Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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William 05/11/2010

Esse é um dos maiores livros que eu já li. Tanto pela boa história contida nele, quanto pela fora(suicídios por causa da leitura), tudo isso me deixou interessado na parada.Gostei bastante! Indico e passo com gosto!!
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Daniel 24/05/2013

Com esse livro, é possível sentir o sabor das manhãs nas quais Werther se banhava de sol, enquanto via as crianças brincarem. É simplesmente belo!
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Loren 25/11/2018

(devo, ou melhor, sequer posso fazer o céu inteiro caber nessas palavras...e dizer que ela me ama?)
Tenho que confessar, o livro ficou parado em minha estante por um ano. A primeira vez que tentei lê-lo, entrei numa baita ressaca literária e nesse ano, ele me tirou dela. Goethe deixa claro o livro inteiro que jamais conseguiria realmente exprimir seus sentimentos e sensações por meio de palavras e cá estou eu, mais uma vez de acordo com ele, sem palavras para descrever a grandiosidade desse livro! Me peguei varias vezes durante a leitura pausando e relendo aquelas palavras, para ter certeza de que elas realmente foram escritas pois a escrita do autor é inacreditável, pareceu-me música em tantos momentos e me arrepiou diversas vezes. A história baseada no amor não correspondido, chega até a ser um clichê mas a forma com a qual foi abordada, de forma tão intensa, viva e melancólica me tirou o fôlego o livro inteiro. Sugiro uma chance a esse livro, incrível, incrível, incrível, uma obra monumental!
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Joaquim 28/06/2015

Ambíguo
Para os espíritos apaixonados, é uma leitura melancolicamente impactante.

Porém, para aqueles que não nutrem nenhum amor no momento em que leem, é um alerta dos males que podem ser evitados se não se apaixonar.

Recomendo apenas para os fortes.
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Vitu 09/01/2019

Angustiante e prazeroso
Não sou muito fã de romances mas esse me chamou a atenção pela temática.

Quantos de nós já não fomos pegos por uma grande paixão? Quantos não falamos a nós mesmos: "Eu não sou nada sem ela/ele. Minha vida não faz sentido sem você"?
Werther também segue esses princípios mas de forma muito mais poética. Sua personalidade é totalmente decidida em relação ao seu amor por Carlota.

O livro é escrito através de cartas que Werther manda em sua maioria para seu amigo Guilherme, que é o seu "poço de desabafo".
É dividido em duas partes. Na primeira parte é narrado o seu encontro com Carlota que já é uma mulher comprometida com Alberto. Já a segunda parte, os "sofrimentos do jovem Werther" são mais escancarados devido a aceitação de que só poderá viver um amor platônico. O fim trágico parece vir a cada página, a cada lágrima que Werther derrama. E a amargura é transpassada ao leitor.

Pra quem não tem um vocabulário muito aguçado, recomendo ler com um dicionário ao lado, foi o meu caso e me ajudou muito.
O livro tem muitas referências bíblicas e à Odisseia de Homero.
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Coruja 05/03/2018

Há muito eu estava devendo a leitura de Os Sofrimentos do Jovem Werther - é um título que está na minha lista desde que devorei Fausto, alguns meses antes de começar a faculdade. Goethe me fascinara com a história do sábio doutor e o demônio Mefistófeles e queria muito conhecer mais dele. Mais de uma década depois, peguei uma edição de bolso do Werther para afinal completar tal lacuna. Não tenho desculpas para esse atraso, além do fato de que havia muitas pilhas de livros ainda não lidos na estante...

Escrito em forma epistolar, Os Sofrimentos do Jovem Werther resume muito bem sua história no título. Jovem, inteligente, dado à melancolia, ao romantismo e ao exagero, Werther navega meio sem rumo pela vida, desenhando, lendo poesia e ouvindo as histórias do povo, até conhecer Carlota. Órfã de mãe, Carlota cuida do pai e dos irmãos menores com desvelo. Seu pragmatismo para as coisas familiares, contudo, não afeta a alma sensível e romântica. Para além da beleza, o gosto pela música, pela dança e pela literatura fazem com que Werther se aproxime da moça. E tudo iria muito bem, não fosse um pequeno detalhe: Carlota é noiva de Alberto, um jovem comedido e sensato, com quem, a princípio, Werther também admira e devota amizade.

