Salem

Salem Stephen King
Stephen King




Resenhas - Salem


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Fabio Ferreira 21/10/2014

Pegue seu band aid
Não sou fã de livros de vampiro, mas sou fã de Stephen King.
O livro consegue te prender com correntes, fita silver tape e super bonder. Você não deixa de ler por um segundo.
Sou um leitor devagar, mas este eu não consegui demorar tanto. Finalizei-o em poucos dias.

Stephen King...é King, como o próprio sobrenome diz.
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Psychobooks 17/09/2013

'Salem foi lançado originalmente em 1975 e é o segundo livro publicado da carreira de Stephen King. O filme 'Salem'Lot de 1979' foi baseado nesse livro. Aqui no Brasil ele foi relançado com nova tradução, capa e título esse ano pela Suma de Letras.

- Enredo

A história se passa em uma pequena cidade (fictícia) Jerusalem's Lot no Maine. Ben Mars passou parte da infância nessa cidade e agora, na idade adulta, resolveu voltar para enfrentar seus medos e escrever seu mais novo livro, sua intenção era alugar a Casa Marsten - ambiente dos seus piores pesadelos -, mas descobre que outro forasteiro, o Senhor Barlow comprou a propriedade que decidiu abrir uma loja de antiguidade na cidade junto com seu sócio misterioso. Na mesma época, também chegam a cidade o casal Petrie com seu filho Mark, uma criança muito perspicaz e fã de histórias de terror.
A Casa Marsten tem sua própria história de horror, os detalhes da desgraça que aconteceu ali são guardados à sete chaves pelos moradores da cidade. Mas assim que ela é novamente habitada, Jerusalem's Lot, ou 'Salem, vai começar a sentir novos indícios de que o mal pode estar de volta.

Depois de um passeio pelo bosque, uma criança fica desaparecida e seu irmão não se lembra o que aconteceu, dias depois ele morre misteriosamente de anemia, outras pessoas da cidade começam a ficar doentes e outros simplesmente desaparecem de forma inexplicável.
Ben, Mark, o professor Matt e o Padre Callahan irão usar todas as suas forças para tentar salvar 'Salem do domínio do mal.

- Narrativa

A narrativa do Stephen King é muito envolvente, ele é bem descritivo, gosta de situar seus leitores, até o motivo da cidade se chamar Jerusalem's Lot nos é contada. Ele é o tipo de autor que gosta de contar a história de cada personagem, mesmo que ele vá morrer algumas páginas adiante. King não diz simplesmente que um cachorro foi encontrado morto no portão do cemitério, ele nos envolve emocionalmente com o bichinho, conta sobre o dono do cachorro, descreve fisicamente para em seguida matá-lo de forma cruel (isso NÃO é spoiler) e deixar o leitor mais emocionado, aliás, até as cores do animal terá importância mais adiante.

- Personagens

'Salem tem uma quantidade de personagens bem impressionante, o autor envolve TODOS os habitantes da cidade, é claro que o foco estão voltados para o escritor Ben, o garoto Mark, a bela Susan, o professor Matt, o padre Callahan e os misteriosos Senhor Barlow e seu sócio. No começo da leitura, tive que anotar em 'post-it' os principais fatos dos personagens para eu não me perder, mas com o desenvolvimento do enredo, tudo ficou mais tranquilo.

Sabe aquela velha história: 'Não se apegue demais aos personagens" ? Então, essa frase se aplica perfeitamente à esse livro, quando necessário o Sr. King não pensa duas vezes em matar seus personagens, independente do nível de importância deles dentro do livro.

- A tal criatura e o mal

As edições anteriores desse livro no Brasil, foram publicadas como (SPOILER) 'A Hora do Vampiro' (FIM DO SPOILER), sim você leu direito, o título anterior era um spoiler e isso é muito triste, pois esse fato é revelado quase na metade do livro, acho que seria bem muito melhor se eu não soubesse disso antes de começar a leitura e fizesse essa descoberta com os personagens. O título da nova publicação é muito melhor, no entanto na capa ainda está escrito 'Publicado anteriormente como ...'

Vamos ao que interessa: eu adorei a mitologia usada pelo King, essa criatura é sombria, verdadeiramente maligna, sedutora de uma forma hipnótica e ninguém vai se apaixonar instantaneamente por ela.
A forma como o autor criou o mito em torno da Casa Marsten é fantástico, a casa é um organismo vivo que povoa os pesadelos de vários habitantes da cidade e é tratado como um dos personagens principais da trama. E eu AMO quando uma casa misteriosa e sombria faz parte do enredo.

