Perdido em Marte

Perdido em Marte Andy Weir




Resenhas - Perdido em Marte


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Guilherme 30/12/2014

Muito "sci", pouco "fi"
Pra mim, Perdido em Marte quase não pode ser chamado de ficção.
O autor se preocupou demais em inserir dados numéricos, medidas, cálculos e detalhamento de procedimentos que se esqueceu (ou deliberadamente ignorou) os traumas psicológicos que tanto tempo sozinho num planeta deserto causariam.

Mark Watney não tem família na Terra, não sente saudade de ninguém em especial. Não tem pesadelos, dome bem todas as noites mesmo quando a esperança de se salvar é ínfima. Não nos conta como foi parar na Nasa, numa tentativa de se manter preso a quem era na Terra.
Não delira, não tem surtos de raiva ou pânico pela solidão e o medo. Mark Watney não faz nada disso, encarando tudo com uma naturalidade irreal.

Talvez o livro interesse a engenheiros (ou aspirantes a engenheiros), pessoas que gostam de gambiarras e fãs de viagens no espaço (viagens reais, não ficcionais).

Quem procura uma ficção mais criativa não vai gostar de Perdido em Marte.
vinicius.cunhadasilva 30/01/2015minha estante
Acredito que o Mark não demonstre esses sentimentos simplesmente por esta não ser a proposta do livro, ele foi escrito para se focar mais na resolução de problemas com física e química e no humor. E ele tem família, ele comenta sobre ela quando chega no Dia de Ação de Graças eu acho.


Douglas 23/09/2015minha estante
Concordo Vinicius.cunha!


Ferreira 30/09/2015minha estante
Antes de ir para Marte, os Astronautas ficam isolados por 3 meses e depois passam pelo Psicologo, e Mark foi o que melhor se saiu.


Glelber 02/10/2015minha estante
Realmente ele não é exatamente ficção, o autor é um eng. de softwares logo quis a maior quantidade de dados técnicos possíveis, e o fato do comportamento do Mark é pelo falo que ele sabe que só pode contar com sua habilidades coisa que ele confia plenamente e ele também é uma pessoal preparada para situações extremante difíceis diferente da grande maioria dos personagens de livros de fantasia o ficção que acaba entrando em uma situação inesperada, enfim o foco do livro era mostrar a ciência e não a área psicologística do personagem


Elisângela 04/10/2015minha estante
"Quem procura uma ficção mais criativa não vai gostar de Perdido em Marte."

Mas quem procura ficção que vai gostar do foco na ciência e engenharia... Se ele ficasse grande parte chorando, surtando e essas coisas seria Drama!


Clarita Salgado 09/10/2015minha estante
Elisângela for the win!!!! \o/


Rafa 15/10/2015minha estante
Acredito que existam pessoas que encarariam essa situação exatamente da maneira como Watney encarou. Acho que as pessoas questionam isso porque esperam um dramalhão e não ficção científica pura e de qualidade.


Leon' 19/10/2015minha estante
o personagem não tem emoção nenhuma, parece um adolescente bobão.... livro muito ruim


Louise 23/10/2015minha estante
Eu achei bastante interessante no começo, mas tantos dados deixou a história lenta e mais massante do meio pro final. Poderia ter um pouco mais de fator psicológico.

Mesmo assim gostei da história. Recomendo :)


J. G. Lima 25/10/2015minha estante
Em muitas passagens se comenta sobre a maneira dele reagir às situações adversas, inclusive os lideres e a psicóloga da missão. Acho que você não prestou atenção suficiente ao delírios e surtos irôncos (pirata-ninja) (eu sou um pirata espacial) (Rainha verde de marte, entre vários exemplos)

Simplesmente Mark é desligado dessas coisas. Devia conhecer mais o personagem.


selvia.ribeiro 15/11/2015minha estante
Mas a proposta do livro não foi bem mostrar os dramas psicológicos! Inclusive durante a leitura a psicologa dos astronautas da Ares 3 menciona que o Mark é bem preparado para tolerar o isolamento em Marte. Ela ainda fala que ele fica abalado sim, mas prefere usar o senso de humor como forma de escape. E eu acho que a narrativa com mais humor que drama é que fez o livro ser legal.


Francisco 22/11/2015minha estante
Guilherme, estou tendo exatamente essa mesma impressão! A leitura termina ficando enfadonha com tanta engenhoca e pouca abordagem do personagem..


Diegu 22/11/2015minha estante
Creio que se o desenvolvimento do livro fosse mais pro lado psicológico, Mark acabaria morrendo. Ele não têm tempo de ficar pensando: "Meu Deus! Eu vou morrer, eu vou morrer". Tudo que ele pode fazer é trabalhar pra se manter vivo (e convenhamos, isso toma todo tempo dele, por isso ele não ficar se auto-remoendo ou imaginando a própria morte.)


Heitor 11/12/2015minha estante
Concordo que o foco do livro não é o drama do personagem, e sim sua luta para sobreviver diante de uma situação única que é ficar sozinho em um planeta inóspito. Se ele não usasse suas doses de humor, empenho, disciplina, conhecimento, foco e determinação para resolver os problemas, se ficasse apenas lamentando e esperando por ajuda ou os dias passarem, o livro terminaria antes da página 50. De que adianta lamentar, quando se pode buscar soluções? Ele não foi jogado no vácuo no espaço, onde ele ficaria flutuando até morrer. Ele poderia sim ser resgatado pela sua equipe ou por outra missão, contanto que fizesse sua parte também.

Eu acredito que estamos mal- acostumados com narrativas que só exploram tragédias, mortes, lados ruins da situação, dramas psicológicos e emocionais que esquecemos que cada pessoa é diferente e pode reagir diferentemente em determinada situação. Watney pode não ter sentido tanto o peso de estar sozinho em um planeta hostil e desabitado (ele recebeu acompanhamento psicológico para isso), mas talvez pudesse entrar em pânico ou depressão numa situação como um assalto, sequestro, acidente no trânsito, morte de algum familiar. Morrer pode parecer horrível, e é. Mas quem sofre mais (não sabemos o que vem depois da morte, óbvio) é quem fica. Após a morte, para alguns, perdemos a consciência e tudo se acaba, não vamos para um "céu". E, morrer pode ser o fim, mas não é para as pessoas que continuam vivas (a família de Watney, por exemplo), que vão sofrer pela perda de alguém amado. Então, seria mais digno e sensato resistir até o limite, lutar com todas as armas até não ser mais possível, em vez de se torturar psicologicamente.


