Graça e Fúria

Graça e Fúria Tracy Banghart


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Resenhas - Graça e Fúria


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Queria Estar Lendo 10/07/2018

Resenha: Graça e Fúria
Graça e Fúria é o lançamento da Editora Seguinte para esse mês de Julho. Consegui esse ARC lá na Flipop e não poderia ter ficado mais feliz! A obra de Tracy Banghart te prende desde a primeira página, e fala sobre mulheres encontrando a voz em um mundo que resolveu silenciá-las.

O reino de Viridia é cruel com suas mulheres. Elas não têm direitos, subjugadas às vontades de seus familiares e dos governantes - dos homens. Serina e Nomi tiveram criações diferentes, apesar de serem irmãs. Serina foi criada à perfeição, à submissão, a ser uma graça da cabeça aos pés. Nomi, a ajudá-la e servi-la e obedecer à posição de aia, caso a irmã fosse escolhida pelo herdeiro ao trono.

Uma confusão no palácio acaba por incriminar Serina de algo que ela não fez, e Nomi se torna a graça do príncipe herdeiro. Serina é enviada para uma ilha-prisão, e Nomi aprisionada pelas paredes do palácio. Para sobreviverem, precisarão mudar tudo em seus trejeitos e em suas crenças. Para aguentar, precisarão encontrar suas vozes e resistir.

Graça e Fúria já estava na minha estante do Goodreads desde seu anúncio. Quando soube que a Seguinte traria para cá simultaneamente, me segurei pela edição brasileira. E, senhoras e senhores, que livro.

"A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta... e que se levantou mesmo assim."

Acho que é uma das histórias de "Fantasia" mais feministas que já li em muito tempo. A autora soube desenvolver suas personagens femininas com maestria, dando personalidades e conflitos e ânsias para mulheres subjugadas por uma sociedade extremamente machista e patriarcal. Graça e Fúria é sobre suas mulheres; sobre as protagonistas e as coadjuvantes, sobre os diferentes tipos de submissão com as quais elas são obrigadas a conviver. É, principalmente, um livro sobre rebelião. A silenciosa e a que grita pelo fim da opressão de gênero.

"- Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não."

Através de uma narrativa rápida e sem grandes devaneios ou descrições, Tracy Banghart entrega uma obra carregada em adrenalina e mistério para te obrigar a virar as páginas em busca do fim. E que fim!

As questões de escolha, liberdade e empoderamento são grandes dentro dessa obra. A posição das mulheres, criada pelo governo e pela história do reino, é devastadora - mas pequenas faíscas de revolta e de esperança nascem conforme a trama se desenrola. Pequenos sinais de que essas mulheres não vão continuar em silêncio. Não vão permitir que falem por elas.

Serina e Nomi não poderiam ser mais diferentes, e eu amei, absolutamente vivi pelo fato de a narrativa nunca as colocar como rivais. Mesmo nas situações mais extremas, mesmo quando Serina confrontava o pior ou quando Nomi se culpava pelo destino da irmã, em momento algum a história colocou a culpa em sua relação, em seu apoio, nelas. A culpa sempre reside na sociedade, no governo opressor, nos homens que escolheram subjugá-las.

"- Sua habilidade de mascarar seus verdadeiros sentimentos, seu verdadeiro eu, será sua maior arma.
- Preciso de uma arma?
- Toda mulher precisa."

Serina é a graça em pessoa, até que se torna a fúria. Nomi se disfarça em meio à graciosidade, mas carrega um coração furioso. São dois lados de uma mesma moeda. Duas garotas lutando pela liberdade conforme começam a entender o que ela realmente significa.

O leque de personagens femininas ao redor das duas é poderoso. No núcleo da Nomi, temos as outras 2 graças escolhidas pelo herdeiro, Cassia e Maris (suas futuras esposas/companheiras) e as graças do superior (o rei de Viridia). Cassia e Maris são bastante opostas - a primeira, satisfeita com sua posição, ansiosa para se provar digna. Maris, condenada a todo o cenário tal como Nomi, forçada a exercer um papel que nunca desejou.

"- Não me curvei antes e não vou me curvar agora."

A narrativa mostra suas histórias e seus conflitos sem nunca rivalizar de fato. Diferente de outras obras nesse estilo, que pecam em mostrar a dualidade das personagens femininas sem condenar uma para mostrar como a outra é perfeita, aqui todas são bem humanas. Reais. Empáticas.

No núcleo da Serina, a parte mais interessante, porque temos as ditas criminosas. Mulheres que desobedeceram as leis e foram enviadas à ruína por isso. Desde as ladras e assassinas até simples sobreviventes; leitoras, veja bem. Porque, em Viridia, mulheres não podem ler. Não podem questionar. Não podem lutar.

"- Vocês devem ser tão fortes quanto esta prisão, tão fortes quanto a pedra e o oceano que as cercam. Vocês são concreto e arame farpado. Vocês são feitas de ferro."

Nomeadas de acordo com seus trejeitos e com a maneira com que se portam na ilha, essas mulheres se tornam um espelho do que Serina pode se tornar caso se dobre ao que são forçadas a fazer para sobreviver ali. O mais interessante no arco dessa protagonista é como ela reage a esse novo mundo; um mundo distante da graça, onde é forçada a outro tipo de obediência. Ver a chama da rebelião nascer em Serina foi de uma emoção indescritível.

"- Meu pai costumava dizer que a opressão não é um estado final. É um peso que se carrega até que não se possa mais. E ele então é removido. Não sem esforço, não sem dor. Mas meu pai acreditava que toda opressão, sempre, sempre seria combatida e superada."

A obra desenvolve dois núcleos de romance para suas personagens principais, mas eles não tomam grande tempo na narrativa - o que é maravilhoso, considerando toda a trama. Para Serina, é oferecido um personagem gentil, diferente da crueldade e da selvageria que ela experimenta na ilha. Para Nomi, dois opostos da realeza, que faz nascer dúvidas a respeito de todas as suas escolhas.

Em relação à edição, este exemplar ainda é um ARC - mas não acho que tenha algo para mudar. A tradução e a revisão estão nos trinques. Corre pra garantir o seu porque, na moral, ESSE LIVRO PRECISA SER LIDO POR TODO MUNDO!

Graça e Fúria é a pedida perfeita para quem gosta de histórias épicas sobre personagens femininas poderosas. É um livro intenso, com um final devastador para ficar no chão exigindo mais e mais. Essa obra entrou para o hall das minhas favoritas do ano - e vocês vão me ouvir falar nela por muito tempo.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/07/resenha-graca-e-furia.html
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Cindy 20/07/2018

Muito hype pra pouco desenvolvimento...
"Graça e Fúria" retrata uma sociedade machista na qual as mulheres são totalmente submissas aos homens e não podem nem mesmo aprender a ler e escrever. As únicas atividades permitidas a elas são: gerar filhos, cuidar da casa, trabalhar em fábricas ou como criadas. Uma outra opção - mais aceitável para algumas e, para outras, de forma alguma - consiste em tentar ser escolhidas como concubinas (Graças) do rei ou do príncipe herdeiro. Para tanto, as mais belas e dotadas são preparadas durante anos a fim de se submeter à seleção trienal realizada no palácio real.