- Concluindo

Escrevi muito mais do que pretendia, mas é impossível me segurar quando se trata de um livro de Stephen King. 'Salem não é meu livro preferido, mas foi uma leitura MUITO boa. Gosto da forma como o autor trata seu leitor, ele sabe que somos perspicazes e não entrega seus mistérios de forma fácil.

Não dei cinco estrelas pois a quantidade de personagens me deixou um pouco confusa no começo e o final deixou um pouco a desejar, mas é um final típico de King.

Leitura recomendada para quem gosta de criaturas malignas, casa mal assombrada, mortes violentas, quer uma leitura de qualidade e um pouco de terror que é construído aos poucos e se apresenta nos capítulos finais.

- Observações

O livro Sombras da Noite contém dois contos relacionados à 'Salem.
Fui informada que a série Torre Negra também tem alguma coisa relacionada à 'Salem, mas como ainda não li a série, não posso dizer para vocês o que é, e por favor, não me contem rsrsrsrs.

Nessa nova edição tem uma sequência de acontecimentos onde a tradutora/revisores fizeram confusão com os horários e misturaram o formato 12h/24h, é preciso prestar atenção para não se perder no período dia/noite. Eu já passei essa informação para a editora e espero que eles corrijam no próxima edição.

Chegou ao alto e se virou em silêncio para o corredor. A porta do quarto de hóspedes estava aberta. Ele a deixara fechada. Do andar de baixo, vinha o som constante da voz de Susan.
Andando com cautela para não fazer barulho, ele foi até a porta e parou diante dela. A base de todos os medos humanos, pensou ele. Uma porta entreaberta.
Página 231


site: www.psychobooks.com.br
geo 15/09/2017minha estante
O padre Callahan tem importante participação em Lobos de Calla, quinto volume de A Torre Negra, Não estou passando spoiler. É sabido logo no início.




Raffafust 14/06/2013

Talvez esse seja o livro de King que mais terei dificuldades de resenhar. Anos atrás o comprei com o nome antigo " A hora do vampiro". Mesmo sabendo da forma única do autor de escrever, não me senti tão envolvida pela história, pela quantidade de histórias paralelas sobre inúmeros personagens de uma cidade : ´Salem ou Jerusalem´s Lot que foi atacada por um mal de diversas formas.
Passado um tempo, e relendo o livro ( agora com o nome de ´Salem) acho que me empolguei mais com a história do escritor Ben Mears, que começa viajando com um menino meio estranho e os dois tem um segredo em comum, ou melhor, um trauma do viveram na cidade do Maine que estranhamente virou fantasma depois desses acontecimentos.
Ben como protagonista é o melhor mesmo da história pois seu jeito envolvente de escritor que sempre tem algo mais a dizer mas deixa nas entrelinhas envolve do início ao fim, até o romance com Sarah completa com louvor o suspense que sempre esperamos do mestre porque como tudo em suas histórias sempre tem um algo que ainda não foi decifrado mas lá pra frente , será!
O escritor que havia jurado a si mesmo nunca mais voltar aquela cidade que lhe tira o sono até hoje , volta anos depois e chega na cidade juntamente com o misterioso Sr. Barlow e o tal menino do início da história.
Tem que se prestar atenção, porque os personagens vem e vão e de um capítulo pra outro quem estava vivo aparece morto.
Destaco o casal que tem um bebê e o maltrata e a criança tem um final infeliz, a história deles me deu um certo incômodo por se tratar de uma criança mas já era de se esperar que o mestre do terror não poupa ninguém mesmo.
Com mortes estranhas, acontecimentos que ninguém consegue esclarecer e Ben sabendo que o mal nunca saiu de verdade daquele local, a história é sim mais um clássico do mestre.
No entanto, não consigo ver essa como minha favorita, ainda prefiro muitas outras e apesar do final sensacional, o meu fantasma do passado de não ter amado esse livro na primeira leitura não me deixa dar 5 estrelas, mesmo achando que após minha releitura, ele até mereça!
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Blog MDL 20/10/2015

Nossa história começa, em seu prólogo, com um homem e um menino que viajaram por algumas partes dos Estados Unidos, sempre interessados em notícias da pequena cidade de Jerusalem’s Lot, que tornou-se conhecida por virar uma cidade fantasma da noite para o dia. Com o passar do tempo, e perturbado com pesadelos e temores, eles resolvem retornar a esse lugar. A partir daí, temos um flashback, contando a temível experiência de ambos nessa pacata cidade.

