A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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Roberto Ramalho 15/02/2019

Interessante.
O único romance da poetisa Sylvia Plath pode ser considerado autobiográfico, embora a personagem principal não seja Plath, e nos leva por uma incursão aos meandros da depressão, doença sofrida pela autora que finalmente a levou ao suicídio. Temos acesso à sua estada dentro da redoma de vidro, título do livro, metáfora escolhida para representar a vida sufocante de quem sofre da doença, suas tentativas de suicídio e internação em clínicas psiquiátricas, onde sofreu tratamentos de choque. Curiosamente, A Redoma de Vidro não é um livro deprimente, sequer melancólico. Vale a pena ser lido.
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Valério 01/02/2019

Interessante confusão
A vida dentro da cabeça de Esther, uma mulher com problemas psiquiátricos que, em determinado momento, tem o mundo à sua frente e aos seus pés.
Conflito existencial, questionamento social, reflexões filosóficas pelo ponto de vista da protagonista, que parece estar fora do mundo mesmo vivendo nele.
Sua vida se torna um imenso vazio, como se tudo acontecesse à sua volta, mas sem envolvê-la completamente. Virou uma espectadora de sua própria vida.
E o leitor vai se aprofundando no alheamento, junto com Esther.
Justificando o título, é como se Esther vivesse em uma redoma, para onde somos levados junto com ela.
Um grande trabalho de Sylvia Plath, no seu único livro.
Thais Galdino 01/02/2019minha estante
Minha próxuma leituraa


Valério 01/02/2019minha estante
Bom proveito com a insanidade de Esther. ?




Larissa Oliveira 31/01/2019

Com sutileza, um soco no estômago
Ler Sylvia Plath foi uma experiência ao mesmo tempo arrebatadora e curiosa. A escrita da autora chega a se assemelhar a diversos livros jovem adulto pela simplicidade da escolha das palavras, que são mesmo assim, extremamente poéticas. São inúmeras as passagens que descrevem sentimentos e percepções de uma forma única.

“Os dois não paravam de dançar nem nos intervalos entre as músicas. Senti que eu estava encolhendo até me transformar num pontinho preto em meio àqueles tapetes vermelhos e brancos e àquele revestimento de madeira. Me sentia feito um buraco no chão.”

A autora, com sutileza desenvolve a depressão que a personagem principal enfrenta de uma forma leve e quase imperceptível. Ela vai deixando migalhas dos sintomas dessa doença ao longo das ações da personagem e das descrições, simplesmente espetacular.

“Abri a porta e franzi os olhos diante do corredor iluminado. Tive a impressão de que não era noite nem dia, mas um hiato sombrio que tinha repentinamente se enfiado entre os dois e agora nunca mais iria chegar ao fim.”

Apesar da narrativa fluída, o tema é pesado e é possível sentir esse peso em todas as descrições que a personagem faz.


“Eu sabia que devia ser grata à sra. Guinea, mas não conseguia sentir nada. Não teria feito a menor diferença se ela tivesse me dado uma passagem para a Europa ou um cruzeiro ao redor do mundo, porque onde quer que eu estivesse — fosse o convés de um navio, um café parisiense ou Bangcoc —,estaria sempre sob a mesma redoma de vidro, sendo lentamente cozida em meu próprio ar viciado.


O único adendo, antes de recomendar a leitura, é um alerta de gatilho, como já falado o tema da obra é depressão e também é abordado suicídio, então fica o alerta para o assunto pesadíssimo.

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Henrique M. 28/01/2019

Comecei a ler este livro no ano passado, mas não consegui me acostumar com a escrita da autora. Agora peguei novamente pra ler e a sensação foi a mesma. Entretanto fui persistente e consegui concluir a leitura. Até a metade do livro (durante a fase em que ela está "bem") o livro me pareceu escrito por uma autora de YAs. Aquela escrita bem bálista realista americana que se contenta em descrever ações e cenários. Foi na segunda parte do livro que pude perceber de onde vinham todos os elogios à autora. O livro se torna introspectivo, real, sensível e pesado. No geral, é uma ótima leitura.
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Brendo 25/01/2019minha estante
Foi exatamente assim que me senti. A carga emocional desse livro é realente forte. O vazio e a indiferença a tudo da personagem é real e facilmente absorvido pra quem está lendo. Ainda assim é um bom livro.


Dafs @leiturasnoonibus 25/01/2019minha estante
Obrigada por comentar! ?


