Cartas de Amor aos Mortos

Cartas de Amor aos Mortos Ava Dellaira




Resenhas - Cartas de Amor Aos Mortos


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Queria Estar Lendo 17/02/2015

Resenha: Carta de Amor aos Mortos
Link original da resenha: http://migre.me/oEnuB

Essa resenha é uma espécie de carta aberta para a Laurel, a personagem principal do livro Carta de Amor aos Mortos. Ela me tocou de uma maneira tão intensa e vívida que eu não soube como escrever uma resenha, se não dessa forma. Espero que entendam e que encontrem na carta um pouco dos sentimentos que afloraram enquanto Laurel escrevia para seus ídolos, projetava sua dor, raiva e mágoa e tentava a todo custo deixar sua tragédia pessoal para trás.

Querida Laurel,

Estou te escrevendo porque acho que meus amigos se cansariam rápido de ficar me ouvindo falar de você, das suas sombras, dos seus amigos e da May. Enquanto eu lia suas cartas, achei elas profundas, cheias de sentimento e intimas o bastante para me sentir dentro da sua cabeça e com o coração ao lado do seu. Não sei se era isso que você queria quando as escreveu, mas foi incrível!

Muitas vezes eu quis entrar nas páginas e abraçar você - como disse que você e May queriam fazer com River Phoenix sempre que viam Conta Comigo. Você era sempre tão sincera e vulnerável quando abria sua alma nas cartas que eu não podia deixar de me apaixonar pelas suas palavras.

Sua inocência, no entanto, me assustou um pouco. E ao mesmo tempo fez com que eu quisesse protegê-la do mundo inteiro - me perguntou se May se sentia assim também. Ver o mundo através dos seus olhos foi um prazer, e a mescla entre a sua maturidade e ingenuidade me conquistou logo no começo. Aliás, me conquistou de tal forma que parecia tão errado o Sky se envolver com você.

Você parecia uma criança que estava começando a aprender a andar de bicicleta sem as rodas de segurança, perdida entre querer ser protegida e ter que cuidar de si mesma. E não parecia certo que o Sky pudesse pular no bagageiro e ver você como algo além de uma criança assustada.

Mas no fim das contas ele me convenceu, me ganhou. Acho que não tem problema, já que ele também parecia uma criança perdida.

Queria dizer que senti sua dor, ela ardeu no meu peito como fez no seu. Passei mau e o meu estômago doeu em reflexo ao seu. Acho que chorei o que você não pode chorar. Enquanto lia sua carta ao Kurt, quis poder fugir para um reino onde você voava pelo céu também.

Eu não queria dizer que sinto muito por May, porque sei que você só quer esquecer isso. Mas eu sinto muito que você tenha se culpado por tanto tempo, tenha passado por tudo isso sem poder falar nada. Eu sinto muito por você não ter asas. E eu também sinto muito que May tenha roubado sua inocência, como Kurt roubou a de Frances.

Às vezes eu acho que com a banalidade que as palavras bonitas e os sentimentos profundos ganharam hoje, as frases perdem o significado. Mas espero que você entenda quando eu digo que você é uma pessoa tão linda. Queria colocar você em um potinho na minha estante, um lugar seguro onde as sombras e as coisas erradas não vão acontecer. Onde tudo vai ser como deveria ser.

Quando terminei de ler suas cartas, me perguntei o que você estava sentindo quando escreveu para Kurt, River, Heath, Amy, com uma raiva tão palpável. Você estava com raiva deles ou de May? Acho que entendo as cartas.

Estou feliz que tenha amigos tão incríveis quanto Hannah, Natalie, Kristen, Tristan e Sky. Acho que eles fizeram a diferença para você e eu queria ter tido amigos assim quando estava no colegial.

Graças a você, aliás, voltei a ouvir Nirvana. Ainda não gosto muito de The Doors, mas me encantei com a Janes e a Amy novamente, obrigada.

Ah, e eu acho que você daria uma incrível escritora. Você já sabe como abrir a sua alma. E, como diria E. E. (eu também adoro ele!) vou levar seu coração no meu coração e nunca ficar sem ele. Você vai me acompanhar por toda a vida, me lembrando de ser forte e vulnerável nas horas necessárias.
Obrigada.

Beijos,
Bianca.
Jocélia 04/10/2016minha estante
Lindo!! Parabéns!!




Carol D. Torre 11/06/2014

Logo que vi Cartas de Amor aos Mortos soube que era o meu tipo de livro. A capa linda, o título, a sinopse, tudo me fez ficar louca para ler, tanto que mesmo faltando poucos dias para o lançamento por aqui eu corri e li em inglês mesmo. E mesmo não sendo o melhor do gênero, eu não cheguei a me sentir decepcionada. A construção singular da estória, sua beleza e, principalmente, a escrita da Ava Dellaira compensaram os pontos negativos.

No primeiro dia de aula no colegial a professora de Inglês de Laurel pede um trabalho onde a classe precisa escrever cartas para pessoas mortas. Escolhendo escrever para grandes astros como Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse e Elizabeth Bishop, por exemplo, Laurel acaba fazendo delas um tipo de diário onde desabafa tudo que está sentindo e acontecendo em sua vida. E não é como se fosse pouca coisa.
Há alguns meses atrás sua irmã mais velha, May, morreu e levou consigo uma parte dela. Laurel amava a irmã, a admirava e fazia de tudo para ser parte da sua vida. Agora ela tem que enfrentar sozinha o luto, a fuga de sua mãe para o outro lado do país e os fantasmas do passado. Além de ter que lidar, também, como todas as mudanças que essa nova época da vida traz, assim como todos os perigos.