O homem, Ben Mears, é um escritor de razoável fama que havia morado há anos atrás nessa bucólica cidade do interior. Ele sempre guardou consigo um medo nessa cidade. Um pavor experimentado por ele em sua infância a respeito da temerosa Mansão Marsten, onde o último descendente dessa família foi encontrado morto, enforcando-se em seu próprio quarto.

Ben esperava com essa visita exorcizar esse antigo demônio de sua memória, adquirindo assim forças para superar o luto oriundo da recente tragédia da morte de sua esposa, em um acidente de carro. Seu objetivo inicial era alugar a casa de seus pesadelos e de lá escrever seu novo livro, tirando de si toda a dor e medo que essas experiências trouxeram para si.

Ao chegar na cidade e conhecer a bela Susan Norton, ele descobre que a casa foi comprada por um estrangeiro misterioso, que está para abrir uma loja de antiguidades na cidade. A partir de então a cidade passa por mudanças drásticas em sua rotina.

Começado o sumiço e assassinato de uma criança local, os cidadãos aos poucos ficam doentes e fracos, passando a adquirir hábitos noturnos e estranhos, até chegar a um ponto em que era visível e inegável a realidade: Seus cidadãos tornaram-se lendárias criaturas da noite! Cabe agora a Ben, o jovem Mark Petrie e mais alguns aliados a missão de erradicar com tal horror.

Vamos começar nossa conversar abordando sobre a inteligente ideia da brilhante pessoa que nos trouxe este livro ao Brasil e que resolveu dar o título de “A Hora do Vampiro” a essa obra. Sutileza mandou lembranças, meu caro! Por sorte a Suma de Letras teve o bom senso de voltar ao título original, que foi como eu conheci essa história. Mas alguém além de mim, que não sabia absolutamente nada do enredo da história, ficou surpreso pela história se tratar de vampiros? Pelo nome, a primeira ideia que me veio à mente foi bruxas. Aplausos para o Rei do Sorvete! (Piada interna do livro)

Como comentei no começo da resenha, essa história surgiu da ideia do King de como seria se o Drácula acabasse indo para uma cidade no interior dos Estados Unidos, durante os anos 70, apesar de que, de acordo com o próprio King, o livro ter um grande apelo político, devido a época de conflitos como o Escândalo de Watergate entre outros. E, também de acordo com o autor, o livro que mais influenciou essa obra foi Os Invasores de Corpos, de Jack Finney, mais do que o Drácula, do Bram Stoker, em si.

Bom, eu não tive a oportunidade de ler o romance de Jack Finney, mas posso atestar que os elementos principais do vampiro mais conhecido da cultura ocidental estão totalmente intrínsecos nesse livro.

Stephen King é um mestre no quesito ambientação. Ele passa páginas e páginas montando um cenário e dando vida a seus personagens, fazendo com que nós conheçamos e nos importemos com ele, só depois destes elementos estarem bem trabalhados ele nos traz o peso do terror e suspense.

Os vampiros que temos descritos no livro detém muito das crendices mais antigas: Fraqueza se expostos ao sol ou a símbolos como crucifixo, necessidade de um caixão e certo poder hipnótico sobre suas vítimas. Eles não perdem suas personalidades de quando vivos, apenas adquirem a inegável fome por sangue e se tornam mais frios em relação aos vivos, vendo-os como presas.

A temática abordada pelo King também é excelente. Ele faz uma pequena crítica a cidades pequenas, ao ser humano e também à religiosidade, que por vezes nos afastam do verdadeiro sentindo da religião. Em uma das minhas passagens favoritas o próprio vampiro-mestre dá uma lição de religiosidade tão incrível que eu quase aplaudi de pé!

Mas se há um elemento que amo nos livros do King, fora a ambientação, é sua habilidade de criar personagens. Não lidamos aqui com pessoas artificiais, perfeitas ou com protótipos feitos para contracenar o papel no romance. Lidamos com gente. Pessoas que poderiam ser eu, ou mesmo você que está lendo essa resenha. Elas são falhas, tem sonhos, frustrações e são tão bem descritas que não tem como criar um vínculo. E nesse livro não é diferente.

E não se enganem, apesar desses personagens humanos, ambientação perfeita e trama envolvente, o terror vai estar lá sim!

São várias as cenas em que eu tremi dos pés à cabeça e tive que olhar por sobre o ombro. Barlow e seu escravo dão um peso no clima de terror que chega a exalar pavor e diversas passagens trazem aquele medo que muitos já perderam de vampiros, por conta de determinadas obras mais atuais. Todo aquele climão gótico do livro do Bram Stoker está lá, deixando sua nuca arrepiada e sua testa gotejando de suor!