Eu simplesmente amo livros nos quais o personagem principal é uma garota/mulher inteligente, esperta e totalmente badass! Agora imaginem como eu fiquei quando li a sinopse de "Graça e Fúria" e percebi que tinha DUAS heroínas (talvez duas badass - uau!). Mas... Apesar de todo o hype em torno do livro - pela premissa girl power e tal - a narrativa só conseguiu me empolgar um pouco nas últimas páginas. No mais, achei a trama fraca, um pouco arrastada e totalmente previsível - construída a partir de uma coletânea de clichês de vários livros de fantasia YA de sucesso.

Somente para citar alguns exemplos desses clichês:
1) País imaginário com alguns nomes, sobrenomes, costumes e paisagens inspirados em Veneza, Itália (vimos algo semelhante em: Jovens de Elite - Marie Lu);
2) O rei tem um monte de concubinas (vimos algo semelhante em: A Traidora do Trono - Alwyn Hamilton);
3) Dois irmãos, príncipes, com personalidades opostas (vimos algo igual em: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard);
4) Príncipe herdeiro tem que escolher uma noiva dentre várias candidatas que se prepararam a vida toda para esse momento (vimos algo muito parecido em: A Seleção - Kiera Cass; A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard);
5) Prisão em um local ermo, de onde ninguém sai vivo (vimos algo semelhante em: Mistborn: O Império Final - Brandon Sanderson; Trono de Vidro - Sarah J. Maas);
6) Prisioneiras lutando em uma arena/anfiteatro romano (vimos algo semelhante em: Godsgrave - Jay Kristoff);
7) Heroína luta para sobreviver às intrigas da corte no palácio real (vimos algo muito parecido em: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard; Trono de Vidro - Sarah J. Maas; A Traidora do Trono - Alwyn Hamilton; A Herdeira da Morte - Melinda Salisbury; Ruína - Amy Tintera);
8) Um soldado/membro da guarda bonito e charmoso que se interessa pela heroína (vimos algo muito parecido em: Trono de Vidro - Sarah J. Maas); etc.

Entre os personagens, os únicos que são mais trabalhados pela autora são as duas heroínas, o príncipe Asa e o guarda Valentino. O que não quer dizer que eles tenham sido bem desenvolvidos. Na minha opinião, faltou aquele "algo mais" que faz com que o leitor se apegue a um personagem, se identifique com ele, sofra com suas misérias e torça pelo seu sucesso. Eu só consegui sentir essa identificação com o Valentino...

Serina é a irmã linda, fútil, alienada e mosca-morta. Nomi é a irmã feia, rebelde, imprudente e estúpida (porque ela faz muita cagada - chega a dar raiva...). As duas são chatas, bem chatas. A Nomi é a pior (um porre!), já a Serina acaba melhorando no decorrer da narrativa (quando precisa aprender a ser forte e a lutar para sobreviver). No elenco feminino, destacam-se ainda: Oráculo (a manda-chuva da prisão, que revela um passado surpreendente), Jagana (a garota frágil e chorona, de quem a gente sente pena, mas acha que se ela não parar de mimimi não vai durar muito...) e Maris (que também não queria ser uma Graça, mas foi obrigada por seu pai - não vou revelar o motivo para não dar spoiler...).

No elenco masculino, temos o príncipe herdeiro Malachi - que tem pouquíssimas falas e meio que faz uma participação especial (quase um figurante de luxo). Já seu irmão mais novo, Asa, aparece bem mais e tem um papel importante no desenvolvimento da trama. O irmão das heroínas, Enzo, que é gêmeo de Nomi, pouco aparece na história. Por fim, temos o soldado/guardinha gato Valentino - um cara muito bacana e com um passado sofrido - que foi o único personagem com o qual simpatizei e para quem torci de verdade (preferia que o livro tivesse sido centrado na vida dele...).

Sinceramente, eu esperava muito mais deste livro, pois a premissa parecia ser bem original e ousada. Entretanto, acho que a autora não soube desenvolver a trama sem abusar dos clichês copiados de outros livros do gênero de fantasia YA - o que me incomodou bastante. E, em relação aos personagens, a maioria foi pouco trabalhada - sem direito a muitos diálogos relevantes, ações indicativas de caráter e/ou personalidade ou, ainda, revelações sobre o passado. Sem contar o dualismo simplista BOM x MAU e BRUTAMONTES x FLORZINHAS. Somente Serina apresentou uma evolução e Asa alguma ambiguidade. Talvez por isso eu não tenha me apegado a quase ninguém (à exceção do Valentino) e nem tenha lamentado os que morreram. Não basta uma premissa antenada com questões de igualdade de gênero e uma dedicatória impactante ("A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta… e que se levantou mesmo assim") - para que um livro mereça 5 estrelas, é preciso entregar conteúdo...
Laura.Ghirardelli 20/07/2018minha estante
Acabei de ler e também fiquei decepcionada, esperava muito mais desse livro. O excesso de confete atrapalhou. A história e a maioria dos personagens não foram grande coisa na minha opinião, especialmente a mocinha Nomi (muito fraquinha, revoltadinha e mimizenta). Já li livros bem melhores desse gênero. Uma pena, porque a sinopse prometia...


Lu Cristina 20/07/2018minha estante
Também não achei nada de mais, muito marketing em cima desse livro. Desperdicei meu saldo no Google Play pra comprar esse ebook achando que seria uma maravilha. Tremenda decepção, isso sim! Acho que as autoras ficam usando essas temáticas de empoderamento feminino pra vender mais livros e as leitoras caem feito patinhas. O livro 3 da Rainha Vermelha já foi uma grande decepção, porque a autora destruiu a personalidade da mocinha fazendo com que ela virasse uma covarde, fraca e submissa (na Rebelde do Deserto fizeram a mesma palhaçada no livro 2). E agora esse livro, que prometeu mocinhas fortes e empoderadas e entregou uma toupeira covarde e fraca e uma ex-patricinha bem mais ou menos.


Yuuhi 20/07/2018minha estante
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Franciele 21/07/2018minha estante
Uma resenha verdadeira e útil.


Mih 25/07/2018minha estante
Ate que gostei do livro, mas também esperava mais dele...terminei a leitura achando que li uma introdução de 300 páginas, quando parece que algo vai realmente acontecer o livro acaba...E a Nomi é insuportável e muito burra.


LauraaMachado 29/07/2018minha estante
Adorei a resenha!


Clara S. 24/08/2018minha estante
Gostei muito da resenha, honesta, direta e sem rodeios. Obrigado pela sinceridade.


Cris 12/10/2018minha estante
Ótima resenha! Gosto de avaliações sinceras e honestas sobre livros.




