como indivíduo, perceber os defeitos dos pais. Giovanna é filha de professores e intelectuais, sua tia mora na parte mais pobre da cidade, trabalha como empregada doméstica, e assim como Lila, em Amiga Genial, surge como uma força bruta que possui encantamento e assombro. No mundo de classe média de Giovanna tudo se torna artificial, mas é no dialeto e palavras vulgares da tia que surge uma inquietação e desconforto diante da sua vida.

Ferrante retoma os dilemas entre o mundo burguês e o bairro pobre de Nápoles, a língua culta e o dialeto. A autora volta a temas anteriores e esses espaços servem para representar conflitos internos da personagem e abrir novas camadas para o mundo dos adultos e as suas contradições. Existe um dilema pela verdade, pelo belo e feio, e a tormenta de não se reconhecer nesses polos. Ferrante é o tipo de autora que parece estar sempre reescrevendo a mesma história, caminha por temas parecidos, mas isso não é nenhum demérito a sua obra.
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Bidu 22/09/2020

Devorei esse livro!!!! Creio q por ter lido vários livros da autora, e estar familiarizada com o estilo Ferrante de narrativa, pude aproveitá-lo do início ao fim.
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Nana 21/09/2020

Gostinho de quero mais...
Desde que li "A amiga genial" e toda a série napolitana, me tornei fã de Elena Ferrante, gosto de tudo que ela escreve, e com esse livro não foi diferente.
Temos aqui vários temas tratados em suas outras obras como a diferença de classes sociais, a adolescência, a perda da inocência, traição, amizades e relacionamentos familiares.
A história é bem comum e seus personagens são tão reais que parecia tudo verdade.
Giovanna, a personagem principal, é uma garota de 15 anos que ao conhecer sua tia Vittória, se depara com várias mentiras na família e com isso vai amadurecendo aos poucos.
Só não vou dar 5 estrelas porque o final ficou muito vago, mas a minha esperança é que tenha um novo livro com esses personagens. Acredito que essa história não parou por aqui, tem mais a ser explorado!
Bete 21/09/2020minha estante
Vai trocar?


Nana 21/09/2020minha estante
Esse não


Bete 21/09/2020minha estante
Que pena!!!




Boneca sem manual 20/09/2020

Ferrante como sempre mergulhando fundo na experiência de ser mulher, dessa vez na adolescência.
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Marina.Castro.F 20/09/2020

Bom, porém perturbador
Helena Ferrante consegue com maestria relatar os sentimentos de revolta e de não pertencer a lugar algum que rondam as adolescentes, além de mostrar a hipocrisia do mundo adulto e dos ritos sociais que o compõe. No entanto, várias figuras e passagens do livro são em demasiado
perturbadoras, sem um sentido aparente além de chocar o leitor. Uma leitura que prende (a partir da parte três), e nos faz relembrar os sentimentos da conturbada fase de passagem da infância para a vida adulta. Apesar de polêmico, gostei do final.
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Naty 20/09/2020

Minha particular opinião
De início os primeiros capítulos foram ?chatos?, não me prendiam de forma nenhuma, meio que desnecessários mas quando a história ganha sentido o livro é realmente bom, uma boa história com muitos segredos sendo desvendados ao ponto que quando chega no fim vc se pergunta ?é só isso??, ?cadê o resto??, rsrsrs
Sinceramente acho que ficou faltando contar algo, que a história foi cortada no meio, então na minha opinião o livro é muito bom mas os primeiros capítulos poderiam ser uma síntese e ter dado mais espaço pra fechar a história melhor.
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Carol 20/09/2020

Decepção
Sempre tive vontade de ler algo da elena ferrante. Posso dizer que minha primeira experiência não foi boa. Leitura incômoda e final estranho. Achei até que o livro estava com defeito, faltando folha...
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Conça 18/09/2020

Minhas impressões, opniões e sentimentos...
Um livro para adolescentes.
Tantas páginas...quando muito menos daria o mesmo resultado. Segundo livro que leio de Ferrante e confesso que, Dias de abandono supera mil vezes esse.
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Vinícius 14/09/2020

Bom
Leitura muito fluida, divertida e densa ao mesmo tempo, a "atmosfera" do livro te envolve e cria uma boa imersão. Algumas partes eu não consegui "captar" direito. Odiei o final, bastante acelerado.
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