Inverno do Mundo

Inverno do Mundo Ken Follett




Resenhas - Inverno do Mundo


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Nanda 04/08/2020

Inverno no mundo
Amor, ódio, desafios, princípios e virtudes... Todos postos a prova, numa Guerra que sem piedade, mundou o mundo.
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Enza Cerqueira 18/12/2013

Fantástico
O início de Inverno do Mundo é logo na ascensão do nazismo na Alemanha entre outras ideologias e regimes totalitários na Europa e termina pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial introduzindo a Guerra Fria com a divisão de Berlim: metade controlada pelas potências capitalistas (EUA, Reino Unido e França) e a outra metade, URSS. Dessa vez o foco é a segunda geração dos queridos personagens principais de Queda de Gigantes, porém ainda trazendo-os de plano de fundo.
No começo, admito, eu achei que a história estava muito focada nos sentimentos amorosos das personagens, "muito romance, pouca ação", mas logo o livro engrenou e eu fui ficando gradualmente mais satisfeita com o que lia.
Embora o livro seja um dos meus favoritos, também me trouxe algumas decepções porque esperava mais dele no sentido do aprofundamento nos campos de concentração (Robert poderia ter contado a história) e com relação à batalha de Stalingrado (Volodya poderia ter participado), e não tive isso. Todavia esses pequenos detalhes que me decepcionaram foram totalmente esmagados pela genialidade na qual Ken Follett descreveu todo um sistema de espionagem germânica-soviética, as Blitz londrinas, Dia D, relações interraciais, a construção da bomba atômica, o ataque a Pearl Harbor, a realidade da Guerra civil espanhola e tantos outros fatos importantíssimos.
Assim como em Queda de Gigantes, nessa sequência os fatos são descritos minuciosamente e com destreza proporcionando uma aula de história de um modo mais divertido, trazendo pontos de vista de diferentes pessoas de diferentes camadas sociais em países distintos, possibilitando melhor compreensão dos eventos a partir de variados ângulos.
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jo 17/12/2013

MARAVILHOSO!!!!!!!
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Cyntia 06/09/2020

Sensacional para ter um vislumbre da história sob várias perspectivas.
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Letícia 29/04/2020

Inverno do mundo é o melhor título para essa fase da humanidade, um período de atrocidades, que sempre fico me perguntando, mesmo já sabendo da História: 'como pode?'

Follett nesse segundo livro da trilogia, nos apresenta os filhos crescidos dos personagens do primeiro livro, quem eles são, o que vão enfrentar, suas dores e desafios. Assumo que um lado meu ficou chateado por não ter os personagens que tanto curti no primeiro livro como principais no segundo, mas ao longo das páginas vamos entendendo que só iria funcionar se fosse desse jeito.

A Segunda Guerra Mundial sempre mexe comigo, a capacidade do homem ser mal, de objetificar o outro. No livro apesar de ser ficção, é muito inspirado pela História oral, devido as muitas narrativas, pessoas que tiveram suas vidas destroçadas devido decisões de uma meia duzia de homens. Apesar de não ser uma leitura fácil, imagina: assassinar alguém apenas porque não concorda comigo, é uma leitura necessária, para que possamos observar o quão frágil é a nossa humanidade.

Um ponto muito interessante no livro é o fato de não ter heróis, Follett nos apresenta as narrativas e nós decidimos, cada personagem tem suas opiniões e erram muito, toda hora. Alguns tem sua rendenção outros são muito ruins para ter algo assim.

Teve uma morte que me doeu muito, um personagem idealista, sonhador, mas que foi massacrado por falar em voz alta que o nazismo estava matando inocentes. Ao mesmo tempo que doeu, fiquei me perguntando se eu teria a mesma força para colocar a própria vida em risco em prol do bem coletivo, eu não sei.

