Os 13 Porquês

Os 13 Porquês Jay Asher




Resenhas - Os 13 porquês


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Ginger 19/01/2011

De longe o melhor.
A história é FANTÁSTICA, me apeguei a muitos poucos personagens da forma que me apeguei a Hannah, eu tinha sempre que estar me lembrando que ela ja tinha morrido e que não tinha mais jeito, tentei até me convencer diversas vezes de que ela ainda estava viva e que tudo não passava de uma brincadeira... Escrito de forma fascinante, consegue passar TUDO o que Hannah sentia, te faz sentir como se ela estivesse ali, meio que dentro de você...

Eu geralmente engulo os livros que eu gosto, mas não consegui com esse, eu tinha que digerí-lo e isso demorou algum tempo... Terminei de lê-lo de meia noite de um dia e só consegui dormir as duas da manhã chorando (ele não é um livro chorável, mas me sensibilizou), o fato do mapa estar no livro também te traz um pouco mais pra dentro e cara... INEXPLICÁVEL!

Mas, eu não gostei do epílogo, acho que ele poderia ter sido melhor... E essa é minha única reclamação...



INDICO A TODOS!
Ginger 09/02/2011minha estante
ACABA DE SER ANUNCIADA UMA ADAPTAÇÃO PRO CINEMA COM SELENA GOMEZ! PQP!


Thelukas007 13/06/2011minha estante
Senti exatamente as mesmas coisas que vc lendo esse livro rsrs


Elena P. 19/07/2011minha estante
Adaptação com Selena Gomez??!! Vão acabar com o livro, vai ser uma porcaria...


Cami 05/08/2011minha estante
Como assim adaptação pro cinema com Selena Gomes????? Nada a ver!


Carla 03/06/2012minha estante
Concordo com você! A história é fascinante, só fiquei revoltada com a quantidade de páginas e do pequeno tempo que ela passou/teve com Clay. Resumindo: recomendo!


Fran 11/09/2012minha estante
eu amei o livro ^^


João Vitor 23/09/2012minha estante
eu tbm uahauah eu pensava: ''no final ela vai apaecer e dar um beijo nele'' ;-;


Jéssica 01/06/2013minha estante
Comecei a ler o livro recentemente e já me apaguei a história, espero gostar do livro todo. Acho que a Selena Gomez tem tudo a ver com o papel, eu não julgo pelos trabalhos dela da Disney, ela se revelou uma ótima atriz em Spring Breakers, espero que ela faça um ótimo trabalho como Hannah Baker.


Renata 02/07/2013minha estante
Nossa! Você me descreveu em relação ao sentimento pelo livro, ele é muito impactante, você não consegue desencanar dele logo. E eu também precisava sempre me lembrar que ela tinha morrido e ainda assim, esperava que a qualquer instante ela fosse aparecer viva. Nunca senti isso por livro nenhum.


Pamella 18/10/2013minha estante
Também chorei mt com o livro, confesso que me identifiquei muito com a Hannah. É interessante como ele [o livro] mostra que o que algumas pessoas consideram "drama adolescente" ou "besteira" realmente pode mudar uma vida: pra melhor ou pior.


Amandha 21/01/2014minha estante
Que que tem que vai ser interpretado pela Selena Gomez? Ela é uma ótima atriz! E quando se é atriz de VERDADE que nem ela, que sente o papel, pode ser tornar qualquer personagem. Só por que ela era da Disney talvez? Por favor né gente.. Sem pré-conceitos.


lau 17/04/2014minha estante
Eu achava que ela estava escondida em algum lugar, na verdade, eu tinha a esperança que ela estaria escondida e esperando a fita passar na mão de todos... Enfim, Clay precisava de mais tempo com ela, ele tinha que ter, mas ela não aparece e quando eu vejo que acabou eu fico exatamente com esse sentimento que você descreveu, acho o que resumiria esse sentimento é inconformada, devastada... Super recomendo esse livro :)


Nat 03/05/2014minha estante
Estou lendo desde ontem em PDF, estou muito presa a essa leitura... ansiosa pela proxima fita, e quando será que o Clay será citado nela... Passei por situações semelhantes na escola, mas nada que me deprimisse.


Well 30/08/2016minha estante
Cara me senti do mesmo jeito que vc lendo esse livro, chorei, senti raiva e quase sempre com a esperança de que ela poderia estar viva. Achei sensacional!


patty 02/09/2016minha estante
Recomendo


Tirzzia 20/02/2017minha estante
Eu acho que fui a unica pessoa que não gostou do livro kkk


fabricio 02/04/2017minha estante
Senti exatamente o mesmo que voce!! tb não gostei muito das ultimas paginas, teria sido MUITO melhor se tivesse acabado com a Hannah falando!!!!!!


Cibelly.Mariana 29/04/2020minha estante
Oi sou nova aqui e queria ler este livro os 13 porquê mas não consigo


Lari_Dortz 13/05/2020minha estante
alguém tem esse livro em PDF?


Rayca 25/05/2020minha estante
Se alguém tiver PDF me envia porfavor!!!!


Giovana.Barreto 04/07/2020minha estante
Como faz para ler?tem q pagar?




Amanda Azevedo 08/03/2012

O mundo é pesado demais para algumas pessoas.
[...]

Desiludida a ponto de tentar tudo apagar de uma só vez
Buscando ainda
Dignidade e respeito
Uma saída
Para um momento de desespero
Com as mãos vazias
E a mente atormentada a ponto de tudo arriscar

[...]

Atordoado — CPM 22

Às vezes, somente estar presente quando a pessoa busca por você não é o suficiente. Você tem que se fazer presente, demonstrar interesse por ela e por sua vida mesmo que ela não peça. Interesse verdadeiro. Pessoas se sentem solitárias sem estarem realmente. Por falta de afeto, carinho e atenção daqueles que a rodeiam. Então, eu digo: preste atenção nas pessoas de sua convivência, preste atenção ao seu redor e deixe que o mundo preste atenção em você também. Cuidar... Isso é raro atualmente, cuidar de nós, cuidar do outro.

Esse livro conta a história de Hannah. Quando o livro começa ela já se matou. É um fato, decisão tomada. Então, só nos resta saber os seus motivos. E é assim que a história se desenrola. Ficamos conhecendo os 13 porquês — e as 13 pessoas — que levaram Hannah a tomar essa atitude extrema.