Desi Gusson 31/07/2018

Bem, isso foi constrangedor.
Cheguei cheia de amor pra dar, pronta pra ter um novo favorito na estante e sair contando pra todo mundo como eles precisavam desse livro em suas vidas. Graça e Fúria é meio que uma mistureba de O Conto da Aia, A Rainha Vermelha, A Seleção e literalmente qualquer coisa com um sultão e um harém envolvidos. Ele tem uma premissa ótima, e só a dedicatória já me deixou salivando, mas faltou algo.
Provavelmente outra pessoa no lugar da Nomi. Ela supostamente era a esperta, a rebelde, a irmã cheia de recursos... supostamente. Quando ela foi parar no palácio pensei “Agora ela vai fazer do Malacchi sua v@di$ e mostrar quem manda.” O que aconteceu foi um pouco diferente, e me deixou com ódio no coração a maioria do tempo.
Ingênua, tonta, insegura, inconstante e, pra não dizer outra coisa, não uma das personagens mais brilhantes que já vimos por aí. Suas escolhas não condiziam com o que ela ficava matutando e, pra uma moça dita sagaz e desesperada por individualidade, ela caiu direitinho em armadilhas que estavam GRITANDO “É UMA CILADA, BINO!” Foi frustrante pois, sinceramente, essa era a parte que eu mais queria ver.
Quem salvou foi Sarina, a outra irmã que passou a VIDA INTEIRA sendo ensinada a baixar a cabeça e não pensar muito no assunto. Em qualquer assunto, na verdade. Ela tinha um trabalho, ser bonita e vazia, e estava contente/resignada em conseguir isso. O que importava era ter a proteção e conforto do palácio e manter a irmã (aquela que devia ser dahora) longe de encrenca.
Quando as coisas vão ladeira abaixo pra ela, Sarina descobre uma força escondida, uma motivação até então desconhecida e luta, com unhas, dentes e uma postura reta, pra ajudar a irmã. Pois é, até ela sabia que a Nomi sozinha ia dar ruim. Os papéis se invertem e, de repente, eu estava esperando para ver o que aconteceria com ela. Só pra adiantar, sem dar spoilers, os capítulos da prisão são os melhores.
Bem, falemos sobre l’amour. Talvez fosse de se esperar que, após reler toda a série Corte de Espinhos e Rosas (Sarah J. Mass), dificilmente o próximo romance que apareceria na minha frente seria lindo. Pra mim não tem como ganhar de Feysand. E, de fato, o que encontrei em Graça e Fúria foi... morno. E totalmente instantâneo, do tipo “Viu, você está vendo a sua vida ir pra m&rd@, esse realmente é o melhor momento pra SUSPIRAR por alguém?!?!?”
No geral tudo pareceu um ensaio, um esboço do que o livro devia ter sido. Já li MUITA fantasia YA pra estar cansada de romances do nada e protagonistas teoricamente phodas, porém bobas. Resumindo, se a autora tivesse passado mais tempo debruçada nessa história, adicionado mais elementos ou pelo menos trabalhado mais nas suas personagens e na mudança radical que estava acontecendo na vida/cabeça delas (Oi, Sarina) as coisas provavelmente seriam melhores. É um livro sobre feminismo e sobre ser verdadeira consigo, mas apenas uma das irmãs atinge esse objetivo.
Na verdade, eu devia até avaliar com uma nota menor, a trama não é das mais originais, o plot twist (aquela reviravolta básica) foi tão previsível que eu vi ele chegando já na primeira interação dos personagens (sério, se você não viu, é porque você é novo no ramo da literatura) e as situações no geral são um apanhado de vários outros livros. Mas a tentativa de algo inspirador valeu. Como a esperança é a ultima que morre, vou ler a continuação, mas sem esperar cair da cadeira com ela.

Para essa e outras resenhas cheias de gifs e reações exageradas, acesse o blog!

site: www.desigusson.wordpress.com
AngelSFL 01/08/2018minha estante
Acabei de terminar o livro e partilho do seu sentimento pela Nomi, ela foi uma completa decepção.




AngelSFL 03/08/2018

A Graça se torna Fúria e a Fúria deve se mascarar de Graça
*
Esse livro foi um misto, uma confusão, de sentimentos.
Os acontecimentos são bem dinâmicos, logo após os primeiros capítulos do livro já temos a alternância dos capítulos entre Nomi e Serina, cada um deles termina no auge dos acontecimentos, de maneira que deixa o leitor SUPER fissurado em continuar a leitura.

Contudo Nomi, intitulada a irmã rebelde, se tornou uma grande decepção para mim. Eu esperava que ela fosse ser mais madura, articulada, desconfiada, inteligente. Por vezes, senti raiva dela durante a leitura...e no final então?!?! Eu queria torcê-la!!!

Já Serina, acabou se tornando a personagem mais interessante, passando por uma grande transformação que, claro, vem a base de muito sofrimento:

"Enquanto seguia as outras mulheres para fora da sala, ouviu a voz do guarda mais jovem murmurando para ela, num tom quase gentil:
Bem-vinda ao Monte Ruína, garota morta."

Seus capítulos foram sem dúvida os melhores:

"-Não pule - Val disse, sua voz roubada pelo vento.
Serina ergueu os olhos para ele. Na escuridão, não conseguia ler seu rosto.
- Você acabou de me falar como fazer isso.
- Bom, a escolha é sua. Você deveria estar bem informada. - Ele encarou as luzes distantes. - Mas espero que não pule.
(...)
Val se virou para o penhasco. Alguma coisa no modo como se portava ou na dor que ouvira na voz dele fizeram com que Serina perguntasse:
- Você já se encontrou na beirada?
Ele olhou para ela, as sombras em seus olhos profundas e imensuráveis.
- O tempo todo."

Adorei os paralelos que ela traçava entre os acontecimentos atuais e o que no passado havia almejado para si, afinal ela passou a perceber que ao escolher entrar em uma gaiola de ouro ou ser obrigada a entrar em uma gaiola de latão o resultado seria o mesmo, ela estaria presa em uma gaiola.

Achei os romances um pouco morno e os personagens masculinos com pouco profundidade, talvez a escritora não quisesse perder o foco principal da história com isso. Esperei, em vão, um SUPER FIGHT com pitadas fortes de romance entre Nomi e o Herdeiro.

A história acabou tomando um rumo que não me agradou...

Pretendo ler a continuação, mas não estará na minha lista principal.
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Sabrina @sassenach_literaria 10/07/2018

Uma das melhores fantasias de 2018!
ResenhaSassenach| Contra Capa| @tracythewriter @editoraseguinte|
5
Serina Tassaro foi criada para ser uma Graça, cresceu qualificada para ser obediente, submissa e irresistivelmente bela. Para garantir uma vida melhor para sua família, ela precisa ser uma das três graças a serem escolhidas.

Nomi Tassaro nasceu para ser uma Aia, (uma espécie de criada pessoal), desde de jovem soube que mulheres não podiam ler entretanto, aprendeu.
Para ela, beleza não era importante, ser dócil e maleável tampouco.

Duas irmãs unidas pelo amor, mas separadas por um mal-entendido.

Nomi me conquistou logo no início todavia, seu jeito inconsequente me fez sentir um misto de sensações em relação a ela contudo, é perceptível seu amadurecimento no decorrer da trama assim como em Serina, que se tornou forte e corajosa.