César 27/12/2015minha estante
Realmente o personagem Mark está muito distante da realidade. Qualquer pessoa independente de sua inteligência e diante das descritas extremas circunstâncias teria como primário desafio senão o maior, si mesmo.


Márcia 26/02/2016minha estante
Verdade, Guilherme! Quem gosta de ficção científica mais criativa e menos boboca não vai gostar de Perdido em Marte. O personagem é muuuuito chato. Deviam ter chamado o Jim Carrey pra fazer o filme, combinaria muito mais com as idiotices que eles faz. O livro é superficial, seco, irreal, raso e oco... E não se preocupe com quem está defendendo o livro aqui. É o trabalho remunerado deles.


Pipinho 10/06/2016minha estante
O que?? Várias vezes ele menciona como dormiu péssimo enquanto estava sozinho, uma ou duas mostrou a insônia que tinha por causa da solidão. Do meio pro final ele cita como tinha se acostumado com o barulho dos instrumentos e a saudade da Terra que tinha.
Tem ciência? Tem
Mas também tem muita coisa que sensibiliza o leitor, principalmente o companheirismo dos colegas com Mark Watney


Diegu 17/06/2016minha estante
Sem falar que a escrita do livro praticamente deixa de lado todo as aflições sentidas pelo Watney, já que é um diário de bordo.


Rick 09/11/2016minha estante
Acredito que você precisa entender mais o que significa o termo "ficção". O personagem explica que foi preparado pra isso, afinal, o treinamento da NASA é intensivo e os deixa mais resistentes a isolamentos e tal, e como você mesmo falou, os efeitos REAIS de um evento desse a uma pessoa não foram mensurados pois não aconteceu. Por isso mesmo é uma obra de FICÇÃO.


lufrena 16/03/2017minha estante
Alguns críticos deveriam voltar aos bancos escolares ou simplesmente repesquisar o que é ficção e não-ficção. Sobre os demais detalhes, nem vou perder meu tempo.
Sugiro que comentem novelas. Do SBT.


Say 19/06/2017minha estante
Essa resenha resume bem o que senti ao ler o livro.
No começo é interessante ler as explicações e ver como elas realmente fazem sentido. Porém, depois dá mais a sensação de que você está lendo um livro técnico do que um livro de ficção. E isso acaba se tornando maçante.
O lado emocional do livro é pobremente tratado. Como se estar a beira-morte por diversos momentos fosse algo banal e leviano, facilmente contornado.




Katia Albus 05/11/2015

Perdido na Narrativa
Antes de ler a resenha, uma dica: não desperdice seu dinheiro com este livro.
Perdido em Marte é uma tremenda decepção. Quando leitor espera um relato profundo e intenso de um astronauta perdido em outro planeta, recebe o diário improvável de um pseudo-astronauta pateta que faz piadinhas sem graça de tudo, inclusive da própria desgraça.
O livro é mal escrito e cheio de incongruências científicas. Só para dar um exemplo de como este livro não passa de uma piada sem graça, o personagem principal passa a maior parte do tempo ocupado tentando cultivar batatas no habitat construído em Marte. Suas peripécias tem apenas um objetivo: obter calorias.
Mas o autor, pouco versado em ciência, cometeu o erro monstruoso de dizer que o astronauta tinha um estoque gigante de proteínas, suficiente para ele não precisar se preocupar em comer carne pelos próximos quatro anos. Sem as batatas, ele não obteria glicose... Isto é ridículo!
Se o autor tivesse alguma base para escrever um livro como este, ele saberia que nosso organismo consegue converter os aminoácidos das proteínas em... adivinhem... Glicose!
O projeto de astronauta jamais morreria de fome se não comesse as malditas batatas! Isto é ciência básica! E o pior: quase todo o livro se baseia nisto! Ridículo é pouco!
Este é o tipo de livro cujo sucesso só pode ser explicado pelo financiamento milionário recebido pela NASA e por Hollywood, para alavancar o filme. Aliás, espero que o filme tenha contado com algum cientista de verdade para corrigir os inúmeros e insuportáveis erros do livro.
Além disso, a narrativa é pobre. Parece que Perdido em Marte foi escrito por um adolescente que leu algumas revistas do tipo superinteressante e acordou no dia seguinte dizendo "já sei! Vou escrever um livro engraçadão!"
Dica para o autor: mude o título do seu livro para "O Relato Impossível de um Pateta Perdido na Maionese".
Leonardo R. 08/11/2015minha estante
li a sua resenha e na minha opinião você não precisava ter críticado tão duramente o livro, sendo que esse é o primeiro livro do autor Andy Weir. Então não desqualifique o livro que outros leitores leram.


Katia Albus 10/11/2015minha estante
Pois, na minha opinião, eu fui é bem suave com o autor, Leonardo. E sim, eu posso desqualificar o que eu quiser, afinal a opinião é minha e de mais ninguém. Também não tenho culpa se consigo ver o que outras pessoas não enxergam... Este livro é muito ruim e o autor deu sorte porque ele foi escolhido para servir de base para o roteiro de Hollywood. Esta é a única causa do sucesso dele. Só vê isso quem pode.


Mah 10/11/2015minha estante
Nossa... Como assim você não gostou? Eu simplesmente amei a narrativa, o humor do personagem e todos os detalhes cientifico, e como assim o autor errou se ele próprio recebeu muita ajuda para escrever? Putz... Discordo totalmente, sorry. Eu super recomendo pra quem adora livros sobre o espaço e ficção cientifica, porque é isso que é, uma ficção.


Katia Albus 11/11/2015minha estante
Maah, deixa eu responder primeiro uma parte do seu comentário:
"e como assim o autor errou se ele próprio recebeu muita ajuda para escrever?"
Basta consultar qualquer livro de bioquímica ou procurar no Google pelo termo gliconeogênese para descobrir que SIM, O AUTOR ERROU FEIO e baseou seu livro e uma total falta de conhecimento de um processo biológico básico. O estoque de proteínas que o próprio autor diz que seriam mais do que suficientes para as necessidades do astronauta também supririam as necessidades de carboidratos dele. Isto é um fato. O autor cometeu um erro crasso e baseou seu livro nele. Se fosse um mero detalhe do enredo, eu deixaria passar. Mas é a base do livro!
Eu não posso acreditar que ele tenha recebido ajuda para escrever. Só sei que ele recebeu MUITA ajuda para promover o livro lá fora e, pelo visto, aqui no Brasil também, onde continua recebendo...
Livro totalmente dispensável para os amantes da verdadeira ficção científica.


Diegu 22/11/2015minha estante
Matou o livro por causa de um erro, nuss -_-'


Diegu 22/11/2015minha estante
Falou tanto dos erros e citou pouquíssimos, aí fica dificil validar sua resenha..