Para tentar esquecer a moça, Werther acaba por aceitar um emprego burocrático do governo em outra cidade. A rotina, a suposta pequenez de seu chefe e da sociedade do lugar para o qual se mudou começam a sufocá-lo e não demora muito para que ele esteja de volta aos pés de Carlota, a essa altura, já casada. Conhecendo seu caráter e os arroubos já antes ditos, não é preciso muito esforço para compreender que estamos diante de uma tragédia anunciada.

Goethe convence muito bem da verossimilhança de sua obra. O livro abre e fecha com notas de um editor anônimo, que teria compilado as cartas, visitado os locais e as pessoas citadas para investigar os fatos, antes de apresentá-los ao leitor. A retirada de nomes de locais, de pessoas, de sobrenomes dos protagonistas, são recursos que passam a impressão de que se está a proteger a identidade delas. O próprio fato de que temos apenas as cartas de Werther como fio narrativo, sem as respostas do amigo, Guilherme, reforçam essa impressão geral.

Termos apenas o lado de Werther cria também uma ambiguidade sobre os outros personagens. Temos apenas a narrativa dele, a forma como ele enxerga o mundo e as justificativas que ele dá àqueles que encontra em seu caminho. Werther enxerga o que quer enxergar, quer seja uma suposta intolerância por parte de Alberto, quer seja uma correspondência de seu afeto por parte de Carlota. Levados pela intensidade dele, é difícil tentar julgar os outros personagens sem ser pelo seu filtro. Ou, pelo menos, foi isso que aconteceu comigo.

Simpatizei com o Werther da primeira parte, ingênuo, entusiasmado e fundamentalmente autêntico. Ele é generoso com seu tempo, sem seu talento, com sua bolsa. Ele escuta os aldeões, busca conhecer suas histórias, encanta-se com crianças, perde-se nas belezas que o mundo pode oferecer. Seus primeiros encontros com Carlota, descritos com delicadeza e afeto, transformam cenas prosaicas em pequenos bibelôs. Sua aversão à burocracia e à falsidade, quando passa a trabalhar para o embaixador, é algo fácil com que se identificar.

Mas, então, Werther larga tudo, trabalho e responsabilidades, não escondendo o desdém por aqueles que considera abaixo de si intelectualmente. Há empáfia e arrogância em seus comentários sobre aqueles que deixa para trás e talvez tenha sido esse o momento em que comecei a enxergá-lo como um menino mimado, egoísta. Seu arrebatamento no retorno para Carlota, a maneira como ele prioriza seus próprios sentimentos acima de todos que o cercam, tornando-se não apenas inconveniente como extremamente cruel, fizeram com que ele perdesse toda a minha simpatia.

O amor que ele protesta por Carlota, para mim, não é amor, mas paixão obsessiva, ciumenta, perigosa. É um amor que se reflete na história do camponês com quem Werther faz amizade no começo do livro; o homem que, apaixonado por uma viúva, acaba por matar outro empregado porque 'se ela não fica comigo, não fica com mais ninguém'. Que Werther se identifique com esse colono, que justifique o crime porque 'foi por amor' diz muito mais que um sem número de cartas apaixonadas. A essas alturas, não há mais como torcer pelo rapaz e suas atitudes finais, a escolha maliciosa das armas para seu suicídio - de forma a causar o máximo de culpa e desespero - não podem ser vistos como menos que calculadas.

Desconfio que estou pelo menos quinze anos muito velha e muito cínica para me deixar de fato seduzir pelo romantismo de Werther. Tampouco consigo entender como o sentimentalismo do rapaz influenciou tantos leitores a se matarem - o livro é famoso pela epidemia de suicídios que deixou em seu rastro, quando foi publicado, em 1774, algo que ficou conhecido na história como "Efeito Werther" -, o que talvez se explique pela diferença no contexto histórico. Contudo, não é difícil perceber porque Os Sofrimentos do Jovem Werther é um dos grandes clássicos da literatura ocidental e um marco do romantismo.

