Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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Daniel 20/07/2016

Dois Irmãos
Resenha no link abaixo!

site: http://blogliteraturaeeu.blogspot.com/2016/07/dois-irmaos-de-milton-hatoum-resenha-20.html


Nayandra 08/01/2017

Hatoum é o cara!
Que presente Milton Hatoum! Narrativa maravilhosa, envolvente e que não há apenas um único momento de clímax, mas sim uma constante, pois o livro todo é intenso, visceral e agarra o leitor até a última página! Viajei facilmente por essa Manaus Harboum, ruelas, becos e tantos outros detalhes que me faziam pertencer ainda mais a este contexto descrito pelo autor! Senti-me abraçada nesses momentos! E assim, além de valorizar o regionalismo na sua escrita, adentramos tbm no universo de um família que é pura ação, emoção e tensão! De cara Hatoum já nos deixa claro que amor materno não é igual coisa nenhuma... e daí pra frente é cada acontecimento que parecia que as 266 páginas do livro não dariam conta de tanta coisa pra se resolver! E essa é só mais outra lição que a gente leva dessa obra prima da literatura amazonense... que as histórias boas são as que não se encerram nas páginas, são bem mais que início, meio e fim, são vidas que seguem... afinal "Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos"! Não poderia ter escolhido obra melhor pra iniciar 2017! Amei demais!
Drika 09/01/2017minha estante
Amei!




Stephania Tonhá 01/01/2010

Um dos meus favoritos, já perdi as contas de quantas vezes eu já li este livro.
Além de conhecer um pouquinho de um pedaço esquecido do Brasil, o enredo é todo construído com uma teia de tramas e suposições, você não sabe o que acontece, o narrador expõe e você tem que tirar as suas conclusões. Interessantíssimo...
E o livro, você pode fazer tanta análise, os gêmeos, um que é frio, calculista, até sua profissão diz respeito a este seu caráter; e o outro que é o oposto, quente, emotivo, etc.
E o melhor, é que você não sabe quem é o narrado no começo ou mesmo o seu nome, uma amostra da sua posição marginalizada no livro.
Pati 22/10/2011minha estante
A minha vizinha está lendo este livro, e está amando, vou ver se ela me empresta ;) hehehe
Bjs




Maitê 06/01/2017

Muito Bom
Acho que esperava uma história sobre dois irmãos, mas me deparei com uma história fantástica de uma família que não se encaixa, na qual em apenas 200 páginas você tem a sensação de ter vivido com eles durante muito tempo. Amei ler sobre essa família e também poder "viver" um pouco nessa Manaus tão misturada e em tempos tão difíceis.
Franciele.Silva 18/03/2017minha estante
Ain posso esperar para iniciar essa leitura,onde as recomendacoes estão superando aos que não recomendam .Deve ser bom "por dimais" kk. u.u




Henrique 23/05/2017

O livro é interessante pela leitura fluída, densa e com ar de mistério. Gostei da forma como o autor expõe o drama de uma família e ressalta os aspectos mais humanos das personagens, sem maniqueísmos, apesar de o leitor sempre querer buscar um vilão. O grande ponto do autor foi mostrar a ambivalência dos sentimentos humanos e que, ao fim, "só o tempo é capaz de transformá-los em palavras mais verdadeiras", para citar o que pai dos gêmeos disse ao narrador. Durante a leitura foram surgindo vários vilões e vários mocinhos. E, na verdade, eram só seres humanos que acertaram e erraram.
Não dou cinco estrelas, porque achei que o enredo ficou repetitivo. O autor não considerou a capacidade de as pessoas poderem mudar com o tempo e com os erros.
Claudio.Costa 23/05/2017minha estante
Li "Dois Irmãos" no ensino médio. Não lembro quase nada da história mas havia gostado muito na época. No mesmo período li "Esaú e Jacó" de Machado de Assis. Também gostei.




Gilberto 31/05/2015

Dois Irmãos- Milton Hatoum
Há dois pontos muito comuns, e por isso mesmo já batidos, em histórias sobre gêmeos, o primeiro é a ideia de que um sempre complementará o outro, e o segundo é de que só pode existir irmãos gêmeos em um livro se eles se odiarem. Tudo que é escrito sobre gêmeos usando estes dois conceitos tem uma grande tendência a ser datado e já debatido, mas mesmo assim estes são dois elementos existentes em Dois Irmãos, segundo livro do escritor amazonense Milton Hatoum, e nem por isso se transformam em defeitos desta obra.