Eu sempre torci o nariz para estórias que não são contadas da maneira tradicional, tanto que é difícil vocês verem resenhas aqui no blog de livros escritos em forma de cartas, emails, ou coisas do tipo. A minha cabeça começou a mudar depois da experiência incrível que foi ler As Vantagens de Ser Invisível e foi exatamente por ter um comentário do Stephen Chbosky na capa que eu resolvi, mais uma vez, apostar nesse estilo de livro. E posso dizer que é exatamente a construção da estória através das cartas que me fez gostar tanto de Cartas de Amor aos Mortos.

A ideia de endereçar essas cartas a tantos ícones e pessoas famosas foi talvez a sacada mais genial da autora. Nenhum dos nomes é escolhido por acaso, o "remetente" tem sempre alguma relação íntima com o momento da estória, ou os acontecimentos relatados ali e os sentimentos da personagem. E, ainda melhor, a Ava Dellaria usa da estória dessas pessoas para explicar os sentimentos, dilemas, dúvidas da personagem, assim como para, também, dar a base para as mensagens que quer passar com sua estória. A autora desmembra a vida dessas pessoas, faz especulações sobre seus sentimentos e motivações e compara os seus conflitos reais com os conflitos ficcionais dos personagens.

Ainda falando sobre a construção do livro, acho que o ponto mais positivo, acima de qualquer coisa, é a escrita da Ava Dellaria. Ela tem uma habilidade ímpar de expressar sentimentos, o livro está repleto de passagens sensíveis, poéticas e profundas. A narrativa é de uma beleza e intensidade surpreendente, o que combina de forma perfeita com a estória que está sendo contada.

Como já é de se esperar pelo título e pela sinopse, a estória do livro é forte e densa. Não apenas porque a Laurel está lidando com a morte da sua irmã, mas também por muitos outros traumas e fatores que vão surgindo aos poucos durante o desenvolvimento do enredo. E esses dramas não dizem respeito somente a Laurel, muitos dos outros personagens possuem também conflitos sérios e difíceis. Eu gostei muito de como a Ava Dellaria tratou de assuntos complicados com naturalidade, ela não é apelativa e não exagera em assuntos considerados tabus, é tudo muito real.
Gostei, também, de como a autora equilibrou todas as facetas da estória, o luto da Laurel, sua relação com a família, com os amigos e o romance. Tudo isso é intercalado de forma muito bem balanceada e harmônica, nenhum assunto é supervalorizado ou deixado de lado.
Mas, apesar disso, não existe inovação nos temas abordados. Não vejo isso como um defeito, até porque é muito difícil encontrar problemas da vida real que nunca tenham sido abordados, mas a estória não consegue superar outras que já li dentro desse gênero. O fato é que mesmo achando tudo de uma beleza muito grande, o livro não me emocionou como acredito que deveria e é só por isso que não pude dar uma nota máxima para Cartas de Amor aos Mortos. Mas quero pontuar aqui que eu não consegui me conectar completamente,mas isso não quer dizer que o contrário não aconteça com vocês. Isso é algo muito pessoal e que, de maneira alguma, posso apontar como uma falha da autora.

É surpreendente saber que esse é o primeiro livro da autora, tanto pela construção complexa e bem feita da sua estória quanto, e principalmente, pela sua escrita maravilhosa e linda. Eu me maravilhei lendo essas cartas e acompanhando a trajetória difícil, porém cheia de esperança, da Laurel - que está longe de ser uma pessoa perfeita, mas que descobriu força em meio a todas as suas fraquezas. É um livro que eu recomendo para todo mundo, seja pelo diferencial da sua escrita ou pela beleza da sua estória. Vocês não vão se arrepender.

"Eu estive pensando sobre isso. Sobre o que significa ver a imensidão de cada momento, de cada pedaço dele. Quero ser limpa - eu quero queimar todas as memórias ruins e tudo de ruim dentro de mim. E talvez seja que estar apaixonado faz. Assim a vida, a pessoa, o momento que você precisa manter fica com você infinitivamente."

"Quando estamos apaixonados estamos ambos completamente em perigo e completamente salvos."

"Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também continua mudando. Então eu entendi, de repente, o que significa estar vivo. Nossas armaduras invisíveis se deslocando dentro de nossos corpos, começando a se alinhar nas pessoas que vamos nos tornar."

"E talvez o que crescer realmente significa é saber que você não tem que ser apenas um personagem, indo em qualquer que seja o caminho que a história diz. É saber que você poder ser o autor ao invés."

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
Hemilly 09/07/2014minha estante
Essa sua resenha me animou ainda mais para ler o livro! E o legal é que o Stephen Chbosky comentou ele, e como você mesma disse ler seu livro foi uma experiência incrível, e eu posso dizer o mesmo!
Fui correndo pro seu blog, porque né...
Mas pena que não da pra ser seguidor!
http://bagagemliteraria1.blogspot.com.br/


carol 24/06/2015minha estante
Carol, estou começando a ler esse livro, ando sem tempo. Você, que já leu todo, poderia me dizer se há partes do livro que descrevem cenas de sexo, uso de drogas, etc.? Gostaria de trabalhar esse livro com meus alunos mas por causa dos pais, prefiro evitar esse tipo de assunto. Com A culpa é das estrelas foi tranquilo.
Obrigada.


Thais Mayra 17/09/2015minha estante
É um livro doce e envolvente.
Fiquei torcendo pela personagem principal e bastante curiosa pra saber o que de fato havia acontecido em seu passado.
Mas faltou e muito um toque de romance!




Luana Amorim 04/09/2014

Cartas da "morta" aos mortos.
Querido famoso(a),

Você é tão legal, eu queria ser mais como você mas não posso porque estou muito triste afinal minha irmã May morreu, mesmo assim não vou te dizer por quê. Hoje eu vi Sky na escola, ele olhou pra mim e me senti como se estivesse no céu, entendeu? Eu fiz duas amigas na escola: Hannah e Natalie. Nossa amizade se baseia em beber, fumar e ver elas duas se beijando enquanto finjo que não vi. Meu pai está cada vez mais distante, quase não falo com minha mãe que me abandonou. E minha tia é demasiadamente religiosa.