Goethe soube trabalhar cada faceta de seu protagonista, e cada palavra de suas cartas. Não há expressões supérfluas, nem cenas que destoam do todo; tudo o que acontece é por um motivo, espelha um outro momento do romance - e isso cria um efeito muito interessante de eco, de antecipação. Desde o começo, há o prenúncio daquilo que virá, não só pela espiral depressiva de Werther, mas por outros detalhes também (como a recorrência das pistolas de Alberto em cena). Tudo isso faz com que o livro seja bem conciso - são menos de duzentas páginas - sem deixar nada importante de fora; não há necessidade de mil e uma explicações ou descrições para que Goethe consiga o impacto que a história de Werther encerra. Sendo dada à prolixidade, sempre fico impressionada com autores que conseguem dizer tudo o que é preciso dizer de forma tão precisa. Por outro turno, impressionou-me o vocabulário (tive de parar algumas vezes para ir ao dicionário) e, olha, nesse quesito, creio que essa tradução da Nova Fronteira ficou de parabéns.

Pessoalmente, ainda prefiro Fausto, ou melhor, Mefistófeles, que acho um personagem interessantíssimo. Mas Werther, inclusive por conter algo de autobiográfico (Goethe teve uma paixão intensa e proibida por sua própria Carlota, noiva de um amigo seu), sem dúvida merece a importância literária que tem. Menino mimado pode ele ser, mas é também um poeta como poucos.

Está findo o contrato. Vamos ao próximo...

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2018/03/sofrendo-com-o-menino-werther.html
Salomão N. 05/03/2018minha estante
A obra inteira do Goethe é autobiográfica ao extremo, do Werther ao Fausto, passando pelo Wilhelm Meister e outros personagens!
Pois é, também não sou um grande apreciador desse romance, mas sou um apaixonado pela tragédia do Fausto na versão Goethiana.


Emmerson 05/03/2018minha estante
Ótima resenha! Vejo o Werther como uma boa obra de um escritor em começo de carreira. Ainda distante da qualidade narrativa que ele demonstraria com o Wilhelm Meister ou a criatividade do Fausto.




Fendrich 26/10/2015

Um altar para Werther
É curioso observar a transformação que se passa no coração de Werther na medida em que progride a sua veneração por Carlota. De repente, aquele rapaz, a quem bastava disposição de espírito para fruir os bens de Deus e suportar os maus dias, não encontra mais ao redor de si motivação para continuar vivendo. E passa a evocar, com saudade, aqueles tempos felizes em que, pacientemente, se confiava ao espírito divino e recebia de todo o coração, com um vivo reconhecimento, as delícias que o céu derramava sobre ele. Não percebe, no entanto, que a diferença reside na substituição do seu objeto de devoção.

De início, encontramos Werther extasiado diante de espetáculos da natureza, alguns bastante prosaicos, como a descoberta de diferentes espécies de plantazinhas rente ao chão, à beira de uma cascata, ou a sensação do formigar do pequeno universo dos insetos. Em tudo isso o jovem sentia “a presença do Todo-Poderoso que nos criou à sua imagem”. Depois da aparição de Carlota, no entanto, o sol, a lua, as estrelas e toda a natureza poderiam lhe aparecer, em todo o seu esplendor, que ele nem daria por isso: “Não sei mais se faz dia ou noite; o universo inteiro não mais existe para mim”. A partir de então, é por causa de Carlota que Werther vive, é a ela que ergue um altar: “Não posso dirigir minhas preces senão a ela”.

Não obstante a indiferença que passou a sentir diante daquilo que outrora lhe transbordava a alma, Werther irá se queixar ao próprio de Deus de ter-lhe voltado o rosto. E, embora afirme ter sede da sua presença, irá condicionar o seu louvor à felicidade de poder se casar com Carlota – se Deus lhe concedesse isso, sua vida seria “uma prece contínua”. Como o milagre não acontece, ele começa a cogitar que não faz parte dos “escolhidos”.

Também é interessante que Werther tivesse como um versículo de especial afeição aquele em que “o mestre da humanidade” coloca as crianças como o modelo a ser seguido. Afinal, o jovem gostava e lidava muito bem com elas. E considerava que devíamos proceder com as crianças da mesma forma que Deus procede conosco: “Nunca nos faz tão feliz como quando nos deixa ir ao acaso, na doce embriaguez de um engano”. É o autor deste mesmo pensamento que irá cobrar uma intervenção divina em seu caso – não quer ser deixado ao acaso em seu engano.

