Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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Louise 29/11/2009

"Porque não há nada mais volúvel e inconstante do que meu coração." Werther
Os Sofrientos do Jovem Werther, pág. 16

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"Volto-me para dentro de mim mesmo e encontro um mundo." Werther
Os Sofrientos do Jovem Werther, pág. 20

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"Meus caros amigos, os homens sensatos moram nas duas margens do rio." Werther
Os Sofrientos do Jovem Werther, pág. 23

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"Quando ler esta, minha adorada, a campa fria já terá cerrado os restos enrijecidos do irrequieto, do infeliz, que não conheceu nos derradeiros momentos de seu vida nada mais doce do que conversar com você." Werther
Os Sofrientos do Jovem Werther, pág. 127
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Marcos Bassini 18/03/2009

Fim
Grandes livros são aqueles que, durante a leitura, nos fazem sentir como ou desejar ser o protagonista (certo, vou abrir uma exceção para Moby Dick: não sou e nem quero ser uma baleia). Por isso, compreendo porque, na época que foi lançado, este livro inspirou tantos suicídios: a melancolia que sentimos ao concluir uma história que adoramos, neste caso já está ali, presente, angustiando-nos desde a primeira página.
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Schlittler 09/12/2010

Me impressionei com o modo em que werther vê o mundo. O modo como ele sente e descreve as coisas, me prendeu atentamente ao livro, levando muitas vezes minha imaginação adentro da estória, fazendo-me com que cada vez mais eu quisesse tentar sentir o que ele exprime.
Excelente, eu não esperava tudo isso, embora desde o princípio eu já imaginava o fim.


Paulinha 15/01/2011

Ser incompreendido é o destino de muitos de nós

"... como pode ser ilusão aquilo que nos faz tão felizes?" (pág 53)

Werther é um jovem que está morando no campo, numa hospedaria em Wahlheim, leva uma vida tranquila e escreve para Wilheim, um amigo (ou parente? Não fica claro), contando de sua vida naquele lugar.

Ele fala dos camponeses, da natureza, dos tipos comuns que encontra por aí até que conhece Charlotte num baile e tudo muda em sua vida.

A moça é comprometida e ele sabe disso antes de conhecê-la, mas ao dançar com ela numa festa, quando o noivo está ausente, descobre-se apaixonado. Terrivelmente apaixonado.

"Desde então, o sol, a lua e as estrelas podem cumprir suas trajetórias celestes sem que eu distinga quando é dia, quando é noite: o universo desapareceu para mim" (pág 38)

A partir daí, o rapaz a visita diariamente e passa a alimentar um amor prá lá de platônico. Ele só pensa, respira, vive e sonha tudo que tenha a ver com a doce "Lotte".

Um dia, porém, o noivo (Albert) volta. Werther perecebe que ele é um bom rapaz e se tornam amigos. Mas nada é como antes e o sofrimento é inevitável. É o fim de suas esperanças em ter Lotte com sua namorada/esposa.

O final é conhecido e conta-se que na época, houve uma "maré de suicídios" de jovens amantes, que se identificaram com o pobre sofredor.

"... ser incompreendido é o destino de muitos de nós..." (pág 18)

A questão é: como lidar com a incompreensão e a desilusão desse mundo?

Boa pedida para refletir!

http://cantinhodaleitura-paulinha.blogspot.com/2010/12/os-sofrimentos-do-jovem-werther.html
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Juliana 19/06/2011

Um jeito de pensar envolvente.
O livro é envolvente a partir dos primeiros parágrafos.
O modo como Werther ama, pensa, escreve, vê as coisas ao seu redor é muito verdadeira, além disso, por fazer parte do Ultrarromantismo, ele sonha com o amor de uma forma tão.. realista. Digo, ele sonha com o pé no chão, vê como seria sua vida ao lado de Lotte de uma forma tão pura e bela em seus sonhos, porém, ele não se deixa levar por isso, sabe de todos os obstáculos e tudo mais, trata tudo isso de uma forma realista. Acho que é esse o adjetivo.
Ele retratou a morte no final do livro com muita esperança e a forma como ele encaixou as palavras me agradou bastante.
Pelo fato do livro ser montado através das cartas que ele escrevia, soa como se fosse cansativo. Na verdade, foi o que pensei no início, mas, como disse, nos primeiros parágrafos tive que mudar minha primeira impressão.
Tornou-se um dos meus favoritos.
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Carla Valle 06/04/2010