O livro conta a história dos gêmeos Yaqub e Osmar, na Amazônia, durante o regime militar brasileiro, mas não somente deles e sim de toda a família da qual eles fazem parte, uma família composta por Halim, um descendente de libaneses, e sua mulher Zana, Na mesma casa moram Domingas, a empregada e mãe do narrador da trama, e a filha mais nova de Zana e Salim, Rânia. A história da família dos gêmeos vai se entrelaçando de forma lenta e sedutora com as descrições da cidade, e do momento histórico pelo qual o Brasil passa. Ao mesmo tempo em que vão crescendo os gêmeos vão desenvolvendo uma relação tumultuada marcada pelo ódio e por disputas; primeiro o amor da mãe, depois a mesma mulher, e correndo em paralelo com estas disputas e busca por sua própria identidade, longe das sombras paternas e maternas.

A propósito não são somente os gêmeos que estão em busca de construir a sua identidade, este é um elemento em comum na busca de todos os que fazem parte da trama de Dois Irmãos, o narrador busca saber qual dos dois gêmeos é seu pai, Halim busca preservar a sua ligação com sua terra natal, Domingas a índia que trabalha de empregada na casa sente saudades da sua terra, Yaqub se sente deslocado em sua casa, e Omar sente a necessidade de viver uma vida sua sem a sombra sufocante da mãe.

E se falarmos de Zana ela não fica a dever em nada a nenhuma daquelas mães traumáticas da literatura, ela que sempre mimou Omar e o preferiu a Yaqub, defendo ele quando este só farreava e não se apegou aos estudos, sempre arranjando pretendentes a sua filha Rânia. Mas nem Omar seu filhos mais querido escapou dela, ela não o deixava se casar ou viver com mulher alguma e nem mesmo se afastar de casa ou de sua figura materna.

Ao contrário dos outros dois livros que li do autor (Cinzas do Norte, e A Cidade Ilhada) não achei que este livro tem um clima nebuloso, pelo contrário Hatoum conta a história com uma incrível nitidez, sendo capaz de evocar detalhes e paisagens da cidade de Manaus, de sua geografia, além de captar de forma exata o clima histórico da época, criando assim uma trama épica que fervilha de tensões, afinal todos ali são rivais em algum momento, filho contra pai, mãe contra possíveis noras, filha contra mãe, empregados contra patrões.

Como eu disse o livro merece inúmeros elogios pois além de ser uma trama viciante o autor soube dosar bem tudo o que existe dentro do livro, pesquisa histórica, dramas familiares, construções dos personagens, tudo isso narrado de forma lírica e envolvente criando um grande equilíbrio, sem que com isso o livro seja contido ou racional demais, pelo contrário é neste belo livro que vemos as emoções humanas em suas formas mais puras, amor, ódio, ambição, inveja, e por ai vai criando assim, um clássico da literatura Brasileira atual.

site: https://lerateaexaustao.wordpress.com/2015/06/01/dois-irmaos-milton-hatoum/
Renata CCS 12/07/2015minha estante
Gostei da proposta desse livro. Vai para a lista de futuras aquisições!




