Uma Dobra No Tempo

Uma Dobra No Tempo Madeleine L'Engle




Resenhas - Uma Dobra no Tempo


57 encontrados | exibindo 1 a 15
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Daisy.Anjos 19/04/2018

Bonito, leve e rápido demais.
Sobre esta edição:
Padrão Darkside Books, né bebês!
O exemplar é lindo e, cada detalhe da estrutura física, faz valer a pena o investimento.
A arte da graphic novel é simplista, porém bonita de se acompanhar. Os traços e as cores não incomodam durante a leitura.
Nota 10/10 para edição impressa pela editora.
Nota 08/10 para arte da graphic novel.

Sobre a história:
Interessante e bem promissora.
Por ser uma graphic novel, deixou a desejar na parte de aproveitamento da história.
Deu a impressão de que, do meio para o final, a história passou a ser vomitada para que acabasse logo e assim coubesse no número X de folhas.
A leitura é rápida, mas a sensação de que "falta algo" quando se termina ficou bem nítida. Talvez esta sensação seja causada justamente por dar a entender que a história foi acelerada, não dando espaço para um aproveitamento mais aprofundado do conteúdo.
Talvez o romance seja melhor no quesito "fluidez" da história.
Nota 6/10 para a história.
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Além das Páginas 18/04/2018

Uma Dobra No Tempo lançado recentemente pela Editora HarperCollins Brasil veio em uma edição de capa dura comemorando seus cinquenta anos; um clássico da ficção científica, logo quem curte o gênero com certeza já ouviu falar e quem não curte, essa é a hora de conhecer essa história e abrir sua mente! Sou apreciadora do gênero, então, tão logo soube dessa novidade eu fiquei louca para ter e ler!

Este é o primeiro volume de uma série e espero que os demais venham logo. Aqui temos uma história de início "meio estranha", pois temos uma família atípica cujo pai cientista trabalha para o governo e a um tempo não envia notícias após uma viagem para fazer algum tipo de missão secreta; na cidade parece que todos comentam e conspiram a respeito sobre as crianças e mãe abandonadas.. E isso irrita muito nossa protagonista Meg; ela tem um irmão que é peculiar e o que ela descobre a respeito de si mesma - "é que ela não é uma coisa nem outra" - o que isso quer dizer? Meg não sabe! Mas quer muito descobrir, além de encontrar seu pai, claro!

Meg é muito inteligente, mas à sua maneira, porém desde o sumiço do seu pai e falta de contato, ela anda com muita raiva de tudo e de todos e não sabe como não se sentir dessa maneira. Percebe que sua mãe sofre, mesmo que tente não demonstrar, seus irmãos gêmeos são comuns, mas seu irmão caçula Charlie é uma coisa inexplicável ou pelo menos que ela não entende ao certo; todos pensam que ele não fala, ou é "burro", afinal todos eles são filhos de pais brilhantes, inteligentes, então se espera que suas crias sejam exatamente igual ou superior. Mas Meg se sente na verdade incapaz, com dificuldades, tem uma teimosia atroz, mas também uma coragem e coerência para lidar com situações difíceis que nem mesmo seu irmãozinho super inteligente consegue. Ele pode entender melhor as coisas peculiares, mas isso o torna imprudente e audacioso quando deveria ser cauteloso. E justamente os defeitos de Meg quem irão se destacar em muitos momentos de perigo e preocupações! Com isso Meg, seu irmão, um amigo inesperado, a Senhora "Quem" e suas amigas, embarcam em uma aventura inimaginável na quinta dimensão em busca do seu pai e posteriormente descobrem, que em busca de muito mais do que foram atrás!

Uma enorme aventura cheia de perigos e desafios é o que vocês podem esperar dessa incrível história!

A história traz situações e narrativa que as vezes confunde nosso raciocínio; porém no decorrer da leitura senti que era apenas falta de "jeito" com a forma como as coisas foram sendo apresentadas. Como as três senhoras, "Quem" e suas amigas, que em outro plano não eram bem senhoras. Como as peculiaridades de todo enredo desde a personalidade dos personagens ao grande "vilão" do enredo. Mas quando entramos no clima as coisas fluem e a leitura encanta e prende.

