A Lista Negra

A Lista Negra Jennifer Brown




Resenhas - A Lista Negra


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Regiane 23/04/2012

Um leitura obrigatória

Meu Deus pensei. A Lista. Ele está pegando as pessoas que estavam na Lista Negra. Comecei a andar de novo, só que, daquela vez, era como se estivesse correndo na areia. Meus pés pareciam pesados e cansados, era como se alguém tivesse amarrado algo ao redor do meu peito que me impedia de respirar, e ao mesmo tempo, me puxava para trás.


Confesso que não foi fácil iniciar e muito menos finalizar essa resenha, pois A Lista Negra traz emoções arrebatadoras e marcantes. Jeniffer Brown me envolveu completamente em seu romance de estreia.

O que aconteceria, caso você desejasse a morte de alguém, e isso viesse acontecer? E se por acaso o assassino fosse alguém que você ama? Pois bem, esse é o drama na vida de Valerie Leftman. Nick Levil, seu namorado, atirou em vários alunos no refeitório do colégio que estudavam.

Mesmo sendo uma das pessoas atingidas ao tentar detê-lo e ter conseguido evitar a morte de mais uma colega que a detestava, Val foi alvo de acusação pelo trágico episódio. Tudo isso por conta de uma lista que ela acabou criando junto com seu namorado. Nela continha os nomes de alunos que praticavam bullying contra eles, que acabaram sendo escolhidos como alvos do tal massacre por Nick.

Nem o trauma e nem mesmo o ferimento que sofreu, foram suficientes para que Val pudesse escapar da árdua realidade que lhe esperava: voltar ao colégio para concluir o Ensino Médio. Diante da dificuldade em lidar com a lembrança do namorado e com problemas familiares, Val deverá enfrentar os fantasmas que lhe assombram e acima de tudo, terá que tentar se reencontrar.

Assim que eu li a sinopse e assisti ao booktrailer de A Lista Negra, eu tive certeza que a história me emocionaria demais, e foi exatamente o que aconteceu. Como diz na contracapa, esse livro possui um romance instigante. É uma leitura que toca, marca e gera reflexões.

Aos olhos de Val, Jennifer Brown nos leva a uma triste realidade vivenciada por muitas crianças e adolescentes. A crueldade do bullying. Mesmo a narração sendo em primeira pessoa, a autora conseguiu escrevê-la formidavelmente bem, dando uma visão ampla de tudo que ocorria em torno da protagonista. Agradou-me muito a intercalação entre o presente e o passado através de flashbacks - e pela maioria dos capítulos iniciar com notícias de jornal. Sem contar que a escrita de Brown é totalmente envolvente. Foi quase impossível desgrudar os olhos das páginas. Quanto mais eu avançava na história, mas necessidade eu sentia em descobrir o seu desfecho.

Os personagens despertam os mais diversos sentimentos possíveis. Em alguns momentos senti pena e compreensão, em outros, raiva e revolta. Afeiçoei-me logo de cara com Val por mais que algumas de suas atitudes iniciais não pareceram tão corretas. A tal lista era uma válvula de escape, onde ela despejava toda sua fúria e indignação sobre aqueles que a humilhavam e a rejeitavam. E foi o paraíso quando ela encontrou alguém que fosse capaz de entendê-la tão bem e até melhor que seus próprios pais. Nick é como uma incógnita. Não sei exatamente o que pensar sobre ele. Se eu amo ou odeio. O que me agradou bastante foram às lembranças de Val em relação ao namorado, pois mostravam o lado humano e carinhoso dele.

Os demais personagens foram bem construídos. Eles são tão elaborados, com suas falhas, que acabou resultando em algo tão real e palpável. O pai de Val tem atitudes horríveis para com ela mas querendo ou não, pode ter certeza que tem muitos exemplos dele por aí. A mãe também acaba cometendo alguns erros em relação à filha, mas devido às circunstâncias, eu consegui entendê-la, pois ela estava tentando protegê-la. Gostei muito do seu irmão caçula, pois da forma dele, sempre foi muito compreensivo com ela, mesmo após a tragédia. Dr. Hieler me conquistou completamente, pois ele sempre tinha os melhores conselhos e as melhores palavras para confortar o coração de Valerie.

As páginas de A Lista Negra são repletas de emoções. A carga é tão grande, que me senti como em uma montanha russa. Além disso, eu me identifiquei em alguns aspectos com a história, pois eu também sofri bullying no colégio. Em determinadas situações, era como se eu estivesse vivenciando um déjà vu, por isso sofri e chorei demasiadamente com essa obra.

Faltam-me palavras para descrever o quão esse livro é maravilhoso e impactante. É do tipo que nem os anos são capazes de apagar tudo que se pode sentir através dele. Sem sombra de dúvidas, é um dos melhores que li esse ano e que venham outras obras de Jennifer Brown. A Lista Negra realmente é uma leitura obrigatória. Recomendadíssimo.
Fernando Lafaiete 05/08/2013minha estante
Concordo plenamente com você Regiane, esse livro realmente deveria ser uma leitura obrigatória, pois esse livro é simplesmente fantático. Como disse uma amiga minha, esse livro deveria ser obrigatório em escolas e universidades independente de qual seja o curso. Aliás, na minha opinião esse livro deveria ser leitura obrigatória para se realizarem vestibulares. Resumindo: Esse livro merece muito mais do que apenas meus elogios e as 5 estrelas que dei a ele aqui no Skoob!


Amanda 07/02/2014minha estante
Leitura muito mais que obrigatória, eu sofri cada página com a Valerie. Muito bom, merece muito mais que só cinco estrelas


PatyA 12/04/2014minha estante
Livro muito bom e emocionante. Sua resenha muito bem feita descreveu isso. A carga emocional que esse livro traz é de cortar coração, também sofri bullying no passado, percebi que eu desejei a morte de todos que faziam isso comigo. Na verdade esse sentimento, desejo, já acabou. Certamente, esse livro atinge bem naquela feridinha que o bullying causou, machuca, arde e depois sara, como deve ser. A Val foi tão forte diante tudo que me impressiona, teve momentos onde se perdeu na sua própria vida, mas seguiu em frente. Foi uma leitura muito boa e não me arrependo de ter passado algumas madrugadas lendo. Recomendo. :)


Isabela 02/05/2014minha estante
É impossível ler esse livro e não sentir nada, ele mexe com aqueles sentimentos mais profundos da gente. O livro mostra como o bullying faz mal pra que pratica e pra quem sofre, e que as consequencias não são simples. A forma como a Val passou por tudo é emocionante, esse livro me fez derramar algumas lágrimas, pois no fundo cada um carrega um pouco de Val em si. E realmente deveria ser uma leitura obrigatória.