Conhecemos a história através do Clay, que é uma das pessoas que aparentemente tem “culpa” e contribuiu para que Hannah fizesse o que fez. Funciona assim: antes de se matar ela deixou 7 fitas gravadas — sendo que cada fita tem o lado A e o lado B, em cada lado, Hannah explica 1 motivo e cita a pessoa ‘responsável’ — ela envia as fitas para a primeira pessoa da lista e essa pessoa, após escutá-las, manda as fitas para a próxima pessoa da lista.

Algumas pessoas podem achar que os motivos explicados por Hannah no decorrer da história sejam banais. Mas, se leva uma pessoa a cometer suicídio, acho um erro gravíssimo dizer que isso ou aquilo não eram motivos suficientes. Cada um sabe de si. E cada um tem o seu limite do que pode e/ou aguenta suportar.

"Mas você foi a pessoa que tirou tudo isso de mim. Bom... nem tudo. — A voz dela treme — Mas tirou o que havia sobrado." — Página 78

Suicídio sempre é um assunto complicado. Há aqueles que julgam, condenam que chamam de fracos quem toma tal decisão. Há quem reconhece essa fraqueza no outro e não faz nada pra impedir... Bem, não sou ninguém pra dizer como você deve se portar diante de tal situação. Só digo: fique atento. A você e às pessoas de sua convivência. Pessoas precisam de atenção, pessoas podem ser ajudadas por maneiras incontáveis. Cada um tem sua “carência”. E um dos pontos mais importantes — pra mim — nunca... Jamais! Intitule por covarde aquele que viu no suicídio sua liberdade.

"Não tomei essa decisão no calor do momento. Não me menosprezem... Mais uma vez."

Amanda — Lendo & Comentando
Visite: lendoecomentando.blogspot.com
Kau 30/08/2013minha estante
Gostei da resenha, falou do livro com respeito, respeitando o assunto que em si é sério, vou ler!


Larissa 08/01/2014minha estante
Como publico minha resenha?




Lucas 27/06/2012

13 motivos e eu ainda acho que foi porque ela quis.
Quando eu quis começar a ler Os 13 Porquês, foi porque ouvi falar muito bem dele, mas não posso negar que depois de ler me decepcionei um pouco.

Um pouco, veja bem, a história, que vocês já devem saber, é sobre Clay receber as fitas com 13 porquês de Hannah ter se suicidado, a regra é simples, "escute sua fita, saiba qual o motivo que te envolve, e passe a fita pra frente." ok, a história do livro é interessante, muito interessante, mas acho que não foi aplicada de uma forma boa o suficiente, os motivos NÃO são tudo isso, não são.

Há sim, aquela ponta de raiva e rancor pelo bullying, mas parece que Hannah apenas não aceitou o fato de ser deslocada e se matou.
O livro é bom sim, dou 3 estrelas, mas não é um "must-read", porque, é meio decepcionante como a história não é aplicada de uma forma melhor, faltou um "que" pra incrementar o livro, mas a ideia é boa.

Uma coisa boa a se notar neste livro, é a narrativa, Jay realmente soube como fazer como se nós mesmos estivéssemos escutando as fitas, e isso foi bem interessante, isso também faz com que nos apeguemos a Hannah, e, vendo a mesma sofrer pensemos "Não faça isso Hannah, não se mate", como Clay comenta diversas vezes, mas não adianta, já havia sido feito.
Uma grande forma de fazer nos apegar a um personagem, mesmo sabendo que não há mais jeito.

Infelizmente, quando terminei o livro, a conclusão que cheguei é que ela se matou porque ela quis, e que, os 13 motivos eram apenas um acréscimo. Pode soar "rude" pra muitos que vão dizer que não compreendi Hannah, e se for isso, eu não compreendi mesmo.

Eu recomendo apesar de tudo, e principalmente: leiam, e tirem suas próprias conclusões.
Denise 01/03/2014minha estante
Concordo. Quando peguei esse livro, achei que ele fosse me emocionar, mas isso não aconteceu. Também acho que ela simplesmente queria se matar.


Bia Medeiros 30/07/2014minha estante
Eu tava muito ansiosa para lê-lo e a sua resenha foi a que mais me identifiquei. Eu esperava mais, bem mais, pelo tanto de comentário bom que eu ouvi dele. Mas quando terminei o livro só fiquei mesmo com uma cara de paisagem :|


Grazielly Rodrigues 05/01/2015minha estante
Acabei de ler, mas acho que ficou faltando alguma fita.Porque só o conteúdo dessas treze fitas é muito fraco. A proposta da historia é boa, fiquei bem animada no começo, mas no decorrer do livro, foi só decepção.


Alice 03/05/2015minha estante
Acho seu comentário ignorante. Uma pessoa que quer se matar não precisa de um bom motivo para isso, e o livro aborda isso com muita clareza. Muitas vezes Clay mesmo diz que não é culpa de quem ela estava falando. Quem pensa em suicídio está deprimido, e depressão e doença. Ninguém se mata porque quer. Para quem está deprimido, qualquer motivo e um motivo. E eu sei disso muito bem, por vivência, pois uma pessoa muito próxima de mim arranjava "motivos" para se matar que as vezes nem faziam sentido. Então, mesmo sendo um livro, não diga que è possível se matar por querer se matar.


Ana Clara 03/05/2015minha estante
Concordo com a Alice, mas, pois bem, eu achei sim, os motivos TUDO isso. Achei q foram coisas mt serias, e juntando com a depressão que ela já estava, foi só piorando! Tentei entender, era um lugar novo, e já começou mal, e foi piorando cada vez mais, me botei muito na historia e foi horrível.


Teka 23/01/2016minha estante
Lucas! Super concordo com você! Só Deus sabe como eu odiei esse livro.

1) Paguei caro porque tá na modinha.

2) Depois tive que aturar uma adolescente que não tem maturidade alguma pra enfrentar seus problemas sozinhas e só se envolve com as pessoas erradas. O mundo é dos espertos, isso é um FATO! Se não aguenta pede pra sair e foi o que ela fez.

