O que Alice esqueceu

O que Alice esqueceu Liane Moriarty




Resenhas - O que Alice esqueceu?


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Aione 09/02/2021

O Que Alice Esqueceu é o terceiro romance de Liane Moriarty, que primeiramente foi lançado pela editora Leya como As Lembranças de Alice. A Intrínseca, responsável por traduzir outros títulos da autora, trouxe uma nova edição do romance após ter publicado os sucessos O Segredo do Meu Marido e Pequenas Grandes Mentiras, além de Até Que A Culpa Nos Separe. O mais recente trabalho de Moriarty é Nove Desconhecidos.

Após uma queda durante uma aula de step, Alice acorda tendo esquecido de seus dez últimos anos de vida. Ela acredita estar em 1998, grávida e no início de seu casamento, mas se descobre mãe de três crianças e com sua vida, como um todo, muito diferente do que era.

Por esse ser um livro anterior aos grandes sucessos de Liane Moriarty — os responsáveis por terem me apresentado seu trabalho —, senti uma leve diferença em sua escrita. Continuei gostando muito de sua narrativa e das temáticas abordadas, sobre as quais falarei abaixo, mas o desenvolvimento em si do enredo me pareceu um pouco menos maduro. Em seus outros livros, os ganchos e reviravoltas me parecem ter sido trabalhados com mais sutileza, escondidos de uma maneira mais natural, de forma a causarem mais impacto em suas revelações. Ressalto que essa não é uma crítica, mas uma observação, que demonstra especialmente como a autora ficou ainda mais habilidosa em suas publicações posteriores.

O Que Alice Esqueceu trabalha questões comuns à obra de Moriarty, como família e relacionamentos, mas se aprofunda especialmente no aspecto da memória e da identidade. A reflexão durante toda a leitura é sobre como mudamos com o passar do tempo, a partir do que vamos vivenciando, e o quanto nossas lembranças são cruciais nessa construção. A partir do instante em que Alice não se lembra do que viveu, ela não sabe mais quem é naquele ponto de sua vida, e as consequências decorrentes disso são múltiplas.

Atreladas a isso, aparecem temas como maternidade e casamento, além das próprias relações interpessoais como um todo. Liane Moriarty foi sensível em demonstrar não apenas as transformações, mas principalmente as perspectivas múltiplas. A história não trata de quem está certo ou errado, se Alice é uma pessoa melhor ou pior em relação ao passado, mas que há múltiplos fatores influenciando na construção da nossa personalidade e em nossa maneira de lidar com as pessoas e situações ao nosso redor. Cada figura na história tem sua carga de razão, de erro e acerto, e é bonito como a autora demonstra tudo isso. As situações apresentadas são complexas porque envolvem pessoas com sentimentos e bagagens complexas.

Vale dizer que, além da narrativa principal em terceira pessoa, onisciente pela perspectiva de Alice, há também, intercaladas a ela, a narrativa em primeira pessoa de sua irmã, Elizabeth, escrevendo uma espécie de diário por recomendação de seu terapeuta, e as publicações da avó das duas, Frannie, em um blog. Com isso, não apenas temos acesso aos acontecimentos por uma perspectiva que não de Alice como também conhecemos mais do anseio dessas mulheres. Parte da obra, também, trabalha diferentes formas de se levar a vida e diferentes escolhas que fazemos ao longo dela. Também, vale dizer que ao mesmo tempo que o humor ácido de Elizabeth contribui para a atmosfera melancólica do enredo, as passagens de Frannie funcionam como alívio cômico por serem um tanto quanto espirituosas.

No geral, gostei muito de O Que Alice Esqueceu especialmente pelas reflexões construídas. Não foi uma leitura que eu devorei — exceto por O Segredo do Meu Marido, costumo ler Liane Moriarty mais vagarosamente, acredito que por seu estilo de escrita —, mas que foi degustada em seu devido tempo.

site: https://www.minhavidaliteraria.com.br/2021/02/09/resenha-o-que-alice-esqueceu-liane-moriarty/
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Sueli 21/01/2014