Lariane 09/04/2012


A lista foi ideia minha.
Não queria que ninguém morresse.
Não queria ser uma heroína.
Será que, algum dia, você vai me perdoar? (Contracapa)

Dois de maio de 2008, foi o dia em que a vida de Valerie mudou radicalmente...

Como sempre, ela preferia ir de ônibus à escola a pegar carona com sua mãe. Como sempre, foi incomodada por Christy Bruter, uma menina de sua escola, dessa vez a garota má havia quebrado o MP3 de Val.

Ao chegar lá, correu para os braços de seu namorado Nick, e lhe contou tudo que acontecia. Extasiada, o viu indo na direção dela, achando que ele iria tomar satisfação. Ele o fez, só que de uma maneira inesperada, brutal e assassina: com frieza, Nick sacou uma arma e disparou contra Christy.

Depois, foi uma sucessão de mortes e, em pânico, Valerie notou que ele estava matando todas as pessoas de sua Lista Negra. Como? Por quê? A lista era somente uma brincadeira, uma forma de extravasar sua vitimização pelo bullyng. Jamais imaginaria que ele cometeria uma atrocidade como aquela. Impelida a pará-lo, impediu que ele matasse Jessica, uma poderosa do colegial, aquela que sempre induzia os outros a praticar o bullyng. Logo após Nick se mata...

“(...) E foi assim que começou a famosa Lisa Negra: como uma piada. Uma forma de descarregar a frustração. No entanto, ela acabou
se transformando em algo que eu nem imaginava.

Todos os dias, na aula de Álgebra, nós pegávamos o diário e
escrevíamos os nomes de todas as pessoas da escola que odiávamos em segredo. Sentávamos na última fila, um do lado do outro, implicando com Christy Bruter e a professora Harfelz. Pessoas que nos irritavam, pessoas que pegavam no nosso pé. Especialmente aqueles que nos intimidavam, a nós e a outras pessoas” (p.85)

Cinco meses depois era o temido dia de voltar para a escola que fora palco da tragédia. Depois de uma minuciosa apuração pela polícia, Valerie foi inocentada, comprovando que não havia corroborado para os referidos acontecimentos. Mas nem todos pensavam assim...

Seus amigos de antes não a queriam por perto, os outros somente a viam como uma aberração. E, por incrível que pareça, quem queria ajudá-la a superar era Jessica.

Em casa a situação não estava nada melhor. Seu pai a detestava, sua mãe temia que ela fizesse mal aos outros e seu irmão, aquele que ela achava que lhe apoiava, também passou a detestá-la. Detestar e detestar.

“Não estou preocupada com a possibilidade de eles morderem você.
– disse mamãe com uma voz roca. Ela ergueu os
olhos vermelhos para mim e esfregou o nariz com o lenço de papel.

Olhei dela para o doutor Hieler. Ele continuava sentado
com o indicador nos lábio. Não disse nada. Não se moveu.

- Com o que você está preocupada? – perguntei.
- Você vai fazer mal a eles? – perguntou mamãe. – Você está se aproximando
deles para terminar o que Nick começou?” (p. 145)

“Eu tinha mudado a mamãe. Mudado seu papel de mãe.
Seu propósito não era mais fácil e claro como tinha sido
no dia em que nasci. Seu papel não era mais me proteger do resto do mundo.
Agora, seu papel era proteger o resto do mundo de mim” (p. 145)


Val estava sozinha, lidando com a dor de ter perdido o guri que tanto amava. Sozinha em meio à dor e culpa. Sabia que não era culpada de matar o pessoal da escola, mas se sentia culpada por não ter visto que, para Nick, a lista não era só uma brincadeira. Por que ela não percebera? Por que não vira que Nick não era só aquilo que demonstrava? Por que não havia notado o rumo que suas conversas estavam tomando?

Como seguir em frente depois disto? Como voltar a ser a mesma depois que seu namorado havia matado várias pessoas e depois se matado? Seria igual a Nick? Seria capaz de cometer uma atrocidade assim? Com tudo isto Valerie descobriu que nada sabia sobre si, que nem fazia ideia de que pessoa era.

“- Sabe por que a gente se dá tão bem, Val? – ele perguntou depois de um tempo.
– Porque pensamos exatamente igual.
É como se tivéssemos o mesmo cérebro. É legal.
Eu me estiquei, passando minha perna ao redor da dele.
- Totalmente – disse eu. – Danem-se nossos pais.
Danem-se suas brigas estúpidas. Dane-se todo mundo.”(p. 37)

Dor.

O livro me tocou muito. No começo, antes de me conectar tanto ao drama da protagonista, até entendia o porquê a tratavam daquela forma. Ora, ela havia escrito uma lista e desejado a morte de pessoas, inclusive de seu pai. Mas, aos poucos, no decorrer da trama, a autora brilhantemente foi nos fazendo ver e conhecer a verdadeira Valerie. Ver que ela era apenas uma adolescente que amava o namorado, que extravasava suas dores em uma lista. Uma adolescente que muito sofria bullyng e só anotava na Lista Negra como brincadeira.

“- Algum dia você irá me perdoar? – quis saber. (...)

- Não. – respondeu sem me olhar. – Talvez isso faça
de mim um mal pai, mas não sei se consigo.
Não importa o que a polícia disse, você estava
envolvida no tiroteio, Valerie. Você escreveu os nomes na lista.
Você escreveu o meu nome na lista. Você tinha uma boa vida aqui.
Pode não ter puxado o gatilho, mas ajudou a provocar essa tragédia.” (p. 194)

Tenho que lhes dizer que chorei horrores! Chorei pelos dramas de Valeria, por saber que sua dor nunca iria findar por completo, por saber que a garota feliz havia morrido naquele dia fatídico. Chorei por vê-la tanto sofrer... Chorei pelo Nick, por saber que se ele tivesse ajuda, se o passado não o tivesse feito sofrer, seu destino seria outro. Chorei por Jessica, a Barbie líder do colégio, que depois da tragédia mudou complementarmente.

Chorei por saber que essa história, apesar de fictícia, é totalmente condizente com a realidade... Por ser uma verdadeira lição e nos mostrar as consequências do bullying.

Aplausos para Jennifer Brown por demostrar sabiamente que muitas de nossas atitudes, as quais consideramos somente como uma brincadeira, podem ser o estopim para a dor de muitos. Por ter criado uma personagem com vários defeitos, mas muitas qualidades, e não ter mudado sua personalidade no decorrer da trama, só a demonstrando como uma lutadora.

Aplausos maiores ainda por ela ter conseguido fazer com que eu tivesse uma reação desta ante o livro e creio que muitas pessoas também serão tocadas com o livro.

Eu recomendo MUITO o livro. Leitura mais que obrigatória.