O livro é recomendado para jovens adultos, mas também pode ser facilmente lido por crianças; ele tem uma pegada infantojuvenil a meu ver. Os personagens que dão cor a trama são crianças de idades diferentes, mas ainda sim crianças. O vocabulário é infantil em vários momentos e em outros mais misterioso e diferente - acredito que seja um livro para todas as idades e não para um público x; afinal tenho trinta e três anos e curti muito essa leitura!

Esse livro está sendo adaptado para as telas e estou muito curiosa, pois já conta com um elenco forte de atores renomados como Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Chris Pine, entre outros que enriquecem a trama para as telas.

@karinicouto
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Feh 18/04/2018

Poderia ser melhor
A história é gostosinha de ler e bem rápida de ler mas em alguns pontos o enredo fica meio confuso que você precisa dar uma relida
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Cantinho Geek 16/04/2018

Um livro de ficção um tanto quanto diferente
Uma dobra no tempo de Madeleine L' Engle é uma obra que me deixou bem confusa e surpresa. Fiquei totalmente espantada ao ler que é uma obra de 1962 e somente agora eu fui conhecê-la e eu nem sequer tinha ouvido falar sobre. Se trata de uma série de cinco livros, sendo que o primeiro e o segundo já foram publicados em capa dura pela HarperCollins Brasil.


Volumes da série:

Uma dobra no tempo
Um vento à porta
Um planeta em seu giro veloz
Muitas águas
Um tempo aceitável


Uma dobra no tempo é um livro curto possuindo apenas 240 páginas das quais são divididas em doze capítulos bem curtinhos e nada cansativos.

No livro acompanhamos a história de Meg, Charles Wallace e Calvin. Meg é a irmã mais velha e possui o irmão mais novo Charlles Wallace e mais dois irmãos gêmeos que são mais velhos que Charles e mais novos que ela. Meg vive um momento conturbado, pois ela não se enquadra em nada na escola e sofre bullyng pois as outras crianças dizem que ela e seu irmão mais novo Charles Wallace são retardados. Acontece que Charles não costuma se comunicar com as outras pessoas, ele tem apenas cinco anos, mas é mais inteligente que todos os seres humanos adultos e tem mais facilidade de se comunicar com Meg e sua mãe.

O pai de Meg está desaparecido há alguns anos, antes ele mandava cartas, pois como um cientista ele ficava longe, mas aí ele sumiu... desapareceu e mesmo com a sua mãe indo até a empresa eles apenas diziam que ele estava em uma missão e não poderiam dar mais detalhes pois era um missão secreta. Só que a vizinhança com as suas fofocas ficavam dizendo que o pai de Meg simplesmente fugiu com outra mulher, fofocas assim deixam Meg muito irritada e ela vive se metendo em brigas.

Certa noite durante uma chuva e ventanias fortes uma senhora bate à porta da casa de Meg, Charles Wallace a conhece e diz que é a Sra. Quequeé. Uma senhorinha envolta de muitos lençóis e cachecóis. Ali ela acaba comendo e diz algo a mãe de Meg que a deixa perturbada.



— Noites loucas são a minha glória — diz a estranha misteriosa. — Foi só uma lufada que me pegou de jeito e me tirou da rota. Descansarei um pouco e seguirei meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.



O tesserato é uma dobra no tempo, viajar pela quinta dimensão e de fato, dobrar o espaço que está ali e diminuí-lo. Há duas imagens no livro que vão ajudá-los a entender quando forem ler.

Certo dia, quando Meg e Charles Wallace vão visitar a Sra. Quequeé eles encontram um garoto chamado Calvin, ele também é diferente como Meg e Charles, e assim eles acabam virando amigos. Quando a noite chega aparecem a Sra. Quequeé, a Sra. Quem e a Sra. Qual os chamando para salvar seu pai. Esses claramente não são os nomes verdadeiros delas, mas preferem ser chamadas assim. E uma aventura pelo universo começa.

Meg descobre que há uma Coisa Escura no universo, uma sombra, um mal que causa caos e destruição. Essa Coisa Escura está ao redor da Terra e por isso não vivemos em paz, e o seu Pai está preso em um planeta chamado Camazotz e eles tem que ir lá para salvá-lo. No entanto, o planeta está dominado pelo mal e somente juntos poderão vencer os obstáculos.

Em Camazotz as pessoas fazem tudo ao mesmo tempo e de forma idêntica, como se fossem robôs o que deixa os três com muito medo das pessoas. Ao avançar eles descobrem que AQUELE comanda todas as mentes e o que não é submisso sofre com dor... ou morre...

