Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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Vinícius 11/08/2013

Certamente um dos melhores livros da literatura nacional contemporânea e talvez de todos os tempos. Da narrativa aos personagens, passando pela as ambientações e descrições do autor, este romance prende do começo ao fim. Mais do que a história de ódio entre dois irmãos gêmeos, é a história de como tudo vai ruindo aos poucos com o tempo. Excelente!
Dani 12/08/2013minha estante
Quero ler! Mas será que supera a história de Paola Bracho e Paulina Martins? :p


Dani 17/02/2014minha estante
hahaha bati o pé que não tinha comentado esta resenha ôoo memória :P




Andréa 19/11/2016

Dois irmãos
Livrão! Que livro envolvente! Aos poucos a gente vai se envolvendo com os dramas pessoais dos personagens. Alguns traços e comportamentos descritos que nos remetem a alguém que conhecemos ou de quem ouvimos falar. Sem contar que conhecemos um pouco do desenvolvimento de Manaus.

É o relato de uma família desestruturada, com personalidades fortes, irmãos incapazes de um gesto de perdão. O narrador juntou ao longo da vida relatos da própria mãe (empregada da casa), do chefe da família e de suas próprias observações para criar um enredo que prende o leitor. Não dá vontade de desgrudar das páginas, a vontade é de chegar logo ao final e ver como aquilo tudo acaba.

A leitura é bastante fluída, tem passagens amargas que talvez desejássemos não ter lido, mas que são enriquecedoras. É uma daquelas historias que permanecem um tempo com a gente, mesmo após o capítulo final.
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Ocelo 10/07/2014

Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance
Esse livro narra a história de dois irmãos gêmeos de temperamentos completamente diferentes e seu drama familiar, como são construída as relações de identidade e a realidade de uma família em crise.

Os dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – são o enredo central da história, no qual é narrado suas relações com a mãe, o pai e a irmã caçula. Além do drama familiar moram na mesma casa Domingas, a empregada patriarcal da família e seu filho. Já o dito filho da empregada é o narrador de toda a história, ele narra a difícil realidade da convivência muitos anos depois, e os dramas que testemunhou calado por todo esse tempo. Ao tentar encontrar a identidade de seu pai dentre os homens da velha casa, ele também tenta reconstruir o passado despedaçado, ora como testemunha, ora como ouvinte.

Feito um exímio observador desprezível, o narrador nos mostra personagens que se entregam ao incesto, às intrigas, à vingança e à paixão descomedida. Entretanto, ainda nos é mostrado o lugar pelo qual a família ocupa na cidade de Manaus, as metáforas da decadência, a passagem do tempo e tragédia familiar!

O autor se utiliza do artifício da nostalgia para contar essa magnífica história de relações e intrigas, na qual acabamos nos encontrando em algum dos personagens.

Dois irmãos, Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.
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Alexandra 13/10/2015

A vingança, o tempo e a destruição
“Dois Irmãos” é considerado por muitos o melhor romance brasileiro dos últimos anos. A trajetória da rivalidade entre irmãos gêmeos que destrói a própria família é contada juntamente com a história de Manaus, o cenário do livro.

O preâmbulo inicial da obra fala da morte da mãe dos irmãos, Zana, que em seus últimos momentos ainda espera que os filhos Yaqub e Omar se reconciliem. Nessa cena, já percebemos que o narrador é alguém que faz parte deste núcleo familiar, mas não sabemos exatamente quem é. Isso se esclarece alguns poucos capítulos depois, embora o nome deste narrador só seja revelado perto do fim da história, como se, por meio deste livro, este personagem pudesse encontrar a sua identidade, buscando suas origens e algum entendimento de onde ele se situa nessa ordem social.

É pelos olhos desse narrador que criamos a nossa visão dos personagens, a partir do que ele viveu e do que lhe foi dito por outras pessoas. Fica claro que ele tem a preferência por um dos irmãos, apesar de ao longo da história perceber que nenhum deles é verdadeiramente bom. Na verdade, a grande maioria dos personagens tem muitos defeitos e as únicas verdadeiras vítimas dessa situação são o próprio narrador e a indígena Domingas, empregada da família.

Apesar dos irmãos serem o ponto central da trama, os demais personagens também têm suas trajetórias contadas. Por meio de uma narrativa não-linear, conhecemos os pais Zana e Halim, sendo que ele nunca quis ter filhos, mas concordou em tê-los para que a esposa fosse feliz. Halim até se acostumou com o filho Yaqub e com a filha Rânia, mas se tornou arqui-inimigo de Omar, que era mimado pela mãe. Aliás, a relação entre eles toma ares quase edipianos, e a aproximação entre Omar e Rânia também parece por vezes incestuosa. Os laços que unem essa família são claramente conflitantes e obsessivos, como se estivessem sempre próximos da destruição. Isso tudo reforçado pelas intensas brigas entre Yaqub e Omar, cheios de inveja, ciúmes e ódio um pelo outro. Nesta família, nunca houve espaço para o perdão.