Perder Para Ganhar
E pensar que eu quase deixei esse livro incrível escapar... Sabe o que é leitor, nós estamos acostumados a uma narrativa linear e fluida, e o livro em questão começa de uma forma caótica e muito confusa.
Bem, eu acho que não poderia ser muito diferente... Moriaty nos tira da zona de conforto e nos lança em um vórtice de imagens sem muito sentido para que possamos vivenciar, mesmo que superficialmente, o drama de Alice.
O livro começa com uma imagem muito definida do delírio de Alice, a personagem principal, que após uma queda violenta durante uma aula de step na academia que frequenta, perde a consciência por dez minutos, deixando os frequentadores apavorados. A situação é tão complicada que os paramédicos são acionados e ela é transferida para um hospital, onde acorda sem lembrar absolutamente nada dos dez anos anteriores de sua vida.
Até esse momento, preciso dizer que encontrei muita semelhança com o livro Lembra de Mim, da Sophie Kinsella. Porém, conforme fui lendo eu percebi que a história tem tudo a ver com o filme estrelado por Juliette Binoche, uma de minhas atrizes preferidas, chamado The Life of Another, do ano de 2011, e se você tiver oportunidade não deixe de assistir, e nem de ler o livro, pois adoraria trocar figurinhas, ok?
O que a princípio me trouxe grande desconforto, também foi a força motriz que me impulsionou a continuar a leitura, pois o conflito principal nos é apresentado de forma milimétrica por Moriarty. Ela nos confunde, ao introduzir outras narradoras, além de tramas paralelas.
Como por exemplo, Elizabeth que é a irmã mais velha de Alice, e enfrenta sérios problemas para engravidar. Elizabeth aparece sempre em momentos decisivos da trama, escrevendo longos relatos pessoais a seu terapeuta, o que nos deixa à beira de um ataque de nervos. Temos também Frannie, a avó postiça, mas que ajudou na criação dessas irmãs após a morte prematura do pai delas.
Frannie é uma personagem adorável, que resolve morar em um condomínio para idosos, e mantém um blog onde conta pormenores da vida de sua família postiça e discute sobre a legitimidade de podermos decidir como deixar este mundo, mais precisamente ela é favorável à eutanásia, pois deseja morrer com dignidade. É uma delícia lermos os comentários dos seguidores do blog.
Mas, voltando à trama principal que é a perda de memória de Alice, confesso que apesar das justificativas dos coadjuvantes dessa história, me senti muito angustiada com o fato de uma mulher com sequelas tão importantes, que nem mesmo reconhece os seus três filhos, precisar ser a anfitriã de uma festa! Além de seguir uma rotina apertadíssima por conta de todas as suas atividades, sem ter ninguém para ajudá-la de forma mais efetiva. Deve ser assim mesmo, lá na Austrália!
O livro segue e você vai ficando cada vez mais ansiosa para desvendar os fatos que nos são apresentados de forma fragmentada e magistralmente conduzida por Moriarty. É a angústia de Alice compartilhada conosco de forma eficaz e descontinuada.
Alice aos poucos vai percebendo que a realidade de seus dias atuais está longe de parecer com o começo idílico de sua relação com Nick, onde eles eram jovens, belos e muito apaixonados. Hoje, eles são protagonistas de um divórcio conturbado e muito difícil, inclusive com repercussão no comportamento de seus filhos.
Alice começa a ter flashes de uma perda importante ocorrida durante esses dez anos, e uma dor insuportável começa a tomar conta de seu corpo a partir de certos aromas, o que me fez lembrar o livro O Perfume, de Patrick Süskind, onde ele fala sobre o poder da memória olfativa. Uma dica de leitura bem bacana viu? Porém, até mesmo esses flashes são questionados por Alice, que não tem certeza se seriam verdadeiros, ou apenas projeções de sua imaginação.
Prepare-se para ter cenas interrompidas em meio a diálogos, ou momentos cruciais. Acho que foi a tática usada pela autora para dar emoção e suspense a uma história relativamente banal, mas que me mobilizou de forma muito intensa. Moriarty é uma autora solar, e certamente irei acompanhar os seus novos lançamentos.
Um livro para adultos em qualquer momento de suas relações. Uma história simples, mas contada de forma sofisticada e com grande maestria. Duvido você não se apaixonar por Olivia...
Naldinho 22/09/2014minha estante
..
"Nós estamos acostumados a uma narrativa linear e fluida."
Nós não, você.