Beijos, Laurel.

_______________________________________________________

Querido leitor(a),

Laurel é uma adolescente de uns 15 anos que após perder sua irmã May que morreu de sei-lá-o-quê, resolve mudar de escola para evitar os olhares de pena e perguntas que não saberá responder. Para se encaixar na nova escola, Laurel tenta desesperadamente ser como a irmã, vestindo as mesmas roupas e escutando as mesmas músicas. Com isso consegue fazer amizade de duas garotas: Hannah e Natalie (ambas se gostam mas não admitem). E se apaixonando (superficialmente) por um garoto: Sky, o menino mais misterioso/legal/interessante da escola que usa jaqueta de couro mesmo que o verão não tenha terminado.

Ao passar das páginas Laurel fala mais sobre sua irmã May, mesmo nunca dizendo o motivo da morte podemos captar que ela se sente um pouco culpada. Também fala sobre:

- Sky
- Suas amigas lésbicas
- Sua família: mãe, pai e tia.
- Ela mesma se aventurando/bebendo/fumando ou saindo de casa quando seu pai está dormindo.

Cartas de amor aos mortos foi um dos piores livros que li nesse ano e não recomendaria. Laurel é a personagem mais sem personalidade/caráter que já vi, se apaixona rápido de mais, faz tudo que os outros querem, ás vezes penso que ela é que está morta. Eu esperava mais desse livro já que as pessoas têm falado tanto dele e até o comparado com As vantagens de ser invísivel, se quisesse ler 344 páginas de puro drama adolescente, eu teria entrado no tumblr.

Se você gosta de personagens passivos como Luce Price (Fallen) ou Bella (Crepúsculo), esse vai ser seu novo livro favorito. Não consegui sentir nenhuma empatia pela personagem ou ver seu sofrimento, é só o tempo inteiro a protagonista falando de como sua irmã é legal porém nunca diz que a ama.

Beijos, Luana.
Sheylla 09/09/2014minha estante
Falou tudo. Julguei um livro pela capa e me decepcionei.
Não aguentava mais essa obsessão pela irmã morta. A Laurel coloca a May num pedestal e esquece de viver a própria vida.

Livro chato.


Kauane 09/10/2014minha estante
Não cheguei a classificar "Cartas de amor aos mortos" como ruim. Pois achei que tem seus momentos belos. E mesmo nas partes mais passivas não foi inteiramente mau. Contudo, concordo com você. A enrolação em torno da morte de May é extremamente maçante. Fiquei o tempo todo esperando quando ia ter mais da Lauren. Também esperava mais do Sky e até mesmo alguma coisa, um destino, uma esperança para a mãe dele.
Li "As vantagens de ser invisível" recentemente, e, talvez, isso tenha contribuído para que eu não gostasse tanto desse livro.
Me surpreendi com a citação de Stephen Chbosky na capa, pois achei "Cartas de amor aos mortos" uma versão do que ele escreveu.
- Lauren é uma adolescente com problemas emocionais e solitária na escola, Charlie também.
- Lauren faz novas amizades, tem contato com bebidas e drogas e descobre a homossexualidade de uma de suas amigas (ao passo que a parceira sente vergonha de assumir) , assim como acontece com Charlie.
- Charlie fala sobre os livros e autores que gosta e associa músicas com os momentos que está vivendo. Lauren cita poemas e conta a trilha sonora para os seus momentos.
- Charlie e Lauren tem problemas familiares. A diferença - uma das poucas - é que a família de um é unida e carinhosa enquanto a outra é distante.
- Ambos sofreram abuso sexual.
Até a narração foi conduzida de forma semelhante. A diferença é que Stphen fez isso, ao meu ver, de forma muito melhor e com personagens extremamente cativantes, tornando impossível não comparar as obras e coloca-lo muito acima.


Clara.Fernandes 07/06/2018minha estante
Relativo, porque o começo é extremamente massante e tem picos e ganchos. Você realmente precisa terminar para entender cada gancho.
O início dele é aquela coisa que você questiona tudo, o porquê da obsessão dela com a irmã, o porque dela se apaixonar rápido, e o porquê existe um ciclo repetitivo. Então com o passar do livro, você observa que existem algumas patologias nela, coisas que dão um ciclo de abuso, e por isso a o hábito de também se abrir com a pessoa mas não por completo, existe uma resistência da personagem com o seu namorado e daí você começa a associar. O maior erro da autora, não foi coloca-la como Bella, e sim ter adiado bastante o plot twist e não contado muito do gancho da história da irmã. Fora isso, o livro tenta abordar muitos temas, que poderiam ter sidos trabalhados de uma maneira mais completa e não jogado como foi. As histórias são histórias que podem ser semelhantes a da vida real, só que faltou pesquisa, faltou desenvolvimento... Mas deixo claro que os temas são atuais e merecem ser trabalhados corretamente e com responsabilidade.
Poderia ter sido 100% mas fiquei feliz com a tentativa da autora.


Ricardo.Bristott 22/04/2019minha estante
Eu meio que concordo e discordo com você. Ainda não terminei de ler o livro, mas sempre me sinto incomodada com com a Laurel pelo fato de ela ser tão sem personalidade. Existem vários momentos bons no livro (até a parte que eu li) mas a maioria deles sem meio que estragados pela personalidade (no caso sem) da Laurel, além que o que me dá mais raiva do livro é essa paixonite idiota entre o Sky e a Laurel. Eu sei que adolescentes se apaixonam rápido, mas eles literalmente não tem um momento realmente romântico. A confissão deles, que era para ser algo que você ficasse animado e feliz foi algo completamente morta, sem emoção. Foi literalmente. " Ah, eu te amo" "Nossa, eu também, bora se beijar?". Eu não diria que o livro é necessariamente ruim, mas é um livro muito "morto" na minha opinião.