Clássicos são clássicos, mas este, com certeza não me provocou nada de especial, alias, não consigo entender como possa ter havido uma onde de suicidios em função da influência deste livro. Werther era um cara sensível demais para existir, aliás, se eu o conhecesse acharia ele um pentelho. Desculpe quem gosta, mas achei o livro sem graça, a única parte interessante é a demonstração de personalidade do Werther quando foi trabalhar para um ministro arrogante e burocrata.
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Alex Felix 02/01/2010

Ler "Werther" pode ser o fim do sofrimento
Esta é a história de Werther, um rapaz de 26 anos que sofre pelo amor de Carlota, que está noiva de outro. Werther, em seu tempo, tem um senso de moda bastante peculiar (costuma usar colete amarelo e casaca azul)e adora escrever cartas à luz de uma vela para seu amigo que está distante e lê suas lamentações.

O livro é todo escrito em primeiro pessoa e cada capítulo é uma carta a esse amigo. Werther lança suas impressões sobre a natureza, sua amada e até sua improvável, mas verdadeira, amizade com seu rival pelo amor de Carlota.

E Werther sofre. E sofre. Mas diferente do que pessoas muito felizes possam pensar, "Os sofrimentos do jovem Werther" passa longe de ser um melodrama. O protagonista é todo emoção, mas também articula de uma maneira tão racional que é capaz de convencer a um amante da vida (que morre de medo da morte), como eu, que o suicídio está longe de ser um absurdo quando a intenção é sanar uma dor de amor. Não é de se estranhar, portanto, que tantos jovens na época do lançamento do livro tenham se inspirado a cometer suicídio, geralmente trajando o colete amarelo e a casaca azul que se tornaram marcas do maior sofredor da história da literatura.

Após a leitura deste livro, parei de maldizer os suicidas, mas continuo em minha firme resolução de jamais cometer suicídio, ainda que por amor.


26/01/2010

Do contra
Bom tivemos que ler este livro para o colégio e eu tenho um pouco de preconceito com esses livros pra vestibular porque a maioria não chama a atenção do leitor se tornando uma leitura apenas obrigatória,porém com este livro foi diferente.
Eu simplesmente me apaixonei por ele, ele tem ótimas frases e é uma história muito legal. Não sei se a maioria pensará o mesmo porque devo confessar que acho que fui a unica a gostar dele na minha sala, mas acredito que isto se deve ao fato de meus colegas não terem entrado dentro do personagem e sentido realmente o que ele sentiu, ele é muito melancólico sim, mas isto apenas reflete a sua vida.
Portanto se desejar lê-lo procure se entregar completamente ao livro, talvez assim a leitura possa se tornar tão interessante como foi para mim.
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fabi 22/11/2009

Esperava mais - e não me mataria por ele.
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Pandora 10/10/2010

Mais resenhas em www.trocaletras.wordpress.com


Johann Wolfgang von Goethe foi um dos mais importantes escritores alemães e um dos líderes do movimento literário Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto) que foi o início do Romantismo na Alemanha.

Deixando de lado a aula de literatura, Goethe ainda divide minha opinião. Esse foi o primeiro livro que eu li dele, e já foi o suficiente para saber como a mente dele era perturbada e inquieta.

Como é uma obra do Romantismo, você pode ler o livro esperando um romance trágico, carregado de drama e sofrimento, como sugere o título.

É a história de Werther, que se vê perdidamente apaixonado por Lotte (Charlotte), mulher comprometida que o ama, mas também ama seu marido Albert e não está disposta a abrir mão dele para jogar-se nos braços de Werther.

O romance é contado através de cartas a um amigo, confissões escritas em um diário e anotações soltas. Vê-se a felicidade do personagem quando conhece Lotte e o seu declínio mental até o fatídico fim.

Como em todas as obras do Romantismo, a personagem feminina Lotte é um ser perfeito, dotada de todas as qualidades e Werther a coloca em um altar e a venera. Confesso que a obra deprime um pouco.

Mas a minha depressão não foi por piedade, mas por achar que esse tipo de amor incondicional só vai existir nas obras literárias mesmo.

Em dado momento a narrativa fica maçante, mas no geral Goethe conduz muito bem a trama. Vale a pena ler para conhecer.
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Bruna 02/05/2018

Precisamos falar sobre os Werther’s que vivem ao nosso redor!
Tive que ler rápido, não podia me demorar ou agonizaria junto às angustias do jovem Werther.
Senti vontade de adentrar o livro, de conversar com ele, de mostrar que existem muitos caminhos para livrá-lo de seu triste destino.
É uma leitura espetacular, mas nada confortável.
Este desconforto nos toca porque não se trata apenas de ficção, nem de um romance de época.
É sobre vida real, sobre o mundo contemporâneo e sobre algo que continuará a acontecer no futuro.