Vinicius 16/02/2019minha estante
Nossa. Fui bem influenciado também e fiquei mal justamente no período de decadência de Esther. Talvez o livro tenha realmente disparado esse gatilho.




Laris 18/01/2019

Um livro denso que aborda a depressão, suicídio e a busca pelo empoderamento feminino. Talvez apenas o que tenha pecado é a forma como a autora narra no presente e o passado com grandes quebras do enredo, o que traz um pouco de confusão e não permite tal absorção dos sentimentos da protagonista.

Fora isso, é um livro muito bom e as metáforas são extremamente bem construídas.
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Igor.Lima 14/01/2019

Angústia e amadurecimento
Único romance escrito pela Sylvia e, tristemente, o último (ela se suicidou pouquíssimo tempo depois da publicação), A Redoma de Vidro é um incrível retrato de uma personagem se descobrindo insana no auge da idade. Nesse sentindo, é interessante perceber a diferenca do tom do livro durante a história. No começo, predomina um tom mais leve, divertido e até gostoso de ler. Do meio para a parte final do romance, a angustia predomina e a história se mostra cheia de camadas e simbolismos. Ótimo romance que cria sentimentos diferentes de acordo com o período que o leitor vive no momento que lê. Eu, pelo menos, imagino que terei uma percepção diferente em relação a diversos aspectos das obras quando ler novamente daqui a 20 ou 30 anos, por exemplo. E pra fazer tudo isso, a escritora era muito talentosa.

*É legal também o tanto de referências sobre o Brasil na obra. Me pergunto se a Sylvia já veio ao país durante a sua vida
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Luiz 13/12/2018minha estante
Bela resenha! Coloquei o livro na minha fila de leitura depois que a li


Ariana.Cunha 13/12/2018minha estante
Olá! Fico feliz em saber que gostou e que ficou motivado a lê-lo. Com toda certeza não se arrependerá!




arlete.augusto.1 09/12/2018

Aterrorizante!
Numa prosa fluida, a autora nos leva para seu mundo, de forma tranquila, inicialmente, e vamos nos dando conta do quanto seu universo é aterrorizante, na falta de sentido, na inadequação, no grande vazio e na solidão da depressão. Nunca antes eu tinha conseguido ter esse vislumbre de entendimento da vida de uma pessoa depressiva, está além de suas forças mudar, mesmo tendo total compreensão de que é a grande responsável por sua miséria. Um relato admirável, honesto, envolvente, implacável de uma vida que não faz sentido. Todos vivemos em nossas próprias redomas, alguns não conseguem idealizá-las.
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Lilyan 04/11/2018

Denso, forte,...
É um livro com uma escrita fácil, mas é muito denso, forte, em alguns momentos desesperador, agoniante. A autora retrata momentos sutis da depressão e momento bem complicados. Imagino como foi em sua época de lançamento, pela maneira retratada...quando pesquisamos sobre a autora, entendemos muito do que ali foi colocado. Se você tem depressão ou sente que pode ter, não recomendo a leitura, pode ser um gatilho.
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mpin 17/10/2018

As aparências enganam, e isso faz parte da prosa de Plath
Como outras resenhas já falaram, existe o risco de se criar expectativa demais na primeira vez que se lê este livro. Muitas resenhas diziam a mesma coisa: "é uma história pesada, leia em um momento bom da sua vida para não se deixar levar" e coisas assim. Mas, ao se ler, a primeira impressão é diferente: muitos não vão achar uma leitura pesada, nada muito surpreendente. A escrita é de fato muito boa e flui. Há metáforas belíssimas, como a dos ramos da figueira, que trazem à prosa uma dimensão emocional engenhosa no começo da obra. Primeira pessoa que fala de si própria como se fosse terceira. Dessa forma, temos uma prosa leve que engana o leitor e o faz achar que está lendo meras rabugices de uma jovem nos seus vinte anos.

O fato de eu não ter considerado a obra comovente, como julguei que acharia, me fez achar que não prestei muita atenção no enredo. Mas rapidamente se descobre, talvez com uma releitura inclusive, que a história deve ser lida nas entrelinhas. E talvez seja essa a maior façanha da obra de Plath: a prosa está permeada da indiferença e apatia com que Esther Greenwood, a protagonista, enxerga o mundo. Tudo é banal, nada mexe com as emoções dela, e tudo piora quando uma decepção amorosa catalisa tudo isso.