Mais resenhas: www.leiturasedevaneios.com.br
Christine 21/04/2012minha estante
me animei ainda mais pra le-lo depois dessa sua resenha,muito boa ;D


Lais Ribeiro 23/04/2012minha estante
Gostei muito da sua resenha. Assim que puder vou comprar esse livro :)


Dand 08/05/2012minha estante
caramba, eu quero mt esse livro


Sophia 02/11/2012minha estante
Eu tô doida para ler esse livro, mas não tem em NENHUMA livraria e nenhuma biblioteca.




Elis 23/04/2012

Como sobreviver a uma tragédia?
Assim que li a sinopse, eu quis o livro. Quando li a resenha da Lari, fiquei ansiosa para ler.
Comprei e li no mesmo dia. Foram umas cinco horas de leitura, divididas entre o ponto de ônibus e minha cama. Fiquei com os olhos embaralhados mas não me arrependi, valeu cada minuto.

Antes essa história de ver jovens atirando em colegas na escola era algo que sempre associávamos com os EUA porque isso já aconteceu diversas vezes lá. Com o tiroteio em Realengo/RJ, isso ficou mais próximo de nós, brasileiros, e ler esse livro acaba mexendo mais, se é que isso é possível.

Quando penso no livro, me vem a cabeça a palavra sobreviver.
Como sobreviver a uma tragédia?

Valerie é uma das sobreviventes da tragédia que marcou a escola no dia dois de maio de 2008. Seu namorado Nick atirou em várias pessoas, fazendo com que a manhã desse dia se transformasse em um marco de dor.

O livro é narrado em primeira pessoa, por mais que tentemos imaginar a dor e o sofrimentos das outras pessoas, isso passa a ser secundário. Eu, pelo menos, fiquei totalmente envolvida com o sofrimento e a solidão da Val. Todo o resto virou somente parte do sofrimento dela para mim (Por isso que martelo no mesmo assunto... não consigo gostar dessa forma de narração e ponto final).

Val não queria que ninguém morresse, ao criar a lista negra, somente queria ter uma válvula de escape para a raiva que sentia das pessoas que a magoava. Ao dividí-la com Nick, não queria um parceiro para um ato e sim, compartilhar com ele seus sentimentos. Fazer algo de concreto, já que não conseguia lidar com o bullying de outra forma.

É difícil falar do livro, explicar o que senti com cada coisa que acontecia com a Val. O que senti quando ela lembrava do namorado maravilhoso que era o Nick e adaptá-lo aquele rapaz que matou várias pessoas.
O que eu senti quando li que a mãe dela a considerava uma ameaça aos outros, quando li que o pai dela queria que ela fosse afastada de vez da família. Quando li que os amigos viraram as costas para ela, quando li ela chorando por sentir falta do seu namorado e melhor amigo.
Em uma manhã, ela perdeu tudo. Família, amigos e seu amor. Ninguém a via como uma vítima, mas como parceira de Nick. Alguém mau, como ele foi naquele dia.
Só posso dizer que sofri junto.

A jornada de volta à vida de Val é assustadora. A solidão era esmagadora, mas havia alguma luz, como o psiquiatra e a ex-maior inimiga que ao ser salva pela Val mudou completamente. Deixou o bullying de lado e se propôs a ajudar, ela foi uma das peças fundamentais nessa trajetória.

Queria conseguir mais palavras para explicar como esse livro me comoveu, pena que não consigo. Chorei muito lendo, a dor por muitas vezes foi tão real que me assustava. O final do livro é lindo e tocante. Gostei bastante.

A última decisão da Val me chocou, não por ser ruim ou inesperada, e sim por ser exatamente o que eu faria na situação dela. Assim que eu comecei o livro, eu pensei naquilo e ver a autora concretizando foi como realmente fazer parte da história.

Espero que vocês o leiam e que compartilhem comigo o que acharam.
É uma leitura mais que obrigatória.
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Queria Estar Lendo 17/05/2017

Resenha: A Lista Negra
A Lista Negra é um dos livros que eu esperei muito tempo para ler, criando expectativas, e fico muito feliz por não ter sido desapontada. Esse é o primeiro romance escrito por Jennifer Brown, mesma autora de Amor Amargo, que aborda temas tabu que precisam ser discutidos.

O dia 2 de maio é um dia que o colégio Garvin nunca vai esquecer. Na manhã do dia 2, Nick Levil, estudante do terceiro ano do segundo grau, abriu fogo contra seus colegas de classe na cafeteria, matando cinco pessoas e ferindo várias outras -- inclusive sua namorada, Valerie. Nick tinha alvos específicos marcados na infame Lista Negra, um caderno de capa vermelho no qual ele e a namorada escreviam o nome das pessoas que praticavam bullying com eles. Pessoas que eles acreditavam merecerem uma punição por seus comportamentos agressivos, pessoas que nunca tiveram que lidar com as consequências do que faziam à eles.

"Isso era apenas outra coisa que Nick tinha roubado de mim, de todos nós, naquele dia. Ele não roubou apenas a nossa inocência e sensação de bem-estar. Ele também conseguiu roubar nossas lembranças."

Agora, depois de acordar no hospital, Valerie precisa lidar com muitas coisas: seu namorado está morto, ela tomou um tiro ao defender uma de suas maiores atormentadoras, e por causa da Lista Negra, a polícia acha que ela está envolvida no tiroteio. Pior, seus pais, colegas e toda a comunidade de Garvin acreditam que ela está envolvida.

Depois de passar o verão inteiro afundada em depressão e auto-piedade, dividindo seu tempo entre sua cama e o consultório do dr. Hieler, Valerie precisa se preparar para voltar a escola -- agora que eles decidiram que, ao invés de cúmplice, ela é heroína. Porém, parte do colégio não se sente assim e, para ser sincera, Val também não. Ela ainda se sente responsável e culpada pelo que aconteceu.

Como ela não viu que Nick estava falando sério? Como ela não percebeu que aquilo ia acontecer? Como ela não impediu que Nick destruísse a vida de tantas pessoas, destruísse a vida deles?

O livro é contado pelo ponto de vista da Val, mesclado com pedaços de matérias do jornal local a respeito da tragédia, que junto dos pequenos trechos que descrevem o dia do tiroteio, servem para nos situar melhor dentro dos acontecimento e nos relacionamentos de Val.

"Eu tinha mudado mamãe. Mudado seu papel de mãe. Seu papel não era mais tão fácil e claro como tinha sido no dia em que eu nasci. Seu papel não era mais de me proteger do resto do mundo. Agora, seu papel era proteger o resto do mundo de mim."

A vida da protagonista está completamente fraturada, sua vida em casa está difícil: a mãe vive no extremo, com medo de que Val machuque a si mesma ou outra pessoas, culpando-se por não ter sido mais presente, não ter visto o que acontecia na vida da filha, por não tê-la impedido de se relacionar com Nick; já seu pai está distante, culpando-a por tudo que eles passaram nos últimos meses e sem um pingo de interesse nela. Enquanto isso, seu irmão mais novo, Frank, é cada vez mais negligenciado e, apesar de amar a irmã, sente-se tão atingido por tudo aquilo quanto ela.