Uma dobra no tempo é um livro bem louco. Eu gostei e não gostei. Confuso, né? Mas calma que eu explico, a história tem um mistério muito interessante e envolvente, mas algumas coisas eu não conseguia entender como aconteciam. Acredito que a descrição dos fatos mesmo me deixava confusa, por exemplo, teve uma hora que a Sra. Quequeé se transforma, mas eu não consegui montar nenhuma imagem do que ela se transforma na minha mente, porque não é algo com elementos terráqueos, então, não dá para "visualizar" e isso me incomodou um pouco. Teve alguns cenas que eu tive que ler duas ou três vezes para entender porque eu não sabia direito que tinha ocorrido e mudou.

A capa está linda e as edições em capa dura estão belíssimas, sem falar na revisão impecável. E diferentemente do que dizem sobre ser uma ficção cristã, eu não achei isso. Acho até muito superficial dizer isso, afinal, há apenas algumas citações bíblicas, e elas só estão ali porque a Sra. Quem explica tudo por citações, então, quando ela queria dizer algo ela falava citações.

O livro é bem contraditório, não que ele seja contraditório em si, mas nós temos esse sentimento em relação ao todo, por exemplo, teve em alguns momentos que eu gosto do livro e outros não. Como eu disse, é confuso o que você irá sentir por ele no final, mas o que se sobressaiu é que eu gostei e pretendo ler a continuação Um vento à porta que já está na minha estante e será o próximo na leitura.

Uma dobra no tempo é um livro de ficção um tanto quanto diferente, tanto que no final do livro podemos saber sobre a autora e descobrimos que as editoras da época não queriam publicar o livro por ele não se encaixar em nenhuma categoria. Mas não que ser diferente seja ruim, pelo contrário, achei inusitado e até ousado.






site: http://www.cantinhogeek.com/2018/04/resenha-uma-dobra-no-tempo-madeleine-l.html
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Camila 16/04/2018

Uma excelente leitura para quem busca leveza!
Antes de escrever esta resenha, pesquisei várias opiniões sobre este livro pois vi o mesmo tem divido muitas as opiniões.

Constatei que boa parte dos avaliadores julgaram o livro infantilizado e com base científica fraca ou pouco explorada e sim, concordaria se este fosse um livro escrito atualmente para adultos – o que não é a proposta -. Para conhecimento, esta edição é uma adaptação EM QUADRINHO – o que por sí só já limita bastante vários aspectos em relação a história original - e a história original é um clássico infanto-juvenil do ano de 1962. Então, não cabe esta comparação e sim avaliarmos melhor os gêneros e autores que escolhemos antes de sair comprando livros bonitos.
Mas vamos lá:

O livro conta a história da família Murry, que assim como todos, tem que lidar com situações cotidianas desconfortáveis por não se “encaixem” tão bem nos moldes sociais. Porém, a cada passo a história traz a importância de sabermos lidar com as diferenças, acreditar em nós mesmos e principalmente ter fé no amor.
É uma aventura muito leve e interessante que te leva a conhecer planetas que retratam condições sociais existentes aqui também, mas de uma ótica mais dramatizada.

Considero uma leitura muito fácil, suave e com uma mensagem fofinha. .

Pontos positivos:
- Quadrinhos e só quadrinhos! Para quem gosta, ficou lindo!
- História leve, criativa e de leitura muito fácil. Ideal para leitores iniciantes.
- Ficção / fantasia que apesar de nos levar para outros planetas, abrange realidades sociais cotidianas também.
- Ensina (superficialmente) assuntos científicos.
- Personagens que são um amorzinho.

Pontos negativos:
- Alguns trechos são um pouco vagos (para uma leitura mais adulta).
- Referências demais. Um dos personagens se comunica praticamente só com referências o que as vezes fica um pouco fora de contexto.
- Nessa versão ficou pouco explorado a intensidade do final da história em comparação com o filme e resenhas da edição anterior.
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Fábbio - @omeninoquele 15/04/2018