Curiosamente, é possível comparar a obra com outro clássico brasileiro: “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis. Na obra machadiana, os irmãos Pedro e Paulo vivem em conflito, sendo que um representa o Brasil Monarquista e o outro, o Brasil Republicano. Já em “Dois Irmãos”, um personagem representa o Brasil que busca um progresso desenfreado e o outro, o Brasil rebelde embora condizente com a manutenção das elites. Os dois lados acabam demonstrando crueldade e brutalidade, por isso o livro, em um horizonte utópico, deposita sua fé em uma terceira via.

O linguajar característico de Manaus chama a atenção e reforça a atmosfera da história. Eu, pessoalmente, nunca soube muito sobre a região norte do país, mas a escrita de Milton Hatoum me fez imaginar este lugar de tal forma que me senti próxima daquilo. Não sabia da existência da Cidade Flutuante de Manaus, nem mesmo da mistura tão grande de etnias e de culturas, mas fiquei encantada e curiosa com o cenário da obra. Percebe-se que o escritor é apaixonado por este ambiente e tem um grande desejo de apresentá-lo ao leitor.

Passando pela decadência do ciclo da borracha até os efeitos da Ditadura Militar, esta é a história de uma região específica do Brasil que, ao mesmo tempo, é a história de todo o Brasil. Um país que se destrói e se reconstrói com a esperança em uma nova geração.

“Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras.”
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Leonardo 19/09/2011

Bela história narrada com maestria
Disponível em:
http://catalisecritica.wordpress.com


Terminei hoje meu primeiro livro do autor amazonense Milton Hatoum, um acadêmico, Doutor em Teoria Literária, professor de literatura e que se revelou um papa-prêmios literários (três Prêmios Jabuti e um Prêmio Portugal Telecom de Literatura).

Encontrei o livro, para variar, num sebo, e a aquisição foi parte da minha busca por autores contemporâneos brasileiros. O livro tem cerca de 270 páginas e a leitura foi bem rápida (aproveitando dois dias seguidos de viagem para o interior do estado).

Conta a história de dois irmãos gêmeos, Yaqub e Omar, pertencentes a uma família de origem libanesa que vive na Manaus do início do século XX. Eles são bastante diferentes e desde a infância desenvolvem uma rivalidade que logo culminará em um ódio tremendo, para tristeza de toda a família (os pais, Halim e Zana, a irmã Rânia, a empregada Domingas e seu filho, Nael, o narrador do romance).

Nael conta a história através de reminiscências, que vão desde o início da história de amor entre Halim e Zana, até a morte de ambos. Nesse grande intervalo acontece muita coisa: uma briga ainda no início da adolescência entre os gêmeos, provocada por um interesse amoroso comum resulta em Omar atingindo o rosto de Yaqub com uma garrafa quebrada, deixando uma cicatriz que marcaria o ódio entre ambos. Tentando evitar uma possível vingança, os pais enviam Yaqub ao Líbano, onde ele passa cinco anos, remoendo-se de ódio de todos por ter sido afastado de tudo que ele gostava. Ao voltar, passa a concentrar-se nos estudos, enquanto Omar vive mimado pelas três mulheres: a a irmã, Domingas e especialmente a mãe, que encobre seus defeitos. Ele passa a ser um boêmio, e os caminhos dos gêmeos parece se afastar, mas há reencontros cada vez mais perigosos.

Numa narrativa que remeteu-me a Crônica da Casa Assassinada (o núcleo da história é o mesmo: a decadência de uma família), fiquei mais do que satisfeito em conhecer Milton Hatoum. A prosa dele é muito consistente, rica, cheia de personalidade, elegante. A narrativa, não linear, convence inteiramente de que as memórias pertencem a uma pessoa e referem-se a fatos reais, e não somente foram inventadas habilmente por um escritor.

Recomendo o livro inteiramente.
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Foco na Leitura 28/11/2013

Dois Irmãos
Quando você começa a ler esse livro, nada é o que parece, dois irmãos, seus pais, a babá e a irmã cheia de mistérios...
Os irmãos são totalmente iguais, minto, só fisicamente. Por conta disso, os dois não se dão bem.
Yaqub, o certinho, adorado pelo pai. Omar, o baladeiro e mulherengo, adorado pela mãe.
Mas essa história tem um narrador que não está alí por acaso, Nael, filho da empregada, quer descobrir, juntando os fatos que viu ou que sua mãe ou outra pessoa contou, quem é o sei pai, Yaqub ou Omar?
Todos escondem esse segredo e nada é o que parece, será que Nael é filho do baladeiro que não gosta nem um pouco da presença do menino dentro da casa? Ou será que ele é filho do Engenheiro Yaqub que mesmo longe da casa lembrava do menino, trazendo presentes e mandando lembranças.
Lembre-se que nada nesse livro é o que parece.
Você vai torcer para que Omar se dê mal, outrora torcerá para que Yaqub se dê mal.