3) O livro não agregou nada em minha vida, não tirei nenhuma lição que eu possa aplicar em minha vida;

4) A protagonista sofre de mania de perseguição.

Foi decepção em cima de decepção.... Me desculpe s esoou como grosseria para quem ama esse livro, mas eu detestei e não indico para ninguém!!


Quel Ratajczyk 10/07/2016minha estante
Sobre seu terceiro ponto, Teka, pra mim foi o contrário. Se ela havia ou não motivos para se matar é de conclusão pessoal, mas se houve uma coisa para a qual esse livro me abriu os olhos e deu um novo significado foi a importância das pequenas ações: pude notar as consequências de atos que para mim podem ser banais, mas que para os outros, dilaceram.


Alane Queiroz 09/04/2017minha estante
Acho que o ponto do livro é justamente mostrar que não precisa de um enorme motivo para se matar. Hannah estava deprimida, sozinha e perdida. O que parece pouco pra você ou pra mim, pra ela foi muito. Não podemos usar a nossa régua pra medir os problemas e as emoções de outrem. Quem já sofreu bullying sabe que os motivos não são banais, especialmente numa época onde tudo toma uma proporção drástica, como a adolescência. Em todo caso, a grande lição do livro é aquele clichê de ser gentil sempre, pois você não sabe o que o outro está passando.


Verônica 20/04/2017minha estante
Concordo com vc Alane Queiroz. Quando lí o livro, achei os motivos fracos para se levar a um suicídio, mas porque lí com 28 anos, já passei ha muito tempo pela adolescência e minha cabeça de hoje é completamente diferente dessa época. Não consegui me colocar no lugar da Hanna por esse motivo, talvez se eu fosse uma adolescente lendo teria gostado e me identificado em alguns momentos. Então p mim, hoje lendo esse livro, é fraco, mas como vc disse, oq parece pouco p mim pode ser muito p outra pessoa. A série foi muito bem feita, eu gostei muito mais que do livro.




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Karolina 04/09/2013minha estante
Gostei do livro, mas tenho que concordar que o que você diz é verdade.


Kaire 29/11/2013minha estante
Concordo com o que você escreveu e ainda acrescento que fiquei p da vida por ela ter abandonado o Clay (ela mesmo diz que se sentia abandonando alguns). E acho que a fraqueza dita aí não significa que a pessoa era uma lixo, ou burra, mas a omissão de várias coisas impediram que ela se ligasse na vida - que ela achava tão ruim - onde havia um pouco de luz; ela meio que deixou toda a vibe ruim levar ela embora. Em suma:resolveu adormecer.


Nat ☆ 03/01/2014minha estante
exatamente, Hanna só queria uma "desculpa" pra se matar. enquanto lia cada fita e via as besteiras eu pensava "ah deve ter algo mais grave na frente" mas n tinha NADA. as coisas graves foram com os outros (como no caso do estupro ou do acidente).
sinceramente? a unica coisa q gostei msm foi no fim qd o clay ajuda a skye (na vdd demorei a entender kk).

parabéns pela resenha, bjos xx


Kátrin 22/10/2015minha estante
Ela não morreu virgem, fica claro quando o Bryce toca ela que ele não faz só isso, ela diz "chega de detalhes, mas quando ele terminou, fui pra casa.." algo assim. Enfim, ela também foi meio que estuprada. A última coisa que ela tinha. Eu sei que ela deixou, pq não via mais motivos pra lutar, mas só pra esclarecer, pois foi assim que interpretei essa cena.


Iury 01/05/2018minha estante
Você disse tudo, não tenho nem o que acrescentar.


Rodrigo.Oliveira 05/06/2019minha estante
Acabei de escrever uma resenha! está muito parecida com a sua! eu também concordo! a personagem é muito problemática! não tem propósito! se mata! e ainda deixa fitas gravadas culpando outras pessoas pelo seu suicídio! é bizarro! Ela se vê como uma pessoa intocável! a vítima!




Manoela 17/03/2011

Os 13 Porquês
Quando descobri pela resenha aí de baixo que as fitas da Hannah existiam no site do autor, corri pra lá antes mesmo de começar a fazer a minha resenha. Não poderia deixar de ouvir depois de ter terminado um livro que me fez ficar colada nele até o fim. Diferente de outras pessoas, o livro me sugou e a história dele não saiu da minha cabeça quando tive que parar para dormir. Resumindo: comecei num dia, acabei no outro.

Clay Jensen encontra, na entrada de sua casa, uma caixa de sapatos sem remetente. Dentro, sete fitas cassete, numeradas de cada lado. O áudio? O “bilhete de suicídio às avessas” de sua amiga (e paixão, por certo tempo) Hannah Baker. Ela gravara aquelas fitas especificamente para as pessoas que, segundo sua visão, a influenciaram a cometer o suicídio, pessoas que a ridicularizaram e criaram boatos sobre ela na escola, que não a ajudaram quando mais precisava. Clay está na lista. Mas não sabe o motivo já que julgava nunca ter feito nada para machucar Hannah justamente porque gostava muito dela. Quando eu ouvi a voz da garota que narra as fitas no site, me arrepiei e não pude deixar de me sentir como ele.

A partir daí, Clay começa a seguir a rota de Hannah, acompanhando-a nos lugares onde esteve, imaginando-a e revivendo seus sentimentos.

Este é o primeiro livro de Jay Asher e ele mandou bem logo de primeira. O inicio do livro é uma coisa tensa: Clay não sabe o motivo de ter recebido a caixa com as fitas, não sabe qual delas fala sobre ele, não sabe quem já as ouviu e quem sabe segredos que ele próprio não sabe. Ele sente medo, angustia por ouvir novamente a voz de Hannah, sente-se culpado e teme que descubram o que ele está ouvindo. Essa tensão se perde um pouco em alguns momentos do livro, mas muitas vezes levei sustos, fiquei nervosa e me pegava com as mesmas emoções de Clay. O livro te prende justamente pela curiosidade de saber quem será o próximo e qual sua contribuição para a decisão final de Hannah.

A narrativa é conjunta. Hannah está constantemente narrando os acontecimentos de sua vida, seguidos sempre das reações de Clay enquanto perambula pelas estradas ouvindo-a nos fones de um walkman; algumas são reações bem extremas.