‘Salem é uma experiência. Ele é um resgate do medo de uma criatura sobrenatural que acabou tornando-se quase cômica, devido ao mau uso. Para aqueles que procuram por uma boa história de vampiros e andam se decepcionando, Stephen King nos brinda com o mais clássico dos terrores de uma geração que não ousava sair de casa sem seu crucifixo e sua água benta.

site: http://www.mundodoslivros.com/2015/10/resenha-salem-por-stephen-king.html
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Vanessa 25/02/2015

Adoro o gênero! Stephen King é uma mente criativa. A narrativa é envolvente, cria um clima de medo e os personagens são bem descritos. O livro prende do começo ao fim.
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Natália 28/08/2016

Minha primeira vez com Stephen King!
ESTRELAS:4/5

É o primeiro livro do King, que eu leio. E comecei essa leitura um pouco pé atrás. Afinal, eu sempre escutava que o autor tinha por hábito estragar os finais de suas histórias.
Contudo, Salem (ou A Hora do Vampiro, como era antigamente chamada a história ) tem um final muito bom e condizente. Toda a história é muito bem desenvolvida e explicada.
Os artefatos de fé muto bem utilizados, a fé verdadeira, como poderosa arma de defesa, foi muitíssimo bem colocada. E claro, o grande Vampiro e seus asseclas, foram retratados com maestria e crueldade. Indico a leitura!
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Sarah 03/02/2017

Resenha no blog Sincerando.com, escrita por Sarah Sindorf
Ben Mears é um escritor que volta a cidade onde passou 4 anos de sua infância e momentos de puro terror. Inspirado por um imóvel local, ele procura escrever seu novo livro e quem sabe entrar na lista de best-sellers. Hospedado em uma pensão local, ele faz novas amizades na cidade e espera enfrentar um antigo medo da infância.

Além dele, a cidade recebe também outros forasteiros: dois homens que compram a casa mais sinistra de 'Salem (coincidentemente, a mesma em que Ben está interessado), que estava abandonada há anos, e montam uma loja que não se encaixa muito no perfil local. Além disso, ninguém viu ainda um dos dois, o sr. Barlow, um misterioso negociante.

Começando pelo desaparecimento de uma criança, várias coisas estranhas acontecem em Jerusalem's Lot. Quando outras pessoas também desaparecem misteriosamente, Ben percebe que algo muito grave está acontecendo na pequena cidade, e que talvez ele e seus amigos não sejam o suficiente para derrotar o mal que cerca 'Salem.

"Antes de mergulhar no sono, ele refletiu - não pela primeira vez - sobre como os adultos eram curiosos. Tomavam álcool, laxantes ou soníferos para espantar os medos e conseguir dormir, mas eram medos mansos e domésticos: trabalho, dinheiro, o que a professora vai pensar se eu não vestir Jennie melhor, será que minha mulher ainda me ama, quem são meus verdadeiros amigos. Eram suaves comparados aos medos que toda criança enfrenta a cada noite na escuridão do quarto, sem esperar que ninguém a entenda a não ser outra criança. Não existe terapia em grupo, nem psiquiatra, nem assistente social para a criança que tem de lidar com a coisa debaixo da cama ou dentro do porão todas as noites, a coisa que a ameaça e provoca além do limite da visão. A mesma batalha é travada noite após noite, e a única cura é a eventual ossificação da imaginação, que também se chama idade adulta."

Peguei esse livro sem grandes expectativas, estou tentando retomar o ritmo de leitura que caiu bastante nos últimos anos. Como todo livro do Stephen King que li até agora, este capturou a minha atenção. Apesar do tema não ser um dos meus preferidos, 'Salem entrou para a lista de favoritos.

Gostei muito da construção dos personagens nesse livro e me apeguei muito a Mark Petrie, o menino que se mudara a pouco tempo para a cidade e adora monstros e filmes de terror. Se tenho alguma crítica, é a de que queria ter visto mais dos vilões. Toda a ambientação da história e aumento de tensão até o clímax também foram muito bem pensados, o que tornou esse livro realmente assustador.

"As pessoas comuns não duvidam tanto do sobrenatural quanto os escritores dão a entender. Muitos autores que tratam desse tema são mais céticos em relação a espíritos e demônios do que o cidadão comum. Lovecraft era ateu. Edgar Allan Poe era um transcendentalista de meia-tigela. E Hawthorne era religioso só por fora."