Raquel Moritz 20/06/2014

Desabafando com quem não está aqui.
Se você tivesse que escrever uma carta para uma pessoa que já faleceu, para quem você escreveria?

Laurel recebeu essa atividade na aula de inglês. Cartas de Amor aos Mortos é um livro que reúne todas as cartas de Laurel para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Judy Garland, E. E. Cummings, Heath Ledger... A tarefa nunca foi entregue, porque as cartas são pessoais demais.

Elas ajudam Laurel a se compreender e a aceitar uma fase difícil pela qual está passando: a morte da irmã, que era a luz de sua vida. No novo colégio, não tem ninguém que saiba disso e, se depender de Laurel, continuará sendo assim.

Ela não precisa de pena. Mas ela precisa se abrir, e são seus ídolos que a escutam e conversam com ela, através do legado que deixaram. As músicas, os livros, os poemas, os filmes, a história de suas vidas, tudo parece contribuir para que Laurel passe por essa fase e se perdoe, perdoe a irmã, a mãe, o pai, todo mundo.

"Cartas de Amor aos Mortos" me lembrou bastante "As Vantagens de Ser Invisível", de Stephen Chbosky por conta das cartas que constroem a história, e pela personalidade introspectiva da protagonista, que achou uma forma de expressar após a ajuda de uma professora. Também me recordei de "Fale!" e "Passarinha", que lidam com essas dificuldades de aceitar e superar traumas.

Leitura indicada, especialmente pra quem curtiu os livros citados aqui. :)

site: http://pipocamusical.com.br/2014/06/20/cartas-de-amor-aos-mortos-de-ava-dellaira/
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Kennia Santos | @LendoDePijamas 07/08/2016

Cartas de sono aos chatos
Laurel é uma adolescente que se transferiu pra uma escola nova. Mas não uma adolescente comum. Depois do grande trauma que passou com May, sua irmã mais nova, ela resolve mudar de escola pra evitar a repercussão dos fatos. Na nova escola, aos poucos, ela faz amizade com Natalie e Hannah, duas adolescentes desencanadas que adoram viver plenamente.
Claro, que também há o garoto, Sky. Totalmente misterioso, ele parece carregar um passado cheio de segredos, assim como Laurel. E, quando parece que o "nós" deles irá engatar, vem algo e se quebra, impedindo-os de seguir em frente com o que quer que seja.
Simultaneamente, Laurel recebe de sua professora uma tarefa peculiar de sua professora, onde ela deve escrever uma carta destinada a alguém já morto. Confusa, saturada e carregada de pesar, ela vê nessa tarefa uma forma de se comunicar com seus astros -Kurt Cobain, Amy Winehouse, Janis Joplin... e expor o tamanho peso e culpa dentro de si, desde aquele dia. Desde May.

-

Desculpa, mas pra MIM, não rolou.
O livro todo é transcorrido em cartas, ok. O meu primeiro pensamento é que seria legalzinho como "Simplesmente acontece" que é discorrido em qualquer veículo de informação, como cartas, e-mails, mensagens... mas não é não. NÃO É MESMO.
Primeiro: Laurel é chata. Em momento algum tive realmente aquele momento personagem-leitor onde eu deveria sofrer com ela, sentir aquela sintonia, qualquer coisa.
Segundo: Não é feita uma abordagem dos personagens. Simplesmente são jogadas características evazivas sobre eles. Não são inseridos na história de forma justa. São jogados.
Terceiro: O casal é um saco. Cenas chatas, entediantes. Tudo fica subentendido, mas não de uma forma que te deixa curioso pra saber, mas de uma forma passiva. Em momento algum ansiei pelas cenas deles, não houve apoio mútuo, só duas pessoas que não tinham noção dos problemas um do outro, e ao invés de pelo menos TENTAR resolver isso, só iam e vinham, iam e vinham.
Quarto: A escrita da Ava não me passou qualificação para retratar o assunto do livro. Não tô aqui pra me gabar da quantidade de livros que leio, mas esse livro deveria ser drama. E, quem me conhece, sabe de que DRAMA EU ENTENDO. Não é uma escrita ruim. Tem potencial. Ela só não soube ser profunda, me fazer sofrer e abraçar a história em âmbito geral.
A história em si não é de todo mal. Só que faltou o aproveitamento de elementos-chave que, se propriamente desenvolvidos, dariam uma outra visão.
Pode-se comparar a forma de escrever com a Jennifer Niven, autora de "Por lugares incríveis", mas vale ressaltar que a Jennifer SABE dramatizar e fazer o leitor sofrer. Digo por experiência própria, terminei Por lugares incríveis com grossas lágrimas nos olhos.

Ao meu ver, pra ser melhor, a autora deveria:
1- Alternar os tempos entre passado e presente; pois existem personagens que, às vezes, só conseguem fazer sentido quando exposto o que eles tem na mente e suas verdadeiras motivações e intenções. (May)
2- Ser narrada sob três pontos de vista diferentes: Laurel, May (motivo citado acima) e o Sky, que teve aparições repentinas, e quando é revelado o que aconteceu com ele, fica totalmente superficial, sem sentido. É como se fosse acrescentado por falta do que colocar.

Digo isso porque terminei o livro me arrastando de sono, achando a May uma VACA, a Laurel uma CHATA, e o Sky.... ah, não sei bem.
Sei que, com certeza a intenção da Ava não foi passar isso para os leitores, mas, digo e repito: pra mim não rolou.
Jéss 13/09/2016minha estante
Já é a segunda pessoa que vejo que não gostou... Decepcionei e desanimei... :(


Kennia Santos | @LendoDePijamas 13/09/2016minha estante
Pode ser que você curta, mas comigo não rolou.. Acho que depende muito da ocasião que você está vivendo pra gostar ou não desse livro


Jéss 13/09/2016minha estante
Mas com tanta gente falando que deu certo... Eu desanimo... Bom, quem sabe maisbpra frente eu tento ;)


... 07/12/2016minha estante
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Psychobooks 21/07/2014

Classificado com 3,5 estrelas

'Cartas de amor aos mortos' é um livro que chegou fazendo barulho, seu lançamento em inglês foi muito badalado e eu estava muito ansiosa por essa leitura, então vocês podem imaginar minha alegria quando recebi a cópia adianta do livro.