Bem confuso
"As coisas que são vistas são temporais. As coisas que não são vistas são eternas."
⠀⠀
Em uma noite tempestuosa Meg e seu irmão mais novo Charles Wallace decidem fazer um lanche na cozinha, e pouco depois eles recebem uma visita inesperada.
⠀⠀
Uma senhora conhecida por Sra. Quequeé aparece toda misteriosa na cozinha dos Murry e ao ir embora diz que o tesserato existe sim. E o que fica é a pergunta, o que seria um tesserato?
⠀⠀
A família de Meg é de cientistas e o pai, estava trabalhando em algo no Cabo Canaveral quando misteriosamente desaparecera, e mesmo todo mundo achando que ele não voltaria mais, a sua família sabia que isso não aconteceria e esperavam por ele.
⠀⠀
Charles Wallace não conhece o pai, pois esse desapareceu quando o garoto ainda nem sabia falar, agora ele está com cinco anos.
⠀⠀
Meg passa por dificuldades na escola, com notas baixas desde que seu pai desaparecera, e enfrenta também mais dificuldades quanto à sua imagem.
⠀⠀
E a partir dessa visita inesperada, os dois jovens e mais um amigo, chamado Calvin partem numa aventura em busca do Sr. Murry. Será que nessa jornada perigosa pelo tempo e espaço, eles vão conseguir salvar o pai?
⠀⠀
Uma dobra no tempo é um clássico da fantasia e da ficção científica que tem uma mensagem muito forte de amor a família, que é bem divertido e leve por ser uma fantasia infantojuvenil, mas que não conseguiu me prender na história, eu fiquei muito confuso com o que lia, e por conta disso, não tive o aproveitamento que esperava ter tido da leitura.
⠀⠀
Recomendo para todos os amantes de ficção científica e fantasia, não gostei de Uma dobra no tempo, mas não vou desistir da série porque os personagens me encantaram muito! Como não amar a inteligência e sagacidade de Charles Wallace, e como não se identificar com as inseguranças da Meg? Assim como os gêmeos que apareceram pouco, mais que eu espero que eles tenham um papel mais importante no outro livro.
⠀⠀
Estou mais ansioso querendo ver a adaptação, vocês já leram o livro ou viram o filme?

site: https://www.instagram.com/p/BhkE3ednesN/?taken-by=omeninoquele
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chayaleluia 14/04/2018

Clássicos que conquistam!
Uma Dobra no Tempo - Madeleine L'Engle, @harpercollinsbrasil | #ResenhasChay

"Não olhamos para as coisas que você diria que são vistas, mas para as coisas não vistas. Pois as coisas vistas são temporárias. Mas as coisas não vistas são eternas."

Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar. O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente.

Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.

Um clássico da fantasia e da ficção científica, Uma Dobra no Tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo.

Escrito em 1962, infelizmente só agora tivemos esse hype todo, um livro que com certeza eu ia ter amado ler na infância. Meu maior medo ao iniciar a leitura era a questão de ser um clássico, tinha medo da escrita ser difícil, contudo a escrita da Madeleine é fluída, viciante e deliciosa o que faz o leitor percorrer as páginas perdendo a noção do tempo.

O livro tem a premissa de contar o crescimento e desenvolvimento das três crianças lutando pelo seus objetivos, quebrando barreiras e lidando com os erros e acertos da vida.

Com uma trama de sucesso o livro trás elementos fantásticos para conquistar os leitores - ciência, teorias e experimentos tudo isso de uma forma bem inteligente. Além de lições de amor, união e amizade. É um livro lindo, com citações incríveis que todos deveriam ler!
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Babi 13/04/2018

Que livro mais lindo. As ilustrações são lindas, as cores, TUDO É PERFEITO. Mas o que realmente me encantou no livro foi a história. Uma história profunda e lúdica com um significado incrível. Consegui me identificar com praticamente todos os personagens que mesmo na graphic novel foram muito bem construídos. Só me deixou com mais vonatde de ler o livro e assistir o filme.
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Bells 13/04/2018

Meg é uma menina um tanto teimosa e insegura, mas acima de tudo, tem um bom coração. Ama sua família, tendo um carinho especial por seu irmão mais novo, Charles Wallace, e pelo pai, o visionário cientista Murry, que desaparecera misteriosamente a alguns anos, deixando a menina bastante abalada.