Leia esse livro e viaje para Manaus com essa família que esconde segredos e demonstra, muitas vezes o ódio um pelo outro.
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Amanda 11/08/2010

Além de tratar do tema corrente da inimizade ente gêmeos, Dois Irmãos fala de reconhecimento, de mães que preferem um dos filhos, de casamentos arranjados, da cultura árabe, da ditadura, de incesto e de como famílias felizes não dão boas histórias.
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Gabriella 07/09/2016

"'Louca para ser livre.' Palavras mortas. Ninguém se liberta só com palavras. Ela ficou aqui na casa, sonhando com a liberdade sempre adiada. Um dia eu lhe disse: ao diabo com os sonhos: ou a gente age, ou a morte de repente nos cutuca e não há sonho na morte. Todos os sonhos estão aqui, eu dizia, e ela me olhava, cheia de palavras guardadas, ansiosa por falar."

Quem me dera um dia escrever um terço do que Hatoum escreve...
"Dois irmãos" era um de meus livros favoritos da vida mesmo antes de ser: ao ler a resenha soube que seria uma leitura que acalentaria o coração ao mesmo tempo em que inquietaria a alma.
Palavras não são bastantes para descrever a magnitude desse livro. É uma dessas obras que faz a gente sentir um orgulho imenso da nossa Literatura.
Gratidão, Hatoum!
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Francine 02/05/2009

Simplicidade
É um livro perfeito, como todo romance deve ser. Você se prende na história, não consegue parar de ler. Poderia ser um livro comum, mas é especial, e curiosamente, apesar de não ter grandes artifícios, é uma daquelas histórias inesquecíveis, de tão simples e intensas. Amei!
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Paty 20/07/2013

Há livros que entram em nossa vida e nos trazem tanta coisa e nos diz tanto que ao tentar falar sobre ele tudo foge, mas não por falta de palavras, ao contrário, por haver muito o que dizer em tão pouco espaço. esse é o caso de Dois Irmãos, do brasileiro Milton Hatoum, que ganhei de presente de aniversário da minha irmã Bia.

A escrita do Hatoum me pegou de jeito, e enlaçou-me de forma a nunca mais me soltar! Ele tem uma escrita densa, de linguagem que não é poética mas transpira poesia em imagens e entrelinhas; é extremamente envolvente e nos faz mergulhar no prazer de uma literatura de primeira, daquelas que a gente lê e fica com medo de ler qualquer coisa depois, já que o risco de se decepcionar com o próximo lido é grande!

O romance é um intricado labirinto de acontecimentos e emoções!Tem como base, como o próprio título já diz, a história de dois irmãos gêmeos, Yaqub e Omar, pertencentes a uma família de origem libanesa que vive na Manaus do início do século XX. Eles são extremamente opostos e desde a infância desenvolvem uma rivalidade que culmina num ódio violento e que, para tristeza de toda a família, atinge à todos.

O enredo é cíclico, e o autor costura, alinhava muito bem o tempo real e as reminiscências do narrador, cujo nome descobriremos ao final do romance, bem como o que vai sendo revelado e encoberto pela trama. O ponto de partida para a história, que logo de início nos fala da morte da de Zana, a matriarca da família, se dá efetivamente com a narração da vida e da história de amor entre Halim, um mascate libanês, que se apaixona por Zana, filha de outro libanês, dono de um restaurante. Uma história de amor intensa, fogosa e que não tinha muito de reservado.

Vi Halim e Zana de pernas para o ar, entregues a lambidas e beijos danados, cenas que eu via quando tinha dez, onze anos e que me divertiam e me assustavam, porque Halim soltava urros e gaitadas, e ela, Zana, com aquela cara de santa no café da manhã, era uma diaba na cama, um vulcão erotizado até o dedo mindinho.


Dessa união nascem, à contragosto de Halim, que não tinha a menor vontade de dividir o amor de sua mulher com ninguém, os gêmeos Yakub e Omar (o caçula, por ter nascido por último) e Rânia. depois que os filhos nascem, Halim se sente cada vez mais deixado de lado por Zana, pois está devota um amor quase obsessivo pelos filhos, principalmente por Omar, o caçula, por sua "frágil saúde". Já na infância ocorrem os primeiros conflitos entre os irmãos, e por volta dos 13 anos de idade a pior das brigas será provocada por um amor em comum. Omar, enciumado por sentir-se preterido, acaba atingindo o rosto de Yaqub com uma garrafa quebrada, deixando uma cicatriz que marcaria, para sempre, o ódio entre os irmãos.