O que foi esse livro minha gente!?! Após o término da leitura só consegui pensar em uma coisa; onde encontro a sequência?
Quando inicio a leitura de uma fantasia que aborda temas relacionados à intrigas políticas e a guerra, fico esperando que a autora use o primeiro livro como uma espécie de introdução todavia, Tracy foi feliz em levantar questões sobre o machismo e mais feliz ainda em debater o empoderamento o feminino. Tudo o que li e amei em "Graça e Fúria" me deu razão para esperar uma trama muito bem elaborada e notável.
Malichi, o herdeiro e Asa seu irmão, são personagens que claramente tem seu peso na trama no entanto, por conter spoiler não irei me aprofundar neles.
O que posso adiantar, é que teremos um livro repleto de aventura, romance, companheirismo, amizade e traição, nos proporcionando uma leitura fluida e prazerosa.
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Francisco 08/07/2018

Uma história fantástica sobre opressão e luta pela igualdade de mulheres e homens
Denomina-se Harém, o grupo de mulheres que eram casadas com os Sheiks. Esses grupos existem até hoje em muitos países árabes conservadores. Mas não chega nem perto dos Haréns turcos, na época do Império Otomano, que poderiam ser formados por mais de 1000 mulheres. Mas ao contrário do que se pensa, esse grupo era muito organizado para que se evitassem conflitos. Mesmo assim, não deixa de ser cruel imaginar, mulheres que não tinham vida, a não ser, servir aos Sheiks. Essa ideia é o mote central do reino de Viridia, da história de Graça e Fúria, livro escrito por Tracy Banghart.

“Não é uma escolha quando você não tem liberdade de dizer não. Um 'sim' não tem nenhum valor quando é a única resposta que você pode dar!”. (pg. 35);


Em Viridia, encontra-se um reino dominado por homens, mulheres não podem nadar, mulheres não podem ler, mulheres não podem viver, o único objetivo delas de vida é servir. Elas podem ser criadas, ou aias, como elas são chamadas. Porém, existem grupo de mulheres que tem uma função maior. Elas podem ser escolhidas pelo superior (equivalente a rei), para se tornarem Graças, mulheres que servem ao senhor sempre que ele quiser.

Para isso, a cada três anos, mulheres que são treinadas em suas comunidades, são mandadas para o castelo para que o superior escolha três delas para fazer parte do seu "exercito" de Graças. A primeira delas, o qual o superior vai para a cama, acaba se tornando a "Graça Superior" e além de servir ao rei, ela se torna responsável por gerenciar todas as outras para que se mantenham na linha.

Essa forma de governo tem uma explicação, que tem muito haver com medo, e claro, poder.



Acompanha-se essa história sob o olhar de duas irmãs. Serina e Nomi. Elas sempre foram muito unidas, junto com Renzo, vivendo altas aventuras na juventude. Contudo, Nomi era avessa a esse mundo de opressão, e com ajuda de Renzo, ela fazia aquilo que era impossível para mulheres, aprender a ler. Serina, pelo contrário, queria se sujeitar a vida de Graça, porque sabia que assim, poderia oferecer um conforto a sua família de alguma maneira. Com isso ela se preparou a vida inteira para esse destino, e foram assim que as duas pararam no castelo do superior, na cidade de Bellaqua, centro desse reino.

Porém, o destino nunca é aquilo que a gente quer, e sim o que ele deseja pra gente, e assim inverteu a vida das duas jovens.

Nomi, encontra-se com o herdeiro antes da sua escolha, como desafiadora que ela sempre foi, acaba dando uma resposta atravessada para o futuro superior (Oh bixaa!!). Com isso, ele resolve escolhe-la como sua graça, e Serina torna-se a sua Aia, não por muito tempo.

Nomi, rouba um livro da biblioteca do castelo e leva-o para o seu quarto. Inicialmente, Serina fica assustada, mas toca-o (já que ela não sabe ler) e lembra das histórias que Nomi contava para ela na infância. Porém, a atual Graça-Superior entra e ao ver aquela situação, leva-a para o Superior, que decide manda-la para uma prisão feminina em Monte Ruína, agora a sua doçura de Graça, talvez não seja o suficiente para deixa-la viva.



Monte Ruína é um vulcão prestes a entrar em erupção, metaforicamente e literalmente. Isso porque a ilha já foi um lugar bem prospero, local onde a riqueza transpirava. Porém, um vulcão entrou em erupção e tudo foi por água abaixo, ou melhor, por larva abaixo. Agora esse local é utilizado como uma prisão feminina de mulheres que não cumprem seu dever social. Só que nada é tão fácil nesse lugar. A comida é escassa e para sobreviver, os guardas criaram um rodizio, porém para ter acesso a comida, é necessário entrar num rinque para lutar. Quatro mulheres de quatro bandos, e somente uma sai viva. Para mulheres é a luta pela sua sobrevivência, para os homens, diversão no estilo Pão e Circo. E a doce Serina tinha que se adaptar a isso.

MUITAS REFLEXÕES: Tracy Banghart criou uma fantasia para que a gente pudesse entender a importância de se rebelar contras as injustiças. A todo o momento ela coloca em seu subtexto, ou na boca das protagonistas frases que mostram a importância de lutar pela opressão, de mudar esse status quo de uma sociedade machista que insiste em persistir, dia após dia. E todos os papéis possíveis e necessários para essa mudança.

A autora mostrou que força é importante e essencial, além da união das mulheres que a todo o tempo são incentivadas a serem rivais. E porque?

Tracy trouxe na história, a importância de usar a inteligência na hora certa, e às vezes é necessário criar estratégias para não deixar que o enredo injusto se repita constantemente. E tudo isso, inspirando jovens garotas, com uma linguagem simples, porém não menos profunda de que uma obra mais adulta sobre o tema.

Por esse motivo, eu apelidei a obra de "Conto da Aia" para jovens, pois apesar de ter enredos diferentes, as duas obras se assemelham no recado de luta e resistência, de uma sociedade onde homens insistem em dominar as mulheres, algo que já deveria ter sido extinto a muito tempo, para que todos vivessem com respeito e igualdade. Coisas que o feminismo prega a muito tempo. E sim, viva a luta contra a opressão, luta pela liberdade, e as vezes é necessário uma revolução para que o mundo deixe de lado seus antigos hábitos de dominação.

“A opressão não é um estado final. É um peso que se carrega até que não se possa mais. E então ele é removido. Não sem esforço, não sem dor (...) a opressão, sempre, sempre seria combatida e superada”. (pg. 248);

site: https://sobreosolhosdaalma.blogspot.com/2018/07/resenha-graca-e-furia-tracy-banghart.html
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Coisas de Mineira 02/08/2018

"Em Viridia, as mulheres eram oprimidas porque os homens as temiam. As mulheres governavam este país. E a história as denegriu. As apagou. Nomi estava certa que não era isso que Renzo aprendera. Ele teria dito a ela. Mas, o Superior sabia. Quem quer que tenha dado a ela este livro sabia. E agora, ela também."

Alô fãs de "A Seleção" e "A Rebelde do Deserto", vocês estão aí? Este chegou arrasando, não é mesmo?! Talvez já tenha surgido pela sua timeline em algum momento alguém falando sobre o primeiro volume da duologia lançada pela Editora Seguinte este mês "Graça e Fúria". Com uma capa atrativa e uma sinopse bombástica, o livro promete não só uma mas duas mocinhas corajosas e revolucionárias. Quer coisa melhor?

A história se passa em Virídia, uma terra governada pelos homens onde, há muito, as mulheres não possuem voz. Criadas para ser operárias ou esposas, sem direito à educação ou qualquer outra forma de independência, enxergam como sucesso de vida ser escolhida como uma das Graças do Superior (Rei). É neste contexto que encontramos Serina Tessaro, irmã mais velha de três filhos de uma família da cidade de Lanos. Com uma beleza superior, sua mãe a prepara e treina desde criança para a honra de ser uma escolhida real e mudar o destino de sua família. Sendo assim, Serina é especialista em bordado, dança, tem a pele macia, cabelo sedosos, vestidos elaborados e... vontade própria alguma!