Fábbio - @omeninoquele 03/01/2017

Não curti o final!
O casal Zana e Halim, libaneses naturalizados que moram em Manaus tem filhos gêmeos, chamados Yakub e Omar, além duma filha, que é mais nova, Rânia. Eles são comerciantes.
Halim, decide que os filhos ao completarem certa idade que eles iriam morar com seus familiares no Líbano, mais Zana depois de muita conversa, convence o marido a só mandar Yakub, sobre o pretexto de que Omar teve complicações ao nascer e que ela tinha medo que ele morresse ou coisa do tipo. (Não lembro rsrs)
Os gêmeos mesmo sendo idênticos biologicamente são bastantes diferentes no modo de agir. Um tempo depois Yakub volta para Manaus, e ele tem bastante dificuldades pra dialogar, e se relacionar com sua família, ele já era muito introvertido, diferente de Omar que tinha o gênio mais forte que o irmão.
Yakub é estudioso, diferente de Omar que só quer vida boa, talvez por saber que sua mãe sempre estará ali por ele, de fato Zana o ama excessivamente e isso fica bem claro no livro, já Halim, prefere Yakub por talvez saber que o filho se tornou aquilo que ele queria quando o mandou para o Líbano.
Num dado momento na escola, os gêmeos conhecem uma menina chamada Lívia que seria o motivo pelo começo da briga deles. Ela era bonita e não se decidia quanto a um dos dois e na verdade sempre fazia charminho para todos os meninos da escola.
Yakub saí na frente e convida a moça para ir ao cinema e quando o irmão descobre vai atrás dos dois furioso e briga com o irmão, quebrando uma garrafa e o ferindo no rosto. Esse atrito entre eles sucederia com Yakub indo embora de novo, dessa vez para o Rio de Janeiro, onde estudaria e se tornaria engenheiro. Se casa com Lívia e constrói uma vida lá.
Em Manaus, Omar segue vivendo a vida de noitadas em cabarés com prostitutas.
O livro também narra a história de como os pais dos gêmeos se conheceram e também conta a história de Domingas, uma agregada que chegou na família trazida por Zana de um orfanato.
O livro é narrado em primeira pessoa, com um narrador testemunha, que participa da história e que a todo momento eu me perguntava quem ele era. Quando soube que se tratava de um menino, homem e que era filho de Domingas com um dos gêmeos eu fiquei abismado pois o menino não é tratado como se fosse da família, aliás eles, os pais parecem que só tem os filhos e nem ligam pra filha mais nova.
É interessante também que no livro é ressaltado a dita "cultura do peixe" que existe em Manaus e outras cidades do Norte, expressões que são usadas aqui, clima, etc. Me identifiquei muito com essa leitura. Super recomendo!!!

site: https://www.instagram.com/p/BO0YOZyA6qN/?taken-by=omeninoquele
Kássia Dayane 05/01/2017minha estante
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Leonardo 19/09/2011

Bela história narrada com maestria
Disponível em:
http://catalisecritica.wordpress.com


Terminei hoje meu primeiro livro do autor amazonense Milton Hatoum, um acadêmico, Doutor em Teoria Literária, professor de literatura e que se revelou um papa-prêmios literários (três Prêmios Jabuti e um Prêmio Portugal Telecom de Literatura).

Encontrei o livro, para variar, num sebo, e a aquisição foi parte da minha busca por autores contemporâneos brasileiros. O livro tem cerca de 270 páginas e a leitura foi bem rápida (aproveitando dois dias seguidos de viagem para o interior do estado).

Conta a história de dois irmãos gêmeos, Yaqub e Omar, pertencentes a uma família de origem libanesa que vive na Manaus do início do século XX. Eles são bastante diferentes e desde a infância desenvolvem uma rivalidade que logo culminará em um ódio tremendo, para tristeza de toda a família (os pais, Halim e Zana, a irmã Rânia, a empregada Domingas e seu filho, Nael, o narrador do romance).

Nael conta a história através de reminiscências, que vão desde o início da história de amor entre Halim e Zana, até a morte de ambos. Nesse grande intervalo acontece muita coisa: uma briga ainda no início da adolescência entre os gêmeos, provocada por um interesse amoroso comum resulta em Omar atingindo o rosto de Yaqub com uma garrafa quebrada, deixando uma cicatriz que marcaria o ódio entre ambos. Tentando evitar uma possível vingança, os pais enviam Yaqub ao Líbano, onde ele passa cinco anos, remoendo-se de ódio de todos por ter sido afastado de tudo que ele gostava. Ao voltar, passa a concentrar-se nos estudos, enquanto Omar vive mimado pelas três mulheres: a a irmã, Domingas e especialmente a mãe, que encobre seus defeitos. Ele passa a ser um boêmio, e os caminhos dos gêmeos parece se afastar, mas há reencontros cada vez mais perigosos.

Numa narrativa que remeteu-me a Crônica da Casa Assassinada (o núcleo da história é o mesmo: a decadência de uma família), fiquei mais do que satisfeito em conhecer Milton Hatoum. A prosa dele é muito consistente, rica, cheia de personalidade, elegante. A narrativa, não linear, convence inteiramente de que as memórias pertencem a uma pessoa e referem-se a fatos reais, e não somente foram inventadas habilmente por um escritor.

Recomendo o livro inteiramente.
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Roberta 27/02/2017

Recomendado.

site: http://robertafr2.tumblr.com/post/157737071072/dois-irm%C3%A3os-milton-hatoum
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Leila 28/01/2013

Não se trata de uma resenha, mas de um comentário.