“- Quando o seu pai voltar...
Voltar de onde? E quando? Era certo que a mãe sabia do que os outros vinham falando, que estava a par das fofocas metidas e maldosas. Claro que esse falatório magoava tanto a ela quanto a Meg. Mas ela não deixava transparecer. Nada abalava a serenidade de seu semblante.”
(Madeleine L’Engle, p. 10)

Numa noite de tempestade, Meg acorda assustada e logo vai procurar seu irmãozinho, que de uma inteligência e sensibilidade fora do comum, sempre acalma e conforta a irmã; e nesta mesma noite eles e a mãe dos dois, a brilhante cientista Murry, recebem a visita de uma estranha - exceto para Charles Wallace - que diz ser a Sra. Quequeé, e esta fala algo à Sra. Murry que a deixa ansiosa - e Meg, por sua vez, curiosa.
Passado algum tempo, Charles Wallace decide levar Meg ao local onde ele diz ser a cada da estranha senhora que os visitara, e no caminho eles encontram Calvin, um menino mais velho da escola de Meg, bastante inteligente - só que não tanto quanto Charles Wallace -, simpático e de bom coração, logo tornando-se amigo dos dois irmãos. Então os três partem juntos a tal casa que todos na vizinhança conheciam por ser mal-assombrada e por isso não recebera muitas visitas até então.
Chegando lá, Meg e Calvin conhecem outras duas figuras “peculiares”, as Sras. Quem e Qual, amigas da Sra. Quequeé, e assim as três, que já conheciam Charles Wallace, lhes oferecem ajuda a fim de que possam encontrar o pai de Meg, propondo-lhes que embarquem numa aventura rumo a lugares desconhecidos, onde deverão acreditar em si mesmos, usando sempre suas qualidades e mais ainda seus defeitos a seu favor.

Com claras referências tanto ao Cristianismo e à fé quanto à Ciência, mostrando que as duas podem coexistir e unirem-se (e não se anularem) em prol de um bem maior, Uma dobra no tempo proporciona uma verdadeira viagem ao leitor, tanto no que diz respeito à história em si, cujos aspectos de ficção científica atrelados à fantasia fazem com que a leitura seja prazerosa e instigante ao longo de suas páginas, quanto na maneira como a trama nos faz refletir sobre nossas ações e consequência dos nossos atos.
Uma leitura obrigatória àqueles que curtem os gêneros da ficção misturados a questões mais humanas.

site: http://attraverso-le-pagine.blogspot.com.br/2018/04/resenha-livro-uma-dobra-no-tempo.html
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Gessica 13/04/2018

Uma história bem envolvente
Uma dobra no tempo de Madeleine L' Engle é uma obra que me deixou bem confusa e surpresa. Fiquei totalmente espantada ao ler que é uma obra de 1962 e somente agora eu fui conhecê-la e eu nem sequer tinha ouvido falar sobre. Se trata de uma série de cinco livros, sendo que o primeiro e o segundo já foram publicados em capa dura pela HarperCollins Brasil.



Volumes da série:

Uma dobra no tempo
Um vento à porta
Um planeta em seu giro veloz
Muitas águas
Um tempo aceitável
Uma dobra no tempo é um livro curto possuindo apenas 240 páginas das quais são divididas em doze capítulos bem curtinhos e nada cansativos.



No livro acompanhamos a história de Meg, Charles Wallace e Calvin. Meg é a irmã mais velha e possui o irmão mais novo Charlles Wallace e mais dois irmãos gêmeos que são mais velhos que Charles e mais novos que ela. Meg vive um momento conturbado, pois ela não se enquadra em nada na escola e sofre bullyng pois as outras crianças dizem que ela e seu irmão mais novo Charles Wallace são retardados. Acontece que Charles não costuma se comunicar com as outras pessoas, ele tem apenas cinco anos, mas é mais inteligente que todos os seres humanos adultos e tem mais facilidade de se comunicar com Meg e sua mãe.

O pai de Meg está desaparecido há alguns anos, antes ele mandava cartas, pois como um cientista ele ficava longe, mas aí ele sumiu... desapareceu e mesmo com a sua mãe indo até a empresa eles apenas diziam que ele estava em uma missão e não poderiam dar mais detalhes pois era um missão secreta. Só que a vizinhança com as suas fofocas ficavam dizendo que o pai de Meg simplesmente fugiu com outra mulher, fofocas assim deixam Meg muito irritada e ela vive se metendo em brigas.

Certa noite durante uma chuva e ventanias fortes uma senhora bate à porta da casa de Meg, Charles Wallace a conhece e diz que é a Sra. Quequeé. Uma senhorinha envolta de muitos lençóis e cachecóis. Ali ela acaba comendo e diz algo a mãe de Meg que a deixa perturbada.