Nomi Tessaro, irmã mais nova de Serina, acompanha desde cedo com grande revolta o treinamento da irmã. Ela não consegue entender como alguém pode se sujeitar e desejar pertencer a outra pessoa que nem conhece, não ter o direito à escolha. Rebelde, ela aprendeu a ler mesmo sendo proibido e sonha com o dia em que as mulheres terão voz.

Mas Serina foi escolhida para ser apresentada ao Herdeiro do rei em uma celebração onde ele escolherá três "Graças" para si, e Nomi a acompanha como sua aia. Tudo se complica, pois Nomi rouba um livro e Serina recebe a culpa, indo parar na temível prisão no Monte Ruína. E sem explicações, o Herdeiro escolhe a irmã mais nova como sua Graça. Ambas estão presas a destinos que não escolheram e não estão nem um pouco preparadas para enfrentar.

"Não. - Nomi sentiu um aperto no coração. - Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um "sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!"

A proposta do livro é realmente muito interessante. Temos vivido um "boom" de mocinhas corajosas (Graças à Deus) e talvez pareça a vocês mais do mesmo, mas não é! A história vai além, as duas irmãs são paralelamente fortes e opostas em suas convicções. Serina QUER ser uma graça e Nomi QUER ser independente, uma julga o estilo da outra mas no fundo desejam a mesma coisa que é poder escolher o próprio destino. Quando são trocados de posição, elas têm a grande oportunidade de enxergar pelos olhos da outra.

Outro ponto super importante a se destacar é que existe romance, assim como o semelhante "A Seleção", mas este não é, de forma nenhuma, o foco central da história. A força das irmãs é o centro de tudo, a alternância entre graça e fúria que acontece nelas, a quebra de valores, luta pessoal, crescimento... Elas movimentam a história, isso sim é algo louvável e faz com que o livro receba as 5 estrelas da minha avaliação. As mulheres retratadas são fortes, falhas, teimosas, oprimidas, mas resistem, lutam pelo mais importante, pela própria vontade. Precisam aprender em quem confiar.

Então já adianto a vocês que a leitura é viciante; que ao passar da metade você só conseguirá largar o livro quando terminar; que existe uma grande reviravolta (mas que não me enganou); e que é uma duologia, logo o final é bombástico. Parabéns à Editora Seguinte pela linda arte de capa, que ao aprofundar na história você entende como é especial, e fica aqui também o meu apelo: Não demorem a lançar o segundo volume, ok?!

Por: Karina Rodrigues
Site: http://www.coisasdemineira.com/2018/07/resenha-graca-e-furia-tracy-banghart.html
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Camila Márcia 09/08/2018

Impactante
Graça & Fúria (Grace and Fury) foi escrito pela norte americana Tracy Banghart, e se trata apenas de um primeiro volume que já me deixou cheia de empolgação para o volume seguinte. Esse volume, foi melhor do que eu imaginava que seria.

Quando li a sinopse desse livro já tive um abalo ao ver duas personagens femininas lutando por algo que acreditavam e contra um sistema abusivo e misógino. Claro que assim que tive o livro nas mãos (na verdade, a prova antecipada) comecei a ler imediatamente e não consegui mais soltar.

Já me senti impactada com a dedicatória do livro "A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta... e que se levantou mesmo assim", fiquei cheia de bons sentimentos a respeito da leitura e não me enganei, Graça & Fúria foi exatamente o que eu esperava e um pouco mais.

O livro é empoderador, vamos acompanhar em capítulos alternados as irmãs Serina e Nomi, vale frisar que o livro todo é em terceira pessoa, essas jovens moram em Veridia, um país onde a monarquia impera totalmente e em que as mulheres são vistas como seres inferiores e completamente subjugadas aos homens. Em resumo: vivem.numa sociedade machista (não muito diferente da nossa, não é mesmo?).

No entanto, em Viridia, todas as mulheres são ensinadas a se calarem, a se confirmarem com a situação e a aceitarem esse tipo de tratamento e governo, além do mais são ensinadas a almejarem ser Graças - que são mulheres escolhidas para serem acompanhantes do soberano, rei e seus herdeiros, quase como se fizessem parte do harém - portanto, desde novas elas aprendem como se comportarem bem e a aceitarem tudo com graça e delicadeza.

Serina aceita o sistema, pois sempre foi criada por sua mãe para ser uma das candidatas à Graça, no entanto, Nomi, sua irmã mais nova vê o absurdo da situação, isso talvez se dê pelo fato de ter aprendido, secretamente, a ler com seu irmão Renzo (ler é algo altamente proibido para as mulheres) e tem algum discernimento sobre as diferenças erradas entre os homens e as mulheres. Nomi tem a alma rebelde, mesmo sendo mandada se calar constantemente.

Serina é enviada para ser possivelmente selecionada para ser uma das Graças do Herdeiro, mas por meio de alguns eventos quem é a escolhida é sua irmã Nomi (que na verdade tinha ido como aia de Serina). O mundo de Serina desmorona, mas a queda não para por aí, por um terrível mal entendido Serina é banida para as ilhas Monte Ruína,

Enquanto Serina, que foi criada para ser delicada, gentil, dócil, fiel e nunca questionar nada e nem lutar por nada, terá que aprender a viver sob um novo estilo de vida completamente adverso do que foi criada e ensinada desde criança, caso queira sobreviver; por outro lado, Nomi, completamente contra sua vontade e espírito rebelde, terá que viver enclausurada sobre as regras do Herdeiro, sendo sua propriedade, tendo que ser delicada e se sentindo culpada pelo destino da irmã.

Tanto Serina, quando Nomi irão ver um novo mundo e ter que aprender a lidar com os muitos desafios de maneira eletrizante e aterrorizante também. É impossível não se questionar sobre em quem acreditar, sobre o que é verdade, sobre as ideologias apregoadas por uma minoria que detém o poder. Obviamente que no meio do percurso tem alguns clichês bem na cara e nada inéditos, pois nos remetem a acontecimentos de alguns outros livros, mas eu não tenho problemas com clichês, nunca tive, embora fique mais feliz quando um livro tem surpresas... E Graça & Fúria , apesar dos clichês tem várias surpresas e o melhor: reflexões.

Durante a leitura de Graça & Fúria eu fiquei eletrizada e apaixonada pelas ideias e até mesmo pela forma direta da escritora Tracy Banghart ter escrito algo tão revelador. Amei a força e inteligência das personagens, confesso que também senti raiva tanto de Serina, por sua passividade, quanto por Nomi, e sua rebeldia sem limites e inconsequente, além de ser covarde em alguns momentos. Mas depois eu refleti que é difícil você ir contra aquilo que você foi ensinado como o correto desde a mais tenra idade, é imensuravelmente difícil também lidar com o novo, o inédito e os nossos medos. Fiquei com vontade de abraçar as personagens e dizer que elas estavam se saindo bem, mesmo com tão poucos recursos disponíveis para as mulheres nessa sociedade cruel de Viridia.