Eu gostaria de rever esses personagens em outra história ou até mesmo em algum tipo de continuação, e saber o que aconteceu a partir do final deste livro. A única coisa que realmente me incomodou na edição brasileira foi a tradução anterior do título, mas gostei muito dessa nova edição reformulada. Recomendo muita a leitura de 'Salem, principalmente para quem é fã do gênero ou do autor.

site: http://www.sincerando.com/2017/01/salem.html
Diego Sette 06/02/2017minha estante
Continue lendo livros do King que logo logo você vai reencontrar personagens de Salem's Lot.


Sarah 06/02/2017minha estante
Não pretendo parar de lê-lo XD




Edson Camara 19/02/2017

se abrir sua mente e se entregar a condução do mestre King, vai ter horas de puro devaneio em um mundo cheio de maldades onde o bem pode ganhar.
Stephen King é um mestre do horror, mas o horror do mestre não é gratuito nem de baixo nível, nem excessivamente violento. As vezes previsível, sim. Mas mesmo imaginando o que virá na virada da página, sempre somos surpreendidos pela imaginação fértil de King. 'Salem, que já havia sido publicado no Brasil anteriormente com o prosaico nome de "A hora do vampiro" mostra um King iniciante Em seu segundo romance, mas já com sua marca registrada latente.
O enredo vai sendo construído lentamente mostrando a vida normal e sem sal de inúmeros personagens na pequeníssima cidade de Jerusalem's Lot, conhecida como 'Salem. A medida que avançamos no livro, e mesmo sabendo do que se trata, a atmosfera, a sensação de que algo vai acontecer nos toma e não nos larga mais. A primeira menção ao vampirismos acontece já bem longe no enredo, e menciona-la aqui não atrapalha em nada as surpresas e reviravoltas do livro, porque mesmo sabendo do que se trata desde o inicio, mesmo desconfiando de onde vai partir a maldade, quando esta vem te pega de jeito.
O final do livro, como também é característica do Stephen King, é um pouco previsível e um tanto lerdo considerando-se os últimos capítulos, mas quando a última página chega, o mestre nos deixa com mais um enredo pronto na cabeça onde nossa imaginação agora deve tomar conta e concluir a história, é um "brindezinho" extra. Este é um livro para ler com o coração aberto, se você é muito purista no assunto vampirismo talvez não goste, mas se abrir sua mente e se entregar a condução do mestre King, vai ter horas de puro devaneio em um mundo cheio de maldades onde o bem pode ganhar.
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Chiara 15/11/2016

Não está entre as melhores obras do King!
Sei que o livro é reverenciado por muitos fãs, mas não acho que chegue aos pés de "O iluminado" e "A Coisa", meus dois preferidos. Embora esta obra seja do início da carreira de King, sabemos que a predecessora, "Carrie, a estranha", e a sucessora, "O iluminado" são fantásticas justamente por sua originalidade.
Claro que a genialidade do Stephen King está presente, principalmente sua capacidade de construir personagens. É incrivel como ele consegue descrevê-los em poucas linhas e ao mesmo tempo apresentar suas personalidades e vicissitudes de modo tão claro que passamos a compreender as atitudes, decisões e falas - por mais idiotas que possam ser - ao longo do livro.
Só achei batida a trama do meio para o final do livro. O início é bem interessante, com todo o mistério em torno da Casa Marsten e a "dissecação" da cidade, mas depois é a história de vampiro que já vimos por aí. O interessante fica pelo fato de ser aquela velha história contada por quem sabe contar histórias.

SPOILER ALERT!!!!
Uma pergunta me ficou no livro... na verdade acho que é um erro de Stephen King (ou eu que não prestei atenção em alguma parte do livro): Como, diabos, Barrow entrou na casa de Mark sem ter sido convidado para entrar????
Se alguém souber a página em que ele foi convidado, por favor, compartilhe! :)
Greed 28/04/2017minha estante
spoiler
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Boa tarde. Vi sua resenha de Salem do Stephen King e sobre a sua pergunta, acredito que: (i) Ou o escritor errou mesmo; (ii) ou o fato de Mark tem convidado Danny para entrar no seu quarto permitiu que Barlow também entrasse; (iii) ou por Barlow ser um vampiro tipo zero - que são explicados na série a Torre Negra - talvez ele seja imune a esse tipo de restrição.

Parabéns pela observação, eu não havia percebido.