Me lembrou mto as intrigas de Dostoievski.
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Larissa 19/02/2015

Dois irmãos, dois rivais.
A obra “Dois irmãos” foi publicada pelo escritor brasileiro Milton Hatoum em 2000 e é considerada uma das principais publicações da nova literatura brasileira. Assim como Hatoum, também nasci em Manaus (AM), e ouvi falar deste escritor pela primeira vez em 2009, durante uma viagem à capital amazonense. Desde então, já tive a oportunidade de ler alguns de seus livros, entre os quais estão Órfãos do Eldorado, A cidade ilhada, Relato de um certo Oriente e Dois irmãos, que é o tema deste texto.

No livro, estão presentes alguns elementos marcantes no universo de Hatoum: famílias de origem libanesa que vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Assim aconteceu com a família de Zana. Seu pai, Galib, inaugurou o restaurante Biblos em 1914, em Manaus, e ela o auxiliava nas atividades do comércio. Foi no restaurante que Zana conheceu Halim, com quem se casou e teve três filhos: os gêmeos, Yaqub e Omar, e Rânia.

Halim e Zana viviam um relacionamento intenso, repleto de longos momentos de amor na rede do casal, no depósito da loja de Halim ou onde achassem conveniente. O marido chegava a ter medo da interferência que os filhos poderiam ter na vida a dois e demorou um pouco a aceitar a ideia de que a família deveria aumentar.

De fato, a vida de Zana e Halim não seria a mesma depois dos filhos, especialmente diante dos conflitos entre os gêmeos. Um dos pontos fortes da obra é a detalhada descrição dos personagens, inclusive no aspecto psicológico. Isso faz com que o leitor possa conhecer e sentir-se íntimo dos gêmeos Yaqub e Omar, tão bem descritos pelo escritor amazonense.

Na tentativa de apaziguar os conflitos entre os gêmeos adolescentes, Halim chegou a mandar Yaqub ao Líbano. Essa decisão se deu depois que Yaqub teve o rosto cortado com um caco de vidro pelo irmão. “Então Halim decidiu: a viagem, a separação. A distância que promete apagar o ódio, o ciúme e o ato que os engendrou”. Esse período fora do Brasil deixaria marcas eternas no filho e, ao contrário do que pretendiam os pais, aumentaria o ódio e rancor entre eles.

Yaqub tem a seriedade e a racionalidade que faltam no irmão caçula, nascido poucos minutos após ele. Enquanto Yaqub estudou, tornou-se engenheiro em São Paulo e constituiu uma família bem longe do Amazonas, Omar era o verdadeiro filho da rua, dos bares, das noites de farra e bebedeira pelos becos e igarapés de Manaus. Era um debochado e se aproveitava dos cuidados e atenção excessivos que recebia da mãe e da irmã.

Quem narra a história de Dois Irmãos é Nael, filho da índia Domingas, que trabalha na casa de Zana e Halim. Nael e sua mãe acompanham o drama da família e os resultados devastadores da rivalidade entre os irmãos. Uma das questões centrais do livro é justamente o interessante de Nael em saber quem é seu pai.

Ao conhecer a história da família e a personalidade indomável de Omar, o leitor começa a pensar que não pode haver outro fim para esta história, a não ser o provável duelo entre os irmãos. Enquanto leitora, eu algumas vezes pensei: Mais cedo ou mais tarde eles vão ficar cara a cara e, talvez, não sobre nenhum dos dois. No entanto, Hatoum nos surpreende: o desfecho é bem menos sangrento do que se possa imaginar, mas não menos vingativo.

Dois irmãos é um retrato intenso e vibrante de um drama familiar sem rodeios, sem meio termo. A construção dos personagens é bonita, detalhista e a narrativa não-linear forma um vai-e-vem envolvente.


HQ e TV

A história dos gêmeos Yaqub e Omar tem servido de inspiração para outros artistas. Entre eles estão os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon. A dupla adaptou a obra de Hatoum para os quadrinhos e a expectativa é de que a HQ chegue às livrarias em março deste ano.

Para fazer a adaptação, Bá e Moon quiseram conhecer ao máximo a cultura amazonense e a cidade de Manaus. Foram até lá, conheceram os locais citados na obra de Hatoum, consultaram livros e outras publicações para conhecer um pouco a Manaus de antigamente, do início do século XX até a década de 1960.

A adaptação de Dois Irmãos para os quadrinhos será lançada pela editora Companhia das Letras. No blog da editora, na seção Palavra do autor, estão disponíveis alguns textos escritos pelo Gabriel Bá a respeito do processo de criação da obra. É interessante ver como a dupla se dedicou para que o resultado final, tanto do roteiro como dos desenhos, pudesse ser o mais próximo possível do livro de Hatoum.