— Noites loucas são a minha glória — diz a estranha misteriosa. — Foi só uma lufada que me pegou de jeito e me tirou da rota. Descansarei um pouco e seguirei meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.

O tesserato é uma dobra no tempo, viajar pela quinta dimensão e de fato, dobrar o espaço que está ali e diminuí-lo.

Certo dia, quando Meg e Charles Wallace vão visitar a Sra. Quequeé eles encontram um garoto chamado Calvin, ele também é diferente como Meg e Charles, e assim eles acabam virando amigos. Quando a noite chega aparecem a Sra. Quequeé, a Sra. Quem e a Sra. Qual os chamando para salvar seu pai. Esses claramente não são os nomes verdadeiros delas, mas preferem ser chamadas assim. E uma aventura pelo universo começa.

Meg descobre que há uma Coisa Escura no universo, uma sombra, um mal que causa caos e destruição. Essa Coisa Escura está ao redor da Terra e por isso não vivemos em paz, e o seu Pai está preso em um planeta chamado Camazotz e eles tem que ir lá para salvá-lo. No entanto, o planeta está dominado pelo mal e somente juntos poderão vencer os obstáculos.

Em Camazotz as pessoas fazem tudo ao mesmo tempo e de forma idêntica, como se fossem robôs o que deixa os três com muito medo das pessoas. Ao avançar eles descobrem que AQUELE comanda todas as mentes e o que não é submisso sofre com dor... ou morre...

Uma dobra no tempo é um livro bem louco. Eu gostei e não gostei. Confuso, né? Mas calma que eu explico, a história tem um mistério muito interessante e envolvente, mas algumas coisas eu não conseguia entender como aconteciam. Acredito que a descrição dos fatos mesmo me deixava confusa, por exemplo, teve uma hora que a Sra. Quequeé se transforma, mas eu não consegui montar nenhuma imagem do que ela se transforma na minha mente, porque não é algo com elementos terráqueos, então, não dá para "visualizar" e isso me incomodou um pouco. Teve alguns cenas que eu tive que ler duas ou três vezes para entender porque eu não sabia direito que tinha ocorrido e mudou.

A capa está linda e as edições em capa dura estão belíssimas, sem falar na revisão impecável.

O livro é bem contraditório, não que ele seja contraditório em si, mas nós temos esse sentimento em relação ao todo, por exemplo, teve em alguns momentos que eu gosto do livro e outros não. Como eu disse, é confuso o que você irá sentir por ele no final, mas o que se sobressaiu é que eu gostei e pretendo ler a continuação Um vento à porta que já está na minha estante e será o próximo na leitura.

Uma dobra no tempo é um livro de ficção um tanto quanto diferente, tanto que no final do livro podemos saber sobre a autora e descobrimos que as editoras da época não queriam publicar o livro por ele não se encaixar em nenhuma categoria. Mas não que ser diferente seja ruim, pelo contrário, achei inusitado e até ousado.
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Karla Lima - @seguelendo 13/04/2018

Já tinha visto esse livro nas livrarias, porém nunca li nada sobre ele - sequer a sinopse. Também não tinha visto o trailer do filme, só sabia que haveria um. Não sei em que caverna estava escondida, mas quando pisquei faltava menos de uma semana para o lançamento do filme nos cinemas…
.
O que eu fiz?
.
Comprei o livro e li em um dia.

Sim! É um livro fácil de ler. Me lembrou muito a sensação de ler obras como Nárnia. Em Uma Dobra no Tempo a fantasia e a ficção científica se misturam em uma dinâmica muito singular. Em vários aspectos, o livro é infantil/infanto-juvenil, em outros, parece um pouco assustador para uma criança ler sozinha.