Sueli 23/09/2014minha estante


Jessi 29/01/2015minha estante
Concordo com você Sueli. Estou sim acostumada a narrativas lineares e fluidas. Quando encontro um livro que não é dessa forma tenho certa dificuldade em levá-lo adiante, porem sempre persisto. Ontem mesmo escolhi esse livro para ler e ainda bem que me deparei com sua resenha... Me animou ainda mais!!!!


Danny 13/06/2015minha estante
Foi pra minha lista de futura leitura. Somente por essa resenha ....adorei ;)


Rita FLORES 15/11/2015minha estante
só pela sua resenha, ja vai pra minha lista, valeu


Cris.Pimentel 21/12/2017minha estante
simplesmente adorei sua resenha e o livro.


valeria.cordeiro 24/01/2018minha estante
Obrigada Sueli, graças a sua resenha li esse livro maravilhoso. Já tinha lido os outros dessa autora e todos são excelentes, mas esse se tornou o meu preferido.


Dayane 19/02/2020minha estante
Ia resenhar o livro, mas acho impossível colocar em melhores palavras que vc. Também adorei a narrativa desconstruída e cheia de rupturas, como que reflexo do caos da mente de Alice. Que sentimento bom quando você percebe o talento de um autor que é capaz de contar uma história simples de maneira tão única.


Sueli 24/02/2020minha estante
Dayane, espero que você esteja aproveitando esses dias de folga. Obrigada, por suas palavras de carinho... Sabe, eu deixei de resenhar porque após ler e assistir resenhas incríveis me senti tão supérflua e, no momento, sem muito entusiasmo... Mas sinto que mesmo que tenhamos tido pontos em comum com relação à leitura do livro você deve ter a sua narrativa própria. Um sentimento que é apenas seu... Vai lá e deixe o seu comentário, nossos autores queridos precisam desse retorno, concorda?
Mais uma vez, muito obrigada pela gentileza.
Bom feriadão ;)


Ester 22/10/2020minha estante
Iniciei essa leitura há alguns dias. Se eu tivesse visto essa resenha antes, não teria ficado tão apreensiva.


Sueli 23/10/2020minha estante
Ih, Ester, fiquei preocupada achando que tirei a emoção que a leitura poderia ter proporcionado a você... Me desculpe, é que às vezes eu me empolgo. ;)
Bjs


Bel 11/01/2021minha estante
Li a sua resenha somente depois de ler o livro. Muito perfeita! Eu também vi esse filme da Juliette Binoche há alguns anos atrás, mas não me lembrei dele quando li o livro, e realmente tem muito a ver.




João 20/01/2021

Esse livro é pra ler e refletir sobre os acontecimentos do dia, como anda sua vida. Será que o seu eu de 10 anos atrás sente orgulho do seu eu atual?? Alice me fez refletir taaaaanto sobre o estado atual da minha vida. Repensar diversos assuntos, me questionar. Você já parou pra pensar como seria doloroso esquecer dos últimos 10 anos da sua vida de uma hora pra outra? Eu ficaria louco hahaha um ótimo livro! Recomendo a leitura.
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Tamirez | @resenhandosonhos 30/07/2018

O QUE ALICE ESQUECEU - Liane Moriarty
Esse foi o meu primeiro contato com Liane Moriarty, que também é autora de Pequenas Grandes Mentiras – que deu origem a série premiada da HBO “Big Little Lies” -, O Segredo do Meu Marido e Até Que a Culpa Nos Separe, todos lançados aqui no Brasil pela Intrínseca. E, felizmente, posso dizer que tive uma experiência muito positiva e estou ainda mais curiosa para conhecer os outros títulos dela.

O Que Alice Esqueceu não é um livro de suspense ou mistério, apesar de haver algumas coisas a serem descobertas na narrativa, mas sim uma história sobre alguém que precisa encontrar um “eu” que ficou perdido ao longo do caminho. Alice tinha uma personalidade leve, estava feliz, irradiava uma boa energia e essa é a memória que tem. Porém, hoje, as pessoas a descrevem como alguém sempre muito atarefada, ranzinza, que cobrava o tempo inteiro e que não tinha mais tempo para as coisas simples da vida. Para ela, que olha a sua vida com os olhos e a alma de alguém que só se lembra da realidade de 10 anos atrás, fica claro que algo muito errado aconteceu no meio do caminho. Para descobrir o que é, ela vai ter que montar o quebra cabeça da sua vida, enquanto se reconecta com as pessoas que fazia sua vida ter sentido.