Enquanto isso, na escola, seus colegas de classe a culpam, preferindo acreditar que ela era a "mandante" e Nick apenas executou o plano. Seus melhores amigos se afastam, mesmo que estejam vivendo um dilema semelhante, sem conseguir conciliar o Nick que amavam com o Nick que matou seus colegas de classe, jogando a culpa em Val para não terem de perguntar a si mesmos "onde estávamos que não o impedimos de fazer isso?".

Uma das coisas que Jennifer Brown fez e que eu mais gostei foi não vilanizar completamente Nick pelo que ele fez, ela soube fragmentar a personagem e mostrar os dois lados de uma mesma moeda. Val relembra constantemente de seus momentos felizes ao lado de Nick, pintando a imagem de um garoto doce e apaixonado -- o que contribui para seu sentimento de culpa, sentindo-se responsável por não perceber o momento em que as piadas passaram a refletir desejos reais de Nick e quando ele parou de conseguir lidar como bullying. O momento em que ele caiu pelas fendas da depressão.

Grande parte do crescimento de Val no livro é, também, sobre perdoar a si mesma. Ela passa tanto tempo compenetrada em garantir que as pessoas a sua volta, especialmente seus pais, possam perdoá-la, que demora a perceber que ela também precisa se perdoar. Como todos os seus colegas de classe, ela também foi uma vítima das ações de Nick.

A partir do momento em que ela para de se esconder atrás do rótulo de vítima dos colegas e passa a perceber que todos -- inclusive ela e seus amigos -- são tanto vítimas como perpetuadores de bullying, ela é capaz de entender e superar seus traumas.

"Entre lágrimas, o padrasto de Nick acrescentou: "Nosso filho também está morto. Por favor, não se esqueçam disso"."

É um tema sensível, especialmente na comunidade norte-americana que lida tanto com incidentes do tipo, mas uma discussão necessária. É preciso entender que todas as nossas ações tem reações e que nunca saberemos como nossas palavras e provocações serão recebidas por outras pessoas. É preciso enxergar além do estereótipo que criamos e enxergar pessoas, não apenas um rótulo que usamos para nos separar e odiar.

Na minha opinião, é uma história corajosa sobre amadurecer, perdoar, enfrentar seus medos e lidar com a parte feia da realidade. É uma das minhas leituras preferidas do ano e me sinto na obrigação de indicar para todos -- que sentem-se mental e emocionalmente estáveis para lidar com uma história emotiva e sensível, com discussões a respeito de bullying, depressão, suicídio e tudo que habita entre um e outro.
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Tatiane Batista 25/11/2013

Sinto que devo dizer que esse livro é pesado, no sentido de forte e questionador. No começo, durante e ao terminá-lo, refleti sobre diversas coisas relacionadas a assuntos diferentes, mas que mesmo assim se encaixaram. Uma delas é o fato de começar a ver as coisas como elas realmente são. No livro, o psicólogo da protagonista a incentivou a adotar a tática de ver o que realmente está acontecendo. Quando disse isso,não foi no sentido de simplesmente ver as coisas, mas sim olhar ao seu redor com novos olhos, descobrindo assim que as vezes aceitar sua verdadeira identidade é tão difícil quanto perdoar a si mesmo. Neste livro, eu pude perceber o quanto as pessoas podem ser más, e o quanto também podem ser boas. Encarei de perto o fato de que todos os seres humanos são tanto vítimas quanto responsáveis. Descobri que a diversidade, muitas vezes,é a causadora de discórdia. E também tive minha opinião mudada em relação as pessoas que sofreram bullying e depois cometeram assassinatos(como aconteceu no caso de Realengo,Columbine e etc), pois eu achava que estas estavam totalmente erradas, e seus motivos não eram desculpas. Em cada palavra eu senti a dor da personagem, que sofria bullying e vivia em uma casa com ambiente desequilibrado, e pude ver o quanto uma agressão, seja física ou psicológica, pode mudar o caminho de alguém. O quanto palavras machucam,e podem tornar uma pessoa sã em algo psicótico,tendo a ter pensamentos sobre morte e suicídio. A história do livro gira em torno do tiroteio cometido por Nick, namorado da personagem Valerie,que também sofria bullying. E, enquanto todos acusavam Nick de ser um monstro,Valerie me mostrava seu lado de anjo, o quanto ele era apaixonado por Shakespeare e quanta bondade ela via em seus olhos quando o olhava fundo. Isso me levou a pensar que nós, definitivamente, não podemos julgar ninguém. Estamos cansados de saber disso, mas parece que às vezes precisamos de um livro do tipo para perceber de verdade.Valerie conhecia o verdadeiro Nick, e sabia o que o levou a fazer aquilo. Sabia que ele era vítima. Mas também sabia que, naquele dia, matou não só a inocência de alguns, mas também levou a vida de outros. Não digo que matar pessoas, mesmo que elas tenham feito da sua vida um inferno,seja certo. Mas quero dizer que, quando algo do tipo acontece, deve-se olhar o lado do outro. Entender que aquela pessoa não se transformou em um monstro sozinha. A lista negra é, de certo, um dos melhores, ou senão o melhor livro que já li em toda minha vida. Talvez por me mostrar a realidade, com um pai que não perdoa a filha por estragar sua vida – assim ele diz -, com amigos que não querem mais sua amizade, e com as dificuldades da vida impressas em cada página. Esta obra mostra com clareza que nem sempre os finais são felizes, e muito menos como nós queríamos e pensávamos que seria. No final, você percebe que conhecer e perdoar a si mesmo é fundamental, assim como fazer a escolha do caminho mais difícil, com um destino desconhecido, porque a vida é assim: totalmente indefinível.
Enfim, eu posso dizer que vivi tudo o que Valerie viveu, e que levo comigo agora uma nova forma de ver a vida. A Lista Negra é um romance que merecia ser lido em todas as escolas, trabalhos e lugares, pois é uma obra que te dá um tapa de realidade na face, e hoje em dia nosso mundo está precisando de muitas doses disso.


site: http://bulhas.tumblr.com
Flávia 16/10/2012minha estante
Exatamente isso! Principalmente minha nova visão quanto àqueles que cometem assassinatos e sofriam bullying.




Agnes 14/05/2014

Mexeu muito comigo.
O difícil de resenhar, ou até mesmo ler, um livro assim, é pelo tema abordado no texto. Por todos os verdadeiros casos que você lê que acontecem mundo afora, e até mesmo no Brasil. Você para e pensa como pode até sentir-se triste, angustiado, com raiva, com pena por todas as pessoas, mas você realmente nunca saberá verdadeira história de quem passa por isso.