Nessa obra, o pai dos protagonistas é um físico que está desaparecido. As crianças sofrem com essa ausência e são arrastados para uma aventura que, ao pequeno Charles Wallace, não parece mais do que uma extensão de suas percepções aguçadas e inteligência fora do comum. É ele quem convence a irmã mais velha a embarcar nessa busca capitaneada pelas sras. Queque é, Quem e Qual.
.
É na companhia delas que o universo se abre ao redor das crianças em busca de qualquer indício do paradeiro do dr. Murry. Mas o que eles descobrem vai muito além disso, sugando o trio Meg, Charles Wallace e Calvin para o meio de uma trama que envolve a Escuridão e outros seres fantásticos.
.
Eu gostei do livro. Acho que teria gostado muito mais se tivesse lido quando criança ou adolescente. É uma história essencialmente infantil, porém capaz de agradar a diversas gerações.
.
Existem pontos em que o livro tem certa doutrinação religiosa, assim como existe em Nárnia, e isso - para mim - contou negativamente. Também é uma obra que dá a impressão de que tudo acontece e nada ao mesmo tempo dentro do clássico enredo de uma missão de resgate, porém fica a impressão de que falta algo e você simplesmente não sabe dizer o que é. Talvez, por ser um livro infantil, as coisas fiquem vagando pelo fantástico e as respostas não sejam efetivamente o objetivo. O foco parecem ser os ensinamentos. Lições aprendidas. A magia de descobrir um universo fantástico.

O livro possui uma atmosfera que foi bem retratada no filme - mesmo que tenha muitas mudanças utilizadas para fazer a história funcionar na tela. Adorei o filme, achei que captou a essência da obra e vale a pena ver.

.Recomendo o livro. Se é adulto, leia sabendo que foi um livro escrito para pessoas mais jovens e tente imaginar as coisas pelos olhos de uma criança.


site: http://instagram.com/seguelendo
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Simone 07/04/2018

Uma dobra no tempo
Um livro maravilhoso! Fantasia e magia na dose certa. Ficção da melhor qualidade. Para todas as idades! Uma heroína que ainda não descobriu o seu tamanho, mas que, ao que parece, vai descobrir nas sequências da história. Vou emprestar aos meus alunos!
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Mikaela 06/04/2018

Uma história simples, uma essência profunda
Antes de mais nada, por favor, leia este livro antes de assistir o filme. Afinal, eu não quero que você deixe de ler este clássico.

O que muita gente não entende é que Uma Dobra no Tempo tem mais de 50 anos, foi uma obra controversa na época e continua sendo agora. Afinal, é ficção científica ou fantasia? Infantojuvenil ou não? Independente das classificações, esse livro carrega uma essência muito bonita.

Depois que o Dr. Murry, pai de Meg e Charles Wallace, desaparece enquanto fazia experimentos com viagens pelo espaço, a família passa por momentos de tristeza e nada volta a ser como antes. Até que as senhoras Quequeé, Quem e Qual aparecem para as crianças e as levam numa jornada para resgatar seu pai.

Basicamente é isso. Também temos a aparição de Calvin, um colega de Meg na escola, que embarca na aventura porque tem um forte pressentimento que precisa estar ali. Eles vão tesserar, que basicamente é dobrar o tempo e espaço para encurtar a distância de deslocamento, passando por planetas fantásticos e uma ameaça que assombra o universo.

Uma Dobra no Tempo foi escrito para o público infantil, então a linguagem é muito simplificada, de fato. Em alguns momentos, os diálogos não são muito fluidos e os acontecimentos nem sempre acontecem de forma natural. Essa questão pode não ter incomodado as crianças da época, mas certamente incomoda os leitores mais jovens de hoje, que estão acostumados a não serem tratados de forma condescendente.

Ainda como ponto negativo, a protagonista, Meg Murry, é realmente irritante. Emburrada, teimosa e histérica, ela faz a gente revirar os olhos algumas vezes durante a leitura. Mas aí é que está, Meg é extremamente real. Uma menina brilhante, sofrendo a humilhação e desespero pelo desaparecimento do pai, poderia muito bem agir de forma semelhante. Não é como nós gostamos de ler, mas é assim que muitas vezes acontece. E ela amadurece lá pelo final da história.

"Não, Meg. Não torça para que seja um sonho. Eu entendi tanto quanto você, mas uma coisa que aprendi é que você não precisa entender as coisas para elas existirem."
Página 28

Charles Wallace foi um ponto positivo, com sua esperteza apesar de ser quase um bebê. Calvin, apesar de aparecer meio do nada, também comove pela sua lealdade à Meg (apesar da paixonite dele ser muito rápida). Mas o destaque mesmo vai para as Senhoras Quequeé, Quem e Qual, mais antigas que as estrelas, as poderosas do universo. Gostei que não tenha havido muitas explicações sobre quem elas são. Afinal, uma força desse porte não precisa de tantos diálogos expositivos.