Lembrei de muitas coisas lendo o livro. As histórias de terror do King, mesmo que não as tenha lido ainda, porque estava sempre com aquela sensação de que algo, qualquer coisa ruim, estava para acontecer a qualquer momento. Lembrei das narrativas de Harlan Coben, pelo modo como todas as histórias se cruzam, se entrelaçam e tornam-se dependentes. As histórias, os ’13 porquês’ são peças de um quebra-cabeça que, observando somente uma parte, não faz sentido; é preciso ouvir tudo, juntar todas as partes para entender o sentido final, a razão do suicídio de Hannah.

O tema é forte, o texto é um tanto forte, mas é sempre preciso falar sobre eles. Pelo que vi por aí, o livro mudou a percepção de muita gente, pois nos faz perceber que tudo que fazemos afeta o outro de alguma forma, boa ou ruim. Aquela célebre frase de Chaplin não saía da minha mente enquanto eu lia o livro, mesmo que a mensagem dela seja positiva e o livro mostre que nossas ações podem ser desastrosas.
Giovanna Silva 03/05/2013minha estante
como foi que vcs interpretaram a parte final???


Pam 14/08/2013minha estante
Giovanna, que ele tomou uma atitude desta vez. '-'


Isadora.Guimaraes 23/05/2016minha estante
Voces poderiam me explicar o final, não entendi muito bem a relação entre Skye e Clay e o que aconteceu.
Muito obrigada.




Mariana Dal Chico 13/12/2009

É o segundo livro que leio onde o tema principal é suicídio, fiquei com medo de ser parecido com o outro mas o autor soube escrever uma história bem diferente das outras, desde o formato, onde há duas narrativas ao mesmo tempo (a da Hannah e do Clay) até o suspense gerado para saber quem é o próximo da lista e o que essa pessoa fez.

Ainda não consegui me decidir se a Hannah era uma completa pirada ou se foi vítima de 'perseguição' típica dos adolescentes, às vezes parece que ela fez tempestade num copo d'água e outras ela teve razão para se sentir magoada.

Mas no fim das contas nos faz pensar em como uma pequena atitude de nossa parte pode influenciar tanto na vida de uma pessoa.

Ami 28/11/2012minha estante
só uma pergunta nada haver, qual foi esse outro livro q o tem é suicidio??


Mariana Dal Chico 29/11/2012minha estante
Ami, o outro é Veronika Decide Morrer do autor Paulo Coelho ;)


Pam 14/08/2013minha estante
Sei lá, acho que a mensagem do livro era justamente essa. Nós nunca sabemos se é tempestade em copo d'água, porque nunca sabemos o que mais se passa na vida da pessoa, ela mesma diz que não vai contar tudo. É um bom livro.
Diferente do Veronika Decide Morrer, me fez querer ser uma pessoa melhor, que presta mais atenção com o que diz e as pessoas ao redor.

"Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros."




Cássia 26/03/2010

Quando ouvi falar sobre esse livro, pensei que era mais uma história sobre um adolescente que sofre bullying na escola e decide dar cabo da vida. Não deixa de ser isso, na realidade, mas não o bullying tradicional. Hannah foi vítima dos mecanismos de opressão de uma sociedade pautada pelo machismo e pela objetificação da mulher. E, inconscientemente, ela se deu conta disso.



As treze razões do título podem parecer insignificantes se vistas isoladamente e sem uma análise aprofundada. É um livro que mostra que não só a mulher feia sofre por não se enquadrar aos padrões de beleza estabelecidos e negociados. A mulher bonita ou, gostosa, também sofre quando se dá conta de que a veem apenas como um pedaço de carne. Some-se a isso as inseguranças típicas da fase da adolescência em que, mais do nunca, o indivíduo sente a necessidade em ser aceito e, claro, os clássicos sistemas de castas nas escolas norte-americanas.



Isso não justifica o suicídio. E nem defendo isso. Só chamo a atenção para as reflexões que o livro provoca. No mais, achei interessante o formato, o autor sabe criar um clima de suspense, intercalando as duas narrativas.



Não sei se o texto original é assim ou se somente a tradução para o português levou isso, mas achei estranha a narração de Clay com verbos no tempo presente. Só.



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Suuh 16/08/2013minha estante
Amei a resenha e foi exatamento o q achei do livro....beeeeeem exagerado!


Érica 04/02/2015minha estante
Enfim, uma resenha que expressa o que tô pensando desse livro! :/


Alice 03/05/2015minha estante
O que eu desejo: que uma dessas mil pessoas que estão falando que foi exagero tenham em sua vida alguém deprimido e suicida.


analu_ 29/08/2015minha estante
Alice, e eu desejo que você não julgue sem conhecer. Já tive pensamento suicida sim, cheguei bem próximo de fazer, podia te contar os motivos que me fez pensar nisso e/ou os motivos que me fizeram não fazer, mas pessoas como você não merece explicações, é triste ver que você mais do que ninguém deveria saber não julgar já que você tem uma experiencia em relação a isso. É um livro, eu li, achei exagerado pq NA MINHA experiencia eu nunca culpei ninguém enquanto eu pensava em me matar, muito pelo contrario, eu pensei em como eles iam se sentir sem mim. Não confunda depressão com egoismo.
Eu prefiro acreditar que você não quis desejar que eu tenha alguém deprimido e suicida na minha vida, porque se você realmente soubesse o que você esta falando, você não desejaria isso pra ninguém.
"A maldade bebe a maior parte do veneno que produz." -Annaeus Seneca




camila 09/04/2012

Quase
O livro tinha tudo pra dar certo e ser uma ótima história, daquelas que não dá pra parar de ler até chegar a última página. Mas o autor foi um pouco infeliz na forma de escrever. Sem muitos artifícios pra prender o leitor, sem um clímax claro.
Um livro meia boca, sem muita emoção. Acho que o maior problema é que o autor definitivamente não conseguiu fazer com que o leitor (ou pelo menos eu) se sentisse dentro da história.
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Giovanna 20/05/2013

Como eu queria poder salvar Hannah.
Hannah Barker é uma garota como a maioria. Se preparando para mais um ano em uma escola nova, tudo o que ela quer é ter um ano tranquilo e finalmente ter seu primeiro beijo.