Katia Albus 23/12/2015minha estante
Diego, se eu citasse todos os erros do livro, eu precisaria escrever um livro. O erro que eu citei acima já é suficiente para invalidar TODA a trama, afinal ela gira em torno da necessidade de sobrevivência do astronauta pateta. E um dos pontos cruciais da trama mal elaborada do livro Perdido em Marte é o plantio das batatas, porque o astronauta boboca precisava "obter calorias". Como já foi comprovado, inclusive por outros autores de FC, a quantidade de proteína que o próprio personagem diz que tem à sua disposição seria suficiente para fornecer calorias para ele sobreviver até ser resgatado.
Outro erro? O astronauta palerma resolve fazer solo cultivável para plantar suas batatas... Ele junta suas próprias fezes ao solo marciano para transformá-lo em solo cultivável. Em determinada altura do livreco, o astronauta inepto diz, textualmente:
"os dejetos humanos contêm patógenos que, como você já deve ter adivinhado, infecta os seres humanos. Mas isso não é um problema para mim. Os únicos patógenos nestes dejetos são os que eu já tenho"
Neste momento eu convidaria o autor do livro a comer as próprias fezes para ver o que acontece. Ele teria uma diarreia que o deixaria fora de ação uns três dias, febre, vômito e etc... Se ele fosse um cientista ou se fosse um autor de ficção científica de verdade, saberia que os patógenos contidos em nossos intestinos são inofensivos apenas se ficarem lá. Ninguém que se contamine com as próprias fezes ficam sem problemas. Já dizia a vovó, tem que lavar as mãos depois de usar o banheiro.
Quer mais erros? Procura lá. Você é inteligente. Vai encontrar outros.


Jon 06/01/2016minha estante
No livro que eu li ele tinha um grande estoque de VITAMINAS. E caso eu ficasse isolado do mundo por um período indeterminado de tempo, minha maior preocupação seria exatamente a produção de alimento.

E Katia, antes de criticar tanto, lembre-se de que nem todos são tão entendidos do assunto. A maioria só quer uma boa história.

Esse não é um livro técnico sobre como sobreviver em Marte.


Katia Albus 07/01/2016minha estante
Querido Jon, no livro que você leu com certeza também tinha a seguinte frase:

"em cada embalagem de comida há cinco vezes mais proteínas que o mínimo necessário"

Caso eu fosse uma astronauta com conhecimento de bioquímica (já que seria botânica como o personagem do livro), minha maior preocupação seria entrar em contato com a terra, já que eu saberia que tenho alimento para SOBREVIVER por quatro anos.

Sim, eu critico o quanto eu quiser, já que este é o meu direito. E, para aqueles que endeusam o livro e o autor, acreditando que ele é o suprassumo da ciência, deixo aqui registrado o meu recado, nem que seja na forma de esclarecimento, para que os leitores menos entendidos no assunto saibam que nem tudo o que reluz no nefasto mercado literário é ouro.

E obrigado pelos comentários, meu povo. Eles ajudam a manter a minha resenha/crítica sempre no topo!


Katia Albus 08/01/2016minha estante
Antes que alguém diga ou insinua que eu inventei essa história das proteínas, vou copiar o trecho do livro Perdido em Marte aqui para todos verem como o autor cometeu um erro homérico que detona todo o livro:

?E em cada embalagem de comida há cinco vezes mais proteínas que o mínimo necessário, portanto o racionamento cuidadoso das porções dá conta das minhas necessidades proteicas durante pelo menos quatro anos.?

Quatro anos seria o tempo até a vinda de outra nave da Terra com mais suprimentos.
E sim, há pessoas que sobrevivem durante anos comendo apenas carne.

Andy... Tchau!


Seldon 26/01/2016minha estante
KATIA FATALITY!


Márcia 23/02/2016minha estante
Agora que você disse, voltei e reli aquela parte... Realmente decepcionante ver um autor tão artificialmente badalado cometer um erro desses. Que pena que os miquinhos amestrados do mercado editorial encheram o livro de resenhas positivas, tudo a troco de "parcerias" com a editora e alguns livros de graça para pagar os elogios.


Yasodhara 29/11/2016minha estante
Então, você tá certa em dizer que ele não morreria de fome se comesse apenas as proteínas por causa da glicogênese etc etc, mas provavelmente ele entraria em coma, morreria de acidose, problemas hepáticos, danos nos rins, cérebro, etc, já que essa via de transformação tem como resultado os "corpos cetônicos" (acetoacetato, D-?-hidroxibutirato), acetona, e principalmente a amônia, que é levada para o fígado e posteriormente aos rins para ser excretada. É só pensar em uma dieta "low carb", nenhum nutricionista sério te deixaria fazer esse tipo de dieta por muito tempo, por causa dos danos causados ao seu corpo, imagina passar 1 ano e meio fazendo esse tipo de dieta? Ele tava mais que certo em tentar uma fonte de carboidratos.


Katia Albus 13/12/2016minha estante
Yasodhara, meu anjo, você está completamente enganada. Tentou falar de Ciência, porém esqueceu de fazer uma pesquisa mais ampla. Existem dietas aqui mesmo em nosso mundo nas quais as pessoas se alimentam exclusivamente de carne. Faça uma pesquisa um pouco melhor aí no seu Google e descubra quantas pessoas vivem há anos comendo apenas proteína. Se isto é certo? Claro que não! Se funciona? A experiência com essas pessoas nos mostra que sim. Funciona! Elas comem desse jeito durante muito tempo. Eu não recomendo uma dieta dessas, mas uma coisa é certa. Ela seria suficiente para o astronauta abilolado desse livro ridículo sobreviver até a chegada da próxima missão a Marte. Então o autor errou sim, e errou FEIO!


Victoria.Phil 11/01/2017minha estante
Acabei abandonando a leitura depois de umas 40 páginas. Também esperava por um relato profundo e acabei decepcionada. Simplesmente não achei verossímil como o personagem conta sua história. Muito superficial.


Katia Albus 13/02/2017minha estante
Victoria.Phil, você está certo. Já ouvi muitas pessoas reclamando deste livro e achando absurdo que ele tenha virado filme... É um típico caso de muito marketing pra pouco livro.




Claudio 30/10/2014

Ficção científica, mas científica mesmo!
Entretenimento de qualidade. Vale cada minuto de leitura e o mais interessante é o grau de profundidade científica que o autor apresenta na estória - Não há invencionices, é tudo baseado em ciência (há alguns exageros, mas nada grave). Essa é uma ficção científica em que coisas irreais não acontecem. Mas que fique claro, isso não significa que não tenha ação - muito pelo contrário.