Lívia Stocco 02/02/2015

Vampiros de verdade
Nasci em 1985, muitos anos depois, portanto, de Stephen King começar a fazer sucesso. Conheci sua obra primeiramente através dos filmes, e mesmo sabendo que o autor era considerado um mestre do terror e tendo tanto gosto pela leitura, só mais tarde seus livros começaram a chegar às minhas mãos. ‘Salem, originalmente chamado “A Hora do Vampiro”, esteve em minha companhia recentemente, e posso dizer que se você gosta de sentir calafrios, este é o livro certo.
Tecendo uma trama intrincada entre os moradores da cidadezinha Jerusalem’s Lot, King nos leva a conhecer o caráter não apenas dos personagens principais, mas de uma quantidade absurda de personalidades que vão sendo acrescentadas com naturalidade à história, dando ao leitor a mesma sensação que tem o protagonista: um forasteiro que, apesar de ter passado alguns anos da infância na cidade, pouco conhece das pessoas, e vai assimilando-as aos poucos.
A história se desenvolve em torno de Bem Mears, um escritor que retorna à cidade em que passou a infância para conseguir inspiração para escrever um livro — esta é a versão que ele dá para todos, mas, à medida que avançamos nas páginas, descobrimos que há mais no passado de Ben que o motivaram a voltar à cidadezinha. E, enquanto trabalha a visão do protagonista dos acontecimentos estranhos que rondam a cidade, King nos apresenta Mark Petrie, um garoto magricela e meio nerd, que acaba sendo o primeiro a entender o que está acontecendo; o Padre Callahan, cuja fé está enferrujada, e que deseja ardentemente colocá-la à prova; Susan Norton, a garota que deseja sair do interior e ir para a cidade, entre vários outros, inclusive o misterioso e também forasteiro Senhor Barlow, que ninguém nunca vê e que chegou à cidade com a intenção de abrir uma loja de antiguidades, e que comprou a horripilante Mansão Marsten no alto de uma colina, cenário de vários acontecimentos trágicos no passado e onde ninguém quer por os pés.
Pra quem está acostumado com vampiros que brilham e só bebem sangue sintetizado em laboratório ou de bolsas roubadas de bancos de sangue um aviso: os vampiros de King têm a essência das histórias de terror originais. O pavor provocado pela simples presença deles é tão real, tão visceral, que o leitor que se arriscar a ler ‘Salem sozinho na calada da noite pode ter problemas com os pequenos ruídos que a madeira produz. King não apenas descreve com minúcias a sensação de pânico absoluto como o faz mergulhar nela, transformando o simples ato de olhar pela fresta de uma porta entreaberta num gigante ato de bravura. Com primazia, as histórias individuais de cada personagem que, inicialmente, poderiam parecer dispersas, convergem para um único ponto, um clímax terrível e impressionante, capaz de fazer a geração que só conhece vampiros “bonzinhos” entender o temor causado pelas lendas medievais envolvendo essas criaturas. O leitor se sente parte da história, parte do mistério, e se vê torcendo para que amanheça de uma vez e as sombras voltem para seus esconderijos.
Sem dúvida, um dos melhores livros que já tive nas mãos, recomendado não apenas para quem gosta do gênero, mas para quem gosta de escrever e perceber os recursos narrativos usados pelo autor para amarrar uma história tão complexa como esta. Não é de se admirar que tantos filmes e jogos de terror (meu favorito Silent Hill, por exemplo), tenham tanta inspiração nas obras de King.
Ah, só uma nota: assim que tive o livro nas mãos não entendi porque a nova versão apresentar o título “ ‘Salem”, ao invés do original “A hora do Vampiro”. Achei que o novo título ficou vago, Salem remete à Idade Média e a bruxas, não a uma cidadezinha perdida e quase contemporânea. Mas estou com “Sombras da Noite” em mãos, e King visita novamente Jerusalem’s Lot, e descobrimos que há mais nas sombras de ‘Salem do que apenas as trevas dos vampiros. Enfim, não sei o por que da mudança do título, mas agora, quando vejo algo com Jerusalém ou Salem no nome, é Stephen King que me vem à cabeça.


site: pargaia.blogspot.com.br; www.bhardo.net
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Portal Caneca 01/08/2014

A Hora do Vampiro foi o segundo livro que Stephen King escreveu. Se você não conhece Stephen King Fique sabendo: ele escreveu fantásticos livros de terror que já viraram filme e até mesmo remakes. Você deve conhecê-lo por ótimos títulos como O Iluminado, Carrie, A Estranha (que inclusive já tem uns três remakes) e Christine, aquele carro assassino. Todos eles, livros muito bons que merecem ser lidos. Mas A Hora do Vampiro, oh sim, esse é fantástico!

Ao contrário desses outros títulos citados, esse não virou filme, talvez por sua história complexa. A história é sobre uma cidade pequena, Jerusaléms Lot, apelidada carinhosamente pelos moradores como Salems Lot. Durante a narrativa, você descobre sobre a vida e casos de cada morador, e cada coisa vai se juntando a medida que o enredo se desenvolve, como em um bom mistério. E apesar do sobrenatural citado dessa vez ser vampiros, King vai muito mais adiante.