Por fim, é de dar medo algumas semelhanças do tempo presente do as vesperas da 2a Guerra, é de dar medo ver eco de discursos fascistas no tempo presente.
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spoiler visualizar
Fabrício Araujo 27/05/2015minha estante
Ken Follett é fera!! Por incrível que pareça tenho toda trilogia mas não li ainda nada.


Greice Negrini 27/05/2015minha estante
Nossa, então não perca tempo. Ele é maravilhoso mesmo. Para mim foi um banho de sabedoria! :)




LisboaPB 11/02/2020

História incrível. Sem palavras. Lendo essa trilogia você vê o quão o século XX foi conturbado. Que loucura. Da uma reflexão grande. Da até medo da nossa própria raça
Impecável
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Albuquerque 21/05/2013

Esse segundo livro da trilogia "O Século" relata a Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, eventos contados através das famílias fictícias criadas pelo autor. É muito legal esse tipo de abordagem, pois temos uma ideia do que seria viver naquela época com todas as suas nuances. O livro, assim como o anterior da série, traz um esquema "a vida como ela é" e narra detalhes sórdidos das personagens (inclusive cenas de sexo explícito), ficando difícil de apontar algum "herói" clássico como estamos acostumados. Ou seja, não há aquela velha dicotomia "Bonzinhos x Malvados". Achei que em certos momentos o livro se tornava uma "novela mexicana", mas depois voltava a ficar interessante, isso deixou a leitura meio "arrastada", pois chegava a pensar em desistir. Mas valeu a pena, mais uma vez, chegar até o fim. Nesse livro minhas personagens prediletas foram Carla e Lloyd.
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Thay (@apilhadathay) 02/12/2012

Super!
"Carla ficava com vergonha sempre que os dois se beijavam em público. Seus amigos achavam aquilo estranho: os pais deles não se comportavam daquele jeito. Certa vez, Carla dissera isso à sua mãe. A mulher rira com satisfação e respondera: 'No dia seguinte ao nosso casamento, seu pai e eu fomos separados pela Grande Guerra (...) passaram-se cinco anos até que eu tornasse a ver o seu pai. Passei todo esse tempo ansiando tocá-lo. Agora nunca me canso de fazer isso.'" (p. 12)

Este trecho reflete um dos pontos mais tocantes do livro: o mal que a Guerra causou às vidas de cinco famílias, de diferentes origens, mas de destinos ligados por eventos devastadores: os Americanos, os Galeses, os Russos, os Alemães e os Ingleses.

No segundo livro da Trilogia histórica "O Século", Ken Follet nos leva em uma viagem crível e detalhada pelo mundo, em um dos períodos mais fascinantes e revoltantes da nossa Era: os anos de 1933 a 1949, os mais turbulentos do século XX, quando as armas nucleares tomaram forma e se comprovaram como a pior invenção da humanidade; o tempo da fatídica ascensão de Hitler e Mussolini, e do furacão sócio-econômico e político causado pela Segunda Guerra Mundial.

Pelos olhos dos descendentes dos personagens do Livro 1, vemos que há algo mágico na precisão histórica do autor, e na forma como ele, unindo ficção e História, constrói cada figura humana; vamos além da experiência de leitura - este é um mundo vivo, com o qual o coração e as emoções interagem em tempo integral, seja rindo, chorando ou torcendo pelos nossos favoritos - aqui, preciso mencionar a memorável anglo-alemã Carla.

O maior destaque para mim, porém, é o próprio autor: Ken trabalha os mundos fictício e real de forma tão convincente, que é como se a história não fosse um romance, mas um relato, um documentário romantizado. Poderia ser um sobrevivente da 2ª Guerra contando um pouco do que ele, sua família, amigos e inimigos passaram. Como estivemos trabalhando a questão da Verossimilhança na aula de Estudos Clássicos, foi fantástico perceber que é uma qualidade própria deste livro.