Enquanto a parte científica é aprofundada ao máximo, a parte filosófica quase não é explorada. O drama do astronauta perdido em Marte é focada quase que exclusivamente na solução científica dos problemas que se apresentam e muito pouco do drama humano ou da contemplação de se estar em um mundo desconhecido é explorado. Para mim fez falta, mas o livro não deixa de ser bom por isso.

Há um toque de humor interessante, mas que irrita um pouco mais para o fim da estoria. Também há alguns clichês, que também são bem suportáveis.

A narração é principalmente em primeira pessoa, e o início empolgante vai se tornando meio massante e, quando você acha que se meteu em uma furada, há uma mudança na perspectiva de narração que faz a estória fluir de maneira muito melhor.

Por fim, digo que "Perdido em Marte" é diversão pura, a qual tive o prazer de ler em dois dias e que certamente será um ótimo filme.
Beth 25/01/2015minha estante
Adorei esse livro. Quero destacar também o nome do tradutor, Marcello Lino. Ele foi muito competente!


Gabi 05/08/2015minha estante
Comentário pertinente, bem feito e decente (sem spoilers), me deu vontade de ler o livro. ;)


Francisco 05/09/2015minha estante
Estou no início do livro e até agora foi exclusivamente ciência, como você bem disse. É abordado extremamente bem, nota-se que o autor teve uma preocupação com essa questão técnica, mas em relação ao delineamento psicológico do personagem, até agora, está deixando a desejar. Não relata seus medos, anseios, sentimentos.. acho que falta essa imersão no íntimo do personagem, fato que é um pouco estranho uma vez que o livro é em 1ª pessoa. :)


Rozangela 25/09/2015minha estante
Ainda não cheguei ao final do livro, mas vendo os comentários que falam sobre o autor não entrar muito na psique do personagem gostaria de ressaltar uma coisa, o livro é sim narrado em primeira pessoa, mas é feito como um diário, ou seja, ele não está narrando as coisas ao vivo e sim ao final do dia ou no ínterim de uma atividade perigosa (achando que vai morrer, ele documenta), sendo assim é muito mais fácil 1) falar de forma humorada de uma coisa que passou e deu tudo certo, 2) pensar de forma otimista sobre uma coisa perigosa que se está prestes a fazer. Nos dois casos a personalidade extrovertida dele se sobressai coisa que foi mencionada pela psicologa da Nasa. Muitas coisas não são faladas, mas sinceramente não senti falta de nada até agora, está sendo uma ótima leitura.




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Katia Albus 07/01/2016minha estante
É isso aí, Hugo. E quer saber da pior? Muitas das informações que ele passa em excesso estão erradas porque o autor não estudou o suficiente... SciFi precisa ser levada mais a sério, e isso não tem nada a ver com piadas no meio do enredo.




Raniere 24/12/2014

Um livro arrebatador!
“Perdido em Marte” é um livro irônico, eletrizante, inteligente e tão realista que agradará até o nerd mais cético e exigente. Tudo bem que, provavelmente, este nerd é fã de Star Wars, onde coisas pegam fogo no vácuo (eu não sou tão herege a ponto de dizer que Star Wars é ruim, até por que eu amo esta série, mas o absurdo citado é uma verdade).

O livro conta a história de Mark Watney, que é dado como morto em uma tempestade de areia, durante uma missão em Marte. Para salvar o resto da tripulação, a comandante Lewis resolve interromper as buscas por Watney e parte do planeta. O problema é: Watney não estava morto! Para sobreviver, Watney precisará de todo seu conhecimento de botânica, engenharia e de seu afiado senso de humor.

Ai vocês podem se perguntar: “Senso de humor? Enquanto ele está sozinho em um planeta, sem comunicação com a Terra?”. Sim! E isso é explicado pela psicologia! Porém, abordarei esta explicação mais à frente.

Andy Weir nos conta esta história de diferentes pontos de vista: em alguns momentos, a narrativa é em primeira pessoa, através de diários de bordo escritos por Watney; em outros, a narrativa é em terceira pessoa, quando o livro aborda as pessoas na Terra (Nasa, etc.) e o restante da tripulação que está voltando para casa. Essa mudança de perspectiva torna a história mais dinâmica.

No meio da leitura, resolvi ler algumas resenhas, para ver se os demais leitores estavam gostando tanto quanto eu, e acabei lendo algumas coisas que discordei. Vou falar sobre isto aqui:

Em uma resenha (muito positiva), houve uma crítica quanto ao senso de humor irônico e sarcástico de Watney. O leitor reclamou que este era desnecessário e que, ao final do livro, ele se torna excessivo. Bom, é verdade que o senso de humor de Watney e suas ironias aumentam em momentos de tensão (como o final do livro). E isso é explicado pela Psicologia!

Ao perguntar sobre este detalhe à uma amiga psicóloga, esta me explicou que, como a personalidade de Watney é irônica (ele é reconhecido por outras pessoas assim), o uso (às vezes excessivo) deste senso de humor é necessário para que a identidade da pessoa seja mantida e, assim, a sanidade seja preservada. Ou seja: Andy foi tão sagaz que, ao escrever este livro, explorou esta característica da psicologia! Genial!

Teve outra resenha, um tanto absurda, que dizia que o livro “parecia uma aula de biologia, que o autor precisava explicar tudo”, e disse que o autor precisava explicar a fórmula da água, etc. Após me recuperar do choque de ver tantos erros de português reunidos em um único lugar, acabei chegando à conclusão que sim, esta crítica pode surgir em outros leitores.

Ao meu ver, a existência de explicações como estas (sem o exagero do resenhista citado) é extremamente necessária, para que se mantenha a veracidade da história contada. No livro, Watney precisa criar soluções desesperadas para problemas críticos, e, se o autor não explicasse o raciocínio do personagem, o leitor não entenderia o que realmente foi feito, e a história ficaria confusa. “Perdido em Marte” é um livro complexo, que envolve várias questões de física, botânica, química, matemática, engenharia, etc. Para entender o que se passa na história, o leitor precisa ler estas explicações.

Enfim, este livro é muito recomendado para todos os fãs de ficção científica, aventura, suspense e para nerds fascinados por astronomia.

site: https://www.facebook.com/EncontrosLiterariosRJ
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Coruja 11/06/2015

Creio que desde o ano passado ouço comentários elogiosos sobre o livro de Andy Weir – gente que tenho em alta conta e que entende tanto de literatura quanto de ciência. Um dos principais pontos colocados sobre Perdido em Marte tem sido o quão plausível é a ciência da história e esse é o tipo de detalhe que muito me interessa em ficção científica.

