O Vermelho e o Negro

O Vermelho e o Negro Stendhal




Resenhas - O Vermelho e o Negro


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MANO 21/02/2012

O Vermelho e o Negro
Publicado em 1830.

Um dos mais formidáveis personagens da Literatura Mundial: Julien Sorel. Um jovem francês ambicioso, simpatizante dos ideais Napoleônicos, e que vislumbrava alcançar o Poder de duas formas: Ou tornar-se MILITAR, ou CLÉRIGO da Igreja Católica. Sua inteligência e educação refinadas, apesar de sua origmem humilde, o levaram aos melhores círculos da sociedade francesa pós-napoleônica. Sua ambição, no entanto, o levaria a umm caminho sem volta.
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Kézia 05/04/2010

Um fascinante Sorel
"Confesso que quando comecei o livro, ele realmente não me chamou nenhum pouco a atenção, mas era preciso vencer o desafio e lê-lo, mas com o decorrer da leitura, ela foi me fascinando, com a entrada de Julien Sorel, o anti herói romantico, jovem, mas com uma astucia e inteligência de anos, a frieza com que fazia tudo, cada palavra, cada ação pensada, a severidade, o ódio e ao mesmo tempo a admiração com que tratava os ricos e a frieza que possuia, tudo isso vinculado a uma beleza física fora do comum, que de alguma forma encatava as mulheres e até mesmo aos homens, torna-o um personagem fora do comum, fascinante e envolvente e intrigante, me apaixonei de cara por ele.
O mais curioso de toda a sua personalidade é que no amor não havia hipocrisia depois de ter certeza deste, amou de todo o coração a Sra de Renal, quando se viu seduzido por Mathilde, uma paixão avassaladora tomou conta de sua alma, fazendo-o esquecer por um determinado tempo as suas ambições, mas no final o amor que sempre sentiu pela Sra de Renal prevaleceu, mas suas paixões são repletas de escândalos e tragédias e mesmo assim não se pode odiar Julien, o desejo no final é que ele ame e que seja amado.
Amou a duas mulheres distintas e de diferentes personalidades, da alta sociedade e de uma compostura unica, confesso que Mathilde era minha preferida, a garota rica, que nasceu com tudo que poderia ter, mas que a sociedade em que vivia não conseguia satisfazer sua veia romântica por tragédias e aventuras, a personalidade forte e altiva me conquistou mais do que a delicadeza da Sra de Renal.
O livro trata severamente segundo os sentimentos de Julien a sociedade francesa, principalmente os parisienses, a corte hipócrita e as virtudes falsas de uma sociedade mesquinha, as tomadas inteligentes, o forte enlevo ao intelecto e a inteligência tornam-se constantes na narrativa.
A complexidade psicológica dos personagens, os detalhes em cada por menor com que são abordados os sentimentos humanos, as críticas sociais e o maravilhoso desenvolvimento narrativo fazem desse romance um clássico imperdível para o leitor que anseia por qualidade.
Com essa obra, publicada em 1830, o autor Henri Beyle, mais conhecido como Sthendal, marca o início do Realismo na literatura francesa, deixando de lado toda a tradição romântica, tornando O vermelho e o Negro uma das suas principais obras pimas."

http://ofantasticomundodaarte.blogspot.com/
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MCTS 23/03/2016