Hannah Barker está morta. Você vai ter que se conformar com isso. Eu ainda não me conformei. Nossa história é narrada por uma Hannah triste e sádica. Palavras rodeadas de cinza, angústia e amargura. Nosso comentarista é um garoto que foi tão cego quanto todos os outros. Não o culpe por isso. Hannah enviou 7 fitas, endereçadas a 13 pessoas, as treze razões dela ter tirado a própria vida. “Os 13 porquês” é um livro tão forte quanto “Garotas de Vidro”. Ambos são livros que acho que deviam ser obrigação de leitura nas escolas. Hannah é vítima de boatos maldosos e mentiras. Hannah é usada, ridicularizada e esquecida. Por vezes me peguei sussurrando “Não era motivo suficiente Hannah. É ridículo você ter tirado sua própria vida por isso”. Mas ela nos explica o motivo: era tudo uma bola de neve. Crescendo, devorando tudo pelo caminho, nunca obtendo calor suficiente para derreter. Nunca senti tanta raiva de personagens com senti nesse livro. Meu peito ardia com cada nova fita e foi impossível segurar as lágrimas depois de terminar o livro (em duas madrugadas). Minha vontade era correr e abraçar uma Hannah devorada pela maldade. Minhas mãos tremeram em certos pontos e eu sentia até o frio em que ela se enterrava. Jay Asher é excepcional. Foi como se os boatos fossem sobre mim, foi como se as risadas estivessem me prensando e me machucando cada vez mais. Eu entendia e depois achava tudo uma piada. Eu queria segurar a mão da Hannah e levar ela pra longe. Eu queria segurar a mão de Clay e dizer que se pensássemos juntos, fizéssemos um desejo, podíamos voltar no tempo e ajudar alguém que gritava por socorro. O livro mexeu comigo de uma maneira inexplicável. Aquelas histórias que ficam remexendo sua mente por dias, embrulhando seu estomago e te dando arrepios. Aquelas histórias que te fazem pensar: E se alguém por perto precisar de ajuda? Confesso que nunca prestei atenção nas pessoas a minha volta. Aquelas que não são minhas amigas, aquelas que não têm um cabelo bonito o suficiente para que eu comente sobre elas. Todos os olhares direcionados ao chão, todas as pessoas das quais eu nunca ouvi a voz, talvez elas precisem de mim. O livro é arrebatador de uma maneira terrível e esplendida. O final te dá arrepios que te fazem chorar, pensando em como você queria que as coisas fossem diferentes. Você tem que entender que as coisas não vão ser diferentes. E que você vai carregar um pouquinho dessa consequência com você, assim como todos os personagens. Hannah, eu sinto muito. Eu sinto muito.
Marcelle 30/05/2013minha estante
linda sua resenha. Esse é o tipo de livro que nem dá pra torcer por um final feliz, pra que tudo melhore porque tudo já tá feito, não há mais nada a fazer =/
só nos resta ouvir tudo que a Hannah tem a dizer e sentir sua dor


Isabela 04/08/2014minha estante
Me senti exatamente assim. Eu queria tanto, tanto poder salvar Hannah.


Gabriela Diples 10/04/2017minha estante
Adorei sua resenha. Foi exatamente o que senti!




Helder 20/03/2017

Vale a pena ler os 13 porquês?
Resolvi ler este livro ao ver que virou um seriado que estreia este mês no Netflix, mas não foi uma boa experiência e tenho dúvidas se verei o seriado. Muitos acham o livro difícil por considerarem o tema pesado. Eu o achei quase superficial. Existem livros cujo público alvo possuem idade definida. Este é um exemplo. Além disso, o livro não é nenhuma grande obra literária. A redação era para ser original, mas é bem confusa, e para piorar a versão digital que li é péssima, cheia de erros ortográficos e com erros na mudança da fonte, essenciais para o entendimento do livro, já que às vezes eu não sabia se quem estava falando algo era Clay ou Hanna.
Mas o problema aqui não é a “qualidade” da literatura ou da edição, mas simplesmente a história não me pegou e isso acendeu um ponto de alerta em mim, pois querendo ou não, o tema do livro é algo muito relevante: Suicídio na adolescência.
Já passei dos 40, então eu só consegui enxergar Hanna como uma rebelde sem causa, chata e sem amor próprio. Os 13 motivos citados são extremamente simplórios. O amadurecimento trazido pelo tempo e com a idade, faz a gente perceber que tem coisa muito mais importante na vida, boas ou ruins, do que o que alguém pensa sobre nós. Deixamos de precisar tanto de autoafirmação e aprovação a todo momento. O tempo nos ensina a ligar o Foda-se! Ai, ao me deparar com uma jovem precisando tanto disso a ponto de me irritar, penso: Como uma pessoa pode ser tão fraca?
Mas então paro e penso: Será que quando adolescente eu não fui assim? O tempo passa e certas lembranças vão se apagando de nossas cabeças, e no fim isto é ruim, pois o melhor que o tempo nos traz, é a experiência de vida adquirida com sucessos e tombos e devemos lutar para não as apagar e sermos sempre capazes de calçar o sapato de outro e relembrar como ele se encaixou em nosso pé quando convivíamos com uma realidade como aquela que hoje nos parece tão absurda. A vida é um ciclo, e com certeza já passamos por algo parecido algum dia.
O livro tem dois narradores: Clay, um bom menino que recebe uma caixa com 7 fitas cassete de Hanna, garota por quem ele tinha uma grande queda. E Hanna, que se matou e agora conta o motivo através destas 7 fitas, com 13 partes, onde conta o que e quem a levou a tomar esta decisão tão dura. Diferente de outros livros onde os autores intercalam capítulos, aqui Clay e Hanna vão contando a história simultaneamente, sendo diferenciados pelo autor somente na fonte do texto.
Desta maneira, é como se ouvíssemos as fitas junto com Clay e ainda tivéssemos o seu ponto de vista do que realmente aconteceu em cada um dos supostos 13 motivos que levaram Hanna a acabar com sua vida.
Ao fim do livro, eu, em meus 44 anos não encontrei nenhum “porquê” para ela ter se matado. Desculpem minha insensibilidade, mas como disse, isso me trouxe um sinal de alerta, já que este livro apresenta uma alta avaliação aqui no skoob e vejo resenhas que realmente se envolveram com a personagem. Serei um ET insensível?
Acho que não. O ensinamento que este livro me trouxe é que preciso estar de olhos abertos e perceber o que falta para meus filhos, e que isso não é fácil. O ser humano julga rápido e assume que sabe o que é certo e errado, e quanto mais velhos ficamos, mais fazemos estes pré-julgamentos, que na verdade só nos cegam em nossas certezas. O que é difícil para mim, pode ser tranquilo para meu vizinho. O que pesa no ombro de uma criança, pode ter o peso de uma pena para um adulto.
Liguemos nosso radar e estejamos atentos à pedidos de socorro, e saibamos que “existem razoes que a própria razão desconhece”.
Que possamos diminuir nossos pré-julgamentos e aumentar nossa ligação com aqueles que nos cercam.
Vou dar uma chance ao seriado, mas com baixa expectativa. E se você já passou dos 30, recomendo que faça o mesmo e leia outros livros mais interessantes.
Claudia 20/03/2017minha estante
Concordo com sua resenha.