Há algumas cenas mais calientes, portanto, não recomendo para crianças ;-)
O autor, que já conquistou fãs pelo mundo inteiro com o primeiro livro da trilogia, QUEDA DE GIGANTES, traça no livro 2 um panorama curioso das transformações humanas nos momentos de crise. É uma dica preciosa de leitura para as faixas etárias juvenil e adulta, especialmente, para os apaixonados por História.


"- Hoje de manhã, o embaixador britânico em Berlim entregou ao governo alemão um último aviso informando que, se o governo britânico não fosse comunicado antes das onze horas da manhã que eles estavam dispostos a retirar imediatamente suas tropas da Polônia, um estado de guerra passaria a existir entre nós.
A voz de Chamberlain se fez mais grave e mais oficial. Talvez ele não estivesse mais olhando para o microfone, e sim imaginando milhões de conterrâneos seus em casa, sentados junto aos aparelhos de rádio, aguardando suas temidas palavras.
- Devo lhes informar agora que nenhuma mensagem com esse teor foi recebida (...) e, consequentemente, ete país está em guerra com a Alemanha." (p. 308)

Você fica chateado quando liga o rádio e suas músicas favoritas demoram a passar? Ou rejeita a programação de domingo na TV porque é banal? Passa a maior parte do tempo livre na internet, em redes sociais? Que tal parar para conhecer esta história e saber o que milhões de pessoas passaram, quando os meios de comunicação vinham trazer notícias de guerra e de tempos sombrios?

O livro é emocionante, não há palavra que o descreva melhor. Se conhece essa parte da história, ou tem interesse em saber mais, é uma ótima dica de leitura.

Não li o primeiro livro, mas ele definitivamente entrou na lista o/


\\o Boas Leituras o//
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Alexandra 15/08/2014

Se você gostou do primeiro livro, leia esse também!
A obra Inverno do Mundo é, tal qual a anterior Queda de Gigantes, essencial no ponto de vista de quem quer entender um pouco sobre a história do século XX.

Quem estava acostumado aos personagens do primeiro volume da trilogia O Século, agora irá vê-los mais velhos, tendo que enfrentar novamente os temores de uma guerra de enormes proporções. Vemos também os seus descendentes, jovens que se encontram no meio do conflito, com diferentes visões entre si sobre o mundo.

O livro acompanha a história da Segunda Guerra Mundial, começando pelo incêndio do prédio do Reichstag, passando pela Guerra Civil Espanhola, pelo acordo entre Rússia e Alemanha e posterior quebra do mesmo, o ataque a Pearl Harbor, a chegada dos soviéticos a Berlim, a explosão de bombas atômicas, e finalizando com as convenções para decidir o rumo do mundo. Tudo isso regado a muitas intrigas e espionagem.

De certa forma, essa obra é mais trágica que a anterior, já que os personagens passam por provações mais tristes e complicadas, deixando até mesmo o leitor angustiado. Acabamos escolhendo nossos personagens favoritos, acompanhando a evolução deles como seres humanos. E descobrimos que alguns outros não têm jeito mesmo, que serão sempre ingênuos perante a importância da análise das situações, agindo de forma extrema e radical. O que é uma verdade também, afinal, quantas pessoas conhecemos que se deixam levar pelas circunstâncias, deixando de pensar por si mesmas e seguindo cegamente o pensamento de uma mídia?

A história é realmente sensacional, e passa voando. O que me incomoda, da mesma forma que o livro anterior, é o modo de escrever do autor em alguns momentos. Cenas que deveriam ter uma profundidade maior acabam tendo uma descrição muito vazia, transmitindo um sentimento oco que soa inverossímil.