Em meu caso, foi mais do que uma leitura. Me tocou de forma profunda, onde pude me enxergar na própria pele do jovem ali retratado.
Foi necessário olhar ao redor e reconhecer tantos Werther’s que convivem conosco.
Mesmo aqueles que menos transparecem, e podem estar vivendo um tormento interno.

E como ajudar? O que fazer além de sensibilizar?
Como enfrentar um fantasma que ainda é tão obscuro? Tão enigmático?
O inimigo, neste caso, é invisível. E nós nada mais somos do que cegos em meio ao bombardeio.

Como ação prática, estou nessa semana me inscrevendo como voluntária do CVV (centro de valorização à vida), onde farei um curso grátis para entender um pouco mais sobre o suicídio e, em seguida, ajudar pessoas que estão à beira de acabar com sua própria vida.

Esta resenha é para te indicar a leitura, mas ela é mais do que isso.
É para te incentivar a tomar uma atitude também.
A existência tem mais significado quando usamos nossa própria vida para contribuir com a vida de alguém.
Viver é raro, é magnífica e SEMPRE há esperança, SEMPRE tem uma saída, mesmo quando não conseguimos enxergar isso sozinhos.
Que livros como este possam nos tornar mais conscientes da preciosidade que temos em nossas mãos: de estudar assuntos tão pouco explorados e, a partir do conhecimento, ser capaz influenciar pessoas beneficamente e nos iluminar através desta missão!
Sérgio.Aquino 14/05/2018minha estante
Excelente. Acho que você iria gostar de ler "Em busca de sentido" de Víktor Frankl.


Bruna 15/05/2018minha estante
Obrigada pela recomendação, Sergio, vou procurar! :)


Fábio Justus 09/06/2018minha estante
Bela resenha, se não leu, sugiro também, os trabalhadores do mar, de Victor Hugo




Gabi 08/08/2014

Minha fraqueza
Não creio que o final desse livro seja novidade para alguém (não marcarei como spoiler), no entanto, se você não souber o que acontece, não leia esta resenha.

Com que nostalgia releio após 3 anos Os sofrimentos do jovem Werther para trabalhá-lo em sala de aula!

Minha primeira impressão foi ótima, visto que entrou em minha lista de favoritos, entretanto, pensei que dessa vez o impacto não seria o mesmo que anteriormente, pois minha perspectiva de sentimentos e referências literárias são outras. Doce ingenuidade! Tola prepotência!

Logo eu, que admirava em Sherlock Holmes sobretudo a sua frieza, fui fisgada por Goethe! Logo eu!

Eis minha fraqueza, meu segredo obscuro: minha fascinação pelo amor de Werther por Charlotte.

Como o invejo Wilhelm! "Não há no mundo prazer mais sincero e vivo do que ver uma grande alma abrir-se a outra." A alma que se abriu para você, certamente era muito nobre: respirava amor e transpirava vida.

Vamos á história:
Depois de se mudar para um cenário campestre, onde, se encontra muito alegre e nada parece lhe faltar, Werther é arrebatado por um grande amor.

Charlotte o conquistara desde o primeiro momento em que se viram, pouco antes de uma festa, quando distribuia pão entre 6 de seus 8 irmãos. Irmãos esses que a veneravam como a mãe que ela prometera ser para eles no leito de morte de sua mãe verdadeira.

A paixão de Werther não era uma simples atração. Era um sentimento arrebatador que somente aqueles capazes de amarem a natureza, sentir compaixão e reverter isso em generosidade tem o direito de sentir. Apesar de talentoso, culto e inteligente, Werther valorizava seu coração acima de tudo: "Ah! O que sei todos podem saber... Mas este coração é somente meu."

Apesar de todo esse amor, que não creio, fosse retribuído nem com um décimo da intensidade, havia um obstáculo determinante: Lotte ia se casar.

Quando seu noivo, educado, sensato, inteligente e nobre, um verdadeiro gentleman, retorna de uma viagem, torna-se amigo de Werther, que havia também conquistado a estima dos irmãos de Lotte.

Werther percebe o quanto o noivo a estima, entretanto, no decorrer da narrativa, passa a achar que ele não seria sensível o suficiente para ela. Imagine! casar-se com uma pessoa cuja qual o coração não bate em sintonia com o seu ao lerem juntos um livro particularmente amado!