A Ambição e seus Limites
O enredo do livro desenrola-se em um contexto histórico específico: a restauração na França, isto é o período logo após a derrota de Napoleão que abarca os anos de 1814 até 1830. Trata-se de um período de ressurgimento do conservadorismo baseado na implantação de uma monarquia constitucional (rei Luis XVIII) e na retomada da influência da igreja católica.
A obra acompanha o percurso atribulado do personagem Julien Sorel. Apesar de nascido em condições sociais adversas - filho de família de origem camponesa e cujo pai é dono de uma serraria - alimenta o projeto de enriquecimento e ascensão social. Frente às escassas opções para alguém com sua origem em uma sociedade aristocrática e enrijecida, Julien opta pela carreira eclesiástica como atalho para alcançar seu fim.
O percurso de Julien ao tentar cumprir seu projeto de vida nos é descrito pelo autor em três fases. A primeira corresponde ao seu envolvimento com a família do sr. Rênal - prefeito da cidadezinha fictícia de Verrières, que o contrata para ser preceptor de seus filhos. A segunda transcorre no seminário de Besançon onde Julien ingressa a fim de preparar-se para seguir a carreira eclesiástica. A terceira transcorre em Paris para onde segue Julien a fim de trabalhar como secretário do Marquês de La Mole.
Embora inteligente e dedicado a incorporar o padrão de comportamento e etiquetas aristocráticos, Julien, em cada uma dessas três diferentes etapas, depara-se reiteradamente com o obstáculo de sua origem social ao tentar levar adiante seu projeto de ascensão. Ressentido por perceber a chance escassa de vir a ser aceito como um igual no seio da aristocracia e enredado em romances atribulados com mulheres situadas em um patamar social superior ao seu o enredo evolui para um desfecho muito diverso do pretendido pelo nosso personagem.
Stendhal, além de demonstrar a força da sociedade aristocrática em limitar o potencial e as qualidades de Julien - jovem, ambicioso e inteligente - nos oferece um retrato rico e envolvente de um período de transição histórica onde uma aristocracia ainda dominante emprega seus esforços em preservar seus privilégios e refrear a ascensão de uma burguesia emergente. Leitura mais do que recomendável!!!
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Roberto Petrúcio 13/02/2019

Um bom clássico
Li a primorosa edição da Martin Claret, com excelentes notas explicativas ao texto, papel amarelado para facilitar a leitura e capa dura. No entanto, a tradução da Ed. Penguin-Cia. das Letras também é boa. Ainda não verifiquei a famosa edição esgotada da Cosac Naify.
O livro é intrigante, mesmeriza a atenção do leitor. O protagonista é um egoísta rematado e um inveterado femeeiro. Para apreender melhor o conteúdo do livro, a meu ver, é imprescindível ter bom conhecimento da história da França da época da escrita, pois o autor faz inúmeras referências ao contexto político daquela época. São feitas duríssimas críticas ao clero católico.
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Fimbrethil Call 27/02/2012

Crônica interessante
Interessante modo de fazer uma crônica e crítica da sociedade francesa no século XIX. Vemos tudo acompanhando a trajetória de Julien Sorel, um filho de carpinteiro, mas não pobre, odiado pelo pai e e pelos irmãos, que tem a vida em duas fases bem definidas: a primeira na cidade de Verrières, na região de Franche-Comté, e a segunda em Paris. Muito interessante.
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Inlectus 17/04/2009

Bom.
Boa leitura, romance bem feito.
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Lilian 18/12/2016

Clássico necessário para um repertório literário
Um pouco cansativo, é preciso insistir. Depois a história se desenrola. Gosto dos detalhes de época e das relações entre os personagens. Ele viveu superficialmente na aristocracia e continuou pobre - este detalhe é bem contemporâneo...
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Samarithan 12/03/2019

Um retrato da degradação moral da sociedade
Escrito por Henri Marie Beyle (mais conhecido como Stendhal), O Vermelho e o Negro é considerado o primeiro romance realista francês - sendo o realismo a escola literária do qual Balzac, conterrâneo de Stendhal, se tornaria grande mestre. É possível traçar alguns paralelos entre os escritores, principalmente por ambos apresentarem um retrato da sociedade francesa de meados do século XIX, cada um a sua maneira.

A história se passa na França em 1830, onde o país vivia a restauração da monarquia e passava por um período conturbado, de muita instabilidade política e ideológica. O protagonista é Julien Sorel, um jovem camponês que possui a ambição de deixar para trás sua origem humilde e ascender na sociedade francesa. Mantendo uma relação conturbada com o pai e os irmãos, ele é indicado por um padre local a trabalhar na casa do prefeito da cidade como preceptor dos seus filhos, onde acaba se envolvendo com a Sra. de Renal, esposa do prefeito. Este romance será posto a prova várias vezes, tanto por Julien (que devido a seu orgulho e por carregar um sentimento de inferioridade por conta de sua origem, encara esta relação muitas vezes como uma conquista particular) tanto pela Sra. de Renal, por questões religiosas e pelo medo de cair em desgraça perante a sociedade caso descubram sua relação adúltera.