Enquanto acompanhamos a narrativa da Alice, também temos outras duas visões dentro do livro: as entradas de Elisabeth no diário que escreve para seu psicólogo e o blog de Frannie. Elisabeth é a irmã mais velha de Alice, uma mulher que tenta há anos engravidar e não consegue e, consequentemente, carrega a dor e o rancor sobre esse fato consigo. Sua relação com a irmã não é mais a mesma já tem um tempo e “reencontrar a velha Alice” é algo que a conflita, já que a qualquer momento ela pode recuperar a memória e voltar à velha personalidade. Com essa personagem, graças ao diário, temos uma narrativa muito intimista e crua de como ela se sente. Da dor que a persegue por não conseguir segurar uma criança e da insatisfação que permeia sua vida.

“…talvez a insanidade temporária não passe de justificativa para um comportamento injustificável.”

Já com Frannie temos, ao mesmo tempo, reflexão e descontração. Ela já é uma senhora idosa, e à beira dos seus 75 anos está pensando muito sobre a morte. Entre debates sobre eutanásia, as consequências da velhice e um possível novo romance, ela também nos relata um pouco sobre a situação de sua neta Alice e das mudanças que ela vê acontecendo.

E é da simplicidade dos textos do blog às piadas da “antiga” Alice, em contraste com temas importantes sendo debatidos, como maternidade, saúde mental, relacionamentos, família e a morte, que a autora leva o leitor a refletir sobre uma quantidade imensa de coisas enquanto caminha pelas páginas de forma leve. O grande segredo de O Que Alice Esqueceu não está na parte perdida da memória da protagonista, mas sim em tudo que essa perda faz com que as pessoas reflitam sobre as suas vidas e, nós leitores, sobre a nossa.

Apesar de suas pouco mais de 400 páginas, não achei o livro arrastado e, mesmo com os desvios que muitas vezes a autora dá em alguns pontos para dar atenção a outros fatos ou personagens, a leitura anda de forma fácil porque queremos saber o que vai sair de tudo aquilo. Recentemente eu li Pequenos Incêndios Por Toda Parte da Celeste Ng e consegui encontrar algumas semelhanças entre as duas autoras. A diferença fica realmente na escolha de como trabalhar os assunto paralelos, sendo, na minha opinião, o texto de Moriarty mas fluído.

Vale a pena mencionar também que o livro já havia sido publicado no Brasil em 2013, com outro título, pela editora Leya. E que os direitos para adaptação já foram vendidos, então pode ser que vejamos essa história muito em breve nas telas, assim como O Segredo do Meu Marido já está na mira de produções também.

De forma geral, tive uma boa experiência de leitura e até fiquei um pouco surpresa, porque não é bem o meu estilo preferido de livro. Agora, quero encarar Pequenas Grandes Mentiras para poder conferir a série que é tão bem comentada. Então, caso você esteja procurando um livro que mistura drama, pequenos mistérios e um toque de bom humor, O Que Alice Esqueceu pode ser uma boa opção para você.

site: http://resenhandosonhos.com/o-que-alice-esqueceu-liane-moriarty/
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Ana Lara 05/11/2020

Fazia anos que esse livro estava na minha prateleira e nunca me interessei muito por ele, mas foi uma boa surpresa.
Achei um livro sensível.. apesar de ter achado o final meio corrido. Alguns conflitos levaram muito tempo pra serem desenrrolados, atrapalhando um pouco o ritmo, mas mesmo assim e é uma boa leitura.
Não tem nada de surpreendente e inovador, mas não decepciona.
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Bru 16/10/2020

Emocionante
Uma leitura bem leve concentrada nas questões familiares e problemas sociais. O livro aborda muitos temas importantes e pesados que nos fazem refletir sobre a nossa vida. O final já era de se esperar mas ainda assim foi um livro muito bom de ter lido e acrescentou muita coisa para mim. Indico a leitura.
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Pandora 15/12/2013