A paixão consumia-o. eu não sabia que era possível um amor ser tão puro e ao mesmo tempo tão ardente e, no entanto, estou aqui, sentindo exatamente isso!

Werther vai perdendo sua vivacidade. A melancolia o domina. Tenta fugir de seu tormento arranjando emprego com o embaixador, porém, não suporta viver entre pessoas que procuravam sempre sobrepor sua classe social privilegiada. Ele as desprezava e ansiava por voltar para perto de Lotte.

Com Lotte casada, o desespero de Werther é incontrolável. Já não consegue se relacionar com seu marido. Ela pede, em certo momento, próximo ao dia natalino, que Werther não a visite até as vesperas. Seu marido viaja e Werther não atende o pedido. Não só a visita como também chega a beijá-la praticamente á força. Considera isso como um presente, uma união eterna e então toma a resolução a cerca do que vinha pensando há muito tempo: Matar-se.

Sim! Cubra-se de luto, oh natureza! Werther definhou seus ultimos meses de vida e agora vai acabar com sua dor. Seria isso egoísmo? Eu ouso dizer que não. Ele não sofria sozinho. Havia implantado a desconfiança na casa de Charlotte. Ele, ela e Albert (seu marido), não poderiam mais viver assim. Um deles teria que ir embora definitivamente, e Werther não só tinha plena consciência disso, como conjecturou acabar com a vida de cada um deles e decidiu-se pela sua.

Oh, jovem Werther que precisou agonizar toda a madrugada e também a manhã! Você que optou por morrer com a roupa azul e colete amarelo com que a conhecera. Já expiaste seus pecados.

Agora, com meu espírito transbordante, eu, que me sinto uma boba adolescente, não posso deixar de dizer que a beleza da escrita de Goethe e sua escolha de palavras me cativaram muitíssimo, e mesmo que se conheça a história completamente, insisto para que leiam e saboreiem cada letra dessa incontrolável e maravilhosa paixão.
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Bia 13/09/2013

Monótono
Sei que este livro é um marco do início do Romantismo, que é, em parte, auto biográfico porque a personagem central foi inspirado no próprio autor e que é uma história de amor arrebatadora. Nada disso me prendeu na leitura por muito tempo. O livro tem todo um enredo dramático que conta a infeliz história de um rapaz que se apaixona por uma jovem moça já prometida a um noivo. Diante disso, Werther se transforma durante o livro, mas o melodrama transforma a história toda em algo massante e monótono, já que a própria personagem conclui que acaba sendo repetitiva durante o livro.
Honestamente, tenho essa história há anos e somente agora tive empenho de terminar de ler.
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Bruna 21/10/2014

Werther, o burguês mimado.
Eu tenho uma disciplina muito interessante na faculdade. Ela mistura a literatura ocidental com história, e quem me conhece o mínimo sabe que são minhas duas paixões! Além de, é claro, o português!
Enfim, essa disciplina tem muitas leituras (como quase todas as disciplinas do curso de Letras), muitas obras clássicas! Eu sempre achava que a maioria dos clássicos era algo meio que subestimado, sabem? Mas depois de começar a lê-los, mudei de opinião! Eles mudam a maneira de vermos o mundo, é sério mesmo! Alguns, óbvio, são melhores que outros, e depende muito também do gosto da pessoa.
O livro do qual eu vim falar a respeito hoje não foi a melhor leitura da minha vida, mas foi bom. Na verdade, eu sempre me apego aos livros que leio. Apesar de Os Sofrimentos do Jovem Werther de Goethe, não estar no meu top 5, com certeza é uma obra para ser lida por todos que gostam do Romantismo!
Com a publicação de Werther, em 1774, surge a primeira obra do movimento romântico. É um romance epistolar (contado por cartas). Vale ressaltar que Goethe foi simplesmente brilhante em criar, no livro, dois narradores! Um, o principal, é o próprio Werther, o autor das cartas. O outro, é algo como um editor falso, um narrador testemunha, que, ao que tudo indica, reuniu em um só lugar todas as cartas e relatos que conseguiu sobre o nosso jovem Werther. Algo interessante a reparar é que há muita autobiografia na história de Werther com a de Goethe. Assim como Werther, Goethe também se apaixonou por uma Charlotte. Uma mulher impossível para ele por ser compromissada com outro.
Quanto ao personagem principal, penso que Werther pode ser definido como um maldito menino rico, mimado e exagerado. Um burguês, de fato, que é sustentado pela mãe, não quer trabalhar para não responder às ordens dos outros e vive por aí querendo apenas o que não pode ter. Como qualquer boa e clássica história do romantismo, Werther é melancólico, solitário e amante da natureza.