Passei um bom tempo namorando o livro, bem como acompanhando detalhes sobre a produção do filme, previsto para estrear no fim do ano, com Matt Damon no papel do protagonista. Coisa de um mês atrás, consegui o livro numa das minhas trocas habituais e quase que imediatamente me pus a ler.

A história, em capítulos curtos correspondentes às entradas do diário de bordo do astronauta Mark Watney – deixado em Marte em meio a uma tempestade, dado como morto pelo resto da tripulação com que trabalhava – entremeia-se com capítulos que mostram as reações na Terra à sua morte e depois da descoberta de que ele continuava vivo, bem como dos outros astronautas da missão Ares 3.

Acompanhamos os esforços de Watney para sobreviver a condições quase impossíveis, em especial o problema da comida e da comunicação, e ao mesmo tempo assistimos os esforços de um mundo inteiro que se solidariza com a situação do astronauta náufrago.

Perdido em Marte merece, de fato, todos os elogios que lhe têm sido feitos. Watney é engenheiro e botânico, e sabe combinar seus conhecimentos com muito bom senso e humor. Mesmo sabendo que está correndo contra o tempo e quase tudo está contra ele, Watney não desiste – ele faz planos, testa suas engenhocas, tagarela sobre ciência, escuta música disco, lê Agatha Christie e planta batatas no solo estéril de Marte.

Considerando o quão desesperadora é a situação do protagonista, é curioso perceber o quão divertido é o livro – e isso se deve principalmente à personalidade de Mark Watney. Existe bastante tensão, especialmente da parte do pessoal que está às voltas com montar a missão de resgate, bem verdade. Mas esquecemos por vezes o fato de que ele está completamente sozinho num planeta inóspito, sem comida suficiente para sobreviver até que uma missão possa ser montada para seu resgate, sem condições de se comunicar com seus colegas ou com a NASA para dizer que está vivo, tudo porque ele faz digressões sobre Aquaman e sobre séries antigas de TV, reclama que não aguenta mais ouvir música disco e, de uma forma geral, fala de si mesmo e de seu caso com boas doses de ironia e disposição para fazer o que tem de ser feito.

Ainda que Watney roube a cena, todo o elenco do livro é bastante simpático. Talvez uma das grandes sacadas da história seja a forma como as circunstâncias do astronauta perdido ecoam na Terra e mobilizam uma grande rede de solidariedade – esperança e humanidade são peças-chaves no livro.

Já estava bem ansiosa pelo filme, porque gosto muito da atuação do Matt Damon e, com alguns senões, também admiro o trabalho do Ridley Scott. Após ter lido o livro e assistido o trailer, fiquei ainda mais empolgada. Quero crer que será um dos grandes filmes desse ano. Vamos ver no que vai dar...

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2015/06/para-ler-perdido-em-marte.html
Beth 13/06/2015minha estante
Adorei esse livro!


Maria.Jose 19/01/2016minha estante
Amei esse livro! Li em um dia e meio!




Jhones Rocha 12/09/2015

Chorando onde não há atmosfera
"É tanta física que parei no início do livro." Esse foi um dos primeiros comentários que recebi ao falar que iria ler o livro. Têm física. Muita física. Detalhada. Mas também têm química. Biologia também. E emoção. Perdido em marte faz com que as mentes mais científicas se encham de emoção, é realmente impressionante como você entra no mundo de Mark Watney e torce por ele, e vibra com ele e sofre com ele.
Leitura altamente científica porém impressionante e nada cansativa, cada página um suspiro ou um sorriso.
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Leitora Viciada 12/01/2015

Em 2011 The Martian foi publicado em inglês pelo próprio Andy Weir, sendo em seguida lançado por uma editora. Este é o primeiro livro do autor e chegou ao Brasil pela Editora Arqueiro sob o título Perdido em Marte.
Uma adaptação cinematográfica está em andamento pela 20th Century Fox, com o ator Matt Damon interpretando o protagonista Mark Watney e com Ridley Scott na direção.
Perdido em Marte é uma das melhores obras de Ficção Científica da atualidade e possui um potencial enorme para gerar um filme incrível e agradar a todo o público que gosta de aventuras espaciais com ação (psicológica e física) e comédia inteligente. Na verdade, o livro parece ter sido feito especialmente para gerar uma superprodução hollywoodiana. Enquanto eu o lia, criava várias cenas fantásticas e engraçadas e não parava de imaginar como seria perfeito na telona!
Esta obra é incomum e perfeita para os fãs de Ficção Científica: Está mais para científica que para ficção, porque o autor é muito detalhista nas explicações lógicas. Claro, a premissa é extremamente especulativa, pois um astronauta está sozinho em Marte, mas o embasamento científico (seja físico, químico, biológico, tecnológico, matemático, etc...) é perfeito. Tão perfeito que eu parava para pesquisar algumas coisas e não encontrava nenhum erro. Sou leiga e, portanto, fácil de ser convencida, mas me senti tão compenetrada na ciência presente que nem parecia ficção.
E o tom irônico, satírico e divertido da narrativa traz a leveza necessária para o leitor não se entediar. Na verdade, Andy Weir alcançou a proeza (para mim inédita) de equilibrar diversão e leveza e Alta Ficção Científica.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada.
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2015/01/perdido-em-marte-de-andy-weir-e-editora.html
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Alessandro 23/02/2015

Uma interessante novidade no mundo da Ficção Científica.
Perdido em Marte (The Martian) é um romance de ficção científica do subgênero Hard, que é um estilo de ficção focada na precisão científica. Foi originalmente publicado pelo próprio autor em 2011, sendo que em 2014 os direitos foram adquiridos por uma grande editora (Crown Publishing) que republicou o livro com grande sucesso. O livro ganhou projeção após ser divulgado que Ridley Scott irá filmar a estória, com Matt Damon no papel principal, e o lançamento será ainda neste ano! Para mais informações confira este link para o IMDB.

O livro conta a estória do astronauta Mark Watney, um botanista e engenheiro mecânico que é deixado para trás logo no início da terceira missão tripulada à Marte, a Ares 3, que foi forçada a evacuar devido a uma forte tempestade. Seus companheiros o julgaram morto devido a uma antena ter perfurado seu traje EVA, o que foi confirmado pelos monitores de dados vitais de seu traje. Na verdade seu ferimento não foi muito grave, e o traje foi capaz de vedar o vazamento antes de perder muita pressão. Watney acaba ficando para trás, sem comunicação com o resto da equipe ou com a NASA, precisando contar apenas com suas habilidades técnicas e científicas para sobreviver com os recursos limitados que dispõe até a próxima missão Ares, e assim ter alguma chance de resgate.