Mesmo assim, é um livro incrível! Altamente recomendável para quem se interessa por romances históricos.

site: http://eunaosoualexandredumas.blogspot.com.br/
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Alisson 05/07/2016

A melhor leitura do ano
Nenhum livro conseguiu me prender tanto a uma história como Inverno do Mundo. É um livro de impacto, emotivamente falando, tanto em momentos de alegrias como nos momentos de tristeza. Nunca me senti tão envolvido com os personagens.
Ao terminar essa leitura, me confrontei em diversos dogmas da qual a sociedade impôs. Os conceitos de movimentos sociais e políticos que consideramos tão equivocados, para a sociedade era a esperança da humanidade.
A Alemanha foi devastada na Primeira Guerra Mundial. O Nazismo trouxe emprego, trouxe controle, trouxe prosperidade. Porém trouxe muitas mortes que trouxeram muitos inimigos. E a partir disso se deu a maior Guerra da história.
A União Soviética apresentava o comunismo, idealizado pelos bolcheviques e prometia liberdade. Mas o que é a liberdade para quem vivia sob regime de um Czar conservador e sangrento?
Os EUA apresentava a democracia. Os países da Europa desconfiavam desse sistema. Como assim, as pessoas elegem seus lideres e ainda tem liberdade para comprar tudo o que quiserem? Impossível.
A Grâ-Bretanha, apesar de um modelo democrático de se eleger parlamentares e ministros, ainda era presa a aristocracia e a sociedade londrina fomentava o preconceito e a xenofobia.
Dentro desses contextos politico-sociais, Ken Follett faz-nos apaixonar e odiar (ao mesmo tempo, as vezes) pelos protagonistas da história. Na verdade poderia ser qualquer um. Fico me imaginando qual seria minha atitude se eu vivesse na Alemanha de 1933, na Rússia de 1939 ou nos EUA de 1942. Qual seria meu posicionamento? Como seria minha relação familiar com todos que não concordariam com minhas opiniões? Os homens dormiriam com negras? As mulheres se casariam com pobres? O caso é: Tudo muda em tempos de guerra.
A melhor leitura do ano até então!
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Bruno T. 27/10/2012

Inferior ao primeiro volume da saga
Antes de começar a leitura de "Inverno do mundo", decidi reler o primeiro volume da saga, "Queda de gigantes", a fim de facilitar a compreensão da continuação contida neste segundo volume.
Neste contexto, sinto-me à vontade para afirmar que o autor não conseguiu apresentar um trabalho à altura do anterior, principalmente nos primeiros (e chatos) capítulos do livro, que tratam das paixões juvenis dos protagonistas. Clichês não faltam: mulheres de belezas estonteantes, amores à primeira vista (mal se conhecem e já se amam), situações forçadas e por aí vai.
O livro melhora em sua segunda metade, quando a guerra mundial domina a trama, mas raramente consegue alcançar os níveis de qualidade do primeiro volume, talvez pelo fato da nova geração de personagens não ser tão interessante quanto a que a precedeu (a tal da Daisy, por exemplo, é muito chata).
Apesar de tudo, "Inverno do mundo" é um bom livro, mas apenas isso, e nem de longe lembra o grande Ken Follet de "Pilares da terra".
Helder 07/01/2013minha estante
Ainda estou esperando o preço desse baixar, mas sei que vou le-lo, pois sou fã do Ken Follett e adorei o primeiro livro.Mas vc acha necessário reler o primeiro ou dá para seguir em frente sem problema?


Bruno T. 07/01/2013minha estante
Helder: vai depender de sua (boa) memória.
Se você estiver se lembrando bem da trama do primeiro volume, certamente não precisará lê-lo de novo. Como minha memória já foi bem melhor, e havia lido o primeiro volume há mais de um ano, preferi a releitura. Abç.


Bebé 05/04/2014minha estante
Também achei, a migração dos personagens de quedas de gigantes, realmente ficou a desejar, mesmo a parte histórica que é bem mais rica de informação acabou ficando em segundo plano, deixando os romances dos personagens quase que padronizados, mas valeu, alguém sabe quando vai sair o terceiro?


Bruno T. 05/04/2014minha estante
Olá, Bebé. Por ocasião do lançamento do primeiro livro da trilogia, "Queda de gigantes", em 2010, li que as continuações ocorreriam em 2012 (e, realmente, "Inverno do mundo" foi lançado em 2012) e em 2014. Portanto, é provável que ainda neste ano o terceiro volume da trilogia seja publicado.