Além dos quadrinhos, a história dos dois irmãos também deve chegar à TV no segundo semestre de 2015. O diretor Luiz Fernando Carvalho (de Capitu e A pedra do reino) prepara uma minissérie de dez episódios baseada na obra de Hatoum. Na fase adulta, Yaqub e Omar serão representados pelo ator Cauã Reymond. O elenco conta com outras feras da teledramaturgia, como Eliane Giardini, Antônio Fagundes, Osmar Prado e Juliana Paes, além da participação de um grupo de atores amazonenses.

Boa parte da minissérie foi gravada na cidade de Itacoatiara, no Amazonas, e o elenco vivenciou uma intensa fase de preparação antes das filmagens. Agora é aguardar as adaptações. Acredito que, diante dos artistas envolvidos, os resultados prometem ser muito interessantes.

site: http://cadernodeprosas.blogspot.com.br/2015/02/dois-irmaos-dois-rivais.html
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Rodrigo 08/01/2017

"Cedo ou tarde, o tempo e o acaso acabam por alcançar a todos"
Dois irmãos vai narrar a história de Yaqub e Omar, irmãos gêmeos que não podiam ser mais diferentes entre si. O romance passado no coração de Manaus, vai mostrar a todos os leitores uma cidade em período de transição e engolir todos em sua narrativa.
Um livro que já tem "alma de clássico", onde a história é narrada por um personagem que se manteve a margem dos acontecimentos, e assim, sabia mais que a maioria.
Yaqub, o gêmeo "mais velho", mais calmo e estudioso, mas que teve sua vida e personalidade alteradas por causa de um ataque de ciumes de Omar, o "caçula";
Omar, o filhinho da mamãe, mimado e birrento, que sempre se achou superior, mas que apenas arranja problemas.
Uma historia que não possui climax e momento de tirar o fôlego, mas que atrai por trazer uma realidade bruta, crua, nessa família totalmente disfuncional, onde ninguém é correto no final.
Finalmente achei um concorrente de Vidas Secas no meu gosto por Literatura Nacional.
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Taty - @livroslivrosemaisl 03/04/2017

Citação do livro,
"Louca para ser livre".Palavras mortas.Ninguém se liberta só com palavras.Ela ficou aqui na casa,sonhando com uma liberdade sempre adiada.Um dia,eu lhe disse:ao diabo com os sonhos:ou a gente age,ou a morte de repente nos cutuca,e não há sonho na morte."

"Ele não parava,não conseguia parar de xingar o filho mimado da minha mulher.Parece que o diabo torce para que uma mãe escolha um filho..."

"Quando o destino de um filho está em jogo,nenhum detetive do mundo consegue mais pistas que uma mãe."
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N.Barbosa 23/11/2016

Arrebatador
"Canta a tua aldeia e serás universal", diria Tolstoi. E é a partir das características e traços locais que a narrativa de Milton Hatoum atinge a essência das perturbações e inquietações do ser humano. Em "Dois Irmãos", temos a trajetória de uma família manauara diante do conflito estabelecido em dois gêmeos, Yaqub e Omar. Os pais Halim e Zana, todos de origem libanesa, não conseguem distinguir de qual lado ficar ou de que maneira dar harmonia ao seio familiar. Nesse emaranhado de histórias individuais que se cruzam a todo instante, há um fluxo constante de ações marcadas por violenta emoção, frieza e sexualidade, quase em ponto freudiano. A forma como Hatoum dá o tom dos acontecimentos envolve o leitor do início ao fim. A história é contada pelos olhos de Nael, membro bastardo da família, filho de um dos gêmeos, mas criado na mesma casa. Com a passagem do tempo, suas percepções amadurecem, o que denota a formação pela qual ele atravessa. A leitura da obra foi uma grata surpresa. Há passagens memoráveis em que o épico e o lírico se confundem numa linguagem simples, porém precisa nos detalhes, na transição de cenas, no conceito de cada personagem e na ambientação feita em Manaus.
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Rafael Cormack 23/01/2017

8,10/10
Perde força demais na metade do livro, quando abandona a dinâmica entre os irmãos e insere novos personagens na trama. O começo da narrativa é interessante demais, entender e descobrir os porquês das diferenças de tratamentos recebidos pelos irmãos, e consequentemente suas posturas perante a vida é o que faz a leitura interessante.

Muito bem escrito, mas as idas e vindas cansam no final.
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