Se você ainda está em dúvida sobre ler ou não Graça & Fúria, vamos conversar mais um pouco aqui: esse livro é uma mistura incrível de A Seleção, Jogos Vorazes e Rainha Vermelha, cheio de reflexões feministas (de igualdade dos gêneros e não de superioridade, ok?), com ensinamentos reais e pertinentes sobre o empoderamento e as lutas que aquelas mulheres fictícias estão passando, mas que de uma forma nos remete para a luta real das mulheres no nosso mundo. O livro também fala muito sobre sororidade, pois é comum vermos o posto disso em nossa atualidade e isso promove mais uma discussão e reflexão altamente pertinente.

Graça & Fúria pode ser uma ficção e alguns podem lê-lo apenas como entretenimento, mas traz uma reflexão que está muito em destaque: a forma como a sociedade vê o feminino, como trata de forma diferente, como quer subjugar as mulheres só por conta do sexo e segundo dizem: fragilidade, a forma como as mulheres ainda não estão completamente unidas e se atacam sutilmente. Esse livro é, de fato, um arcabouço para inúmeras reflexões e debates, além de uma feliz forma de ensinar uma adolescente e jovem o real sentido do movimento feminista é empoderador dessa nova geração.

Meninos, também deveriam ler este livro e se colocarem no lugar dessas personagens: se fossem eles subjugados e anulados apenas por conta do sexo eles achariam justo, normal e correto? Esse livro é uma boa forma também de ensinar aos meninos o real sentido da igualdade dos gêneros que nada tem a ver com força, tem a ver com se colocar no lugar do outro. Lutar por igualdade.

site: www.delivroemlivro.com.br
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Amanda @atracaliteraria 12/09/2018

Não foi o que eu esperava

Graça e fúria fala sobre uma sociedade machista que oprime as mulheres em muitos aspectos. O simples ato de aprender a ler pode levar elas ao açoite ou até para a prisão.
Então conhecemos as irmãs Serina e Nomi.
Serina é extremamente bela e por isso foi criada para ser uma graça do rei (algo como uma concubina)
Nomi não é tão bonita, é rebelde, aprendeu a ler escondida e quer ter o direito de fazer suas próprias escolhas.
Um golpe do destino faz Nomi ser escolhida como Graça no lugar da sua irmã, e um mal entendido faz Serina ser mandada para uma prisão feminina tão cruel ao ponto das mulheres precisarem lutar até a morte por comida.
Separadas, elas precisam mudar e tentar encontrar suas vozes para passar por cima dos novos obstáculos que foram colocados em suas vidas.


Com uma sinopse ousada e um hype muito grande, Graça e Fúria chegou prometendo uma história de força e muito empoderamento feminino, mas que infelizmente não funcionou tão bem para mim.
O livro é cheio de momentos onde eu pensei "Eu ja vi isso em algum lugar e explorado de uma maneira bem melhor"
A maioria dos acontecimentos não foram chocantes ou surpreendentes, deixando a história previsível.

De todos os personagens, a única que conseguiu me cativar foi Serina.
Nomi tem fogo e raiva dentro de si, mas usa isso de maneira impulsiva e sem pensar nas consequências dos seus atos. Desde que li a sinopse eu tinha certeza que seria a minha personagem favorita, mas me decepcionei ao ver ela causar tanto estrago com seu temperamento.

Apesar de tudo isso, o livro não é todo ruim, mas as únicas coisas boas que posso listar são:
1 - A evolução positiva e bem desenvolvida de uma das personagens
2- Uma escrita gostosa e fluida que me fez ler rapidamente mesmo com todos os aspectos que me incomodaram
3- Vários quotes bonitos e inspiradores.
Isso não foi suficiente para dar mais que 3 estrelas e até acho que fui generosa, afinal eu estava esperando uma fantasia épica e não um livro cheio de promessas e frases bonitas.


A autora tinha um tema maravilhoso nas mãos mas deixou bem raso na história.
Pretendo ler a continuação, mas dessa vez sem expectativas.

site: https://www.instagram.com/p/BnoJvq3ndxz/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=1doeoamtdd8mu
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Ally 28/08/2018

Resenha do blog "De repente no último livro..."
Fazia muito, muito tempo que eu não começava um livro e terminava ele no mesmo dia. Um livro que me empolgasse ao ponto de eu precisar continuar lendo madrugada afora até chegar ao final.

Mas Graça e Fúria conseguiu fazer isso comigo, e mais ainda. Conseguiu me deixar eufórica à espera da continuação porque tenho tantas perguntas, tanta curiosidade e até aqui continuo fascinada por esses personagens incríveis e por Virídia, essa terra tão injusta e cheia de lendas secretas.

A história nos apresenta duas irmãs, a bela Serima, criada a vida toda para se tornar uma Graça, a eleita do herdeiro do trono, que junto à outras duas Graças viverá para servi-lo e gozará ao lado dele de uma vida de luxo, requinte e festas. Serima também poderá dar uma vida melhor à sua família em Lanos, permitindo que seu irmão e seus pais tenham uma melhor condição. Além disso poderá estar sempre ao lado de sua inseparável irmã, a rebelde Nomi, que servirá como sua aia no palazzo. Nomi deverá cuidar de Serima, estar com ela em quase todos os momentos e zelar para que sua irmã esteja sempre linda e bem cuidada.

A surpresa vem no baile de nomeação, quando o herdeiro Malachi escolhe Nomi como sua Graça e não Serima. Agora, Serima terá que ser a aia, e Nomi, desengonçada e despreparada, deverá ser uma Graça.

De início Serima fica revoltada. Se sente passada para trás literalmente. Como assim Nomi foi eleita? O que Nomi, sempre impetuosa, fez agora que chamasse desta maneira a atenção do herdeiro?

As coisas pioram ainda mais quando Nomi rouba um livro da biblioteca e é justamente Serima quem é flagrada com o livro.

As mulheres são proibidas de saber ler em Virídia e a punição pelo crime de Serima é o envio imediato à Monte Ruínas, o pior lugar para onde um criminoso pode ser condenado.



Assim, Serima, que foi criada para ser princesa deverá se tornar guerreira se quiser sobreviver em Monte Ruína. E Nomi, a desbocada que cresceu para ser uma aia invisível aos olhos do herdeiro, deverá se tornar sua Graça e agradar-lo, pois assim, quem sabe, ela poderá um dia ajudar a irmã.

A culpa corrói Romi e a indignação corrói Serima, e ambas, cada uma em seu destino, deverão crescer e aprender a selecionar seus amigos e seus inimigos, correndo sempre o risco de enfrentar as duras traições inesperadas que podem vir de onde menos se espera.



Esse livro foi comparado à várias distopias que amo. Não vou citar nenhuma porque acho que isso ajuda o leitor a deduzir muito a história do livro, e eu gosto de surpresas, quero que o leitor também sofra e se apegue como aconteceu comigo, porque essa é a magia da leitura. Mas, só posso dizer que, apesar das semelhanças com outras séries, Graça e Fúria consegue se destacar por vários pontos.



A evolução das personagens é incrível neste primeiro livro. Tanto Serima quanto Nomi são obrigadas à mudar seus estilos e maneira de ser completamente, e acompanhar essa mudança necessária e forçada é bastante intrigante ao leitor. A autora soube fazer de uma maneira bem envolvente, deixando tudo muito realista e crível. As atitudes de ambas são coerentes com suas personalidades, e foi fascinante descobrir ao final as jovens diferentes que ambas se tornam.