Mark Watney revela-se uma pessoa cheia de recursos, com uma criatividade e capacidade de lidar com adversidades totalmente fora dos padrões. Ele é uma espécie de MacGyver que é capaz de consertar qualquer coisa com um pouco de fita adesiva, pedaços de lixo e o que mais conseguir obter.

O autor pretendeu mostrar um personagem que nunca se deixa abater, com um bom humor tão fora do padrão quanto suas habilidades para sobreviver. Mas, na minha opinião, aqui o autor exagera um pouco, e mostra o diário de Watney mais como um blog nerd do que um drama de sobrevivência. Praticamente não existe nenhum momento traumático, e o tempo todo o astronauta faz trocadilhos e piadinhas infantis, como substituir uma unidade de medida de energia que considera sem graça por “pirata-ninja”, faz piadinhas com emoticons ao fazer contato com a NASA (veja só, um par de peitos! (.Y.)). Sinceramente, as piadas são mais embaraçosas do que engraçadas. Não importa o tamanho da desgraça, ou quanto a situação seja desesperadora, Watney insiste em fazer piadas e comentários ridículos, minimizando o tempo todo a tensão que seria característica em um livro de sobrevivência. Watney é um personagem unidimensional, sem nenhuma profundidade psicológica, mesmo passando por situações traumáticas como quase morrer várias vezes e ter sido abandonado em outro planeta.

Apesar disso, Andy Weir é um excelente escritor técnico, bastante detalhista ao descrever as ações de Watney para criar e reciclar água e ar, para criar solo para cultivar batatas, e adaptar o veículo espacial e o habitat para os mais diversos fins. No subgênero Ficção Científica Hard essa familiaridade com a ciência é muito importante, e sem dúvida é o ponto forte do livro.

Talvez o autor tenha tentado aproximar o livro da linguagem dos jovens, ou facilitar a leitura, mas considero muito desagradável um personagem fazer algum comentário sarcástico e logo depois explicar: sim, isso é sarcasmo. Uma piada que precisa de legenda ou trata-se uma piada ruim ou o autor considera que o leitor não possui inteligência suficiente para entende-la. É lamentável.

Mesmo assim ainda assim considero esse livro uma gratificante novidade na ficção científica, e recomendo sua leitura. Apenas considero que teria sido um livro bem melhor se fosse um pouco menos nerd e um pouquinho mais dramático.

site: https://leiturasparalelas.wordpress.com/2015/02/23/perdido-em-marte-the-martian-andy-weir/
Matheus 04/04/2015minha estante
Resenha brilhante. Parabéns!




Elisa 21/03/2015

Confesso que vou ficar com saudades de acompanhar Mark Watney bolar planos para sobreviver sozinho em Marte.
Mark Watney é o nosso simpático e carismático protagonista. Você consegue ficar amigo de verdade dele ao longo da leitura, enquanto ele nos explica em seus diários de bordo as gambiarras que está fazendo para conseguir gerar mais água, oxigênio, pressão atmosférica ideal e até mesmo como criar bactérias propícias à uma plantação de batatas em pleno planeta vermelho.

Você vai ficar feliz quando as batatinhas marcianas começarem a crescer e quando ele conseguir estabelecer seu primeiro contato com a NASA, vai rir das piadas que ele consegue fazer tão naturalmente quanto respirar, e vai prender a respiração na primeira vez que alguma coisa der tragicamente errado (porque quando se está tentando sobreviver sozinho em Marte, alguma coisa com certeza vai dar muito errado).

Perdido em Marte é uma ficção científica que é científica em todo o sentido da palavra. Prepare-se para explicações bem humoradas sobre os processos químicos, físicos e termodinâmicos que acabam por salvar a vida do solitário habitante de Marte. Você vai terminar o livro desejando saber tudo o que Watney sabia porque vai que… Né?

Andy Weir, o autor, escreve de uma maneira muito fácil de se compreender. Ainda assim, se você não tem muita simpatia por física e química, pode se sentir perdido no meio de algumas explicações mais técnicas. Se você for capaz de “passar reto” por essas explicações, conseguirá ter uma ótima experiência de leitura, pois compreender absolutamente tudo não influencia no bom entendimento da história. Mas é legal ter um pouco de boa vontade em entender, nem que seja um pouquinho, afinal Weir teve um grande trabalho em reunir tantas informações coerentes e verdadeiras sobre física e química para criar uma história convincente para seus leitores.

Para fechar com chave de ouro, o filme baseado no livro já está em estágio de pós-produção e deverá estrear nos cinemas em novembro de 2015. Eba!!!

site: https://elisamacz.wordpress.com/
comentários(0)comente



Rafaela 08/08/2015

Veja! Um par de peitos! --> ( . Y . )
Desde a primeira vez em que ouvi falar sobre Perdido em Marte, o livro já me chamou muito atenção. Depois que vi o book trailer já quis correr para comprar! Ou seja, minhas expectativas para esse livro estavam altas. Às vezes isso acaba sendo um problema, pois a história não corresponde com as expectativas. Porém, Andy Weir não me decepcionou nem um pouquinho! Pelo contrário, Perdido em Marte é ainda melhor do que eu esperava!

Em seu livro de estreia, o autor nos apresenta a Mark Watney, um astronauta engenheiro botânico que, mesmo depois de ter sofrido um acidente terrível e ser abandonado sozinho em Marte, não se dá por vencido e faz de tudo para sair dessa situação de morte iminente, o que a princípio parece ser impossível.


"Estou fodido e vou morrer!" (pg. 39)

Mark é um personagem extremamente incrível, daqueles pelo qual você torce o tempo todo! Ele, obviamente, é muito inteligente, além de criativo e sagaz. Consegue encontrar saídas para situações super adversas e enquanto eu lia, ficava muito impressionada com a genialidade dele e a forma como ele se superava a cada momento.
Mas o que mais me surpreende, é o seu humor inabalável, como a própria sinopse do livro nos diz. O mais interessante nesse personagem é a forma como ele lida com todos esses problemas. Ele não espera pela morte ou fica deprimido e com pena de si mesmo.

Mark usa tudo o que tem à sua disposição para se manter vivo e traçar um plano de fuga. Ele está numa luta contra o tempo, os mantimentos vão acabar, o oxigênio, água, combustível, tudo uma hora vai acabar e seus conhecimentos de engenharia e botânica são vitais para que ele saia de várias enrascadas. O cara até planta batatas em Marte, gente!!! BATATAS EM MARTE!