Esse livro causa polêmica porque muitas pessoas não se sentem bem com um tema assim sendo vendido como "entretenimento". Não acredito que seja esse o ponto do livro.

A primeira e a última parte, principalmente a última parte, foi o que mais tocou para mim. Na primeira, temos a história contada de Valerie, intercalando entre seu primeiro dia de aula após o tiroteio e o dia do tiroteio. A segunda parte é uma parte mais de recuperação dela, e como o mundo dela virou realmente de ponta cabeça. E por fim temos a terceira, que pode se dizer as consequências concretas de tudo aquilo.

Não sei definir quem estava mais certo ou errado. Vocês podem simplesmente me falar "é claro que era o namorado dela". Mas não consigo afirmar. Assim como Valerie, somos apresentadas a o que ela chama o "Nick bom". Somos apresentadas a também dois lados de todos os personagens. Alguns mais bons que outros, outros mais "maus", se é que dá para medir a "maldade" das pessoas no livro. Acho que simplesmente não dá para comparar. Sim, eu fiquei com muita raiva de algumas, às vezes no livro inteiro, às vezes em certos períodos. Mas senti muito o que a Valerie. Não consigo imaginar passar por isso

Peguei esse livro para ler logo depois de ter saído de uma época de dificuldades na escola também; houve muito stress e brigas nesse período. Mas Lista Negra podemos ver isso multiplicado vezes 10, 20, 30. O pior é que posso afirmar solenemente para vocês: já vi algumas dessas listas nas escolas. Já vi gente falando casualmente em matar outras ou se matar, tudo na brincadeira. Mas como Valerie, você não sabe se vai ser realmente verdade.

A autora escreveu muito bem, e acho que ela tratou de quase todos os temas possíveis quanto a isso, sem se preocupar em ser trágico ou triste demais. Teve um momento na leitura das últimas páginas que uma simples frase me tocou tanto, mas tanto, que simplesmente todas as lágrimas contidas saíram naquele momento. Acho que vou pensar por um bom tempo sobre essa história.

Gostaria apenas de ter tido mais sobre o Nick. O passado dele e da Val, o que realmente levou ele ao limite, o porquê de algumas pessoas na lista e algumas coisas narradas por ele. Acho que ficará desconhecido mesmo, para todos.

Eu gostei do livro, mas ele também me deixou bem mal por alguns dias. Tomem cuidado com a época que irão ler o livro, mas eu recomendo, bastante, e principalmente para adolescentes. Deveria ser leitura obrigatória de escola.
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Amanda Azevedo 18/02/2014

"Chegou a esse ponto. Eu tenho que fazer essa vida fazer sentido. E agora eu não posso dizer o que fiz."

Conviver e conhecer. Duas palavras que, em um primeiro momento, podem parecer andar juntas, mas muitas vezes isso não acontece. Podemos conviver com alguém diariamente, durante anos e ainda assim, sermos surpreendidos por alguma atitude tomada pelo outro. Valerie sentiu isso na pele, pois, seu namorado Nick, usou a Lista Negra para algo que ela nunca imaginaria.

Valerie e Nick são namorados e estão no Ensino Médio. Ambos enfrentam uma rotina não muito agradável na escola, pois eles são alvo de várias brincadeiras e comentários de mau gosto de alguns colegas — são vítimas de bullying. A Lista Negra surge, por acaso, com a Valerie. Ela anota em um caderno o nome de pessoas — e coisas — que ela não gosta. Ponto. Para ela, isso é tudo que essa lista representa. É um meio que ela encontra para desabafar. Tirar da cabeça e colocar no papel aquilo que a incomoda. Quando ela compartilha a existência desse caderno — ou lista — com Nick, isso passa a ser algo que eles fazem juntos.

No entanto, a lista acabou ganhando um significado diferente para Nick, pois um dia ele entra na cantina da escola em que estudavam portando uma arma e dispara contra vários colegas, mas ele escolhe os alvos. Ele abre fogo contra pessoas que estão na lista que os dois escreveram. Quando compreende o que seu namorado está fazendo, Val tenta impedi-lo e, com isso, acaba sendo atingida por um dos disparos. Ao perceber o que fez, Nick aponta a arma para si mesmo e atira.

Às vezes, a pessoa que sofre agressão — verbal ou física — carrega tudo só para si. Mas Nick acabou direcionando isso para outras pessoas. Para aqueles que fizeram mal para um dos dois em algum momento. A Val não percebia as reais intenções dele nas conversas que tinham. Conversas sobre morte eram uma constante, mas ela não enxergava ali nenhum indício de veracidade. A Lista e as conversas eram para ela uma espécia de refúgio. Eram os dois, no mundinho deles, desabafando sobre coisas e pessoas que os chateavam. Mas para Nick isso não foi suficiente. Ele quis fazer algo a respeito. E fez.

Ao acordar, no hospital, ela terá que enfrentar uma realidade árdua. Seu namorado está morto, mas isso não é tudo. Ele atirou em diversas pessoas e, para piorar, alguns fatos apontam para uma possível parcela de culpa de Valerie. Afinal, os alvos de Nick eram pessoas que estavam na lista e, ela a escrevia com ele. Matar essas pessoas não era seu objetivo, e, ela nunca soube ser essa a intenção dele. Mas como as outras pessoas poderiam saber disso? Como poderiam acreditar nela?

"Eu parecia completamente culpada, até mesmo para mim, mas sabia também que não tinha feito nada." — Página 103

É desesperador saber que a Val nunca quis que isso acontecesse, e, ao mesmo tempo perceber como algumas evidências apontam para o fato de ela estar diretamente envolvida. Tamanha a angústia e tristeza que acompanham a leitura, pois ela precisa voltar para escola para terminar o Ensino Médio e precisa lidar com os colegas e com os fantasmas dos colegas e o fantasma de Nick também. Nem mesmo em casa ela encontra um verdadeiro apoio, pois o pai a vê como um problema e a mãe parece temer mais pelas outras pessoas que pela própria filha.

Não consegui gostar completamente da leitura por um motivo: senti falta de conhecer mais o Nick. O livro é narrado sob o ponto de vista da Val, eu precisava saber o que se passava na cabeça dele. O que o levou a tomar essa atitude. Não queria que isso estivesse presente na história como se para ‘justificar’ a sua atitude, mas sim porque queria conhece-lo melhor, não apenas enxerga-lo através do olhar — apaixonado — da Valerie e do olhar — pejorativo — dos demais. Seria ideal, a meu ver, que o livro tivesse o ponto de vista dele também.