O versículo em que Jesus declara como merecedores do reino dos céus apenas aqueles que se fizerem como crianças também tem uma interpretação que não se limita à inocência ou ingenuidade típicas dessa idade, mas se estende à obediência que elas devem a seus pais. Werther, no entanto, afirma que só faz aquilo que o seu coração quer. Não parece disposto a fazer o que alguém de maior sabedoria lhe orientasse, talvez porque, nesse caso, precisasse abrir mão do objeto da sua adoração.

Santificando e ajoelhando-se diante de objetos que foram tocados por Carlota, impossibilitado de ver o desejo seu coração triunfar, Werther afunda no próprio desespero, do qual não sairá com vida. A sua morte também não é uma abdicação, apenas a esperança de revê-la em um futuro melhor – com a complacência de Deus. O que dá sentido à uma vida também é, afinal, o que dá sentido à sua morte.

site: http://deusnaliteratura.wordpress.com
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LaraF 24/05/2009

Quem já se apaixonou alguma vez sem ser correspondido, sabe de cor os sentimentos do jovem Werther. Esse livro é comovente, cheio de sentimento e dor, é um livro sincero. Nos mostra que o amor pode ser cruel...e ainda assim, queremos amar mais, mais profundamente, até o fim - mesmo que esse fim seja imposto por nós.
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ALucy 29/05/2009

o livro é bem triste como sugere o título.
mas muito melodioso para o meu gosto.
pra quem gosta, é quase poesia.
e se tá pensando em se matar não leia!

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Stephany 27/03/2013

O amor de Werther
"Loucos que são! Se mostram incapazes de ver que o lugar é a coisa menos importante e que aquele que ocupa o primeiro raras vezes desempenha o papel principal."

[Goethe- Werther]

O livro que consagrou o escritor, e que revolucionou a literatura alemã. O amor desenfreado do pobre Werther influenciou massas, vários jovens acabaram por adotar os passos do personagem, suas vestimentas, sua personalidade e sentimentalismo. Escrito de personalidade e pura genialidade, sabendo que o autor toma como inspiração sua própria vida, e a de algumas outras pessoas, fundindo-as num romance avassalador e impactante. " Os sofrimentos do Jovem Werther" é um livro pra ser lido cuidadosamente, degustando cada página, sentindo cada verso e navegando lentamente no mar de emoções ( muitas reais) descritas pelo autor.

recomento. Vale cada minuto.
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Petra 06/10/2014

Os Sofrimentos do Jovem Werther é um clássico da literatura mundial lançado em 1774. Este livro inaugura o chamado Romantismo Alemão e tem um tom autobiográfico. Algumas biografias do autor apontam a paixão avassaladora pela noiva de um colega e a (quase) tentativa de suicídio, como momentos emblemáticos para a construção dessa história.

O romance epistolar escrito por Johann Wolfgang von Goethe, conta a história de Werther que, por motivos de trabalho, encontrava-se distante de sua família, porém permanecia conversando com seu amigo Wilhelm através de cartas. A partir delas conhecemos Lotte, a amada do protagonista, que estava prometida a Albert. Com o tempo, Werther se apaixona cada vez mais por Lotte e nutre uma admiração por Albert. Sua paixão é correspondida, mas por não conseguir aguentar o noivado de Lotte, Werther se muda para outra região.

Infelizmente, Werther não suporta ficar longe da moça e volta para o convívio dela e de sua família. Mesmo gostando dele, Lotte lhe repele, pede para que ele nunca mais a visite. Louco de amor, Werther se despede e decide suicidar-se, pois sua vida já não teria mais sentido.

Na época do lançamento do livro ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios em decorrência da escrita profunda de Goethe. Esse foi o principal motivo pelo qual eu desejava ler o livro. Fiquei curiosa para entender o que esse livro tinha de tão profundo para causar tanto desespero nos jovens da época. Porém (felizmente ou infelizmente, não sei), eu não senti essa comoção toda. Não vou negar que o livro é realmente muito bem escrito e merece ser chamado de clássico, mas acredito que o sentimento despertado naquela época é bem diferente do que sentimos hoje.