Helder 20/03/2017minha estante
Como eu escrevi, o livro me fez perceber que estou bem distante da adolescência. O livro chega a ser chato as vezes. Mas agora tenho filhos, e eles passarão por isso, então precisamos estar atentos.


Kezia 23/03/2017minha estante
Nossa eu tenho 25, e me identifiquei muito com o seu texto. Todos os que eu li adoravam o livro e apesar de reconhecer que o tema é super importante, achei o livro bem besta. Fiquei me achando bem insensível também.


Helder 23/03/2017minha estante
Késia, Hanna e Clay tem 16 anos. Talvez seja esta a idade pra ler este livro. Pelo jeito, quem passa dos 20 já tem coisa mais complexa com que se preocupar. Legal ver que seu ponto de vista bate com o meu. Bem-vinda ao grupo dos insensíveis.


Vania Luciana 24/03/2017minha estante
Concordo em Tudo!
Sua resenha foi muito mais interessante do que o livro.


Claudia 24/03/2017minha estante
Entrando para o grupo dos insensíveis. Tenho 46.


Helder 25/03/2017minha estante
Grupo dos insensiveis aumentando. Se dependesse de nós este livro nunca teria virado um filme.


Claudia 25/03/2017minha estante
Acharam que valia virar filme??? Gzuisssss tanto livro melhor, para isso!.... o Bloodman daria um filme pesado... enfim....


Helder 25/03/2017minha estante
É tipo um seriado. Estreia este mês no Netflix. Deve ter 13 episódios.


Kezia 25/03/2017minha estante
É uma minissérie.


Claudia 25/03/2017minha estante
Tô fora.


MILA 28/03/2017minha estante
Peguei este livro para ler justamente porque curti o trailer do seriado, mas não consegui avançar a leitura, acabei parando e hoje tentei novamente, mas a leitura não fluiu. Pensei que eu poderia não estar num momento bom para leitura, então resolvi ler umas resenhas, eis que me deparo com a sua e foi perfeito, porque justamente o que estava prejudicando a minha leitura vc citou aqui como o que te prejudicou. A narrativa do e-book que comprei também está de difícil entendimento, fiquei confusa diversas vezes sem saber onde estava, e sem contar que o enredo não me instigou.
Achei que seu comentário quando a idade perfeito e acho que tem razão, eu tenho 37 e não funcionou para mim, vou deixar de lado e tentar outra leitura.
Obrigada


Naty 29/03/2017minha estante
Preciso ler logo e saber se vou entrar para o grupo dos insensíveis hahaha. Adorei essa, Claudia rs


Claudia 29/03/2017minha estante
Brigadinha :))))


Rodrigo.Brandao 30/03/2017minha estante
Seu comentário resume exatamente tudo que pensei (exceto o lance da idade). Parece que temos um Sensate aqui, não é mesmo?


Ingrid 31/03/2017minha estante
Acho que também sou insensível, concordo com tudo o que vc escreveu.
Cheguei ao final do livro e fiquei com a sensação de que a personagem só queria um pouco mais de atenção das pessoas com ela se relacionou. Tirando a parte do estupro, que eu achei que o rapaz fosse ser denunciado e preso, o resto só me pareceu que ela queria um pouco mais de atenção.


Noturninha 31/03/2017minha estante
Concordo com tudo. Na verdade, me senti ofendida com o livro por estar lutando contra a depressão e já ter passado por momentos difíceis. Além disso, uma colega perdeu essa luta recentemente.
Isso me deixou com raiva, pq os motivos dela são bem superficiais. E a sensação que tive é que ela não se suicidou para acabar com a dor, mas sim, por vingança. E isso é bem doentio e psicopata.
Acredito que se o autor tivesse colocado as fitas como uma espécie de diário e alguém tivesse encontrado essas fitas, o livro me convenceria mais e não me traria tanta raiva. Mas a menina gravou as fitas especialmente para dar um grand finale à sua vida/morte.


Paula 04/04/2017minha estante
Inicialmente, tive a mesma sensação. Os motivos da Hanna eram irreais para mim, porém, há algo que não considerei no inicio. Somos todos seres singulares, possuímos as nossas próprias percepções baseadas em nossas crenças, valores e o meio que vivemos. Os motivos da Hanna faziam sentido para ela e é justamente ai que está , na minha opinião, o sentido do livro. Os sentimentos da Hanna, quando viva, eram vistos como dramas juvenis e não foi dado a devida importância. Eis que surge a oportunidade para o desfecho abordado no livro. Na verdade, acredito que as razões apresentadas eram apenas o contexto de um único fator:a Indiferença. Somos por muitas vezes apáticos para aquilo que não entendemos, pois bem, são apenas " problemas infantis" é o que dizemos. A protagonista do livro, passou por situações que hoje, entendemos como fatores superáveis, julgamos precipitadamente o comportamento do outro. Hanna queria ser escutada e compreendida, necessidade humano básica. Não foquemos no problema , mas sim na causa raiz: PRECISAMOS CONVERSAR, MAIS EMPATIA , POR FAVOR!