Confesso que Serima foi a minha favorita. Eu esperava amar Romi porque ela era a rebelde, mas as atitudes de Romi e sua teimosia me fizeram torcer o nariz pra ela várias vezes, e eu também fiquei indignada pela punição de Serima, tão indignada que acabei pegando birrinha da Romi. Ainda assim achei que Romi foi inteligente, e soube enxergar nas entrelinhas quando necessário.

Mas a alma do livro, pra mim, segue sendo Serima. Ela era uma Graça, uma bonequinha de luxo, e de repente se vê lançada numa ilha, tendo que lutar pra ganhar comida, sendo forçada a ingressar em um bando em troca de proteção e descobrindo nessas mulheres incomuns e discriminadas a verdade e a força que nem sabia ter. Serima é uma sobrevivente e todos os personagens de seu entorno são fascinantes.

Aliás, o rol inteiro de secundários é incrível. Adorei o entorno de Romi, a Graça Maris, Asa e Malachi, todos personagens bem construídos que deixaram o palazzo muito interessante, mas foi Serima e os seus que tomaram meu coração. Serima e as mulheres ao seu lado são fortes, unidas e capazes, foram discriminadas e condenadas por razões às vezes banais, mas ainda encontram forças para sobreviver à um lugar considerado uma sentença de morte.



Essa questão do empoderamento feminino está tão bem inserida no livro que só me resta aplaudir a autora e seu talento imenso. Nada está ali forçado, feito para que o leitor simplesmente leia mas nem sempre entenda. Os personagens apesar de sua força, não são arrogantes ou pretensiosos se julgando melhores que outros, muito ao contrário. Tanto Serima quanto Romi sabem que precisam de ajuda, que sozinhas é dificil e quando necessário ambas vão reconhecer isso e pedirão auxílio. É um livro sobre heroínas, mas sobre confiança também, amor incondicional, perdão e sobre a capacidade do ser humano de se moldar ao que for preciso em nome da sua própria sobrevivência.



Os capítulos estão intercalados entre Serima e Romi, mas tudo está narrado na terceira pessoa. Eu gostei demais da narrativa da autora nesta primeira parte, realmente prende o leitor desde a primeira página. Além disso é uma narrativa onde nada fica demasiado óbvio, a autora não se perde nas mil e uma descrições desnecessárias e na maioria das vezes é bem direta com o leitor.

O desfecho do livro é bem intenso, e apesar de que algumas situações eu já pude intuir desde antes do final (como o desfecho de Romi), outras me surpreenderam bastante e me fizeram roer as unhas de aflição (oh Serima, minha garota fantástica!).



Enfim, Graça e Fúria é aquele livro que todo mundo deveria dar uma oportunidade. É uma história maravilhosamente bem escrita, que apesar de ter seus pontos em comum com outros livros, se destaca pela sua originalidade, pelos caminhos impensados escolhidos pela autora e mais que tudo, pelos personagens capazes e carismáticos que conheceremos nesta primeira parte.

É um livro que li sem nem me dar conta do passar das páginas e só pude largar quando cheguei à última parte e, enquanto escrevo essa resenha, já sinto bater a saudade, desejando pra que chegue Julho de 2019 e todos possamos conhecer os destinos finais das duas irmãs que, pouco a pouco, desafiam as regras e sem esmorecer lutam pela liberdade e pelo direito único de poder decidir seus próprios destinos.

site: http://www.derepentenoultimolivro.com/2018/08/review-227-graca-e-furia.html
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Adrya Ribeiro 15/10/2018

Mesmo que previsível e clichê em vários momentos, me divertir bastante com os percalços das irmãs. Achei uma mistura de estórias que eu já li, mas mesmo assim foi divertido ver como elas se lidando com as situações e surpresas apresentadas.
Não vejo a hora do segundo...
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Karina 01/08/2018

GRAÇA E FÚRIA - TRACY BANGHART | Resenha por: Karina Rodrigues | Na íntegra em www.coisasdemineira.com
"Em Viridia, as mulheres eram oprimidas porque os homens as temiam. As mulheres governavam este país. E a história as denegriu. As apagou. Nomi estava certa que não era isso que Renzo aprendera. Ele teria dito a ela. Mas, o Superior sabia. Quem quer que tenha dado a ela este livro sabia. E agora, ela também."


Alô fãs de "A Seleção" e "A Rebelde do Deserto", vocês estão aí? Este chegou arrasando, não é mesmo?! Talvez já tenha surgido pela sua timeline em algum momento alguém falando sobre o primeiro volume da duologia lançada pela Editora Seguinte este mês "Graça e Fúria". Com uma capa atrativa e uma sinopse bombástica, o livro promete não só uma mas duas mocinhas corajosas e revolucionárias. Quer coisa melhor?

A história se passa em Virídia, uma terra governada pelos homens onde, há muito, as mulheres não possuem voz. Criadas para ser operárias ou esposas, sem direito à educação ou qualquer outra forma de independência, enxergam como sucesso de vida ser escolhida como uma das Graças do Superior (Rei). É neste contexto que encontramos Serina Tessaro, irmã mais velha de três filhos de uma família da cidade de Lanos. Com uma beleza superior, sua mãe a prepara e treina desde criança para a honra de ser uma escolhida real e mudar o destino de sua família. Sendo assim, Serina é especialista em bordado, dança, tem a pele macia, cabelo sedosos, vestidos elaborados e... vontade própria alguma!

Nomi Tessaro, irmã mais nova de Serina, acompanha desde cedo com grande revolta o treinamento da irmã. Ela não consegue entender como alguém pode se sujeitar e desejar pertencer a outra pessoa que nem conhece, não ter o direito à escolha. Rebelde, ela aprendeu a ler mesmo sendo proibido e sonha com o dia em que as mulheres terão voz.

Mas Serina foi escolhida para ser apresentada ao Herdeiro do rei em uma celebração onde ele escolherá três "Graças" para si, e Nomi a acompanha como sua aia. Tudo se complica, pois Nomi rouba um livro e Serina recebe a culpa, indo parar na temível prisão no Monte Ruína. E sem explicações, o Herdeiro escolhe a irmã mais nova como sua Graça. Ambas estão presas a destinos que não escolheram e não estão nem um pouco preparadas para enfrentar.



"Não. - Nomi sentiu um aperto no coração. - Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um "sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!"



A proposta do livro é realmente muito interessante. Temos vivido um "boom" de mocinhas corajosas (Graças à Deus) e talvez pareça a vocês mais do mesmo, mas não é! A história vai além, as duas irmãs são paralelamente fortes e opostas em suas convicções. Serina QUER ser uma graça e Nomi QUER ser independente, uma julga o estilo da outra mas no fundo desejam a mesma coisa que é poder escolher o próprio destino. Quando são trocados de posição, elas têm a grande oportunidade de enxergar pelos olhos da outra.

Outro ponto super importante a se destacar é que existe romance, assim como o semelhante "A Seleção", mas este não é, de forma nenhuma, o foco central da história. A força das irmãs é o centro de tudo, a alternância entre graça e fúria que acontece nelas, a quebra de valores, luta pessoal, crescimento... Elas movimentam a história, isso sim é algo louvável e faz com que o livro receba as 5 estrelas da minha avaliação. As mulheres retratadas são fortes, falhas, teimosas, oprimidas, mas resistem, lutam pelo mais importante, pela própria vontade. Precisam aprender em quem confiar.