"A propósito, sinto-me muito bem aqui. A solidão é para minha alma um bálsamo precioso neste paraíso terrestre, e esta primavera me aquece o coração em todo o seu ardor, esse meu coração que frequentemente estremece de frio. Cada árvore, cada arbusto é um ramalhete de flores."
Pag. 14


Isso fica muito claro ao decorrer do livro, tanto por ele querer Charlotte, sofrer por não tê-la, mas ao mesmo tempo não sair daquela situação, como se gostasse; quanto por descrever com entusiasmo as árvores que gosta, a paisagem que o encanta, e as estações do ano: Werther é feliz nas primaveras e nos verões, contudo, isso muda conforme o clima muda:


"Sim, é isso mesmo. Do mesmo modo como a natureza declara agora o outono, também dentro e em volta de mim o outono se manifesta. Minhas folhas amarelecem, e as folhas das árvores vizinhas já caíram."
P. 103

Werher é tão melancólico que, ao passar do tempo, ele vira um defensor do suicídio. Ele usa um argumento bem intrigante, aliás. Se referindo à Deus como pai e, sabendo que a Igreja condenava e condena até hoje quem se mata\matava a ir para o inferno, ele lança o seguinte argumento: Será que Deus, vendo o filho em total situação de desespero, conseguiria puni-lo para sempre, jogando-o no inferno eternamente? Werther acredita que não. Nenhum pai vendo o sofrimento de um filho, conseguiria simplesmente renegar o seu colo, o seu consolo, o seu amor.


"Que homem, que pai poderia encolerizar-se, quando seu filho, chegado de súbito, o abraçasse e exclamasse: estou de volta, meu pai! Não fique zangado se abrevio a peregrinação que, segundo sua vontade, deveria seguir por mais tempo. [...] Oh, pai celeste e misericordioso, poderia repelir esse filho pródigo?"
P. 121


Um fato curioso é que muitos leitores de Goethe cometeram suicídio após lerem o livro. O que fez com que a igreja proibisse a leitura da obra. Na psicanálise, criou-se um termo chamado Efeito Werther, em referência ao personagem e caracterizado pela sua personalidade suicida. Enfim, não inventem de ler a história enquanto estiverem deprimidos, certo?

Eu não quero contar muito sobre o enredo, porque, sério, dar spoilers demais é muito chato! Essa é meio que a primeira resenha que eu faço e, se vocês gostarem, e quiserem outra, me falem! Eu fiz por fazer, mesmo! Além de ser um bom exercício de memorização para as provas de literatura!
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Craotchky 16/02/2016

Poético
"Quem é o homem, para ousar lamentar-se a respeito de si mesmo?" pág.13

"Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?" pág.64

"Poderia dizer a mim mesmo: És um insensato em busca daquilo que não se encontra neste mundo." pág.18

"Eu recebi, de minha parte, duas bofetadas; notei, com grande satisfação, que eram mais fortes do que aquelas que ela dera nos outros." pág.35

"Anjo, por tua causa é preciso que eu viva!" pág.44

"Rio-me do meu coração... e só faço o que ele quer." pág.98

"Que mundo aquele para onde me leva o poeta sublime!" pág.107

"Tenho-a toda em mim, e o sentimento que experimento por ela absorve tudo. Tenho-a toda em mim, e sem ela tudo é para mim como se não existisse." pág.109

"Só isto basta: ela tomou conta do meu ser." pág.26

"...você não pode odiar aquele que arde assim por sua causa!" pág.158

"Meu amigo, sou um homem perdido! Ela faz de mim o que quer." pág.111

"Sofro tanto, ai de mim! Teria havido, então, antes de mim, homens tão desgraçados?" pág.114

"Oh! Quando o dia há de penetrar na tumba para dizer ao que aí dorme: Desperta!" pág.147

"A natureza humana é limitada: ela suporta a alegria, a tristeza, a dor, até certo ponto; se o ultrapassar sucumbirá. A questão não é saber, pois, se um homem é forte ou fraco, mas se pode aturar medida de sofrimento, moral ou físico, não importa, que lhe é imposta." pág.60-61


"E a ti, homem bom, que sentes as mesmas angústias do desventurado Werther, possas tu encontrar alguma consolação em seus sofrimentos! Que este pequeno livro te seja um amigo, se a sorte ou a tua própria culpa não permitem que encontres outro mais à mão!" pág.11

Lido na edição da Abril Cultural 1971.
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