O livro traz um significado profundo nas entrelinhas.

Não há problema maior ou menor do que de outra pessoa, o que realmente os diferencia é a forma que lidamos com ele e a forma que o tratamos é baseado em nossa percepção.


Sansanshow 06/04/2017minha estante
Nossa Helder Perfeita sua resenha . Acho que entrei para o grupo de ETs insensiveis rsrs. De tanto falarem desse livro e seriado, comecei a ler por curiosidade e não estou achando tudo isso. Já passei da metade do livro e não consegui me surpreender. A unica coisa que achei interessante foram as fitas deixadas gravadas. Como não gosto de abandonar uma leitura vou terminar. E quem sabe me de coragem pra assisti ao seriado .


Priscilla 11/04/2017minha estante
Olha que coisa: tenho 27 anos e tenho depressão desde criança. Sou muito sensível a este tema e geralmente muito empática também. No final do livto me peguei me perguntando se estava tudo bem comigo, pq não consegui me conectar em nada vccom a dor dela. Mesmo me esforçando pra lembrar de todo o bullying que sofri na adolescência e como aquilo me afetava.
O que me preocupa é que o livro possa passar a mensagem pro jovem de hoje que lê e se enxerga nele que eles tem motivos suficientes pra suicídio, que não precisam pedir ajuda, que as pessoas, os adultos não o entendem, que eles não precisam aprender a ser resilientes, que todos à sua volta devem estar à postos com suas melhores qualidades prontos pra ajudá-lo e conforta-lo mesmo que você seja um mimado egoísta e que além disso, quando vc resolve desistir de tudo ainda pode culpar uma dúzia de pessoas diferentes por motivos, digamos, banais.
Não dá pra defender este livro.


Claudia 12/04/2017minha estante
Nossa, vdd! Vc fez uma resenha e colocou tudo isso? devia, viu!....


Priscilla 12/04/2017minha estante
Acabei não conseguindo expor tudo isso lá rsrs. As idéias vem em fluxo e nem sempre consigo colocar tudo do jeito que quero.


Helder 17/04/2017minha estante
Priscilla, este é um ponto de vista interessante. Não acho que o livro seja assim tão "perigoso", mas é mais uma característica pra se prestar atenção.


Renato 19/04/2017minha estante
Helder, você retratou exatamente o que eu senti ao ler o livro, apesar de que você foi mais crítico, rsrsrs. Mas eu precisava me lembrar a todo momento que Hannah era pré-adolescente e por isso ela era "fraca" pra muita coisa. Inclusive, na minha resenha eu coloquei exatamente isso, que as sensações que teríamos ao ler o livro ia depender da idade nossa. Porém, eu vi que você está na dúvida quanto ao seriado, mas preciso dizer: foi muito mais real e intenso que o livro, o que dificilmente acontece em adaptação. Sinceramente, depois que assistir ao seriado achei o livro um resumo muito leve do tema abordado. O seriado vai muito mais além, explora os relacionamentos entre os personagens e ilustra o tema de uma maneira muito mais real, de forma que impacta bastante o telespectador. A atuação de Katherine (Hannah) e Dylan (Clay) contribuem muito pra isso também, eles ilustraram perfeitamente os personagens. Quando terminei o último episódio eu fiquei de certa forma abalado com tudo que vi, foi bem impactante e me fez refletir muito mais que o livro. Por isso, eu recomendo demais que assista, eu tenho certeza que vai curtir mais que o livro. Depois me conte o que achou.


Helder 20/04/2017minha estante
Renato, estou vendo o seriado. Ainda acho meio devagar e acho os dilemas de Hanna meio banais, mas com certeza é MUITO melhor do que o livro, exatamente pela ampliação que fizeram da história. Já me emocionei em diversas cenas , principalmente as com os pais de Hanna e as de Clay com seus pais. Foi uma ótima sacada mostrar estes pontos de vista. Tb curti a mudança do Toni, que na serie é muito mais importante e o clima de perseguição dos "culpados" em cima de Clay.


Renato 21/04/2017minha estante
É isso aí, rsrs. A história é mais devagar mesmo no começo, mas geralmente os seriados da netflix são desse jeito. O ritmo fica mais interessante da metade pra lá.


Renato 21/04/2017minha estante
E também gostei das ampliações, colocou mais assuntos em discussão.


Matheus 16/06/2017minha estante
Eu vi o seriado e gostei. Agora comecei a ler o livro com boa expectativa.


Matheus 18/06/2017minha estante
Gostei do livro, mas gostei mais ainda do seriado.


Helder 26/07/2017minha estante
Como disse na resenha. Se você tem mais de 30, vá ler outra coisa, mas em qualquer idade vale a pena ver o seriado. É muito melhor do que o livro.


Rodrigo.Oliveira 05/06/2019minha estante
Concordo em parte com você! Para mim a Hannah Baker era uma pessoa problemática! isso é fato! ela tinha uma visão muito surreal da vida! ela necessitava de atenção! ela precisava ser vista! Ela não tinha propósito nenhum! como você mesmo disse parafraseando você, você não se importa muito com que os outros dizem porquê você se autoafirma sem precisar da opinião dos outros! vc faz coisas que gosta ou tem algum propósito! a Hannah busca propósito nos outros para se afirmar. Ela é a vítima, ela não tem culpa das coisas que acontecem com ela, segundo ela. E já que você busca compreender o que acontece com seus filhos, aconselho a conversar com eles e entendê-los, saber o que eles buscam da vida. Um erro que todos cometemos na vida, inclusive eu cometo ocasionalmente é buscar tudo nos outros sendo que as pessoas são falhas e a minha expectativa nelas pode não ser correspondida e eu tenho que aceitar isso. Com relação as suas afirmações, é isso que define quem você é, então não há problema nenhum em sermos convictos e temos nossas convicções, porém, no caso dos seus filhos são eles que vão ter que lidar com as escolhas que você vai impor a ele, e isso é um pouco injusto. Como filho queria fazer algumas coisas como por exemplo: colocar um brinco, cortar o cabelo de uma maneira diferente, praticar um esporte diferente, tocar um instrumento...enfim poder escolher o que eu queria para mim e minha mãe não deixava. Esse é meu conselho! aconselhe, cuide e dê apoio a eles, mas deixe eles fazerem as próprias escolhas uma vez que eles que vão ter que lidar com as consequências.




leiturasmari 27/06/2020

Fantástico, direto e perigoso
O que você sentiria se chegasse da escola e recebesse uma caixa com 13 fitas cassetes decoradas e um mapa? E, em seguida, começasse as ouvir e descobrisse que aquelas fitas eram a carta de suicídio de uma garota pelo qual você estivera levemente apaixonado? E pior? Você recebeu essa caixa por ser um dos motivos, uma das treze pessoas, um dos treze porquês? Assustador não é?