"Por que o Aquaman consegue controlar baleias? Elas são mamíferos! Não faz sentido." (pg. 64) Um dos questionamentos importantíssimos de Mark Watney

"[...] Usando técnicas avançadas de construção (fita adesiva)" (pg. 75)
Fita adesiva = solução pra tudo na vida

A narrativa desse livro contém muitos termos técnicos de química e tudo o mais, conforme o Mark Watney vai lidando com as situações. Para aqueles de humanas como eu, essas coisas geralmente são muito difíceis de entender e a gente fica bem perdido, porém o autor descreveu tudo de uma forma tão prática, que todas as informações mais técnicas que o Mark falava fluiam bem, pelo menos para mim! O livro todo flui, já que ele é dividido em capítulos não muito longos e também em diários de bordo. Nesses diários, o personagem vai nos contando tudo o que acontece com ele lá no planeta vermelho, mas há também capítulos narrando simultaneamente o que acontece aqui na Terra, e como a NASA e o mundo todo está lidando com o problema.

Há várias referências a cultura pop no livro, coisas dos anos 90 ou 80, muita disco music também, o que aliás, rende boas risadas! Existem também outros personagens dos quais eu poderia falar aqui, que fazem um papel importante na história, como por exemplo a Mindy Park, que foi crucial para que a NASA soubesse o que realmente tinha acontecido com Mark. Os diretores da NASA, Annie, a responsável pelas relações públicas, o Mitch, entre outros. E além desses, claro, os outros astronautas que faziam parte da missão: a comandante Lewis, o Martinez, a Johanssen, o Beck, e por fim, o Vogel.

A leitura é rápida e divertida, além de muito emocionante! O tempo todo algo diferente acontece e enquanto eu lia, eu sentia como se aquilo tudo estivesse realmente acontecendo e que a qualquer momento eu poderia ligar a TV e uma reportagem sobre o astronauta em Marte apareceria. Foi um sentimento bem engraçado/angustiante!

O livro é ótimo, tanto por ter um enredo incrível quanto por seus personagens, principalmente o Mark Watney. Ele é um personagem que me marcou bastante. Eu ri muito com ele e o jeito irônico e divertido dele de levar a vida, torci para que conseguisse sair dessa situação, aprendi como o bom humor e a determinação são importantes e que a gente não pode nunca desistir facilmente das coisas.

"Todo ser humano tem um instinto básico de ajudar os outros. Talvez não pareça ser assim ás vezes, mas é a verdade."

Recomendo!

site: http://belacompanion.blogspot.com.br/2015/08/perdido-em-marte-andy-weir.html
RaphaKiske 27/08/2015minha estante
"Todo ser humano tem um instinto básico de ajudar os outros. Talvez não pareça ser assim ás vezes, mas é a verdade."

Eu só queria saber porque gastaram uma puta grana pra salvar a vida do Watney, sendo que essa mesma grana poderia ser usado para salvar uns africanos, ou pessoas do próprio estados unidos mesmo hauhaua


RaphaKiske 27/08/2015minha estante
"Todo ser humano tem um instinto básico de ajudar os outros. Talvez não pareça ser assim ás vezes, mas é a verdade."

Eu só queria saber porque gastaram uma puta grana pra salvar a vida do Watney, sendo que essa mesma grana poderia ser usada para salvar uns africanos, ou pessoas do próprio estados unidos mesmo hauhaua




Sheylla 19/02/2015

Eu nunca me diverti tanto lendo um livro antes. Mark Watney se tornou um dos personagens mais engraçados que existem. Ele é um botânico e engenheiro que faz parte da missão Ares 3 de Marte. Durante uma saída de rotina para manutenção em um dos aparelhos uma forte tempestade de areia atinge o acampamento e uma evacuação de emergência tem que ser realizada. Os ventos estão muito fortes e Mark é atingido por uma antena e perde a consciência. Seus companheiros de viagem e sua comandante acreditam que ele tenha morrido no acidente e entram no veículo espacial para sair da órbita de Marte o mais rápido possível.

Por mais incrível que possa parecer, Mark está vivo. E está sozinho em Marte, sem comunicação com Houston o plano agora é permanecer vivo até o pouso do Ares 4, daqui a quatro anos. Ele tem o Hab, que nada mais é que um balão inflável de 92m² que mantem o oxigênio e o suporte a vida, como se ele estivesse dentro de uma nave sem a necessidade de vestir o traje especial. Mark tem suprimentos e vitaminas para sobreviver seis meses, não é o suficiente. Então como bom botânico que é ele decide plantar batatas. Uma quantidade bem grande de batatas para suprir suas necessidades calóricas.

Mark é o rei dos "jeitinhos" e das "gambiarras" e isso faz com que a sua capacidade de sobrevivência aumente a cada nova invenção. E numa dessas ideias geniais ele descobre como tentar contato com a Nasa: reformando uma antiga sonda que esta a alguns quilômetros de distancia de onde o Hab está, é uma viagem longa, mas Mark não tem nada mais interessante pra fazer em Marte mesmo. Ele ainda não sabe mas a Nasa acabou descobrindo que ele está vivo via imagens de satélite que mostram a movimentação e bagunça que ele anda fazendo no solo marciano, montando uma força-tarefa com o propósito de trazer Mark de volta a Terra.

Um Sci-Fi moderno que poderia se passar num futuro muito próximo, já que estamos bem próximos de chegar em Marte para missões humanas. Divertidíssimo apesar de usar alguns termos técnicos, se você não for um químico ou botânico não se preocupe, Mark vai te explicar o que ele está fazendo. Em Novembro estreia o filme estrelado por Matt Damon no papel do nosso querido astronauta, nem preciso dizer o quanto já estou ansiosa, a direção fica por conta de Ridley Scott (Exodus, Gladiador, Prometheus).

site: http://www.loucura-literaria.com/2015/02/resenha-perdido-em-marte-andy-weir.html
Vicente Cândido 20/02/2015minha estante
Boa resenha, mas só uma correção, será o Matt Damon no papel de Mark Watney.