O protagonista é Ben Mears, um escritor que retorna à Salems Lot para encarar seus medos de quando era criança. Ele decide escrever um livro sobre a mansão Marsten, que continuava o assombrando por causa de uma antiga experiência sua. Ben descobre que a casa foi comprada por dois senhores, o Straker e Barlow, e o suspense começa quando desaparecimentos e mortes estranhas surgem. Isso tudo numa cidade pequena daquela, em que a taxa de mortalidade naturalmente era mínima. Muito estranho isso acontecer depois da casa Marsten ser comprada, já que ela possuía um histórico de assassinatos e suicídios

Com personagens tão sensacionais, a sobrenaturalidade perde um pouco de foco. Com os acontecimentos e a suspeita de existirem vampiros em Salems Lot, um grupo de pessoas se juntam para ir contra esses assassinos. Susan Norton é uma das que se torna um dos personagens principais, uma mulher que vai atrás das coisas que quer, o padre Callahan e sua insegurança com a fé, o corajoso Jimmy Cody, e o inesquecível garotinho chamado Mark Petrie, fãs de monstros e o garotinho mais adorável e interessante dos livros de King (e um dos meus personagens preferidos ever).

A Hora do Vampiro, escrita em 1975, retrata vampiros inspirados nas características de Drácula, de Bram Stoker. Sanguinários, psicopatas, o puro mal. Com muito suspense e adrenalina, esse livro pode chegar a ser assustador para alguns.

site: http://portalcaneca.com.br/
Pedro 04/03/2016minha estante
Esse livro já possui duas adaptações ambas feitas pra a TV, uma 1979 e outra mais recente de 2004.
;)




Aletheia (@almaletrada) 03/11/2017

O ano é 1975, o escritor é Stephen King e o livro é Salem, segunda obra do autor escrita antes dos 30 anos. Considero um trabalho ambicioso para um autor tão jovem mas, King já mostra, com maestria, o grande nome da literatura que se tornará. A escrita do autor é bem detalhada e, até quase metade do livro, você não sabe qual o tipo de monstro que vai surgir (se a editora não tivesse estragado a surpresa e dado um super SPOILER na capa do livro né!?!?!? ??)
O enredo se passa em Jerusalem's Lot, cidade fictícia criada pelo autor que terá como principal referência a casa Marsten, onde ocorreram eventos sangrentos no passado que assustam a todos no lugar. Ben Mears, um escritor que morou em Salem quando criança, retorna à cidade para escrever seu novo livro e lidar com alguns traumas do passado ligados à mansão. Lá conhece Susan Norton e começam uma amizade que se transformará em algo mais sério. Nessa mesma época, dois estranhos moradores, Barlow e Straker se mudam para a mansão Marsten, causando choque e deixando a população intrigada. Começam a acontecer sumiços, mortes, desaparecimento de corpos e uma estranha doença que se alastra na cidade, gerando desconfiança e curiosidade. Um time de investigadores inusitado surge no lugar. Formado por uma criança, um escritor, um médico, um professor e um padre, esse grupo tentará entender e combater esse mal que está se proliferando na cidade. Famílias se despedaçam, amores acabam e, aos sobreviventes resta a fuga, mas não será tão fácil. Personagens bem construídos, narrativa detalhada e a tensão do jeito King de escrever nos transporta para dentro da obra, onde nos sentimos mais participantes do que telespectadores. Todas as sensações descritas são sentidas com muita verossimilhança. O resgate do vampiro clássico, sem enfeites e sem frescura é o ponto alto de toda a trama. Recomendo essa leitura, vale cada página e para quem gosta do gênero é uma leitura obrigatória.
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spoiler visualizar
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Leitor Sagaz 09/02/2016

Vampiros como devem ser...
Resenha publicada no blog Leitor Sagaz

Em Salem o mestre King nos faz caminhar de mãos dadas com o medo, aquela sombra em nosso subconsciente que nos causa pavor, mesmo sem sabermos a origem ou o que causa tal sensação.

"Será que este medo pode se tornar real?"

Ben Mears, hoje um escritor que de certa forma consegue manter a vida de maneira razoável com o que ganha, mas ele decide que é chegada a hora de exorcizar seus medos e mesmo tendo jurado nunca mais por os pés em Jerusalem's Lot - Salem como é conhecida por seus moradores - irá de uma vez por todas acabar com seus pesadelos.
Mas por uma infeliz coincidência, ele não é o único que decide ir para Salem!