Esse sentimento, Clay Jensen sentiu na pele após alguns dias do suicídio de Hannah Baker. Sua colega de trabalho. Sua colega de escola. E sua paixonite.

O livro, através de capítulos curtos, nos mostra a perspectiva e os pensamentos de Clay ao ouvir estas fitas e com uma narrativa dupla nos apresenta as próprias fitas e nos faz acompanhar a bola de neve que se tornou a vida de Hannah. Uma bola de neve de dor e confusão que derreteu em um caloroso fim trágico.

Explicando minha frase inicial, este livro é direto pois de modo rápido e sem rodeios nos narra as 13 histórias, as sensações de Clay sobre elas e mostra os fatos crus e abertos. Mostrando como fazer e não fazer nada são maneiras de ajudar a destruir alguém.

Fantástico por dibersas razões. Uma delas é a escrita maravilhosa do autor e outra é o fato de nos fazer pensar na maneira como tratamos as pessoas e como isso pode sim acabar com a vida delas.

E perigoso porque em diversas histórias reconheci-as na minha vida e até certo ponto do livro comecei a pensar em seguir os passos de Hannah. Mas graças ao bom senso percebi que não deveria ouvir meu lado auto depreciativo e ser forte? Temo que outros leitores não tenham essa mesma força.

Mas ao terminar a leitura pensei em algumas ideias para colocar em mente:

1) Não acreditar nas mentiras que dizem sobre nós. Sabemos a verdade e é o que importa.

2) Não se afunde. Seja sua própria ancora e ame a si mesmo. Lute por você!

3) Por mais que pareça difícil e por razões do universo tudo comece a ruir, o suicídio não é uma saída? Há sempre outra saída.

4) Se você não está passando por nenhum problema relacionado à isso, olhe ao seu redor e reaja!

"Tenha coragem e seja gentil."

? Cinderela, 2015.

Ajude! Existem milhares de vidas ansiando por uma salvação, por uma esperança? Aviste-as em um corredor de tormento e tente salvá-las.
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Letícia 28/06/2012

Um choque de realidade.
Sabe aquele tipo de livro que após você terminar tem que dar um tempinho pra si mesma? Pra aceitar que terminou, e que terminou daquela maneira? Os 13 porquês é esse tipo de livro.

Tenho tanta coisa pra dizer desse livro que não sei nem por onde começar... Mas uma coisa eu tenho absoluta certeza, é aquele livro que TODOS deveriam ler, o livro que te ajudar a melhorar como pessoa e repensar vários atos teus. A história começa com uma digressão que nos dá uma breve perspectiva do que nos espera pela frente, Clay Jasen recebeu um pacote, sem remetente e fica confuso com aquilo. Sete fitas, treze histórias, treze motivos, treze porquês que levaram Hannah a cometer suicidio. Cada pessoa que recebe o pacote é um desses motivos. Clay de ínicio quase vai a loucura com tudo, afinal, ele gostava dela, o que poderia ter feito que contribuisse pra ela cometer tal ato? E é isso que vamos descobrindo com o decorrer de cada fita. A cada fita ficamos mais curiosos, mais sedentos por descobrir os motivos e no final, vemos que coisas que parecem insignificantes a nossos olhos podem ter uma importancia fatal aos olhos de outra pessoa e foi isso no caso de Hannah.

Eu particularmente nunca vi quem comete suicidio com bons olhos, mas passei a entender um pouco mais conhecendo a história de Hannah, ela tentava confiar nas pessoas, tentava acreditar e começar do zero a cada vez que essas mesmas pessoas davam uma rasteira nela, tentava confiar novamente, e com o tempo, desistiu, não viu motivo, não quis se machucar mais. É um livro horrível, mas não aquele horrível de ruim, é um horrível de ótimo, deu de entender? Aquele livro que te faz sentir como Clay, te faz sentir a angustia e a tristeza de cada fita, um livro raro. Não cheguei a chorar com o livro, talvez isso tenha sido o mais frustrante porque toda aquela angustia ainda esta presa no meu peito, dentro de mim prestes a qualquer momento simplesmente sair...


Me tornei amiga de Clay e Hannah através das páginas, desejava a cada segundo, a cada letra que Hannah não tivesse feito o que fez, desejava a cada segundo entrar no livro e dizer a Clay que aquela angustia ia passar, desejava que todo aquele clima se aniquilasse, mas não era possível. Daqui a 50 anos ainda vou me lembrar desse livro, de tudo que aprendi com ele, das lições e ensinamentos que ele me proporcionou e por mais que suicídio seja um tema extremamente forte e por vezes ignorado (como em determinado ponto é citado no livro), é um tema importante, um tema a ser discutido e questionado. Os 13 porquês me ensinou que pessoas, são como diamantes, preciosas, mas tem a fragilidade de um cristal e devem ser cuidadas sempre. Livro perfeito.
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Vanessa bibliotecária 11/06/2010

Impactante
Em diversos momentos me senti sufocada, deprimida, triste. Lágrimas se encheram aos meus olhos.
Não julgo Hannah pelo seu ato, até pq, acredito no livre arbítrio: cada um escolhe o melhor caminho para si. Hannah se sentia menosprezada, rejeitada, um "entulho" nesse mundo. Porém, sua vida não foi tirada por ela, e sim, pelos outros. Deprimente querer confiar nas pessoas e sempre elas estão a todo momento arquitetando algo para te derrubar.

“Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa. Tudo é... afetado.”

ASHER, Jay. Os 13 porquês. São Paulo: Ática, 2009. p. 172.

Asher, no seu livro de estreia, está de parabéns!!!
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