- Enredo

Depois da morte de May sua irmã Laurel quis mudar de escola e deixar o passado para trás. Sua mãe não suportou o peso do luto e mudou-se de estado, agora a garota passa uma semana na casa do pai e outra na casa da tia.

Laurel acha que na nova escola ninguém conhecia May, por isso, não a incomodarão com perguntas sobre as circunstâncias da morte da irmã. A professora passa uma tarefa onde todos devem escrever uma carta para alguém que já morreu, a primeira pessoa que Laurel pensa é Kurt Cobain. A garota faz dessa tarefa um hábito e relata seu cotiano para personagens importantes que já se foram.

Com a ajuda dos novos amigos e de um garoto especial, Laurel terá que se redescobrir e admitir que May era imperfeita como todos e só assim conseguir seguir em frente.

- Desenvolvimento do enredo e narrativa

A história é contada através de cartas, mas com a característica de diário. No começo de cada carta, Laurel nos conta um pouco sobre a vida e importância da pessoa para qual está escrevendo e algumas vezes essa característica se torna um pouco repetitiva. As cartas são o grande diferencial do livro, a personagem consegue passar para o papel não apenas sua rotina, mas seus sentimentos mais profundos, dúvidas e reflexões.

O ritmo de leitura não é alucinante, mas não chega a ser lento. É preciso ler com calma para conseguir absorver tudo o que a autora tem a dizer. A leitura é cheia de altos e baixos, AMEI vários momentos assim como ODIEI outros.
Para aqueles que gostam de marcar trechos tocantes, esse livro é um prato cheio, a autora usou muitas frases de efeito que na maioria das vezes foram bem inseridas.

O maior mérito da autora está na ousadia em inserir temas polêmicos e os desenvolver muito bem. Não vou citar quais são, pois descobrir quais são e como serão resolvidos fazem parte da experiência de leitura.

- Personagens

Essa foi a parte que ao meu ver, a autora deu uma bela escorregada. Enquanto a personagem principal amadurece aos poucos, aprendendo com os erros, revisando o passado, outros personagens passam de pessoas com atitudes idiotas para sábios num piscar de olhos.

Laurel é um tanto inocente e muitas vezes infantil, a maioria das coisas que ela faz é porque alguém sugeriu, ela é passiva e sempre segue a liderança de alguém. Sei que ela está confusa, passando por uma fase de luto, mas eu esperava que Laurel conseguisse agir por si mesma e deixasse de ser tão passiva.

- Concluindo

'Carta de Amor aos Mortos' é uma leitura que me deixou dividida, com momentos sensacionais enquanto outros foram ruins. No geral eu gostei da leitura, se eu não estivesse com as expectativas tão altas tenho certeza que teria apreciado muito mais a leitura. Recomendo para quem gosta de histórias tristes, com temas fortes onde há mensagens nas entrelinhas e a leitura transcende o papel.

"(...) Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também está em transformação. De repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movem em nosso corpo, e se alinham à pessoa que vamos nos tornar."
Página 305-306


site: www.psychobooks.com.br
Ma 16/02/2015minha estante
Era exatamente de uma resenha assim que eu precisava ler, para finalmente fazer a minha. O livro me deixou muito confusa, terminei-o sem saber se tinha gostado ou não, mas vamos ver o que consigo fazer...




Tamy 27/10/2014

Nem tudo é como você quer...Nem tudo pode ser perfeito...
Eu tinha muita espectativa com o livro,o título chamou muito minha atenção...a capa é lindíssima e é um tema que me atrai,de certa forma... #AiQueFúnebre ...mas a personagem vivia num paralelo muito diferente do meu,ela se prendia a coisas muito trivias suas importâncias eram direcionadas a situações muito fúteis...é triste admitir,mas não é um livro que recomendo,sei lá...mas se alguém gostou dê sua opinião....
Sarahmille 09/05/2019minha estante
Eu sinceramente amei o livro
Quando eu li eu estava com a mesma idade da Laurel, e eu me coloquei no lugar dela (claro que não passei por essas coisas que ela passou) mas eu entendi ela, eu adorei a forma como a escritora entendeu como é a vida de um adolescente com depressão, por ela ter perdido a irmã dela a pessoa que ela mais amava, que sempre estava com ela (alem de ter visto a may se matar) , a Laurel terminou ficando traumatizada e sensivel, acho que eu teria ficado 3 mil vezes pior que ela, eu não sei bem pra quem eu indicaria o livro mas acho que pessoas mais velhas e que não entendem (n se qual sua idade mas do jeito que vc falou parece ser uma mulher adulta) como é confusa a cabeça de uma pessoa que esta no começo do descobrimento sobre as coisas da vida alem de ter sido abusada e perder a pessoa mais importante pra ela.




CooltureNews 22/07/2014

CooltureNews
Não sei dizer bem o que me chamou a atenção nesse livro, mas acho que foi a ideia de um drama relatado em cartas a famosos mortos que mais me conquistou. Então, com o livro em mãos, fui lendo cada carta e compreendendo o porquê desse livro ser tão aclamado fora do país, e fui surpreendida com o que encontrei nessas páginas.

A história começa com o primeiro dia de aula de Laurel no Ensino Médio, poucos meses após a morte de sua irmã. Laurel sente-se consumida pela culpa e tenta encontrar seu lugar no mundo, ao mesmo tempo em que precisa se descobrir.