Leia mais em

site: http://almadomeusonho.blogspot.com.br/2013/07/resenha-dois-irmaos-milton-hatoum.html
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Luiz 21/02/2014

Esaú e Jacó manauaras
Montando fragmentos do passado, o narrador ao mesmo tempo em que busca sua própria paternidade entre os gêmeos Yaqub e Omar, narra seus conflitos no seio de uma família de imigrantes libaneses em Manaus, onde a decadência e ruína do espaço da narrativa reflete-se nas próprias relações familiares.

Uma original e ótima "releitura" do conflito bíblico de Esaú e Jacó, também já feita por Machado de Assis, mas, desta vez, no coração da Amazônia no meio do século XX.
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Rafaela 20/02/2016

A historia é sobre dois irmaos gemeos Yaqub e Omar e como esta relaçao cheia de rivalidade e inveja vai transformando sua familia. Omar, o Caçula foi um bebê doente e sua mae dedicou tanta atençao e carinho so para ele, que cresce com a necessidade de ser sempre o foco da familia, dos vizinhos jogando uma sombra no irmao.
Yaqub é enviado sozinho para o Libano e quando retorna seus pais tem esperança em uma reconciliação mas no decorrer do livro fica claro que é quase impossivel. O livro é narrado por um personagem que esta a margem dessa familia, é incrivel suas observaçoes, como ele vai crescendo com o passar dos anos e vai dando pistas de como a relação dessas pessoas é estranha, doentia mesmo.
A historia se passa em Manaus e a escrita do autor chega a ser musical quando ele descreve a cidade, os cheiros e as pessoas. Os personagens sao complexos, vão se revelando aos poucos e mesmo os secundarios como a empregada Domingas recebe pinceladas proprias, Milton Hatoum é um grande escritor.
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Shirlei Fabiane 29/09/2009

Emoções em dobro
Miltom Hatoum tem um modo de escrever profundo...



Tudo que descreve é por meio de frases bem pensadas, carregadas de sentimento.



Os personagens de Dois Irmãos 'grudam' em nossa mente, até a última página e somos capazes de enxergar perfeitamente na mente toda trama lida. O autor não se limita somente aos protagonistas, os gêmeos, mas consegue dar vida própria aos mais distantes figurantes, ainda que os descreva apenas uma vez. E durante toda trama, acompanha-se a mãe da família, acompanha-se o pai, acompanha-se os gêmeos, naturalmente, também a irmã, a lavadeira, a cidade, o narrador... Enfim, Miltom Hatoum consegue envolver o leitor do início ao fim, numa história que, como a vida real, não termina como as novelas... Deixa a impressão de sempre seguir, não se sabe praonde.. No livro, como na vida, só o tempo diria o que veio depois.. Mas a história contada, não pede mais nada. Há tramas que falam por si, o que bem quisermos e precisarmos entender delas.
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Adriana 25/08/2016

Espetacular!
Aquele momento ao término de um livro que te deixa atônita, um romance que te prende do início ao fim, que te leva ao extremo dos sentimentos de amor e ódio. Sem palavras para dizer o quanto é bela essa obra, sorri, chorei, respirei fundo e continuei..
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tray 07/01/2017

( resenha dois irmãos) a disponibilidade de amar, cara esse livro te consome, te engole, você acaba comendo as palavras do narrador como se você não comesse há anos!

O livro acende todos os nossos sentimentos, o conflito intenso e doloroso dos irmãos ,a negligência familiar, a ausência presente do pai e mãe que deseja e sente mais amor ao caçula , Milton mostra toda sua generalidade ao nos colocar nesse conflito de qual irmão amar.

E confesso que amei Yaqub por um bom tempo, era o menino calado, o que não despertava amor desesperado da mãe, mas isso muda e é triste, porém importante.

O narrador é de uma beleza e de um conflito que te coloca na corda bamba, aliás, o livro todo vivemos nessa dualidade, quem merece nossos ouvidos a mãe ou o pai que não deseja essa casa com filhos ?!

Além dessas disparadas violentas por amor e disponibilidade, temos o crescimento de Manaus e a ditadura, temos o desejos de Rania pelos dois irmãos gêmeos, eles despertam o amor de forma diferente

Milton derruba a questão de que mãe ama os filhos da mesma forma, o amor é uma grande arena de conflito e disputas e ausências

Terminei o livro e ainda estou ali naquela casa, naquela infância e naquele desejo.

Como se recupera após essa leitura tô aceitando dicas!
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