No Seu Pescoço

No Seu Pescoço Chimamanda Ngozi Adichie




Resenhas - No Seu Pescoço


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Wintruff 10/08/2020

Para pessoas que assim como eu nao tiveram contato com a cultura africana, mais expecificamente nigeriana, é um livro encantador em cada conto que mostra uma face dessa cultura rica e linda que nos foi privada!

Mulheres muito fortes e inspiradoras são a maioria dos protagonistas

O ultimo conto em particular me tocou muito e me emocionou mais que os demais.
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Júlia 07/08/2020

Cada conto, uma lágrima.
Emocionante, triste e reflexivo.
Mais uma vez, fico apaixonada pela forma simples que a autora lida com temas tão importantes.
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Nana 05/08/2020

Os detalhes de Chimamanda Adichie
No Seu Pescoço é um livro de contos, todos contemporâneos, e uma ótima maneira de conhecer a escrita da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Em doses homeopáticas, Chimamanda entrega 12 histórias que falam sobre vivências negras, racismo, relações de poder, amor e esperança. A mágica da escrita de Chimamanda, é que ela consegue despertar uma sensação física, à medida que fala sobre diversos sentimentos, como o de desconforto e inadequação, no conto que dá nome ao livro.
Livros de contos podem trazer estranheza para quem quer descobrir um novo autor, por causa da adaptação com a escrita: quando você começa a pegar o ritmo, a história já acabou e começou outra. A dádiva de Chimamanda é que ela consegue colocar o leitor facilmente no contexto que ela narra e desenvolve personagens completamente diferentes de uma história para outra.
Em No Seu Pescoço, a autora transita entre as narrativas em primeira e terceira pessoas, e escreve belissimamente sobre dor e faz críticas políticas e sociais sem forçar. Não dá pra parar de ler o conto enquanto você não termina.
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Ellen - @anotacoesliterarias 31/07/2020

No seu pescoço é uma coletânea de 12 contos que tem como pano de fundo a cultura nigeriana. Cada conto aborda um assunto, como preconceito, machismo, racismo, conflitos religiosos, conflitos familiares, casamentos arranjados e a tão sonhada imigração para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor.

Nao tem como falar de cada conto, mas, como em todo livros de contos, é normal gostarmos mais de um do que de outros e teve alguns que terminaram deixando um gostinho de quero mais, como eu queria saber se a Nkem voltou para Nigéria...

Os meus contos favoritos foram:
? Réplica
? Fantasmas
? No seu pescoço
? O tremor
? Os casamenteiros
? Amanhã é tarde demais

"É claro que têm ressentimentos, e estão certos por tê-los, mas, de alguma maneira, conseguiam manter o ânimo intacto."

"Por que você está preocupado com coisas que ainda não aconteceram?"

"Havia emoções que Kamara queria segurar na palma da mão, mas que simplesmente não existiam mais."

"Ele dissera a ela que a vida não fazia sentido, mas que todos nós precisávamos ter fé mesmo assim."

Já leram algo da Chimamanda? Se não, deveriam.
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Jaqueline Felix 31/07/2020

Sobre esse livro de contos, a melhor definição que posso dar é inquietante. Porque sacode nosso ser, mostrando a realidade que muitos povos de matriz africana vivem até hoje: corrupção e práticas violentas da polícia, ineficiência dos governos, guerras religiosas e de diferenças políticas, o sonho de um mundo melhor nos EUA, o cotidiano tribal, a vida da classe média com estudo e dos trabalhadores braçais, casamentos combinados por familiares e sem amor, fora o tratamento degradante sofrido pelas mulheres.

Mas, um ponto muito positivo nos contos foi a personalidade forte e decidida das protagonistas, em contraponto com a fraqueza moral e perversidade dos homens.

E destaco "A Historiadora Obstinada", por retratar o cotidiano na aldeia, a aculturação sofrida por causa da ação dos religiosos europeus e o resgate das raízes, promovido por uma das descendentes desse povo.

Em resumo, é um livro impactante, que provoca dor e revolta, com elementos culturais diferentes da realidade branca hegemônica, mas que mostra outros caminhos possíveis.
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Toni 30/07/2020

Força e verdade
No Seu Pescoço traz doze contos construídos e fundamentados numa linha constante do universo preto e a violência gerada a partir de duas nuances, a do opressor (EUA) e a do oprimido (Nigéria). Mas esse recorte pode fazer referência a qualquer circunstância do mundo atual.

Uma relação sempre carregada de sentimentos que se entrelaçam o tempo todo, como tristeza versus esperança, ódio/amor, indiferença/saudade, liberdade e prisão, entre outros. Elementos que contribuem enormemente para dar força e densidade às histórias.