Suas cartas começam passeando pela cultura pop, com Kurt Cobain como principal correspondente pelo fato de sua irmã ser apaixonada pelo Nirvana. Mas logo, vemos rostinhos mais históricos chegando, como Amélia Earhart. Junto a eles temos também atores famosos, poetisas, cada qual escolhido por possuir uma característica que se relaciona diretamente com os sentimentos e a vivencia de Laurel naquele ano. Cada carta é repleta de emoções, questionamentos e experiências do crescer tanto dela como de seus novos amigos.

A autora buscou mesclar em seu livro diversos assuntos atuais, um tanto polêmicos, mas importantes de serem abordados e discutidos com os adolescentes e os jovens. Porém, ao mesmo tempo, ela pareceu estimular hábitos como o cigarro, o consumo de drogas e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, algo que considerei inadequado para um livro do gênero e para a idade ao qual ele se volta.

Mas ela consegue ser feliz ao trazer perto de seu final revelações dramáticas sobre a vida de Laurel e a morte de sua irmã, desvelando aos poucos uma verdade cruel e dolorosa, e que infelizmente não acontece apenas na ficção.

Em relação à narrativa, o livro consegue manter-se simples e envolvente até o final, ainda que se perca em algumas páginas e fique confuso ou lento, talvez ao fato dele ser todo em primeira pessoa. O leitor passa pela mesma experiência da descoberta da personagem, conhecendo-a aos poucos, e mesmo tendo uma visão bastante parcial dos fatos e acontecimentos, ele ainda consegue chegar a suas próprias conclusões.

Ao ler fui envolvida pelos dramas, torci pelos personagens, compreendi os sentimentos de cada um e fiquei chocada com o desenrolar de certos acontecimentos. Foi uma leitura gratificante e emocionante, que me levou as lágrimas em seus momentos finais.

Este é sem dúvida um livro que mais do que ser lido, merece ser discutido e levado a sério. Ainda que deva ser visto em certos momentos com um olhar mais critico, sua mensagem principal deve ser ouvida e divulgada, pois se trata de algo que atinge e machuca diversas famílias, e principalmente, crianças e adolescentes.

site: www.coolturenews.com.br
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Lucas 22/06/2014

Se você pudesse escrever uma carta para alguém que já morreu, para quem seria?
Livros assim já me encantaram profundamente. É um encanto em que comprova o modo que os autores conseguem conduzir a história em não deixar ficar apenas na tristeza e no luto. Fora assim com O céu está em todo lugar e Diga aos lobos que estou em casa. Temos o luto, mas também temos a luta mas temos motivos para seguir em frente. Por mais que perder alguém seja difícil, há pessoas em nossas vidas que fazem as pessoas não caírem em profunda depressão. No caso de Cartas de amor aos mortos, o encargo fica para Natalie, Hannah, amigas de Laurel, mas também de Sky, o garoto misterioso. Ava construiu uma personagem repleta de conflitos interiores, de dúvidas que toda adolescente passa. Temos um exemplo de vida, mas que de repente, por motivos do destino, perdemos.



site: http://ondeviveafantasia.blogspot.com/2014/06/cartas-de-amor-aos-mortos-ava-dellaira.html
Isabela 09/08/2014minha estante
Em resposta ao título da resenha, eu escreveria para Anne Frank, Emily Brontë, e Imperatriz Leopoldina! E vocês?
Essas resenhas estão me deixando com vontade de ler o livro! Ihhhh...




Aguida 13/08/2015

Laurel também queria ter asas.
Raramente não gosto de um livro, pois tento AO MÁXIMO entender o por quê de tal personagem estar agindo de tal maneira na estória. Laurel iria me irritar se eu não tivesse conseguido entendê-la.
Depois que May morre, a única coisa que fica para Laurel são as lembranças de como sua irmã era perfeita, de como todos gostavam dela e de como ela era forte. Só que não era bem assim. May passava por problemas, só que Laurel não enxergava essas coisas. Ela era 2 anos mais nova do que May, o que a tornava uma criança.
Laurel quer ser como a irmã, pois era seu melhor exemplo. Ela gostava de como May fazia todos rirem, a facilidade que tinha de fazer todos gostarem dela. Laurel queria isso. Ela queria que a irmã tivesse orgulho dela.
Só quem já passou pela mesma situação que Laurel, sabe como é não se sentir no mesmo planeta. Depois da morte da irmã, isso só piorou. Sentimento de culpa e os sentimentos do que aconteceu a ela começam a tomar conta por inteiro.
Laurel tinha medo de falar sobre os seus sentimentos mas, só conseguiu se sentir livre quando fez isso.
"Cartas de amor aos mortos" mostra como fica a mente de uma criança diante do "problema" [que não citarei p não dar spoiler, hahaha] e a perda da irmã e de como a situação só consegue ser revertida com ajuda.
O livro é bem semelhante ao livro "As vantagens de ser invisível" [meu preferido]. Nos dois livros os personagens são bem frágeis. Vi bastante de Charlie na Laurel.
Arrependam-se apenas de não lerem.
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Bianca 02/09/2014

Para mais resenhas, acesse: lendocomabianca.blogspot.com
Laurel é uma adolescente comum como todas as outras, mas que carrega uma dor insuperável na sua vida, a morte da sua irmã May.

Depois que sua irmã morre, Laurel decide mudar de escola para não viver no meio de pessoas a olhando com olhares de pena e perguntando coisas nas quais ela não queira responder. Tudo começa quando na nova escola ela tem que fazer uma tarefa de inglês, nessa tarefa ela tem que escrever uma carta para um ídolo morto, pode ser cantor, ator ou o que ela decidir. Só que ela não entrega sua tarefa para a professora, em vez disso ela escreve freneticamente para vários ídolos conhecidos, faz das cartas um diário pessoal. E são nessas cartas que ela conta tudo que acontece ao seu redor, a sua insegurança e sua culpa pela morte da irmã.