É impossível levar uma vida sem marcas. Somos feridos e ferimos. Por isso esteja atento, sempre. Perceba como suas palavras e ações chegam às pessoas. Você pode discordar e você pode não gostar, mas o respeito, acima de tudo, faz-se necessário. Não se pode viver ignorando o fato de que nossa fala e nossas atitudes interferem na vida do outro.
César 04/03/2014minha estante
espêndido!




steph (@devaneiosdepapel) 14/08/2015

A Lista Negra - Jennifer Brown
[Resenha originalmente postada no blog Devaneios de Papel]

A Lista Negra é aquele tipo de livro que você já sabe que será denso e difícil. Afinal, a história fala de um tiroteio ocorrido em uma escola, um assunto sempre muito delicado. Pra piorar, este tiroteio parece ter sido motivado por bullying. Iniciei a leitura pronta pra levar uns bons "tapas na cara" da autora, e apesar de isto ter acontecido, não foi um livro que mexeu muito comigo.

O maior problema que tive com este livro foi a protagonista. É péssimo quando a gente não gosta do personagem principal de uma obra, porque por mais que suas ações sejam justificáveis, a gente pega uma birra da pessoa e fica difícil ter empatia por ela.

Eu nem quero imaginar como deve ser difícil passar pelo que Valerie passou, sofrer todo aquele bullying e ter de ficar calada, tendo apenas seu namorado e um caderno para descontar suas frustrações. E ainda mais, ser a namorada de um serial killer suicida. Mas ela precisava ser tão mesquinha e egoísta? O tempo todo Valerie parece se importar apenas com as mudanças que sua própria vida sofreu após o tiroteio. Quem ainda será seu amigo, o que sua mãe pensa a seu respeito, quem na escola ainda a odeia e a quer morta... E isso é bem irritante. Minha vontade era de sacudir a menina e dizer "miga, o mundo não gira em torno do seu umbigo".

Ah, e tem o fato de Val defender Nick durante quase todo o livro. Olha, eu entendo que a gente não deseje aceitar que uma pessoa que amamos possa ser ruim, mas a Valerie parece querer provar para o leitor que seu namorado era lindo, charmoso e inteligente e que jamais cometeria um assassinato em massa. Pois, é, Val, mas o fato é que ele cometeu. E nenhuma das suas justificativas vai fazer isso mudar.

Outra coisa que não curti foi o fato de em nenhum momento vermos a bendita da lista negra. Ela é o motivo de tudo ter acontecido, mas não aparece! Como foram muitas vítimas, me perdi bastante tentando entender quem era quem. Se a lista aparecesse no livro, ficaria mais fácil de entender a "importância" de cada uma das vítimas na história. É uma coisa boba mas pra mim fez muita falta.

Ainda tem algumas coisas que não me agradaram muito no livro, como a frieza do pai de Valerie (exagerada demais) e o distanciamento com que o livro pareceu ser tratado. Não consegui me envolver com a história nem me emocionar. A única cena que me tocou foi à ida de Val ao cemitério.

Sei que esta resenha está bem negativa, mas tenho coisas boas pra falar também. A Lista Negra é um livro que devia ser lido por todos os estudantes do ensino médio e fundamental, porque trata de um assunto que muitos tem de lidar todos os dias, e que as escolas apenas preferem fechar os olhos e fingir que não existe. É um livro que vai além do sangue, morte e tristeza. Fala de superação e amizade.

Portanto, recomendo muitíssimo a leitura e espero que a sua experiência com ALN seja melhor do que a minha :}

site: http://www.devaneiosdepapel.com.br/2015/08/resenha-lista-negra.html
Gau 18/01/2016minha estante
Concordo com cada palavra!


Maria Fernanda 23/02/2016minha estante
Nossa, concordo completamente, parece até que fui eu quem escreveu essa resenha.


steph (@devaneiosdepapel) 22/03/2016minha estante
Adoro quando encontro quem concorde com as minhas opiniões "fora do comum"! Hehe, beijos meninas :*


Josi Oliveira 01/04/2016minha estante
Assino embaixo! Steph tua resenha está perfeita hehe.




Juuh 29/12/2013

Me decepcionei com o livro, esperava muito mais dele.
O livro não fala diretamente sobre bulliyng, muito menos de romance, e sim de como é a vida após um trauma de como as pessoas lhe dão com isso no dia-a-dia, de aceitação.
Val foi apenas mais uma vitima do tiroteio do colégio de Garvin mas todos ao seu redor só veem a namorada do assassino e logo uma assassina também. Val luta consigo mesma , e o resto do mundo, todos os dias; ela não espera ter seus amigos de volta, não espera que a perdoem, não espera que a entendam, que a escutem quer apenas terminar o ensino médio e sumir.
Mas no meio disso tudo Jess a surpreende querendo ser sua amiga e tentando que os outros vejam Val como ela realmente é, uma vítima.
Daí o livro decorre com lutas diárias de Val e com alguns flash's da vida dela antes do tiroteio.
Se quer saber como pode ser a vida após um trauma como o de Val vá em frente, caso contrario não vá com muitas expectativas ou nem lê. :)
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Thayná 18/02/2015

"Veja as coisas como elas realmente são. Veja o que realmente está à sua frente." (trecho do livro)
Acabei de ler o livro e vim direto para o Skoob colocar como Favorito e escrever algo sobre.
Comprei o livro de tanto a Pãm Gonçalves, do Garota it, comentar sobre ele. E não me arrependi por comprá-lo, talvez me arrependa de não ter lido antes (haha).
Bom, desde a metade do livro até o final - principalmente no final - não parei de chorar. E há tempos não chorava com um livro.
Todos devem lê-lo, pois aprendemos o quanto o ódio não vale a pena, e que nunca devemos julgar uma pessoa se não a conhecemos.
Leet 19/02/2015minha estante
O livro é muito bom ne ?! ×-×?


Thayná 19/02/2015minha estante
muito mesmo! Não achei que fosse gostar tanto *-*


Leet 20/02/2015minha estante
Eu tbm não, virou um dos meus preferidos.


Thayná 20/02/2015minha estante
Igualmente. >




Kimberlly 17/06/2012

A Lista Negra | http://www.ultimoromance.com/
A Lista Negra, originalmente publicado em 2009, é o primeiro livro da autora Jennifer Brown, nativa do Kansas, Estados Unidos. Atualmente escritora em tempo integral, Jennifer já teve uma coluna humorística semanal no The Kansas City Star. Assim como o primeiro, seus outros dois livros, Bitter End e Perfect Scape, também têm como foco o público jovem, variando o assunto, porém sempre abordando os dramas enfrentados por eles.

O bullying, algo que milhares de pessoas já sofreram em alguma fase da vida, é o problema de Valerie e Nick, se você perguntar. Definitivamente não o único problema, mas o que é capaz de mudar drasticamente a vida de todos no Colégio Garvin e, indo mais além, da cidade também. Eles são os perdedores. São os excluídos. Apesar de não serem os únicos, de terem seu próprio grupo de amigos e, principalmente, um ao outro, ainda são os perseguidos pela turma popular. Ainda são o alvo das pessoas que se acham no direito de fazer o que querem com os que consideram mais fracos. O pior é que, por mais que queiram, a situação parece que não se resolver. Não até que Nick Levil, o esquisitão, o namorado maravilhoso de Valerie Leftman, decida “acabar logo com isso” e atirar em todos que ele e a namorada adicionaram à sua, agora famosa, lista negra. A lista que ela começou. A lista que contém coisas detestáveis como a tarefa de casa, as brigas domésticas e os nomes daqueles que eles odeiam.