Na medida que a história avança, Julien recebe uma proposta para trabalhar em Paris na casa de um Marquês, realizando uma de suas grandes ambições, que era morar em uma grande cidade.

No desenrolar dos acontecimentos do livro, Stendhal pinta um retrato psicológico da hipocrisia e mesquinharia da sociedade, marcada principalmente pela dissimulação e a busca por status social, tudo é conquistado à custa de intrigas e favores sórdidos.

O ponto alto do romance acontece na reta final, com um evento daqueles de cair o queixo (sem spoilers é claro), mas o livro mantém um bom ritmo e só reforça o porquê de Stendhal, mesmo na obscuridade, ser considerado um dos grandes escritores de seu tempo!

"Eu amei a verdade...Onde está ela?...Por toda a parte hipocrisia, ou pelo menos charlatanismo, mesmo entre os mais virtuosos, mesmo entre os maiores." (Julien Sorel).
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Rafael 13/04/2019

Um pouco enfadonho, mas um clássico
Temo não ter tido maturidade suficiente para absorver tudo o que essa obra pode propiciar ao seu leitor, dados os elogios que lhe são dedicados pelos mais distintos e renomados escritores de todos os tempos. Acredito, também, que uma prévia é profunda contextualização histórica é fundamental para aqueles que se pretendem aventurar nessa leitura, sob pena de, como eu, se ver, por vezes, perdido, sem compreender todas as nuances que envolvem os conflitos sociais destacados na obra. No mais, embora tenha achado a narrativa um tanto quanto arrastada da metade do livro para frente, considero-o uma boa obra. A estória do protagonista é instigante e, fatalmente, você irá se apaixonar por ele. Malgrado algumas resenhas o tratem como um ser ambicioso demais e, por conta disso, desprezível, eu não o vi assim. Para mim ele é só um rapaz inteligente e bonito que conseguiu alcançar certas posições, ainda subalternas, numa sociedade que, como a nossa, tem a hipocrisia como alicerce. Sem dúvida é um retrato, não só da sociedade francesa da época, como de nossas relações sociais hodiernas. Bem escrito, acredito que vale a leitura. Quem sabe um dia, relendo-o, não o torno leitura indispensável?
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Joy 11/10/2016

Um romance incrível, com um protagonista cativante e cheio de sutilezas humanas. Se for destacar algo que não curti, foi a construção das duas personagens femininas principais, malucas demais pro meu gosto, mas isso não desabona a obra em nada, apenas traz um toque de absurdo a tudo.
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Mauricélia 12/08/2016

O vermelho e o negro
Narra a vida de Julien Sorel, jovem que quer a qualquer custo conseguir ser da aristocracia. Jovem pobre, não mede esforços para ser um emergente.
O narrador é onisciente e dessa forma também descreve a França e a sociedade da época, em seus costumes e preconceitos.
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Pereira 27/06/2012

Ambição
Julien Sorel é filho de camponês e quer uma vida diferente da que seu pai teve. Normal. Todo mundo sempre procura evoluir e a referência de incremento acaba sendo sua família. Agora, como evoluir é outra questão. Neste romance, o autor tenta descrever o modo de vida e os aspectos psicológicos da frança do século XVIII. Na tentativa de melhorar de classe social o protagonista envereda pelo caminho do clero e do militarismo, sempre envolvendo o romance com mulheres comprometidas como ponto de partida. Este livro tem um final surpreendente! No início da leitura, achei um pouco monótono, mas do meio pro final a leitura ficou bastante interessante. Quem tem uma boa noção da história francesa, principalmente o período que compreende a Revolução e a Restauração vai ter um aproveitamento melhor da leitura.
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Érika 03/10/2016

O Vermelho e o Negro
Por não ser muito o meu estilo de leitura e por estar há muito tempo sem ler, confesso que de início foi um livro que pouco me cativou. Talvez, aos poucos, eu tenha me adaptado ao estilo de leitura, ou o livro tenha se tornado mais interessante.
Eis que considero um bom livro para o meu retorno ao universo literário. Com um final que foge ao esperado (nos dias de hoje) e um enredo onde o protagonista nem sempre é o "mocinho", é uma história que mostra a importância do status e o efeito dos escândalos na alta sociedade.
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