Outro recurso que torna a obra algo singular é uso inovador do discurso na 2ª pessoa de modo que propositadamente e inevitavelmente aproxima o leitor de sua narrativa, envolvendo-o de tal forma, que este chega a pensar que "você" é ele mesmo, ?E então, na quinta noite, você entrou em pânico ao ver que ele não estava parado na porta no fim do seu turno.? (No seu
pescoço) ou ?Apesar de ter só dez anos, você soube que algumas pessoas podem, ocupar espaço demais apenas sendo, que apenas existindo algumas pessoas podem sufocar as outras.? (Amanhã é tarde demais), fazendo alusão em cada frase meticulosamente inserida a todas as formas de violência a que o preto é submetido o tempo todo, em qualquer lugar. "Eu fiquei feliz quando vi sua foto (...) Você tinha a pele clara. Eu tinha que pensar na aparência dos meus filhos. Negros de pele clara se dão melhor nos Estados Unidos. "

Cada um dos 12 contos retratam uma face dessa luta cotidiana, incessante, cruel e, sobretudo, injusta dentro da qual pessoas pretas são mortificadas. Só quem não sente na pele como eu ou
você, considerados brancos e, portanto, privilegiados, é que desconhecem a profundidade dessa dor

Enfim, Chimamanda compõe histórias cheias de verdade e emoção capazes de prender e transformar o leitor, deixando sempre um rastro de esperança no ar, como é o caso do imperdível "Jumping Monkey Hill " divinamente libertador ao final. Leiam!
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Eli 30/07/2020

No seu pescoço, primeiro livro de contos da escritora Chimamanda Ngozi Adichie e nele contém doze contos, que vão se passar na Nigéria ou nos Estados Unidos mas as protagonistas são sempre nigerianas com a excessão de um conto que é proagonizado por um homem. ?
Confesso que os primeiros contos não me chamaram tanta atenção mas a escrita da Chimamanda é bastante fluida e todos os contos são muito tocantes, a autora consegue nos envolver em cada conto mesmo sem nenhuma conexão abordando uma série de assuntos como racismo, imigração, machismo, desigualdade racial, conflitos familiares, a colonização da África e o preconceito religioso.??
??
Apesar de me considerar uma grande fã da autora ainda não tinha tido o contato mais aprofudado da sua escrita a autora não me decpecpionou em nenhum momento pelo contrario fiquei ainda mais fascinada de como ela consegue num mesmo conto falar sobre vários temas e nos presentear com um copilado de historias sobre a cultura nigeriana e suas opressões de uma forma realista e poética. São temas muito atuais e reais a dureza que alguns contos possuem me fizeram conhecer a realidade de um país que até então, pouco conhecia.??
??
Chimamanda traz uma realidade nos contos que acredito que poucos autores ja fizeram, ela mostra o que realmente acontece a várias pessoas que são impedidas de serem felizes em seus paises de origem. E de como essas pessoas são tratadas quando migram para os Estados unidos, essas pessoas acabam vindo pra esses paises como uma forma de encontrar abrigo e morandia, mas quando se deparam com a realidade totalmente daquilo que sonhavam antes um caminho duro de se percorrer que envolve preconceito, violencia, pobreza. ??
?
O que mais me deixou aflita enquanto lia os contos foi o fato de saber da aproximação das historias com a realidade que esse país ainda vive atualmente.??
??
Os meus contos favoritos foram Fantasmas, Jumping Monkey Hill, Embaixada Americana, O tremor, Os casamenteiros, A historia obstinada e Amanhã é tarde demais.?
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Krous 28/07/2020

Nem só de decepção com autores negros foi marcado novembro. Tive a oportunidade de ler esta obra da Chimamanda Ngozi Adichie que ganhei no Clube do Livre da Saraiva do Riosul, em Botafogo - ou o clube mensal da Frini.

Na época, não tinha o hábito de ler contos. Achava que ler contos servia apenas para trapacear o balanço mensal ou anual de leituras. Até cogitei passar o livro adiante.

Tanto o Brasil quanto a Nigéria foram colonizados e saqueados por países europeus brancos, cujos reflexos dessa invasão são nítidos até hoje. Atualmente, os dois buscam recuperar a identidade desmontada pelos colonizadores. Porém o processo é diferente.

Notei similaridades entre a Nigéria e outros países latinos cujos cidadãos correm atrás de uma vida melhor para si e sua família migrando para os Estados Unidos. Apesar do choque de cultura, da dificuldade no idioma, de, às vezes , se submeterem a subempregos, há orgulho e alívio de buscarem sua parte do sonho americano.