Ben ao chegar na cidade avistou de longe aquela que lhe assombra, a Casa Marsten, que do alto da colina parece vigiar toda a cidade. Qual não foi a sua surpresa ao descobrir que a casa fora vendida. Quem seria o louco de comprá-la?

Sua melhor surpresa foi conhecer a jovem Susan Norton, em uma conversa casual os dois se deram bem logo de cara e ali perceberam que existiria aquele algo mais entre os dois.

Mas toda a suposta calmaria é abalada abruptamente por conta do desaparecimento de uma criança, Danny Glick, ele e seu irmão Ralphie iriam visitar o novato Mark Petrie, mas algo saiu tremendamente errado ao tentarem cortar caminho pelo bosque e somente um dos irmãos chegou do outro lado da trilha.

Stephen King como de costume, não entrega todo o jogo, vai nos dando doses paliativas de adrenalina até chegar ao ápice do enredo. Enredo esse que consegue nos trazer uma turma bem diferente, um escritor, um velho professor, um jovem médico e um garoto fissurado por monstros e coisas do outro mundo, além de uma pitada de romance!

King aborda não somente o sobrenatural, mas também o mal incrustado na humanidade, mostra como as pessoas podem ser mesquinhas e maldosas.

Um livro realmente empolgante, com uma história que me impede de contar mais detalhes, não quero estragar a surpresa do leitor, totalmente indicado para aqueles que já leram algo do King ou até mesmo para aqueles que estão em dúvida de por onde começar.

Espero que vocês tenham a oportunidade de ler o livro e me perdoem por não contar mais sobre a história, como não gosto de spoiler então dificilmente irei soltar algum e estragar o gosto de descobrir por si mesmo o que o livro tem para lhes revelar.

Abraço,
Diego de França

site: http://www.leitorsagaz.com.br/2016/02/resenha-salem-stephen-king.html
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Aline 15/04/2016

Vampiros de verdade
Janela Literária apresenta a resenha de "Salem", obra de Stephen King:

Quanto mais eu leio as obras do mestre do terror, mais eu vejo como King tem seu estilo próprio de fazer histórias. Salem é nada mais e nada menos que uma versão "bebê" de "Sob a Redoma" e "A Coisa". O engraçado é que eu achei a obra boa justamente por ser uma versão menor do que essas (não que Salem seja melhor que as mesmas citadas). Considero que apesar de achar King um gênio literário, ele consegue enrolar o início de suas obras como ninguém. A preparação dos personagens e dos principais ambientes são apresentados a passos de tartaruga. Ver uma obra mais simplista é um suspiro de alívio. E Salem não deixa de ser uma obra-prima por ser menor do que a maioria (apesar das suas 500 e tantas páginas, sua leitura é muito rápida).

Eu já li apenas um livro muito bom sobre vampiros, cujo nome é "Deixa ela entrar". Apesar de Salem ser primoroso, acho que não supera esse terror sueco. O que não significa que não seja majestoso. Salem é angustiante, objetivo, focado, intenso. É aquele tipo de história sobre vampiros que você não consegue se desprender, ou deixar de se arrepiar (com tantos Crepúsculos nessa vida, comecei a perder o medo desses seres do submundo, o que fez Salem me curar plenamente). A história é leviana, pois, te faz caminhar a passos lentos sobre o conhecimento do desaparecimento de muitas pessoas de uma pequena cidade. Ben Mears é um escritor que morou em "Salems Lot" quando era criança. Ele passou por momentos aterrorizantes ao entrar em uma casa muito suspeita. Hoje, anos depois, volta para tentar escrever um novo livro, baseado naquela casa, o que ele não espera é que um morador muito apavorante passa a ser o dono da mesma.

Engraçado que a obra possui momentos sobrenaturais e de suspense, mas ao mesmo tempo, possui seus enlaces sobre esses seres do submundo. Acredite, eles são malignos, perversos, sensuais e extremamente podres e pobres de alma. São aterrorizantes. King consegue se mostrar um verdadeiro mestre ao mostrar todos os personagens e suas miseráveis ou maravilhosas vidas e como elas se acabam como o estourar de uma bolha de sabão. Sim, não se apegue a eles, eles não sobreviverão.

Essa obra é uma das menos importantes do mestre, mas fiquei muito contente de ter insistido em lê-la. Ela não me deixou entediada e nem um pouco cansada. Ela é bem obstinada. Foi publicada com um imenso spoiler anteriormente (A Hora do Vampiro) e foi republicada com o nome correto anos depois. Personagens carismáticos, interessantes, arrebatadores. Romances verdadeiros que culminam para a perdição. Imperdível.

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