Raniere 02/12/2014

Um livro brutal
Em “O Inverno do Mundo”, Ken Follett nos fala sobre o período da Segunda Guerra Mundial.

O livro começa alguns anos após o desfecho de “Queda de Gigantes”, e os personagens centrais são os filhos dos membros das cinco famílias principais do primeiro livro. A Alemanha sofre com a ascensão do Nazismo e fascismo, e este começa a se espalhar pelo mundo.

Como sempre, Ken Follett, através da ficção e envolvendo seus personagens com figuras históricas, nos conta com detalhes o período da História ao qual ele está abordando em sua obra. “Inverno do Mundo” fala sobre a Segunda Guerra Mundial, fascismo, Nazismo, Guerra Civil Espanhola, Pearl Harbor, Batalha da Normandia, o acordo de não agressão entre URSS e Alemanha, para tomarem a Polônia, a invasão alemã. Porém, achei que alguns fatos importantes não tiveram tanto destaque no livro como, por exemplo, a bomba nuclear em Hiroshima e Nagazaki.

Os personagens que Ken Follett cria são sempre cativantes e de uma humanidade impressionante, seja para o bem ou para o mal. Seus protagonistas conquistam o leitor de uma maneira inesquecível, fazendo-o ansiar por ler mais sobre eles, rir com eles e sofrer com as suas angústias. Já seus vilões conseguem ser incrivelmente maus, cruéis, e fazem o leitor os odiar com cada gota do seu ser. Acreditem: um dos maiores vilões que já vi foi criado por Follett! Porém, em “Inverno do Mundo”, ou melhor, em toda a trilogia “O Século”, essa imagem de vilão é bem peculiar. Follett é imparcial sobre as posições políticas em suas obras, e nesta não é diferente: ele fala dos aspectos positivos e negativos do socialismo e do capitalismo, e o leitor, independente de sua posição, consegue entender o personagem contrário às suas convicções, devido à visão deste, criada com muita competência pelo autor, como pela época da obra. Porém, em “Inverno do Mundo”, o grande “vilão” é o nazismo! Os antagonistas deste livro, como Boy, filho do Conde Fitzherbert, é seduzido pelo fascismo e por seus falsos ideais. Claro, não tem como “amar” esse personagem: ele é asqueroso! Mas tem, sim, como entender o porquê dessa sedução. E é isso que me surpreende nas obras de Ken Follett: o leitor ENTENDE a posição dos personagens!

Agora vou abordar um assunto polêmico, porém necessário!

Algumas pessoas dizem que a eficiência de Hitler não é reconhecida em livros de História, e temem que esta também tenha o mesmo tratamento em “Inverno do Mundo”. Eu discordo e muito disso! A eficiência de Hitler é, sim, reconhecidíssima, e Ken Follett não decepciona o leitor nesse quesito. Hitler conseguiu seguidores por toda a Europa e pelo mundo com a sua oratória, espalhou sua ideologia deturpada e obscura de tal maneira que, até hoje, vemos seguidores dele. E Ken Follett descreve isso! Ele mostra como a economia e a qualidade de vida melhorou na Alemanha, para aqueles que seguiam os ideais do fascismo, mas também mostra a miséria e a desgraça para aqueles que não seguiam, e o terror dos campos de concentração. O livro mostra que Hitler, por exemplo, começou a matar todos os deficientes físicos e mentais, idosos e incapazes em geral, pois achava que estes eram gastos enormes e desnecessários para os cofres públicos (esse spoiler é dado por todos os livros de história e documentários sobre a Segunda Guerra, então abri uma exceção). Claramente, este meio doentio foi para alcançar um fim estupendo (e alcançou, por um tempo), e Hitler sabia que nem os seus seguidores concordariam com este ato, e fez estas missões de assassinato secretamente. Follett nos mostra isso com perfeição!