Chorei e xinguei minha mãe quando cheguei em casa e vi que minha camiseta não estava mais lá. Ela não entendeu nada — que a camiseta não pertencia a Nick, o assassino, mas a Nick, o cara que me fez uma surpresa com ingressos para o show do Flogging Molly quando eles vieram tocar no Closet. Nick, o cara que me ergueu nos ombros quando eles tocaram "Factory Girls". Nick, o cara que teve a ideia de comprarmos uma camiseta em sociedade e a dividirmos. Nick, o cara que usou a camiseta até chegarmos em casa e, depois, tirou-a, deu-a para mim e nunca mais a pediu de volta.
O livro acompanha o passar do tempo, a vida que Val tem que continuar, ou melhor, recomeçar. Sendo aquela que ajudou a alimentar o ódio do assassino de diversos estudantes e também aquela que ajudou a fazer com que tudo aquilo parasse — inclusive sendo baleada e arriscando a própria vida para salvar uma das garotas que mais lhe perturbavam —, ela precisa começar a se questionar sobre quem verdadeiramente é, conviver com pais incompreensivos, que ela não sabe se estão a seu lado ou não, e ainda lidar com a culpa, a raiva e o medo que agora fazem parte do seu cotidiano. Afinal, não seria ela também culpada, mesmo não tendo apertado o gatilho? Faz alguma diferença o fato de ela nunca ter realmente desejado que ninguém daquela lista morresse?

Sendo mais do que um romance tragicamente terminado, mais do que a história de dois adolescentes problemáticos obcecados pela morte, A Lista Negra se revelou para mim um livro intenso, que não consegui ler de uma vez só. Foi preciso parar para absorver, parar para notar os detalhes, parar para secar as lágrimas. É um livro formado por memórias, notícias de jornal, perguntas difíceis de serem respondias, dor, solidão e insegurança. Um livro no qual os vilões também podem ser as vítimas.Um livro que, narrado em primeira pessoa — e talvez justamente por isso —, engasga em alguns momentos e para de fluir.

As pessoas diferentes que uma mesma pessoa pode ser e as impressões diferentes que se tem de cada um aparecem o tempo todo. Não é apenas Valerie e seus problemas, sua ingenuidade, infantilidade, sua luta, mas todos os personagens e todos os seus fantasmas, que foram assustadoramente ampliados ou despertados. São todos eles, sem exceção, levando o leitor junto com eles, fazendo-o enxergar e sentir junto.

Será que é possível abrir os olhos e enxergar a verdade? E, caso seja, qual seria a verdade? Qual seria o caminho? Será que há apenas um? Se Val tivesse descoberto essas respostas, se tivesse notado o que é tão claro para aqueles que a acusam de ser cúmplice de Nick e que agora é tão claro até mesmo para ela, poderia ter ajudado aquele que era seu melhor amigo? Aquele que, pelo menos como ambos acreditavam, pensava exatamente como ela? Essas são algumas das perguntas feitas em A Lista Negra e que, juntamente com uma enorme mistura de emoções, fazem dele um livro que eu não serei capaz de esquecer.
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Micha 25/12/2013

Muito barulho por nada
Há meses eu estava louca pra ler esse livro, devido a muitas resenhas positivas que o recomendavam. Não sei se por estar com as expectativas muito altas, acabei me decepcionando. A leitura demorou a me empolgar, e quando finalmente estava engrenando, acabou, com um desfecho morno e sem surpresas. Nessa linha "tiroteio em escola", sou muito mais a obra-prima "Dezenove minutos", de Jodi Picoult, essa sim aborda todos os aspectos da questão profundamente. A Lista Negra é uma leitura rasa e previsível, mas talvez agrade aos adolescentes. A protagonista, Valerie, é superficial demais, não é possível se colocar no lugar dela, não tive pena nem ódio, simplesmente passou incólume. Para abordar esse tipo de tragédia, é preciso ir mais a fundo, por isso acho que Jennifer Brown pecou bastante, talvez por medo de se "jogar" e pegar o leitor pela emoção.
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Márcia 20/03/2013

"O livro é muito bom. De uma vida adolescente clichê, saiu um enredo criativo e cheio de emoção, mas principalmente despretensioso ao mesmo tempo. Não faz arrancar lágrimas, mas em compensação a leitura não fica pesada ou cansativa." Essa foi minha impressão durante as primeiras 100 páginas do livro. Como me enganei! Não apenas derramei algumas lágrimas, como em determinados momentos do livro, mais frequentes a cada capítulo, eu me debulhava em qualquer lugar - isso porque acabei carregando esse livro pra todo canto.
Desde "Precisamos falar sobre o Kevin" que livros com a premissa de "assassino-em-massa-na-escola" me interessa bastante - apesar de ter ressalvas a respeito do livro da Lionel Shriver. Apesar disso, torci o nariz para "A Lista Negra" logo de cara, com sua capa "teen" que contrastava tanto com o enredo. Outro engano. A capa evidencia perfeitamente o estilo do livro, que, embora relate uma história pesada e intensa, ao mesmo tempo possui uma narrativa despretensiosa, que fala a língua de todos os leitores de forma direta e sem firulas - o que me foi outra surpresa agradável, já que não suporto aqueles autores que narram com a pretensiosidade de quem acredita que sua história seja o último M&M do pacotinho.
Jennifer Brown conseguiu, em seu primeiro livro, falar sobre adolescentes de uma forma simples e ao mesmo tempo refletindo suas complexidades, retratando-os enquanto seres pensantes. A Valerie é sua personagem principal e não poderia ter sido melhor construída e articulada. A menina de 16 anos namorava Nick e junto com ele era alvo de bullyings constantes na escola (tipicamente americana). Apesar disso, e a própria Valeria percebe isso ao longo de seu crescimento durante a narrativa, ambos não era exatamente excluídos. Não faziam parte dos grupos sociais de "elite" da escola, mas tinham amigos e seus lugares na rotina estudantil. Em um dia especialmente ruim, Valerie escreve o nome das pessoas que ela não gosta em um caderno, e não somente de pessoas - fato solenemente ignorado por todos após a tragédia - mas de tudo que ela não gostava no mundo. Apaixonada pelo namorado, eles dividem o que batizam de A Lista Negra, como uma espécie de desabafo, de escape e protesto silencioso contra os problemas que enfrentam diariamente.
Acontece que em algum momento, a lista deixa de ser brincadeira para Nick e em um dia inacreditavelmente ruim, ele abre fogo na cantina do colégio contra as pessoas cujos nomes figuram nela. A Valerie acaba baleada ao parar o tiroteio e Nick se mata com um tiro na cabeça. A partir daí o livro poderia ficar extremamente dramático se não fosse a mão de fada da autora. Ela soube pesar perfeitamente todos os ingredientes para compor a história. O foco não é a tragédia, mas a vida da Valeria depois. Como ela se readapta a sua rotina (que nunca mais será a mesma) e a maneira como ela lida com a culpa que sente por si mesma e a que descarregam nela. A pergunta que paira a narrativa inteira, tanto para o leitor, quanto para os personagens e até mesmo na cabeça da própria menina é: Heroína ou Culpada?
O fato de que ela não sabia da intenção de Nick não impede que a Valerie seja investigada como suspeita, e mesmo após ser absolvida, julgada culpada pelo resto do mundo. O que me impressionou mais no livro foi o modo como os personagens são retratados de forma humana. Fica claro que a Val não é alguma coitadinha, mas é impossível não sentir pena dela; assim como é impossível não sentir afeto e pena de Nick. Seus amigos lhe viram as costas, abrindo espaço para que antigos inimigos sejam percebidos de outra forma - para melhor e para pior. Na terapia, Valerie aprende a observar melhor ao redor e dentro de si. Ela troca a lista negra por um caderno negro de desenhos que externam suas novas percepções do mundo.