Às vezes acontece de algo que eu não propriamente "escolho" se tornar importante para mim. Como o filme "Noiva em fuga", que eu fui assistir despretensiosamente, achando ser uma comédia bobinha e me fez refletir sobre como estava me comportando em meus relacionamentos amorosos; como este livro, que eu peguei na prateleira da livraria porque não tinha nada para ler na hora do almoço e me fez pensar em como a minha "Alice" atual se perdeu da "Alice" de dez anos atrás. Pensei que se eu esquecesse dos últimos dez anos da minha vida eu acharia que morava em outra cidade, que minha mãe ainda era viva e ficaria chocada ao saber que minha única filha está casada e morando no exterior! Quanta coisa acontece em um ano, o que dirá em dez! Como aquele momento em que você abraça uma pessoa querida é importante e pode ser esquecido, diluído na correria do dia-a-dia! Como estes gestos automáticos que a gente faz diariamente ao ir pro trabalho, ao cumprimentar o porteiro, ao passar um documento a um colega deixam nossos dias todos iguais e o tempo passa e a gente diz: "Que rápido! Já é Natal!", porque a gente fica cinco dias angustiada esperando pra viver no fim de semana. Este pequeno achado na prateleira de uma livraria não apagou os últimos dez anos da minha vida, mas ajudou a trazer uma parte de mim que tem muito a dar àquela que eu sou hoje.
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Dani @oslivrosdadani 10/04/2020

Gostei bastante!!!
Ao acordar, Alice ainda tinha fresco na memória a lembrança de quando soube que estava gravida.  Estava agora com 12 semanas, por isso assustou-se a ser notificada que havia caído e batido a cabeça, motivo esse por estar deitada no chão com um monte de pessoas ao seu redor. Mas quem eram aquelas pessoas?  Por que estaria em uma academia se estava gravida? A queda não afetou o seu bebê, até porque não havia gravidez alguma. A queda levou apenas sua memória. Alice esqueceu os 10 últimos anos de sua vida. E talvez não esteja preparada para as coisas que aconteceram nessa época. E nem mesmo para a pessoa que se tornou.

Com uma escrita simples e envolvente Liane Moriarty nos apresenta uma trama que aborda desde conflitos familiares até mesmo a descoberta do seu próprio eu.
Por muitas vezes temos objetivos e ambições na vida e para acalcanhá-los precisamos mudar nossos conceitos e atitudes.  E não que isso esteja errado, na verdade a evolução da humanidade se consiste nisso.  Porém durante o percurso podemos perder alguns valores ao qual tínhamos anteriormente como primordiais, e estes sim alteram todo a lógica.

Diferente de Alice que teve a oportunidade de ver a sua própria vida do lado de fora, muitas vezes não damos o devido valor as coisas simples da vida e dedicamos todas as nossas forças em um único foco específico. Poucos enxergarão essas falhas e muitos outros nem sempre tem a oportunidade de voltar atrás.
Sendo assim, essa leitura aborda a questão da reconstruirão do seu próprio eu, não visando somente o seu próprio bem, mas também o bem comum.  E a abordagem não é feita somente através da perspectiva de Alice, mas também de outros personagem com problemas e conflitos pessoais tão significativos quanto da personagem principal.

O que Alice esqueceu é uma leitura fluida e flexiva, com uma escrita muito bem trabalhada a ponto de trazer o livro mais próximo da nossa realidade.
Finalizei a leitura com vontade de ler todas as obras escrita pela autora. E pretendo fazer isso muito em breve.


Beijos.
Dani ??.

#oslivrosdadani
Michelle 29/08/2020minha estante
amiga, você se lembra onde se passa a história do livro?




Fernando 28/12/2020

Vida real
Interessante e reflexivo. Será que também não precisamos de uma pancada na cabeça para revermos ações e valorizarmos o que temos?
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Carine.Scheibler 07/10/2020

Amei!
Amei esse livro! História envolvente, que te prende até o final. Vamos descobrindo junto com Aline o que ela esqueceu. Vale super a pena!
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JANA 10/06/2020

RECOMENDO
Eu entrei na história e vivi todos os dramas familiares, fiquei comovida com o problema de fertilidade, me balancei pensando ser melhor a memória dela nem por observar que assim seria uma pessoa melhor, amei as crianças, a bisavó com suas escritas online me cativaram, os avós com sua salsa...RESUMINDO: amei cada detalhe.
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Beatriz.Miranda 09/04/2021