Ken Follett também nos fala sobre como Stálin era um ditador, e os crimes que a polícia secreta cometia em seu nome. Para resumir esta parte, vou dizer o que eu penso sobre isto: Stálin é tão vergonhoso para os esquerdistas quanto Hitler o é para os direitistas.

Enfim, “Inverno do Mundo” (ou melhor, a Trilogia “O Século”) é uma aula de História e, também, uma inesquecível ficção. Agora estou lendo “Eternidade Por um Fio”, último livro da trilogia, e sei que, no final, as famílias Peshkov, Williams, Dewar, Ulrich e Fitzherbert (sim, até essa família) irão deixar uma saudade imensa.

site: https://www.facebook.com/EncontrosLiterariosRJ
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Cláudia 14/07/2017

Segunda Guerra e mais!
Segundo volume da trilogia que compreende a História do mundo (do Hemisfério Norte) no século XX, Inverno do Mundo tem agora a geração seguinte aos protagonistas de Queda de Gigantes como seus personagens principais e dos quais acompanhamos o ponto de vista da narrativa. Estes personagens continuam bem posicionados nos acontecimentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, seu desenvolver e consequências.
Focado no drama dos personagens, suas ideologias e motivações, tem como plano de fundo os acontecimentos que descrevem a Alemanha de Hitler e a expansão do Terceiro Heich, o crescimento de ondas fascistas na Europa, a entrada dos EUA na Guerra, a primeira geração a viver na tentativa de comunismo na URSS.

Dos meus personagens favoritos, em Inverno do Mundo, acompanhamos através de Carla Von Ulrich, filha de social-democratas, a caída do Reichstag (Parlamento Alemão) e subida do Partido Nazista. As crueldades dos nazistas, que aqui não estão focadas nos judeus, pois como a família Von Ulrich não é judia, o que a atinge diretamente é o genocídio aos deficientes e homoafetivos, o que para mim foi uma abordagem bem diferente do que já li, já que o Holocausto Judeu é mais retratado (mas não esquecido na obra).
Nos EUA, Dayse Peshkov, é uma jovem rica, mas não aceita na sociedade de Buffalo, já que seu pai é um gangster e imigrante russo. De garota mimada, ela parte para a Inglaterra, onde encontra conflitos, fascismo e amores, [SPOILER] o que lhe trás amadurecimento e a coloca no hal de heroínas de Follett [/SPOILER]
Na URSS, Volodya Peshkov é um espião do Exército Vermelho, e com ele podemos observar a primeira geração que vive na sociedade comunista, sonho da geração anterior que tomou o poder da aristocracia. Eu sinceramente ansiava por mais capítulos desse personagem, gostaria de conhecer mais sobre a situação das pessoas do pais e da espionagem.

E apesar de Follett sempre proteger seus personagens, heróis, anti-heróis e vilões, é claro que por conta da passagem do tempo e por circunstâncias da Guerra, somos forçados a nos despedir de personagens que nos apegamos. Mas como uma semente de esperança para a revolução social, cultural, racial e sexual que está por vir, o livro termina com uma nova geração que está por vir em Eternidade Por Um Fio.

Quem gosta de resenha (sem spoilers!) em vídeo ou quiser me apoiar no Youtube, acesse:

site: https://youtu.be/xJdOIIcLP6Q
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Luiza Valente 08/09/2020

Historicamente atual e intenso
Batendo palmas de pé!

Ken Follett possui o talento admirável de nos possibilitar a vivência intensa e atual da história mundial como se estivéssemos vivendo a nossa própria historiografia.

Essa trilogia são aqueles livros que precisamos, sem dúvida, lermos antes de morrer.

Gratidão ao autor pela generosidade de compartilhar seu talento.
Natália 08/09/2020minha estante
Estou amando tbm. Que autor, minha gente!




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