"O UNIVERSO É MAIOR DO QUE QUALQUER COISA QUE CABE NA SUA CABEÇA."

Durante o ano em que ela está na escola nova, ela conhece várias pessoas e até um garoto, pelo qual ela se apaixona, mas sua insegurança e seu medo atrapalha suas amizades várias vezes, o que a deixa confusa.


Confesso que comprei esse livro por causa da capa (que é maravilhosamente linda) e pelo título. Não tenho costume de ler sinopses e nem nada do tipo. No começo a história parecia ser bem legal e curiosa, com um potencial diferente. Mas ao decorrer das páginas, nada de mais acontecia, a Laurel utilizava uma página inteira só para explicar a vida do ídolo e depois dizer como a sua estava indo de mal a pior e como ela era parecida com a dele, o que foi bastante chato, já que a história sempre ficava naquela mesmice. Além de tudo, a personagem principal quer ser igual á irmã, não tem personalidade nenhuma, e fica se remoendo e se fazendo de coitadinha, o que me irritou ao extremo e me deixou com vontade de tacar fogo no livro. Os personagens são todos iguais, extremamente confusos e não sabem o que querem da vida.

A escrita da autora não é uma escrita totalmente chata, mas ela enrolou o livro inteiro, o que o deixou cansativo. Mas não teve só pontos negativos, teve muitas frases nesse livro que me tocaram demais. A ideia da autora também foi bem interessante e diferente, ela só não soube explorar mais esse lado da história.

A capa em compensação é linda, com cores maravilhosas e que chama atenção logo de cara. A diagramação também está impecável, com folhas amarelas e ilustrações a cada carta. As cartas também são curtas, com no máximo cinco páginas, o que ajuda muito na leitura e faz o leitor ler muito mais rápido. E foi por causa da capa e da diagramação que eu não dei uma estrela para esse livro.

Não desisti da leitura, até a última página fiquei com esperança que alguma coisa magnífica fosse acontecer, engano meu. Não recomendo esse livro para pessoas que gostam de ação e odeiam personagens do tipo Bella de Crepúsculo, pois nesse livro não acontece nada e a personagem principal é muito irritante e chata. Mas por outro lado, se você gosta de histórias que não saem do lugar, eu indico esse livro para você.

site: http://lendocomabianca.blogspot.com.br/2014/08/resenha-cartas-de-amor-aos-mortos.html
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Camille 24/07/2014

Amei e tenho certeza que você vai amar também. - Beletristas.com
Como começar uma resenha para um livro desses? Não sei. Penso, penso mais um pouco e mais um pouco até ver que, de verdade, não tem como fazer a resenha perfeita para o livro perfeito.

Tá, quase perfeito. Falo desde já a única coisa que poderia ser melhor: mais Sky, Ava Dellaira, por favor. Mas tudo bem, dá para entender que o foco é a Laurel e tinha que ser assim.

Vou resumir a história rapidamente, para ninguém ficar perdido: a professora de inglês de Laurel passou um trabalho para a turma. Nele, todos tinham que escrever uma carta para alguém que já morreu.

Laurel está no que chamaríamos de primeiro ano do ensino médio e perdeu a irmã há pouco tempo. May, irmã dela, era o que eu disse que esse livro era (perfeito). Já percebeu o problema?

Ninguém é perfeito. Eu sei disso, você sabe disso e Laurel deveria saber, mas algo a impedia de enxergar que nem mesmo May era impecável. Então, confusa e um pouco perdida, ela começa a nova fase da vida escolar em outra escola.

É onde conhece Hannah, Natalie, Kristen, Tristan e Sky. É nessa nova escola que ela encontra o dia a dia tão comum para aqueles jovens: bebida, beijos, sexo, maconha, cigarro. Sem a irmã para a aconselhar, Laurel experimenta quase tudo.

Aos poucos, através de cartas que ela escreve para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Janis Joplin, Amelia Earhart e outros, vamos conhecendo sua história, entendendo seus problemas, compreendendo suas atitudes. Ela é nova e é necessário lembrar desse detalhe antes de julgá-la.

Entretanto, por que julgaríamos? Pode não ser a minha realidade, mas é a de tantas outras pessoas. Acima disso, Laurel é absolutamente humana. Ela comete erros, passa um bom tempo se culpando e tentando esquecer de um passado que não vai deixá-la em paz.

Ava Dellaira escreveu um livro impecável, com todos os elementos que o tornariam incrível para adolescentes. Mas ela não para no romance ou nos tabus. A cada carta que Laurel escreve fica notável os sentimentos tão profundos e intensos que fica fácil esquecer que ela tem apenas 14 anos.

Carta de Amor aos Mortos foi um livro que me conquistou na primeira página, e isso é sim difícil. É daqueles que você não consegue largar, porque quer entender as personagens, quer saber o que vai acontecer, quer se aventurar naquele mundo que pode ter muitos elementos iguais ao seu.

Tornou-se um favorito e recomendo para todas as idades, mesmo se você já estiver nos seus 30 anos. Em alguns momentos pode ser que pense "ah, isso é coisa de criança, cabeça fraca", mas todos os outros (e, acredite, serão muitos) farão você ver que sofrimento, dor, superação não tem idade.

Com ela, a mudança veio aos 14 anos. Comigo, aos 15. E com você? Tudo foi fácil e simples? Se não foi, ou se gosta de literatura sensível, então esse livro também é para você. E não se preocupe, não tem como se arrepender ou pensar que está investindo em algo bobo - definitivamente não está.

site: http://beletristas.com/resenha-cartas-de-amor-aos-mortos-ava-dellaira/
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Sabrina 11/07/2015

Uma das melhores leituras do ano
Já tem se provado uma excelente experiência ler um livro esperando nada por ele e ser surpreendido. Fiquei de cara, sobretudo porque o que eu ouvia dizer sobre Cartas de Amor aos Mortos é que era um livro fraquinho e repetitivo, mas o que encontrei por essas páginas foi uma delicadeza que eu estava procurando há algum tempo.