A história acontece bem em frente aos olhos de Esther, mas é como se ela não estivesse no próprio livro que protagoniza. Estar ausente na própria vida: quem um dia teve episódio de depressão entende perfeitamente isto. É uma sensação muito estranha, que remete exatamente à condição depressiva da personagem, mas isso é feito com uma sutileza que deixará o leitor intrigado após terminar a leitura.

Não se engane: após a primeira leitura, você não vai entender todo o hype por trás do livro. Vai achar que a obra foi apropriada pelo feminismo, por uma crítica literária autocentrada e alheia ao que um leitor comum busca em um livro de sucesso. Mas decidi tomar cuidado antes de escrever esta crítica e verificar como outros leitores receberam o livro. E é exatamente isso: é o tipo de livro que não vai te entregar o tema ao qual se propõe logo de cara. O depressivo não tem motivação para sair da cama, as relações de causa e efeito são difusas e falta à vida uma dimensão espiritual que torna o ato de viver muito confuso, desesperador. Esther Greenwood sente não pertencer ao mundo no qual vive. Viver é cansativo, sem sentido, angustiante. Sua redoma de vidro é onipresente, e mesmo os tratamentos disponíveis no tempo de Esther a fazem se questionar se realmente, a princípio, está perdendo a sanidade, e em outro momento, se está recuperando-a.

Enfim, é o tipo de livro que não entrega uma história, mas uma experiência. E talvez eu tenha de fato que relê-lo, como outras resenhas recomendam.

site: https://michelborgesesc.blogspot.com/2018/10/redoma-de-vidro.html
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My | @_pequenabibliotecaria 26/09/2018

Não é uma resenha e sim o que acho importante no livro.
Esther Greenwood, uma jovem de Boston que parece está se encaminhando para o sucesso, mas em um verão promissor acaba sendo o gatilho perfeito para a jovem ter crises de depressão e começar a questionar o seu lugar no mundo.

De todos os livros sobre depressão/suicídio que li -e não são muitos- ,esse, sem dúvidas, é o mais real deles e por isso pode gerar vários gatilhos para quem passa por isso. A leitura desse livro foi extremamente difícil para mim porque, mesmo sem passar pelo que a protagonista passa, é tão real que você se sente sufocada, se sente abalada, se sente com vontade de questionar suas escolhas na vida, assim como a protagonista.

Um dos maiores motivos pelo qual indico a leitura dessa obra é porque ele foi feito para que as demais pessoas identifiquem quem está passando ou quem tem “tendência” a ter pensamentos destrutivos. É uma ótima forma de perceber e entender, o que pode acarretar um surto. Além disso, é um livro muito realista, sem romantismo nenhum, verdade nua e crua de alguém que se sente vazio.

É um livro também que fala de superação, o que me surpreendeu muitíssimo. O final da história nos mostra que se alguém te entender, te mostrar que tem jeito e te tratar com amor, tudo pode voltar ao normal ou o mais normal que possa voltar a ser. E que às vezes, estar em um estado crítico não quer dizer que não tem solução, pessoas em um estado muito melhor podem simplesmente parar de lutar para melhorar e se entregar ao surto.

Enfim, é uma leitura muito difícil que alterna do leve para o pesado em um piscar de olhos, além de ser muito densa e triste também, ao perceber que ter tudo o que uma sociedade julga ser a “poção da felicidade” não faz todos se sentirem realmente felizes.


site: https://www.instagram.com/_pequenabibliotecaria/
Eremita suburbana 14/10/2018minha estante
Não ela não superou, a história é sobre a autora que se matou assim que o livro foi lançado


My | @_pequenabibliotecaria 15/10/2018minha estante
Como eu estou me baseando no livro, sim, ele tentou superar e estava tenranso viver uma vida ?normal?.


Brendo 25/01/2019minha estante
Ao meu ver meio que ela não superou tudo. No final do livro mesmo que ela saísse da clínica ela voltaria exatamente para a situação do início do livro. A redoma ainda estaria lá. O mesmo vazio que sentia nos capítulos iniciais em que ela era irônica e alheia as coisas ao redor ainda estava presente no final. Uma nova crise facilmente iria vir a tona no estado dela




Nilson Gonçalves 24/09/2018

Redoma de loucos
Seria mais lógico o título em razao da história. Me sensibilizou bastente o sofrimento da mãe desta personagem. E pelo q me consta a história é mistura de ficção com autobiografia o torna isso tudo muito mais traumatizante. Achei o final do livro vazio...sem final...
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