Esse pensamento atinge de outra forma o Brasil, a meu ver. É outra classe social que sonha em morar na terra do Tio Sam ou na Europa. A recepção desses países com imigrantes brasileiros sempre soou para mim menos turbulenta.

Estou surpresa, mas não deveria, de saber que a Nigéria é um país tão machista quanto qualquer outro.

Comentei tudo isso porque nos doze contos deste livro encontraremos personagens que passam por essas situações, vivem conflitos pessoais sobre seu país natal, valorizar o estrangeiro mais que sua terra, sua cultura, seu país.

Acho que escrever gostei/não gostei dos contos é muito limitado e simplório. Eu refleti bastante enquanto lia as histórias. Nunca tive oportunidade de enxergar a Nigéria e gostei que a obra da Chimamanda me deu essa oportunidade.
Stefany 28/07/2020minha estante
Você tem algum conto favorito? Lembro que gostei muito daquele em que a moça se casa e vai morar nos EUA e mostra o marido sempre tentando "apagar" a cultura dela pra se adaptar aos costumes americanos




Braitete 24/07/2020

Rico
Os contos são maravilhosos, ricos de significado.
As protagonistas são mulheres fortes e particularmente isso que também me deixa maravilhada em inúmeras leituras, é essencial ter personagens bem construídos e nisso Chimamanda nunca peca!
Na realidade, Chimamanda me ganhou através desse livro, mas fico confusa devido a diferença desses contos com Americanah, por exemplo.
Aqui ela possui uma escrita mais objetiva, contando sem enrolações. Eu realmente amo o modo que Chimamanda nos leva para o futura, passado e presente sem percebemos.
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juandbooks 23/07/2020

perfeito pra começar com as ficçoes da chimamanda
esse livro foi lindo, foi rapido, foi comovente, foi arrepiante.
é bom começar alertando aos gatilhos: cenas violentas, morte e estupro.
mas ao mesmo tempo que o livro lida com temas tao fortes: luto, machismo, perdas, ele não pesa na gente.
foi um livro maravilhoso com contos que se destacaram muito e mesmo os que eu não fiquei cativada nenhum eu não gostei.
eu ainda não tinha começado nenhum livro de ficção da chimamanda apesar de ter 3 (eu sempre soube que ia amar a escrita dessa mulher incrivel) e eu acho que foi perfeito começar com essa leitura tao boa, de escrita linda e rapida.
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Rapha 21/07/2020

Fiquei impressionada ao sentir como Chimamanda consegue ser eclética. Nos contos de “No seu pescoço”, ela consegue circular entre romance, drama e suspense de um jeito maestral.
Provoca o envolvimento do leitor com as personagens, que são cheio de complexidades e vida. A forma como ela abre a cultura nigeriana nos faz querer saber mais sobre histórias e detalhes africanos que desconhecemos na América.
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Lara 19/07/2020

chimamanda é mestra com as palavras e sabe contar histórias comoventes e ao mesmo tempo numa linguagem acessível e dinâmica. adorei os contos e fiquei com vontade de ler mais da autora
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Aurélia Gomes 13/07/2020

Maravilhoso
Mais uma vez a autora me surpreendeu, são 12 contos que retratam a realidade da população da Nigéria.
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@umapaixaochamadalivrosblog 13/07/2020

Chimamanda sempre surpreendente ?
Boa noite leitores,
Esta foi uma #leitura em #ebook rápida e fascinante. Eu já conhecia o trabalho da autora, de quem sou fã, mas fui surpreendida com um #livro de doze contos. Até entender que eu não me aprofundaria tanto com cada personagem, pois se tratavam de histórias diferentes, levou um tempo. E adorei a experiência. São histórias especiais, características da autora, temas familiares e narrativa fluída. Meu encanto foram as histórias em 1°, 2° e 3° pessoa, a diversidade foi genial. Alguns contos me tocaram mais do que outros. O início é certeiro, com a "Cela Um", ainda leve até "A embaixada Americana", o conto mais forte e dolorido pra mim e o "Amanhã é tarde demais" sendo o mais catártico.
Histórias sobre colonialismo, casamentos arranjados, a supremacia norte-americana, a homofobia, o sexismo, as religiões e as culturas. Um olhar que demonstra toda a pluralidade da África e dá ênfase ao povo nigeriano, especialmente às mulheres, de diferentes idades e tribos.

Nos doze contos que compõem o volume, encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares. Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro ? escrito em segunda pessoa ?, Adichie parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.

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Beijos e até a próxima.
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