Laurel perde a irmã e, definitivamente, ela não consegue superar. Isso fica claro página após página. Não se trata de um pano de fundo do enredo, a morte de May É o enredo e autora faz com que isso seja coerente do começo ao fim, com certeza isso me agradou muito. O que também me agradou é como que Laurel explica como que isso a afeta, como que a personalidade da falecida irmã influencia seu comportamento - bem estranho às vezes, diga-se de passagem. Não é como que se ela fosse uma sem noção, que do nada joga a morte da May como uma desculpa pra se justificar, ela realmente tem a morte da irmã como algo que persiste em sua mente e que a perturba, talvez por isso a repetitividade do livro, que muitos acharam ruim, mas que eu dou todos os pontos positivos pra essa escolha, porque fez com que eu entendesse suas escolhas e atitudes.

Interessantíssimo o detalhe das cartas serem destinadas a personalidades famosas já falecidas. É muito legal ver a relação que ela faz de suas vidas com a própria, é bem gostoso conhecer um pouco mais sobre essas personalidades.

E meus aplausos pela autora conseguir trabalhar os personagens secundários - e terciários, se é que isso existe - com tanta maestria, sem esquecê-los por nenhum momento, dando começo, meio e fim pra todos eles. Muito interessante isso e sem dúvida acrescentou muito à narrativa.

E mais um elogio ao romance entre Laurel e Sky. Muito sóbrio, muito sutil e sem fugir à realidade de dois adolescentes. Gostei das cenas românticas entre os dois, foram bastante convincentes, sem juras de amor eterno e páginas de enrolações melosas.

Com certeza é um livro recomendado pra quem passa muito tempo pensando sobre a morte, perda, encontrar-se, despedidas. Sensível e com ótimos quotes pra vida!

ps: adorei o quê de As Vantagens de Ser Invisível do livro e aposto que quem gostou desse, vai adorar Cartas de Amor aos Mortos.
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Lu 16/12/2014

Intenso e Incrível
Eu não sou a rainha das resenhas e sei que, às vezes, me enrolo demais com alguns livros e, quando esses livros me afetam de um jeito todo particular como "Cartas De Amor Aos Mortos", fica ainda mais difícil falar sobre ele e é uma tarefa bem complicada para mim, pelo menos, falar sobre esse livro que não foi nada fácil de ler, mas eu vou tentar. Vamos lá...

Várias pessoas acharam o livro lindo, fantástico, perfeito, mas para mim ele é inteiramente triste. Tudo o que as irmãs May e Lauren passam é difícil, é triste e horrível. Laurel tenta ser o tempo todo como a irmã, ela deseja brilhar como May, voar como ela, ser feliz como a irmã aparentava ser, mas conforme você lê o livro, vê que May não era tão feliz ou brilhante como tentava aparentar sempre, na verdade, ela tinha cicatrizes, tristezas e angustias demais, mesmo que Ava não deixe exatamente claro quais eram.

Laurel sofreu por culpa do egoismo da irmã que fazia de tudo para protegê-la, mas era a que mais a machucava e não enxergava o que Laurel passava enquanto guardava seus segredos para que ela pudesse se "divertir" e Laurel sofreu, também, pelo amor que sentia pela irmã e por permanecer calada, como se não pensar no que havia acontecido fosse atenuar o sofrimento e, em suas cartas, Laureu conta sobre o que aconteceu como se fosse algo muito distante, tão distante como numa outra vida, mas aconteceu há um ano ou pouco menos que isso.

Durante as cartas que escreve para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse entre outros, Laurel tenta analisar como foi a vida de cada um deles, o que sofreram e, também, conta o dia a dia dela, seu relacionamento com Sky, sua vida com o seu pai que ficou ao seu lado mesmo depois da morte da filha, da mãe que fugiu e da tia Amy. Com o decorrer do livro, é impossível não se apegar a Laurel ou suas amigas que também não tem vidas fáceis ou a Sky, um garoto misterioso e ao mesmo tempo frágil e inseguro por quem Laurel se apaixona intensamente.

"Cartas De Amor Aos Mortos" é um livro extremamente bem escrito, a narração de Ava é leve e não te faz querer parar até desvendar cada segredo que Laurel ainda não contou, mas que as cartas a ajudam a tomar coragem de contar e assim, ter coragem de ser quem ela realmente é e deixar de viver na sombra da irmã morta, deixar de tentar ser feliz e brilhante como May e ser, somente, a Laurel e, com essa coragem, vem o perdão a si mesma por não ter contado tudo antes, o perdão da irmã por tê-la deixado tão repentinamente e a libertação para continuar vivendo.

Ava consegue abordar diversos assuntos polêmicos sem perdê-los de vista ou esquecê-los em algum capítulo. Consegue, também, abordar cada dificuldade vivida por Laurel e May com começo, meio e fim. Acho que a narrativa de Ava é tão perfeita e bem pensada que nenhum ponto da história ficou sem resposta e a personagem principal que começa infantil, insegura e sem personalidade, evolui tão espontaneamente com a narrativa que fica extremamente natural, um amadurecimento lento, mas natural.

Creio que todos que já perderam alguém que amavam tanto quanto a si mesmos vão entender o livro como eu entendi. Não é fácil perder alguém que faz parte de cada dia da sua vida e, do nada, decidir quem você é, do que você gosta, do que não gosta e, no fundo, você não sabe quem você é de verdade quando perde alguém como Laurel perdeu.

"Cartas De Amor Aos Mortos" é um livro incrível que fala da difícil tarefa de superar o luto, perdoar e seguir em frente sem culpa. Eu não deveria ter demorado tanto tempo para lê-lo.

site: http://lumartinho.blogspot.com.br/2014/12/cartas-de-amor-aos-mortos-ava-dellaira.html
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