Na excelente construção dos personagens, destaco os pais da Valerie. Casa problemática, pais que se odeiam e que são os primeiros a duvidar dela na tragédia. Foi chocante para mim e acredito que para a maioria dos leitores, o modo como o pai a acusa explicitamente, a abandona emocional e fisicamente e ignora sua participação, mesmo que de modo virtual no que ocorreu na cantina do colégio. A mãe a acusa silenciosamente, enquanto chora pelos cantos o fato de ter abandonado sua vida por uma filha problemática. Começo a chorar, mais ainda que a Val, quando a menina percebe que seus pais não a querem proteger do mundo, mas querem proteger o mundo contra ela.
A Jennifer capta e transmite perfeitamente a essência adolescente dessa menina forçada a crescer abruptamente e a lidar com os monstros interiores que todos nós temos, mas que geralmente ficam bem escondidos até sumirem por si mesmos. A Val teve que abrir-se do avesso à todos, e descobrir quanto de tudo aquilo seria responsabilidade sua. Durante a leitura, apesar de morrer de pena da menina, me peguei pensando o quanto era injusto da parte das pessoas ao redor tratá-las como culpada, afinal de contas, havia uma lista com nomes de pessoas que realmente morreram escritos com sua letra - apesar de que não foi ela quem puxou o gatilho da arma. O final é sensacional. Qualquer outro final para Valeria seria utópico e mancharia o brilhantismo de sua história.

As discussões levantadas são maravilhosas. Ninguém é ruim, ninguém é bom. Essa é a grande diferença entre os adolescentes da Jennifer e os desenhados por outras autoras. Todos são pessoas comuns buscando seu rumo, colhendo os frutos de suas escolhas e atitudes.
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gleicepcouto 10/09/2012

Vídeo resenha: http://www.youtube.com/watch?v=weQA4pi1hhk
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Carolina 02/06/2013

Este foi um livro que, definitivamente, mexeu comigo. Explorou a mim e fez com que eu o explorasse do começo ao fim, me fazendo analisar e repensar os meus diferentes pontos de vista sobre determinados assuntos, concordando com alguns e discordando com outros, tendo o "bullying" como tema principal.
(Bullying - termo da língua inglesa, bully = “valentão”, que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder - Brasil escola)
Não são novidades crimes em que pessoas, marcadas por um trauma de sua infância e/ou juventude, cometem em seu atual ou antigo colégio ao redor do mundo (tal como ocorrido na tragédia de Realengo, ano passado, no Rio de Janeiro). Este é o problema a ser encarado na trama. Mas será que você, vendo como espectador, sem ser um alguém que se envolveu particularmente na real história, conseguiria entender, e talvez aceitar, o motivo que levou alguém a cometer uma barbaridade dessas? O livro deixa em aberta as interrogações de que, até que ponto são considerados os praticantes de um crime, os verdadeiros culpados? Seriam as vítimas as reais inocentes ou talvez estas tenham contribuído, indiretamente ou não, para tal?
Me apaixonei profundamente pelo livro. A autora consegue prender os seus leitores ao deixar uma ponta de desespero no mesmo, por sempre incluir memórias fortes da personagem principal em meio a sua vida no presente, criando assim uma curiosidade em sobre o que falará o próximo capítulo.
Além disto, credito bastante àquelas que possuem o dom de transferir para o papel os estados de espíritos dos personagens, assim como as suas emoções. Acho que este é uma qualidade que encontramos em poucos autores e que os diferenciam de outrem, pois dão vida ao texto e são os sentimentos que conseguimos explorar na obra que nos aproximam dela, criando laços do leitor com o personagem, muitas vezes até se sentindo como ele ou um amigo próximo, dando vida a ele, personificando-o, criando uma importância dos mesmos em nossa vida real.
Não tenho críticas ruins a fazer ao livro, creio eu que a autora foi muito feliz por não ser muito detalhista (o que acho bom, já que algumas acabam por se perder em meio a tantos detalhes, confundindo o leitor) mas sim trazendo o que é essencial para que esta seja sentida e entendida.
Assim como os atores e atrizes precisam "entrar" no personagem para que possam interpreta-los bem, Jennifer Brown (a autora) conseguiu entrar em uma cabeça de um adolescente para explorar o seu meio de pensar - às vezes bobo, às vezes inteligente, revoltado, machucado, preocupado e alegre; conseguindo se manter neutra quanto a isto: nem muito adulta com pensamentos estipulados e nem muito infantil, apenas um jovem passando por esta fase, meio a criação de suas próprias idéias e pensamentos. E o melhor: soube selecionar um problema que é, geralmente, central, universal. O principal causador de outros problemas, um conseqüente, envolvendo pessoas de diferentes faixa-etária: a família.
Brown não incrementou problemas exagerados a vida da mesma, assim como não criou um personagem que tem a vida perfeita, mas escolheu este tema e começou a explorá-lo, colocando como este a origem de todos os outros, inclusive sobre influência de outros e servindo de influência também para outros.
Um tipo de romance sem ser "água-com-açúcar", diferentemente da maioria encontrado hoje em dia. Um livro que, além do amor, explora, talvez até principalmente, a dor e a dúvida entre o certo e o errado, assim como o medo e a dificuldade de poder recomeçar.

Para ler mais resenhas minhas ou críticas de filmes, acesse: http://filmmake-r.blogspot.com.br
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