Rose 29/12/2014

Vocês devem estar se perguntando como uma pessoa se perde em Marte. Pois é, Mark Watney conseguiu. Este astronauta botânico que fazia parte da missão Ares 3, estava em Marte junto com outros tripulantes, Alex Vogel, Chris Beck, Lewis, Rich Martinez e Johanssen quando todos foram surpreendidos por uma forte tempestade de areia, tão comum na região.
Indo em direção à VAM (Veículo de Ascensão de Marte), Mark é atingido e desaparece no meio da tempestade. Antes de ser encontrado pelos seus companheiros ele é dado como morto e a tripulação que está em perigo, é obrigada a sair rápido de Marte.
Acontece que Mark não morreu, apenas ficou desmaiado e com seu traje rasgado, motivo pelo qual toda a tripulação não encontrava os sinais de vida dele e o considerou morto.`
Agora sozinho e sabendo que um futuro resgate só seria possível dali há uns 4 anos, Mark teria uma difícil missão pela frente, além de se manter vivo todo este tempo em um planeta totalmente desabitado e deserto, ainda teria que dar um jeito de se comunicar com a Terra e avisar que estava vivo.´
Situação complicada esta do nosso amigo! Mas ao contrário do que muitos fariam, ele não entregou os pontos, e colocou seu cérebro para funcionar. Tomando providências básicas para sua sobrevivência, Mark começa a elaborar um plano que o mantenha vivo até que alguma missão volte para o planeta vermelho.

Detalhe da planta de Marte
É assim que vamos acompanhando as aventuras e desventuras deste astronauta. Através de um diário de bordo, Mark vai anotando e contando tudo o que está fazendo ou planeja fazer para manter-se vivo. Da ideia de como aumentar sua produção de água, até a inusitada plantação de batatas que ele quer fazer para ter mais alimento, tudo é religiosamente registrado. Assim, caso ele morra, todos saberão o que de fato aconteceu.
Enquanto isso, seus antigos companheiros de missão estão viajando de volta para Terra, sem saber que ele está vivo. Na Terra todos pensam que Mark morreu. Funerário, enterro e homenagens, tudo é providenciado. Mas, alguns meses depois, em um trabalho de rotina, eis que os olhos atentos de uma pesquisadora constatam que Mark não morreu!
É dada então a largada para uma corrida contra o tempo para salvar este astronauta. Toda a Nasa se mobiliza para criar um jeito que viabilize o resgate. Depois que Mark consegue resgatar um antigo aparelho abandonado em Marte na década de 70, ele consegue uma comunicação com a Terra, e descobre que todos estão trabalhando pelo seu resgate. Um planeta inteiro passa acompanhar boletins diários da situação vivida por Mark.
Quando tudo parece ficar mais tranquilo, eis que Marte tenta mais uma vez matar nosso herói, e a Nasa tem que lançar às pressas uma missão de entrega de suprimentos para que Mark possa sobreviver até que uma nave tripulada consiga chegar à Marte.
Tudo começa a dar errado, e a vida de Mark fica por um fio, ou melhor, por alguns sóis. É assim que ele conta seus dias no planeta. Ele tem suprimentos limitados que não durarão até que alguma nave possa salvá-lo. Sem contar que ele teria que fazer uma longa e difícil viagem por Marte para chegar até o futuro ponto de encontro. Sem equipamentos especiais e adaptados para tal fato.
Mas vocês acham que ele desiste? Tirando alguns pitis que ele dá, em geral ele consegue manter o bom humor e o otimismo. Aliás, são exatamente estas características que o mantem vivo, sem contar óbvio sua inteligência para resolver os diversos problemas que vão surgindo ao longo de sua permanência.
Contra todas as possibilidades da missão de suprimentos dar certo, a Nasa toma uma decisão polêmica, que acaba causando uma imensa insubordinação e revolta. Mas é justamente esta revolta, a única chance real de Mark voltar para casa.
Para quem gosta de ficção científica é uma leitura e tanto. Achei a leitura em alguns momentos cansativa, mas entendo serem necessárias, pois a narração é feita pelo Mark, e ele vai contando, ou melhor, escrevendo em seu diário, tudo o que está fazendo, como a descrição da fórmula da água e como conseguir obtê-la. Sem esta explicação (apesar de meio chata), devo admitir que ficaria boiando com o resultado final. Isso acontece em outros fatos, que achei necessários, como disse, para dar veracidade e não deixar o leitor "boiando".
Gostei muito de Mark, e fica difícil não torcer para que ele consiga voltar para casa, mesmo não acreditando que metade do que se conta no livro seja possível...
A Olívia já disse, mas não custa avisar mais uma vez que um filme baseado no livro será lançado em 2015. Agora é esperar para conferir o trabalho nas telonas.
Então, o que acharam do livro? Alguém já leu ou pretende ler?

site: http://fabricadosconvites.blogspot.com.br/
Line 31/12/2014minha estante
Achei sua resenha muito boa...fiquei curiosa em saber mais sobre o livro...Vou indicar pra meu irmão, ela ama esse estilo literário.
bjs


Cinthia 12/01/2015minha estante
Bom Rose, esse livro é muito bom, gostei muito de lê-lo. O bom humor do personagem é muito presente. Uma leitura maravilhosa!


Clarice.Castanhola 23/04/2015minha estante
Ah, estou muito curiosa sobre esse livro já faz um tempinho. Está na minha lista, mas eu não sabia muito bem o que esperar dele até ler sua resenha. Não parece muito empolgante, uma vez que se foca tanto em detalhes técnicos, mas eu gosto de viagens espaciais e ciência, então vou conferir com certeza.




Heitor 11/12/2015

Uma narrativa dotada de instinto, criatividade e inteligência
Conheci esse livro no ano passado, com a notícia do filme que foi lançado esse ano. O livro é maravilhoso, muito detalhado e bem pesquisado. A narrativa se desenrola facilmente em capítulos curtos, (em formato de relato em um diário de bordo) mas às vezes intricados, pois o leitor é levado a imaginar toda a atmosfera da sobrevivência em Marte, os instrumentos, equipamentos e termos físicos e químicos. Creio que seria o único empecilho do livros, em algumas passagens. Porém, é uma história envolvente e que se baseia, como é dito no livro, no instinto humano de ajudar o próximo (ou de acompanhar sua luta para superar as adversidades). O protagonista, Mark Watney, transforma o que seria uma tragédia triste e solitária em um bem-humorado relato cotidiano de intenso raciocínio, imprevistos, acidentes, piadas e ideias incríveis. Paralelamente, na Terra e no espaço (na Hermes), os demais personagens ajudam a criar um ambiente maravilhoso com detalhes sobre a exploração espacial e tecnologias avançadas. Altamente recomendado, é uma narrativa que vem ganhando popularidade, e o autor Andy Weir soube tirar o melhor desse gênero.





-------------------------------- SPOILER DE LEVE ABAIXO ----------------------------------------------





Sem precisar apelar para romances amorosos como tema central ou catástrofes, mortes e muitos cliffhangers dramáticos, é um livro pra quem gosta de ciência com um bom toque de humor.
Camila 11/12/2015minha estante
Que jovem mais culto, está de parabéns


Heitor 26/01/2016minha estante
kkkkkkkkkkkk




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