Então já adianto a vocês que a leitura é viciante; que ao passar da metade você só conseguirá largar o livro quando terminar; que existe uma grande reviravolta (mas que não me enganou); e que é uma duologia, logo o final é bombástico. Parabéns à Editora Seguinte pela linda arte de capa, que ao aprofundar na história você entende como é especial, e fica aqui também o meu apelo: Não demorem a lançar o segundo volume, ok?!
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Del | @nmundoliterario 01/08/2018

Graça e fúria, é fantástico. Um enredo composto de fragmentos de várias histórias já conhecidas que dão vida a um universo com nuances próprias. Personagens que exalam força e determinação, que confundem com suas intensões dúbias, mas conquistam com ações enérgicas. Tracy tece o prenúncio de uma revolução que promete abalar as estruturas de uma civilização, enquanto reafirma a força da mulher e a importância da sororidade.

Com uma narrativa ágil, intercalada entre as irmãs, que nos joga de uma realidade para outra, despertando uma sede irrefreável por mais, a história conquistou seu espaço no meu holl de melhores livros do ano. O desfecho destruiu meu coração ao mesmo tempo que me deixou desesperada pela sequência que promete grandes emoções.

site: http://www.nossomundoliterario.com.br/2018/07/resenha-graca-e-furia-tracy-banghart.html#more
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Laura Brand 27/07/2018

Nostalgia Cinza
Quando recebi a prova de Graça e Fúria, fiquei curiosa para ler uma narrativa que, a princípio, me parecia apenas mais um romance. Entretanto, já no primeiro capítulo me surpreendi com as protagonistas fortes e inquietas, com o contexto de uma sociedade pautada pelo machismo e com a forma de abordar assuntos que poderiam cair no clichê. Graça e Fúria me prendeu desde a primeira página e se mostrou uma leitura interessante e encantadora.
Graça e Fúria conta a história de duas irmãs obrigadas viver em uma sociedade extremamente machista, em que as mulheres são criadas para serem submissas e totalmente dependentes dos homens. Mulheres não podem trabalhar com nada além de bordar, cozinhar e cuidar da casa, não podem ler, nem se posicionar diante de alguma questão política. A sociedade é governada por um superior que desempenha o papel de uma espécie de rei totalitário. A tradição prega que tanto ele quanto seu herdeiro tenham mulheres a seu dispor, chamadas de graças. Ser uma graça é, supostamente, uma honra inigualável, mesmo que isso signifique passar o resto da vida como uma mulher de vitrine, tendo que estar sempre disponível para conceder os desejos do superior ou de seu herdeiro.
Serena foi treinada ao longo de toda a sua vida para ser uma graça, isso significaria prestígio perante a sociedade e uma vida melhor para sua família. Quando ela é uma das escolhidas do superior para desempenhar o papel de uma das graças do herdeiro, ela sente um misto de felicidade e dever cumprido. Entretanto, o herdeiro escolhe Nomi, sua irmã rebelde e despreparada para a função, para ser uma de suas graças. Nomi, ao contrário de Serena, aprendeu a ler em segredo, se rebela contra tradições que ao seu ver não fazem sentido e não entende porque a sociedade funciona de tal forma. Para proteger sua irmã, Serena é exilada em uma prisão com outras mulheres consideradas indignas de viver em sociedade e precisa repensar tudo o que ela sabe e o que ela é.
O título do livro, Graça e Fúria, representa o que cada irmã era e o que se tornou. Serena, treinada para ser uma graça, se vê consumida pela fúria e pela descrença. Nomi, com sua personalidade explosiva e impulsiva, precisa aprender a se tornar uma graça se quiser sobreviver e salvar sua irmã.
Um ponto alto do livro se refere ao fato de o arco central não ser focado em uma relação entre homem e mulher e sim entre duas irmãs, uma em busca da salvação da outra. Os homens, mesmo desempenhando papéis importantes para o desenvolvimento da narrativa, são coadjuvantes. Em Graça e Fúria, são as mulheres que, mesmo aparentemente submissas, ganham destaque.
É uma história para ser lida por jovens, adolescentes e adultos. A narrativa permite que diversos públicos se sintam imersos na história e se identifiquem com as personagens e suas escolhas. O livro levanta questões interessantes como o papel dado à mulher na sociedade em razão do medo da força feminina, além de discutir a sororidade.
Graça e Fúria é uma história de irmandade feminina. É sobre retomar o controle, mesmo que as mulheres não saibam que o controle sempre foi delas. É uma história gostosa de ler, que nos faz passar as páginas curiosas para saber o que acontecerá em seguida e cheia de reviravoltas que, aliadas ao desenvolvimento de cada uma das personagens, constrói uma narrativa interessante e intrigante.
Graça e Fúria é o primeiro volume e já estou ansiosa para ler a continuação. Tracy Banghart conseguiu criar um mundo aparentemente fantasioso, mas que poderia muito bem ser uma metáfora para a sociedade em que vivemos e as transformações que ela está vivenciando.


site: https://goo.gl/heUnzK
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The 08/08/2018

Força Feminina?
Duas irmãs. Serina, a obediente e responsável, com consciência de que seu sucesso implica na segurança futura da família, foi criada para ser uma graça, uma mulher para servir maritalmente ao soberano, ou seu herdeiro no caso. Nomi é a fúria, a rebelde, respondona e inconsequente, sempre em busca de mais, que prefere as parcas condições desde que possa ter liberdade.
Uma sociedade onde mulheres não tem direitos, não podem ler, e tem suas vidas determinadas pelos homens.
Na seleção para graça Serina leva sua irmã, que será sua aia caso seja selecionada, no entanto, Nomi é atraída por uma biblioteca, rouba um livro, e ao dar de cara com o herdeiro não só o encara mas o responde desafiadora, em consequência o rapaz a seleciona como graça no lugar de Serina. Sem entender e se sentindo ferida Serina se torna aia da irmã, quando descobre o roubo de Nomi do livro aponta o grande perigo na questão, no entanto, levada por uma lembrança afetiva fica com o livro nas mãos por um segundo a mais, o suficiente para que a mãe do herdeiro a veja e denuncie como uma mulher que teoricamente sabe ler (na verdade é Nomi quem sabe), assim Serina vai parar em Monte Ruína, uma prisão onde as mulheres lutam entre si pela sobrevivência, enquanto Nomi terá de aprender a como ser uma graça convincente ao mesmo tempo que tenta encontrar um acesso a irmã.
Um livro interessante e com reviravoltas bem pontuadas que te deixam na vontade de saber o que irá acontecer, também com um ênfase feminista que as vezes é muito bem posta e outras não. A mudança de Serina é a parte mais interessante, sua transformação e descoberta de tudo que pensava de forma equivocada anteriormente, seu crescimento é exponencial. Nomi não me agrada tanto, por cair jogo entre os homens apesar de toda a sua dita revolta.
Assim temos uma suposta força feminina que se revela não tão verdadeira e uma suposta fraqueza que evoluí pra uma grande força, ai esta a verdadeira troca de papeis.
O livro possuí temática suficientemente intrigante para valer a leitura.
Tentem.
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