O começo foi chatinho para mim, mas depois que as aparências externas cedem lugar à essência da história, comecei a gostar mais dela. Os ensinamentos são simples, mas me tocaram de uma forma que eu nem sei explicar quando comecei a compreender o motivo de Uma Dobra no Tempo ser um clássico.

-Não olhamos para as coisas que você chama de visíveis, mas para as coisas que não se vê. As coisas que são vistas são temporais. As coisas que não são vistas são eternas.
Página 188

Quando terminei de ler, senti que a história é uma homenagem à imaginação pura, sem racionalizações, de uma criança. Se você sair das amarras de um texto aparentemente bobo, vai conseguir encontrar uma essência de amor próprio, fé (não necessariamente em uma religião), humildade e lealdade.

Não é todo que mundo gosta desse livro. Por isso, eu o recomendaria para aqueles que têm paciência de esperar uma história se desenvolver antes de largar o livro. E também para quem consegue enxergar com mais inocência, passando por cima de estilo textual, dos pré-julgamentos e da bagagem literária moderna.

Porque vale a pena. Um clássico infantojuvenil não sobrevive tanto tempo sem conter uma mensagem que realmente importa. As gerações podem mudar e o estilo da escrita pode ficar estranho, mas a história ainda toca seu coração.

Além disso, a edição da Harper Collins está linda! Só essa capa dura está apaixonante! E a revisão e diagramação estão bem legais também.


site: http://www.leituranossa.com.br/2018/04/resenha-uma-dobra-no-tempo-madeleine.html#more
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Victor.Carvalho 03/04/2018

Quadrinho adatapitado do classico livronde sci-fi de mesmo nome. Vemos a história de uma garota que esta a procura de seu pai, que se encontra desaparecido. Para isso ela conta com a ajuda de seu irmão e um colega do colégio, além de três mulheres misteriosas.
O quadrinho conta uma bela capa e uma incrível arte.
Recomendo para todos que gostaram do livro e do filme.
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Cláudia - @diariodeduasleitoras 31/03/2018

Uma dobra no tempo
"Pensar que sou um bobão faz as pessoas se sentirem superiores. Porque eu deveria acabar com essa ilusão?".

Uma Dobra no Tempo é o primeiro livro de uma série clássica infantojuvenil da autora Madelinne L'Engle, que traz uma protagonista mulher e fala sobre ciência, crença, aventura, fantasia e autodescobrimento (e muito mais!). A obra foi escrita há mais de 50 anos, uma época em que a ameaça da bomba nuclear era bem real. Certamente, essa fantasia/ficção científica, fez muitas crianças, jovens e adultos, 'tesserar' daquela realidade para as páginas mágicas dessa linda história. É incrível que, meio século depois, a obra continua encantando a todos com seu enredo de aventuras por outros planetas.

A obra narra a saga dos irmãos Meg e Charles Wallace (um dos melhores personagens do livro!), com a ajuda do amigo Calvin, em busca de seu pai desaparecido. Aparentemente o Sr. Murry, perdeu-se em algum lugar do espaço. Para empreender essa jornada, o trio conta com o empurrãozinho de três estranhas criaturas (ou seres? Ou fadas?): as senhoras Quequeé, Quem e Qual. (Não dá pra definir bem o que elas são). Ainda vão descobrir e contar com a ajuda de habitantes de diversos planetas, cada qual mais peculiar que o anterior. Para além dos elementos fantásticos, o livro fala de ciência, com teorias e experimentos, de uma forma bem inteligente, e traz as boas e velhas lições de amor, união e amizade.

O livro é conclusivo e num primeiro momento pode parecer ter um enredo simples, mas nas entrelinhas percebemos a mensagem positiva que a autora passa. Ao ler, é essencial mantermos em mente que ele foi escrito em 1962, com uma boa crítica ao Totalitarismo e à sociedade, com o toque de alguém que acreditava em Deus, tudo na sua devida proporção e sem querer converter ninguém. No final do livro, tem o discurso de agradecimento da autora pela medalha Newbery e um Posfácio, que é na verdade uma mini biografia da autora e a trajetória de escrita até a publicação do livro, escrito por uma de suas netas, que nos dá uma visão de sua vida e de seu processo de escrita. Vale muito a pena conferir.
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