Para vocês terem ideia, apesar da curiosidade, eu tinha receio de ler o livro e ficar meio abalada. Isso não ocorreu, ao contrário, a leitura fluiu muito bem e quando o livro acabou eu nem acreditei, de tão curto que ele é. Achei muito interessante a discussão que o Goethe levanta sobre a paixão doentia e o ciúme e também sobre as razões para se viver. É legal perceber como o tempo mudou nossa percepção com relação aos relacionamentos.

Enfim, para quem gosta dos clássicos, essa é, sem dúvida, uma ótima opção!

Leia mais em:

site: http://naproximapagina.blogspot.com.br/2014/07/pagina-13-os-sofrimentos-do-jovem.html
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Rodrigo 26/08/2014

Até Onde a Dor de Um Coração Consegue Suportar
Existe alguém nessa vida, assim como o autêntico-romântico Werther, que tenha se entregado ao sentimento por um ser amado, de forma tão sublime e resoluta?


Em suas primeiras cartas enviadas à Wilhelm é possível notar os desapontamentos e contentamentos em suas palavras ao relatar sobre a vida no novo local e sobre os seus dias ali; longe de sua mãe e de seu amigo. Começa a observar esse novo lugar e perceber o que há de agradável e desagradável. Descreve detalhadamente ao amigo, com o qual passa a compartilhar as suas alegrias e tristezas; seus prazeres e sofrimentos. Apesar de considerar certas coisas desagradáveis, isso de nada afasta a ideia de que o novo lugar seja um recanto de novos horizontes. Em determinado momento chega a comparar tudo ao seu redor como sendo o paraíso. Na verdade tal sensação parece não só ser causada por toda a atmosfera que o envolve, mas também pelo sentido único que se pode conceber às sensações e aos deleites da natureza; coisas que uma alma, tal como a de Werther pode sentir.

Após esses dias de aparente adaptação, Werther acaba por conhecer algumas pessoas da região. Contenta-se com sua capacidade de sentir estar em sintonia com aquela gente. Acontece que o ar puro do campo traz ao seu coração mais que uma simples tranquilidade.

Sobre as declarações de Werther à sua amada, Lotte (Charlotte) pude encontrar toda a sutileza - coisa para além desse mundo - capaz de causar comoção ao coração de sua belíssima. Mas acredito que essa disposição confere não só a Werther ao dirigir-se a Lotte, mas também a ela para com ele. Nas cartas enviadas ao amigo Wilhelm é possível constar as descrições feitas pelo jovem.

Mesmo sabendo que Lotte era noiva de Albert, a paixão desatinada que sente pela sua amada consegue ser maior. E por isso, sabendo das condições às quais ambos estão condicionados, em certos momentos pensa em sair dali e esquecer a ideia de estar com Lotte. Mas parece que para Werther, desatinado é aquele que vive para as coisas às quais o coração não se estende; estava muito além disso.


Werther provará não só sua imensa paixão a Lotte, como também provará toda a sua resolução acerca disso; mostrando ser essa paixão algo acima de todas as coisas do mundo. Faz da camponesa o seu abrigo, sua devoção, sua inspiração, o seu desígnio, o seu grande amor; a sua eterna razão de viver.

Portanto, o que resta é suportar o sofrimento de ter de aceitar que jamais poderá ser correspondido a moça, ou tentar esquece-la de vez - algo que parece impossível? Qualquer que seja a decisão, em ambas o resultado é o sofrimento. Não há lugar para onde fugir. É necessário chegar a um acordo. Werther, Lotte e Albert. Lotte e Albert! Não é possível aguentar isso por mais tempo.


A primeira obra de Goethe, que tive o imenso prazer de conhecer. "Os Sofrimentos do Jovem Werther" é um livro daqueles que jamais esquecerei. Impossível não se sensibilizar às palavras desse formidável ser.
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Din Mota 17/12/2010

Não há palavras para descrever
Goethe,foi ums dos poucos autores que teve a capadidade de expressar o amor em sua forma mais simples e pura,isso faz de werther uma obra prima,não há como lê-lo e não se apaixonar.
A historia de um homem que se mata por amar demais uma mulher
LIndo

Resenha estraida do livro a qual tenho de cabeça

Não posso dirigir minhas preçes senão a ela,
Nenhuma outra imagem está em minha mente que não seja a dela...
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