10 anos e muitas mudanças...
Adorei o livro, consegui de fato entrar na história e sentir muitas das emoções de Alice.
O livro me fez pensar sobre o quanto é difícil lembrarmos de coisas boas e triviais que acontecem ao longo de nossa vida, ali no dia a dia, e que muitas vezes a parte ruim acaba ganhando destaque.
A leitura fluiu super bem, gostei dos personagens e dos temas abordados, alguns bem complexos, gostei tbm do desenrolar das histórias e do final.
Vale a pena ler.
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@conversas_literarias 16/03/2020

Um livro que me fez refletir
Alice tinha certeza que era feliz, aos 29 anos, casada com Nick, à espera do seu primeiro filho, rodeado pela linda família: sua mãe, irmã e avó. Mas tudo parece ruir quando ela acorda no chão da academia, 10 anos depois! Enquanto tenta descobrir o que aconteceu nesse período, Alice descobre que se tornou alguém bem diferente.
?
Não sabemos bem quem é a Alice do presente, conhecemos a Alice do passado e temos borrões de quem ela se tornou. Inicialmente, parece ter se tornado alguém mais calculista, mais fria, no entanto, conforme vai recuperando a memória, percebemos quem de fato ela é. A Alice realizada com certeza será o equilíbrio entre a mulher do passado e a do presente.

A narrativa é feita por três personagens diferentes: Alice, a irmã e a avó (trechos de um blog que ela escreve); tanto Alice quanto a irmã enfrentam situações que nos compadecem; a parte da avó serve para quebrar um pouco dessa tensão. A autora traz tantas questões relevantes! Quem já a conhece, sabe que ela aborda dramas de uma vida familiar, e isso é feito com perfeição aqui. A história vai se construindo aos poucos, com pitadas de mistérios, ficamos tentando entender e adivinhar o que aconteceu entre Alice e o marido, Alice e a irmã. Tudo está diferente, o destino não foi tão amigável ou será que ela apenas tomou as decisões erradas? Você já parou para pensar sobre como o futuro pode ser totalmente distinto do que planejamos?

A autora conduz tudo por um caminho tão perfeito e nos deixa uma mensagem tão linda e cheia de esperança. Eu amei!

Mais uma vez Liane Moriarty me conquistou. Apesar de esse não ter sido como os outros livros dela que me prenderam do início ao fim, ainda assim ele é perfeito. Eu amo o estilo de escrita, amo como todas as pontas se unem, a sabedoria como aborda os dramas familiares, de forma responsável. Eu recomendo demais! ?O que Alice esqueceu? foi um livro que me fez refletir bastante sobre a vida e as decisões que tomamos.
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Luisa Jordana 08/12/2020

O que Alice esqueceu
Em um início de leitura nebuloso, descobrimos que Alice caiu na academia, enquanto fazia uma aula de step, e bateu a cabeça. Alice tem 39 anos e está no ano de 2008, mas depois da pancada, acorda achando que está no ano de 1998 e que ainda tem 29 anos. Isso mesmo, ela acorda sem a memória de dez anos da sua vida.
A autora Liane Moriarty é mestre em prender o leitor logo nas primeiras páginas dos seus livros, que geralmente possuem uma mistura de drama e suspense. Dessa vez, o foco é um drama familiar muito bem construído, com maravilhosas reflexões sobre a vida, sobre como ela pode mudar e como nós mesmos podemos nos tornar alguém que nunca imaginamos.
Alice, aos 29 anos, era uma jovem de mente leve, despreocupada, ansiosa pela chegada do seu primeiro filho, apaixonada pelo marido e completamente encantada com a perspectiva de uma vida em família que acaba de começar. Já a Alice de 39 anos é uma mulher de mente agitada, viciada em café, passando por um processo complicado de divórcio, brigando pela guarda de três filhos, viciada em exercícios físicos e considerada uma força da natureza por todos à sua volta. É incrível ir percebendo a nova Alice junto com a protagonista desmemoriada, que não entende como as coisas chegaram ao lugar em que estão.
Fica a lição de que a vida é cheia de metamorfoses, mudanças das quais não podemos fugir, porque o amadurecimento é um estágio natural da nossa evolução como pessoas. Também fica o aprendizado de que nada é para sempre, que as pessoas vem e vão, que as relações mudam, mas isso não significa que tenham se tornado algo ruim, isso porque da mesma forma que mudamos e evoluímos, as pessoas que amamos também mudam, pois cada um enfrenta sua própria jornada rumo ao dia de amanhã.
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